Um blogue do Movimento Fórum Cidadania Lisboa, que se destina a aplaudir, apupar, acusar, propor e dissertar sobre tudo quanto se passe de bom e de mau na nossa capital, tendo como única preocupação uma Lisboa pelos lisboetas e para os lisboetas. Prometemos não gastar um cêntimo do erário público em campanhas, nem dizer mal por dizer. Lisboa tem mais uma voz. Junte-se a nós!
30/01/2021
Sobre o futuro da fortificação-prisão da Trafaria #1
28/01/2021
Edifícios Patriarcado (Cp.Mártires da Pátria)/Repúdio pela aprovação da CML/ Pedido de esclarecimentos LNEC/ Pedido de elementos ao promotor/Queixa ao MP
Eng. Ricardo Veludo
CC. PCML, AML, JF, DGPC e media
No seguimento da aprovação em reunião de CML da última semana de Dezembro, da Proposta n.º 862/2020 referente ao projeto de arquitetura de alterações e ampliação (com demolição) nos 3 edifícios sitos no Campo dos Mártires da Pátria, nºs 40 a 48, do promotor Coporgest e do arq. Nuno Ministro, Processo nº 2235/EDI/2018, vimos por este modo manifestar o nosso veemente protesto pelo facto e a nossa estupefacção perante o sucedido.
Com efeito, para além de considerarmos estar perante um projecto medíocre, a vários níveis, para a zona em apreço e para os valores patrimoniais respectivos, constatamos, objectivamente, que o mesmo apresenta os seguintes problemas e incompatibilidades:
1. Tem um forte impacte (é a própria CML a reconhecê-lo no ponto 8 da Proposta nº 862) numa zona que, recordamos, está classificada Imóvel de Interesse Público desde 1996 (“Campo Santana”), DL nº 2/96 de 6 de Março de 1996, algo que nem por isso motivou a CML a colocar este projecto em discussão pública, limitando-se, em vez disso, à questão das cedências que a Lei prevê em matéria de projectos com impacte relevante.
2. Incide sobre edifícios elencados na Carta Municipal do Património (Palácio do Patriarcado e Palácio Valmor), o que no entanto não impediu que a CML ignorasse a inobservância por parte do projecto dos pontos nº 1, 2, 3, 5, 6 e 7 do artigo 27º do Regulamento do PDM, ponto nº 1 do artigo 29º e artigo nº 30 do mesmo Regulamento, expressamente referidos no parecer da Estrutura Consultiva Residente do PDM, Informação nº 65638/INF/ECR_CMP/GESTURBE/2019, de 20 de Dezembro de 2019, nomeadamente sobre a destruição dos interiores do Palácio Valmor, considerada muito negativa por essa estrutura da CML. Ou seja, a CML, objectivamente, ignora o parecer da entidade consultiva criada no âmbito do PDM, o único órgão garante da correcta monitorização de eventuais desmandos urbanísticos em matéria de salvaguarda do Património da cidade, o que é o caso, ainda mais tendo em conta a não pronúncia clara da DGPC estando em causa o Campo Santana, IIP, e a zona de protecção da "Galeria de Sant'Ana" (parte do Aqueduto das Águas-Livres, MN), à semelhança, aliás, do que esta entidade já fez em projectos semelhantes sobre edifícios inscritos nessa zona protegida, desde logo o projecto de demolição integral, com excepção da fachada, da casa senhorial da família Vaz de Carvalho, no topo Norte do Campo Santana, algo que muito lamentamos.
3. Prevê a construção de um estacionamento em cave de 5 pisos, em plena colina, o que colide, objectivamente, com o espírito do próprio Plano Director Municipal em matéria de impermeabilização de solos, com todas as consequências nefastas para a cidade a nível do escoamento das águas subterrâneas (vide as permanentes inundações da Rua de São José, por exemplo) e previsível deteriorar das condições de estabilidade da própria colina – lembre-se os incansáveis alertas do Arq. Gonçalo Ribeiro Telles, figura ímpar que a CML tanto pugna por citar. Por outro lado, a construção em subsolo neste caso afigura-se como um argumento caricado, dada a existência de um parque de estacionamento subterrâneo público em plena zona central do Campo Mártires da Pátria, feito há cerca de duas décadas (já então ao arrepio das boas práticas) e que se encontra visivelmente subaproveitado. Refere a CML que o promotor argumenta que o projecto em causa não será viável financeiramente se abdicarem das 5 caves para estacionamento, matéria que julgamos dever estar à margem da CML uma vez que não é do Interesse Público, mas sim do interesse do promotor. Esta pretensão será assim mais uma ferida no subsolo da cidade, com tudo o que daí advirá em matéria ambiental, e paradoxal, logo agora que a CML acaba de ostentar o galardão da Capital Europeia Verde 2020.
