28/05/2012

Another dirty monday in Alfama


Este é o panorama com que me deparo não poucas vezes de manhã pela fresca.

Ao fim de semana é  um clássico mas à segunda-feira tenho ainda o "privilégio" de encontrar no regresso a mesma "instalação" normalmente aumentada.

Se por um lado a falta de civismo não ajuda


por outro é evidente que tanto CML como Polícia Municipal têm outras prioridades.


Pergunta: Quem ficou com os meus impostos?

27/05/2012

Lisboa Medieval: Beco do Belo

Beco do Belo. Alfama. Domingo, dia 26 de Maio de 2012. É quase um retrato perfeito da Lisboa dos nossos dias. Está lá quase tudo que caracteriza o ambiente urbano em que vivemos: "monstros" e lixo fora de horas, estacionamento em cima do passeio, sinalética meio derrubada, enfim, degradação geral. E embora não seja visível na imagem, do lado esquerdo lá estava um imóvel abandonado, com a sua fachada de azulejo já parcialmente pilhada. E como é fácill de adivinhar, também lá estavam mais carros estacionados em locais proibidos, mais lixo, mais imóveis degradados... Beco do Belo, em Lisboa.

14/05/2012

Lisboa Medieval: Calçada do Garcia

Lisboa Medieval. Cada vez mais vemos lixo colocado na rua fora do horário. Lixo, degradação, desleixo, desmazelo. Lisboa feia, porca e má.  Meio dia na Calçada do Garcia.

17/03/2012

Madam Speaker

A importância Real e Simbólica deste episódio, num Grave momento de Crise Económica,  de Crise de Representatividade Institucional e de Prestígio da Representatividade Política da República … e do seu significado para uma Verdadeira Cidadania … justifica a publicação deste artigo neste “blog”…
Esta iniciativa, como aliás todos os “posts”publicados em meu nome ou sobre a assinatura-internet – blogger -“Jeeves” nesta plataforma, é individual … e da minha inteira responsabilidade. 
Desde a sua entrevista no Público onde Assunção Esteves declarava abertamente e conscientemente :  "Fui convidada pela Maçonaria e pela Opus Dei, mas não fui para nenhuma"… e também : “um novo paradigma para o capitalismo passa” pelo “regresso da política” como protagonista da gestão da sociedade” … num nítido apelo a uma reforma ética e a uma responsabilização coerente e verdadeira do exercício político e da vida pública, que Assunção Esteves chamou a  atenção de alguns …
A partir de agora, seguirei com mais atenção o desenrolar do seu percurso  

António Sérgio Rosa de Carvalho





Assunção Esteves ameaçou bater com a porta perante "conflito brutal"

Inquérito parlamentar ao BPN resultou de cedências da maioria e da esquerda. Presidente da AR nega ter ameaçado com abandono de funções, mas afirmou que nunca permitirá qualquer atropelo regimental


Por Enric Vives-RubioMaria José Oliveira, Nuno Sá Lourenço e Sofia Rodrigues in Público


Depois de quase quatro horas de conferência de líderes, anteontem à noite, a presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, destacou o "consenso feliz" e o "resultado racional" alcançado entre os partidos para a criação de uma comissão de inquérito ao BPN. Contudo, a reunião foi bem mais atribulada do que Assunção Esteves e os líderes parlamentares deixaram transparecer após o encontro. Para atingir um acordo e um "texto definitivo", a presidente ameaçou com a sua demissão, tentando assim dirimir um confronto provocado pela existência de duas propostas: uma subscrita pelo PSD e CDS; e outra pelos partidos da esquerda (PS, BE, PCP e PEV), de carácter potestativo.
A conferência de líderes extraordinária tinha sido convocada para dirimir o conflito: antecipando-se à esquerda, PSD e CDS entregaram um projecto de resolução para uma comissão eventual de inquérito. A jogada deixou a esquerda surpreendida, obrigando o PS a acelerar a entrega do seu requerimento potestativo.
A manobra política da maioria e a reacção indignada da esquerda indiciavam uma reunião tensa. Ao entrar para o encontro, PSD/CDS e PS estavam decididos a não abdicar das suas posições. E foi essa intransigência que gerou um "conflito brutal" - nas palavras de um dos presentes -, para o qual a presidente foi arrastada. Logo que Assunção Esteves revelou a sua posição, atribuindo primazia ao potestativo da esquerda, deu-se início a dois jogos de força: um entre Assunção e os líderes parlamentares do PSD e CDS, Luís Montenegro e Nuno Magalhães, respectivamente; e outro entre estes e a direcção da bancada do PS, representada por Carlos Zorrinho e António Braga.
Ontem de manhã, no Parlamento, o caso permitia duas versões. Do lado da maioria, o enfoque centrava-se na insistência do PS em recusar alterações à sua proposta. À esquerda, assinalava-se o braço-de-ferro entre PSD/CDS e Assunção Esteves sobre a supremacia do potestativo. Foi então que a presidente terá admitido bater com a porta.
A gota de água terá sido a ameaça das bancadas da maioria de levar, no dia seguinte (ontem), o seu projecto a plenário, exigindo uma votação urgente. A maioria esticou ainda mais a corda e ameaçou passar a chumbar os futuros agendamentos da oposição. Face a estes ultimatos, Assunção terá questionado o seu papel enquanto presidente. E fê-lo por duas vezes. Para PSD e CDS, a atitude foi interpretada como um mero desabafo. A esquerda entendeu-a como ameaça real.
Ontem, Assunção Esteves negou ter admitido abandonar funções. "Isso não se passou", afirmou à Renascença e Antena 1. Mas lembrou que é sua competência "chamar a atenção dos deputados para a memória do contrato social e eleitoral". "É um apelo de racionalidade que me cabe fazer a todo o momento e em toda a linha. É uma espécie de competência não escrita. Não está no Regimento, na Constituição, mas está no sentido do Parlamento e do papel do seu presidente", sustentou, acrescentando que na AR "há sempre pressões emocionais, outras não há". E que não permitirá qualquer "atropelo regimental grave".
A sua posição na conferência de líderes foi determinante para desbloquear o impasse. Foi só então que os partidos convergiram na solução de redigir um texto novo, coligindo os objectos de investigação que abarcam os processos de nacionalização, gestão e alienação do BPN. Serão também analisadas as hipóteses alternativas à decisão de reprivatização do banco. E ficou acordado que será avaliada a venda do BPN ao BIC na fase final dos trabalhos.
A comissão, que deverá arrancar na próxima semana, será presidida por um deputado socialista - é um dos direitos do proponente do inquérito potestativo - e terá 17 elementos efectivos e oito suplentes. Ontem, as bancadas estavam ainda a decidir sobre os deputados a indicar. Sabe-se já, no entanto, a distribuição: sete do PSD, cinco do PS, dois do CDS, e um para cada um dos três restantes partidos (BE, PCP e PEV).
Anteontem à noite, Carlos Zorrinho não escondeu o seu regozijo pela "vitória do agendamento potestativo". Isto mesmo caiu mal na maioria, uma vez todos se congratularam com o consenso alcançado.

16/03/2012

Utentes da linha verde queixam-se de viajar como sardinhas em lata

Por Inês Boaventura in Público

A redução do número de carruagens e o aumento do intervalo entre os veículos introduzidos em Fevereiro estão a gerar uma onda de contestação. O Metropolitano de Lisboa diz que está a monitorizar a procura e admite fazer alterações


A redução da oferta na linha verde do Metropolitano de Lisboa, que entrou em vigor a 22 de Fevereiro, já motivou a criação de um abaixo-assinado na Internet, o envio de quatro queixas ao Provedor de Justiça e a publicação de dezenas de reclamações na página da empresa no Facebook. Os utentes queixam-se de longas esperas nas estações e de viajarem como sardinhas em lata, ou de nem sequer conseguirem entrar nas carruagens de tão cheias que estas andam.
Na origem deste descontentamento estão duas alterações introduzidas há quase um mês: ao mesmo tempo que diminuiu de quatro para três o número de carruagens que circulam entre o Cais do Sodré e Telheiras, a transportadora aumentou o intervalo médio entre os veículos. A primeira modificação foi comunicada aos utentes no interior dos comboios e na página do metro na Internet, tendo sido justificada com "motivos de adequação da oferta à procura", mas a segunda não.
Em respostas escritas através da sua agência de comunicação, o Metropolitano de Lisboa informou que neste momento o intervalo entre comboios na linha verde varia entre os três minutos e 50 segundos (das 7h30 às 9h30) e os 11 minutos e 50 segundos (das 22h30 à meia-noite e das 0h30 à 1h). Dessas respostas não constavam informações que permitissem uma comparação com a realidade anterior a Fevereiro.
Ainda assim, olhando para documentos do grupo de trabalho que no fim de 2011 estudou a reformulação da rede de transportes públicos na Área Metropolitana de Lisboa verifica-se que o intervalo médio entre os comboios aumentou em todos os períodos horários, aos dias úteis. Entre as 7h30 e as 9h30 era de 3,83 minutos há um ano atrás e agora é de quatro; entre as 9h30 e as 17h era de 4,65 e agora é de 5,81; entre as 17h e as 20h era de 3,83 e agora é de 4,2; entre as 20h e as 22h30 era de 5,75 e agora é de 6,84, e entre as 22h30 e a 1h era de 9,25 e agora é de 11,48 minutos.
Em simultâneo o metro entre o Cais do Sodré e Telheiras passou a circular, em permanência, com apenas três carruagens. Esta modificação também foi introduzida nas restantes linhas do metro, mas aí apenas aos fins-de-semana e feriados. Durante a noite essa já era a realidade existente na totalidade da rede.
Na linha verde, onde existem várias correspondências com os comboios da CP e com os barcos que fazem a ligação a Cacilhas, ao Seixal e ao Montijo, viajam diariamente mais de 129 mil pessoas. Já na linha vermelha, onde o metro decidiu manter a circulação com seis carruagens durante o dia, o número de passageiros é menos de metade. O PÚBLICO confrontou o metropolitano com esta disparidade mas sem sucesso.
Sem resposta ficaram igualmente as perguntas sobre o investimento feito nos últimos anos no alargamento dos cais de embarque de pelo menos duas estações da linha verde - Roma e Alvalade - para permitir que os comboios que antes tinham quatro carruagens passassem a ter seis. Sobre isto o metro limitou-se a informar que estão em curso obras nesse mesmo sentido na estação Areeiro, que deverão custar 16 milhões de euros e ficar concluídas em Agosto de 2013. E defendeu que estes trabalhos continuam a justificar-se "numa lógica de futuro aumento da oferta e de resolução de problemas de acessibilidade à estação".
A empresa acrescentou que a diminuição do número de carruagens concretizada em Fevereiro "teve como motivo um ajuste da oferta à procura, numa lógica de otimização dos seus recursos, independentemente de questões relacionadas com a hora do dia e sempre respeitando princípios de qualidade da oferta internacionalmente aceites".
Ainda assim, a transportadora fez saber através da agência de comunicação que, "tendo constatado a existência de algumas reclamações dos clientes que utilizam essa linha diariamente, iniciou um programa de monitorização da procura, tendo em vista identificar eventuais alterações de comportamento desta, os quais justifiquem um aumento da oferta actual". Se os resultados obtidos o justificarem, o metro assegura que promoverá "a necessária alteração da oferta".

