21/05/2019

Protesto à EPAL/Museu da Água pelo estado actual do lago do Príncipe Real


Exmos. Senhores


Somos a protestar indignados pelo estado deplorável em que se encontra o lago da Patriarcal do Príncipe Real, de que é bem ilustrativa a fotografia em anexo (autoria: Grupo dos Amigos do Príncipe Real).

Relembramos a V. Exas. que este lago é parte integrante de um dos monumentos mais importantes da cidade e do país, situando-se num dos jardins belos de Lisboa e um dos mais visitados, senão o mais visitado, por turistas, pelo que a vergonha que todos sentimos é ainda maior.

Trata-se de um Monumento que se encontra à v/ guarda.

Na hipótese deste “cenário” se relacionar com eventual “mitigação” dos efeitos da seca de 2017, sugerimos que, dada a importância deste espaço, seja instalado um sistema de circulação de água em circuito fechado, como se faz noutros países.

Melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Jorge Pinto, Bernardo Ferreira de Carvalho, Miguel de Sepúlveda Velloso, Nuno Caiado, Ana Celeste Glória, Rui Pedro Martins, Virgílio Marques, Júlio Amorim, Maria Teresa Goulão, Helena Espvall, Jean Teixeira, Pedro Jordão, Pedro de Souza, Jozhe Fonseca, Fernando Silva Grade, Beatriz Empis, Ana Alves de Sousa, António Araújo, Fátima Castanheira, Alexandre Marques da Cruz, Maria do Rosário Reiche, João Oliveira Leonardo, Nuno Vasco Franco, Pedro Machado

CC. PCML, AML, JF e DGPC

20/05/2019

Roubo de Azulejos na Casa da Pesca em Oeiras


Exmos. Senhores

Serve o presente para apresentarmos uma queixa junto de V. Exas. sobre o roubo de azulejos ocorrido há dias na Casa da Pesca, imóvel classificado, que é propriedade do Estado e está à guarda do INIAV, ex-Estação Agronómica e organismo sob a tutela Ministério da Agricultura, conforme fotos em anexo documentam.

Solicitamos a v/melhor ajuda para este caso de roubo ao Património nacional, fruto da irresponsabilidade de quem de direito.

Foto 1: Jornal Público
Foto 2: CM Oeiras
Foto 3: Ana Celeste Glória (2016)

Colocando-nos à v/disposição para o que acharem necessário, apresentamos os nossos melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Ana Celeste Glória, Bernardo Ferreira de Carvalho

C.C. Gab. MAgricultura, Gab.MCultura e CMO

Abertura de rua sobre o Aqueduto / Teatro da Cornucópia - pedido de esclarecimentos à DGPC


Exma. Senhora Directora-Geral
Arq. Paula Silva

C.c. PCML, AML, EPAL

Tivemos conhecimento que a Câmara Municipal de Lisboa, na qualidade de nova proprietária do Teatro da Cornucópia, ao Bairro Alto, pretende abrir um arruamento para Sul do mesmo, sobre o troço do Aqueduto das Águas-Livres (MN) ali existente, com vista a facilitar o escoamento do público e a circulação de materiais, ligando o teatro directamente ao Largo Hintze Ribeiro.

Soubemos igualmente que a EPAL, nessa eventualidade, terá reforçado o muro do Aqueduto com chapadas de cimento, em vez de cal e areia como seria expectável, estando nós na presença de um Monumento Nacional.

Somos, portanto, a solicitar o melhor esclarecimento da parte da V. Exa., quanto à aprovação, ou não, deste reforço do muro e, mais importante, da abertura do arruamento referido, a fim de podermos apresentar a respectiva queixa a quem de direito.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Júlio Amorim, Luís Serpa, Beatriz Empis, Ana Celeste Glória, Rui Pedro Martins, Fátima Castanheira, Virgílio Marques, António Araújo, Carlos Moura-Carvalho, Pedro Jordão, Jorge Pinto, José Maria Amador

17/05/2019

Adeus à moradia de Cristino da Silva/Belard da Fonseca, tal como a conhecemos:


Desejando a todos um belo fds, digam adeus à soberba moradia modernista (1920-1930), tal como a conhecemos e que devia ser Imóvel de Interesse Público, feita pelo arq. Cristino da Silva para o eng. Belard da Fonseca, ali na Av. Antº José d'Almeida, pois vai ter alterações significativas, vai ser ampliada e alterada a distribuição interior. O processo foi analisado no DBC/DGPC no âmbito da zona de protecção do INE e o projecto foi aprovado em Janeiro de 2018 tendo sido precedido de reunião em sede da ARU onde foi definida a metodologia para a ampliação. Este processo teve início no final de 2016. Sem os tiques da moda, resulta, porém, num projecto de mau gosto que em nada dignifica a arquitectura. Para aprovar isto não é preciso haver arquitectos nas entidades públicas licenciadoras. É lamentável, mas, infelizmente, está tudo aprovado há demasiado tempo! E pronto, siga.
Fotos de Júlio Amorim e Hemeroteca Municipal de Lisboa

16/05/2019

"Pimenteiros" da Av. Rio de Janeiro - Agradecimento e incentivo à CML


Exmo. Senhor Vereador da Mobilidade
Eng. Miguel Gaspar


Cc. PCML, AML. JF Alvalade e media

No seguimento do nosso alerta-solicitação de há um ano (http://cidadanialx.blogspot.com/2018/05/pimenteiros-pedido-cml-para-sua.html), sobre o assunto em epígrafe, somos a agradecer à CML o restauro já efectuado aos 2 “pimenteiros” por nós identificados e localizados nos cruzamentos da Av. Rio de Janeiro com a Avenida da Igreja e a Avenida dos Estados Unidos da América.

