Conferência-26 de Abril-9:30-Anfiteatro Ventura Terra (MAC)-Entrada Livre

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29/10/2004

Petição: chamada de atenção!

ATENÇÃO! PEDIMOS AOS LEITORES DA PETIÇÃO PELA CASA DE ALMEIDA GARRET O FAVOR DE TEREM ATENÇÃO E EVITAREM A DUPLICAÇÃO DE ASSINATURAS. OBRIGADO. APROVEITAMOS PARA ANUNCIAR QUE ESTAMOS PERTO DO NÚMERO QUE CONSIDERÁMOS COMO ADEQUADO A FORMALIZARMOS A PETIÇÃO JUNTO DA C.M.L., IPPAR E INSTITUTO CAMÕES.

Convento: nada de novo na sessão de 4ª

A sessão de esclarecimento que a Junta de Freguesia de Santa Catarina organizou (e não o grupo de moradores do Bº Alto, como por lapso aqui anunciei e pelo qual peço desculpas) na passada 4ª Feira (aqui noticiado), para apresentação do projecto da Amorim Imobiliária, não trouxe nada de novo. Todo este caso tem um máximo divisor comum: "o dia depois". A Misericórdia devia ter acautelado os interesses sociais aquando da transacção e não o fez. O Patriarcado devia ter ajuizado e tido uma palavra a dizer e não ajuizou nem disse. A CML devia ter exercido o direito de preferência e não o fez (sobretudo pelo valor irrisório da transacção). A Junta devia ter actuado antes da obra começar e não o fez. O IPPAR devia ter classificado o edifício e não o fez. Os moradores deviam ter-se organizado mais cedo e não o fizeram. À primeira vista quem está um passo adiante de todos estes agentes, e perfeitamente dentro da lei, é a Amorim Imobiliária, que já está a vender os apartamentos, antes mesmo de se saber o que a providência cautelar vai permitir fazer pelo retrocesso deste processo, e para que o Convento dos Inglesinhos não seja desvirtuado para todo o sempre, sabendo, como sabemos, quão misteriosos são os desígnios do Senhor...
PF

28/10/2004

Metro aposta (bem) nas colinas de Lisboa

Está a ser equacionada a possibilidade de uma nova linha de metro ligando as zonas antigas de Lisboa. Conforme foi adiantado na imprensa de ontem, foi o próprio ministro António Mexia a pedir que fossem postos em prática os estudos de que tivera conhecimento há anos, enquanto consultor do Metro. A ideia é boa, claro. Deve ser equilibrada a expansão do Metro dentro e fora de Lisboa. Acresce que neste momento parece ser cada vez mais importante apostar em levar a oferta de transportes públicos a zonas carentes da própria Lisboa, a começar por algumas das colinas mais esquecidas. O tipo de metropolitano tem que ser diferente, dada a inclinação do terreno, e até nesse ponto os estudos são claro. Só não entendo como é que só em 2004 se está a apostar no interior de Lisboa. E receio que em 2024 estejamos todos a debater - já com cãs e sem dentes - como expandir a rede de metropolitano para a Ajuda, para Belém, para Marvila, etc. ... ou estas não são Lisboa?
PF

27/10/2004

O São Jorge vai para obras. Tratem-no bem!

A notícia era esperada e confirma-se agora: o cinema São Jorge vai para obras e, provavelmente, irá estar encerrado muitos meses, abrindo somente no Verão de 2005. Por mim abri-lo-ia no Outono, que é a rentrée cinéfila (e não só), mas a CML deve querer abri-lo com outra coisa que não cinema. Se por um lado as obras em si são necessárias (a cobertura está em relativo mau estado, o ar-condicionado é uma desgraça, os w.c. precisam de limpeza profunda, os espaços estão mal aproveitados, etc.), por outro, elas mantêm-se incompreensivelmente no "segredo dos deuses", e isso costuma ser mau sinal. Oficialmente, ninguém se compromete com nada, nem a EGEAC nem o pelouro da Cultura.

Fico grato e expectante relativamente à possibilidade, avançada por alguém responsável, de se converter de novo o São Jorge em sala única. Aplaudo de pé. Há muito que defendo essa solução. Tal como está, não é nada; nem um multiplex nem "o" São Jorge. Temeroso me mantenho em relação a eventuais males colaterais das referidas obras - sabe-se muito bem no que costumam dar as "obras".

Quanto à utilização futura em sala única, defendo uma programação a meias, entre cinema (e aqui convinha apostar numa exibição de filmes - portugueses ou não - em exclusivo) e outras valências (concertos, palestras, etc.), em sintonia com o Tivoli (e que mal aproveitada está esta sala!!!) e o futuro Parque Mayer (que um dia há-de sair do limbo). E defendo, claro, o regresso do órgão durante os intervalos, subindo e descendo numa plataforma, no meio do palco. Então sim, será o nosso São Jorge. Oxalá as obras que aí vêm não o estraguem...
PF

Atenção: problemas na petição pela casa de Garrett

ATENÇÃO: POR MOTIVOS ALHEIOS À NOSSA VONTADE, A PETIÇÃO PELA CASA DE ALMEIDA GARRETT ENCONTRA-SE COM PROBLEMAS NO SISTEMA, DESIGNADAMENTE QUANTO AO VISIONAMENTO DAS CERCA DE 1.200 ASSINATURAS JÁ RECOLHIDAS. JÁ FOI SOLICITADA AJUDA À PETITION ON LINE, PELO QUE SE ESPERA O PROBLEMA ESTEJA RESOLVIDO EM BREVE. PELO FACTO PEDIMOS DESCULPA!

