06/05/2015

VOTAÇÃO AS 10 MARCAS APAGADAS DE LISBOA - ATÉ DIA 13 DE JUNHO


Pretendemos eleger as 10 marcas apagadas de Lisboa, ou seja, os os lugares, e/ou edifícios que já não existem ou que foram irremediavelmentepretende alterados na nossa cidade, fosse por acção humana fosse por acontecimentos naturais.

Uma vez já feita a selecção das 20 marcas a votar (de entre mais de 60 sugestões indicadas), e em relação às quais há assinalar edifícios desaparecidos com o terramoto de 1755 e edifícios que ainda resistem mas em relação aos quais há que alertar para o seu eventual desaparecimento ou desfiguração, decorre até 13 de Junho, exclusive, a votação das 10 marcas, sendo que qualquer pessoa poderá votar em 3 das marcas entre as 20 sugestões aqui expressas de forma aleatória (fotos acima e lista abaixo)

Envie o seu voto para: forumcidadanialx@gmail.com.


Encontro GECORPA sobre a Baixa Pombalina defende candidatura a Património da Humanidade



Eis as conclusões do evento organizado pelo GECORPA
(fonte: http://www.gecorpa.pt/noticia.aspx?id=11&area=Noticias&idn=349):

VOTAÇÃO AS 10 MARCAS APAGADAS DE LISBOA - ATÉ DIA 13 DE JUNHO


O Fórum Cidadania Lx pretende eleger as 10 marcas apagadas de Lisboa, ou seja, os os lugares, e/ou edifícios que já não existem ou que foram irremediavelmente alterados na nossa cidade, fosse por acção humana fosse por acontecimentos naturais.

O Fórum Cidadania Lx entende que a celebração da cidade, sobretudo dos elementos que a construíram e desapareceram, é uma forma de homenagear Lisboa e os seus habitantes e todos aqueles que a construíram, mas também um modo de lembrar o que desapareceu e situar aqueles que nada fizeram ou contribuíram para a sua desfiguração. Não se trata de culpabilizar de evitar repetir os erros do passado e alertar para aqueles que ainda podem ser evitados ou corrigidos.

Numa altura em que as cidades competem no mundo pelo que as diferencia, a eliminação de elementos únicos e característicos deve ser algo que nos preocupa.

Assim, foi lançado um desafio aos Lisboetas para que fizessem sugestões sobre as mais relevantes marcas desaparecidas e a preservar de Lisboa, tendo sido elaborado um Top 20, de entre mais de 60 sugestões. Entre os factos curiosos, as muitas sugestões de edifícios desaparecidos com o terramoto de 1755 e a indicação de edifícios que ainda resistem e não desapareceram, o que se interpreta como alertas para evitar seu abandono ou transfiguração. De assinalar ainda as muitas indicações de espaços públicos que foram modificados ou desapareceram (e não apenas os seus edifícios), como as Avenidas Novas ou a Baixa Mouraria (atual Martim Moniz), o que denota uma preocupação mais abrangente que um ou outro edifico notável mas sobretudo pelo enquadramento dos mesmos.

Agora, até 13 de Junho, dia de Santo António, qualquer pessoa poderá votar em 3 daquelas marcas, permitindo eleger as 10 mais.

Foram estas as 20 sugestões (em ordem de apresentação aleatória) dos Lisboetas e que estão agora a votação.

Os votos podem ser enviados para: forumcidadanialx@gmail.com.

Que a votação comece!

