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20/05/2022

S.O.S. Sapataria A Deusa - apêlo ao PCML para intervir directamente - a loja será toda desmantelada no dia 24

Exmo. Sr. Presidente da CML
Eng. Carlos Moedas


CC. AML, Vice-Presidente, Vereadores da Cultura e Urbanismo, UACS e Agência LUSA

Em 18 de Fevereiro deste ano, solicitámos o melhor empenho da CML no sentido de esta negociar com o promotor do empreendimento “Rossio Place” a manutenção da Sapataria A Deusa, no âmbito do projecto de hotel que o mesmo submeteu oportunamente aos v/serviços (HTTP://CIDADANIALX.BLOGSPOT.COM/2022/02/SAPATARIA-DEUSA-APELO-AO-PCML-PARA.HTML).

Passados 3 meses, é com profunda decepção que constatamos que nada foi feito pela CML nesse sentido, uma vez que no próximo dia 24 termina o prazo dado aos proprietários da loja para retirarem todo o recheio do espaço, leia-se toda a decoração que contribuiu decisivamente para que A Deusa fosse classificada pela CML como Loja com História.

Perguntamo-nos como é possível que, durante todo este tempo, nem o Vereador do Pelouro com a tutela do Programa Lojas com História nem o Presidente da CML tenham entrado em contacto directo com o promotor por forma a garantir-se que o projecto de hotel, ainda em apreciação na CML, proc. 590/EDI/2020, assegurasse a salvaguarda daquela sapataria, independentemente do litígio judicial entre as partes. A salvaguarda da Deusa é do interesse da cidade!

A CML tem que usar de todos os meios ao seu alcance para defender a salvaguarda das lojas históricas da cidade, desde logo aquelas que a própria autarquia as classifica, como é o caso da sapataria A Deusa.

Como foi o caso da Tabacaria Martins, em que graças ao empenho pessoal do então Vice-Presidente da CML, foi possível conseguir que o proprietário do prédio onde a loja está alojada, corrigisse o projecto de alterações que tinha submetido à CML, de modo a que a Tabacaria Martins se mantivesse no mesmo local. Foi uma vitória de todos, a começar pela CML, e que, seguramente, os lisboetas não esquecem.

Daqui apelamos, mais uma vez, ao Presidente da CML para intervir directamente neste processo!

Na expectativa, apresentamos os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Miguel de Sepúlveda Velloso, Virgílio Marques, Maria Teresa Goulão, Helena Espvall Maria do Rosário Reiche, Vítor Vieira, Eurico de Barros, Ana Alves de Sousa, Rui Martins, Ana Celeste Glória, Fátima Castanheira, António Araújo, Fernando Jorge, Bernardo Ferreira de Carvalho, Pedro Cassiano Neves, Carlos Boavida, Beatriz Empisa, Jorge Pinto,

25/03/2022

Último apêlo ao PCML para travar o projecto da "Praça da Mouraria"

Exmo. Senhor Presidente
Eng. Carlos Moedas


CC. AML, JF, Vereadora Urbanismo e agência LUSA

Serve o presente para fazermos um último apêlo à CML, na pessoa do seu novo Presidente, para impedir o avanço do denominado projecto da “Praça da Mouraria”, cujo “superior interesse” para a cidade continua por apurar.

De facto, os justificativos (nobres) invocados há 10 anos pela CML para esventrar duas frentes de quarteirão (Rua da Palma e Rua do Bem-Formoso), segundo os quais o estudo prévio/projecto adjudicado à arq. Inês Lobo como facto consumado pressupunha “promover a regeneração urbana do espaço situado entre a Rua da Palma e a Rua do Benformoso" e “proporcionar uma alternativa de local de culto à Comunidade Muçulmana do Bangladesh”, de modo a pôr termo à mesquita improvisada que funciona num prédio de habitação na Rua do Bem-Formoso, claramente sem condições para o culto, redundaram no seguinte:

-Proposta de demolição de prédios recentemente recuperados na Rua do Bem-Formoso, pelo seu proprietário, tornando algo que deveria ser elogiado pela CML (uma reabilitação numa rua praticamente intacta em termos patrimoniais mas que precisava e precisa de reabilitação, sem estropiação) em algo contrário, pois só assim se compreende o facto de a CML invocar o interesse público e expropriar esses edifícios, para que a tal “Praça da Mouraria” possa ser feita.

