13/04/2014

O desastre imundo em que se transformou o recém arranjado Jardim de Santos
















Nas noites de 5ª, 6ª e Sábado hordas de adolescentes e jovens adultos invadem o Largo de Santos. Até às 4-5 da manhã os grupos cerram fileiras. Ocupam as faixas de rodagem, os passeios, o jardim recém-arranjado. Litrosas, pacotes de vinho, copos de plástico, todo o tipo de recipientes que são deitados para o chão. Os canteiros são pisoteados e destruídos. Vomita-se, urina-se, berra-se, bebe-se, pinta-se as paredes da casa dos outros. A polícia nada faz, a CML tudo permite, o civismo é uma coisa de antiquados. A liberdade transformou-se em libertinagem. A impunidade é a regra na noite de Lisboa. 

Novos candidatos às demolições em Lisboa

Prédio na Rosa Araújo. Nesta fiada de prédios já nenhum resta na sua forma original. Este será o próximo a abater. 

Gaveto Avenida da Liberdade com a Rosa Araújo. Há já um plano para ampliação e alteração do edificado. Já se sabe qual será a sorte deste. A cimalha é um varandim de ferro forjado que, em conjnto com as invulgares escadas de incêndio na parte tardoz, são testemunhos da arquietctura do ferro que deveriam ser preservados.

Dois originias prédios geminados na Mouzinho da Silveira. A ruína avança sem medo nem obstáculos. Mais dois na calha. Todos estes prédios poderiam aumentar o potencial turísitico da área e reforçar o sacrossanto retorno do investimento. Em Lisboa, a trivialização da cidade é o que move as instências que sobre ela decidem. E nós deixamos.

E ainda há pouco tempo se debatia a reabilitação em Lisboa - 1

Há menos de um mês ainda existia neste local um prédio Arte-Nova de rendimento. Estava degradado, como inúmeros outros. A degradaçãio deste tipo de edificado em Lisboa é a norma. Deixa-se ir até à última. Quando já não há salvação, avançam as máquinas para gáudio dos promotores, dos proprietários, das vereações, da cidadania em geral que, de uma forma apática, assiste. Talvez até aplauda. Em Lisboa tudo é possível. Ex-prédio na Avenida da República.

Azulejos Arte-Nova de friso, varandas de ferro forjado, estuques, vidros, portas tudo devorado pela indiferença com que se trata o património.  Outras paragens provam que se pode fazer de forma diferente. Cá a teimosia não tem emenda,. A imbecilidade, também não. Reabilitação? De quê? 

09/04/2014

Avenida Almirante Reis: promessas eleitorais?


Abate de árvores inexplicável no Jardim Fernando Pessa


Exmos. Senhores
Presidente da CML,
Vereador dos Espaços Verdes,
Presidente da Junta de Freguesia do Areeiro


Cc. AML, Media

Serve o presente para apresentarmos o nosso protesto veemente junto de V. Exas. pelo abate de árvores a decorrer desde ontem no Jardim Fernando Pessa, junto à Assembleia Municipal, único jardim da Freguesia, e pela ausência de toda e qualquer indicação ou aviso sobre as razões de tal abate, que está a ser feito pela empresa Plantar, Lda.

Solicitamos esclarecimento das razões deste abate, não só por explicar mas profundamente lamentável, dada a altura do ano, de florescimento das árvores e de nidificação das aves.


Bernardo Ferreira de Carvalho, Pedro Janarra e Virgílio Marques

...

Resposta da JF Areeiro:

«Exmos. Senhores

Em referência ao assunto em epígrafe, acusamos a recepção do mail de V. Exas., o qual nos mereceu a melhor atenção.

Neste contexto, encarrega-me o Senhor Presidente da Junta de Freguesia do Areeiro de informar V. Exa. que procedemos ao abate de três árvores no Jardim Fernando Pessa, sendo que uma encontrava-se seca e duas mal formadas e em risco de queda.

Para a execução deste trabalho, foi solicitado o acompanhamento técnico da Câmara Municipal de Lisboa, que, após análise autorizou esta intervenção.

De salientar que, simultaneamente foi pedido aos serviços camarários a plantação de novas estruturas arbóreas.

Com os melhores cumprimentos.


