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25/05/2022

Antigo edifício dos Correios do Monte Estoril - pedido de esclarecimentos à SCML

Exmo. Senhor
Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa
Dr. Edmundo Martinho


CC. CMC, AMC, Hotel Estoril Eden e Agência Lusa

Considerando os rumores que dão como adquirida a aquisição do edifício déco-modernista dos antigos Correios do Monte Estoril, sito na Avenida de Sabóia e propriedade da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML), pelo vizinho “Hotel Estoril Eden”, no pressuposto de uma demolição de ambos para futura construção de edifício único;

E tendo a Fórum Cidadania Lx – Associação como objecto a defesa do património edificado na área geográfica correspondente ao Distrito de Lisboa (in artigo 2º dos nossos estatutos);

Solicitamos a V. Exa. que nos esclareça sobre a situação de facto do antigo edifício histórico dos Correios do Monte Estoril, que se encontra abandonado e cujos efeitos do inevitável vandalismo se têm vindo a agravar durante a última década e meia, isto é, o que pretende a SCML fazer com este edifício?

Na expectativa, apresentamos os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Nuno Caiado, Pedro Jordão, Ana Celeste Glória, Helena Espvall, Sofia de Vasconcelos Casimiro, Carlos Boavida, Beatriz Empis, Gustavo da Cunha, Fátima Castanheira, Jorge Pinto, Fernando Jorge, Irene Santos, Maria do Rosário Reiche, Maria Ramalho

18/12/2018

Chalet Escola Froebel - Jardim da Estrela - S.O.S. à CML, SCML e JF Estrela


Exmo. Senhor Presidente da CML
Exmo. Senhor Provedor da SCML
Exmo. Senhor Presidente da JF da Estrela


C.c. AML e media

Considerando o lamentável estado de abandono e incúria em que se encontra o chalet da antiga Escola Froebel (1882), no Jardim da Estrela, o qual, além de ser um belo exemplar já raro da arquitectura romântica em Lisboa e dos edifícios da autoria do arq. José Luís Monteiro, é um marco em termos de inovação social para a época, na verdade um exemplo notável de articulação entre espaço, estética, função, pedagogia, higiene, lazer e relação com a Natureza, acentuando o carácter romântico do próprio jardim;

E considerando que o edifício desta antiga escola-jardim de infância (“kindergarten”), adaptado posteriormente a lactário, e depois a creche (1957), é propriedade municipal e está cedido à Santa Casa da Misericórdia de Lisboa desde 1927;

Serve o presente para solicitarmos à Câmara Municipal de Lisboa, à Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e à Junta de Freguesia da Estrela para em conjunto encontrarem, com urgência, uma solução efectiva para este edifício, que se traduza na rápida recuperação do imóvel e que pode passar pela sua adaptação a uma casa-de-chá, por exemplo, ou, simplesmente, voltar ao que já foi e de que Lisboa precisa: uma creche!

É inaceitável e incompreensível esta situação que se arrasta há demasiado tempo, e cujo resultado está à vista de todos, basta ir ao local (fotos em anexo).
É uma vergonha como tal situação persiste num espaço único como é o Jardim da Estrela.
E é indesculpável que a mesma se mantenha, ano após ano, quando exemplos de boas recuperações e melhores utilizações são possíveis de observar à distância de um vôo low-cost.
Melhores cumprimentos


Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Inês Beleza Barreiros, Helena Espvall, Júlio Amorim, Henrique Chaves, Pedro Henrique Aparício, Maria do Rosário Reiche, João Oliveira Leonardo, Virgílio Marques, Filipe Teixeira, Nuno Caiado, Jorge Pinto, António Araújo, Fernando Jorge, Fernando Silva Grade, Fátima Castanheira, Miguel de Sepúlveda Velloso

02/06/2016

Azulejos em risco de desaparecimento no convento de São Pedro de Alcântara

As obras de fundo que estão para começar no convento de São Pedro de Alcântara (pertencente à Santa Casa da Misericórdia de Lisboa) - e cujas maquetas estiveram expostas no átrio de entrada - prevêem uma espécie de centro comercial de charme com lojas de roupa, esplanadas e escritórios (?), e evidenciam que os azulejos de várias paredes interiores serão removidos em algumas salas.





Ora, estes azulejos são relativamente antigos e actualmente muito valorizados em antiquários e afins. A sua remoção afigura-se-nos, pelo menos, um crime patrimonial, senão um roubo.

De acordo o projecto que esteve publicamente exposto (projecto do Arq. Luís Almeida e que aguarda licenciamento na CML), pode ver-se que está prevista a remoção de azulejos em determinados locais, a saber:

1. salão com paredes de azulejos pombalinos


2. corredor com paredes de azulejos


3. salão com friso de azulejos acima do rodapé de madeira 


4. refeitório com paredes de azulejos pombalinos 


5. sala com paredes de azulejos pombalinos 



Ora, estes azulejos pombalinos, vistos em ampliação,




  são semelhantes aos da entrada exterior da igreja,


que são muito parecidos com este padrão pombalino referenciado na Az - Rede de Investigação em Azulejo.


Este outro padrão do mesmo género



não é muito diferente, por exemplo, deste outro padrão também referenciado como pombalino.



Os azulejos de flor amarela do convento de São Pedro de Alcântara são ainda semelhantes a este "Azulejo séc. XVIII, decorado com flor amarela e argolas azuis" vendido individualmente por 17,25€ neste leilão,


e ainda aparentados deste "Painel de 4 azulejos séc. XVIII, decorado com flor ao centro e enrolamentos" vendido por 34,50€ noutro leilão.