-Um projecto de abertura de “praça” que, para lá de uma “marca de autor” perfeitamente dispensável na malha urbana histórica e consolidada (imagem em anexo), a curto prazo reproduzirá, quem sabe se em maior escala, os problemas urbanísticos, sociais, etc., que, recentemente, intervenções do género, posteriormente consideradas desajustadas, produziram no quotidiano e na malha da cidade (vide os novos pátios dos edifícios do pós-incêndio do Chiado e o próprio Martim Moniz).

Por outras palavras:

É necessário garantir no curto-prazo a construção de uma mesquita para a comunidade Bangladesh da Mouraria, mas estamos convictos de que tal não implica “fazer cidade”, melhor, destruir a malha urbana histórica existente, nem sancionar o que devia ser premiado: uma reabilitação exemplar do edificado pelos proprietários.

E, o que não é despiciendo, sem sobrecarregar o erário público com milhões de euros, como este projecto implica.

Estamos certos que eventuais indemnizações a empreiteiros, ou afins, como consequência de a CML decidir não prosseguir com este projecto inadvertidamente adjudicado, serão sempre compensadas pela poupança de milhões ao erário público, além de que poderão ser devidamente assacadas aos decisores que o permitiram.

Estamos também saturados de ouvir os decisores camarários recorrerem ao argumento de terem que “indemnizar terceiros” sempre que reconhecem que os seus antecessores decidiram de forma nociva para a cidade, veja-se os casos do “Mono do Rato” e do projecto de contentores para o Martim Moniz, por exemplo.

Apelamos a V. Exa. para travar este projecto de “praça da mouraria”, incumbindo os serviços da CML de desenvolverem, em sintonia com os efectivos anseios da comunidade islâmica local, um projecto que sirva a todos.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Miguel de Sepúlveda Velloso, Nuno Caiado, Luís Carvalho e Rêgo, Pedro Jordão, Maria Teresa Goulão, João Oliveira Leonardo, António Araújo, Eurico de Barros, Helena Espvall, José Morais Arnaud, Gonçalo Cornélio da Silva, Beatriz Empis, Miguel Atanásio Carvalho, Jorge Pinto, Teresa Silva Carvalho, Carlos Boavida, Bárbara e Filipe Lopes, Madalena Martins, Mafalda Magalhães de Barros, Sofia de Vasconcelos Casimiro, Pedro Machado, José Maria Amador, Maria do Rosário Reiche, Marta Saraiva

02/04/2020

Novo alerta-protesto sobre edif. Soares da Silva/Tv. Amoreiras 6-12


Exmo. Senhor Vereador Ricardo Veludo


C.C. PCML, AML, DGPC, JF e media

No seguimento do nosso alerta-pedido de reprovação de Janeiro passado (http://cidadanialx.blogspot.com/2020/01/protesto-pela-demolicao-do-predio-de.html) do pedido de alterações com demolição (processo nº 2008/EDI/2019) do edifício da Travessa das Amoreiras, nº 6-12, desenhado pelo arq. António do Couto de Abreu para o então conhecido industrial Francisco Soares da Silva; Somos a alertar V. Exa. e os Serviços que tutela para a existência de movimentações suspeitas no interior daquele edifício, com o entrar e sair de pessoas e materiais, que poderão vir a traduzir-se em uma eventual descaracterização/desvalorização do edifício a nível dos interiores, coberturas ou traseiras, o que todos queremos evitar.

Apelamos mais uma vez para a necessidade de mudança do paradigma da política de reabilitação urbana da CML, para novas e boas práticas, em que não se materialize o entendimento de que basta manter-se a fachada como sinónimo de que uma cidade está a ser reabilitada. É possível adaptar o edificado desse período construtivo, de que Lisboa já foi rica, às novas funções e exigências de uma vida moderna, sem destruir os interiores dos apartamentos, sem ampliar 2-3 pisos, sem destruir os seus logradouros, sem descaracterizar o quarteirão, o bairro; no caso a demolição da totalidade do seu interior, a ampliação de um piso em mansarda, a abertura de caves de estacionamento e a patética regularização da fachada sobre a garagem. É possível, não é tão caro quanto nos querem fazer ser, e há mercado para essas casas.