Convento Inglesinhos, sessão de esclarecimento, hoje às 20H30

Hoje, dia 27 de Outubro, pelas 20H30, no Espaço Santa Catarina, na Junta de Freguesia de Santa Catarina, no Largo Dr. António de Sousa de Macedo, nº 7-D, em Lisboa, o grupo de moradores do Bairro Alto organiza uma sessão de esclarecimento sobre as obras no Convento dos Inglesinhos. Contactos: telefone 21 392 98/00/04/05/07/08, fax: 21 392 98 09, www.jf_santacatarina.pt, jfsc@mail.telepac.pt.
PF

Definitivo: "Morte-Shopping" fora de Alvalade

Segundo notícia de hoje, do JN, Carmona Rodrigues garantiu já que o complexo funerário não ficará em Alvalade. Prevaleceu o bom senso. Uma boa notícia, sem dúvida. E um excelente exemplo de organização e empenho dos moradores daquela zona. Parabéns!
PF

Obrigado, Portugal Diário e RTP!

Aqui fica o nosso "obrigado!" ao Portugal Diário e à RTP, a juntar, claro, a todos os media que nos têm acompanhado, i.e., ao Diário de Notícias, ao Jornal de Notícias e ao Público.
PF

26/10/2004

Algumas perguntas (inocentes) sobre a nova Lei do Arrendamento Urbano:

1. Se quem provar não ter dinheiro para as novas rendas vai ser comparticipado pelo Estado, e quem pode pagar caro vai continuar a pagar; não é verdade que a nova lei só visa, mais uma vez, a classe média?
2. Se a esmagadora maioria dos prédios a cair diz respeito a prédios devolutos, portanto desabitados, em que é que a nova lei acrescenta seja o que for à actual lei?
3. Se a esmagadora maioria dos senhorios dos prédios devolutos é composta por senhorios-empresas (bancos, seguradoras, imobiliárias), que apenas os compraram aos anteriores donos individuais por especulação e só se interessam por deitá-los abaixo para lá construirem prédios de escritórios, em que medida a nova fará alguma coisa para travar isso?
4. Se a actual lei - e todas as outras que a precederam - já prevê a obrigatoriedade de obras periódicas, porque não se faz antes cumprir a actual lei, por ex. aumentando exponencialmente as coimas, alargando o âmbito da penhora, etc.?
5. Por último, um caso prático:
Um inquilino, herdeiro do antigo inquilino, tem como rendimento agregado 5 ordenados mínimos, vive numa casa de 5 assoalhadas, e paga actualmente 30 cts. Esses 30 cts equivalem a uma renda condicionada, que outrora tinha sido de 1.000 escudos, e, antes, de 500 escudos, com contrato de há 45 anos. Há 45 anos, 500 escudos eram muito dinheiro, tal como mil escudos o eram há 30, e 10 cts. há 20.
Com a nova lei, o proprietário pode propôr, aos preços de mercado e da zona, uma renda de 150 cts. E se o inquilino não aceitar: rua. Há direito que este inquilino veja de um momento para o outro a percentagem do rendimento que gasta na renda da casa, passar de 6% para 33%? E o senhorio, que durante os últimos 30 anos fez apenas obras de fachada, merece que a nova lei o proteja? Se o senhorio não tinha dinheiro para obras durante este tempo todo, que propusesse a compra ao inquilino. Porque se é verdade que ele tem o direito à sua propriedade privada, por outro, ele tem deveres como proprietário, nomeadamente fazer obras de manutenção de fachadas e interiores, escadas, elevadores, coberturas. Assim procederia um senhorio honesto e cumpridor da lei.
PF

25/10/2004

Discriminação

Segundo o Público noticiou na quinta-feira passada, cerca de uma centena de moradores do Bairro da Encarnação dirigiu um abaixo-assinado ao presidente da Câmara de Lisboa no qual se requer a suspensão das obras de um edifício que ali está a ser erguido pela Associação para o Estudo e Integração Psico-social (AEIPS) - uma instituição particular de solidariedade social que há muitos anos trabalha com doentes mentais.
(...) avultando entre as razões dos protestos o facto de o edifício se destinar (…) a uma clínica de apoio à integração de pessoas com doença mental (…). Os adversários da construção (…) dizem ainda que “processo está cheio de ilegalidades", razão pela qual vão apresentar em tribunal, através do advogado José Sá Fernandes, uma providência cautelar destinada a "fazer cumprir a lei".

