16/06/2015

PASSEIOS DE LISBOA: Largo dos Loios



















Freguesia de Santa Maria Maior, zona gerida pela EMEL

Terraços do Carmo: Obrigado, Arquitecto Siza!








Aqui temos uma obra exemplar. Uma ideia clara, com desenho simples, uma obra bem executada. E o Mestre Siza dá uma lição de maturidade e inteligência com o uso extensivo da calçada portuguesa... Obrigado, Arquitecto Siza! 
PS: Como não teriamos ficado bem mais bem servidos se o projecto da Praça do Comércio tivesse sido entregue a Siza...

14/06/2015

A outra face das Festas de Lisboa...




































Colina do Castelo, Largo dos Loios, hoje domingo, dia 14 de Junho de 2015. O nível civilizacional dos lisboetas ainda tem muito que evoluir. Já para não falar das marcas de cerveja que promovem este tipo de ocupações do espaço público em Bairros Históricos, mas que nada fazem depois para que as Festas de Lisboa sejam um evento responsável a todos os níveis. Tudo o que lhes interessa é que as pessoas bebam, bebam, bebam e que depois vomitem, urinem e etc. no meio das ruas, largos e jardins da nossa cidade. Quanto à pegada ecológica destas marcas de cerveja com os milhões de copos de plástico que produzem e colocam no ambiente urbano... é um verdadeiro desastre. Este pequeno exemplo, no Largo dos Loios, serve apenas para ilustrar um problema ainda crónico das Festas de Lisboa. Um problema que parece ser quase tabu falar. Mas o aproveitamento descarado e agressivo das Festas de Lisboa por parte das marcas de cerveja - com a benção da EGEAC/CML - é mais uma vez muito criticável.

13/06/2015

"Os Eléctricos de Lisboa e em especial o E24 são os grandes vencedores da votação As 10 Marcas Apagadas de Lisboa"


DECIDIDAMENTE, PARECE QUE 2015 NÃO É UM BOM ANO PARA AS ÁRVORES EM LISBOA ÁRVORES A MORRER NO CEMITÉRIO DOS PRAZERES


Os Cedros e os Ciprestes do Cemitério dos Prazeres estão a ser atacados por uma praga que julgamos ser o Cancro Cortical dos Ciprestes, causado pelo fungo Seiridium cardinale.

O combate a esta praga, como a todas as outras, é muito difícil e dispendiosa. Veremos o que a Câmara Municipal de Lisboa pensa fazer para minimizar os seus efeitos e impedir que se propague a outras árvores do género Cupressus existentes na cidade.

O que está a acontecer é mais uma prova de que se deve evitar a plantação mono-específica, tanto em jardins como em arruamentos.

Na última foto podem ver-se árvores não atacadas plantadas intercaladas com outras espécies.

Seria importante que a “Plataforma em Defesa das Árvores” se interessasse por este fenómeno.


Pinto Soares

Uma belíssima notícia, e espero que seja desta e que dê certo!


In Diário de Notícias/LUSA (13.6.2015)

«Câmara de Lisboa quer Associação de Turismo a requalificar Pavilhão Carlos Lopes

Valor estimado para intervenção no local é de 8,5 milhões de euros.

A Câmara de Lisboa discute na quarta-feira a constituição, por 3,5 milhões de euros, de um direito de superfície sobre o Pavilhão Carlos Lopes, abandonado há vários anos, a favor da Associação de Turismo de Lisboa (ATL), que o requalificará.

"O direito de superfície a constituir destina-se exclusivamente à realização de obras de reabilitação daquele local (Pavilhão Carlos Lopes) e da respetiva área envolvente, para possibilitar a realização de eventos, nomeadamente de caráter cultural, artístico e desportivos levados a cabo pela ATL", refere a proposta assinada pelo vereador do Urbanismo da capital, Manuel Salgado, e à qual a agência Lusa teve hoje acesso. [...] Por isso, o executivo municipal de maioria socialista vai debater a desafetação do domínio público para o domínio privado municipal, bem como a constituição de um direito de superfície sobre uma área de 12,9 mil metros quadrados, pelo prazo de 50 anos e por cerca de 3,5 milhões de euros. O valor estimado para intervenção no local é de 8,5 milhões de euros, indica a proposta. A autarquia recorda que, com esta requalificação feita pela ATL, tem uma "redução dos encargos". Para o município, "a ATL possui características ímpares, condições e valências, nos domínios relacionados com as atribuições desta autarquia, em matéria turística, cultural e desportiva, situação que fundamentou os protocolos existentes entre as duas entidades". Esta associação do turismo tem também "uma vasta experiência na recuperação e reabilitação de equipamentos e edifícios de interesse patrimonial", salienta-se. [...]»

