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23/03/2014

Reporte de avaria de rampa elétrica de viatura afeta ao serviço regular da Carris


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«1. À CARRIS:
Apresento a minha 17.ª reclamação deste ano (ver pdf anexo), relativa à avaria da rampa elétrica de acesso para cadeiras de rodas da viatura 1776, afeta à carreira 794 – “Terreiro do Paço – Gare do Oriente”, facto ocorrido cerca das 20h50 de hoje, dia 21, na paragem situada no Campo das Cebolas/Rua dos Arameiros. Como habitualmente, era por demais evidente, no funcionamento deficiente da rampa elétrica, a falta de manutenção da mesma, pelo que não encaixou, não me permitindo entrar no interior.


2. À CML E À CARRIS:

Para cúmulo do sucedido, hoje foi um dia de pluviosidade intensa. Não havendo qualquer abrigo para os passageiros das carreiras 711 e 794 no Campo das Cebolas / Rua dos Arameiros, apesar das minhas insistências.
Assim, nem a CML solicita à concessionária de colocação de abrigos que seja colocado um naquele local, nem a Carris altera a localização daquela paragem terminal para outro local onde já haja abrigos instalados.
Entretanto, dezenas de Munícipes por dia, dezenas de Clientes da CARRIS por dia terão de aguardar o transporte público nas condições atmosféricas que lhes estiverem reservadas, sem qualquer forma de proteção.
Enquanto o novo interface daquela zona não se tornar uma realidade, hão de passar mais um (?), dois (?), cinco (?) períodos invernosos, durante os quais - volto a frisar – Munícipes de Lisboa e Clientes da CARRIS, em número certamente não despiciendo, terão de aguardar o seu transporte público, sujeitos às condições atmosféricas mais ou menos adversas. Entrementes, as duas instituições permanecerão, certamente, convictas do mais excelente e inegualável serviço público prestado.

Boa noite e obrigado!


Cumprimentos,
João Miguel Simões»

07/03/2014

Portal "Na minha rua" - Problemas sem resolução - Acessos para Cidadãos com Mobilidade Reduzida


Chegado por e-mail:

«Exmos. Senhores,


É com profunda tristeza e total descrença nos poderes públicos, incluindo os locais, que constato que dois pedidos meus colocados no portal da CML “Na minha rua”, com soluções económicas perfeitamente adaptáveis e adequadas, são considerados encerrados e que uma insistência minha é igualmente encerrada… pelo simples facto de se tratar de uma insistência.

Numa altura em que a CML pretende adotar uma política de maior proximidade em relação ao Munícipe, através do portal “Na Minha Rua”, do Orçamento Participativo e outras tantas iniciativas que certamente desconhecerei e… na prática os pedidos caem todos no âmbito de intervenção de um departamento camarário, sem que ao Munícipe seja dada qualquer outra satisfação senão a redonda justificação de que a questão “será resolvida no âmbito de um projeto/empreitada planeado para o local mencionado” ou que foi “devidamente encaminhada”.

Os pedidos por mim apresentados no portal “Na minha rua” relacionam-se com a inexistência de acessos nos passeios da cidade de Lisboa para cadeiras de rodas, de que sou assaz vítima, na qualidade de “pessoa de mobilidade reduzida”. Existindo diversíssimos casos em que sou prejudicado na minha mobilidade pela ausência de intervenção a esse nível, limitei-me, no entanto, à apresentação de dois pedidos de construção de um pequeno bloco de cimento ou qualquer outra solução provisória que me permita subir e descer para/de passeios demasiado altos, nos seguintes locais:

1. No Campo das Cebolas, perto do meu local de emprego (ocorrência com o número OCO-104846-2013), em que o passeio identificado no pedido é cortado, sem qualquer rebaixamento, por uma porta – sem qualquer uso – do Ministério das Finanças, o que me obriga a deslocar na via pública, por entre veículos da CARRIS que por ali circulam, tendo de me sujeitar a desviar-me das imensas poças que ali se criam em dias de pluviosidade; e

2. Na Rua de Xabregas / esquina com a Travessa da Manutenção, no local de residência (ocorrência com o número OCO-102535-2013), uma vez que o passeio de acesso a uma pequena galeria comercial me é totalmente vedado pelo facto de todo o passeio circundante daquela zona não ter qualquer rebaixamento.