Pelo exposto, apresentamos o nosso mais veemente protesto pela aprovação referida, a qual, a nosso ver, põe em causa uma série de reprovações recentes da CML em matéria urbanística, que aplaudimos a esse pelouro, de boa-fé e em espírito construtivo, sendo que neste caso custa ainda mais a entender esta aprovação dadas as três reprovações que o projecto já tinha tido pela vereação anterior. Até porque são processos urbanísticos como o presente que têm motivado os cidadãos a recorrerem a quem de direito, sempre que entendem que as instâncias com responsabilidade na gestão da Cidade e na salvaguarda do Património não agem conforme o esperado e as competências que a Lei lhes faculta.
Com os melhores cumprimentos
Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Miguel de Sepúlveda Velloso, Júlio Amorim, Helena Espvall, Virgílio Marques, Gustavo da Cunha, Paulo Trancoso, Filipe Teixeira, Rui Pedro Martins, João Oliveira Leonardo, Nuno Caiado, Pedro de Souza, Eurico de Barros, António Araújo, Pedro Fonseca, Jorge Pinto, Luís Carvalho Rêgo, Maria Ramalho, Beatriz Empis, Pedro Jordão, Maria João Pinto, Carlos Boavida, Pedro Machado, Maria do Rosário Reiche, Jorge Lima, Filipe e Bárbara Lopes, Marta Saraiva
...
A/c do Conselho Directivo do LNEC
CC. PCML, JF e media
Exmos. Senhores
No seguimento da aprovação pela CML, em finais de Dezembro, de um projecto de alterações para três edifícios sitos no Campo dos Mártires da Pátria, nºs 40 a 48, Rua de Santo António dos Capuchos, 90-92, Processo nº 2235/EDI/2018;
Considerando que o projecto em apreço contempla a construção em subsolo de um estacionamento em cave com 5 pisos, conforme elementos que junto anexamos, e considerando o previsível impacte que a construção em subsolo naqueles lotes terá para a estabilidade da colina e para o normal escoamento das águas, forçosamente obstruído pela sua construção;
Solicitamos a V. Exas. que nos informem se esse Laboratório foi consultado para o efeito e, em caso afirmativo, qual é o parecer emitido.
Na expectativa, apresentamos os melhores cumprimentos
...
Coporgest e Arq. Nuno Ministro
CC. PCML, AML, MC, DGPC e Media
Exmo. Senhores
No seguimento da aprovação pela CML, em finais de Dezembro, do v/projecto de alterações para os três edifícios sitos no Campo dos Mártires da Pátria, nºs 40 a 48, e Rua de Santo António dos Capuchos, 90-92, e considerando que os três edifícios fazem parte do Conjunto Classificado de Interesse Público do “Campo Santana” (DL nº 2/96 de 6 de Março de 1996) e os Palácios do Patriarcado e Valmor constam da Carta Municipal do Património, respectivamente, item 24.19 e 24.20, com todas as condicionantes que tal implica,
Vimos pelo presente solicitar que tornem públicos os relatórios de engenharia de estruturas que sustentam o v/projecto, bem como todos os levantamentos fotográficos sobre todos os elementos dos interiores dos três edifícios em apreço, incluindo cozinhas, capelas/oratórios e eventuais cocheiras, bem como o levantamento botânico dos logradouros, estatuária, lagos e fontes.
E que nos indiquem qual o destino das salas de aparato dos palácios do Patriarcado e Valmor, subdividas e “mezzanizadas”, bem como a forma como pretendem salvaguardar estuques, frescos e mármores dos três edifícios, sendo o v/projecto de alterações profundas com demolição de interiores do palácio Valmor e do edifício do nº 48.
