09/05/2009


A placa central em tons de amarelo, passeios laterais com mais 16 metros e uma redução do trânsito automóvel. Em Outubro do próximo ano a Praça do Comércio, em Lisboa, deverá apresentar-se com uma imagem renovada. O projecto foi ontem apresentado.

"Queremos uma tonalidade que não seja calçada branca, vamos apostar nos amarelos para mudar a imagem", disse o arquitecto responsável pelo projecto de requalificação de uma das principais praças da capital, Bruno Soares.

Esta é apenas uma das muitas mudanças que aquele espaço vai ter. Segundo o arquitecto, a ideia é "recuperar o projecto pombalino de relação entre o centro da cidade e o rio." Para isso, vai ser criado um grande passeio para peões, que vai da Rua Augusta até ao Cais das Colunas. Este corredor "é fundamental para voltar a integrar a Praça na cidade". O "grande passeio" vai ter a preocupação de facilitar a deslocação de deficientes motores e carrinhos de bebé, sublinhou.

Outro dos objectivos do projecto é "contrariar o abandono a que a Praça chegou. As pessoas desabituaram-se de ir ao Terreiro do Paço". É por isso que existem várias medidas neste projecto que aumentam o espaço dos peões ao mesmo tempo que reduzem a área destinada circulação automóvel.

"Os passeios laterais da Praça do Comércio vão aumentar 16 metros", explica Bruno Soares. No projecto estas zonas assumiram o nome de "passeios-esplanada", uma vez que pretendem estimular este tipo de comércio no local. Serão "decorados" com riscos diagonais, inspirados na cartografia marítima do século XVI.

Por outro lado, os automóveis vão ter menos espaço. Nas faixas laterais não vai haver trânsito, na Ribeira das Naus fica reduzido a duas faixas e na rua do Arsenal só será permitido a transportes colectivos. Tal é importante para cumprir um dos objectivos do projecto: "40% da Praça é destinado circulação automóvel, mas nós previmos uma redução para 11%."

A estátua de D.José vai ver o seu protagonismo aumentado enquanto "elemento fundamental" da Praça. O mesmo acontecerá com o Cais das Colunas que "vai ser ampliado, passando a ser um círculo completo", referiu o arquitecto que dirigiu a realização dos Planos Director Municipal de Lisboa, Évora ou Faro e o projecto recente do Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota.

Segundo o presidente da Sociedade Frente Tejo, João Biancard Cruz, as obras deverão terminar em Outubro de 2010. Não revelando o custo do projecto do Terreiro do Paço, Biancard Cruz recorda que o custo global da Frente Ribeirinha será de 8,5 milhões de euros".

In DN (imagem do Publico)


42 comentários:

Anónimo disse...

Vamos ter Disney na principal praça do país o que talvez não seja tão deslocado porque políticos de contos de fadas e histórias da carochinha já os temos!

Anónimo disse...

Um autêntico chão WC.

Anónimo disse...

Melhor do que eu pensava.

DEON disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
DEON disse...

Não sei bem o que pensar...existem elementos que gostei quando vi pela primeira vez estas imagens num outro site de notícias, mas agora ao saber que vai ser amarelo, o chão, acho que não gosto mesmo nada da ideia.
O que senti foi a falta de algum 'verde', podiam plantar algumas árvores.

HOMOSAPIENS disse...

-Aqueles desenhos simétricos em forma de losanjos mais parece aquelas camisolas que alguma gente idosa adora utilisar(sim aquele estampado à frente ao estilo escocês).
-"Um dos objectivos é contrariar o abandono a que a praça chegou. As pessoas desabituaram-se de ir ao Terreiro do Paço". Bom quer dizer este projecto não tem nada de extraordinario, vai la que se mete uns losanjos no chão, aumentar um pouco os passeios, e já esta areia lançada aos olhos dos Lisboetas à dizer que houve requalificação.
-A praça vai continuar vazia, como é que eles podem dizer que este novo projecto vai ali chamar gente, devem estar à gozar. Sera que as pessoas vão ir ali para ver losanjos, meter a toalha no chão para apanhar sol, nem existe nos planos mobiliario urbano, as pessoas vão se assentar aonde?!?

Anónimo disse...

O Terreiro do Paço precisa de árvores...

Anónimo disse...

Patético e infantil.
Soluções intelectualmente duvidosas, tal como o resultado final.
Contraria voluntáriamente a geometria rigorosa e provoca uma desorientação assustadora.
Infantil pois não se entende a risca ao meio, o losango imbecil sobre o plinto(já para não falar no "pandan" verde) e absolutamente ridiculo o circulo formado pelo desenho em planta do acis das colunas. Desastroso!
Em termos politicos é totalmente absurdo acentuar o poder real na praça, independente das opções políticas o centro deveria ser libertado de qualquer simbolo religioso ou politico.
Uma clamorosa falta de ideias.
Venha outro!

Filipe Melo Sousa disse...

alguém se esqueceu de um pormenor:

o que propõe a câmara para as horas de espera dos moradores na zona de alfama que simplesmente não têm qualquer outro acesso?

continuam as ruas envolventes entupidas de transito, para manter a praça bonita para os turistas?

Anónimo disse...

