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12/11/2020

Ainda sobre a Tabaqueira, obrigado, Grazia Repetto...

Ainda sobre a Tabaqueira, obrigado, Grazia Repetto, por lançares o repto a Renzo Piano para que compre o edifício e retomem juntos o teu projecto de museu de 2002-2003

13/02/2019

Pedido de adiamento e correcção projecto para A Napolitana - reunião de CML dia 14


Exmo. Senhor Presidente da CML
Dr. Fernando Medina


CC. AML, JF e media

No seguimento do agendamento para a próxima reunião de CML do dia 14 de Fevereiro (Proposta CML n.º 47/2019), do projecto de alterações (proc.nº 1398/EDI/2017) à antiga unidade industrial A Napolitana, sita na Rua de Maria Luísa Holstein, em Alcântara;

Considerando que A Napolitana está Em Vias de Classificação desde 25.10.2017 (https://dre.pt/web/guest/home/-/dre/114089169/details/maximized?serie=II&parte_filter=31&dreId=114089151),

Considerando que A Napolitana tem sido objecto do desinteresse geral por quem de direito (sucessivos executivos camarários) desde o dia do seu encerramento, o que permiti sucessivas alterações físicas no seu interior e o desvirtuamento de parte significativa dos espaços interiores e a desprotecção do seu assinalável espólio, bem como, a nível de IPPAR/IGESPAR/DGPC a caducidade de um 1º processo de classificação, que tinha sido aberto pelos próprios serviços (2004-2009), erro reconhecido posteriormente, e só recentemente corrigido com a abertura de um 2º processo de classificação, acima referido;

Considerando a importância que este antigo complexo fabril ainda tem de facto para Alcântara e para a cidade, passados 110 anos sobre a sua construção, desde logo a nível do estudo da arquitectura industrial portuguesa, enquanto obra marcante do legado da dupla de construtores e projectistas Vieillard & Touzet;

E considerando que, pelo que é descrito nos pareceres apensos à proposta, o projecto acima referido (proc.nº 1398/EDI/2017), a ser aprovado como está, destruirá o que resta do interior do edifício, não estando asseguradas características relevantes para lá das fachadas, do sistema construtivo e de circulação antigos, o que nos parece assaz escasso;

Serve o presente para apelar a V. Exa. para adiar a discussão da Proposta referida, devolvendo-a aos serviços de Urbanismo, em especial ao recentemente lançado conselho científico da Carta do Património, de modo a fazer-se corrigir o programa proposto pelo promotor e pelo arquitecto respectivo, e assim garantir-se uma ainda maior preservação do edificado, contribuindo de facto para a memória industrial do local e da dupla Vieillard & Touzet a quem o país tanto deve; bem como pela validade e eficácia das sondagens e escavações arqueológicas respectivas.

Com os melhores cumprimentos


Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Cavalho, Fernando Jorge, Júlio Amorim, Rui Pedro Martins, Henrique Chaves, Mónica Alfredo, Pedro Cassiano Neves, Rui Pedro Barbosa, Beatriz Empis, Helena Espvall

...

Resposta da CML (28.3.2019)

13/07/2017

Pode ser que se safe, pode ser, a pobre da Tabaqueira:


Câmara de Lisboa discute alterações no loteamento dos Jardins Braço de Prata

In Diário de Notícias/LUSA (10.7.2017)

«O município de Lisboa aprecia na quinta-feira, em reunião privada, alterações pedidas pelo promotor ao loteamento dos Jardins Braço de Prata, como o aumento da área habitacional e do número de lugares de estacionamento público.

De acordo com a proposta assinada pelo vereador do Urbanismo, Manuel Salgado, o pedido de alteração à licença foi feito pelo Fundo de Investimento Imobiliário Fechado -- LISFUNDO e abrange o empreendimento agora denominado "Prata" (ficou conhecido por "Jardins Braço de Prata"), nas ruas de Cintura do Porto de Lisboa, da Fábrica de Material de Guerra, Fernando Palha e do Telhal, na freguesia de Marvila. O documento, a que a agência Lusa teve hoje acesso, especifica que "a proposta de alteração ao loteamento visa, essencialmente, concentrar o uso de terciário" num dos lotes, reduzir a volumetria de um outro lote e "retificar alguns dos parâmetros urbanísticos aprovados". Entre as matérias a retificar estão o aumento da área habitacional (2.186 metros quadrados) por redução da área destinada ao uso terciário, o aumento da superfície de pavimento destinada a átrios e salas de condomínio (3.985 metros quadrados), a redução de área de alguns lotes (num total de 2.760 metros quadrados) e o aumento do número máximo de fogos (de 481 para 499). [...] A autarquia questionou a Estrutura Consultiva Residente e a Divisão de Estudos Urbanos, que emitiram pareceres favoráveis condicionados, solicitando um "estudo aprofundado em maior detalhe e grau de pormenorização" relativamente ao lote que abrange o edifício "A Tabaqueira", de forma a garantir a "reconstrução e o restauro do antigo pavilhão". [...]»