Importa salientar 4 pontos:

- Os moradores do Bairro da Encarnação são os grandes culpados desta situação. Durante as seis décadas de existência do Bairro, nunca se organizaram para acabar com as construções ilegais, alterações de fachadas dos edifícios ou usos de moradias de habitação para os mais diversos fins como lares, creches, clínicas, depósitos de ambulâncias ou canis.
- O edifício em causa, que está agora praticamente construído, é grande, feio e mau. Foi construído num espaço que deveria ser um espaço verde para usufruto dos moradores, em mais um processo de licenciamento cujos contornos pouco explícitos são comuns na nossa cidade.
- Os moradores do Bairro da Encarnação que sempre pactuaram com esta lógica, que permitiram que este mamarracho fosse construído e que sabiam que os seus fins não seriam habitacionais, levantam problemas depois de tomarem conhecimento que os seus futuros vizinhos serão pessoas com problema mentais. Meus amigos, isso chama-se Discriminação e é inaceitável.
- José Sá Fernandes aparece aqui como uma intenção dos moradores ou deste grupo de moradores. Seria bom que JSF, que sempre teve o nosso apoio para todas as suas acções, esclarecesse em que termos aparece o seu nome ligado a este processo.

PP

PS. Desejávamos que, de uma vez por todas, os moradores do Bairro da Encarnação se organizassem com o objectivo de preservar o seu Bairro. Condenar publicamente este abaixo-assinado seria uma boa primeira medida no sentido de se preservar também valores como a Liberdade e o direito à diferença.

23/10/2004

Cabala Involuntária

Segadães Tavares considerou esta noite, em declarações ao Público, como abusiva a sugestão por parte da Associação dos Cidadãos Auto-Mobilizados de uma relação directa entre o encerramento deste túnel e as obras para construção do Túnel do Marquês. "Não me atreveria a estabelecer uma relação de causa/efeito. Parece-me um exagero", disse, indicando que o movimento causado pelo trânsito, "se for na zona directa, pode ter consequências mais directas" que a "vibração causada pela perfuração de um túnel a 150 metros.
É a isto que eu chamo matar dois coelhos com uma cajadada só. Ao mesmo tempo que se iliba o actual executivo de qualquer responsabilidade imputada às obras do túnel diz-se que a culpa foi do anterior executivo que não quis fazer a obra.
Só falta dizer que a ACA-M, José Sá Fernandes e a Quercus fazem parte de uma cabala, mesmo que involuntária, contra o lobby do betão nesta cidade.

PP

Abertos para Balanço II – Terminal de 7 Rios

Um mês depois da abertura era já tempo de terem sido corrigidos os erros de palmatória que não impediram a inauguração deste Terminal.
No meu post de 9.29.2004 foram feitos elogios a esta mudança e ao mesmo tempo alertas de algumas coisas menos positivas. A saber:

O elogiado acesso gratuito a veículos que se dirigem ao terminal para deixar ou recolher pessoas é agora tarifado a 50 cêntimos, taxistas incluídos. O estacionamento na faixa de rodagem junto à Av. Columbano Bordalo Pinheiro e à Av. Estados Unidos da América é já notório.

Os problemáticos acessos através de escada ainda não foram corrigidos continuando a causar transtorno a pessoas com bagagem, crianças, idosos, deficientes motores, entre outros.

Até quando?

PP

Aberto para Balanço I (Bairro Azul)

A 23 de Outubro de 2003, o Presidente da CML, Pedro Santana Lopes, anuncia que a circulação no Bairro Azul "será condicionada ao trânsito local", de modo a "evitar a utilização do Bairro como espaço de passagem do trânsito citadino".
Quase um ano depois de terem sido, provisoriamente, colocados blocos de betão para fechar uma das 8 entradas do Bairro e espalhados cartazes por toda a cidade dizendo que “a CML protege os bairros tradicionais” tudo está na mesma.
As pressões causadas pelo Corte Inglês, Sams e Centro de Negócios (BNC e Totta) a funcionarem em velocidade de cruzeiro durante todo o ano e a todo o vapor durante a época natalícia fazem com que a vida no bairro seja cada vez mais infernal.
Automóveis nos passeios, nas passadeiras, em filas de trânsito impacientes, poluição atmosférica e sonora (proveniente dos escapes e das buzinas automóveis) fazem o dia-a-dia de quem mora no Bairro Azul.
Os moradores que têm automóvel não têm onde o estacionar. Os que andam a pé dificilmente o fazem sem que para isso precisem de muita habilidade para contornar os carros que estacionam nos passeios.
A juntar a isto, uma questão relevante em termos de segurança relativamente aos automóveis que estacionam na faixa de rodagem, vulgo “segunda fila”, dificultando a passagem de veículos de maior dimensão como viaturas de combate a incêndios.

Haja coragem para retirar os carros da cidade e devolver a cidade às pessoas.

