13/02/2014

Pela Ribeira das Naus


A doca da caldeirinha, onde já se vêem as antigas paredes, que continuam lá. Não é um buraco feito de novo...


E a outra doca seca, que está a ser desenterrada.


Por João Miranda, via DCL

12/02/2014

Palácios de Lisboa - 3 - Quinta das Águias à Junqueira Fevereiro de 2014

Entrada da Quinta das Águias, palácio setecentista edificado antes do terramoto. muito do que existe ainda é dessa altura. É Imóvel de Interesse Público. Encontra-se na rua da Junqueira, toda ela deveria ser parte integrante de um percurso temático do qual fizessem parte os város palácios que nela se enquadram Palácio Ribeira Grande, em ruínas, Palácio Burnay a precisar de um urgente restauro, Quinta das Águias, palácio dos Condes da Ponte, Palácio dos Condes da Ega com o magnífico salão Pompeia, Palácio Angeja,  Palácio Lázaro Aranha. 

Original alpendre com uma belíssima colunata. A maior parte dos azulejos setecentistas já desapareceu. Terão sido recolhidos pelo PISAL? Alguém sabe do seu paradeiro? Este palácio foi mandado edificar entre 1731 e 1748, pelo filho de Secretário de Estado de D. João V, que tal como o pai se chamava Diogo de Mendonça Corte-Real. É um palácio histórico que merece com toda a certeza um melhor destino do que o actual, o do abandono, da negligência, da indiferença

Base de um dos torreões da Quinta das Águias, janelas abertas à destruição dos interiores. O que terá acontecido aos silhares de azulejos barrocos e aos tectos de estuques, às pinturas e a todo o restante património?

Portão da entrada lateral da Quinta das Águias

Este é o aspecto actual da entrada daquele que é um dos mais belos palácios barrocos de Lisboa. 

Está-se à espera de quê para agir? Pode a CML, em nome da transparência e do dever de informação, dizer-nos o que se passa? Há ou não há um projecto de hotel? Pode a DGPC , tal como já foi pedido aqui, esclarecer-nos sobre o caderno de encargos exigido ao eventual promotor, que valores mercem ser preservados no processo hipotético de transformação do palácio em hotel? Enquanto nada dizem, a ruína avança sem obstáculos. 

Mais duas janelas abertas à destruição

Onde estão os azulejos em falta? Será que para a CML, para a DGPC, para todos nós, basta assobiar para o lado, enquanto edifícios notáveis como este são destruídos todos os dias?
Será que nada escapa aos amigos da vandalização mais completa e acabada do património lisboeta?A Rua da Junqueira é uma rua monumental e apesar do seu estatuto ímpar no conjunto das ruas de Lisboa, é vítima desta libertinagem. Em Lisboa tudo é possível. Não, não é um cenário pós-bélico, é um cenário pós-cidade

Actual aspecto daquilo que foi um jardim setecentista. Quinta das Águias

Não sobrou nenhuma das palmeiras centenárias do palácio. Em breve não sobrará nenhum dos azulejos setecentistas, nenhum dos estuques. O promotor terá fugido? A CML dirá que não pode substituir-se ao proprietário, seja ele quem for, a DGPC terá um útil parecer dos seus serviços jurídicos que justificará a sua etterna inacção, os cidadãos por aqui continuarão a passar sem ver. É confrangedor e vergonhoso que em Lisboa, vários dos palácios históricos, sejam hoje autênticas ruínas. Proponho que se faça uma exposição sobre todo esse invulgar legado. Talvez assim a comunicação social comunique, a CML actue, a DGPC saia do seu mutismo, os cidadãos exijam a defesa da sua cidade. 

ZEP na estação Fluvial Sul e Sueste


Portaria n.º 109/2014. D.R. n.º 30, Série II de 2014-02-12 Presidência do Conselho de Ministros - Gabinete do Secretário de Estado da Cultura Fixa a zona especial de proteção da Estação Fluvial Sul e Sueste, na Avenida Infante D. Henrique, Lisboa, freguesia de Santa Maria Maior, concelho e distrito de Lisboa: http://dre.pt/pdf2sdip/2014/02/030000000/0426804269.pdf.