Pelo exposto agora e aquando da nossa missiva de Janeiro, apelamos a V. Exa., senhor Vereador, para que atente neste projecto.

Na expectativa, apresentamos os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Júlio Amorim, Helena Espvall, Alexandre Marques da Cruz, Gustavo da Cunha, Maria Teresa Goulão, Pedro de Souza, Rui Pedro Martins, Virgílio Marques, António Araújo, Fernando Jorge, Pedro Jordão, Gonçalo Cornélio da Silva, Irene Santos

...

Aqui fica o esclarecimento de dia 14 do corrente, da Sra. Directora do Urbanismo da CML, que importa APLAUDIR!

«Exmos. Senhores

Em primeiro lugar, deixo o meu agradecimento pela vossa colaboração em matéria de fiscalização de obras ilegais.

No que respeita ao imóvel sito na Travessa das Águas Livres, nº 6 - 12, cumpre informar que para o mesmo existe um pedido de licenciamento (Processo n.º 2008/EDI/2019) deu entrada na Câmara Municipal de Lisboa em 12/11/2019 e se encontra em apreciação no Departamento de Licenciamento Urbanístico.

O pedido de licenciamento visa a realização de obras de alteração e ampliação de edifício com uso habitacional, implicando uma intervenção profunda no imóvel, com demolição quase integral do edifício, designadamente interiores e fachadas posteriores, mantendo-se apenas a fachada principal sobre ambos os troços da Travessa das Águas Livres, construção de 2 pisos em cave para estacionamento automóvel com a criação de acesso a partir da Travessa das Águas Livres e manutenção do uso habitacional.

Foram realizadas consultas, com as seguintes pronúncias:

- A DGPC emitiu um parecer desfavorável, a 29/1/2020, cf. anexo;
- A Estrutura Consultiva Residente-PDM emitiu um parecer desfavorável, a 10/12/2019, cf. anexo;
- O Departamento de Gestão da Mobilidade emitiu parecer favorável condicionando, a 20/1/2020, cf. anexo.

Com base nos pareceres desfavoráveis emitidos, quer pela DGPC, quer pela ECR, foi proposta a realização de audiência prévia de interessados, dando conhecimento ao requerente de que, face aos incumprimentos verificados, é intenção dos serviços indeferir o pedido de licenciamento, nos termos das alíneas a) e c) do nº 1, e na alínea a) do nº 2, do Artigo 24º do Regime Jurídico de Urbanização e Edificação.

Atento o exposto na presente informação, caso estejam efetivamente em curso trabalhos não isentos de licenciamento, os mesmos são ilegais, uma vez que não foi emitido qualquer título que habilite o particular à realização de obras, pelo que está a ser verificada pela Polícia Municipal a necessidade da aplicação de medidas de tutela da legalidade urbanística.

Com os melhores cumprimentos,

Rosália Russo
Diretora Municipal do Urbanismo»

27/02/2020

Eventual descoberta do Cais da Alfândega Velha - Pedido/S.O.S. à CML


Exmo. Senhor Presidente
Dr. Fernando Medina


CC. AML, DGPC e media

Na sequência das obras preparatórias a decorrer junto à Rua da Junqueira e à Rua do Cais da Alfândega Velha (fotos 1, 2 e 3) para a construção do Museu do Terramoto, terão sido feitas descobertas arqueológicas que, tudo indica, serem exactamente referentes às estruturas do … Cais da Alfândega Velha.

Inclusivamente, já terão sido tapados alguns desses vestígios. Por outro lado, ainda decorrerão escavações no interior do edifício da foto 4.

A ser verdade que foi descoberta parte significativa do antigo Cais da Alfândega Velha, solicitamos a melhor intervenção de V. Exa. no sentido de a CML tudo fazer para garantir que estes preciosos achados sejam incluídos no projecto do Museu do Terramoto e devidamente preservados e expostos ao público.