PP

Bairro Azul 1 Bairro Verde - Plano de gestão da circulação automóvel e estacionamento
(este plano irá estar disponível logo que seja possível informaticamente disponibilizá-lo)

22/10/2004

Bem-vinda a "revolução" anunciada para os transportes

Fiquei optimista com o que o ministro Mexia disse ontem na RTP1. No que toca aos transportes, vamos ver no que as "revoluções" anunciadas (que me parecem bastante lógicas e bem-vindas) se traduzem no dia a dia em Lisboa. Mas gostei de saber que as redes do Metro e dos autocarros vão deixar de concorrer entre si, para passarem a completar-se entre si; e que o "utente" vai dar lugar ao "cliente". É toda uma mentalidade que se me apresenta como altamente positiva. Além do mais, parece-me um ministro competente, determinado e progressista, na melhor acepção da palavra. Já tenho dúvidas em relação à nova travessia rodoviária sobre (sob?) o Tejo. Tenho pena que não tenha falado nas acessibilidades de Lisboa, nos parques periféricos e nas linhas de metro-ligeiro. A ver vamos no final do mandato, se efectivamente melhorármos de qualidade de vida.
PF

Obrigado, CNC!

Ao Centro Nacional de Cultura, o nosso obrigado pela ajuda na divulgação da nossa petição. Obrigado. Bem hajam!
PF

Projecto do Atheneu é pura ilusão de óptica

Voltando ao "projecto" que o Atheneu Comercial de Lisboa apresenta como salvação para a Rua das Portas de Santo Antão, e demais área envolvente, constatei ontem in loco que o mesmo é um esboço de projecto, composto por meia dúzia de desenhos virtuais e bastantes declarações ocas, sem qualquer possibilidade de ser viabilizado, muito menos "marcar a cidade para os próximos 1.000 anos" (curiosa interpretação da História), como afirmara efusivamente o responsável do Atheneu. Nem sei mesmo por onde começar ... se pela designação de "Colina d'Arte", com que pomposamente denominam a Colina de Santana, se pelo aspecto de tudo aquilo que mais parece uma nave extraterrestre acabada de pousar em solo lisboeta. Se pela colagem abusiva aos projectos de Gehry, comparando-se Bilbau a Lisboa. Se pela presunção de que o palacete dos herdeiros do Duque de Saldanha será um hotel o que, dada a exiguidade do espaço e o preço de venda, será muito difícil de ser feito. Se pela patetice de copiar (e sabe-se como os portugueses não sabem copiar) a concepção das galerias "Liberty" para aquela zona. Se pela auto-comiseração, afirmando que o Atheneu pode vir a ser um "health club", quando o que ele e sempre foi é precisamente um "health club", só que de estaca zero. Se pela pretensão de ali ver a colecção Berardo (gigantesca!) , mais um museu do desporto, etc. Se pela afirmação de que se pode recorrer a fundos europeus, quando é sabido que no actual QCA não existem apoios para a região de Lisboa. O que eu acho é que tudo aquilo só tem uma virtude: "gritar" bem alto que o Atheneu é um espaço magnífico e que precisa urgentemente de ser recuperado e devolvido aos lisboetas que, tal como eu que há 35 anos não ponho lá os pés, possam colocar lá os seus filhos, sem receio de levar com uma bocado de madeira pintada na cabeça, ou ser assaltado por um dos marginais que poluem aquela rua. Quanto ao projecto em si mesmo, ele é uma aberração, é medonho. Compreendo que tenha posto alguém louco", como é dito no artigo do JN. A única certeza, depois de uma leitura atenta das declarações que acompanham as folhas A4 é que o "projecto" se financiaria pelas galerias comerciais. Ou seja, o dito projecto é uma mera ideia para instalar naquela rua um centro comercial à Martim Moniz. Como se fossem precias modernices para revitalizar o que é bom, apesar de velho. Como se uma banca de cozinha de inox e fórmica valesse igual ou mais do que uma em pedra e madeira... Mas fico descansado, porque segundo Os Lusíadas, o Adamastor (que é a cúpula do dito projecto) era pura ilusão de óptica ...
PF

Isto não são só coisas más...

Ora está uma boa notícia! Finalmente se dá o devido valor a uma zona eternamente esquecida, e a um edíficio com o qual os lisboetas se identificam sentimentalmente: o Edifício do Relógio, em pleno Cais do Sodré. Depois de meia dúzia de anos em stand by como mais um hotel de charme, eis que vira sede de um observatório internacional. Como diria o fado-canção de Rodrigo ... "Cais do Sodré não é só..."
PF

21/10/2004

!Oléeee....

