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06/08/2018

Lá vão mais candeeiros


Chegado por e-mail:

«Boa tarde
Os candeeiros da R. Rodrigo da Fonseca, no quarteirão entre a R. Braamcamp e a Rua Joaquim António de Aguiar, no passado dia 4 de Julho, estavam quase todos como mostram as fotos em anexo.
Significa isto que vão ser substituidos por moderdices.
Abraço
PL»

04/09/2017

E lá continua a vergonha de termos o departamento de iluminação pública da CML à solta!


E lá continua a vergonha de termos a divisão de iluminação pública da CML à solta! Como é que ninguém consegue travar este fartote é que não entendo. Agora cabe a vez ao bairro de Madredeus, com o abate das colunas de iluminação históricas e a sua substituição pela afronta de via-rápida que a imagem documenta.

11/11/2016

Rua da Escola do Exército: candeeiros históricos vão desaparecer após 1 século






Este arruamento da Freguesia de Arroios vai ficar mais pobre com o argumento demagógico da melhoria da iluminação.
A História da nossa cidade, das diferentes freguesias e arruamentos, também se lê nos equipamentos de iluminação pública. Ao longo dos anos a cidade soube - umas vezes melhor de que outras - reciclar, adaptar, actualizar os candeeiros à medida dos progressos técnicos.
Neste caso concreto as colunas de iluminação pública da Rua da Escola do Exército - uma rua do final do séc. XIX / início do séc. XX - serão em breve retiradas.
Estes candeeiros, em uso em Lisboa desde 1888 e apesar de fazerem parte do ambiente urbano da rua desde os finais do séc. XIX, vão ser apagados da memória colectiva.
As colunas originais estavam bem integradas na escala do arruamento, enriqueciam a experiência de quem circulava na rua. Contavam uma história. Agora, teremos novos candeeiros num novo-riquismo dispensável e de justificação questionável.
Porque se decidiu destruir assim um elemento importante na caracterização desta rua?
Os candeeiros estavam tecnicamente obsoletos? Porque não se actualizaram, tal como se faz noutros lugares da cidade? Os candeeiros não eram suficientes? Porque não se aumentou o seu número?
O facto é que a Rua da Escola do Exército vai ficar mais pobre enquanto ambiente urbano lisboeta.
Tudo graças, talvez, à dificuldade que a Divisão de Iluminação Pública/CML tem revelado em aceitar que a iluminação pública de uma cidade histórica não é só uma questão técnica. E que há outras áreas do saber que devem ser convocadas a participar numa intervenção desta natureza.
Para além de que nós, os cidadãos, os contribuintes, não teremos o direito a participar nas decisões que envolvem a alteração radical do nosso espaço público? Este projecto é mais um infeliz exemplo da má gestão do bem público na nossa cidade.

Rua da Escola do Exército: Mais um desaparecimento de Colunas de iluminação históricas

Rua da Escola do Exército c.1900 (Alberto Carlos Lima, Arquivo CML)
 Os candeeiros hoje, passados mais de 100 anos ainda lá estão e apenas as luminárias foram alteradas (talvez nos meados do séc. XX). Estas peças são de origem francesa e criadas no séc. XIX.
E estes são os novos candeeiros já instalados pela DIP-CML, orgulhosamente sós na sua altura de 6 metros, cheios de vaidade LED, e autistas na sua relação com este arruamento do séc. XIX da Freguesia de Arroios. Todos os candeeiros originais serão retirados, sem apelo nem agravo, em nome da eficiência energética, único critério que a CML parece considerar como importante na remodelação da iluminação pública neste tipo de bairros. E como é já habitual, os munícipes não foram informados desta alteração radical do seu espaço público. Quando regressaram das suas férias de verão foi isto que encontraram na sua rua. Ponto final.

08/11/2016

URGENTE: Pré-anúncio de abate candeeiros de marmorite "Guerra Junqueiro" - Alerta e protesto ao PCML

Exmo. Senhor Presidente da CML
Dr. Fernando Medina


Chamamos a atenção de Vossa Excelência para o seguinte:

Fomos informados que a CML/ Divisão de Iluminação Pública se prepara para fazer o abate das colunas de iluminação de marmorite, dos anos 40, da Avenida Guerra Junqueiro, as quais, recordamos, foram colocadas pela primeira vez em Lisboa precisamente naquela avenida e por essa razão aquele modelo de candeeiro é designado por «coluna Guerra Junqueiro»!

A fábrica que as executou ainda existe - CAVAN - e no seu catálogo ainda são designadas como «Guerra Junqueiro».

Inclusive, a CAVAN já realizou várias empreitadas de reparação e recuperação de colunas de iluminação para a Câmara Municipal de Lisboa - como por exemplo os candeeiros do Parque Eduardo VII desenhados nos anos 40 pelo arquitecto Keil do Amaral (1911-1975), mas, curiosamente, nunca a CML solicitou os seus serviços para a reparação de colunas de marmorite, fossem estas da Avenida Guerra Junqueiro, fossem outras naquela zona, como as da Avenida Madrid, por exemplo, entretanto já abatidas.