Petição na Internet

Enquanto isso não acontece, avolumam-se no Facebook da empresa as reclamações sobre a falta de informação transmitida aos seus clientes e sobre a "degradação do serviço" na linha verde. "Reponham as quatro carruagens. Eu não sou atum nem sardinha para andar enlatado", diz Paulo Pinhão. Já Bruno Gomes lamenta aquilo que diz ser "uma verdadeira enchente de pessoas a toda a hora, obrigando as pessoas a andarem umas em cima das outras". "Vergonha" é uma palavra várias vezes utilizada a propósito da redução da oferta sentida desde 22 de Fevereiro.
Pedro Alves garante que se tornou "impossível pura e simplesmente" entrar com a sua filha bebé no metro de manhã, acrescentando que tem "muita dificuldade" em fazê-lo com o filho de dez anos, que "fica com a cabeça apertada no meio de gente que não conhece". A estas e outras queixas no Facebook, o metro não deu resposta.
Até à tarde de ontem o Provedor de Justiça tinha recebido, segundo a sua assessora de imprensa, quatro reclamações sobre as modificações no troço do metro entre o Cais do Sodré e Telheiras. Na Internet foi criada uma petição, que à hora de fecho desta edição somava 77 assinaturas, criticando o "retrocesso na qualidade do serviço prestado, (...) tornando desproporcional a relação entre o preço praticado e a qualidade do serviço prestado".

14/03/2012

Eu miro, tu miras, ele mira … ou … “eles” miram-nos !? ... por António Sérgio Rosa de Carvalho.


É evidente que a impressão geral sobre um Local,  constituída no tempo e na memória é determinada por associações e imagens, resíduos de experiências e momentos vividos nesse Local.
Assim qualquer experiência de ameaça à nossa segurança, sobrepõe-se em intensidade a outros momentos agradáveis numa visita a uma Cidade.
Quando somos directamente atacados ou objecto de roubo … a imagem dessa Cidade fica inevitávelmete associada a estas profundas e traumatizantes experiências e impressões …
Imaginemos o percurso de um Turista em Lisboa …
Logo à chegada,no Aeroporto, como não é “local”, desprevenidamente  e naturalmente apanha um táxi nas “chegadas” … sujeito à conhecida “chantagem” das distâncias curtas ou longas e de duração da “corrida” … muitas vezes, além de ser sujeito a tensão e má educação, ser-lhe á cobrada uma quantia compensatória para as horas de “espera”do respectivo motorista …
Nós, os Lisboetas e locais, ja sabemos que temos que subir um piso até às "partidas" e aí apanhar um Táxi …
Não esquecer a alternativa do Aero-Bus …

Depois, temos a armadilha permanente do eléctrico 28, qual fonte permanente de ataque à carteira e outros adereços pessoais dos Turistas ... e assim … fonte permanente de  desprestígio da Cidade e da sua Imagem …
Este tipo de experiências podem  ser  culminadas por uma visita ao Miradouro de Santa Luzia … aqui, a envolvente através do seu estado de decadência vergonhosa não só determinada pelo estado de Conservação do próprio Miradouro, mas também pelo horizonte “Lusalite”, garantido pelas eterno estaleiro da Norberto Araújo … será certamente “abrilhantada” por tentativas permanentes e organizadas de roubo … ( Ver artigo do Jornal de Notícias, em baixo).
Claro que este “ritmo”de percurso e impressões é também garantido por experiências permanentes na Via Pública … como a aventura de atravessamento de diversos “check points”de assédio no eixo Rossio-Rua Augusta-Terreiro do Paço, que até uma crónica de Henrique Raposo  no Expresso mereceram … mas sem consequências visíveis para os lados dos Paços do Concelho … Será que o Sr. Presidente da C.M.L. sai à rua, se senta numa esplanada ou lê os jornais ?
Nos últimos tempos só recebemos como único sinal ….cada vez mais frequente e sistemático “ A Câmara não responde”… como se tratasse de um obsoleto e ineficaz  aparelho de resposta automático …
António Sérgio Rosa de Carvalho.


 ( ...) "pelo horizonte “Lusalite”, garantido pelas eterno estaleiro da Norberto Araújo"






        ( ... ) "seu estado de decadência vergonhosa"




Este "monolito-bunker", vestígio patético de uma eterna promessa de obras de reabilitação na Norberto Araújo ...




Turistas a saque em miradouros de Alfama
Por Paulo Lourenço in Jornal de Notícias / 13/1/2012




Os casos de furtos a turistas nos miradouros históricos de Alfama estão a criar uma verdadeira onda de indignação entre quem ali vive ou trabalha. Nos eléctricos, a situação arrasta-se há anos e há relatos de roubos com grande violência nas vielas do bairro.





Há relatos de roubos a turistas com grande violência nas ruas de Alfama


Um passeio pelo mais castiço bairro da capital pode revelar-se um autêntico pesadelo. Especialmente, se incluir uma paragem nos miradouros de Santa Luzia ou Portas do Sol, dois locais de onde é possível desfrutar de uma magnífica panorâmica sobre a cidade e o rio.

"Andam aí todos os dias. Já os conhecemos. Apanhar os turistas desprevenidos num momento de lazer e roubar-lhes malas e máquinas fotográficas é o "trabalho" deles", conta ao JN um habitual frequentador do espaço, que solicita o anonimato, com receio de represálias. "É que, quando avisamos os estrangeiros, eles ameaçam-nos. São perigosos", explica.
Os relatos falam em grupos de jovens - portugueses e estrangeiros - que abordam os turistas de forma discreta. "Muitas vezes, passam também por turistas, com mapas na mão que abrem, para dissimular os furtos. E andam bem vestidos", revela outro testemunho.
"Não imagina como as coisas se passam. Eles actuam em bando, os turistas não dão por nada e quando se apercebem já não há nada a fazer", conta um homem, que trabalha num estabelcimento comercial vizinho.
"Já vi pessoas desesperadas, a chorar, por ficarem sem nada. Dinheiro e documentos", diz o mesmo testemunho. Recorda um caso recente em que uma turista de nacionalidade russa "quase morria com um ataque de pânico" quando constatou que lhe tinham roubado a mala. "Além da documentação, levaram-lhe mil euros", recorda.
"Isto é uma calamidade", desabafa Francisco Maia, presidente da Junta de São Miguel, que, recentemente deu conta destes casos ao presidente da Câmara. António Costa tomou nota e "mostrou-se muito preocupado", afiança o autarca.
"Toda a zona é aprazível para o relaxe e para disfritar da paisagem, que é o que os turistas fazem", salienta, destacando que há "autênticos bandos" que se aproveitam disto para actuar. "De dia é um caos, e, à noite, no interior do bairro, ainda é pior, com roubos por esticão, com alguma violência", diz.

"É uma brutalidade"

Na vizinha freguesia de Santo Estevão, a presidente da Junta, Maria de Lurdes Pinheiro, fala de roubos com grande violência. "É uma brutalidade! Muitas vezes, os turistas são puxados para o interior de um beco, encostados à parede e agredidos por grupos, que depois de roubarem, desaparecem rapidamente", conta.
Os dois autarcas chamam ainda a atenção para o facto de a própria geografia do bairro ajudar às intenções dos assaltantes. E dão conta que muitas vezes, agridem os turistas e fogem pelo interior dos pequenos becos. "Quando a polícia chega, já estão metidos dentro de casa, ninguém os apanha na rua", revelam.
A polícia tem feito alguma vigilância e chega a deter alguns jovens, mas, segundo um frequentador do miradouro de Santa Luzia, "duas horas depois de serem levados para a esquadra já estão de volta".