Sempre que há recepção na residência oficial do embaixador de Espanha, os relvados da Praça de Espanha, onde está instalado o magnífico Palácio de Palhavã, ficam inundados de carros de luxo de cores sombrias que galgam sem o menor rebuço lancis e passeios, caminhos e canteiros, para se instalarem naquilo que é uma zona verde pública.
Eu assisti ao episódio que José Vítor Malheiros, do jornal o Público, nos conta na edição de hoje. Tirei fotografias aos automóveis e respectivos motoristas alegremente a conversar em cima da relva e do passeio. Falei com diversos agentes da PSP, com um Comissário e por fim com um Director Nacional Adjunto que estava de saída, e que fazendo os cumprimentos da praxe aos agentes no local, se apercebe da situação e me diz:
- é normal nos dias de hoje, haver cidadãos com um maior requinte relativamente a estas questões. Mas não há nada a fazer.
É exemplo do país que temos. O regime de excepção serve para desculpar todo e qualquer disparate e para justificar o facto de não existir qualquer exemplo da parte dos nossos governantes e responsáveis para aquilo que é a vida e a morte nas estradas portuguesas.
Para além disso, fui identificado, colocado na carrinha da PSP, e tratado como um marginal. Por estar a tirar fotografias àquela pouca vergonha, quando na verdade sou apenas ... um cidadão requintado.
PP
PS: um dos agentes da PSP trânsito com quem eu falei disse-me para ir falar com o Ministro da Administração Interna que se encontrava dentro da embaixada, mas não me deixaram entrar porque não tinha convite. No entanto, registei que o pátio interior da Embaixada não tinha um único automóvel estacionado.
PP

20/10/2004

Petição pela casa de Almeida Garrett

O prometido é devido, por isso, e no seguimento das notícias vindas a público sobre a iminente demolição da casa onde viveu e morreu Garrett, e porque consideramos ilógica, incorrecta e indesejável essa possibilidade, decidimos lançar uma petição à CML, ao Instituto Camões e a todos os alfacinhas em geral, no sentido de evitarmos a demolição daquele edifício. Solicitamos ainda a sua classificação e sugerimos que a reabram como casa-museu com café-tertúlia.

Nesse sentido, convidamo-lo a aderir a esta iniciativa, assinando a petição abaixo indicada e alertando todos os familiares e amigos para esta causa. Assine em http://www.PetitionOnline.com/casaag/petition.html.

Bernardo Ferreira de Carvalho, Paulo Ferrero e Pedro Policarpo

19/10/2004

Projecto megalómano na colina do Atheneu?

Parece que o Atheneu Comercial de Lisboa, instituição histórica de Lisboa, resolveu elaborar um projecto para a colina que o circunda, querendo aí construir uma série de edifícios, entre hotéis, espaços culturais e estruturas fosforescentes, ao género das criações de Gehry (cada vez mais na moda). O projecto, cuja discussão ainda corre dentro da própria instituição, não se me afigura nada bom para Lisboa. Uma coisa é chocar-me com a situação actual do Atheneu, edifício bonito que cai todos os dias um pouco, de sócios diminutos, com necessidade de arrendar espaços a "coisas" pouco consentâneas com o seu passado, etc. E repugna-me ver uma rua tão bonita e com tanto potencial entregue a marginalidades, com um comércio terceiro-mundista, etc. Mas não creio que a solução passe pela colina. Se tal acontecer (cruzes canhoto), será mais um projecto de construção civil, de efeitos nefastos, e irreversíveis para a silhueta de Lisboa, naquela zona, ainda intocável, apesar de tudo. Néons e holofotes, árvores abaixo, cimento e muito negócio serão uma possível saída financeira para o Atheneu, mas não será mais do que isso. A ver vamos até onde irá o projecto. Mas seria bem melhor que um outro projecto, já com décadas, fosse posto em prática: a ligação directa Tejo-Largo da Anunciada. Fecho ao trânsito, pedonização, revitalização dos equipamentos culturais, revitalização do tecido comercial, recuperação dos edifícios, harmonização do espaço público, etc. Façam isso e logo verão que o Atheneu ganhará de novo novos sócios e o esplendor que teve em tempos idos. Entretanto, é compreensível que alguém se considere "maluco" com o projecto...
PF

18/10/2004

"Morte-shopping" está por um fio?

Segundo esta notícia, parece que a CML está a negociar, e bem, a desistência do projecto da Servilusa no bairro de Alvalade. Até ver, os moradores estão contentes e eu também. Claro que ficam alguns aspectos curiosos por decifrar e registrar. Eis alguns:
1. Se não fossem os moradores a rebelar-se a tempo, provavelmente a Junta teria ficado calada, a CML autorizaria tudo e a instalação do "morte-shopping" seria mais um facto consumado.
2. Se não fossem os media (e a preciosa ajuda da Net), provavelmente nem a CML nem a Junta (e muito menos esta...) mexeriam um dedo contra o desenvolvimento do projecto naquele local, que basta conhecer o local para o considerar uma aberração e um atentado à qualidade de vida naquele bairro.
3. Depois de a Servilusa ter comprado o edifício em causa, ainda se podia ver no mesmo a placa "Vende-se", como se o mesmo ainda estivesse à venda. Porquê?
4. A Servilusa mantém que tem autorização da CML para avançar com as obras, e a vereação do urbanismo afirma o contrário. Em que ficamos?
5. Mais uma vez o dia a dia dos munícipes é gerido de forma casuística e a reboque dos acontecimentos. O centro funerário é de reprovar naquele local, como o é o outro, o da Igreja de Santa Joana. Simplesmente, os moradores da zona deste último calaram, consentindo. A imprensa não fez eco. E a CML ignorou, assumindo a concordância de todos.
PF