Mesmo ali ao lado, num dos antiquários da Rua D. Pedro V, podemos ver azulejos do género à venda,



e nas casas indianas de bugigangas encontramos os mesmos padrões que fazem as delícias dos turistas em forma de íman.


Tememos ainda pelo destino dos azulejos da cozinha, possivelmente tão gastos quanto idosos e tanto mais valiosos.


Com tudo isto, cabe perguntar: pensa a Santa Casa da Misericórdia que é assim que se protege o património histórico? E onde pretende a SCML vender as relíquias removidas das paredes, nas boutiques que vão abrir no convento?


 
Em Março de 2014, a descrição do projecto de renovação dizia:
«É um edifício que se encontra num estado razoável de conservação sofrendo, porém, de algumas patologias e necessitando, por isso, de obras de recuperação e de conservação em algumas áreas. Antes de uma intervenção mais profunda, que será também a mais demorada e que carece de um projecto de reconversão em desenvolvimento, estão a ser executadas ações para a preservação do edificado, bem como para a eliminação de alguns elementos dissonantes.» 
Dissonantes, disse? Dissonante será a pretensa requalificação (já antes aqui comentada) que vai transformar o aprazível claustro no novo-riquismo de uma piscina para turista ver...
 

Esperamos não ter que reportar este caso ao SOS Azulejo, pois as práticas de protecção do azulejo não se aplicam só aos mais antigos, mas também às imitações mais recentes bem como aos azulejos industriais para revestimento de prédios dos séculos XIX e XX. Todos eles fazem parte do nosso património arquitectónico e, se forem salvaguardados, um dia chegarão à bela idade de duzentos anos.

Para quem quiser conhecer melhor o assunto, aqui podem ver-se outras fotos da parte faustosa do convento e de outros padrões de azulejo interiores: http://mariomarzagaoalfacinha.blogspot.pt/2011/03/sao-pedro-de-alcantara-por-dentro.html

E aqui encontramos a ficha arquitectónica do edifício no site de informação sobre o património arquitectónico com a história toda e diversas fotos: http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=5077

E ainda dois vídeos:
 


16/11/2015

Isto é para rir ou para chorar?!


Querem acabar com uma das encostas de Lisboa mais bonitas e que ainda permanece intacta?
"Projecto que vai dar entrada amanhã na Câmara" (http://www.cmjornal.xl.pt/cm_ao_minuto/detalhe/arquiteto_souto_de_moura_cria_projeto_de_auditorio_para_sede_da_santa_casa_em_lisboa.html e mais aqui, sobre o aborto da SCML)

09/04/2015

E pronto, lá se vai:


Ontem, a CML aprovou a demolição da sala de fumo, cozinha e escada de e para, no edifício da antiga hemeroteca. É arquitectura de transição? Pois é. E depois? Não é possível salvar isto? Porquê? Não sabem como? Bah.

06/04/2015

Chamada de atenção p/reunião de CML de 4ª Feira- Proj. Biblioteca Broteria/Palácio Condes de Tomar


Exmo. Senhor Presidente
Dr. Fernando Medina,
Exmo. Senhor Vereador do Urbanismo
Arq. Manuel Salgado


C.c. AML, DGPC, Media

Chamamos a atenção de V. Exas. para o facto da Proposta nº 168/2015, relativa ao “projecto de arquitectura de ampliação e alterações a nível exterior e interior, para o edifício sito na Rua de São Pedro de Alcântara, 1 a 3 torneja Rua do Grémio Lusitano, 1 a 7, Antigo Palácio dos Condes de Tomar e antiga Hemeroteca de Lisboa, para aí instalar a Biblioteca Brotéria, no âmbito do processo n.º 1222/EDI/15”, ser altamente lesivo para o edifício em apreço, mormente para a parte daquele virada para a Rua do Grémio Lusitano, cujo interior será inteiramente demolido.

Assim,se esta proposta for aprovada, a mesma permitirá que seja destruída/alterada irreversivelmente parte significativa do património existente no antigo palácio, a saber, a sala do fumo, do século XIX, a parte mais “burguesa” do palácio, com as suas paredes revestidas a couro e brasonadas, a cozinha que lhe está anexa e a escada que liga a cozinha à sala do fumo. Neste local, contudo, também existem vestígios das construções dos séculos XVI e XVII. Tudo será demolido para se construir de raiz o depósito da biblioteca Broteria.

Cremos que é possível manter a vontade da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa de fazer nascer a Biblioteca Broteria neste palácio sem que isso signifique a demolição do que foi relatado (ainda que se nos afigure inviável instalar no Palácio dos Condes de Tomar os depósitos do arquivo da biblioteca Broteria, mais salas de leitura e mais apartamentos- hipótese plausível seria concertar este projecto com o do edifício imediatamente vizinho, também propriedade da SCML conjugando valências e programas), pelo que solicitamos a V. Exas. retirem a presente proposta da reunião de CML desta 4ª Feira, remetendo-a para o promotor, a fim da mesma ser reformulada para preservação integral da sala do fumo, cozinha e escada.

Aproveitamos a oportunidade para saudar V. Exa., Dr. Fernando Medina, como novo Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, desejando-lhe as maiores felicidades nesse tão importante cargo.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Miguel Lopes Oliveira, António Araújo, Inês Beleza Barreiros, Pedro Janarra, Miguel Jorge, Luís Marques da Silva, Júlio Amorim, João Oliveira Leonardo, Gonçalo Cornélio da Silva, Ricardo Mendes Ferreira, Jorge Pinto, Nuno Caiado, Miguel de Sepúlveda Velloso, Jorge Lima