Se for uma ZEP para levar à letra, óptimo, mas se for letra morta, então é trabalho e tempo perdidos.

09/02/2014

Marc Almond: a praga anti-urbana dos «luxury flats‏»

O músico Mark Almond, numa entrevista recente, fala do terrível sentimento de "perda" que sente frequentemente na cidade que se está a construir nos dias de hoje. No Fórum Cidadania Lx compreendemos bem o problema, também bem presente na nossa Lisboa:
 
«I wake up some mornings and I feel overwhelmed with loss.»

Loss of what?
MARK ALMOND: Everything. People. My youth. The world we live in. We’re constantly losing things. The quality of our lives is being stripped away and replaced with a celebration of mediocrity. I hate it when I see old buildings being pulled down. The two words I hate most in the world are “luxury flats”! They pulled down the Gainsborough Studios where Alfred Hitchcock made so many fantastic films. There’s a Tesco there now. A Tesco and some luxury flats! Why couldn’t they have made that into a film museum dedicated to British films? It’s not about wanting to live in the past. There are lots of exciting things happening now, if you know where to look for them. But I do think we should value the past.’

So here we are in Soho, a place where you certainly have a past. At Wilton’s you sang a new song called ‘Soho So Long’. How much has it changed in the 25 years since you lived here?

MARK ALMOND: ‘It’s become a very commercialised place. You can still find the spirit of Soho here and there, but on the whole it feels very much like an imitation, a show we put on for the tourists. Soho was always a very bohemian place, full of artists and outsiders. When I first came here in my late teens, listening to songs like “The London Boys”, Soho was quite a dark, edgy place. Like I wrote on “Little Rough Rhinestones” [from the final Soft Cell album “This Last Night In Sodom”]: “The deep dark-red doorways call to a limbo of loneliness”. And a lot of that old spirit has gone. The world that inspired me has kind-of moved on in a way. Which is probably why I find myself writing about the past, or things I’ve written about so many times before.’

08/02/2014

POSTAL DA GRAÇA: Largo da Graça


R. Alexandre Herculano 40/ R. Mouzinho de Albuquerque: «ampliação com demolição» vulgo, mais um cabeçudo:


Já está concluído e aberto ao publico - é mais um cabeçudo, com mais 2 pisos em cima e vários em cave... Outro hotel de demolição de "charme" claro! Ainda por cima, o prédio estava em estado óptimo, pelo que não havia nenhuma razão objectiva para o esventrar por completo, por despacho, mais a mais estando, como estava, no Inventário Municipal do Património (isso é o quê, mesmo?!)

Receia-se agora por aqueles dois gémeos do outro lado da Rua Mouzinho de Albuquerque, em estilo "neogótico"...

26/01/2014

PASSEIOS DE LISBOA: R. Capitão Renato Baptista

Que se lixem os peões é o que diz esta imagem de Lisboa.

Série Avenidas - 4 . Avenida da Liberdade e adjacentes - 3

Mais um dos "grandes" da Avenida. Emtre loja de artesanato, satnd de automóveis, montra-propaganda de lojas mais acima, já foi de tudo um pouco. Há uma placa com um anúncio em que se vê que ficará como "novo". É de sorte incerta. O tratamento que se lhe reserva, à luz de todos os outros, não se adivinha famoso. 19/01/2013

Palacete Conceição Silva. Está fechado há anos. Houve já uma espécie de portas abertas em que se podiam admirar os interiores e o jardim. Não há em Lisboa, muitos exemplos de casas neo-mourisca. Faça-se tudo para que este continue a surpreender pela positiva quem passeia na Avenida.

Um dos melhores prédios da Avenida. Felizmente, bem preservado. Numa cidade em que não são frequentes, é bom ter casos como este para comprovar que a arquitectura desta época não só é essencial à memória e beleza da cidade, como até pode ser rentável, indo assim ao encontro de tantos promotores e autarcas preocupados com o "retorno do investimentos".

Para que não se achasse que estaríamos noutra cidade que não Lisboa, aqui está mais uma belissíma caixa espelhada.