15/10/2004

Cidadania Lx: "Site" e "Forum"

Falando de nós próprios, chamo a atenção de todos os visitantes para o nosso "Site", bem como para o nosso espaço de debate, o nosso "Forum". Visitem-nos e participem!
PF

É preciso salvar a casa de Almeida Garrett

A propósito do veemente protesto do Bernardo Ferreira de Carvalho, e do foi noticiado, pelo menos, pelo Público, pela Visão e pela Grande Reportagem, não podemos ficar bem com a nossa consciência enquanto não fizermos algo para evitar a perda de um local tão genuinamente Garrettiano. Brevemente iremos lançar uma inicitiva no sentido de preservar os nºs 66 e 68 da Rua Saraiva de Carvalho, a casa onde morou e morreu Almeida Garrett. E por várias razões, tais como manter a traça daquela rua de Lisboa, preservar um edifício que tem motivos para ser preservado e, finalmente, garantir um espaço de memória de Garrett, verosímil porque era a própria casa do autor. Estejam atentos!

Enquanto isso não acontece, aqui ficam algumas linhas de Garrett que se aplicam irónica e inteiramente ao caso em apreço:

"Ergue-te, Santarém e diz ao ingrato Portugal que te deixe em paz ao menos as tuas ruínas (...) diz-lhes que não te vendam as pedras dos teus templos, que não façam palheiros e estrebarias das tuas igrejas; que não mandem os soldados jogar à péla com as caveiras dos teus reis, e à bilharda com as canelas dos teus santos".
PF

14/10/2004

Funerária é comparada a fábrica de curtumes

E que dizer das declarações do Presidente da Junta de São João de Brito, comparando a instalação do denominado "Morte-Shopping" no Bairro de Alvalade, à instalação de uma fábrica de curtumes na Avenida da Igreja. São declarações na linha do que disse em relação ao abaixo-assinado contra o parque de estacionamento na Avenida da Ingreja: "não sei para que é que protestaram tanto contra o parque, pois vamos ter que abater à mesma as árvores, pois danificam os passeios e o subsolo". Para que servem as Juntas de Freguesia?
PF

Zangam-se as comadres, descobrem-se as verdades?

Desculpa-me Pedro, mas parece-me que este ditado é igualmente apropriado à polémcia à volta do Convento dos Inglesinhos. Na imprensa continua a dar-se vazão às indignações de "tutti quanti", que se sucedem desde que os moradores alertaram para o a transformação do Convento dos Inglesinhos em condomínio fechado - digo fechado porque a mim pouco importa que seja de luxo ou de
pechisbeque, já que no transformar um convento em apartamentos é que está o busílis. Agora são os curadores ingleses que se indignam, acompanhados pelos responsáveis da Misericórdia de Lisboa que venderam o imóvel à Amorim Imobiliária; empresa que, diga-se em abono da verdade, é livre de comprar o que quiser, a quem quiser, e fazer do que compra aquilo que quiser, deste que dentro da lei A culpa de tudo isto é, mais uma vez, das entidades públicas, CML, IPPAR e DGEMN. A primeira porque lavou daí as mãos, como Pilatos. As outras porque embora tendo inventariado o convento, não avançaram com a sua classificação, o que teria permitido a inviabilização de um projecto deste tipo. Agora "já foi". Mas ainda se vai a tempo de remendar os erros ... Agora, o que importa é agir.
PF

Convento dos Inglesinhos

O público noticia hoje que a Misericórdia ignorou resolução governamental pois o
Convento dos Inglesinhos foi comprado expressamente para idosos acamados
.
É uma notícia interessante de leitura recomendada. Deste artigo a informação que retenho é a seguinte:
- os actuais proprietários pagaram 336 euros por metro quadrado;
- o preço médio de construção é de 600 euros por metro quadrado;
- os apartamentos deste empreendimento vão ser vendidos a um valor médio de 4000 euros o metro quadadro;
- o lucro deste negócio irá ser de 3064 euros por metro quadrado, ou seja, 327%.
- as margens de lucro do negócio da construção são em média 30%.

Como diria a minha avó: - "anda meio, mundo a enganar outro meio". Resta saber, se neste negócio, o meio mundo enganado foi a Misericórdia, que é como quem diz todos os contribuintes.
PP
ps: para os que estão a defender esta causa seria útil um recurso aos tribunais com base nesta argumentação: este negócio, com os termos de troca que foi feito, terá de ser suspenso, investigado e no limite declarado ilegal.

13/10/2004

Eu gosto é do Verão... (act.)

Pedro Pinto disse que "o túnel estará praticamente concluído até final do próximo ano" e garantiu que, "no próximo Verão, já não haverá estaleiros montados na Rua Joaquim António de Aguiar".