Idosos também não escapam

E não são só os estrangeiros os alvos destes grupos. "Outro dia, fingiram que eram turistas e pediram a uma senhora de 90 anos, que mora aqui e estava sentada num banco do jardim a apanhar sol, para tirar fotos com ela. Quando foram embora, viu que lhe tinham furtado a mala, com todos os seus documentos e dinheiro", conta outro transeunte.
Também os eléctricos são palco frequente de casos destes. "A situação é muito preocupante, os problemas têm sido muitos, com roubos a turistas e velhotas, a par de actos de vandalismo", resume Maria de Lurdes Pinheiro.
Francisco Maia garante que não vale a pena colocar cartazes a avisar os turistas dos perigos, mas defende que é preciso repensar o policiamento. "Os agentes têm de fazer mais vezes o percurso entre Santa Apolónia e o Castelo", diz.

03/03/2012

Estação Sul e Sueste vai ser monumento de interesse público





Por Carlos Filipe in Público

Conselho Nacional de Cultura aprovou mais 12 propostas de classificação de monumentos e sítios, que agora seguem para a fase de consulta pública


A Estação Fluvial Sul e Sueste, na Avenida Infante D. Henrique, ao Terreiro do Paço, em Lisboa, é um dos 13 monumentos e sítios propostos para classificação de interesse público, com processos já aprovados pela secção do Património Arquitectónico e Arqueológico do Conselho Nacional de Cultura. Após o parecer deste órgão consultivo, cabe ao Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (Igespar) elaborar os projectos de decisão para, depois, os submeter à consulta pública.
Inaugurada em 1932, segundo projecto do arquitecto Cottinelli Telmo, a estação, que serve as ligações fluviais entre Lisboa e o Barreiro, deverá ser reinaugurada ainda este ano, após obras de reabilitação que correm a cargo do Metropolitano de Lisboa.
Coube à neta de Cottinelli Telmo, a arquitecta Ana Costa, a condução dos trabalhos. "Todos os elementos que davam escala aos edifícios, os gradeamentos interiores, as lanternas típicas, tudo, segundo os desenhos originais do meu avô, serão repostos", disse ao PÚBLICO, em Outubro de 2010.
O espaço público fronteiro à estação aguarda ainda o início dos trabalhos de transformação, segundo plano do arquitecto Bruno Soares para a Frente Tejo (já extinta), mas já aprovado pela Câmara de Lisboa. Aquela zona será transformada numa alameda com lódãos e um miradouro para o rio.
A aprovação das propostas compreendem também as Zonas Especiais de Protecção (ZEP), de 50 metros, a contar dos seus limites externos. Os outros monumentos em vias de classificação são a Ermida de N.ª S.ª da Represa, em Vila Ruiva, Cuba, o antigo Liceu Diogo de Gouveia, em Beja, a Casa Amarela ou Casa Magessi, na Praça D. Pedro, em Castelo de Vide, e a igreja matriz de Belazaima do Chão, em Águeda.
Os Sítios de Interesse Público são a Anta 2 dos Cebolinhos, em Campinho, Reguengos de Monsaraz, o sítio arqueológico de Frielas, em Loures, os núcleos do sítio arqueológico de Abul, Alcácer do Sal, as Antas da Serrinha e de Vale de Romeiras 1, em Monforte, Portalegre, a Casa Mariz Sarmento e Capela de São Caetano, em Valpaços, o Castelo e o Pelourinho (este só ZEP) de Alfeizerão, Alcobaça.
As mais recentes classificações como monumentos de interesse público, em Junho de 2011, designaram três edifícios em Lisboa: o Edifício Franjinhas, na Rua Braamcamp, o Castil, na Rua Castilho, e o Palácio Alverca (Casa do Alentejo), na Rua das Portas de Santo Antão.
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Perante um Futuro muito incerto no que respeita a qualidade de Liderança e de Gestão, e acima de tudo - de Conservação - apoiada pela devida expertise e financiamento dos Monumentos de Portugal … estas parecem boas notícias …
Mas não nos podemos esquecer dos 946 Monumentos Candidatos e excluidos por Summavielle ...
O Valor Patrimonial é ... ou não é ... independentemente de Tudo !
Mas um verdadeiro desafio irá ser o Restauro dos eclécticos e magnificos Interiores do Palácio Alverca … eles ainda lá se mantém em patinado, decadente e glorioso ´Shabby/ Chic` … mas chegará o momento, forçosamente, onde será necessário intervir … e aí … todo o cuidado será pouco …
António Sérgio Rosa de Carvalho.

06/12/2011

Proprietários querem transformar antigo cinema Odeon em recinto comercial


Arquitecto diz que os emblemáticos varandins "vão ser replicados"

Por Ana Henriques in Público

Velho espaço de cinema dará lugar a outras valências culturais, como exposições, livraria e loja de discos. Especialistas em património da Câmara de Lisboa condenam a reconversão

A reconversão do velho cinema Odeon em espaço comercial com valências culturais foi aprovada pelo Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (Igespar) e deverá ser também autorizada pela Câmara de Lisboa. Os técnicos da autarquia que analisaram o valor patrimonial do edifício construído em 1927 na Rua dos Condes discordam da decisão.
O plano de reconversão passa por demolir o interior do cinema, para nele instalar um restaurante/bar com uma pequena orquestra, uma sala de exposições, uma leiloeira de arte, uma enoteca, uma loja gourmet, uma livraria de primeiras edições e uma loja de discos especializada em música contemporânea. "As fachadas manter-se-ão rigorosamente idênticas ao que foram", explica o autor do projecto, Luís Pereira Coelho, do atelier 9H. Os emblemáticos varandins metálicos fechados e rendilhados, com vidros coloridos, "vão ser replicados", prossegue o arquitecto: "São impossíveis de recuperar, porque as lages que os seguram ao edifício estão partidas." A memória descritiva do projecto prevê a recuperação dos elementos interiores do edifício considerados mais marcantes: o tecto em madeira pau-brasil e o frontão art déco sobre a boca de cena, bem como as colunas que o sustentam. Duas das quatro caves serão para estacionamento.
O valor arquitectónico
"O edifício está fechado há 17 anos, por não ser viável do ponto de vista económico", diz Luís Pereira Coelho. "Tanto o presidente da câmara como o vereador do Urbanismo estão empenhados em que esta ruína seja transformada numa coisa utilizável." Foi já em meados de 2010 que o Igespar emitiu um parecer favorável, embora condicionado, sobre a reconversão do Odeon. "Face à impossibilidade da manutenção do interior do edifício, dado o seu avançado estado de degradação, consideramos que o resgatar para a cidade de pelo menos a sua imagem exterior e alguma da memória interior é já uma mais-valia a considerar", opinaram os técnicos do instituto. "A proposta de continuidade de um uso público e cultural para o imóvel é outro aspecto positivo a considerar."
Mas, em Agosto passado, os serviços camarários com competência para zelar pelo património - o Núcleo Residente da Estrutura Consultiva do Plano Director Municipal - emitiram um parecer contrário: "Verificada a recuperabilidade do edifício, confirmado o seu valor arquitectónico e tendo em atenção a importância que lhe é atribuível em termos culturais, considera-se que o programa de demolições não tem enquadramento no Plano de Urbanização da Av. da Liberdade." O projecto, notam, não garante "a preservação da identidade arquitectónica e construtiva do edifício".
"Felizmente não se trata de um parecer vinculativo", ressalva Luís Pereira Coelho, acrescentando que os entraves à reconversão serão ultrapassados com a entrega à câmara, pela sociedade proprietária do velho cinema, a Parisiana, de um relatório mostrando que a conservaçáo do edifício é técnica e economicamente inviável.

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"Felizmente não se trata de um parecer vinculativo"
O que vai acontecer, brevemente, quando o novo PDM for implementado e o Núcleo Residente da Estrutura Consultiva do Plano Director Municipal for definitivamente exterminado ... ?
Salgado continua a avançar ... inexerovalmente com o seu "Master Plan" ...
António Sérgio Rosa de Carvalho.

21/10/2011

24 horas depois a lixeira mantém-se

Clique na imagem para ampliar
UMA VERGONHA!

Parecem as mesmas fotos que ontem aqui publiquei, mas não são! Estas foram tiradas, hoje às 18.30h, 24 horas depois das que aqui "postei" ontem.

Esta situação é inexplicável em qualquer zona da cidade, mais ainda quando estamos frente ao Ministério da Saúde e onde nas imediações existem hotéis, restaurantes e outros equipamentos, que atraem a esta zona da cidade turistas e visitantes, aos quais a Câmara e o nosso amigo Zé, que há muito deixou de fazer falta a Lisboa (se é que alguma vez fez!!) oferecem este lindo espectáculo, digno do 3º mundo.

João Crisóstomo X Defensores de Chaves

Este é o estado cada vez mais usual, das papeleiras que estão junto do cruzamento da Av. Defensores de Chaves com a Av. João Crisóstomo.(fotos tiradas esta tarde pelas 19.00h)

Regularmente as 5 papeleiras apresentam-se totalmente cheias, às vezes 2 dias seguidos, espalhando-se o lixo pelo chão.


A limpeza desta zona tem vindo a degradar-se nos últimos tempos. Primeiro no quarteirão da Av. João Crisóstomo, entre a  Av. Defensores de Chaves e a R. D. Filipa de Vilhena, que actualmente raramente é limpo e onde o lixo se vai acumulando.

 

11/02/2011

Ver para crer.

