Na noite de 9 para 10 do corrente mês de Outubro desconhecidos pegaram fogo ao "Cedro do Buçaco" deixando-o no estado que as fotos documentam:
Carbonizado!
Este é o 3º destes episódios em que irresponsáveis se instalam no cimo da árvore e aí, por obscuras razões, produzem um fogo que se descontrola propagando-se à árvore. Este caso é o mais grave de todos os outros e, não fora a pronta intervenção dos bombeiros, poderíamos hoje estar a chorar sobre as cinzas da maravilhosa árvore.
Porque se repetem estes episódios? Porque se observa tal falta de respeito para com as árvores do jardim França Borges, ao Príncipe Real?
Muitas causas se podem apontar para estes comportamentos da mais grave incivilidade por parte de certas camadas de utentes do jardim, mas estamos convictos que a permissividade com que os responsáveis pelo jardim - anteriormente a própria Câmara e agora a Junta de Freguesia da Misericórdia - tem tratado estes fenómenos, não os combatendo e, antes pelo contrário, dando sinais errados que, objectivamente, promovem este tipo de comportamentos, como a retirada das protecções dos canteiros e das árvores, tem aqui uma grande quota parte de responsabilidade.
Não é por mero acaso que durante a já longa vida deste singular exemplar nunca tão tristes episódios tenham ocorrido, e agora, num tão curto espaço de poucos anos se verifiquem três, repetimos três, destes gravíssimos casos que colocam o "Cedro do Buçaco" à beira da destruição por incêndio.
Antes que um mal maior aconteça exigimos que a Junta e o ICNF, que tutela as árvores classificadas do Jardim, tomem as medidas que se impõem para a preservação do património arbóreo do nosso jardim.
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27/06/2013
17/05/2012
24/04/2012
Cedro do Buçaco do Pr.Real/Pedido de esclarecimento a CML/AFN/LPVVA
Resposta do Laboratório de Patologia Vegetal Veríssimo de Almeida:


...
Resposta do PCML:

...


Exmos. Senhores
Presidente da CML
Presidente da Autoridade Florestal Nacional
Coordenadora do Laboratório de Patologia Vegetal Veríssimo de Almeida
Vereador dos Espaços Verdes da CML
C.c. AML, Media, IGESPAR/DRC-LVT
Como é do conhecimento público, o cupressus lusitanica do Jardim do Príncipe Real, o "Cedro do Buçaco", venerando ex-libris daquele jardim romântico de Lisboa com cerca de 140 anos de idade e classificado Árvore de Interesse Público (D.G. nº 34 II Série de 12/02/1940), encontra-se neste preciso momento no estado em que as fotografias em anexo documentam.
Por alturas do polémico projecto de requalificação do Jardim do Príncipe Real, de 2009, e independentemente da bondade , ou não, dos objectivos que estiveram na origem daquele projecto, alertámos V. Exas., oportunamente, para o potencial perigo que adviria para determinadas espécies do jardim no pós-requalificação do mesmo, sobretudo pela previsível diminuição do factor ensombramento que, como é sabido, protege certas espécies. Tal perigo existiria, a nosso ver, sobretudo no topo do jardim junto à Rua do Século, para as árvores que aí restassem pois passariam a estar muito mais expostas ao Sol do que até então. Em, especial, e grave, no caso do "Cedro do Buçaco".
Assim, e face ao estado visível da árvore em apreço, vimos pelo presente reclamar junto de Vossas Excelências, um ponto de situação sobre a referida espécie, i.e.:
1. Procedeu alguma das instituições acima designadas, CML/LPVVA/AFN a exame recente ao Cedro do Buçaco, que permita concluir se a sua aparência actual significa, ou não, um agudizar de um processo de morte irreversível, ou se é apenas um estágio normal e cíclico daquela espécie?
2. No caso do Cedro do Buçaco estar efectivamente a morrer, alguma das instituições atrás referidas sabe explicar as razões desse súbito agravamento do seu estado de conservação, designadamente, se o projecto de requalificação do Jardim tem, ou não, que ver com isso mesmo?
3. No caso do projecto de requalificação ser efectivamente a razão da súbita degradação do Cedro do Buçaco, quem assume responsabilidades perante a opinião pública, e de que forma?
- CML/Espaços Verdes, pela irresponsabilidade de avançar com um projecto num determinado jardim sem ter antes estudos de impacte exactamente sobre a vida das árvores?
- LPVVA/AFN, pela irresponsabilidade de não terem opinado por escrito e oficialmente sobre um projecto de requalificação de um jardim com exemplares como o Cedro do Buçaco, classificados de Interesse Público?
Na expectativa, subscrevemo-nos com os melhores cumprimentos
António Branco Almeida, Luís Marques da Silva, Leonor Areal, Miguel Atanásio Carvalho, Júlio Amorim, Virgílio Marques, Nuno Caiado, António Sérgio Rosa de Carvalho, Jorge Pinto, António Araújo, João Mineiro, Maria João Pinto, Isabel Corrêa da Silva e Fernando Jorge