Com os melhores cumprimentos
...
Projecto de alterações a 3 edifícios do Cp. Mártires da Pátria - Queixa ao MP (3.3.2021)
Exma. Senhora Procuradora-Geral da República
Dra. Lucília Gago
No seguimento da aprovação pela CML, em 26 de Dezembro de 2020, do projecto de arquitectura, processo nº 2235/EDI/2018, relativo a alterações e ampliação em três edifícios sitos no Campo dos Mártires da Pátria, nºs 40 a 48, serve o presente para apresentarmos queixa junto da Procuradoria-Geral da República pelos motivos que apresentaremos seguidamente, e requerermos a respectiva responsabilização penal no caso de se apurarem ilegalidades na já citada aprovação.
Ponto prévios:
1. Os três imóveis a intervencionar, designados por edifício 1 (Campo Mártires da Pátria, nº 40-43, ala Norte do “Palácio Valmor”), edifício 2 (Cp. Mártires da Pátria, nº 44-46, “Palácio do Patriarcado”) e edifício 3 (Cp. Mártires da Pátria, nº 46-48) são parte integrante do Campo dos Mártires da Pátria (“Campo Santana”), conjunto classificado Imóvel de Interesse Público (Decreto n.º 2/96, DR, I Série-B, n.º 56, de 6-03-1996).
Neste contexto, apresentamos queixa junto de V. Exa. por a proposta nº 862/2020 aprovada em reunião de CML de dia 22 de Dezembro de 2020, tudo leva a crer, não ter acatado o despacho do Chefe de Divisão da DSPA da DGPC, na Informação S-2020/516149, exarado a 11.02.2020, mais precisamente as condicionantes já anteriormente exigidas ao promotor, ou seja, o cumprimento dos pontos 2B e 2C do Parecer de Arquitectura, Informação nº 122/DSPA/2020 (em anexo).
2. Os edifícios 1 e 2 integram a Carta Municipal do Património Edificado e Paisagístico de Lisboa, respectivamente item 24.20 e item 24.19, pelo que, a nosso ver, existe um erro de apreciação no ponto 2 do parecer de arquitectura emitido pela Direcção-Geral do Património Cultural em 17.01.2020 (documento em anexo), ao referir que apenas o edifício 2 o era:
image.png
Neste contexto, apresentamos queixa pelo facto de a referida Proposta não ter acatado o parecer da Estrutura Consultiva Residente do PDM, vide Informação nº 65638/INF/ECR_CMP/GESTURBE/2019, de 20 de Dezembro de 2019, no qual este órgão sublinha o incumprimento por parte do projecto 2235/EDI/2018 dos pontos nº 1, 2, 3, 5, 6 e 7 do artigo 27º do Regulamento do PDM, ponto nº 1 do artigo 29º e artigo nº 30 do mesmo Regulamento.
Esse incumprimento traduzir-se-á na prática, temos em crer, pela demolição dos interiores da ala Norte do antigo Palácio Valmor (item 24.20 da Carta Municipal do Património) e pela remoção e posterior remontagem de tectos e elementos decorativos do Palácio do Patriarcado (item 24.19) *
O levantamento exaustivo dos elementos de valor histórico-patrimonial dos palácios Valmor e Patriarcado, a preservar e a demolir, bem como os que sofrerão uma “remontagem”, estão sobejamente documentados no “Relatório Prévio Conservação e Restauro” (Neoépica/GPCR, Março de 2019), e “Relatório final do estudo histórico-arquitectónico e avaliação patrimonial” (por Maria Helena Barreiros, Historiadora da arte”, 2007), mas cuja digitalização não nos foi possível, mas que existem em formato papel e se encontram apensos ao processo.
Junto enviamos os seguintes documentos digitalizados:
-Aprovação do Projecto de Arquitetura (Dez.2020), CML/DMU/DLPE/Divisão de Projetos de Edifícios
-Informação Nº 49519/INF/DMURB (25.11.2020), contendo parecer da DGPC.