Uma coisa eu quero saber. Onde está o concurso público deste projecto? Aliás, à semelhança do que aconteceu para o parque mayer. Voltámos à entrega de projectos por favor? Voltámos aos maus hábitos da dupla Santana/Carmona.

Anónimo disse...

Temo que a assustadora mania dos americanos de fazerem parques temáticos tenha chegado ao nosso país em força. A ideia de fazer o chão assemelhar-se às linhas dos mapas cartográficos é absolutamente infantil! onde está um pouco de verde? Ainda que o caminho que se estende do arco, passa a estátua - sem o losângulo verde, por favor - até ao cais das colunas tenha algum impacto, porque não fazê-lo simplesmente mudando o tamanho e a cor da lage que deveria ser lioz em toda a praça na dicotomia preto/branco típico. Esta solução foi já feita em praças grandes como a de São Pedro no Vaticano.

Anónimo disse...

Parece a Expo 98! Onde estão as árvores!
Praças mortas e grandes já existem de sobra no Parque das Nações.
Nesta praça a estátua está deslocada como se fosse um mero detalhe da praça. Os elementos históricos importantes estão a servir e subordinadas às alterações pretendidas e não o contrário como deveria ser.

Elefante da estatua disse...

"dicotomia preto/branco típico" ? Típico onde? Porquê? Só se for típico nos parques de estacionamento entre o alcatrão e as linhas brancas de marcação, típico, só mesmo ai! Vaticano? Já reparou que nós ao entramos no Vaticano somos completamente absorvidos pela arte que nos envolve? No terreiro do paço não é propriamente arte, mas sim a grandeza!

Já tantos falaram mal do amarelo e ainda ninguém disse que o amarelo é a... cor normativa das fachadas de Lisboa, sobretudo na baixa, sendo também a cor das fachadas do terreiro do paço, por isso mesmo, o amarelo fica mais do que enquadrado, percebem tanto de Lisboa que nem têm sensibilidade ou conhecimento para perceber estas pequenas coisas, e ainda nos falam de desorientação…!
Tenho apenas pena de duas coisas: a primeira que não se aproveite para acabar a construção – como no projecto inicial – das fantásticas cúpulas dos torreões, e segundo que não se plantem algumas árvores, mesmo que fossem em número reduzido e de pequenas dimensões.

Anónimo disse...

Mantendo para já de lado as idiossincrasias estéticas, reitero a questão já avançada:

Foi lançado algum concurso público?

Alguém pode trazer luz a este assunto?

Anónimo disse...

Impensável em Itália, onde se respeita o património e se compreende a sua importância económica, ser apresentado um "projecto" destes.

Estão a ver esta palhaçada na Praça de S. Marcos em Veneza ou na Praça Navona em Roma? (às quais o Terreiro do Paço não fica nada a dever)

Sem Programa prévio, onde teriam de participar Historiadores de Arte, sem discussão com o IGESPAR, este é um projecto de ALTERAÇÃO de um Monumento !

(em Portugal pensa-se que os arquitectos são especialistas em História de Arte ... é como pensar que os políticos são especialistas em História Geral ...)

A Estátua assente num losango VERDE?
Um pavimento de LOSANGOS, em oposição à rectangularidade do conjunto, própria da racionalidade do Iluminismo? (uma TOALHA sobre a mesa de uma tasca?)
Uma passadeira entre o Arco e o Cais das Colunas (a restringir a vivência, qual cadeiras e mesas de Corbusier presas ao chão), a dividir a Praça ao meio?
Arredondar o Cais? Talvez ainda com candeeiros submersíveis e a jorrar água?

Enquanto isto se passa, e concerteza propositadamente, mais de UM TERÇO das lanternas dos candeeiros das Arcadas foram arrancados e não substituídas há largos meses.
E a CML encaminha LARGAS DEZENAS de SEM-ABRIGO (dramaticamente algumas idosas com mais de 70 anos)para dormirem (com os seua haveres) e urinarem nas Arcadas, que a partir das 21 horas mais parecem o pior de Bombaim.
Visitem o local, para acreditarem no que digo !

(e depois virá o Salgado dizer que estava muito degradado e justificar as ALTERAÇÕES)

Anónimo disse...

Imaginem só que o proprio do arquitecto Bruno Soares escreve isto sobre a participação publica e democracia.
Mais para ver na sua pagina:
http://www.brunosoaresarquitectos.pt/pagina/index.php?id=1

Texto escrito no contexto da Conferência Metropolitana – Bloco de Esquerda, Outubro 2001

Democracia na Cidade
Planeamento, cidade e cidadãos

Do direito à participação ao planeamento participado há um grande espaço de intervenção política e técnica