Alameda das Linhas de Torres, nº 156; 198/200
Avenida da República, 21
Avenida 24 de Julho, nº 171 C
Avenida Afonso Costa, 41, 3.º Piso Ala D
Avenida Almirante Reis, nº 65
Avenida Brasil nº 155 H
Avenida Brasília
Avenida Ceuta Norte - Lote 5 - Loja 1
Avenida Cidade de Luanda Nº 33, Loja - A
Avenida Cidade Lourenço Marques
Avenida Cidade do Porto
Avenida D. Carlos I
Avenida da Liberdade, nº 175
Avenida de Roma, 14 P
Avenida Frei Miguel Contreiras, 52
Avenida Gomes Pereira, nº 17
Avenida Infante D. Henrique, Lote 1
Avenida João Paulo II, Lote 550
Avenida Rio de Janeiro
Avenida Santos e Castro, Lote 2
Bairro da Ameixoeira Zona 4, Lt. 12 - Lj. B
Bairro da Liberdade, Rua B, Lotes 3 a 6, Piso 1
Bairro do Armador Lote 768 - Loja Dta.
Bairro Marquês de Abrantes
Calçada da Ajuda, nº 236
Calçada da Tapada
Calçada do Cascão, nº 39-41
Calçada do Combro, 58
Calçada do Moinho de Vento, nº 3
Calçada do Poço dos Mouros, nº 2, nº 8
Calçada Marquês de Abrantes, nº 45 - r/c dtº
Campo das Amoreiras
Campo de Santa Clara, nº 60
Campo Grande 13, 15, 25
Casa do Governador - Rua do Espírito Santo
Casalinho da Ajuda - Lote IO 57A - R/c A
Castelo de S. Jorge
Convento das Bernardas - Rua da Esperança, n° 146
Costa do Castelo, 75
Escadinhas de S. Miguel, nº 10
Espaço Monsanto - Estrada do Barcal, Monte das Perdizes

Estr. de Telheiras 102, 146
Estr. do Paço do Lumiar 44
Estrada da Pimenteira
Estrada de Benfica, nº 368
Estrada de Chelas nº 101/113/25
Estrada do Alvito
Estrada Paço do Lumiar - Lt. A3 - Lj.
Estrada Poço Chão 15-A, Lisboa
Impasse à Rua Américo de Jesus Fernandes
Largo Calhariz 17
Largo das Pimenteiras, nº 6-A
Largo de Chão do Loureiro
Largo de São Mamede, nº 7
Largo do Chafariz de Dentro, N.º 1
Largo do Ministro, nº 1
Largo dos Jerónimos, nº 3 - r/c
Largo dos Lóis, nº 4 - 1º
Palácio do Beau Séjour, Estrada de Benfica, 368
Paços do Concelho - Praça do Município
Palácio do Contador Mor, Rua Cidade do Lobito
Palácio dos Machadinhos - Rua do Machadinho, nº 20
Palácio Galveias, Campo Pequeno
Palácio Marquês de Tancos, Calçada Marquês de Tancos, 2
Parque Eduardo VII , Lisboa
Cruz das Oliveiras
Poço do Borratém, nº 25 - 2º
Praça das Casas Novas
Praça Dr. Fernando Amado, Lote 565, R/c
Praça General Vicente de Freitas
Praça Mar Humberto Delgado
Quinta Conde dos Arcos / Avenida Dr. Francisco Luis Gomes
R. Alberto de Sousa 31
Rampa do Mercado das Galinheiras
Rua A projectada à Rua de Sousa Lopes, Loja 10 A - Bairro do Rego
Rua Abade Faria, nº 37
Rua Adriano Correia de Oliveira, 4A
Rua Alberto de Oliveira - Palácio dos Coruchéus
Rua Alexandre Herculano, 46
Rua Almada Negreiros
Rua Ângela Pinto
Rua Antão Gonçalves
Rua Antero Figueiredo
Rua António Maria Cardoso, 38
Rua António Patrício nº 26 2º andar
Rua Arco Marquês do Alegrete, nº 6 - 2º C
Rua Augusto Rosa, nº 66 - 1º Dto, nº 68 e nº 70
Rua Azedo Gneco, nº 84 - 2º
Rua Cais do Gás, ao Cais do Sodré
Rua Cardeal Mercier
Rua Cardeal Saraiva, nº 4
Rua Castilho n.º 213
Rua Circular Norte - Bairro da Encarnação
Rua Coelho Rocha 16
Rua Comércio 8,4º-D, Lisboa
Rua Conde de Arnoso, nº 5-A/B
Rua Conselheiro Lopo Vaz, nº 8
Rua Correia Teles, nº 103 A
Rua Costa Malheiro - Lote B12
Rua D. Luis I, nº 10
Rua da Atalaia
Rua da Boavista, nº 9
Rua da Correnteza, N.º 9
Rua da Esperança, nº 49
Rua da Junqueira, 295
Rua da Mouraria, nº 102 - 2º
Rua da Palma, 246
Rua da Prata, nº 59 - 1º
Rua da Rosa, nº 277 - 2º
Rua Damasceno Monteiro, nº 69
Rua das Acácias
Rua das Azáleas
Rua das Farinhas, nº 3 - 2º
Rua das Portas de Santo Antão, nº 141
Rua de Campolide, nº 24-B
Rua de O Século, 79
Rua de S. Bento, 182 – 184
Rua de Xabregas, nº 67 - 1º
Rua do Ouro, nº 49 - 4º
Rua do Rio Tâmega
Rua do Saco, 1
Rua dos Cordoeiros, nº 52 - r/c
Rua dos Fanqueiros, 38 - 1º
Rua dos Lusíadas, nº 13
Rua dos Remédios, nº 53 e 57-A - 2º andar
Rua Engenheiro Maciel Chaves
Rua Engenheiro Vieira Silva
Rua Ernesto Vasconcelos
Rua Estrela
Rua Félix Bermudas
Rua Ferreira de Castro - Lote 387 - C/v
Rua Filipe da Mata, nº 92
Rua Filipe Folque
Rua Gabriel Constante
Rua General Silva Freire, Lote C
Rua Gomes da Silva
Rua Gomes Freire
Rua Gualdim Pais
Rua João Amaral
Rua João de Paiva, nº 11
Rua João Frederico Ludovice
Rua João Silva, nº 2
Rua João Villaret, nº 9
Rua José Duro
Rua Leão de Oliveira
Rua Luciano Cordeiro, nº 16 - r/c Esq
Rua Lúcio Azevedo Lote 11-r/c, 12-A, 21B
Rua Luís Pastor de Macedo
Rua Machadinho 20
Rua Manuel Marques, Porta 4 F, º 6 H
Rua Maria da Fonte - Mercado Forno do Tijolo, Bloco C
Rua Maria José da Guia, 8
Rua Morais Soares, nº 32/32-A
Rua Natália Correia, nº 10 - 10F
Rua Nova da Piedade, nº 66
Rua Nova do Almada, nº 53 - 1º e 2º
Rua Nunes Claro, nº 8 A
Rua Padre Abel Varzim, 7 D
Rua Pascoal de Melo nº 81
Rua Passos Manuel, nº 20 - r/c
Rua Penha de França
Rua Pinheiro Chagas, 19 A
Rua Portugal Durão
Rua Pr. Joaquim Alves Correia - 24 - C/v. A/B
Rua Prof Lindley Cintra , Lote 49 – Loja
Rua Prof. Francisco Gentil, 25 A
Rua Professor Adelino da Palma Carlos
Rua Professor Lima Bastos nº 71
Rua Professor Vieira Almeida 3-r/c-A, Lisboa
Rua Projectada à Calçada da Quintinha, lotes B1 a B8
Rua Rainha D. Catarina - Lt. 11 - Lj. 5
Rua Raul Carapinha
Rua Rio Cávado
Rua S. Sebastião da Pedreira, nº 158-A
Rua São Pedro de Alcântara 3
Rua Saraiva de Carvalho, nº 8 - 2º
Rua Silva Tavares
Rua Teixeira Pascoais 10, nº 12
Rua Tomás Alcaide, 63 A
Rua Vila Correia, nº 17 A
Rua Virgílio Correia
Rua Wanda Ramos Lote 12 - Loja
Travessa da Galé, 36
Travessa de S. Tomé, nº 5

Não, não endoideci. Há simplesmente coisas cujo absurdo só se percebe quando esbarramos nelas. E esta lista de 184 endereços é um desses casos. Nestes 184 prédios novos, velhos, palácios, lojas, andares, casas, pólos, complexos e quintas instalou a autarquia lisboeta centenas de departamentos, divisões, núcleos, unidades, gabinetes, agências, empresas municipais e sociedades. 184 endereços que são certamente mais pois é dificílimo perceber ao certo quantos são e onde funcionam esses serviços municipais. São também mais porque deixei de fora muitos serviços em que a autarquia participa em associação com outras entidades. Excluí também as escolas e os jardins-de-infância tutelados pela autarquia e os cemitérios, embora no caso de um deles, o cemitério de Carnide, tal opção seja muito questionável: como é sabido, o cemitério de Carnide não serve para cemitério pois apesar de ter custado o dobro do previsto a verba não foi suficiente para avaliar a localização e o resultado lá está nos milhares de cadáveres que não se decompõem e mais milhões anunciados para os exumar.
Mas mesmo que eu tivesse feito um levantamento exaustivo na lista faltaria sempre alguma coisa pois sucessivos presidentes da autarquia lisboeta acharam que a solução para os problemas da cidade passava sempre e quase só por acrescentar esta lista. Informava o PÚBLICO recentemente: “António Costa muda-se para o Intendente em Março. Presidente da Câmara Municipal de Lisboa quer ajudar a acabar com a fama desta zona da capital e prepara novo gabinete para dois anos. A sede do município será só para cerimónias”.
Confesso que no início acreditei que o presidente da autarquia lisboeta se ia instalar no edifício da Junta de Freguesia da zona ou nos prédios que a EPUL ali se propôs construir e que, como é hábito naquela empresa municipal, se arrastam em obras suspensas, milhões de euros de prejuízo e intrincadíssimos processos judiciais. Mas não, não é nada disso. A autarquia lisboeta alugou um espaço no nº 27 do Largo do Intendente para transferir para aí o gabinete do presidente e de vinte funcionários. Entretanto fazem-se as obras necessárias. (Será que alguém acredita que uma zona se revitaliza porque lá se instalam 20 funcionários da autarquia mais o respectivo presidente? Quando muito a polícia pode enxotar para outras zonas alguns elementos que considere mais indesejáveis.) O número 27 do Largo do Intendente vai ser acrescentado em Março a esta lista. E sobretudo ela não parará de aumentar enquanto os presidentes da autarquia não perceberem que não há impostos que consigam sustentar isto nem cidade que resista a esta concepção do poder autárquico.