- Projecto de Licenciamento Arquitectura (Novembro 2020)
-Fotos retiradas do “Relatório Prévio Conservação e Restauro” (Neoépica/GPCR, Março de 2019) e do “Relatório final do estudo histórico-arquitectónico e avaliação patrimonial” (por Maria Helena Barreiros, 2007)
Com os melhores cumprimentos
Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Miguel Jorge, Miguel de Sepúlveda Velloso, Irene Santos, Luís Serpa, António Araújo, Bruno Palma, Pedro Jordão, Fernando Jorge, José Maria Amador, Júlio Amorim, Alexandre Marques da Cruz, Virgílio Marques, Luís Carvalho e Rêgo, Helena Espvall, Maria João Pinto, Eurico de Barros, Pedro de Souza, Gonçalo Cornélio da Silva, Miguel Atanásio Carvalho, Beatriz Empis, Gustavo da Cunha, Maria Teresa Goulão, Jorge Pinto
proj 13196otr2020 (1).pdf
9 anexos
21/01/2021
Pedido à CML de jardim nas traseiras da antiga Fábrica Simões (Benfica)
Dr. Fernando Medina
Exmº Sr. Presidente da AML
Dr. José Maximiano Leitão
Exmº Sr. Presidente da JF de Benfica
Dr. Ricardo Oliveira Marques
C.C. Media
Como será do conhecimento de V. Exas., encontra-se a decorrer em bom ritmo a obra de construção do mega-empreendimento “Fábrica 1921” (https://www.fabrica1921.pt/), talvez a obra de construção civil com maior impacte neste momento em Lisboa, no exacto local onde laborou a outrora conhecidíssima têxtil da Fábrica Simões, em Benfica, extravasando em muito, aliás, o próprio lote da antiga fábrica, e tendo envolvido também a demolição de moradias centenárias.
É nossa convicção que o bairro de Benfica, e esta zona em particular, precisa de uma nova área densamente arborizada, por forma a compensar-se o impacte construtivo e de tráfego - designadamente a nível de uma maior dificuldade no escoamento do trânsito, e por conseguinte com uma maior carga de poluição -, que aquele empreendimento implicará no quotidiano de toda a envolvente à Av. Gomes Pereira.
Considerando que existe um amplo terreno vazio nas imediações da antiga Fábrica Simões, mais propriamente nas suas traseiras, junto ao final das escolas e do Politécnico (fotos em anexo), e que a pandemia que o país vive não terá permitido à Câmara de Lisboa apresentar as iniciativas que imaginaria para o ano passado, no âmbito do galardão de Capital Europeia Verde 2020;
Propomos a V. Exas. que a CML e a AML deliberem avançar com proposta no sentido de ser possível tornar o terreno acima referido num amplo parque, que possa ser o “pulmão verde” daquela zona de Benfica, para o usufruto de todos e como compensação pela densidade de construção aprovada para o lote da antiga fábrica.
Com os melhores cumprimentos
Paulo Ferrero, Vítor Vieira, Bernardo Ferreira de Carvalho, Nuno Castro Paiva, Nuno Vasco Franco, Ana Celeste Glória, Virgílio Marques, António Araújo, Pedro Jordão, Paulo Trancoso, Gustavo da Cunha, Eurico de Barros, Maria Maia, Júlio Amorim, Beatriz Empis, Fernando Jorge, Maria do Rosário Reiche, Helena Espvall, Fátima Castanheira, Jorge Pinto, Sofia de Vasconcelos Casimiro e Irene Santos
Fotos: Vítor Vieira
19/01/2021
Pilaretes e Estacionamento
Alguém nota?
A total ausência de estacionamento à superfície... Por cá ainda existe o direito inalienável de estacionar à porta, e muito provavelmente de borla (dada a baixa probabilidade de se pagar multa). Perdem os peões por terem menos espaço, perde a estética e a qualidade de vida da cidade - como é que uma rua ou praça em formato de parque de estacionamento pode ser agradável? - e perdemos todos com mais e mais trânsito, já que grande parte (40%) do tráfego na cidade é causado por automóveis às voltas à procura de lugar para estacionar (video da StreetFilms). E o que não falta por aí é lugar para estacionar em parques.
Descontando as ruas muito estreitas (e mesmo essas...), a Avenida Fontes Pereira de Melo, as praças de Baixa (Rossio, Município e Figueira) e obviamente as vias-rápidas alguém se lembra de mais algum local em Lisboa sem estacionamento à superfície?