A insistência neste tipo de solições é prova da originalidade de arquitectos e de mais passarada que julga, assim, contribuir para a evolução e recuperação da cidade. Prédio "Vuitton". Também há muitos turistas "Vuitton"que o fotografam.

Teatro Tivoli. O BBVA; parece que agora também faz parte. Garantiram-me que o interior, palco, boca de cena, sala, estão recuperados. Agora serão as portas e, por fim, a fachada que bem precisa. Parece, então, que a parceira está a funcionar. 

Não estamos em nenhum obscuro canto de Lisboa. Casa que ruíu na R. do Salitre a dar para a Avenida. Não se vislumbra nenhum anúncio de demoliçao, nenhum aviso de obras, nada. Só os escombros, a sublinhar que em Lisboa as zonas especiais de intervenção, os núcleos de salvaguarda do património, qualquer tipo de classificação, não são mais do que artefactos com que se entretêm burocratas e técnicos.

A mesma casa vista da Avenida.

Outro diálogo edificante. Este é o prédio do Hotel Fonte Cruz, ao que parece, uma cadeia espanhola de elevado gosto e com um apurado sentido estético. Já se escreveram artigos nas revistas da especialidade, tecendo rasgados elogios à "sublime capaciadde integradora entre tradição e modernidade, bem patente em todo o hotel". Fica-nos a dúvida quanto ao arrojo inovador da coisa. A janelinha debruada a néon é todo um programa, só tem uma palavra que surge dividida  pimeiro aparece "Hot" e depois "el",  uma suma singularidade.

A fachada deste gaveto é como se fosse um jogo para ver se se ainda encontra algum espaço livre para nela colocar mais um ar-condicionado, um letreiro, um reclame. Entre uma cidade ultra-organizada em que nada se pode fazer e o reino do faz-tudo lisboeta, haverá um meio termo que seria importante descobrir e promover.

A cor de chumbo não é só do fosco do dia. é da poulição acumulada em décadas de desleixo e indiferença. Grande parte dos andares estão fechados. Nota-se um progressivo abandono. Será mais um a ser "retocado" à lisboeta?

O velho Palladium a precisar de uma mão amiga. Está ao lado de um Monumento Nacional, elevador da Glória, infinitas bezes vandalizado e ultrajado. O seu vizinho do lado direito é outros daqueles que só com uma implosão é que o desastre se resolveria. Com vizinhança desta, o palladium até parece estar bem, mas não está. Os interiores são notáveis, bem como as escadas. Pode e deve ser salvo.

Prédio "Guérin". Aqui houve uma galeria comercial. Está agora devoluto. Nenhuma informação que se veja, para que saibamos o que lhe irá acontecer. Está assim há vários anos. Nos primeiros três anos, a actual vereação não fez nada. Neste segundo mandato será que nos pode dizer o que fará ou autorizará fazer, em relação a este, bem como a tantos outros aqui retratados.

Esta janela exemplar, é do Palácio Foz, magnífico prédio aristocrata de Lisboa. Precisa de obras urgentes de manutenção na fachada e estatuária. Os anos passam e os custos aumentam. quanto mais tarde, mais caro. Numa altura em que os poderes públicos privilegiam mais as contas do que  a cultura, pergunta-se: se não a segunda, então o que é que nos une, enquanto "cidade"?

Os líquenes e musgos das mais variadas famílias têm vindo a cobrir as estátuas e a fachada do Plácio Foz.

 Estas séries sobre as avenidas incidiram, sobretudo no estado lastimável da maior parte do património edificado dos finais dos séculos XIX e princípios do XX. Percorreram-se quatro das grandes avenidas de Lisboa, República, Duque de Loulé, Fontes e Liberdade. Outras poderiam ter constado, mas para o objectvo de chamar a atenção de quem visita este blogue e de quem gere a coisa pública, para que se sentisse interpelado a agir, classificando, revendo programas, dando a conhecer, valorizando o que existe, estas quatro são emblemáticas. Há, felizmente, exemplos de salvaguarda e protecção desse património. Reconhece-se o esforço na sua preservação de todos os particualres, empresas e até mesmo da CML, nas raras vezes em que actua bem. Contudo, muito mais há a fazer sob pena de Lisboa se transformar numa cidade muito mais incaracterísitca, fria e banal. O que, com toda a certeza, ninguém quer.