Na expectativa, apresentamos os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Alexandra de Carvalho Antunes, Inês de Beleza Barreiros, Júlio Amorim, Ana Alves de Sousa, Virgílio Marques, Pedro Jordão, Helena Espvall, Pedro Machado, Gonçalo Cornélio da Silva, Pedro de Sousa, Rui Pedro Martins, Maria do Rosário Reiche, Beatriz Empis

Ainda sobre a casa Veva de Lima


Ainda sobre a casa Veva de Lima, ei-la num artigo precioso da Revista Municipal de 1988:
Fonte: Margarida Pardal

05/01/2018

S.O.S. Painéis figurativos/publicitários - Apelo à CML à sua classificação e vigilância


Exmo. Senhor Presidente
Dr. Fernando Medina,
Exma. Senhora Vereadora
Dra. Catarina Vaz Pinto


C.c. AML, SOS Azulejo e media

No seguimento do roubo de azulejos de um dos conhecidos painéis figurativos/publicitários da Leitaria Anunciada (https://cidadanialx.blogspot.pt/2017/12/azulejos-da-leitaria-anunciada-apelo.html), que levou a que tivéssemos apelado (https://cidadanialx.blogspot.pt/2017/12/e-preciso-combater-venda-ilegal-de.html) à Câmara Municipal de Lisboa para a necessidade urgente de se combater, de uma vez por todas, o tráfico ilegal de azulejos (desde logo por via de campanhas de sensibilização junto dos potenciais compradores, mas também na fiscalização efectiva – tolerância zero – a locais como a Feira da Ladra e as chamadas "feiras de velharias", onde, por sinal, são cada vez mais os postos de venda de azulejos de proveniência duvidosa), serve o presente para:

Apelar a Vossas Excelências para a urgência de facto na classificação e vídeo-vigilância (eventual comparticipação nos custos de instalação), e, nalguns casos, restauro competente (idem), de um conjunto de painéis figurativos/publicitários de grande valor histórico-patrimonial, a saber:

-Antiga Farmácia Ultramarina (foto 7et.fa.ulisboa);
-Casa dos Parafusos (idem);
-Leitaria A Camponesa (foto de Ana Lopes de Almeida/Biblioteca de Arte-FCG);
-Leitaria A Minhota (foto de Ana Paula Costa);
-Pastelaria Bola-Cheia (foto de comjeitoarte);
-Bar Americano (foto de et.fa.ulisboa2);
-J.Vilanova (foto de Miss Lisbon);
-Antiga loja de tintas e pincéis do Corpo Santo (idem);
-Sabonetes Sta. Iria (idem);
-Antiga fábrica de balanças à Sé (foto de lisbon lux);
-Farmácia Cruz Nunes (foto Pat.Cultural de Lisboa, azulejos de Jorge Colaço);
-Leitaria Anunciada (idem).

Na expectativa, apresentamos os nossos melhores cumprimentos e votos de Bom 2018!

​Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Júlio Amorim​, Jorge Santos Silva, João Mineiro, Gonçalo Cornélio da Silva, José Filipe Soares, Virgílio Marques, Maria João Pinto, Rossella Ballabio, Gustavo Cunha, Pedro Henrique Aparício, Fernando Grade, Miguel Jorge, Maria do Rosário Reiche, Paulo Lopes, António Araújo, José Fonseca, Fátima Castanheira e Maria Ramalho

02/08/2017

Salvem a Gondola!


Miguel Esteves Cardoso, in Público (2.8.2017)

«Querem demolir o restaurante Gondola. Como é que é possível? Como é que Lisboa passa sem aquela casa? Onde é que Lisboa tem outra esplanada como aquela, tão linda, tão fresca?

Não é pelas memórias. As memórias são muitas, mas tem sorte quem as tem. Não, a Gondola tem de ficar aberta para as pessoas que nunca lá foram, incluindo as que ainda não nasceram.

A Gondola é uma ilha de campo no meio da cidade. Entra-se na esplanada e foge-se do calor, do cimento e do agora. Não é como um sonho, porque os sonhos são fugidios e na Gondola podemos sentar-nos e sermos atendidos como se tivéssemos voltado a uma casa de onde nunca deveríamos ter saído.

Toda a gente gosta de ir �� Gondola. Graças à admirável Júlia Ribeiro têm sido mantidas as meigas tradições de hospitabilidade, simpatia, carinho e preocupação.

Ir à Gondola sempre foi uma recompensa ou uma consolação. Vai-se quando há más notícias, ou quando a vida ameaça entornar-se. Cai-se lá quando se precisa duma certeza, dum pequeno mundo que não muda, apesar de o outro, maior, não fazer outra coisa.