Estando o reinício das obras do túnel do Marquês dependente do recurso que a CML interpôs junto do Supremo Tribunal Administrativo, apontar uma data para a conclusão do túnel é, pura e simplesmente, um exercício de fé. De qualquer das formas pareceu-me relevante marcar aqui estas afirmações para mais tarde verificar se a profecia se concretizou, se praticamente se concretizou, ou se pura e simplesmente não se realizou.

De qualquer das formas, das duas uma: ou a CML continua a realizar as obras do túnel à revelia da decisão do tribunal, e por isso sabe quando estará pronto, ou então o executivo camarário não aprende com os erros e continua a fazer, e dizer, coisas sem o mínimo de planeamento.

PP

Já só faltam | 7 | dias para ...

"O período de discussão pública do Estudo de Impacte Ambiental (EIA) do túnel do Marquês começará no próximo dia 20, disse ontem o vereador Pedro Pinto. O EIA poderá ser consultado pelos interessados na Câmara de Lisboa, no Instituto de Ambiente (Rua do Século) ou nas instalações da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo. O período de audição pública, em que as pessoas podem apresentar críticas, reclamações e sugestões, poderá durar entre 30 a 50 dias. Só depois de findo esse período e de reunidas as reclamações será emitida a declaração de impacte ambiental" ( in jornal o público - 13 de Outubro de 2004)
PP

12/10/2004

É notável a mobilização dos alfacinhas

... pelo Convento dos Inglesinhos e contra o "morte shopping". Tivesse sido assim quando a nossa Lisboa começou a perder a traça (não o bicho mas a silhueta...), e os atentados urbanísticos (e outros) deram o pontapé-de-saída, e teríamos agora uma outra Lisboa, melhor, mais limpa, mais harmoniosa, mais pacífica, mais bonita. Notável a mobilização nos Bairros Alto e de Alvalade. Neste último, nos últimos anos, conseguiu-se evitar muita coisa: o escandaloso parque de estacionamento na Avenida da Igreja; a instalação dos feirantes da Praça de Espanha ao lado do Mercado de Alvalade; o novo viaduto da Estados Unidos da América e agora o movimento anti-"morte shopping". Mas pelo meio ficaram várias batalhas perdidas, como por exemplo a do cinema Alvalade, ou a do "Abecassilo". Como me dizia o Pedro Policarpo outro dia, há petições a mais e protestos a mais, mas isso é explicável por os lisboetas querem lutar porque se acham cada vez pior, e estão fartos da indiferença com que são tratados, fora dos ciclos político-eleitorais de cada 4 anos. Abençoada Internet!
PF

09/10/2004

A Lisboa Candidata a Património Foi Durante Séculos Detestada

- boas notícias para Lisboa.

O suplemento local do jornal “O Público” de hoje noticia que “A Baixa pombalina, que a Câmara de Lisboa pretende candidatar à lista do Património Mundial da UNESCO, só recentemente foi aceite como um produto único da cultura europeia do Iluminismo e durante séculos arquitectos e intelectuais troçaram da "monotonia" e falta de graça da obra pombalina”. Tal facto é entendido pela CidadaniaLx como boa notícia, uma vez que o facto de não haver uma estratégia de desenvolvimento e um verdadeiro plano de urbanismo para Lisboa, há muitos anos, não será impeditivo da resolução dos problemas. Muito provavelmente se aplicará a expressão popular que diz que o tempo resolve tudo e assim daqui a 250 anos, quem ainda cá andar, terá uma cidade melhor que a de hoje, em que “bairros” como Benfica, Laranjeiras, Olaias ou Telheiras serão devidamente apreciados e visitados por milhões de turistas por ano, considerados pela CML bairros históricos e tradicionais, candidatos a património mundial.
PP

08/10/2004

Casa de Almeida Garret em perigo!

Poderá ser impedida uma barbaridade “pato-bravesca” se houver alguma capacidade mediática contra mais uma destruição do património arquitectónico de Lisboa e da memória dos seus escritores. Trata-se da casa onde viveu e morreu Almeida Garrett em 1854 em Santa Isabel e que recentemente viu aprovado o projecto que prevê a sua demolição. Isto já seria um atentado cultural mas para além disso o casa só por si é bem bonita, com uma fachada de azulejos numa rua que mantém algum charme. Nunca se deveriam demolir casas com esta qualidade, senão Lisboa torna-se um subúrbio de si mesma, já nem os turistas cá querem vir.

Por cima da porta principal, encontra-se uma lápide referindo a efeméride. Mas isso não foi suficiente para que os interesses imobiliários não falassem mais alto. Este caso já é do domínio público pois saiu um artigo na Grande Reportagem do passado dia 11 de Setembro e a Raquel Henriques da Silva escreveu um artigo no Jornal Público no mês de Setembro de 2004. O artigo cita Eduarda Napoleão da Câmara Municipal de Lisboa que diz " Perguntámos se na Cultura tinham interesse na casa e por isso o processo de demolição está suspenso até haver uma resposta".