1. A legislação portuguesa garante um direito fundamental, contido na Constituição, de participação dos interessados na elaboração dos instrumentos de planeamento territorial seja através da apresentação, pelos cidadãos e associações, de sugestões para a elaboração dos planos, seja através de pedido de esclarecimentos ao longo da realização dos trabalhos dos planos, seja, ainda, pela intervenção na fase de discussão pública. Para além disto, os cidadãos ou grupos de cidadãos têm o direito a serem informados ou a reclamarem de decisões quando se sintam lesados.
Mas este direito, cujas formas de concretização, para cada tipo de plano, são estabelecidas no Decreto-Lei 380/99, pouco tem a ver com um Processo de Planeamento Participado no qual os cidadãos, nomeadamente através das suas organizações e associações, sejam envolvidos no processo de realização dos planos e na “construção” das soluções neles contidas.
2. O planeamento participado não é, obviamente, o que resulta da aplicação da legislação vigente, isto é, da recolha de opiniões e sugestões no início do processo e de críticas e reclamações no final da elaboração dos planos.
O planeamento participado implica o envolvimento efectivo dos cidadãos ao longo de todo o processo, desde a caracterização da situação de partida, à identificação das dinâmicas territoriais instaladas e emergentes, à identificação e caracterização dos problemas a resolver e das soluções a adoptar.
Não se trata de um processo pacífico e consensual, e muito menos administrativo e burocrático, antes pelo contrário, é, em geral, um processo em que se confrontam interesses diferentes e contrários e é um processo de “risco” porque não permite, ou não facilita, o controle político e técnico das soluções e resultados finais.
A realização de planos com base em processos participados implica metodologias de trabalho, tempos e programas de execução, e valências técnicas das equipas, diferentes do planeamento convencional.
E, antes de tudo, o processo de planeamento participado é uma opção política das entidades que promovem os planos, não só as autarquias locais, mas também as CCR e, as entidades que promovem planos sectoriais de ordenamento do território.
Neste sentido, o planeamento participado não deveria ser institucionalizado e imposto por via legislativa, por duas razões: em primeiro lugar, porque a legislação “mata” estes processos ao retirar-lhes flexibilidade e iniciativa, tendendo a padronizar e burocratizar os procedimentos; em segundo lugar, porque os processos participados devem assentar em situações específicas e decorrer de decisões políticas dos seus promotores, evitando o “alibi” do cumprimento da Lei, isto é, de que o cumprimento de determinadas formalidades garante o processo participado na realização dos planos.
Os processos de planeamento participado devem resultar de práticas políticas que favoreçam o seu desenvolvimento e devem constituir um factor de diferenciação das políticas de Governo do Território.
3. O Planeamento participado implica o prévio esclarecimento de alguns equívocos e ambiguidades, tanto conceptuais como das práticas políticas e técnicas, que decorrem, nomeadamente, de três questões:
- no processo de planeamento participado não podem, objectivamente, participar directamente todos os cidadãos
- as decisões sobre os planos não cabem aos cidadãos nem às organizações que os representam mas às entidades a quem é cometida essa competência, nomeadamente às Assembleias Municipais
- a legislação e normas vigentes a nível nacional (e agora também a nível europeu) sobrepõem-se às decisões tomadas no âmbito da realização dos planos territoriais.
Quanto à primeira questão, é necessário ter presente que um processo participado para a realização do plano de um bairro de 1.000 habitantes não é idêntico, no que respeita às formas de envolvimento dos cidadãos, ao de um plano director para um município de 100.000 habitantes ou de um PROT para uma região com 1.000.000.
A participação directa dos cidadãos é possível e mais fácil nas pequenas escalas territoriais com grande uniformidade de problemas e de interesses, e, na prática, impossível ou fictícia nas grandes dimensões territoriais. Nestes casos, os processos têm de assentar em formas complexas de organização e de participação dos cidadãos que envolvem evidentes riscos de representatividade e de equidade, os quais só podem ser minimizados através de uma grande abertura e transparência na organização das formas, das etapas e nos momentos de participação.
Em qualquer dos casos, a base do processo de participação estará nas organizações representativas da Sociedade e da vida social, económica, política e cultural, ou naquelas que se venham a constituir especificamente para a intervenção no processo de planeamento.
Quanto à segunda questão, devem distinguir-se no processo de participação e de decisão, 3 esferas de responsabilidades e competências:
- a esfera política que envolve os órgãos eleitos aos quais cabe a competência e responsabilidade de decisão e aprovação dos planos;
- a esfera técnica que envolve as equipas dos planos bem como todas as entidades que prestam informação ou dão parecer sobre os planos, às quais cabe apresentar e fundamentar tecnicamente a pertinência, coerência e oportunidade das propostas dos planos;