Vai-se lá pela mão dum pai, quando nos quer mostrar um segredo, levam-se lá as filhas e os netos. Namora-se lá. Conspira-se lá. Uma vez almocei lá com um espião americano. Estava tudo em mangas de camisa. Era Agosto, como agora. Os casacos pendurados dançavam e o gelo mexia-se à volta das garrafas de vinho.

O Montepio é uma excelente instituição e Fernando Medina tem sido um excelente presidente da câmara. Por favor, deixem a Gondola como está!»

25/10/2016

S.O.S. Árvores de Lisboa


Árvores centenárias queimadas, outras sujeitas e podas radicais que as mutilam irremediavelmente, abates indiscriminados e incompreensíveis, árvores recém plantadas que morrem à sede,... o rol de malfeitorias é variado e extenso e parece ter-se agravado nos últimos dois anos com a transferência de competências da Câmara Municipal de Lisboa (CML) para as Juntas de Freguesia, no âmbito da Reforma Administrativa da cidade de Lisboa.

Enquanto isto, o que fazem os técnicos dos Espaços Verdes da CML? E o Senhor Vereador dos Espaços Verdes? Este último parece indiferente à selvajaria vigente de quem não sabe ou não quer saber da importância das árvores para a qualidade de vida e beleza da nossa cidade. Parece estar a leste da realidade. Em entrevista à revista Monocle, diz-se o defensor número um das bicicletas e de passeios largos, fala do arquitecto Ribeiro Telles como seu mentor e inspirador e do seu sonho de uma Lisboa cada vez mais verde. "Grass is Greener" é o nome do artigo.

Aqui vai o SOS: acorde Senhor Vereador, desça à terra e, com os seus técnicos, proteja as nossas árvores!

António Cardoso, Presidente da Junta de Freguesia de São Domingos de Benfica, assinou o referido auto e recebeu das mãos do Presidente da CML a Chave da Cidade, entregue a cada um dos presidentes de Junta, partilhando assim algo que tem sido um direito exclusivo do município, a “chave desta nossa casa comum que é a cidade de Lisboa”.

As Juntas de Freguesia de Lisboa ficam agora responsáveis pela gestão da limpeza das ruas, de vários espaços verdes, A transferência de competências da Câmara Municipal de Lisboa (CML) para as Juntas de Freguesia no que diz respeito à forma como são tratadas as árvores de Lisboa está a revelar-se desastrosa.

Ana Alves de Sousa

03/06/2016

Novo S.O.S. ao MD sobre Paço Real de Caxias


Exmo. Senhor Ministro da Defesa
Prof. José Alberto Azeredo Lopes


C.c Presidência da República, Primeiro-Ministro, MC/SEC, CMO​ e Media

No seguimento do alerta/s.o.s. que fizemos a Vossa Excelência, Senhor Ministro, a 21 de Dezembro de 2015 (http://cidadanialx.blogspot.pt/2015/12/sos-paco-real-de-caxias-ac-ministerio.html), sobre o estado calamitoso e o grave perigo em que se encontra o Paço Real de Caxias, sem que até ao momento nada tenha sido efectivamente feito em prol da sua salvaguarda, e uma vez que constatámos ontem mesmo que o edifício está completamente “escancarado”, podendo-se nele entrar sem qualquer problema pela porta principal (!);

Voltamos a alertar Vossa Excelência para a necessidade urgente em pôr cobro a esta situação vedando, desde já, todo e qualquer acesso ao interior ao Paço Real de Caxias de modo a que os seus interiores ainda possam ser preservados e recuperáveis, especialmente o salão e o “quarto da imperatriz” D. Amélia de Leuchtenberg.

Voltamos, ainda, a enviar fotos recentes e elucidativas do estado do edifício onde, reafirmamos, ainda nada foi feito para impedir o acesso por estranhos.