João Lopes Agostinho
Assistente Técnico
Secretaria-Geral
Junta de Freguesia do Areeiro»

08/04/2014

Colóquio Norte Júnior ou o Triunfo do Eclectismo

Realiza-se entre os dias 20 a 23 de Novembro o Colóquio Norte Júnior ou o Triunfo do Ecletismo, na UAL.
Manuel Joaquim Norte Júnior (1878-1962) é uma figura de enorme importância na construção da imagem arquitectónica de Lisboa e da sua região, contando com uma imensa produção edificada, dentro da qual vários Prémios Valmor.
As suas obras desenvolveram-se por décadas - desde as de expressão Arte Nova às da fase Art Deco e Modernista – e o seu legado estende-se a outras cidades e vilas portuguesas, nomeadamente aos Açores, Azeitão, Bombarral, Buçaco, Cascais, Curia, Estarreja, Faro ou Sintra.
Não obstante, permanece quase desconhecido, em situação imerecida para este vulto de proa da arquitectura portuguesa do século XX.
Neste quadro, e na comemoração dos 135 anos do nascimento do arquitecto Norte Júnior, e dos 100 anos do apogeu da sua carreira (1912-1915), considera-se oportuno a organização de um colóquio alusivo, congregando os saberes, estudos e dados disponíveis sobre o autor e apelando a novas investigações, cujas comunicações serão publicadas em livro, o primeiro da nova colecção sobre Arquitectura Portuguesa (EDIUAL).

05/04/2014

Nova sede da EDP rouba vista do Tejo

A nova sede da EDP em construção na Av. 24 de Julho irá roubar um pedaço de Tejo como se vê nesta imagem tirada esta semana do Miradouro de Santa Catarina. Durante o periodo de consulta pública o Fórum Cidadania Lx alertou para este problema - mas nem a CML nem a AML fizeram alguma coisa para o prevenir. De que vale falar tanto dos miradouros de Lisboa (e investir milhões de euros na sua remodelação) quando depois é isto que se faz ao sistema de vistas!? O chamado aterro da Boavista, onde se abriu a Av. 24 de Julho, não deveria receber edifícos de cercea mais alta do que a dos armazéns e prédios dos finais do séc. XIX que lá estão. Mas a vaidade da EDP, associada à vaidade do Atelier Aires Mateus e à fraqueza da CML / AML, dão estes resultados nefastos para a capital.

31/03/2014

LISBOA MEDIEVAL: Praça da Figueira




Imagens e denúncia chegadas por email; é a placa central da Praça da Figueira, imunda... principalmente após o mercado mensal. Os cheiros? Urina, cerveja, vinho e etc...

21/03/2014

Campanha publicitária agressiva da marca Continente por ocasião da abertura de uma loja na Rua João Saraiva, Bairro de Alvalade








Hoje, dia 21/03/2014 a zona de Alvalade compreendida entre o cruzamento Avenida Estados Unidos- Praça do Santo António/ Avenida da Igreja-Rotunda em frente à igreja de S. João de Brito/Avenida Rio de Janeiro e Rua João Saraiva, amanheceu com este aspecto: Pendões publicitários em todos os candeeiros da Avenida de Roma no intervalo mencionado; Pendões móveis-bamdeirolas em todas as ruas referidas, colocados em frente de todas as lojas e do Pingo Doce da mesma rua: balões nos espelhos dos carros; placas nos espaços ajardinados; meninos e meninas de segway, de bicicleta, a pé a distribuir panfletos, setas direccionais fixas, pelo menos seis já inundam o bairro. Uma campanha tão atroz como inútil: já toda a gente conhece o Continente, já toda a gente sabia que ia abrir a loja. Tudo isto para além de já ocuparem os omnipresentes outdoors e de passarem na televisão spots da famigerada abertura.

Esta presença provocou da parte do Pingo Doce uma resposta também com meninas e meninos com tarjas móveis gigantes, com bandeirolas junto da sua loja, com uma carrinha estacionada com quatro piscas na rotunda em frente à igreja. Uma guerra comercial infantil, grotesca, superflua.

Nem a CML, nem a Junta sabiam que a coisa iria ter esta dimensão. Nós, os habitantes do bairro, também não. 

O novo espaço público do Bairro dos Sargentos (Ajuda)


Chegado por e-mail:

Alerta e fotos por MF

20/03/2014

Candeeiros de Lisboa: R. Capitão Renato Baptista

Imagem chegada por email, com a informação de que as colunas de iluminação desta rua não são alvo de pintura ou manutenção há mais de 2 décadas... Os moradores também se queixam que o Departamneto de iluminação da CML não responde aos pedidos de intervenção de restauro... estarão a planear o abate das colunas?

19/03/2014

RUA DOS CORREEIROS: as esplanadas...