PUBLI-Cidade: Largo do Limoeiro
















A pegada ecológica de marcas como a Sagres e a Super Bock são gigantes principalmente durante este periodo das Festas da Cerveja, previamente designadas "Festas de Lisboa"...É o vale tudo.

PUBLI-CIdade: Largo da Sé



Enquanto no resto da Europa se debate e se altera a relação que as cidades têm com a publicidade, reduzindo o impacto e a presença dos dispositivos de publicidade (com cidades a terem a coragem de retirarem toda a publicidade do espaço público em zonas historicas) em Lisboa continuamos a deixar a Publicidade à solta conforme se vê neste paradigmatico caso em pleno Largo da Sé.

12/06/2015

Plataforma em Defesa das Árvores / Pedido de esclarecimento enviado à JF Alcântara:


FESTAS DE LISBOA, FESTAS DA CERVEJA...

O criticável par «EGEAC-CERVEJA» continua a ser central nas chamadas "Festas de Lisboa"... A submissão às marcas de cerveja e o respectivo incentivo ao consumo de alcool são, no mínimo, muito criticáveis e algo que a EGEAC e a CML deveriam rever á luz dos problemas de saúde pública que o nosso país tem com o alcoolismo. Não há quem queira pagar tantos milhões para a programação das Festas de Lisboa? Então que se faça umas Festas de Lisboa com menor orçamento. Não é possível continuar neste esquema irresponsável da "cerveja + dinheiro = festas & alcoolismo".

Exposição: Marchas do Bairro do Castelo


Esplanadas: Os "novos carros" do espaço público?

















O Largo Rafael Bordalo Pinheiro ficou pouco tempo "bonito, simples e sem carros" O vazio é cada vez menos valorizado em Lisboa; Ontem já estavam a montar estruturas metálicas fixas para esplanadas; em breve este largo vai ficar com a mesma patologia do vizinho Largo do Carmo: sem 1cm livre para o cidadão comum, máxima ocupação abusiva pelas esplandas de cafés, restaurantes, quiosques, etc.

As esplanadas são os "novos carros do espaço público": estão a aparecer em todo o lado, em cima dos passeios, nos jardins, nas faixas de rodagem! Em Barcelona já há movimentos de moradores que se organizam contra esta ocupação sistematica do espaço livre dos bairros pelas esplanadas... mas nós aqui continuamos a assistir, passivamente, a todo este fenómeno da progressiva privatização do espaço publico. Não teremos direito a espaços de silêncio e de vazio?

LISBOA: safari urbano para turista consumir?







Quatro Eléctricos parados na Rua do Limoeiro, na tarde de 5ª feira dia 11 de Junho. A incompetência, a fealdade, o patético, e o difuncional transformados em atracção turística. Os turistas saiam dos electrticos para tirarem fotos, selfies até, junto da "cena do crime". Davam gargalhadas, entravam e saiam, divertidos com o espectaculo selvagem que Lisboa lhes oferece em cada esquina. É nisto que Lisboa se está a transformar. Uma figura patética, ridicula? Um mero safari urbano? A dignidade de Lisboa está a ser comercialziada, vendida por meia dúzia de tostões para simples entretenimento de um certo perfil de turistas. Lisboa turistificada à força?

Loja de cerâmica da centenária Fábrica de Sant’Anna vai fechar para dar lugar a hotel


In O Corvo (12.06.2015)
Texto: Samuel Alemão « A aparentemente inabalável vaga turística faz mais uma vítima no epicentro da capital portuguesa. Desta vez, trata-se da loja de uma das mais emblemáticas unidades de produção de azulejaria e de cerâmica portuguesas a ser obrigada a sair do coração de Lisboa. Isto porque o prédio onde se situa desde 1916 vai acolher um hotel. E não se sabe se o estabelecimento, muito procurado por estrangeiros, vai reabrir noutro local. Está em vias de acontecer uma “perda irreparável”, diz ao Corvo o director comercial da empresa.