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Resposta do PCML:

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Exmos. Senhores
Presidente da CML
Presidente da Autoridade Florestal Nacional
Coordenadora do Laboratório de Patologia Vegetal Veríssimo de Almeida
Vereador dos Espaços Verdes da CML
C.c. AML, Media, IGESPAR/DRC-LVT
Como é do conhecimento público, o cupressus lusitanica do Jardim do Príncipe Real, o "Cedro do Buçaco", venerando ex-libris daquele jardim romântico de Lisboa com cerca de 140 anos de idade e classificado Árvore de Interesse Público (D.G. nº 34 II Série de 12/02/1940), encontra-se neste preciso momento no estado em que as fotografias em anexo documentam.
Por alturas do polémico projecto de requalificação do Jardim do Príncipe Real, de 2009, e independentemente da bondade , ou não, dos objectivos que estiveram na origem daquele projecto, alertámos V. Exas., oportunamente, para o potencial perigo que adviria para determinadas espécies do jardim no pós-requalificação do mesmo, sobretudo pela previsível diminuição do factor ensombramento que, como é sabido, protege certas espécies. Tal perigo existiria, a nosso ver, sobretudo no topo do jardim junto à Rua do Século, para as árvores que aí restassem pois passariam a estar muito mais expostas ao Sol do que até então. Em, especial, e grave, no caso do "Cedro do Buçaco".
Assim, e face ao estado visível da árvore em apreço, vimos pelo presente reclamar junto de Vossas Excelências, um ponto de situação sobre a referida espécie, i.e.:
1. Procedeu alguma das instituições acima designadas, CML/LPVVA/AFN a exame recente ao Cedro do Buçaco, que permita concluir se a sua aparência actual significa, ou não, um agudizar de um processo de morte irreversível, ou se é apenas um estágio normal e cíclico daquela espécie?
2. No caso do Cedro do Buçaco estar efectivamente a morrer, alguma das instituições atrás referidas sabe explicar as razões desse súbito agravamento do seu estado de conservação, designadamente, se o projecto de requalificação do Jardim tem, ou não, que ver com isso mesmo?
3. No caso do projecto de requalificação ser efectivamente a razão da súbita degradação do Cedro do Buçaco, quem assume responsabilidades perante a opinião pública, e de que forma?
- CML/Espaços Verdes, pela irresponsabilidade de avançar com um projecto num determinado jardim sem ter antes estudos de impacte exactamente sobre a vida das árvores?
- LPVVA/AFN, pela irresponsabilidade de não terem opinado por escrito e oficialmente sobre um projecto de requalificação de um jardim com exemplares como o Cedro do Buçaco, classificados de Interesse Público?
Na expectativa, subscrevemo-nos com os melhores cumprimentos
António Branco Almeida, Luís Marques da Silva, Leonor Areal, Miguel Atanásio Carvalho, Júlio Amorim, Virgílio Marques, Nuno Caiado, António Sérgio Rosa de Carvalho, Jorge Pinto, António Araújo, João Mineiro, Maria João Pinto, Isabel Corrêa da Silva e Fernando Jorge
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