O sentimento de total impotência perante a ausência de qualquer resposta, sobretudo quando está simplesmente em causa o pedido de instalação de um pequeno bloco de cimento ou outra qualquer solução que, provisoria ou definitivamente, me permita o acesso em condições minimamente aceitáveis àqueles locais, leva-me a equacionar colocar as situações descritas no blogue “Cidadania Lisboa”, através do qual consegui, em novembro de 2009, resolver uma situação confrangedora que me forçava a circular em contramão na Avenida Infante D. Henrique para aceder à paragem de que disponho para me deslocar ao meu local de trabalho:

http://cidadanialx.blogspot.pt/2009/11/chegado-por-e-mail.html#links

Pedi já a pessoas minhas amigas que filmassem o circuito que tenho de percorrer no local acima identificado, por forma a mostrar quão inexplicável é o facto de não se despender uma negligenciável quantia para permitir que um Munícipe não seja forçado a deslocar-se em plena via pública, tendo de estar com redobrada atenção ao trânsito da zona e chegando, no Inverno, a ter de evitar poças de água lamacenta.

Aos Senhores Vereadores Fernando Nunes da Silva e Helena Roseta – com os quais contactei em 2009 pelos motivos acima descritos – dou conhecimento desta situação na ânsia de que, enquanto Membros do Executivo, tornem os departamentos camarários da Edilidade efetivamente mais vocacionados para dar resposta aos Munícipes e a encontrar soluções económicas, sejam elas temporárias ou definitivas, que melhorem a vida daqueles em prol de quem exercem o Vosso Mandato.

Ao Instituto Nacional de Reabilitação, entidade à qual devo a demonstração de interesse e tomada de diligências em outros problemas de acessibilidades por mim apresentados, para tomar conhecimento de mais estas situações desta natureza com que as pessoas com mobilidade reduzida se deparam e possa exercer o seu poder de influência institucional junto das entidades às quais cabe, em primeira linha, resolver problemas básicos de mobilidade e integração social.

Obrigado.

Com os melhores cumprimentos,


João Miguel Simões»

27/01/2010

Rampa de um lado e escadas do outro. Ponte pedonal é um quebra-cabeças

In Jornal de Notícias (27/1/2010)
CRISTIANO PEREIRA


«Os moradores de Entrecampos, em Lisboa, estão descontentes com a ponte pedonal sobre a linha de comboio. Queixam-se de dificuldades para as pessoas de mobilidade reduzida e da má iluminação. Já reuniram mais de 500 nomes num abaixo-assinado.

Em causa está a ponte para peões que atravessa a linha e comboio na rua de Entrecampos. No lado Norte, o acesso à ponte é feito através de rampas, mas no lado Sul o cenário é bem diferente: uma escadaria com 60 degraus impossibilita a passagem a pessoas que circulem em cadeiras de rodas, com carrinhos de bebés ou de compras.

Nos últimos meses, os moradores decidiram manifestar o seu desagrado através de um abaixo-assinado que será entregue na Assembleia Municipal.

Ontem de manhã, o vereador da CDU Ruben Carvalho esteve no local a manifestar solidariedade com os moradores. Na sua óptica, as seis dezenas de degraus tornam "impossível ou então muito complicada" a passagem de várias pessoas. O vereador comunista frisou que no lado sul da ponte existe uma plataforma elevatória para cadeiras de rodas mas que esta "só funcionou uma vez". E quando foi? "No dia da inauguração", rematou.