Aceitem, V. Exa. e a CML, os nossos aplausos pela recuperação física dos “pimenteiros” assinalados, e o nosso incentivo a que procedam à colocação, ainda em falta, dos vidros amarelos do “pimenteiro” dos semáforos da Av. Rio de Janeiro/Av. E.U.A., e a electrificação de ambos.

E o nosso maior incentivo a que a CML identifique se existem mais “pimenteiros” na cidade, procedendo a igual restauro e operacionalização; e o mesmo aos “pimenteiros” existentes em depósito camarário, recolocando-os na via pública, em alguns dos seus anteriores locais.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Rui Pedro Martins, Bernardo Ferreira de Carvalho, Júlio Amorim, Maria João Pinto, Pedro Jordão, Paulo Lopes, Alexandra de Carvalho Antunes, Alexandra Maia Mendonça, João Oliveira Leonardo, Virgílio Marques, João Pinto Soares, Pedro Machado, Ana Alves de Sousa, Nuno Caiado, Pedro Henrique Aparício, Maria Cary, Jorge D. Lopes, Pedro Malheiros Fonseca, António Araújo, Fernando Jorge, Miguel de Sepúlveda Velloso, Maria do Rosário Reiche, Beatriz Empis

Por um verdadeiro Museu de Arquitectura e de Maquetes


Pedro Machado, OPINIÃO, 16 de Maio de 2019


«A história da arquitectura portuguesa é já longa e bastante rica e os portugueses fizeram a sua própria adaptação dos estilos que se foram impondo pela Europa ao longo dos séculos – Gótico, Barroco, Neoclassicismo, Romantismo, Art Noveau, Art Déco e Modernismo – e desenvolveram outros que são mais específicos da arquitectura nacional como o Manuelino (Gótico tardio), o Pombalino e o designado Português Suave.

Em Outubro de 2015, Sérgio Andrade perguntava através de um artigo no jornal PÚBLICO: “E quando, um museu para a arquitectura portuguesa?”, descrevendo com algum detalhe as diferentes opiniões de pessoas ligadas ao sector e as dificuldades para levar a cabo tal tarefa. Esse artigo foi escrito ainda antes da abertura do MAAT (Museu de Arte, Arquitectura e Tecnologia). O recentemente edificado MAAT é uma construção moderna e até apreciável do ponto de vista estético, desenhando a forma de uma onda prestes a cair sobre o Tejo. A questão é se o seu conteúdo é capaz de fazer a historiografia da arquitectura portuguesa – o MAAT parece estar mais talhado para exibições temporárias de cariz artístico.

Porque não fazer um museu, com conteúdos maioritariamente permanentes, que permita conhecer a história e características da arquitectura portuguesa? Para complementar e tornar mais atractivo o museu poderiam ser criadas maquetes, de escala 1:50/1:100, de edifícios, tanto institucionais como de habitação, que sejam emblemáticos de cada um dos estilos arquitectónicos, inclusivamente edifícios de grande valor que possam já não existir fazendo com que de alguma forma renascessem. Poderiam assim ser incluídos edifícios anteriores ao terramoto de 1755 que possam ser modelados a partir de pinturas ou outros documentos históricos, tais como o Hospital de Todos os Santos, a Casa da Índia ou a Casa da Ópera, e outros desaparecidos por outros motivos como o antigo Palácio de Cristal da cidade do Porto, demolido em 1951. Quando justificável, podem ser igualmente modelados os interiores mais interessantes. A própria viagem pela história da arquitectura pode ser complementada com a evolução do perímetro da malha urbana das principais cidades portuguesas dando ao visitante uma perspectiva histórica mais alargada sobre o seu ritmo de crescimento e o seu mapa arquitectónico.

Seguindo o espírito da exposição que se realizou em 2018 no Palácio Pimenta, A Lisboa que poderia ter sido, uma das secções do futuro museu poderia exibir os projectos mais interessantes não consumados, tantas e tão interessantes foram as maquetes que foram dadas a conhecer nessa exposição.

O Museu poderia numa das suas galerias exibir uma grande maquete contemporânea do centro da cidade de Lisboa, um pouco seguindo o exemplo da extraordinária maquete viva do centro de Berlim (LOXX), em escala 1:87, com comboios e veículos em movimento. Embora não existam muitos comboios a descoberto no centro de Lisboa, poderiam ser recriadas as linhas de eléctrico onde pequenas réplicas movidas a energia eléctrica se movimentariam subindo e descendo as colinas da cidade.