Indemnizações.....!?
"O estado das ruas de Lisboa obrigou 350 automobilistas a fazer pedidos de indemnização à câmara de Lisboa durante 2008, devido a danos causados nas viaturas pelos buracos nas ruas. Destes, a câmara viu-se obrigada a pagar cerca de metade." (aqui em baixo no post da M. Isabel)
E que tal se a C.M.L. aproveitasse a onda......e pedisse indemnização a todos os automobilistas que diariamente rebentam com os passeios de Lisboa ?
Edifício Rua Pascoal de Melo, n 84 - Pedido à firma proprietária
CC. PCML, AML, JF Arroios, Vereador do Urbanismo e media
Exmos. Senhores
Como é do conhecimento de V. Exas., o imóvel sito na Rua de Pascoal de Melo, nº 84, vossa propriedade, foi construído em 1882 e é um edifício bem exemplificativo de uma “Lisboa Entre-Séculos” que importa salvaguardar, sob pena de, daqui por década e meia, nada restar em Lisboa dessa época construtiva.
Em nosso entender, este edifício, cuja fachada se encontra integralmente revestida de azulejos da Fábrica Viúva Lamego, igualmente produzidos no século XIX, devia estar em perfeito estado de conservação e salvaguardado integralmente, enquanto exemplar característico do Bairro da Estefânia, outrora rico em património de finais do século XIX, início do XX, e habitado na sua totalidade.
Daí não compreendermos as intenções de V. Exas. em o terem querido demolir integralmente aquando do vosso projecto de 2018, oportunamente chumbado pela Câmara Municipal de Lisboa.
Nesse sentido, e até por uma questão da conjuntura económica em que vivemos e que não irá mudar nos próximos anos, apelamos a V. Exas. no sentido de repensarem a vossa estratégia para este edifício, e submeterem aos serviços da CML, tão breve quanto possível, um projecto de recuperação integral do prédio, a nível do seu exterior e do seu interior, em toda a extensão, relocando-o no mercado de habitação.
Lisboa só terá a agradecer a empresas que procurem, acima de tudo, reabilitar sem destruir, devolvendo à cidade edifícios recuperados e de que todos nos possamos orgulhar.
Podem V. Exas. contar com o Fórum Cidadania Lx para disso fazermos eco.
Na expectativa, apresentamos os melhores cumprimentos
Paulo Ferrero, Fernando Jorge, Bernardo Ferreira de Carvalho, Rui Pedro Martins, Nuno Caiado, Gustavo da Cunha, Miguel de Sepúlveda Velloso, Paulo Guilherm Figueiredo, Pedro de Souza, Virgílio Marques, Eurico de Barros, Júlio Amorim, Maria Ramalho, Helena Espvall, Jorge Pinto, Pedro Ribeiro, Maria do Rosário Reiche, Maria Maia, Pedro Machado, Miguel Atanásio Carvalho, António Araújo, Filipe Teixeira, Beatriz Empis, Fátima Castanheira, Irene Santos e Alexandre Marques da Cruz
18/01/2021
Petição por um jardim-memorial a Sousa Mendes no Largo do Rato - Assine e divulgue, SFF, obrigado!
https://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT105288.
Exmo. Senhor Presidente da CML
Dr. Fernando Medina,
Exmo. Senhor Presidente da AML
Dr. José Maximiano Leitão
No seguimento da proposta apresentada à CML em 1 de Junho de 2018, no sentido de se transformar o lote expectante do Largo do Rato, gaveto com a Rua do Salitre e Rua Alexandre Herculano, em “Jardim Aristides de Sousa Mendes”
13/01/2021
10/01/2021
Condições para os peões nos Anjos
Basta um pequeno passeio pena zona dos Anjos/Penha de França, para se compreender a dificuldade imposta a quem pretende fazer a sua vida deslocando-se a pé.
Primeiro, vemos como se esventram e inutilizam os passeios nas ruas com declive, para facilitar o acesso aos espaços privados. O passeio é assumido como não sendo mais do que um entrave ao acesso ao espaço privado, e é transformado de forma a dificultar o menos possível o usufruto desse espaço. Os peões que se lixem. Esta alteração do declive não deveria ser feita dentro do espaço privado? Se não alteram na faixa de rodagem, porque é que alteram no passeio? É menos "público"?