Helena Matos.

09/06/2010

Câmara de Lisboa entrega mais competências às juntas

In Público (9/6/2010)
Por José António Cerejo

«Para exercerem as suas novas responsabilidades, as 53 freguesias da cidade vão receber este ano mais quatro milhões de euros do orçamento camarário

Aumento de verbas

A manutenção da sinalização horizontal e vertical das ruas, bem como a gestão dos serviços Motocão (limpeza de dejectos caninos) e o Lx Porta-a-Porta são algumas das novas atribuições cuja transferência para as juntas de freguesia foi anteontem aprovada pelo executivo municipal.

A delegação de competências foi aprovada por unanimidade, na generalidade, tendo o PCP optado pela abstenção na cláusula que respeita ao Lx Porta-a-Porta - um serviço gratuito de transportes que funciona nos bairros históricos e se destina sobretudo a idosos. De acordo com o vereador Ruben de Carvalho, a abstenção deveu-se ao entendimento de que a manutenção dos veículos devia continuar a cargo do município.

A vereadora Graça Fonseca explicou que os protocolos que agora vão ser assinados, entre a câmara e as juntas de freguesia que entendam subscrevê-los, contempla as novas atribuições e mantém todas as que tinham sido delegadas pelo anterior executivo nas áreas da manutenção de pavimentos, calçadas e jardins, pequenas reparações nas escolas e limpeza urbana, entre outras.

Os protocolos a celebrar, salientou a autarca, resultam de uma intensa negociação com as juntas de freguesia, que decorreu no fim do ano passado, e integra-se no processo de descentralização administrativa que o executivo pretende levar a cabo, dotando as freguesias de "meios e competências para um exercício mais eficaz de funções urbanas de proximidade". A acompanhar as novas competências a câmara deverá transferir para as freguesias um total de 13 milhões de euros, o que corresponde a um acréscimo de quatro milhões em relação ao ano passado.

As transferências serão trimestrais, sendo essa a periodicidade dos relatórios de execução que as juntas passam a ter de apresentar. "Não obstante as dificuldades da gestão orçamental pós-chumbo do orçamento pela assembleia municipal alargámos as competências e as verbas transferidas", disse Graça Fonseca.

Na reunião do executivo foi também aprovada a proposta de demissão do arquitecto Jorge Contreiras, o único dos oito técnicos dos serviços de Urbanismo que foi afastado da autarquia na sequência dos processos que lhes foram levantados após a sindicância realizada em 2007. Os outros já tinham sido punidos com penas de suspensão até cinco meses, tendo um deles visto o processo arquivado.

Nos termos da proposta aprovada, Jorge Contreiras - que já tinha sido exonerado, a seu pedido, em 2007, no decurso da sindicância - foi responsável pela "elaboração de informações e propostas técnicas orientadas para a aprovação dos projectos de arquitectura" elaborados por empresas de que era proprietário, "nas quais omitiu ou falseou dados de facto", incumprindo, reiteradamente os seus deveres de funcionário. Contreiras tem pendente em tribunal um processo em que é acusado de corrupção, além da prática de outros crimes, pelo Ministério Público.»

...

Aumento de competências às Juntas à parte (até prova em contrário, não creio que dê em mais do que do mesmo), este senhor é o responsável pelo imbróglio criado com o antigo Cinema Paris, ou não é?

19/01/2010

Cidadãos elegem centro cultural para espaço que não é municipal

In Público (19/1/2010)
Por Inês Boaventura


«A criação de um equipamento no Cinema Europa está dependente da compra do espaço, com a qual a autarquia não se comprometeu

E os projectos eleitos em 2009?


A criação de um equipamento cultural no piso térreo do antigo Cinema Europa, em Campo de Ourique, foi a segunda proposta mais votada no Orçamento Participativo de 2010 da Câmara de Lisboa, tendo-lhe sido destinada uma verba de 690 mil euros. Mas o espaço é propriedade de um privado e a autarquia admitiu em 2008, naquela que é a última posição assumida formalmente sobre o caso, que "a oportunidade e conveniência" de o adquirir "ainda não foi objecto de uma decisão definitiva".

A luta pela preservação do imóvel, corporizada no movimento SOS Cinema Europa, começou em 2005, na sequência de notícias sobre a sua demolição. Júlio Quaresma, arquitecto autor do projecto para o prédio na esquina da Rua Francisco Metrass com a Rua Almeida e Sousa, explicou ontem ao PÚBLICO que durante a presidência de Carmona Rodrigues a autarquia "exigiu que se alterasse o projecto e colocasse dois pisos para equipamentos culturais, uma biblioteca e uma videoteca".

Mas, de acordo com o arquitecto, o actual presidente solicitou a redução para apenas um piso, tendo ficado acordado que a câmara dispunha de dois anos para exercer a opção de compra dessa área. Júlio Quaresma refere que quando forem feitas as obras, com arranque previsto para Fevereiro, o piso térreo vai ficar "em tosco" porque, caso não seja adquirido, deverá ser consagrado a actividades comerciais.

O arquitecto diz que, tanto quanto se recorda, os tais dois anos começam a contar "após a conclusão" da obra - que deverá demorar o mesmo número de anos. Já o presidente da Junta de Freguesia de Santo Condestável, Pedro Cegonho, diz que a opção de compra deve ser "negociada" a partir do momento em que for levantada a licença para a empreitada, emitida pela autarquia já este ano.

Costa lembra condicionante

O presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, anunciou ontem os 12 projectos vencedores, aos quais vai ser atribuída uma verba total de 4,935 milhões de euros. E no caso do Cinema Europa nada disse sobre a sua hipotética compra, mas lembrou que existe desde logo "uma condicionante": "o proprietário arrancar com a obra".

O presidente da Junta de Freguesia de Santo Condestável diz que, apesar de não existir qualquer garantia formal nesse sentido, está "profundamente convencido" de que "a câmara tem a firme intenção de exercer a opção de compra", sendo certo que tal "dependerá do rumo das negociações" com o proprietário, a Sociedade Administradora de Cinemas. Pedro Cegonho entende que a votação alcançada no Orçamento Participativo "é um vínculo político muito forte".

Bicicletas na Baixa

Também eleita, com 114 votos, foi a "melhoria das condições de tomada e largada de passageiros" junto a cinco escolas, todas elas privadas: Liceu Francês, Doroteias, Sagrado Coração de Jesus, Colégio Moderno e Externato Marista. No pelouro da mobilidade, foi ainda escolhido o "alargamento das faixas bus, permitindo a circulação de bicicletas".

O vereador Nunes da Silva adiantou ao PÚBLICO que esse último projecto, implementado com sucesso em Paris, vai avançar "a título experimental" entre o Marquês de Pombal e a Baixa, previsivelmente durante o primeiro trimestre do ano. Esta medida já foi discutida com a Carris e, segundo o autarca, vai implicar apenas mudanças ao nível da pintura, porque a Avenida da Liberdade já tem "uma faixa de um metro e pouco junto ao passeio.»

18/01/2010

Obras no canil/gatil venceu votação do Orçamento Participativo da Câmara de Lisboa


In Público Online
13:35 Por Inês Boaventura

«A terceira fase da construção do canil/gatil municipal em Monsanto foi, com 754 votos, o projecto mais votado pelos cidadãos no Orçamento Participativo de 2010 da Câmara de Lisboa. A lista de eleitos, divulgada hoje de manhã pelo presidente António Costa, inclui 11 outros projectos, de áreas muito diversas.Enric Vives-Rubio

Criação de um equipamento cultural no piso térreo do Cinema Europa recebeu 475 votos
Ao todo, nesta segunda edição da iniciativa foram apresentadas 533 propostas, menos 47 do que no último ano. Mas em compensação, o número de pessoas que expuseram as suas ideias para a cidade mais do que duplicou, porque desta vez cada participante só podia apresentar uma proposta. Também o número de votantes subiu de 1101 para 4719.

Além da obra no canil/gatil municipal, vão ser executados pela Câmara de Lisboa outros 11 projectos, com um valor que ascende a cerca de 4,9 milhões de euros. O limite era cinco milhões de euros, o que segundo António Costa representa “mais de cinco por cento do orçamento de investimento do município”, montante que não foi atingido porque o 13º projecto mais votado o ultrapassava largamente.

A criação de um equipamento cultural no piso térreo do Cinema Europa, que há vários anos é reivindicada pela população de Campo de Ourique, arrecadou 475 votos e está orçamentado em 690 mil euros. O presidente da autarquia sublinhou que a concretização deste investimento está dependente do arranque da obra no conjunto do edifício, que é propriedade privada.