Com os melhores cumprimentos


Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Jorge Santos Silva, Alexandra de Carvalho Antunes, Luís Marques da Silva, Júlio Amorim, Miguel de Sepúlveda Velloso, Ana Celeste Glória, Maria do Rosário Reiche, António Araújo, Mariana Ferreira de Carvalho, José Amador, Jorge Pinto, Rui Martins, Fernando Jorge, Gonçalo Cornélio da Silva, Beatriz Empis, Pedro Janarra, Pedro de Sousa e Maria Ramalho

08/03/2016

Calçada do Desterro 11-13: Imóvel de Interesse Público em risco


Att. DGPC
C.C. Gab MC, Gab. PCML, Gab. Vereador MS, AMl


Lisboa, 12.1.2016

Exmos. Senhores

​Somos a solicitar a esses Serviços esclarecimento sobre se terá sido submetido à DGPC ​para sua apreciação, algum projecto de alterações/demolição do imóvel sito na Calçada do Desterro, nº 11-13, IIP.

O edifício encontra-se com os vãos fechados com tijolo, o que vai contra as boas regras de conservação tanto da estrutura do edifício como dos acabamentos dos seus interiores. Lembramos que este edifício é um raro e interessante exemplar da Arquitectura pombalina fora da área da Baixa e que os seus níveis de autenticidade são elevados (vide as caixilharias dos vãos, as coberturas e os interiores) e que, por isso mesmo, devia ser objecto de obra exemplar de restauro e reabilitação, assim o queiram e saibam promover a CML e a tutela da Cultura.

Melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Fernando Jorge e Bernardo Ferreira de Carvalho

...

Resposta do Sr. Vereador Manuel Salgado, em 8.3.2016:

11/01/2016

Aqueduto do Convento de Cristo/ S.O.S. ao Min. Cultura/ Inclusão Urgente UNESCO


Exmo. Senhor
Ministro da Cultura
Dr. João Soares

Solicitamos a atenção de Vossa Excelência para o Aqueduto do Convento de Cristo e para a necessidade urgente do Ministério da Cultura corrigir uma injustiça, até hoje inexplicável, i.e., que inicie, tão breve quanto possível, junto da respectiva Comissão, os procedimentos devidos para que este Aqueduto passe a constar do conjunto inscrito na UNESCO, uma vez que o mesmo é parte integrante e indissociável do Convento de Cristo, o qual, como é do conhecimento de V. Exa., é Património da Humanidade desde 1983.

Com efeito, não se consegue compreender nem aceitar que, por razões que a razão desconhece, ou não, o Aqueduto do Convento de Cristo tenha ficado de fora da inscrição na UNESCO e, pior, desde essa altura nada tenha sido feito pelas entidades competentes para que o lapso fosse corrigido.

De notar, Senhor Ministro, que o Aqueduto do Convento de Cristo, cujo projecto é do arquitecto Filippo Terzi (1584), a mando de Filipe I (II de Espanha), se estende por 6km, nos quais assumem particular imponência os arcos no vale de Pegões, e é Monumento Nacional desde 1910, se encontra num deplorável estado de abandono (devido em grande parte ao avanço da vegetação), apresentando múltiplas e graves fissuras (desde logo nos pilares das arcadas de suporte), e permanentemente ao sabor dos variados actos de saque (por roubo de materiais para as obras de construção, sobretudo das placas de calcário que cobrem as condutas, havendo troços destapados a céu aberto) e vandalismo (sobretudo nas nascentes e nas casas de água).

Apelamos, portanto, Senhor Ministro, para que:

Visite o Aqueduto e veja o estado em que ele se encontra;
• Desenvolva os trâmites necessários à integração do Aqueduto no Convento de Cristo no âmbito e esfera da classificação do conjunto monástico daquele monumento como Património Mundial da Humanidade;
• Incremente um plano de salvaguarda, conservação e divulgação do Aqueduto, compatível com a importância do mesmo enquanto infraestrutura hidráulica integrada-património arquitectónico-histórico. Monumento Nacional.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Ana Celeste Glória, Inês Beleza Barreiros, Filipe Lopes, Bárbara Lopes, Alexandre Marques da Cruz, Fernando Jorge, João Mineiro, Luís Marques da Silva, Júlio Amorim, Miguel de Sepúlveda Velloso, Virgílio Marques, António Araújo, Irina Gomes

C.C. Comissão Unesco, DGPC, ICOMOS, Convento de Cristo, CM Tomar e 12ª Comissão da AR
Fotos: Grupo do Facebook "Aqueduto do Convento de Cristo. Antes que seja Tarde."