07/01/2021
Pedido de retoma de propriedade pela CML a 2 edif.vendidos em hasta pública em 2014
Dr. Fernando Medina
Exmo. Senhor Presidente da AML
Dr. José Maximiano Leitão
CC. Media
Serve o presente para solicitarmos a V. Exas. a retoma da propriedade dos edifícios sitos na Rua dos Anjos, nº 40-44, uma vez que está provado que, passados que estão 6 anos sobre a sua alienação a privados (https://www.publico.pt/2014/10/08/local/noticia/apareceram-23-propostas-na-hasta-publica-onde-estao-a-venda-14-predios-camararios-1672249) com o fim de estes procederem à sua "reabilitação com manutenção do edificado existente", a única constatação de facto é que os edifícios referidos estão hoje em muito pior estado de conservação do que estavam aquando da sua venda pela CML.
Trata-se, a nosso ver, de mais um caso de pura especulação imobiliária, em que o proprietário além de não cumprir o estipulado no "caderno de encargos", ainda contribui para uma maior degradação dos edifícios, mantendo-os de janelas abertas à destruição.
E trata-se de um caso ainda mais revoltante pelo facto de os edifícios em causa estarem elencados na Carta Municipal do Património, o que denota, mais uma vez, o desfasamento existente entre o articulado do Plano Director Municipal e a realidade da cidade, rua a rua.
Na expectativa, apresentamos os melhores cumprimentos
Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Pedro Ribeiro, Júlio Amorim, Gustavo da Cunha, Pedro Henrique Aparício, Miguel de Sepúlveda Velloso, Luís Carvalho e Rêgo, Helena Espvall, Pedro de Souza, Maria do Rosário Reiche, Sofia de Vasconcelos Casimiro, Nuno Caiado, Carlos Boavida, Pedro Cassiano Neves, Henrique Chaves, Jorge Pinto, António Araújo, Miguel Atanásio Carvalho, Virgílio Marques, Irene Santos e Fernando Jorge
Fotos: Pedro Ribeiro
06/01/2021
Torre da Péla em estado deplorável - protesto à CML
Dr. Fernando Medina
CC. AML, Vereadora da Cultura, ATL, DGPC e media
Vimos pelo presente apresentar o nosso protesto pela inércia da Câmara Municipal de Lisboa em relação à Torre da Péla, rara torre da cerca medieval de Lisboa, que se encontra abandonada e em avançado estado de degradação há décadas.
Inclusive, perguntamo-nos como é possível que esta situação se mantenha ano após ano, vereação após vereação, sem que haja nenhuma notícia acerca do seu restauro, sobretudo agora que a CML anuncia, e bem, um concurso de ideias para o Martim Moniz, e tendo em conta que aquando da urbanização da EPUL se perdeu, manifestamente, a oportunidade de o fazer?
Junto anexamos algumas fotografias sobre o actual estado de coisas na Torre da Péla, parte integrante da “Muralha Fernandina”, que apesar de não estar classificada individualmente como Monumento Nacional nem por isso desculpa o seu abandono. Atente-se no pormenor de a parte superior da Torre ter sido vandalizada com graffiti.
Com os melhores cumprimentos
Paulo Ferrero, Fernando Jorge, Bernardo Ferreira de Carvalho, Gustavo da Cunha, Rui Pedro Martins, Maria do Rosário Reiche, Helena Espvall, Pedro Fonseca, Pedro de Souza, José Morais Arnaud, Pedro Jordão, Nuno Caiado, Paulo Guilherme Figueiredo, Fátima Castanheira, Carlos Boavida, Sofia de Vasconcelos Casimiro, Ana Alves de Sousa, Miguel de Sepúlveda Velloso, António Araújo, Inês Beleza Barreiros, João Oliveira Leonardo, Pedro Ribeiro, Maria João Pinto, Miguel Atanásio Carvalho, Odete Pinto, Virgílio Marques, Irene Santos, Henrique Chaves, Filipe e Bárbara Lopes
Fotos: Fernando Jorge
05/01/2021
O Palácio Sassetti, Que Futuro?