- a esfera da sociedade civil e cidadã que envolve as organizações sociais, económicas e culturais, e os cidadãos em geral aos quais cabe defender os respectivos direitos e interesses específicos, e expressar e defender conceitos e projectos sobre a vida colectiva e sobre as suas implicações territoriais e urbanas.
Nestas 3 esferas estabelecem-se responsabilidades e competências que não podem ser escamoteadas nem transferidas. Antes pelo contrário, o processo participado só poderá funcionar e ser eficaz se cada participante assumir com clareza o seu papel.
Quanto à terceira questão, a relação entre a legislação e o seu cumprimento e aplicação não deve ser aceite como unidireccional. Isto é, a prática de processos participados de planeamento põe em evidência, muitas das vezes, a desadequação de legislação vigente às situações concretas e acentua as contradições entre conceitos generalistas, ou interesses subjacentes às normas vigentes, com as realidades regionais ou locais e com os interesses colectivos ou de grupos específicos.
Nestas situações torna-se evidente a necessidade de confrontar de baixo para cima a legislação com as realidades, de modo a levar à sua alteração ou à modificação das formas da sua interpretação e aplicação.
4. Assim, o processo participado de planeamento implica o entendimento de que as soluções:
- não estão pré-determinadas pelos políticos ou pelos técnicos;
- não resultam da “vontade das populações” e da colagem das pretensões manifestadas pelos cidadãos;
- não podem resultar da aplicação estrita de normas generalistas e das colagens dos pareceres das entidades que integram as comissões técnicas de acompanhamento.
5. A “participação da população” na elaboração dos planos foi prevista em toda a legislação referente ao planeamento territorial publicada depois do 25 de Abril.
Se, por um lado, este direito é básico num regime democrático, por outro lado, é preciso ter presente que resultou de uma exigência social que se esboçou nos anos 70 e que se instalou após 1974 com a constituição de Comissões de Moradores e de outras formas de organização popular, as quais tiveram especial expressão no processo SAAL e no arranque do movimento das cooperativas de habitação .
No âmbito do planeamento urbano, os primeiros planos directores municipais (que é preciso não esquecer resultaram de iniciativas das Câmaras Municipais) tiveram uma forte expressão política local que assentou, em muitos casos, numa clara abertura à participação das populações.
Nesta fase pioneira o caso talvez mais emblemático tenha sido o do Plano Director de Évora (1978-80). No Plano de Évora realizaram-se mais de 70 reuniões com as diversas organizações locais representativas dos diversos sectores da vida do Concelho, além das reuniões públicas realizadas na fase final de apresentação do plano.
Esta metodologia baseada na realização sistemática de reuniões, ao longo de todo o processo de elaboração do plano, em que intervieram comissões de moradores, colectividades, associações económicas e profissionais, sindicatos, UCPs, etc., estendeu-se também ao Plano de Circulação e Transportes da Cidade, o qual foi implementado com grande aceitação, contrariando previsões iniciais muito negativas a este respeito.
Nos anos 80 a participação da população na realização de planos directores municipais foi ainda adoptado em diversos casos, sempre com maior “convicção” por autarquias com maioria de Esquerda.
Mas a generalização e institucionalização dos PDM degradou o conceito de participação reduzindo-o, cada vez mais às formalidades impostas pela legislação. Assim, os processos de planeamento participado tornaram-se “casos”, resultantes de opções políticas das câmaras municipais e de outras entidades promotoras, ou do voluntarismo das equipas técnicas dos planos.
De qualquer forma, as experiências conhecidas mostram que a adopção de processos e mecanismos de participação alargada leva a resultados que são indissociáveis desses processos e que só através deles podem ser atingidos.
Numa dimensão superior à municipal, em que os processos de participação se tornam mais complexos e também mais discutíveis quanto à representatividade dos participantes, constitui um bom exemplo de debate, negociação e concertação alargados, a realização pela CCR-LVT, do Plano Estratégico da Região de Lisboa e Vale do Tejo (1999-2000).
Na dimensão local da freguesia ou do bairro, os processos de participação dos cidadãos e das organizações locais torna-se, em geral, mais claro e abre possibilidades efectivas de envolvimento nas decisões. Nestas escalas territoriais/sociais podem desenvolver-se processos de participação muito ricos ao nível da discussão, concepção, e decisão sobre os programas, os projectos, e sobre os processos da sua concretização.
O caso da Operação de Revitalização do Vale da Amoreira (ORUVA) lançado em 1995, por iniciativa da Câmara Municipal da Moita, é um exemplo especialmente interessante devido à sua evolução.
O desenvolvimento desta operação, numa freguesia com cerca de 15.000 habitantes, assentou, desde o início, num processo participado com base na constituição de um grupo integrando os representantes de 17 organizações e instituições locais, (colectividades desportivas e recreativas, associações de moradores e de carácter social, escolas e infantários, e junta de freguesia).