05/05/2015

Lisboa Capital Europeia da Demolição: Rua do 4 de Infantaria / Rua Correia Teles








Estes dois imóveis da "Lisboa Entre Séculos" em Campo de Ourique acabaram de ser totalmente demolidos (não, neste caso nem sequer as fachadas ficaram). Quem passar por lá amanhã vê apenas 1 grande buraco pois já estão a abrir as caves para o estacionamento da futura nova construção - ou será que esta "operação urbanística" entra para as estatísticas da "reabilitação"?! Imóveis demolidos: Rua do 4 de Infantaria 50 a 60 e Rua do 4 de Infantaria 44 a 48 torneja Rua Correia Teles 16. A bela Mercearia Coutinho, que funcionava há quase 1 século no nº 50-54 da Rua do 4 de Infantaria também foi destruída apesar do apelo que o FCLX fez ao Presidente da CML e ao Vereador do Urbanismo no dia 23 de Outubro de 2013: http://cidadanialx.blogspot.pt/2013/10/mais-2-predios-do-sec-xix-para-demolir.html;
É assim a Lisboa que estamos a criar: Capital Europeia da Demolição?

TURISMO: Castelo de São Jorge siege













1- Entrada Castelo de S. Jorge, Sábado 2 Maio, hora do almoço
















2- tuk-tuks em locais proibidos, incluíndo a paragem do 737

Acabaram de inaugurar as novas bilheteiras, com o dobro de postos de venda e de funcionários (6) e já está assim no final de Abril início de Maio, meses antes do dilúvio de turistas que chegam com o verão.

Este fim de semana passado foi um "preview" do tipo de Turismo destrutivo que se está a instalar na Colina do Castelo. Turismo Sustentável? Turismo de Qualidade? Capacidade de Carga de um Bairro Histórico & Monumento Nacional? Impacto negativo do Turismo nas comunidades? Ainda não fazem parte do vocabulário de muitos dos nossos governantes e políticos. Turismo ainda só é sinónimo de vida "cor-de-rosa".

Desde o dia 1 de Maio - e até ao dia 1 de Outubro - vai estar um polícia na entrada do Portão de S. Jorge / R. Chão da Feira para "disciplinar e mitigar" alguns dos novos problemas deste local: tuk-tuks e carteiristas. Segundo informação do agente policial, é a EGEAC que está a pagar este serviço.

PRAÇA D.PEDRO IV


Chegado por e-mail:

«Boa tarde

Pelos vistos, prepara-se mais uma "feira" nesta emblemática praça de Lisboa, ocultando monumentos nacionais.

Melhores cumprimentos

Rogério Marques»

Felicitações à DGPC pela abertura de novo processo de classificação ao edifício da Pç.Saldanha 28-30/ Av. República, 1


Exmo. Senhor
Director-Geral do Património Cultural
Doutor Nuno Vassalo e Silva


Vimos pelo presente enviar as nossas felicitações pela «Abertura de novo procedimento de classificação do imóvel sito na Praça do Duque de Saldanha, 28 a 30, e na Avenida da República, 1 e 1-A, Lisboa, freguesia das Avenidas Novas, concelho e distrito de Lisboa», hoje publicada em Diário da República - DR nº 85/2015 (https://dre.pt/application/file/67124191).

Trata-se de uma excelente notícia, e um acto de justiça para com este edifício. Fazemos votos para que desta vez o processo seja finalizado e o edifício seja classificado.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Jorge Santos Silva, Júlio Amorim, Carlos Moura-Carvalho, Gonçalo Cornélio da Silva, Rui Martins, Paulo Lopes, Virgílio Marques, Luís Marques da Silva, Maria Ramalho, José Filipe Soares, Fernando Jorge, Miguel Lopes Oliveira, Miguel de Sepúlveda Velloso, André Santos, Fátima Castanheira, João Oliveira Leonardo, Pedro Formozinho Sanchez, José Morais Arnaud, Cristiana Rodrigues, Maria Maia, Miguel Atanázio Carvalho


04/05/2015

Mais casos de sucesso e a apoiar no Bairro das Colónias:


Depois das boas práticas da Padaria Saudade (https://www.facebook.com/pages/Padaria-Saudade/1379981348993411?fref=ts, foto acima), cujo café minimalista, em respeito total pelo espaço Déco, continua a ter pão à venda no Bairro das Colónias, mais outra iniciativa empreendedora que merece o nosso aplauso e, no caso, irmos lá comer um gelado:

A Fábrica do Gelado (https://www.facebook.com/fabricadogelado?fref=ts, foto abaixo), também numa antiga padaria, que restaurou, inclusive, 3 dos 6 painéis pintados que ornamentavam a padaria.