Plataforma cheia de ferrugem

Com efeito, o JN testemunhou que a plataforma elevatória está em avançado estado de deterioração, plena de ferrugem e com aspecto de não trabalhar há vários anos.

O JN contactou a Associação Salvador, que promove a defesa dos interesses e direitos das pessoas com mobilidade reduzida. O seu fundador, Salvador Mendes de Almeida, sublinhou que não conhece o caso específico mas disse não ficar admirado. "São raros os locais em Portugal onde exista um trabalho cuidado para promover as acessibilidades para toda a população", apontou.

Entretanto, um dos moradores da zona criticou, também, a escassez de iluminação pública da ponte pedonal. "Quando escurece nem lá passo", disse Jorge Silva, 61 anos, defendendo a necessidade de "dar mais condições às pessoas que querem passar para o lado de lá". »

05/11/2009

Chegado por e-mail:



Boa noite,

Tenho 40 anos e sou um cidadão com mobilidade reduzida, que necessita de deslocar-se numa cadeira de rodas eléctrica. Resido há 12 anos em Xabregas e desloco-me diariamente para o meu local de trabalho na Praça do Comércio, utilizando os transportes públicos, designadamente os autocarros da Carris, sendo que as viaturas equipadas com rampa de acesso para PMR (pessoas com mobilidade reduzida) apenas circulam na Avenida Infante D. Henrique. Trata-se de carreiras expresso cuja paragem alternativa mais próxima é na Estação de Santa Apolónia. No passeio onde se situa a paragem da Carris foi colocado, há já largos anos, um sinal de trânsito assente em duas vigas metálicas desmesuradamente grandes para o já de si estreito acesso, situado perto da esquina entre a R. da Manutenção e da referida avenida.

Há já cerca de um mês, ocorreu um acidente de viação, que vergou uma das vigas do sinal obrigando, por exemplo, qualquer mãe transportando um carrinho de bebé a descer o passeio para a movimentada avenida e, no meu caso concreto, impossibilitando-me o acesso à paragem, seja por entre as vigas, como habitualmente fazia, seja contornando o sinal, uma vez que a distância até ao extremo do passeio é de, literalmente, apenas alguns centímetros. Assim, para aceder à paragem tenho de realizar diariamente um percurso alternativo, que se traduz em entrar em contra-mão, a partir de um ponto de acesso de um posto de abastecimento de gasolina até a um ponto em que o passeio é suficientemente baixo para a cadeira poder subir, arriscando-me a colidir com um dos autocarros que percorrem o corredor BUS ou um dos carros que se desvie para a faixa BUS para se abastecer de combustível.

Contactada a Junta de Freguesia do Beato, fui informado de que o assunto ultrapassava as suas competências, remetendo a resolução do problema para a Câmara Municipal. É com alguma tristeza que constato que o nível de representação local mais próximo - e cujo Presidente é por inerência de funções deputado da assembleia municipal e, certamente, melhor conhecedor da estrutura orgânica da C.M. de Lisboa - não possa diligenciar no sentido de resolver um tão simples problema.

Anteontem, fui simpaticamente abordado por um dos vossos bloggers, no sentido de melhorar um outro ponto de acesso ao meu local de residência, com quem acabei por desabafar sobre a situação que relatei e que me instou a expor a situação no vosso blog.

E é nesse sentido que vos contacto agradecendo, desde já, a vossa colaboração e a influência que um movimento altruísta de cidadãos, como o vosso, no ciberespaço possa conduzir a uma maior rapidez na solução de problemas deste quase risível grau de simplicidade e que o Poder Público parece persistir em relegar para segundo plano.

Envio em anexo duas fotos representativas da situação que descrevo.

Cordiais saudações,

João Miguel Simões

22/10/2009

Acessibilidade no espaço público

Relatório da sessão organizada pelo Núcleo de Acessibilidade da CML com vista à implemantação do Plano de Acessibilidade Pedonal de Lisboa. Disponível aqui.


(Link activado)