O Núcleo de Dinamização do Vale da Amoreira (NDVA) reunia periodicamente com o gabinete técnico local para análise e discussão da realização do programa da operação, das acções e projectos, e da sua calendarização.

Esta “tarefa elementar” evoluiu progressivamente para a discussão dos programas anuais, nomeadamente sobre as acções a incluir, prioridades de financiamento, e sobre a distribuição das verbas disponíveis pelos diversos projectos e acções de iniciativa do NDVA.
e uma atitude inicial individualista e basicamente reivindicativa, passou-se ao longo dos 3 anos da operação, a uma atitude de cooperação, não só na discussão e decisão sobre os programas e orçamentos anuais, mas também na partilha de responsabilidades na sua execução.

Anónimo disse...

A frente do Louvre é aos losangos.

Anónimo disse...

gostava de ver mais do projecto

Anónimo disse...

Preferia uma inrevenção que respeitasse a época, ou seja um pastiche.
E dourar a estatua como ela era originalmente.

Anónimo disse...

Caro Elefante da Estátua,

Obrigado por informar-nos, distraídos e incultos lisboetas, que muitos prédios em Lisboa são amarelos; de facto penso que nunca ninguém terá reparado nisso! Nem eu que vivo num prédio bastante amarelo!
A dicotomia preto/branco das calçadas em Lisboa é tão inegável como as fachadas amarelas da cidade de Lisboa - parece-me que afinal anda tão distraído a olhar para cima que não vê onde põe os pés, o que é bastante perigoso numa cidade onde os donos dos animais não apanham os resíduos deixados pelos seus amigos de 4 patas.
Quanto aos parques de estacionamento tem toda a razão, a dicotomia preto/branco está presente, mas é como lhe digo, nas calçadas porque estas são os maiores parques de estacionamento da cidade. Não reparou? Tente não olhar só para o amarelo das fachadas.
Quanto ao Vaticano foi um mero exemplo de uma praça monumental onde não se tematizou a calçada - por acaso viu anjinhos e núvens no chão da Praça de São Pedro, em amarelo ou outra cor?
A construção dos pináculos nas torres seria realmente uma bizzaria porque o remate das fachadas ocidental e oriental foi feito com um arco incompatível com esse projecto.
Quanto às árvores prefere sombra dada por tendas? Ou/e chapéus de sol cheios de publicidade? O que têm tão contra as árvores os políticos e arquitectos actuais que as sacrificam com uma leveza como se estas fossem parasitas na cidade?

Anónimo disse...

~Este arquitecto estão tão cego pelo seu ego e ânsia de deixar marca pessoal na cidade que se esquece que está a fazer uma intervenção num espaço público, recorrendo a conceitos tão deslocados e inventados que se esquece que nem fazem sentido, mas apenas na sua cabeça.

Cais das colunas aumentado? como ?!

Linhas cruzadas, que fazem lembrar os mapas? melhor do que calçada portuguesa?

Protagonismo da estátua aumentado com um lozângulo verde? Imitar o verdete em vez de limpar?

As sombras são melhor alcançadas com chapéus de sol e toldos do que com árvores? Pesi e delta fica mais bonito?

Mas este homem bate bem da cabeça?

Ferreira arq. disse...

???? ERA ISTO QUE SE TEMIA... esqueceram-se que uma praça mostra a alma de um povo.

Fizeram uns risquinhos dentro do escritório e estudaram umas funcionalidades... fizeram um postal em 3D e agora vêem-nos contar umas histórias...
É isto que, quem manda, anda agora a mandar fazer!
Querem o "seu" risco, para mandar fazer a "sua" obra…
E não querem saber de qualidade, nem do património, nem de consultar a população antes de executar obras públicas infraestruturais, tais como a legislação impõe.

Na opinião que já aqui havia emitido sobre as alterações ao Terreiro do Paço ( http://forumsociedadecivil.blogspot.com/2009/04/praca-do-terreiro-do-paco-arborizar-sem.html ), tinha salientado aquilo que é fundamental salvaguardar: a alma da principal praça do país, a sua utilização pelas pessoas, pelos Lisboetas, pelos Portugueses, pelos turistas...
É muito mais fácil complicar tudo e ter custos elevados, do que conseguir isso, que pode até ter custos reduzidos e ser uma proposta simples.

Vejamos:
-primeiro: perceber e respeitar o local - o estudo não tem que ver com nada disto, intervêem tal como se estivessem a fazer uma praça nova - ZERO.

-segundo: a praça só vai ter dinamismo se cativar lá as pessoas - esta proposta cativa tanto o "estar/conviver" na praça, pelas pessoas, tal como o velho parque de estacionamento – ZERO. (As pessoas não vão estar a utilizar a praça por ordem do despacho político - ou o espaço é adequado e as cativa, ou não ficam lá - talvez o autor do estudo lá fique no meio durante algum tempo e quando ficar sozinho...vai-se também embora!).

-terceiro: o espaço/praça? o sentido acolhedor do espaço? - as ÁRVORES? (o melhor meio para diminuir a "aridez" da dimensão daquele espaço?) Quer dizer: ANDARAM A TRATAR DOS RISQUINHOS E DA CÔR PARA OS PAVIMENTOS, da circulação viária e pedonal... e esqueceram-se de tratar do “espaço/praça”??? Mas isso é que era primordial no projecto - estabelecer um sentimento de utilização de uma praça, entender a praça no todo, dar-lhe vida (não é só dizer por onde as pessoas ou os carros devem passar, pois isso é básico demais - e se o projecto é apenas o que se vê no 3D, foi isso que aconteceu – ZERO.

-quarto: mobiliário urbano milagreiro? Árvores envasadas? Será essa a “pomada” para abrilhantar e mascarar a obra? - tudo está para aí propiciado: CHEIRA A PLÁSTICO, num lugar como aquele; cheira mesmo muito; parece mesmo uma daquelas coisas que se faz nas áreas interiores das grandes zonas comerciais, feitas para durar meia dúzia de anos, se tanto, e acabam como estão a acabar os velhos centros comerciais; e que aí resultam como qualquer outro pastiche passageiro, que é devidamente reconhecido como tal! - é isto que queremos para a principal praça do país? – Não vale mais que isso? - Não é um espaço exterior de referência? Não deverá constituir e propiciar uma utilização pela população que seja durável? - que faça parte da sua cultura e a perpetue? - que ganhe alma e sentimento? que se enraíze e acompanhe o crescimento dos nossos filhos? – que vá evoluindo connosco? - que venha com isso a integrar também uma mais-valia no nosso património? – ZERO.