A acção de despejo está a ser contestada judicialmente, mas tudo leva a crer que a loja da Fábrica de Sant’Anna, na esquina da Rua do Alecrim com o Largo Barão de Quintela, se ficará pelos 99 anos de vida. De portas abertas naquele local desde 1916, deverá fechá-las em breve, porque o prédio onde se encontra dará lugar a uma nova unidade hoteleira, por vontade dos seus proprietários, a Vista Alegre, pertencente ao Grupo Visabeira. “Já passámos por muitas crises, ao longo dos anos, mas esta situação é mesmo muito complicada e ainda não fazemos ideia de como vamos resolvê-la”, confessa ao Corvo o director comercial da empresa, Francisco Tomás. “Nunca pensámos que isto nos pudesse acontecer”, admite.

A loja – “cuja história e arquitectura são irreprodutíveis noutro local”, refere o responsável da empresa fundada em 1741 – é tida como um referência ímpar da azulejaria e cerâmica nacionais, sendo visitada por turistas de todo o lado. “Vem aqui gente de todo o mundo, recebemos encomendas de todo o mundo. Das vendas que fazemos nesta loja, 90% são para o estrangeiro”, salienta Francisco Tomás, que ficou a saber das intenções do senhorio, “há cerca de dois meses”. Ironia suprema, a sua existência naquele local é ameaçada por um dos íncones maiores da cerâmica portuguesa, a Vista Alegre. “Esta é uma loja emblemática, que vem em tudo o que é guias e o seu encerramento representará uma perda irrecuperável”, considera o director comercial.

O estabelecimento é vital na estratégia comercial da firma, pois o mesmo funciona como montra da Fábrica de Sant’Anna, a produzir desde a fundação azulejos e demais peças cerâmicas na Calçada da Boa-Hora, na Ajuda, onde emprega três dezenas de pessoas – a loja emprega duas. Mas Francisco Tomás prefere destacar o simbolismo e a preservação da memória que lhe estão associados. “Nesta actividade da azulejearia, existe uma espécie de culto, em que estamos aqui um pouco para fazer um trabalho de defesa desta forma única de expressão artística. Não é tanto pelo valor do dinheiro, mas sim pela história. Quando a Fábrica de Sant’Anna fechar, não haverá muito mais gente a fazer as coisas como nós fazemos”, afirma. As técnicas usadas são as mesmas do século XVIII.

O responsável comercial da Fábrica de Sant’Anna salienta o imenso conhecimento acumulado, o qual teme se possa perder irremediavelmente, caso o encerramento da loja se venha a revelar prejudicial para as perspectivas de negócio. Afinal, estamos a falar de produção artesanal e não massificada. “Temos pessoas a trabalhar connosco, na fábrica, que são já a terceira geração da mesma família. E esta é daquelas áreas em que, quando uma unidade fabril encerra, quase sempre se perde o know-how”. Francisco Tomás diz ao Corvo “não ter nada contra o hotel”, mas sim muito preocupado com a preservação da memória da azulejaria portuguesa. Uma apreensão que já extravasou fronteiras. “Mal isto se soube, começámos a receber manifestações de solidariedade de muita gente. Já tivemos até quatro ou cinco telefonemas dos Estados Unidos da América, de pessoas a perguntar se era mesmo verdade e dando palavras de apoio”. ...»

11/06/2015

Para que nunca desapareça uma imagem como esta de Lisboa


Numa altura em que Lisboa vê o seu arvoredo em perigo,
esta imagem dos grandes jacarandás da rua de S. Mamede ao Caldas, reforça a necessidade absoluta de preservar e proteger as árvores de Lisboa, muitas delas exóticas e que conferem à cidade, para além de uma beleza ímpar, uma inigualável riqueza botânica.

Poucas capitais poderão rivalizar com Lisboa no que toca à variedade e dimensão das suas árvores exóticas: jacarandás, sumaúmas, árvores-do-fogo, ficus, tipuanas, ginkos, dragoeiros, belas-sombra, palmeiras, eritrinas, araucárias, gravilieas, lodãos. E que não se menosprezem  os nossos choupos, pinheiros mansos monumentais e tílias já que todos contribuem para tornar Lisboa uma referência botânica excepcional.

Pena é que as juntas de freguesia, a CML e alguns cidadãos não o reconheçam.  Mas outros agirão para que as futuras gerações de lisboetas possam maravilhar-se com as árvores da cidade como por exemplo, os jacarandás em flor.


