28/05/2009

Autarquia aprova candidatura do Bairro Padre Cruz ao QREN

A Câmara de Lisboa aprovou quarta-feira a elaboração de uma candidatura ao Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN) para a requalificação do Bairro Padre Cruz.

O projecto envolve a construção de 908 fogos, dos quais 783 para realojamento. Está prevista também a construção de uma residência assistida para idosos, uma creche e de espaços para novas actividades económicas de apoio ao auto-emprego.
In RTP.pt

11 comentários:

Anónimo disse...

Perdão, aprovou a ELABORAÇÃO de uma candidatura.

Daqui até a candidatura ser aprovada, se isso se concretizar, a coisa não passa de propaganda eleitoral, adequada às eleições autárquicas que se aproximam.

Xico205 disse...

Vai mesmo fazer-se. Varias casas já estão devolutas e muito degradadas. À muito que a camara não faz obras nas moradias, porque são para ir abaixo. O mesmo se passa no Bº da Boavista.

Anónimo disse...

Muito bem observado Anónimo das 8:15 PM.
Desde quando a elaboração de uma candidatura é matéria para publicidade? Se a autoridade de gestão do QREN não aprovar a candidatura vamos ter cartazes a dizer "Esta obra não se fez por culpa da União Europeia" ...
Francamente ...
Luís Alexandre

Anónimo disse...

Isso façam mais ghetos 908 fogos X 3,5 pessoas por fogo = cerca de 3000 novos habitantes com poucos recursos.
Daqui a uns anos estão todos a bater no pai e na mãe e a fabricar coktail molotov para atirar à polícia.
Politicas urbanas e planeamento estrategico retrogado

Rodrigo disse...

Continuamos a desenvolver um plano urbanista errado. Reablitem as zonas degradadas

Filipa Lex disse...

Concordo com o Anónimo a noticia está mal elaborada. Uma candidatura sem aprovação vale tanto como um anúncio de intenções...

Anónimo disse...

A propósito, sobre a consulta pública lançada pela arquitecta Roseta, aquele pessoal em que mundo viverá?

Para preencher aquilo deve ser preciso no mínimo tirar um curso e gastar umas poucas de horas.

Tem um palavreado que deve dizer imenso ao comum dos cidadãoe, nos quais me incluo, do tipo "assegurar uma melhor participação dos cidadãos no processo de decisão e garantir uma mior legitimidade, eficácia e responsabilidade da Administração, segundo os princípios da simplificação, da qualidade e da transparência e promovendo a colaboração institucional".

Isto, trocado em miúdos, quererá dizer exactamente o quê?

Nefelibatas...

Xico205 disse...

Anónimo disse...
Isso façam mais ghetos 908 fogos X 3,5 pessoas por fogo = cerca de 3000 novos habitantes com poucos recursos.
Daqui a uns anos estão todos a bater no pai e na mãe e a fabricar coktail molotov para atirar à polícia.
Politicas urbanas e planeamento estrategico retrogado

12:33 PM



O BPC vai continuar a ter os mesmos habitantes que já habitam nas moradias sociais, só vão passar para prédios. O objectivo é reduzir custos porque sai muito caro reabilitar as moradias uma a uma, e ganhar novos terrenos para construção da EPUL Jovem e venda de lotes para construção de mercado livre.

Exactamente o mesmo vai acontecer no Bairro da Boavista.

Anónimo disse...

O Bairro da Boavista precisa é de uns bares eumas discotecas after-hours, sem isso nada feito.

O pessoal precisa de se divertir.

Hugo disse...

Cada vez mais se gasta dinheiro público a criar bairros que não passam de guetos onde se gera um monte de problemas, que fazem aumentar a criminalidade na cidade e que degradam a cidade.
Vejam de onde provêem os principais problema de segurança na cidade? Exactamente, dos bairros sociais.
Realojamento como tem sido feito é um modelo completamente errado de exclusão de quem é realojado, exclusão essa que provoca todos os problemas sociais a que assistimos.
Realojar é integrar as pessoas na cidade, por toda a cidade e não juntar todos os realojados num mesmo bairro onde apenas eles lá vivem.

Xico205 disse...

A Mouraria não é um bairro social e o que não falta lá são problemas comuns aos bairros sociais.

O problema é que não havia alternativa. Não havia habitação no mercado livre a baixo preço no numero que era preciso para as 22 mil barracas que existiam em Lisboa. Mas actualmente é proibido realojar novos moradores em bairros sociais. Uma vez que a maioria dos processos já foi resolvido já se pôde legislar.

As CM-Amadora, CM-Sintra, CM-Odivelas e CM-Loures têm resolvido muitos problemas do PER com habitações do mercado livre.

Falando é tudo muito bonito mas concretizar, é mais complicado porque há sempre limitações.

Já agora deixo a opinião do antigo presidente da CM-Loures, Demétrio Alves:
http://www.setubalnarede.pt/content/index.php?action=articlesDetailFo&rec=10209