-quinto: considerando que pelo menos os estudos de circulação e alternativas tenham sido bem estudados, para se fazer a redução de tráfego que se propõe, seria de aproveitar a amplitude dos espaços pedonais que se propõe... e arborizar... com árvores de copa baixa, que dessem sombra, cor, aroma, com florações em períodos alternados, etc; que fixassem as pessoas, não pela sua beleza, não pelo espanto do olhar, mas sim pelo acolhimento do espaço; pela suavidade do estar; pela diminuição do stress urbano que a envolvente das árvores nos provoca. E não precisam de ser demasiadas que não é para criar um jardim – ZERO.

-sexto: com a riqueza, simplicidade e funcionalidade subjacente à elaboração da Baixa Pombalina, como se pode complicar tanto esta praça?... com tantos arabescos??? Tem que ser de uma geometria simples, mesmo muito simples e proporcionada, e podem ter muito a dizer sobre a nossa história, sobre como foi criado um novo centro para a cidade, ao melhor nível de sistematização e funcionalidade urbanas que havia no mundo - estruturou a ordem, a vivência e desenvolvimento social para vários séculos (e foi um exemplo para muito do que se fez depois no país e no mundo). POR FAVOR: consultem os estudiosos dos planos da baixa, que os temos... vários – ZERO.

-sétimo: podem da mesma forma vir a fazer "postais" muito bonitos do local, com uma intervenção simples, porque o que nos irá dignificar é se os postais mostrarem uma sociedade a viver a praça - se se virem lá as pessoas!!! - que seja o reflexo de uma Lisboa, de um país com alma, dinâmico e que utiliza o que cria, porque cria aquilo que é adequado, em que se sente bem – ZERO.

O Terreiro do Paço só cumprirá a sua função se servir verdadeiramente como PRAÇA… e para isso terá que ter condições de utilização e vivência adequada das pessoas… TERÁ QUE TER ALMA!

A PRAÇA É PARA AS PESSOAS.
A PRAÇA É PARA AS PESSOAS.
A PRAÇA É PARA AS PESSOAS.

Elefante da estatua disse...

Caro/a anónimo/a, se já tinha reparado que amarelo é a cor de preferência das fachadas da baixa lisboeta, não sei como tantos podem estranham o amarelo na praça, como se fosse algo completamente desenquadrado, e não o é.

A “dicotomia preto/branco das calçadas em Lisboa” não tem nada a ver com “dicotomia preto/branco do Vaticano”, e como primeiramente se referiu com preferência pelo pavimento do Vaticano, realmente o que eles têm não é nada típico pelos nossos lados, talvez mais pelo norte da Europa, cá não.

Claro que as cúpulas seriam uma bizarria, no entanto dizem-me que a arte é mesmo assim, extravagante e bizarra para ser marcante.

Eu não tenho nada contra árvores, até disse que gostava de ver algumas na praça, algumas porque a praça é uma praça, não é uma mata.

Anónimo disse...

Nos belos bonecos 3D da malta do Bruno Soares convenientemente a sombra fica convenientemente em cima da estupida saída de metro.
O alargamento defronte da arcada diminiu enfrente aos torreões, e o suposto acesso condicionado com uns patéticos pilaretes.
Mas que grande falta de imaginação, com um património tão rico e tantos estudos e publicações sobre o assunto.
A montanha pariu um rato!

LM disse...

dantes éramos todos treinadores de bancada, agora somos todos arquitectos de sofá...

Anónimo disse...

De facto um estudo tão precário deve ter sido feito no sofá.
Má sorte a nossa com os portugueses da nossa época, que não respeitam o património de qualidade dos que nos antecederam.

Anónimo disse...

MUITO BOM!!! isto sim é uma Praça...sem carros e com passeios largos...admirável...

Anónimo disse...

Admirável??? Árvores, meus senhores. São precisas árvores! Mas não das envasadas! Vamos ver como é no pino do Verão e à hora do maior calor as lajes amarelas ou lá de que cor são vão concentrar tanto calor que vai ser impossível circular por cima, vão derreter as solas. Custa-me ver o meu dinheiro gasto desta forma. Só um pouco de muito mais de verde para refrescar e pronto!
Não deixem que seja aprovado assim!

Anónimo disse...

Ainda não há nenhuma petição a circular contra este projecto hediondo? Quem é que contratou este arquitecto? Não houve concurso público?

Mais uma oportunidade desperdiçada... lisboa é a capital dos megacentros comerciais e das mega praças provinçianas...

Anónimo disse...

Porra! parece uma pista do aeroporto, sem carros, sem árvores, sem pessoas...
Um dos comentários anteriores tem razão: quanto tempo é que o autor do boneco lá aguenta no meio a apanhar sol na pinha e a olhar para o boneco, e para quem passa, que ninguém lhe faz lá companhia?

Anónimo disse...

Salvador
Projecto ligeirinho; assim-assim; para não chatear muito.
Está feito ao nivel dos "Polis" do tipo da Costa de Caparica.
É para deitar tudo abaixo daqui a uns anos.
Agora o que interessa é fazer 3D emostrar obra para as eleições, depois quem vier, que feche a porta.

Anónimo disse...

Então o arquitecto não queria "guiar" as pessoas do arco para o rio? e Agora faz estes riscos todos!

Não estamos a fazer um polís nos suburbios. é A PRAÇA DO COMÉRCIO.