Um dos argumentos para os sucessivos abates deste tipo de candeeiro – que não são de agora e que por isso mesmo já nos levaram em tempos a solicitar uma sindicância aos referidos serviços - é que o antigo compartimento eléctrico original é de "fechaduras de vandalismo fácil" e com "interior demasiado apertado para a colocação de caixas de portinhola regulamentares". No entanto, fomos informados que a CAVAN faz as alterações que as normas exigem: "De acordo com os ensaios realizados, a porta do compartimento eléctrico assegura as protecções exigidas nomeadamente: IP 45 (NP EN 60529) e IK 10 (NP 50102). As definições, termos, dimensões, tolerâncias, especificações e controlo de qualidade são regidos de acordo com as normas: DMA - C71 - 510-E - OUT.1994 (EDP); DMA - C71 - 520-E - OUT.1994 (EDP); DMA - C71 - 521-E - JUL. 1999 (EDP); NORMA EUROPEIA EN 40".

Outro argumento usado é de que a luminária existente "não apresenta as condições mínimas requeridas para uma qualquer instalação de Iluminação Pública que se preze." Mas é exactamente por essa razão que a CML tem vindo a actualizar as luminárias de antigas colunas e consolas de iluminação pública de Lisboa. Não faltam exemplos por toda a cidade de candeeiros históricos que ganham nova vida graças precisamente ao investimento na manutenção e actualização.

É pois possível, Senhor Presidente, "respeitar a normalização e regulamentação em vigor" e "melhorar consideravelmente a segurança quer das pessoas, quer da instalação eléctrica" sem que seja preciso destruir mobiliário urbano que faz parte integrante da história desta cidade, pelo que não existe justificação para esta ou outra empreitada de abate de candeeiros dos anos 40 e 50, conforme é pretendido pela Divisão de Iluminação Pública da CML.

Como é do conhecimento de Vossa Excelência, é nossa convicção, e disso fazemos causa, que o património de mobiliário urbano de Lisboa deve ser estimado e recuperado sempre que possível, e de que não faz sentido destruir aquilo que pode ser recuperado, e que devemos dar prioridade à sua manutenção e recuperação.

Pelo que nos questionamos como é possível a CML insistir no abate destes equipamentos?! Não entendemos esta “febre” de abates e de colocação de candeeiros LED, em chapa galvanizada, um pouco por toda a cidade, e agora na martirizada Avenida Guerra Junqueiro, símbolo do Plano de Urbanização de Alvalade, um plano urbanístico a todos os títulos exemplar e actual, como Vossa Excelência concordará.

Daí esta nossa chamada de atenção, Senhor Presidente, para que evite este abate e dê indicações aos serviços para que, em vez disso, procedam às diligências necessárias para a reparação e modernização destes candeeiros.

Damos conhecimento deste alerta ao Senhor Vereador responsável pelo Espaço Público, à Assembleia Municipal, à Junta de Freguesia do Areeiro e aos media.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Carlos Moura-Carvalho, Ana Alves de Sousa, Paulo Lopes, Jorge Santos Silva, Júlio Amorim, Alexandra Maia Mendonça, Inês Beleza Barreiros, José Maria Amador, Miguel de Sepúlveda Velloso, João Oliveira Leonardo, Martim Galamba, Rui Martins, Maria do Rosário Reiche, Jorge Pinto

25/10/2016

Mais outra rua que vai ficar sem candeeiros de antanho


Enquanto isso, uma outra guerra/negócio tb em curso em Lx e há demasiados anos, mas contra a qual muito poucos atentam e vêem: o abate e substituição de candeeiros, sejam eles colunas de iluminação dos anos 20-30, consolas bojudas dos anos 40-50, candeeiros de marmorite do plano de Alvalade... no caso, claro, as pobres das colunas de iluminação, com luminária em nabo, na circunstância na Rua da Escola do Exército, à Estefânia. Palmo a palmo, rua a rua, o extermínio vai sendo total...

E os novos lindinhos (fotos de Nuno Caiado), claro, dignos do mais reles e miserável dos subúrbios deste rectângulo à beira-mar plantado. Bah!

14/04/2016

Obras no Cais do Sodré - Abate de candeeiros antigos - Como é possível?


Exmo. Senhor Vereador
Arq. Manuel Salgado


C.C. PCML, AML, JF e Media

Serve o presente para dar conta a V. Exa. da nossa indignação pelo abate em curso dos candeeiros antigos da zona do Cais do Sodré, conforme imagem em anexo.

Tal abate não só não constava da documentação colocada on-line pela CML, relativamente ao projecto de requalificação do espaço público aprovado para aquele local, como se nos afigura uma empreitada de lesa-património, uma vez que os candeeiros em causa são dos mais emblemáticos da capital, cremos mesmo que únicos na cidade, e, como tal, dignos exemplares da cidade histórica, ao contrário dos exemplares medíocres, modernos e apropriados para a zona da Expo, que a empreitada a decorrer já tem no local, prontos para substituírem os ali existentes desde a década de 40.

Por favor, Senhor Vereador, mande suspender de imediato o abate dos candeeiros do Cais do Sodré!

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho e Júlio Amorim

20/03/2014

Candeeiros de Lisboa: R. Capitão Renato Baptista

Imagem chegada por email, com a informação de que as colunas de iluminação desta rua não são alvo de pintura ou manutenção há mais de 2 décadas... Os moradores também se queixam que o Departamneto de iluminação da CML não responde aos pedidos de intervenção de restauro... estarão a planear o abate das colunas?