Também eleitos foram a requalificação do Largo do Coreto, em Benfica, a beneficiação da Escola Manuel Teixeira Gomes, em Marvila e a criação de um quiosque e um parque infantil na Praça João Bosco, nos Prazeres. A Câmara de Lisboa vai também avançar com a criação de uma “incubadora” destinada a micro ou pequenas empresas de “sectores estratégicos para o desenvolvimento económico da cidade”, com o alargamento de faixas bus para permitir a circulação de bicicletas e com a melhoria das condições de largada e tomada de passageiros junto a algumas escolas da cidade.

Entre os projectos mais votados estão ainda uma iniciativa de arte urbana em espaços devolutos, a substituição da iluminação pública no Bairro das Novas Nações (nos Anjos) por “sistemas mais eficientes e sustentáveis”, uma operação de limpeza de cartazes e graffiti nos bairros históricos e, por último, a realização de “um Festival Net Audio, à imagem dos festivais congéneres em Berlim, Londres, Moscovo e Barcelona”.»

...

Os meus parabéns aos promotores das 3 primeiras classificadas. São propostas mais que justas e só pecam por tardias.

O canil/gatil de Lisboa, em Monsanto, tem vindo a ter a sua fase última de projecto (3ª) adiada consecutivamente, há uns quantos anos. Trata-se de um projecto que ciclicamente vai ficando de fora no mapa de execuções da CML, sem se perceber muito bem porquê até porque é um projecto que já foi aprovado há "séculos". Muitas críticas tem recebido o canil (e nós, aqui, fartámo-nos de criticar a gestão do Vereador Feist), e muitas delas acabarão no dia em que esta 3ª fase for concretizada. Espero que o seja até ao final do ano. É uma situação deprimente que urge atenuar.

O centro histórico de Carnide/Luz é dos mais esquecidos de Lisboa. O largo onde está o coreto, em Carnide, é mais um dos largos de Lisboa repleto de carros estacionados, buracos, passeios estreitos e desnivelados, prédios com barrotes à vista, etc. Arranjado e devolvido à população é uma boa notícia, assim seja concretizável este proposta. Porque, afinal, trata-se de uma zona e de um bairro que já viram planos de pormenor e propostas com fartura e de obra, de pormenor, zero. Mais uma vez se trata de uma obra prevista em planos anteriores da CML. Que seja desta, espero.

Já a garantia de um espaço cultural no futuro edifício de habitação e escritórios que vai ser construído no terreno que vai existir depois da demolição (irreversível) do Cinema Europa, isso já me parece um pouco estranho. Só espero que a garantia de biblioteca/sala de exposições/sala de convívio que vier a ser acordada pelo promotor para uma ala do piso térreo do futuro edifício, não signifique que a CML abdica do Paris, essa sim com a real possibilidade de vir a servir em plenitude todo o Campo de Ourique, Santa Isabel e Lapa. Apesar de não fazer sentido um S.O.S. Cinema Europa (porque o Europa será demolido), aqui ficam os meus parabéns aos seus mentores e inefáveis protagonistas.

Quanto ao Largo de São Vicente de Fora, paciência, que para o ano há mais.



Foto (2006)

07/10/2009

Uma produção fictícia da CML chamada Grandes Opções do Plano 2009/2012 (*)

Ano sim, ano não, é fatídico: a CML utiliza as Grandes Opções do Plano, supostamente um instrumento de gestão orçamental para fazer propaganda. Regra geral, elas nunca chegam a ser cumpridas nem pela rama. Por razões que a razão desconhece. Pela ‘crise’. Por causa da ‘herança’. E assim é este ano, em que a CML, mais uma vez, acha por bem brincar com os alfacinhas.

Isso mesmo faz questão de frisar logo na introdução ao ‘detalhado’ documento para 2009/2012, como se de um ‘genérico inicial’ de uma grande ‘produção fictícia’ se tratasse, presenteando-nos com ‘pérolas’ como: ‘2008: O ano que nos permitiu preparar o futuro em bases sólidas. Cumprimos com rigor o objectivo’. ‘Reestruturámos o sector empresarial municipal […] o saneamento financeiro da EGEAC e a reestruturação da EPUL’, ou ainda, pasme-se, ‘adoptámos as medidas necessárias para resolver os impasses urbanísticos que paralisam a cidade’ (basta andar por aí para ver como foram ‘resolvidos’). Continua, ‘Em 2009: Preparar o futuro. Com rigor, em parceria e promovendo o diálogo intercultural’.

Diz a CML que precisa de ‘relançar uma dinâmica sustentada de planeamento estratégico’ para o novo PDM. Só que anda algo baralhada, quiçá perdida na tarefa ciclópica do copy paste de cidades estrangeiras. Planeamento estratégico não há. PDM tampouco.

Dislates
Para a CML, ‘Plano Estratégico da Política Cultural’ é igual a protocolo com o ISCTE para a criação de um ‘site’ e fazer sessões brainstorming em torno da Cultura, copiando Barcelona (já chega de tanta decalcomania…). ‘Estratégia Energético-Ambiental’ mais não é do que um desdobrável da ‘eficaz’ E-Nova, sem qualquer quantificação no médio prazo. Por estas bandas as GOP não passam de cortina de fumo para esconder a crónica incapacidade da CML em persistir sem efectivas políticas de desenvolvimento sustentável e de cultura, esta última o eterno parente pobre do orçamento mas nem por isso usada com folclore em anos eleitorais. Nas parcerias, em vez de ‘consolidar projectos com provas dadas – Experimenta, Moda Lisboa, Trienal de Arquitectura […] ’, tradicionais sorvedouros de benesses ad hoc, a CML devia fazer parcerias com universidades e centros de excelência, pugnando pela Autoridade Metropolitana de Transportes, participando nos C.A. do Metro e da Carris.

Desenvolvimento sustentável seria restringir já, e sem medos, o trânsito automóvel desde o Marquês de Pombal ao Tejo, impondo à Carris a utilização de veículos não poluentes e de menor calibragem (a rede de Metro é por demais suficiente nessa zona) e criar alternativas sérias para quem não prescinde do automóvel. Outra GOP igualmente importante, seria a CML apresentar um plano de arborização maciça nas artérias e praças hoje inexplicavelmente desérticas, a começar pelas mais poluídas, como as da Almirante Reis, Av. República e Av. F. Pereira de Melo, ou praças como a da Figueira ou os Restauradores.

Estratégia Cultural seria apostar forte de facto nas indústrias criativas e nas ‘incubadoras de empresas’ (que melhor local para isso do que a Baixa?) através de parcerias comprovadamente de mais-valia, que não sorvedouros, apostando numa promoção da cidade extramuros. Ou incrementar a fidelização de públicos para o cinema, teatro, artes plásticas e para o livro. Como? Acabando com a programação ad hoc nas suas próprias salas de espectáculo, definindo critérios (por ex., fazendo adaptar as produções às salas e não o contrário, promovendo contratos por objectivos, extinguindo mordomias); apostando forte numa rede de salas de excelência – Taborda, São Luiz, Maria Matos, Paris, Belém Clube, São Jorge, Capitólio, Tivoli, Odéon e Animatógrafo do Rossio –, definindo públicos alvo e pugnando pela não adulteração do património. Ou apostar numa rede saudável e em regime de ‘roulement’ de ateliers de artistas, o mais abrangente possível, de artes e ofícios mas também do ponto de vista geográfico. Isso e a abertura de bibliotecas em vez de condomínios ou hotéis ad hoc. O Terreiro do Paço ou o Palácio Pombal seriam os melhores locais para, por ex., uma extensão da Biblioteca Nacional, uma biblioteca sobre o terramoto ou um museu dedicado a Pombal.

Orçamento Participativo
Se é verdade, e é, que pela primeira vez, a CML implementou um Plano de Actividades Participado, chega a ser caricato que o único projecto verdadeiramente importante dos 5 projectos mais votados seja o ‘Parque Urbano de Rio Seco’, que pretende resolver uma daquelas chagas urbanísticas que fazem de Lisboa uma cidade tão europeia quanto terceiro-mundista. Contudo, 600mil€ para a sarar são nada. O resto são banalidades que nem deviam ser votadas, por relevarem assuntos da mais elementar gestão camarária e que só o foram porque, manifestamente, Lisboa continua a ser encarada e gerida como se de uma cidade de província se tratasse.


Equívocos
Refere a CML, com pompa e circunstância, no documento: ‘destaca-se o aproveitamento de 20,4M€ das verbas do Casino de Lisboa […] que possibilitaram […] projectos e acções […] da mobilidade pedonal nas zonas históricas, da qualificação paisagística e ambiental das vias de entrada e da requalificação e dinamização da rede de miradouros e jardins de Lisboa’. Mas as contrapartidas do casino não estão clara e inequivocamente estipuladas por lei, apenas e só para quatro projectos, nenhum deles das áreas atrás apontadas? Então, tudo o mais é abuso ou segredo. Além do mais, fazer-se de conta que é preciso usar as contrapartidas do casino para financiar o que deve ser a normal actividade da CML, é hipocrisia. Usarem-se essas contrapartidas para limpar jardins, pavimentar ruas ou arranjar passeios é escandaloso. Projectos novos em futuras contrapartidas, sim, mas sempre ligados à cultura e ao património, e a título excepcional, por exemplo, uma expropriação justificada.