24/01/2014

Artigo Jornal de Negócios «Fecho de cinemas, o filme que não se quer ver», pedido de esclarecimento


Exmos. Senhores


Vimos pelo presente solicitar o vosso esclarecimento para o seguinte:

Há alguma razão especial para que o Cinema Odéon não conste do magnífico artigo intitulado «Fecho de cinemas, o filme que não se quer ver», da autoria de Alexandra Machado, publicado hoje e de que junto enviamos cópia?

É que, caso não saibam, trata-se de um cinema mais importante do que todos os outros mencionados nesse artigo, está em perigo e existe uma petição com perto de 11.000 assinaturas apelando à sua preservação, encontrando-se a mesma em discussão na A.R.

Melhores cumprimentos


Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, António Branco Almeida e Miguel Oliveira

Enquanto isso a luta continua na Avenida de Roma:


Essa de não saberem que era preciso autorização para mudar de ramo estando em causa um cinema é de truz. Sendo assim, as obras são todas ilegais, certo? Não há sanções para quem demoliu tudo por dentro? Pois.

Fonte: Av. Guerra Junqueiro, Praça de Londres & Av. de Roma

APELO do «PASSEIO LIVRE»

Caro leitor, o Passeio Livre é um grupo de voluntários que nos seus tempos livres se dedica à causa da defesa dos peões, mormente pessoas com mobilidade reduzida, crianças e idosos, os mais prejudicados pelo flagelo que é o estacionamento selvagem nas nossas cidades. Como muitos sabem, uma das nossas ações de protesto é o envio de autocolantes de forma gratuita, pedindo apenas o pagamento dos portes de envio. Nos últimos 5 anos já distribuímos gratuitamente cerca de 50,000 autocolantes. Todavia, os autocolantes estão praticamente esgotados e mesmo os pagamentos que algumas pessoas dão em excesso aos portes de envio não chegam para cobrir a impressão de mais autocolantes.

Queremos continuar a enviar-vos autocolantes gratuitamente!

A impressão de 20 mil autocolantes a duas cores (amarelo e preto) custa 585€, segundo o orçamento dado pela gráfica que apresentou o preço mais baixo. De donativos extra das pessoas a quem já enviámos autocolantes temos quase 150€. Há uma associação cívica que nos fez um donativo de 150€, precisando nós agora de apenas mais 285€.

Por favor, ajude-nos a ajudar muita gente, combatendo o flagelo que é o estacionamento selvagem nas nossas cidades!

Pedimos que faça o donativo na quantidade que lhe aprouver para

NIB: 0035 0127 0004 8026 5300 6
IBAN: PT50 0035 0127 0004 8026 5300 6

Cada cêntimo conta!

Em nome daqueles a quem a nossa causa ajuda

Muito obrigado
Passeio Livre
www.passeiolivre.org

23/01/2014

Lisboa, Capital do Azulejo? Largo da Anunciada


Chegado por email: azulejos da Fábrica Viúva Lamego, com mais de 1 século, num contentor de entulhos. Foram retirados da fachada de um prédio na Rua das Portas de Santo Antão/Calçada do Lavra?

...

Pois a CML e a DGPC deram autorização para a destruição dos azulejos da Fáb. Viúva Lamego. Eis a resposta da CML:

09/01/2014

Cinema Londres destruído: “uma regressão de civilização”

