A doca da caldeirinha, onde já se vêem as antigas paredes, que continuam lá. Não é um buraco feito de novo...
E a outra doca seca, que está a ser desenterrada.
Um blogue do Movimento Fórum Cidadania Lisboa, que se destina a aplaudir, apupar, acusar, propor e dissertar sobre tudo quanto se passe de bom e de mau na nossa capital, tendo como única preocupação uma Lisboa pelos lisboetas e para os lisboetas. Prometemos não gastar um cêntimo do erário público em campanhas, nem dizer mal por dizer. Lisboa tem mais uma voz. Junte-se a nós!
A doca da caldeirinha, onde já se vêem as antigas paredes, que continuam lá. Não é um buraco feito de novo...
E a outra doca seca, que está a ser desenterrada.
| Portão da entrada lateral da Quinta das Águias |
| Este é o aspecto actual da entrada daquele que é um dos mais belos palácios barrocos de Lisboa. |
| Mais duas janelas abertas à destruição |
| Onde estão os azulejos em falta? Será que para a CML, para a DGPC, para todos nós, basta assobiar para o lado, enquanto edifícios notáveis como este são destruídos todos os dias? |
| Actual aspecto daquilo que foi um jardim setecentista. Quinta das Águias |
Se for uma ZEP para levar à letra, óptimo, mas se for letra morta, então é trabalho e tempo perdidos.
Já está concluído e aberto ao publico - é mais um cabeçudo, com mais 2 pisos em cima e vários em cave... Outro hotel de demolição de "charme" claro! Ainda por cima, o prédio estava em estado óptimo, pelo que não havia nenhuma razão objectiva para o esventrar por completo, por despacho, mais a mais estando, como estava, no Inventário Municipal do Património (isso é o quê, mesmo?!)
Receia-se agora por aqueles dois gémeos do outro lado da Rua Mouzinho de Albuquerque, em estilo "neogótico"...
| Para que não se achasse que estaríamos noutra cidade que não Lisboa, aqui está mais uma belissíma caixa espelhada. |
| A mesma casa vista da Avenida. |
| Os líquenes e musgos das mais variadas famílias têm vindo a cobrir as estátuas e a fachada do Plácio Foz. |
Vimos pelo presente solicitar o vosso esclarecimento para o seguinte:
Há alguma razão especial para que o Cinema Odéon não conste do magnífico artigo intitulado «Fecho de cinemas, o filme que não se quer ver», da autoria de Alexandra Machado, publicado hoje e de que junto enviamos cópia?
É que, caso não saibam, trata-se de um cinema mais importante do que todos os outros mencionados nesse artigo, está em perigo e existe uma petição com perto de 11.000 assinaturas apelando à sua preservação, encontrando-se a mesma em discussão na A.R.
Melhores cumprimentos
Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, António Branco Almeida e Miguel Oliveira
Essa de não saberem que era preciso autorização para mudar de ramo estando em causa um cinema é de truz. Sendo assim, as obras são todas ilegais, certo? Não há sanções para quem demoliu tudo por dentro? Pois.
...
Pois a CML e a DGPC deram autorização para a destruição dos azulejos da Fáb. Viúva Lamego. Eis a resposta da CML:
«Não tendo existido qualquer publicitação ou conhecimento de que o imóvel onde durante 42 anos funcionou o Cinema Londres estaria para arrendar/vender e tendo-se sabido agora que no local vai surgir uma loja de produtos orientais, o que surpreendeu moradores e comerciantes, o Movimento de Comerciantes da Av. Guerra Junqueiro, Praça de Londres & Av. de Roma decidiu elaborar uma petição “O nosso bairro precisa de um pólo cultural!” que se encontra a recolher as assinaturas necessárias para ser apresentada aos órgãos municipais e a outras entidades públicas, no sentido de junto dos proprietários se encontrar uma solução para o nº 7-A da Avenida de Roma, freguesia do Areeiro, que em paralelo com a existência de comércio torne possível a manutenção de um pólo cultural.
[A petição está a circular em papel. Está hoje e amanhã na Livraria Barata. Depois passa para a Farmácia Algarve (mesmo ao lado do Cinema Londres) e no fim de semana para a Mercearia Criativa e Mexicana. Assine! Vamos encontrar uma solução.]
Excelência,
Senhor Secretário de Estado da Cultura
Dr. Jorge Barreto Xavier
Vimos pelo presente denunciar o estado lamentável em que se encontram as caixilharias de madeira do Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa; os quais julgamos, como poderá Vossa Excelência constatar pelas fotos em anexo, nos envergonham a todos enquanto portugueses e anfitriões de tantos e variados turistas.
Com os melhores cumprimentos
Bernardo Ferreira de Carvalho, Fernando Jorge e Virgílio Marques