A ‘Reabilitação Urbana’, considerada uma das três prioridades das GOP, não só não apresenta nenhuma análise comparativa reabilitação/construção nova, como ignora coisas básicas como a possibilidade de obras coercivas, o combate à especulação imobiliária e aos loteamentos, ampliações e alterações imorais de edifícios, etc. – como insulta a inteligência dos cidadãos ao considerar como grande conquista para 2009 a reabilitação de ‘42 edifícios nos Bairros Históricos’ (equivale a uma média de 5-6 prédios por bairro!) e de ‘7 edifícios devolutos municipais dispersos na cidade’! Antes se refugia na crise e na herança.

Outro grande equívoco são os ‘10 projectos estruturantes’, que contemplam coisas como a ligação pedonal entre o Chiado e o Carmo, os barracões no Quartel do Carmo, os elevadores no Chão do Loureiro, a passagem aérea sobre a 24 de Julho, a ‘pedonalização’ da Duque d’Ávila e, pasme-se, a ‘abertura de 24 novos quiosques’. Dez projectos estruturantes seriam, a nosso ver, 10 medidas envolvessem coragem e competência, pulso forte e determinação, élan, que é o que não se vislumbra. Por exemplo:

1.Iniciar obras coercivas nos prédios devolutos de evidente valor arquitectónico, começando na Avenida da Liberdade e nas Avenidas Novas, e respectivas transversais. 2.Fazer cumprir o PDM e proibir liminarmente mais do que 20% de ocupação nos logradouros. 3.Proibir suspensões do PDM a pedido, sejam elas do Governo ou de particulares, a começar na Frente Ribeirinha. 4.Desincentivar o uso do automóvel na cidade, chumbando projectos que impliquem estacionamento subterrâneo. 5.Condicionar desde já o trânsito automóvel do Marquês ao Terreiro do Paço. 6.Proceder à requalificação urbanística e viárias em várias chagas da cidade, começando pelo Largo do Rato. 7.Investir forte na rede de eléctricos, começando por impor à Carris a reabertura do eléctrico 24. 8.Promover um plano de arborização maciça em zonas hoje desérticas, começando pela Almirante Reis e pelos Restauradores. 9.Promover a reabilitação do património cultural municipal a começar pelas estátuas e fontes da cidade. 10.Extinguir toda e qualquer empresa municipal (resultarão lá fora, cá não resultam).

Na CML, portanto, nada de novo. Até quando?

Paulo Ferrero, Júlio Amorim, Virgílio Marques, Jorge Santos Silva, João Chambers, Manuel Bívar Abrantes, Renato Grazina e Vasco Nobre



(*) Artigo de opinião publicado no Público de 10/12/2008 (versão integral)

09/06/2009

QUIOSQUES da PRAÇA DA ESTRELA


Só mesmo em Portugal! Montar uma estrutura destas junto a um Monumento Nacional!
E entretanto deixar ao abandono um quiosque Arte Nova único na cidade (destacado em Guias de Turismo estrangeiros, como por exemplo na última edição do LISSABON Polyglott, 2009, com fotografia do quiosque na pág. 96).

Portugal faz parte da União Europeia desde 1986. Mas desde essa data a situação do espaço público na Praça da Estrela só tem piorado. A praça, e o seu jardim na placa central, estão transformados em estacionamento privativo de alguns moradores. O lago está sem água e o raro quiosque Arte Nova vai apodrecendo (com a ajuda da urina de vários cidadãos que vêm nele um urinol). E sempre que o eléctrico 28 termina a sua marcha na praça, lá tem de dar a volta por entre um corredor apertado de automóveis que enfeitam o canteiro das palmeiras. Para quando o regresso da Praça da Estrela? Até lá a toponímia devia ser alterada para "Parque de Estacionamento da Estrela".

06/06/2009

Igespar deu parecer negativo ao projecto de Bruno Soares para o Terreiro do Paço

In Público (6/5/2009)
Alexandra Prado Coelho


A decisão teve a ver sobretudo com "aspectos formais, de impacto visual", explica o director do Igespar. Santana Lopes considerara "inadmissível" que não existisse um parecer


A O Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (Igespar) deu um parecer negativo ao estudo prévio para o Terreiro do Paço, em Lisboa, elaborado pelo arquitecto Bruno Soares, revelou ontem ao PÚBLICO o director do Igespar, Elísio Summavielle.
As objecções do conselho consultivo do Igespar, comunicadas terça-feira à Sociedade Frente Tejo, responsável pela obra, baseiam-se em "aspectos formais, sobretudo de impacto visual, a arrumação da placa central, o enquadramento da estátua", explicou Summavielle e não às propostas de Bruno Soares para "a organização do trânsito e a topografia".
O director do Igespar lembra, contudo, que se trata de um estudo prévio e que, numa próxima fase, o arquitecto deverá apresentar o ante-projecto, que será também analisado e objecto de novo parecer.
Num artigo intitulado "Terreiro do Paço é excepção?", publicado ontem no semanário Sol, Pedro Santana Lopes, candidato à Câmara de Lisboa, considerou "inadmissível" o que dizia ser a ausência de pareceres do Igespar relativamente ao Terreiro do Paço. "Chegou-se ao desplante de o vereador do Urbanismo responder aos jornalistas, com a obra já a decorrer, que 'um dia destes o conselho consultivo do Igespar há-de pronunciar-se'", escreve Santana Lopes. E continua: "Então agora é assim? A obra vai por aí fora, os contratos vão-se fazendo e ninguém impõe o cumprimento da lei?"

Duas obras diferentes
Reagindo a estas palavras, Summavielle afirma que Santana Lopes está a confundir duas coisas: "Há uma obra de infra-estruturas a decorrer no Terreiro do Paço, que tem a ver com os esgotos e saneamento, e essa tem tido um acompanhamento arqueológico por parte do Igespar, [que recebe relatórios e verifica os vestígios arqueológicos que ali aparecem]. E há uma outra obra, na placa, que ainda não começou, e cujo estudo prévio [de Bruno Soares] nos foi enviado e sobre o qual nos pronunciámos." Não há, portanto, segundo Summavielle, aquilo que Santana Lopes diz ser o aproveitamento "de movimentos de terras de obras de esgotos e saneamento para mudar o desenho e o perfil de uma praça que é símbolo cimeiro da História de Portugal".
O projecto de Bruno Soares teve uma primeira apresentação pública no dia 26 na Ordem dos Arquitectos e também ali foi alvo de críticas. Vários dos que se encontravam na assistência - composta em grande parte por arquitectos - questionaram os losangos previstos para a placa central, o corredor em pedra a ligar o Arco da Rua Augusta ao Cais das Colunas, passando pela estátua de D. José, os degraus junto ao rio, e, nas zonas laterais, o padrão de rotas marítimas inspirado na cartografia portuguesa do tempo dos Descobrimentos.
O arquitecto ouviu atentamente as críticas e admitiu fazer algumas alterações no projecto, nomeadamente esbatendo os losangos da placa central. Bruno Soares está actualmente a reformular alguns pontos e a preparar o anteprojecto.
Uma das críticas mais insistentes durante a sessão na Ordem dos Arquitectos teve a ver com o facto de não ter existido concurso público para a obra no Terreiro do Paço, que foi confiada pela Sociedade Frente Tejo a Bruno Soares. No seu texto, Santana Lopes toca num outro ponto, considerando "uma aberração política e jurídica" o facto de "ser uma sociedade do Estado [a Frente Tejo], sem qualquer participação da câmara, a fazer tudo isto em Lisboa»

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Lamento muito mas o Sr. Summavielle é quem está equivocado. As obras decorrem a bom ritmo e o que vai acontecer, se ninguém os travar, é que um destes dias vão-nos apresentar as alterações nas cotas, os perfis e etc. como facto consumado por força, supostamente, das obras da Simtejo que assim os "obrigariam" a ter uma placa central em diferente assentamento, tudo em prol do projectinho dos degraus e dos fossos. Bom, há muito tempo que o sr.presidente do Igespar devia ter sido demitido, uma vez que está a mais.

A sua intervenção, aliás, na "solução final" de dominó (demolições da ex-OGME, passagem do MNA e IPA para a Cordoaria, ampliação do MMarinha para o resto dos Jerónimos) em torno do novo museu dos coches, ou a sua apatia perante o tal "facto consumado" do parque estacionamento subterrâneo no Barão Quintela (disse-me mesmo que não havia "nada a fazer") ou a sua inexistência de facto nessa outra palhaçada do museu da língua no MAP, são razões mais do que suficientes para a exoneração. Neste caso PSL tem TODA a razão.

25/03/2009

MANUEL MARIA CARRILHO: "É URGENTE MUDAR" A POLÍTICA CULTURA.