Imagens chegadas por email. Os mega ménus estão de volta Sr. Vereador Sá Fernandes!

Triste sina a do legado de Frederico Daupiás:


Enquanto isso, o Chalet Daupiás lá continua a desaparecer aos bocadinhos... emparedado, já só restam as paredes, e dos jardins em socalco, apenas os socalcos. Triste sina: http://patrimoniolx.tripod.com/daupias.html.

14/03/2014

Lago no Largo de São Carlos


Exmo. Senhor Vereador
Dr. José Sá Fernandes


CC. PCML, AML e Media

No rescaldo da transferência de competências da Câmara Municipal de Lisboa para as Juntas de Freguesia, vimos pelo presente alertar V. Exa. para o estado calamitoso do lago existente no Largo de São Carlos, e solicitar que nos esclareça sobre a quem assacar responsabilidades por esta confrangedora e escandalosa ausência de manutenção?

Melhores cumprimentos


Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho e Fernando Jorge


«Cities Mobilize to Help Those Threatened by Gentrification»

PHILADELPHIA — Cities that have worked for years to attract young professionals who might have once moved to the suburbs are now experimenting with ways to protect a group long deemed expendable — working- and lower-middle class homeowners threatened by gentrification.
The initiatives, planned or underway in Boston, Philadelphia, Washington, Pittsburgh and other cities, are centered on reducing or freezing property taxes for such homeowners in an effort to promote neighborhood stability, preserve character and provide a dividend of sorts to those who have stayed through years of high crime, population loss and declining property values, officials say.
Newcomers, whose vitality is critical to cities, are hardly being turned away. But officials say a balance is needed, given the attention and government funding being spent to draw young professionals — from tax breaks for luxury condominium buildings to new bike lanes, dog parks and athletic fields.
“We feel the people who toughed it out should be rewarded,” said Darrell L. Clarke, president of the Philadelphia City Council, which last year approved legislation to limit property tax increases for longtime residents. “And we feel it is incumbent upon us to protect them.”

Artigo completo aqui: http://mobile.nytimes.com/2014/03/04/us/cities-helping-residents-resist-the-new-gentry.html?from=global.home

Foto: Colina do Castelo, um dos bairros ameaçados de gentrification, tal como a Colina de Santana e o Príncipe Real, com a monocultura dos projectos de habitação de luxo, hotéis de charme, short term rentals, etc... O que estará a CML a fazer para responder a estes novos problemas? Nada até que o problema seja tão grave que terão de reagir - Lisboa, quase sempre a reagir e quase nunca a prevenir, antecipar...

O estacionamento selvagem em Belém


Chegado por e-mail, por Filipe Teixeira, com foto de João Miranda.

Mais uma Pedra & Cal nas bancas:


Muito obrigado ao Gecorpa pela oportunidade que nos deu de falarmos sobre Norte Júnior: http://www.gecorpa.pt/revista_edicao.aspx?idr=58.

05/03/2014

PLANETA EMEL: R. Luz Soriano


O nosso obrigado ao CDS pelo convite e, claro, ao Luís Salvador Marques da Silva por ir representar o Fórum Cidadania Lx neste debate.

04/03/2014

PASSEIOS DE LISBOA: Rua das Flores

Imagem e denúncia recebidas por email. De facto, se a CML continuar a produzir calçada de má qualidade (ao ponto dos especialistas já a não poderem classificar como "calçada") e se continuar a não reparar os buracos, será muito mais fácil convencer os cidadãos de que a "calçada" é uma coisa má para a cidade do futuro. Imagem da Rua das Flores ao Chiado, um exemplo de calçada de má qualidade e com buracos há mais de 6 meses, sem qualquer acção por parte da CML ou Junta de Freguesia.

03/03/2014

DESTRUIÇÃO: Portas originais do Areeiro & Alvalade

ANTES...
DEPOIS!
Como é possível que portas em madeira maciça (muitas delas de madeiras nobres), desenhadas pelos melhores arquitectos e engenheiros do periodo Modernista (com ferragens únicas, criadas de propósito) sejam destruídas apesar do seu bom estado de conservação? Apenas para dar lugar a portas novas, de alumínio lacado de catálogo, sem qualquer mais valia estética ou de segurança!? Isto é m acto de pura bárbarie cultural. E uma vergonha nacional pois isto ocorre numa das zonas urbanas mais ricas da capital. Até quando é que a ignorância vai comandar o futuro do Património do Movimento Moderno? Fotos: Destruição de uma porta original dos anos 40 do séc. XX na Avenida João XXI.