A Companhia União Fabril (CUF) fundada em 1865, com sede em Lisboa, na Av.24 de Julho, esquina com a Av. Infante Santo, dedicava-se, principalmente, à produção de sabão, velas de estearina e óleos vegetais. Viria a tornar-se um gigante da indústria, ao iniciar em Portugal a produção de adubos em grande escala.
O palácio Sassetti, na travessa do Castro, Nº 3, construído por Carlos Augusto Bon de Sousa, visconde de Pennes, dada a sua proximidade com a Av. Infante Santo, foi o lugar escolhido para ser instalado em 1945 o "Hospital da CUF".
Dada a grande riqueza histórica, patrimonial e natural contida no palácio Sassetti, nomeadamente as cinco árvores monumentais existentes no seu jardim interior, vemos com grande preocupação a salvaguarda dos valores em causa, após a saída do Hospital da CUF, ao fim de mais de70 anos de permanência naquele local, na travessa do Castro.
João Pinto Soares
24/12/2020
Prédio de 1912 - Av. 5 Outubro com projecto de edificação - protesto e pedido de chumbo à CML
Eng. Ricardo Veludo
CC. PCML, AML, JVAN e media
Na sequência da entrada na CML a 8/10/2020 de um projecto de “edificação” no edifício sito no nº 84 da Av. Cinco de Outubro, gaveto com a Av. Visconde Valmor, processo nº 354/EDI/2020 (foto 1), serve o presente para solicitar a V. Exa. a reprovação do mesmo de forma liminar.
Com efeito, cremos estar perante um caso flagrante de especulação imobiliária, em que será severamente alterado, para não dizermos destruído, um edifício dos mais significativos de uma Lisboa “Entre-Séculos”, datado de 1912, e intacto até 2013 - altura em foi, em primeiro lugar, mutilado nos seus painéis de azulejo publicitário “Japonisme”, posteriormente “restaurados”; e nos seus vidros coloridos de todas as janelas (foto 2, de Fernanda Ribeiro, in O Corvo), posteriormente substituídos por réplicas em PVC (foto 3); e objecto de obras (provavelmente ilegais) no seu interior durante um certo período de tempo, que faziam prever que o edifício seria reabilitado, desde logo o seu fabuloso hall de entrada, revestido a pinturas, cujo mau estado de conservação actual espera por uma urgente recuperação por se tratar de um dos melhores exemplares da arquitectura de transição na cidade de Lisboa, ex-libris das Avenidas Novas. Entretanto, o edifício foi deixado ao abandono, restando a pastelaria Bola Cheia como seu único inquilino.
Passados que estão 17 anos sobre essas obras fictícias, eis que somos surpreendidos por um projecto de “edificação” apresentado agora à CML, na realidade um projecto de construção nova em que tudo será destruído, restando a fachada como “espaço de memória”, mas ampliada em 3 pisos (!), apesar de na memória descritiva se afirmar que os tectos em estuque serão preservados, o que não conseguimos compreender como o serão uma vez que em simultâneo se abrem caves para estacionamento (foto 4).
Apelamos à CML, na pessoa de V. Exa., para que trave mais este projecto destruidor, mais um, do que ainda resta de património daquele período na cidade de Lisboa, mais propriamente nas Avenidas Novas, outrora possuidoras de um rico edificado dessa época.
Chamamos a atenção de V. Exa. para o facto de este edifício se encontrar protegido pela Carta Municipal do Património, item 23.103, e, uma vez que o edifício não está em risco de ruína, não ser permitida a destruição dos seus interiores, nem a sua fachada poderá subir 3 pisos.