Mais orçamento e mudanças na administração
Manuel Maria Carrilho: “É urgente mudar” a política cultural 25.03.2009 - 13h29 Isabel Coutinho

Manuel Maria Carrilho, ex-Ministro da Cultura, defende – num documento que enviou no início do ano à Fundação Res Publica e que hoje é publicado na íntegra no jornal “Diário de Notícias” – a execução de “duas prioridades” que lhe “parecem elementares” para que “a cultura retome o seu papel estratégico” no desenvolvimento do país: “um orçamento capaz” e “uma administração eficaz”.Na proposta, intitulada “A cultura contra a crise para uma refundação das políticas culturais”, que o actual embaixador de Portugal na UNESCO, em Paris, enviou àquela instituição do PS (dedicada a discutir o pensamento e as políticas públicas), lê-se que, “sem um orçamento minimamente realista, nenhuma política é possível. Por isso, a área da cultura deve ser dotada com 1% do Orçamento do Estado, sendo fundamental que se assuma de um modo absolutamente claro esse compromisso para a próxima legislatura”.Para o ex-ministro dos governos de António Guterres, esse meta poderá atingir-se gradualmente (0,6 em 2010, 0,8 em 2011, 0,9 em 2012 e um por cento em 2013) e deverá ser complementada com verbas europeias, na linha do que o Programa Operacional de Cultura (POC), com fundos europeus, proporcionou ao país de 2000 a 2008.Carrilho é muito crítico em relação à situação política cultural de hoje, que na sua opinião é caracterizada por “um estrangulamento orçamental sem precedentes, uma ineficácia e incapacidade administrativa que se tem agravado e uma persistente ausência tanto de estratégia global como de políticas sectoriais”.Decisões “imprudentes e mal preparadas”Na sua opinião, “a atonia” e “a desorientação” têm marcado “áreas tão vitais como as do livro e da leitura, do cinema e do audiovisual, em que não se vislumbram, ao nível da tutela do sector, quaisquer opções, orientações ou políticas”.Fala também em decisões “imprudentes e mal preparadas, que rapidamente exibiram as suas múltiplas consequências negativas”: a cedência do Centro Cultural de Belém para a instalação da Colecção Berardo, a decisão de construir um “inútil” novo Museu dos Coches quando os museus nacionais “sobrevivem em condições dramáticas e são objecto de um garrote orçamental”, a reforma da administração do sector (o PRACE/cultura).“Mas não basta garantir a progressão até 1% do Orçamento do Estado para alterar a ambição e a eficácia das políticas culturais do Estado”, escreve a determinada altura Carrilho. “É também absolutamente necessário que simultaneamente – é a minha segunda sugestão – se reformule a administração dos seus sectores fundamentais: o património, as artes cénicas (música, teatro e dança) e as artes visuais, o cinema e o audiovisual, o livro e a leitura, a acção cultural externa”, contínua, para então se reunirem condições “para se estabelecerem parcerias credíveis e para se promover um mecenato empenhado”. E conclui com a frase: “É urgente mudar.”

in "Publico.pt"

02/02/2009

Carros da cidade

Depois deste programa, Andar a pé-A tormenta dos peões em Lisboa- Nós Por Cá 28-01-2009 , segue-se a intervenção dos serviços camarários: "Peões questionam e ignoram proibição da câmara"
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VIDEO
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Nós Por Cá - SIC
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Outro assunto:
Foi com satisfação que vi aparecer um novo cinema nas ruas de Lisboa, de portas abertas para a Av. de Roma.
Mas o previsível aconteceu: com o cinema, apareceram dezenas de carros no passeio, de um e outro lado da avenida, em cima da calçada portuguesa, instituição mártir nacional.
Penso até que o cinema tem estacionamento próprio. Será que custa muito as pessoas mudarem de hábitos? Será que a cidade ficará "condenada" a esta situação? Experimentem deixar os carrinhos em frente às salas de cinema de Paris ou Londres....

07/07/2008

Câmara remove entulho e lixo do CINEMA PARIS

in Diário de Notícias, 7-7-2008 por Kátia Catulo
Em 2002, os técnicos camarários alertaram para perigo de derrocada
Ainda não há projecto para o edifício que está devoluto há 20 anos

Mais de cinco anos após o alerta de perigo de derrocada, homens e máquinas entraram no final da semana passada no Cinema Paris, em Lisboa, para proceder aos trabalhos de sustentação dos tectos e remover o lixo e entulho que se acumularam dentro do edifício ocupado por sem-abrigo e toxicodependentes. A tarefa, a cargo da câmara municipal, estará concluída ainda esta semana, mas as obras não significam um novo rumo para o edifício de Campo de Ourique. "A autarquia atendeu ao nosso pedido e decidiu proceder à limpeza do espaço", explica Nuno Ferro, presidente da Junta de Freguesia da Lapa, esclarecendo, porém, não existir ainda um projecto para o edifício que há duas décadas se encontra devoluto."A câmara não tem dinheiro para recuperar aquele espaço e a única alternativa passa por desenvolver um projecto que inclua toda a área envolvente e que seja financiado por privados", diz o autarca social-democrata, defendendo que para isso é preciso "vontade política" e colaboração dos particulares.

Há quase seis anos que uma vistoria dos técnicos camarários concluiu ser urgente demolir o imóvel devido ao risco de aluimento de tectos e desagregação da fachada. Em 2003, durante o mandato de Pedro Santana Lopes, a autarquia chegou até a intimar o proprietário a realizar a demolição. Os trabalhos avançaram, mas 24 horas mais tarde foram interrompidos pela Câmara de Lisboa, que pediu ao Governo a declaração de utilidade pública da expropriação e autorização de posse administrativa do edifício com o objectivo de reconstruir o Cinema Paris.

A proposta foi aprovada em Assembleia Municipal em Maio de 2004 e, a partir dessa data, surgiram várias especulações sobre o futuro do edifício, desde uma possível transformação do imóvel em hotel, passando por um espaço vocacionado para o teatro. A protecção civil ainda realizou algumas recomendações para proteger a população e bens, tendo pedido para vedar uma parte da fachada e deslocar uma paragem de autocarro que se encontrava em frente ao edifício.

FOTO: Cinema Paris em 1960 por Arnaldo Madureira. Fonte: Arquivo Municipal Fotográfico

15/05/2008

Câmara de Lisboa aprova torre polémica na Expo e autoriza demolições no Saldanha

In Público (15/5/2008)

«Reestruturação da EPUL será conhecida até ao fim do mês. Plano de acalmia de tráfego, política de habitação e reabilitação do Paris não foram a votos na reunião


Dois projectos urbanísticos polémicos receberam ontem luz verde por parte da Câmara Municipal de Lisboa. Sem a oposição do PSD e vereadores Lisboa com Carmona, o executivo liderado pelo PS aprovou um projecto de loteamento no Saldanha e a construção de uma torre de 23 andares no Parque das Nações da autoria do arquitecto espanhol Ricardo Bofill.
O nascimento de obra nova em dois lotes na esquina da Avenida de Casal Ribeiro com a Praça do Duque de Saldanha esteve no cerne das críticas da oposição. Embora não tenha sido aprovado qualquer projecto de arquitectura (o previsto para o local, da autoria do arquitecto português Vasco Massapina, não é para manter, assegurou o vereador Sá Fernandes, do BE), os vereadores do PCP e dos Cidadãos por Lisboa (CPL) de Helena Roseta consideram que a Câmara está a abrir um grave precedente para o futuro daquela zona da cidade.
"Já se estragou tudo o que havia para estragar naquele eixo da cidade", criticou Helena Roseta, para quem a câmara deveria deixar "a reabilitação passar à frente da obra nova". Já para a vereadora do PCP, Rita Magrinho, urge que a autarquia aprove planos para o Campo Grande, Av. da República, Fontes Pereira de Melo e Saldanha, sob pena de que haja novas "perversões" da legislação urbanística. "Não deixa de ser sintomático que a proposta tenha tido apenas votos a favor do PS. Até mesmo o vereador Sá Fernandes [que governa a câmara com o PS] se absteve".
O mesmo BE e os CPL também se opuseram à torre projectada para a zona da rotunda da Alameda dos Oceanos, no Parque das Nações, aprovada com os votos favoráveis do PS, PSD e Lisboa com Carmona e a abstenção dos comunistas. Considerando que o edifício terá um "impacto visual muito forte", Helena Roseta defendeu que nenhum projecto daquela envergadura deveria ser avalizado sem ser submetido a discussão pública.
Entretanto, a Câmara chumbou a proposta do PCP para a nomeação do novo conselho de administração da Empresa Pública de Urbanização de Lisboa (EPUL). Segundo Sá Fernandes, o executivo apresentará "até ao fim do mês" a proposta de reestruturação da EPUL e das Sociedades de Reabilitação Urbana para no início de Junho designar a nova administração da empresa de urbanização. Antes da renovação e da mudança de estatutos, explicou o vereador, os actuais responsáveis de EPUL terão de levar à câmara as contas de 2006 e 2007.
Numa reunião de oito horas, foram contudo afastadas cinco das principais propostas. Os planos de Helena Roseta relativos à acalmia de tráfego, política de habitação, reabilitação do cinema Paris e classificação da Torrefacção Lusitana, bem como a florestação do Casal Ventoso advogada pelo PSD não foram a votos. A primeira foi adiada a pedido dos vereadores de Carmona, que não a estudaram. A habitação ficou de parte porque será discutida com a vereadora daquele pelouro. Já a requalificação do Paris e a classificação da Torrefacção serão analisadas pelos serviços. O vereador do Urbanismo prometeu visitar o cinema e aferiro seu significado patrimonial para depois decidir como agir face ao seu proprietário (privado).
Torre do Parque das Nações terá "impacto visual muito forte" e deveria ser avaliada pelos cidadãos, diz Helena Roseta »


Nota 1:

Se o Paris tinha interesse público para a CML e AML em 2004, sendo acordada expropriação que, contudo não foi deferida em Conselho de Ministros, é lógico que continue a tê-lo. Certo?

Nota 2:

A Torrefacção Lusitana é um dos raríssimos edifícios genuinamente de arquitectura industrial que restam no malha histórica da cidade, que, como se sabe despreza o seu património industrial. Está inserido numa zona de classificação - o Bairro Alto - cuja protecção é mera retórica pomposa, como se sabe, também. Por isso, a sua classificação como Imóvel de Interesse Municipal urge e será remédio de facto a alterações/ampliações/demolições que lhe venham a cair em cima.