05/12/2016

Antico complesso industriale dei Tabacchi ("Tabaqueira") - Lisbona - Richiesta patrimoniale


Foto do Ruin'Arte

Gentile Sr. Arch. Renzo Piano,


in quanto cittadini preoccupati com il patrimonio della cittá di Lisbona, veniamo a contattarlo per sapere se l’antico complesso industriale dei Tabacchi ("Tabaqueira"), localizzato nella piazzetta denominata “Praceta da Tabaqueira"/rua da Matinha” (identificato dall’immagine in allegato) sia o meno parte del progetto Braço da Prata Housing Complex e, se cosi fosse, se é previsto cosa sará previsto per l’antico edifico industiale.

Ci piacerebbe vedere recuperato l’antico complesso ottocentesco dell’antica Fabrica Tabacchi, e non solo il suo padiglione centrale, come fu annunciato anni or sono. Questo oggetto, ormai visibile come una reliquia industriale potrebbe essere trasformato in un mercato, spazi per ristoro, del tutto simile a ció che giá si fá. Tutto questo sarebbe abbastanza necessario in quella zona di Lisbona.

Lo stato di degrado di quasi tutta la struttura metallica dell’edificio é evidente, e parte é pericolante, ma sappiamo che é possibile intevenire nella struttura sia rafforzando la struttura sia recuperandola.

Detto questo, ci appelliamo a lei, Sr. Arch. Renzo Piano caso il progetto dell’antica fabbrica dei Tabacchi di Lisbona faccia parte del complesso Braço de Prata, possa difendere il suo recupero in tutta la sua estensione e possa cosi dargli un uso piú dignitoso e contemporaneo.

I nostri piú distinti saluti

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Fernando Jorge, Carlos Leite de Sousa, Júlio Amorim, Rui Martins, André Santos, Inês Beleza Barreiros, Jorge Santos Silva, Maria João Pinto, Fernando Silva Grade, Jorge Pinto, Fátima Castanheira, Maria Ramalho, Filipe Lopes, Paulo Dias Figueiredo, João Mineiro, Maria de Morais e Miguel Jorge

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Exmo. Sr. Arq. Renzo Piano


Enquanto cidadãos preocupados com o património da cidade de Lisboa, vimos contactá-lo para sabermos se o antigo complexo industrial da Tabaqueira, sito na Praceta da Tabaqueira/ Rua da Matinha (identificado nas imagens em anexo), faz ou não parte do Braço de Prata Housing Complex e, se fizer, o que se está previsto para aquele conjunto fabril.

Muito gostaríamos de ver recuperado na íntegra o ainda belo complexo oitocentista da antiga Fábrica Tabaqueira, e não só o seu pavilhão central, como foi anunciado há anos. Gostaríamos de ver esta ainda relíquia industrial transformada, quem sabe, num magnífico mercado com espaços de restauração e estufas, à semelhança do que se faz por esse mundo afora e algo que se torna cada vez mais necessário naquela zona de Lisboa, e viável do ponto de vista económico.

Reconhecemos o estado de degradação da quase generalidade da estrutura metálica do conjunto fabril da Tabaqueira, parte dela inclusive em pré-colapso, mas também sabemos que é possível o seu reforço estrutural bem como a sua recuperação integral.

Apelamos, por isso, ao Sr. Arq. Renzo Piano para que, caso a Tabaqueira pertença à zona de implantação do Braço de Prata Housing Complex, a recupere em toda a sua extensão e lhe dê um uso condigno e contemporâneo.

Melhores cumprimentos

20/06/2016

Antigo pólo industrial em Lisboa dá lugar a "uma das maiores incubadoras da Europa"


In Público (17.6.2016)
Por INÊS BOAVENTURA

«"Até ao final do ano", o presidente da Câmara de Lisboa quer ter concluído o plano que definirá os usos da Ala Sul da Manutenção Militar, que foi cedida pelo Estado por 50 anos. Medina garante que o património industrial será totalmente preservado. [...]».

...