Com os melhores cumprimentos
Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Fernando Jorge, Miguel de Sepúlveda Velloso, Nuno Caiado, Gustavo da Cunha, Filipe Teixeira, Virgílio Marques, Júlio Amorim, Fátima Castanheira, António Araújo, Helena Espvall, Ana Celeste Glória, João Oliveira Leonardo, Pedro de Souza, Maria João Pinto, Paulo Lopes, Rui Pedro Martins, Irene Santos, Sofia de Vasconcelos Casimiro, Jorge Pinto
16/12/2020
Casa de Wenceslau de Moraes - Pedido de intervenção à CML e ao MC
Dr. Fernando Medina
Exma. Senhora Ministra da Cultura
Dra. Graça Fonseca
CC. Embaixada do Japão, AML, Vereadores da Cultura e do Urbanismo e media
Escusado será lembrar a V. Exas. que Wenceslau de Morais é uma figura incomum na cultura portuguesa e uma personalidade única na relação de Portugal com o Oriente, em especial, com o Japão. O respeito e consideração por esta figura deveria reflectir-se também na preservação da sua casa, a única em que viveu em Lisboa enquanto aqui permaneceu, do nascimento até à sua partida definitiva, que é situada no nº 4 da Travessa da Cruz do Torel.
O prédio apresenta-se hoje com adaptações típicas dos anos 50, mesclado com alterações espúrias recentes, encontrando-se em manifesto mau estado geral, como se pode perceber nas fotografias, nomeadamente com manchas de humidade em diversos pontos, profusão de caixas de estores e de cabos de telecomunicações, portas metálicas de três tipos diferentes, cantarias pintadas.
Porta metálica de entrada e painel de azulejos
Portas e janelas metálicas recentes, destoando do conjunto, com cantarias pintadas
O único marco que assinala que ali viveu o escritor e militar Wenceslau de Morais é um curioso painel de azulejos da responsabilidade do Rotary Clube com inscrições nas línguas portuguesa e japonesa. O local é visitado por grupos de turistas japoneses que em geral parecem mostrar-se decepcionados com a sua pobreza e indignidade, que não se resume ao prédio mas a toda a envolvente – paredes grafitadas, fachadas em mau estado de conservação, estacionamento automóvel selvagem, asfalto e passeios em péssimo estado deplorável. Esta é uma situação que se arrasta há demasiado tempo, o que nos leva a crer que o respeito e a consideração dos poderes culturais da cidade por esta figura se resume a discursos de ocasião.
Para que se contrarie essa ideia já generalizada, cremos que seja de todo indispensável que a CML e o Ministério da Cultura façam algo de facto para que todos passemos a pensar de outra forma sobre o que a cidade e o país entendem por respeito e consideração por uma das figuras cimeiras da nossa Cultura.
Deste modo, sugerimos a V. Exas. que, considerem:
1. A posse do prédio, como vista à sua reabilitação cuidada e à sua transformação em casa-museu e local de homenagem permanente e palpável a Wenceslau de Morais.
2. A reabilitação da zona que, de resto, não exige nenhum esforço especial, podendo resumir-se ao calcetamento integral da Travessa e à interdição de estacionamento, excepto a moradores, com demarcação a tinta ou pedra.
3. A melhoria da iluminação pública.
4. A arborização do passeio em frente da casa de Wenceslau de Moraes com a plantação de 3 árvores, da espécie Ginkgo biloba, árvore do Japão e da China, em caldeiras, e a colocação de 2 bancos de jardim.
Na expectativa, apresentamos os nossos melhores cumprimentos
Paulo Ferrero, Nuno Caiado, Bernardo Ferreira de Carvalho, Irene Santos, Jorge Pinto, Paulo Trancoso, João Pinto Soares, Fernando Jorge, Ana Alves de Sousa, Pedro Jordão, Maria do Rosário Reiche, Sofia de Vasconcelos Casimiro, Pedro de Sousa, Inês Beleza Barreiros, Gustavo Cunha, Rui Pedro Martins, António Araújo, Júlio Amorim, Nuno Vasco Franco
Museu Judaico deixa Alfama e vai para Belém:
Obrigado à APPA, que protagonizou a "luta no terreno" contra o desvirtuar irreversível do coração de Alfama, e foi a peticionária da acção em tribunal, com os bons frutos que se sabe. Nada tínhamos nem temos contra o Museu Judaico, mas ali, no Largo de São Miguel, não! Obrigado à CML, pelo recuo e via alternativa escolhida, porque recuar não é vergonha para ninguém.
Vergonhosa foi a participação da Comissão de Apreciação da DGPC/IGESPAR em todo este processo, que merecia um corretivo exemplar e inequívoco.











