Vão mas é consultar os planos de reconstrução da Baixa.

Nãop tem nada a ver com ser arquitectos de bancada. Os arquitectos é que não podem pensar que estão a fazer uma intervenção numa obra particular ou na sua casa.

Trata-se de espaço público, e com uma grande importância.

O problema do chão não é ser amarelo nem o facto de não ter calçada portuguesa. É o mesmo. Aquilo sempre foi um terreiro, portanto nem tem tradição de calçada portuguesa.

Mas fazer uma intervenção árida como esta, aumenta ainda mais o grau de desconforto da praça, que é gigantesca.

A Praça do Comércio não é o recinto da feira anual de uma cidade qualquer.

Tem de haver uma ligação com os ediffícos fronteiros e não uma separação, um afastamento.

Têm de existir objectos intermédios para diminuir a sensação de afastamento, sem que os mesmos sejam dissuazores ou elementos estranhos.

Assim, a sensação de escala é comprometida e a sensação que se tem é que se está, não numa praça (elemento unificador do espaço urbano em volta) mas sim num vazio urbano.

As esplanadas não sobreviverão neste desero, a não ser com toldos, esses sim, elementos estranhos junto às colunatas da praça.

AS árvores seriam uma excelente solução, a emio caminho entre as colunas e a estátua, diminuido a sensação de distância entre as margens e providenciando sombra natural, sendo mais compatível com a envolvente.

Lembram-se quando foi feito um jardim na praça, com relva e árvores? Não era uma boa solução, mas o espaço foi imedaitamente absorvido pela poulação, enchendo a praça como nunca tinha acontecido.

Aliás, as pesssoas chegava á praça e ficavam na zua zona central, porque o espaço ficava mais interessante, confortável e convidativo.

Neste desenho, sem uma unica árvores, ninguem se sentará na praça e ficará apenas nas colunas, se houver esplanadas.

FIcará aida mais deserta do que hoje.

Anónimo disse...

(...) sem cair em maniqueísmos estéreis ou, como também é frequente, no comentário/crítica clubística, e admitindo que existe uma vontade/oportunidade para abrir a discussão (e, reciprocamente, avaliar argumentos), eis as minhas questões:

1. porque não equacionar, a partir dos modelos virtuais, e através da net (de forma participada e interactiva) o ensaio de algumas das propostas/sugestões?

Sem querer desvirtuar o mérito e a coerência da presente solução ou sequer defender um sufrágio directo (em projecto!), tal procedimento poderia levar a uma maior reflexão, exigência na fundamentação das críticas e, consequentemente, à compreensão das implicações.

2.Analisando as imagens que foram tornadas públicas, porque não assumir efectivamente a praça como um grande terreiro, feito para os peões, onde os automóveis é que são os intrusos?

De facto, é de se questionar (embora o trânsito automóvel não desapareça - daí não perceber certas posições?) um contraste tão evidente, uma delimitação tão vincada das faixas de rodagem, mesmo onde o trânsito vai ser fechado!

3. Sem querer tomar partido pelo losango enquanto padrão geométrico(porque afinal, este até já aparece, está presente na R. Augusta, seu prolongamento natural), parece-me que a composição resultante, pela sua regularidade e ritmo, é mais do que suficiente para garantir a unidade da placa central, além de multiplicar/jogar c/ os efeitos perspécticos. Por isso, porque não estender (ou tornar mais intencional) a toda a praça, essa outra ordem geométrica, menos previsível (e porventura mais atractiva, intrigante) como pano de fundo?

4. Se é dito que as futuras esplanadas prolongam o espaço das arcadas, porque não ensaiar a sua ocupação, de forma mais realista, acentuando a presença humana, o efeito do mobiliário e elementos de sombreamento?

Ainda que tal só aconteça em circunstâncias excepcionais, climatéricas,etc sendo esta praça pouco propícia à estadia, ou porque vive 'per si', pelo seu valor simbólico... talvez essa antevisão pudesse esclarecer muitas das críticas... ou, quem sabe,(re)lançar novas ideias?

AB

Anónimo disse...

Meus senhores e segundo reza a "estória", já lá dizia o outro há uns séculos:
Lá para os lados da Ibéria há um povo que nem se governa nem se deixa governar!

E como isso é bem verdade! Irra, que até mete nojo!

Ferreira arq. disse...

Se o autor do comentário que antecede se der ao trabalho de ler o meu comentário (12:59 PM), vai perceber que não é verdade o que escreveu.
Há propostas muito directas de como devem ser tratados estes casos.
A consulta pública em casos tão referenciais é fundamental. Fugir-lhe resulta nisto: um estudo final que não contempla premissas básicas e passa a ser alvo de críticas mordazes, com razão.
E isto é que é grave: as coisas resultam de tal forma que, mesmo que tenham alguma parte válida, até isso passa a ser nivelado por baixo, atendendo à necessidade de tentar corrigir o erro. De tentar fazer com que a futura obra (que é o que interessa) não enferme dos vícios que foram detectados.
Os projectos servem para isso -para testar uma solução e permitirem executar a obra de forma adequada.
Corrigir um projecto enfermo é uma virtude de quem sabe o que anda a fazer.
Persistir no erro que foi detectado por quem sabe, não é virtude nenhuma: é burrice.
Infelizmente tem sido apanágio comum dos nossos políticos, que quase sempre evitam os conselhos de quem sabe.
Olhem o que aconteceu na Av. dos Aliados, no Porto. Houve uma enorme contestação ao projecto por parte dos especialistas na área do património, e Rui Rio fez orelhas moucas.
Só passados vários anos veio reconhecer, á evidencia da obra, que de facto o devia ter sido bem melhor - estragou-se património que o povo considerava.
Aprendendo com os erros dos outros: aqui pode-se fazer muito melhor que isto, que não vai dignificar ninguém, muito pelo contrário: Não se vai criar um espaço que cative a utilização, e vai-se estragar o dinheiro que não temos...
Não há autores milagreiros que acertem sempre em todos os projectos. Por vezes sai nódoa... e esta é muito grande.