Plataforma em Defesa das Árvores / Pedido de esclarecimento enviado à JF Areeiro:


Areeiro, Praça de Londres, Arco Cego


Nos Terraços do Carmo, nasceu “uma varanda” sobre Lisboa



In Público (10.6.2015)
Por Inês Boaventura

«Junto ao Convento do Carmo, onde antes estavam uns “barracões” da GNR, há um novo miradouro para conhecer.

Com a há muito aguardada inauguração dos Terraços do Carmo, Lisboa ganhou, além de uma ligação pedonal entre o Convento do Carmo e a Rua Garrett, “uma nova varanda sobre a cidade”. Para o presidente da câmara, são intervenções como esta que permitem recuperar a “autenticidade” da capital.

Com esta obra, inaugurada nesta quarta-feira, fica finalmente concluída a execução do plano pensado pelo arquitecto Siza Vieira para a zona do Chiado, na sequência do grande incêndio que aí ocorreu há quase 27 anos. “Uma versão ampliada e melhorada” do plano, notou o presidente da Câmara de Lisboa, já que não constava do projecto inicial a criação de “um novo miradouro” nos terraços junto ao convento.Isso mesmo foi também destacado pelo vereador do Urbanismo, que lembrou que a intenção inicial da empreitada agora concluída era promover a ligação entre a Rua Garrett e o Convento do Carmo. Só a partir de 2007, contou Manuel Salgado, é que foi ganhando forma a ideia de abrir “mais uma praça, mais um espaço público” nos terraços que até aí estavam ocupados com “barracões” da GNR. “Os Terraços do Carmo foram uma descoberta, não estavam previstos”, afirmou o autarca, constando que “surpreendentemente” esses terraços surgiam desenhados numa carta de 1850 de Filipe Folque, um político e militar. Manuel Salgado deixou ainda uma palavra de apreço a Siza Vieira, sublinhando que o arquitecto esboçou para o Chiado um plano “extremamente rigoroso, fundado na história”, com o qual “ensinou a intervir sobre a cidade existente”. No fundo, rematou, aquilo que obras como a dos Terraços do Carmo permitem é “a descoberta de uma cidade que estava escondida”. “O Chiado não é o mesmo de há 27 anos, mas parece que sempre foi assim”, disse por sua vez o arquitecto Carlos Castanheira, em nome da equipa responsável pelo projecto. Segundo o presidente da câmara, a obra inaugurada neste Dia de Portugal teve um custo de 2,1 milhões de euros, provenientes de “verbas próprias e do Turismo de Portugal”. Fernando Medina não esqueceu as “vicissitudes extraordinárias” que a empreitada teve, e que fizeram com que a sua conclusão derrapasse no tempo, nem os incómodos sofridos pelos lojistas da Rua do Carmo, que serão indemnizados.

Revitalização da Baixa
Aos Terraços do Carmo, cujo chão em calçada portuguesa é pontuado aqui e ali por pequenos relvados, é possível aceder através do largo com o mesmo nome. Para isso há que ultrapassar alguns lanços de escadas, pouco convidativos para visitantes com mobilidade reduzida. Também para chegar à Rua Garrett, num caminho que se faz por um espaço entre prédios e que desemboca no número 10, há vários degraus para vencer.Apesar de a inauguração do espaço ter já tido lugar, e de a placa da praxe ter sido descerrada perante dezenas de convidados, há trabalhos que ficaram por concluir. O elevador que fará o acesso à Rua do Carmo, através do interior de uma loja municipal, só deverá entrar em funcionamento daqui a um mês, de acordo com Manuel Salgado. Também a prometida instalação de uma cafetaria com esplanada no novo miradouro terá de esperar pelo lançamento de um concurso de concessão. “Isto é uma reinvenção permanente”, sublinhou o vereador do Urbanismo, constatando que há para fazer em Lisboa “muito trabalho, para muitas décadas e muitos executivos municipais”. A criação de um percurso dos Terraços do Carmo à Calçada do Duque, e por aí fora até ao Jardim Botânico, a abertura de um terraço no topo do Museu do Design e da Moda (MUDE) e a revitalização da Praça da Figueira são algumas das ideias que Manuel Salgado gostaria de ver concretizadas. Obras que se iriam juntar a “projectos estratégicos absolutamente essenciais para a revitalização da Baixa”, como a intervenção no Terreiro do Paço.
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