Perdeu-se "a melhor sala-estúdio de Lisboa"
“O Londres foi a melhor sala-estúdio de Lisboa”, sintetiza a autora do livro Os Cinemas de Lisboa - Um fenómeno urbano do século XX. Margarida Acciaiuoli recorda que o espaço, inaugurado a 30 de Janeiro de 1972 com o filme Morrer de Amar, de André Cayatte, “foi pensado para ter três funções: ver cinema, jantar no snack-bar e conversar no Pub The Flag, que ficava ao lado”.
No livro, a professora catedrática do departamento de História da Arte da Universidade Nova de Lisboa sublinha que o Londres “afirmava-se como uma alternativa única no panorama dos cinemas da cidade”, tendo conseguido criar “um ambiente propício à apropriação dos filmes, permitindo que os espectadores permanecessem no local depois das sessões”.
“É extraordinário como conseguimos inventar o cinema, um equipamento que não existia noutros séculos, e depois desenvolvemo-lo, demolimo-lo e não fica nada para o século seguinte”, afirma Margarida Acciaiuoli. A professora diz que hoje em dia “as pessoas não vão ao cinema, vão a uma sala onde se passam filmes”. “Ir ao cinema não é como ir ao supermercado, é preciso tempo”, explica, enquadrando o fim do Cinema Londres naquilo que considera ser “uma regressão de civilização”. in Público, 8 Jan 2014, Inês Boaventura
 



 

 

08/01/2014

PUBLI-Cidade: Av. Almirante Reis 2 (IIP)

Em 2014 vai fazer 1 ano que alertámos a CML para o perigo que constitui este velho dispositivo de publicidade em mau estado de conservação - já parcialmente partido! Para além do risco de acidente grave no caso de cair, em parte ou no todo, na via pública, este é também um reclamo com impacto negativo num dos melhores imóveis da Av. Almirante Reis (classificado como de Interesse Público). Voltámos a solicitar à CML que trate de proceder á remoção coerciva deste dispositivo de forma a salvaguardar a segurança das pessoas. Aqui fica a resposta da CML no "Na Minha Rua" bem elucidativo do "sentido de humor" presente neste portal:

OCORRÊNCIA: Edifício, muro, escarpa ou talude degradado
DESCRIÇÃO: Na fachada deste imóvel vemos um velho dispositivo de publicidade em mau estado de conservação e já parcialmente partido (parte inferior). Para além de constituir um potencial perigo de acidente no caso de cair, em parte ou no todo, na via pública, é também um reclamo com forte impacto negativo neste edifício classificado como de Interesse Público.
ESTADO: Encerrado
MOTIVO: O presente assunto foi encaminhado para o Núcleo do Estado de Conservação do Edificado da UIT Centro, para notificar o proprietário do imóvel em questão, no sentido da remoção ou substituição do referido painel. Para obter mais informações poderá entrar em contacto através dos números 2179 88082 e/ou 217989075.

CINEMA LONDRES - O SILÊNCIO


Chegado por e-mail, por Carlos Moura-Carvalho:

«Não tendo existido qualquer publicitação ou conhecimento de que o imóvel onde durante 42 anos funcionou o Cinema Londres estaria para arrendar/vender e tendo-se sabido agora que no local vai surgir uma loja de produtos orientais, o que surpreendeu moradores e comerciantes, o Movimento de Comerciantes da Av. Guerra Junqueiro, Praça de Londres & Av. de Roma decidiu elaborar uma petição “O nosso bairro precisa de um pólo cultural!” que se encontra a recolher as assinaturas necessárias para ser apresentada aos órgãos municipais e a outras entidades públicas, no sentido de junto dos proprietários se encontrar uma solução para o nº 7-A da Avenida de Roma, freguesia do Areeiro, que em paralelo com a existência de comércio torne possível a manutenção de um pólo cultural.

[A petição está a circular em papel. Está hoje e amanhã na Livraria Barata. Depois passa para a Farmácia Algarve (mesmo ao lado do Cinema Londres) e no fim de semana para a Mercearia Criativa e Mexicana. Assine! Vamos encontrar uma solução.]

Caixilharias do Teatro Nacional de D. Maria II


Excelência,
Senhor Secretário de Estado da Cultura
Dr. Jorge Barreto Xavier


Vimos pelo presente denunciar o estado lamentável em que se encontram as caixilharias de madeira do Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa; os quais julgamos, como poderá Vossa Excelência constatar pelas fotos em anexo, nos envergonham a todos enquanto portugueses e anfitriões de tantos e variados turistas.

Com os melhores cumprimentos

Bernardo Ferreira de Carvalho, Fernando Jorge e Virgílio Marques