O Bairro das Colónias vai melhorando, aos poucos, mas vai.

Só falta a CML abrir o procedimento da sua classificação como Conjunto de Interesse Municipal, que o é, indiscutivelmente.

Algo vai ter de mudar no trânsito no centro da cidade de Lisboa

Chegado por e-mail:

«Desde há dois anos que o trânsito na baixa de LIsboa e bairros adajcentes é insuportável para peões, viaturas particulares e transportes públicos.
É normalíssimo fazer o pequeno percurso entre o Cais do Sodré e a Praça do Comércio em 45 minutos!
A cidade não suporta mais trânsito e por mais que se invente as ruas não alargam.
Se nada se fizer, os transportes particulares enchem as ruas e não andam, os transportes públicos enchem as ruas e não andam, os transportes turísticos, enchem as ruas e não andam.
Se juntarmos a isto provas desportivas e eventos em praças e ruas, quase semanais está feita a tempestade perfeita. Se ainda juntarmos os cais de cruzeiros a despejar milhares de turistas ao mesmo tempo em pleno centro da cidade que depois são transportados para as ruas estreitas em autocarros enormes, então é o caos.
Alguma vez uma decisão terá de ser tomada, mesmo que desagradando a a alguns ou muitos.
Ou se dá prioridade aos transporte públicos, limitando o acesso a transportes particulares;
Ou se proíbe o estacionamento de autocarros em zonas antigas das cidades, limitando aos arredores, com transporte em minibus depois para o centro;
Ou se constrói mais parques de estacionamento nos arredores do centro e depois usa-se os transportes públicos;
ou se prioriza os transportes públicos, com reforço de minibus, eletricos e taxis, em articulação com o metro, para que sejam verdadeira alternativa.
Alguma coisa tem de ser feita. Sr Presidente da câmara de Lisboa, é melhor ir à Baixa. Até pode ser num sábado e com a Ribeira das Naus fechada. Nem é preciso que estejam 4 cruzeiros acordados e hajam provas desportivas ou um concerto numa praça.
Verá que isto não é para turistas nem para locais.
Obrigado.»


Esta sim é uma boa notícia e o resto é conversa:


ANÚNCIO N.º 79/2015 - DIÁRIO DA REPÚBLICA N.º 85/2015, SÉRIE II DE 2015-05-0467120715

Presidência do Conselho de Ministros - Direção-Geral do Património Cultural
Abertura de novo procedimento de classificação do imóvel sito na Praça do Duque de Saldanha, 28 a 30, e na Avenida da República, 1 e 1-A, Lisboa, freguesia das Avenidas Novas, concelho e distrito de Lisboa

01/05/2015

Assim está a fachada de um dos grandes da Avenida




Pela forma como o trata, a EPAL deve achar que tem em mãos um edifício banal e de 2ª categoria.
Trata-se de um dos últimos grandes "senhores" da Avenida. A empresa das águas pensou que a decoração da fachada seria demasiado sóbria e resolveu acrescentar uns modernos e belíssimos aparelhos de ar-condicionado. Para quê tratar de forma exemplar os poucos que ainda nos restam? Prédios deste tipo são já uma raridade, coisa que não causa qualquer problema à EPAL,

Já agora, apaguem os poucos holofotes de iluminação do Aqueduto que ainda não se fundiram. O Monumento, pelo seu carácter excepcional no plano mundial merece ser admirado com  toda a dignidade. Não ao lusco-fusco como tem estado nos últimos anos.  Ou ilumina-se em toda a sua extensão e glória, ou deixa-se na escuridão. Assim como está é que não.