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23/08/2021

À reflexão dos Presidentes das Juntas de Freguesia de Lisboa

A recente agressão sobre a oliveira centenária do Largo de S. Domingos, que a descaracterizou, sem que para isso tenha sido apresentada justificação e sem aviso prévio, criou por parte dos lisboetas um sentimento de incompreensão e revolta que poderia ter sido evitado se tivesse havido um diálogo prévio com os cidadãos.

No próximo dia 26 de Setembro, terão lugar as eleições autárquicas. Seria bom que os futuros candidatos a eleitos divulgassem a sua política no que diz respeito aos espaços verdes, pois dela irá resultar o sentido de voto dos eleitores, prestando atenção à vontade dos eleitores que mais uma vez demonstraram o seu interesse pelo incremento dos espaços verdes nas cidades, quando no recente Orçamento Participativo de Lisboa um dos três projetos vencedores, com 480 votos:

Pequenas florestas urbanas lisboetas é um projeto orçado em 75.000 Euros para ser executado em 24 meses. Para além de Campo de Ourique são contempladas as Freguesias de Campolide, São Domingos de Benfica, Misericórdia, Santa Maria Maior, São Vicente, Beato, Penha de França, Parque das Nações, Olivais, Marvila, Alvalade, Carnide, Lumiar e Santa Clara.

Tal projeto está igualmente inserido na redução da poluição e preservação/recuperação do ecossistema e da biodiversidade.

A ideia é criar bosques em vários locais da cidade, espaços verdes de baixa manutenção funcionando como pequenos pulmões verdes. Estes espaços serviriam também de abrigo a agentes polinizadores, tais como abelhas, borboletas, caracóis e anfíbios, o que aumentará a biodiversidade da cidade.


João Pinto Soares

06/01/2020

Vamos! ... e daqui por 20 anos cá estarão a CML e as JF a podá-las "convenientemente".


«Plante a sua Árvore

Vamos tornar Lisboa mais verde, mais sustentável, mais amiga do ambiente.

Lisboa é a Capital Verde Europeia 2020 e convida todos os lisboetas a plantar uma árvore no dia 12 de janeiro.

Num só dia, plantaremos 20 mil árvores em 4 locais distintos: https://www.lisboa.pt/agenda/o-que-fazer/detalhe/398/plante-a-sua-arvore

10/01/2019

Novos projectos Uma Praça em Cada Bairro - Sugestões à CML


Exmo. Senhor Presidente
Dr. Fernando Medina
Exmo. Senhor Vereador
Arq. Manuel Salgado


C.C. AML e media

No seguimento da abertura pela CML do período de recolha de contributos da população para uma série de intervenções no espaço público, sob a égide do programa Uma Praça em Cada Bairro, nomeadamente no Beato, São Sebastião da Pedreira, São Vicente de Fora, Amoreiras (Alto das Amoreiras), Campo Grande (entrada Norte), Santa Apolónia (extensivo à zona do Museu Militar e do Museu do Lactário) e Estrela (Domingos Sequeira e Jardim da Burra);

E aplaudindo a iniciativa da CML, aproveitamos a oportunidade para solicitar a V. Exas, Senhores Presidente e Vereador, para a necessidade de alguns ajustamentos em termos conceptuais, face aos resultados obtidos em algumas intervenções já completadas, como, por exemplo, corrigindo a trajetória das intervenções ao abrigo do programa cima citado.

Assim, apelamos à Vossa melhor reflexão sobre o seguinte:

a) O piso dito confortável é importante, mas em faixas de circulação e não em zonas de estadia. A CML ao promover praças inteiras de cimento está a descaraterizar a cidade (ex. Sete-Rios, Graça, Calvário, Fonte Nova, Arco do Cego). Apelamos a que haja um compromisso entre calçada e piso confortável, pelo que nenhum deles deve anular o outro.

b) Por outro lado, colocar-se piso escuro (mesmo que calçada) em toda a extensão do largo (como parece ser a vontade anunciada para o Beato) parece-nos contraproducente pois absorve o calor. Quanto ao piso claro, o reflexo é desconfortável. Por alguma razão, a calçada preta e branca tem vantagens.

c) Numa cidade que se deseja preparada para as alterações climáticas, parece-nos imperdoável insistir-se em praças áridas, sem árvores, na maior parte dos casos nem sequer integrando as árvores pré-existentes ou, quando as tem, com elas concentradas a um canto.

d) Ao mesmo tempo, fazer-se praças que se pretendem zonas de encontro entre as pessoas dos bairros, é imperdoável não haver zonas de estadia ou, quando elas existem, tê-las com bancos colocados num canto ou defronte para paredes.

e) Também não cremos faça sentido a falta de uniformização evidente quanto ao tipo de piso aplicado em zonas de acentuada inclinação ou históricas, já que ora se coloca calçada anti-derrapante (ex. Calçada do Sacramento) ora se coloca cimento (ex. passeios em São Pedro de Alcântara e ao longo de toda a Rua das Taipas!)

Concluindo, a cidade histórica já tem um vocabulário de materiais e soluções para o espaço público - uma identidade desenvolvida e amadurecida ao longo de mais de um século - e como tal as presentes gerações devem considerar de forma responsável essa identidade sempre que se decide intervir.

Na expectativa, apresentamos os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, João Leitão, Helena Espvall, Rui Pedro Barbosa, José Maria Amador, Júlio Amorim, Rosa Casimiro, António Araújo, Ana Alves de Sousa, Miguel Atanásio Carvalho, Filipe Teixeira, Paulo Lopes, Miguel de Sepúlveda Velloso, Jorge Pinto, Bruno Palma, Fernando Jorge, Fátima Castanheira, Rui Sousa Lopes

28/11/2016

Árvores em Risco: Rua Sousa Martins 20



 
Rua Sousa Martins, 20 - obra de demolição integral de prédio dos finais do séc. XIX, com construção nova. Até hoje não foi instalada nenhuma protecção, ou tomada alguma medida, para proteger estas árvores durante o longo período desta obra particular. É mais um lamentável exemplo de como em Lisboa a protecção de árvores em contexto de obras pura e simplesmente não funciona; nem as juntas de freguesia parecem poder, ou querer actuar, nem a CML. No final das contas somos todos qnós ue perdemos porque - e é bom lembrar - as árvores de alinhamento são um bem público e todos beneficiamos da sua presença. Quem protegerá estas árvores?