Anónimo disse...

Num blogue como este, que tem como mote a cidadania, é no mínimo confrangedor observar que certas pessoas ainda confundem participação com impasse, resignação, ou, abertura e diálogo com tibieza... enfim, nem com mais duas gerações em cima, ou um pacote de paixões governamentais as coisas hão-de mudar!

Se o Salgueiro Maia e os outros militares de Abril adivinhassem talvez não se tivessem dado a tanto, naquela madrugada, feita para abanar o 'estado a que tudo tinha chegado'- no mesmo país que hoje colecciona (e esgota!) fascículos do ditador deposto, inaugura largos com o seu nome ou o idolatra em séries cor de rosa, com o mesmo rigor do pior jornalismo sensacionalista, revisteiro, em pantanosa e fedorenta nostalgia.

AB

Anónimo disse...

25 de Abril sempre!

Anónimo disse...

Só falta-va ali uns duches porque o chão já parece uma casa de banho.

óbviamente anónimo disse...

Podes limpar as mãos anonimo AB das 9:57, o país está num descalabro assustador, e ao fim de 35 anos temos um país mais pobre e inculto.
Ainda não percebeste que a revolução de Abril foi uma revolução corporativista e de cobardes que não quiseram ir defender a patria para africa?
Não existe país europeu com maior assimetria social, com uma justiça ausente há qual só tem acesso os ricos, com níveis de corrupção assustadores ao mais alto nível, um património natural e histórico em ruína.
Uma geração de políticos que chulou e chula a larga maioria dos portugueses.
É este o Portugal que queremos mudar.
PS: a prova da falta de liberdade é o facto de não poder deixar aqui o meu nome.

Anónimo disse...

O 25 de Abril foi uma janela de mudança que se abriu e se o sonho não se realizou (como em todas as utopias!) foi porque as expectativas eram demasiado altas, ou o ponto de partida muuitooo atrasado, ou, afinal? mais fortes os interesses...

Teimosamente se ignoraram os ventos de mudança e teimosamente se esquece (a maior de todas as ameaças, diz M. Kundera) que um colectivo é inevitavelmente um somatório de exemplos, do político ao cidadão anónimo, por isso, se andamos insatisfeitos, se a consciência surge menos límpida é porque é tempo de se começar a olhar de dentro para fora, com essa outra visão - a da Maria de Medeiros, em Abril, sempre!

AB

Arq. Luís Marques da silva disse...

Parece-me excessiva esta discussão de "gostos".
Anteriormente dei uma ideia daquilo que, em meu entender, deveria ser a praça: recolocada na escala humana, utilizável, apetecida, adquirindo o status de "sala de estar" da cidade de Lisboa. Esta Praça deve voltar a ser o que foi o antigo Terreiro do Paço, ganhando dinamismo e fruição, sustentado em comércios e serviços de restauração de qualidade, devidamente colocados nos espaços dos edifícios das arcadas e utilizando estas últimas, para colocar esplanadas (lembra-me São Marcos).
Quanto ás árvores, é claro que devem ser lá colocadas; de pequeno/médio porte, pontuando as laterais da imensa placa central, criando duas zonas de estar,ou de contemplar, ou chamem-lhe o que quiserem, mas que permita o uso da Praça nos meses de Estio. Não ponham lá as árvores e depois, façam "posts" a criticar a panóplia de toldos e chapéus de Sol.
O desenho é importante? É, mas ainda mais importante é a dignidade da Praça, uma criteriosa escolha de materiais, materiais de alta qualidade, que dignifiquem o espaço, que não se degradem rápidamente e que se possam aguentar na Praça, fazendo história com ela; que não sejam do tipo "Polis", para deitar fora daqui a nada.
Podem colocar lageado de pedra na placa central, igual ao que está por baixo das arcadas.
Podem completar os passeios, nos lados Norte, Nascente e Poente, com os belos desenhos de uma bonita e bem colocada "calçada á portuguesa", ou outra solução similar, mas com igual nobreza e carinho.
Mais que isso, é inventar o desnecessário; é acessório.
É portanto de dignidade, simplicidade e humanidade que, a par da monumentalidade, que esta nossa Praça precisa. Sem excessos ornamentais, nem tiques de afirmação pessoal.

Anónimo disse...

outra vez! aqui também!

no entanto devo concordar: de afirmação (ou promoção) pessoal, realmente se trata ;)

PS: lageado? ó Sr. Dr., perdão Arq.tº :)