Faço votos e figas para que tudo dê certo e que o silicon valley do Beato ajude a recuperar, preservar, dignificar e dar o uso compatível que o valiosíssimo património industrial da ala sul da Manutenção Militar MERECE!

15/05/2008

Câmara de Lisboa aprova torre polémica na Expo e autoriza demolições no Saldanha

In Público (15/5/2008)

«Reestruturação da EPUL será conhecida até ao fim do mês. Plano de acalmia de tráfego, política de habitação e reabilitação do Paris não foram a votos na reunião


Dois projectos urbanísticos polémicos receberam ontem luz verde por parte da Câmara Municipal de Lisboa. Sem a oposição do PSD e vereadores Lisboa com Carmona, o executivo liderado pelo PS aprovou um projecto de loteamento no Saldanha e a construção de uma torre de 23 andares no Parque das Nações da autoria do arquitecto espanhol Ricardo Bofill.
O nascimento de obra nova em dois lotes na esquina da Avenida de Casal Ribeiro com a Praça do Duque de Saldanha esteve no cerne das críticas da oposição. Embora não tenha sido aprovado qualquer projecto de arquitectura (o previsto para o local, da autoria do arquitecto português Vasco Massapina, não é para manter, assegurou o vereador Sá Fernandes, do BE), os vereadores do PCP e dos Cidadãos por Lisboa (CPL) de Helena Roseta consideram que a Câmara está a abrir um grave precedente para o futuro daquela zona da cidade.
"Já se estragou tudo o que havia para estragar naquele eixo da cidade", criticou Helena Roseta, para quem a câmara deveria deixar "a reabilitação passar à frente da obra nova". Já para a vereadora do PCP, Rita Magrinho, urge que a autarquia aprove planos para o Campo Grande, Av. da República, Fontes Pereira de Melo e Saldanha, sob pena de que haja novas "perversões" da legislação urbanística. "Não deixa de ser sintomático que a proposta tenha tido apenas votos a favor do PS. Até mesmo o vereador Sá Fernandes [que governa a câmara com o PS] se absteve".
O mesmo BE e os CPL também se opuseram à torre projectada para a zona da rotunda da Alameda dos Oceanos, no Parque das Nações, aprovada com os votos favoráveis do PS, PSD e Lisboa com Carmona e a abstenção dos comunistas. Considerando que o edifício terá um "impacto visual muito forte", Helena Roseta defendeu que nenhum projecto daquela envergadura deveria ser avalizado sem ser submetido a discussão pública.
Entretanto, a Câmara chumbou a proposta do PCP para a nomeação do novo conselho de administração da Empresa Pública de Urbanização de Lisboa (EPUL). Segundo Sá Fernandes, o executivo apresentará "até ao fim do mês" a proposta de reestruturação da EPUL e das Sociedades de Reabilitação Urbana para no início de Junho designar a nova administração da empresa de urbanização. Antes da renovação e da mudança de estatutos, explicou o vereador, os actuais responsáveis de EPUL terão de levar à câmara as contas de 2006 e 2007.
Numa reunião de oito horas, foram contudo afastadas cinco das principais propostas. Os planos de Helena Roseta relativos à acalmia de tráfego, política de habitação, reabilitação do cinema Paris e classificação da Torrefacção Lusitana, bem como a florestação do Casal Ventoso advogada pelo PSD não foram a votos. A primeira foi adiada a pedido dos vereadores de Carmona, que não a estudaram. A habitação ficou de parte porque será discutida com a vereadora daquele pelouro. Já a requalificação do Paris e a classificação da Torrefacção serão analisadas pelos serviços. O vereador do Urbanismo prometeu visitar o cinema e aferiro seu significado patrimonial para depois decidir como agir face ao seu proprietário (privado).
Torre do Parque das Nações terá "impacto visual muito forte" e deveria ser avaliada pelos cidadãos, diz Helena Roseta »


Nota 1:

Se o Paris tinha interesse público para a CML e AML em 2004, sendo acordada expropriação que, contudo não foi deferida em Conselho de Ministros, é lógico que continue a tê-lo. Certo?

Nota 2:

A Torrefacção Lusitana é um dos raríssimos edifícios genuinamente de arquitectura industrial que restam no malha histórica da cidade, que, como se sabe despreza o seu património industrial. Está inserido numa zona de classificação - o Bairro Alto - cuja protecção é mera retórica pomposa, como se sabe, também. Por isso, a sua classificação como Imóvel de Interesse Municipal urge e será remédio de facto a alterações/ampliações/demolições que lhe venham a cair em cima.