O “burburinho” aumentou e numa recente sessão camarária um vereador da oposição questionou esta decisão da autarquia. Mas parece que os interesses imobiliários e a burocracia estão a levar a melhor. A justificação é que o projecto já tinha sido autorizado pela anterior gestão autárquica e que esta limitou-se ar rectificar.

Isto é um perfeito disparate, este ano em que se comemoram 150 anos da morte deste insigne escritor seria altura de proceder à sua recuperação, uma vez que a mesma não foi objecto de alterações mantendo-se a sua traça original. Até quando estas barbaridades?!

Na Holanda tudo se preserva. Como querem assim atrair os turistas?
Sancha Trindade e Bernardo Ferreira de Carvalho

Os factos do Parque Mayer

A propósito desta notícia, daquela e daqueloutra, e do post do Pedro, há que salientar 5 factos indesmentíveis:
1.O Parque Mayer continua abandonado e sem qualquer projecto definitivo.
2. O Casino do Estoril vai ter um ramal em Lisboa, tendo para isso sido alterada a lei à exacta medida pretendida.
3.Frank Ghery ficou a conhecer a sangria, a sardinha e o chouriço assado, e teve direito a batedores da Polícia Municipal, como alto dignatário.
4. Qualquer projecto para o Parque Mayer tem que respeitar duas coisas: os torreões de entrada e o edifício do Capitólio, ambos classificados e protegidos por lei, integralmente (como se comprova aqui).
5. Os terrenos da Feira Popular tornaram-se no melhor talhão de Lisboa para a cobiça imobiliária.
PF

Vigília pelo Convento dos Inglesinhos

A notícia está aqui, ali, e em quase todas as portas e fachadas de prédio do BA, Santa Catarina e Chiado. Anúncio: hoje, às 22h, vigília junto ao Convento dos Inglesinhos. O movimento dos moradores e frequentadores daquela zona de Lisboa tem sido em avalanche e oxalá os seus intentos sejam alcançados. Contem connosco!
PF

07/10/2004

FAQ sobre um Fundo de Investimento Imobiliário Fechado

No seguimento desta notícia, aqui fica um FAQ sobre um Fundo de Investimento Imobiliário Fechado:

Porque é que a CML através da EPUL entra com activos no valor de 79% deste fundo e tem uma cota de 30%?
Porque é que o BES através da ESPART entra com activos no valor de 0% deste fundo e tem uma cota de 25%?
Porque é que a BragaParques através da Sociedade Parque Mayer entra com activos no valor de 21% deste fundo e tem uma cota de 45%?
Porque é que é a ESPART a gerir o Fundo quando tem uma posição minoritária?
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Acho que já estou a compreender melhor esta temática.
PP

06/10/2004

Petição contra central funerária

Voltando ao tema macabro da ruas Conde de Ficalho e Francisco Franco, aqui fica o "site" do movimento de moradores, designado sugestivamente por Funerária no Bairro de Alvalade.
PF

01/10/2004

Que se pague no Castelo!

Segundo o "Diário de Notícias", entrar no Castelo de São Jorge vai deixar de ser grátis ... É uma decisão tão corajosa como lógica. O Castelo de São Jorge é tão ou mais castelo que o de Sintra ou o de Nápoles. E aí paga-se e bem! Porque é que um monumento como este, que é dos mais visitados (se não o mais visitado) de Lisboa não gera receitas? Por isso, concordo com a decisão. Mas exijo que as receitas sejam canalizadas primordialmente para a conservação e manutenção do espaço e de todo o Bairro do Castelo, cada vez mais bonito. E recuso bilhetes a preço simbólico. Só espero que essa decisão não inviabilize financeiramente os espaços de restauração que existem no recinto, que ora começam a sair da crise, aos poucos...
PF

Arco do Cego: espaço verde com silo?

Voltando colateralmente ao Terminal de Sete Rios, para fazer aqui eco da decisão camarária de ontem, ao enveredar oficialmente pela reconversão da bilheteira do terminal do Arco do Cego em silo automóvel. Eu sou frontalmente contra a construção de silos automóveis. A razão é simples: detesto tudo quanto seja inestético. Ainda por cima, trata-se aqui de uma solução fácil para um problema complicado: a falta de estacionamento. Que por sua vez se deve a um problema ainda mais complexo: a inutilidade dos nossos transportes públicos. Que por sua vez se prende com um problema assaz metafísico: a honra e glória que o português sente em deslocar-se pelos seus próprios meios, se possível em modelo de último grito; mesmo que tudo o mais não exista. Eis o ciclo vicioso. Porventura, nesta novela do Arco do Cego ainda existe um ponto polémico: como é possível afirmar que o espaço será verde, quando inserido no dito verde estará um silo automóvel, que, se ninguém souber o que isso é, esclareço que mais não é do que uma câmara de gás com ventilação natural; o que quer dizer que polui para fora em vez de só para dentro.
PF