Um museu com estas características poderia ser interessante do ponto de vista histórico e cientifico para dar a conhecer com alguma profundidade as características da arquitectura portuguesa, e a exibição de maquetes, em particular de uma maquete viva, torná-lo-ia muito atractivo do ponto de vista lúdico e turístico, potenciando assim a sua viabilidade financeira e o seu desenvolvimento permanente.


Matemático; membro do Fórum Cidadania Lx; autor do livro "A Lisboa que eu imaginei"»

06/05/2019

Há um plano para construir uma torre de 16 pisos no quarteirão da Portugália


In Diário de Notícias (4.5.2019)

Abandonados há décadas, os terrenos do quarteirão da Cervejaria Portugália, na Avenida Almirante Reis, preparam-se para ser urbanizados com 85 apartamentos por um fundo imobiliário alemão. Um dos edifícios tem 60 metros de altura e está no centro de uma enorme polémica.

Vista em 3D da nova torre.© D.R.

Quem desce a Avenida Almirante Reis, em Lisboa, encontra a Portugália do lado direito. Todo o quarteirão que começa na mítica cervejaria, atravessa a fábrica de cerveja em ruínas e termina no centro comercial. Esse último prédio foi casa de pelo menos dois ícones lisboetas: o jornal O Independente e a loja de música Carbono. Acima do solo, ergue-se a 21,75 metros, o que faz dele um dos mais altos da avenida. Agora vai nascer uma outra torre, com o triplo da altura. O Portugália Plaza cresce para 60,20 metros. E, em vez dos atuais cinco, vai ter 16 andares.

O projeto da parcela norte da urbanização está feito, tem parecer positivo do departamento de urbanismo da Câmara Municipal de Lisboa e em consulta pública até 12 de maio. É obrigatório que assim seja, porque a volumetria do novo quarteirão lisboeta requer estatuto de exceção em relação ao PDM atual. E se é inquestionável que o Portugália Plaza recupera terrenos que estão abandonados há décadas, também é verdade que o empreendimento está longe de ser consensual.

"Isto é pura e simplesmente um absurdo", diz ao DN Ana Jara, arquiteta e vereadora da Câmara de Lisboa pelo PCP. "Não tinha dúvidas de que, num antigo terreno industrial abandonado há décadas, teria de se pensar num novo uso. E nem sou por princípio contra a arquitetura de rutura, como esta é. Mas as exceções têm de servir um propósito público e esta só tem interesse para os investidores privados. Nunca existiu um edifício assim na Avenida Almirante Reis, um eixo essencial e histórico de Lisboa - e abrir este precedente é assumir uma cidade que não serve o interesse dos cidadãos."

O atual estado do Quarteirão da Portugália.© Paulo Spranger/Global Imagens

O Portugália Plaza é sobretudo um projeto habitacional, que vai criar 85 novos apartamentos numa das zonas mais apetecíveis da capital portuguesa. Serão cinco fogos T0, 44 fogos T1, 17 fogos T2, 17 fogos T3 e dois T4. Tem, além disso, 16 escritórios e espaços de cowork, mais uma zona comercial no piso térreo, que vai rodear duas praças interiores. Será possível transitar pelo meio do quarteirão entre a Avenida Almirante Reis e a Rua António Pedro, algo que até agora não acontecia.

As obras custam 40 milhões de euros e os investidores preveem que estejam concluídas até ao final do primeiro trimestre de 2016. David Teixeira, o diretor operacional do projeto que agora está em consulta pública, diz que a torre de 16 pisos aposta num novo conceito de habitação urbana: o co-living. "É um conceito inovador focado na convivência, garantindo a privacidade através da oferta de unidades de habitação de tipologias mais pequenas e a partilha de áreas comuns, que potenciam o sentido de pertença através da concretização de eventos inspiradores." Dá um exemplo: "Na praça interior podemos ter sessões de cinema ao ar livre."

David Teixeira trabalha para a Essentia, a empresa que coordena os projetos do Fundo Imobiliário Fechado Sete Colinas. Criada em 2006, o Sete Colinas tem sede no edifício da Caixa Geral de Depósitos mas pertence a um grupo de investimento alemão - que não aparece na maior parte dos registos, segundo a Essentia porque quer "manter um perfil discreto". Têm uma carteira volumosa de investimentos imobiliários na cidade, orçada em 550 milhões de euros, e apostando sobretudo nos setores da hotelaria e dos condomínios de luxo.

A cervejaria Portugália permanecerá como marco da cidade.© Paulo Spranger/Global Imagens

Quem gere este Fundo é a SilVip, gestora imobiliária que conta entre os seus acionistas com José Manuel Pinheiro Espírito Santos Silva, administrador do BES no período de vigência de Ricardo Salgado - que por sua vez é primo de Manuel Salgado, vereador de Urbanismo da Câmara Municipal de Lisboa. A operacionalidade dos trabalhos foi, no entanto, sempre assegurada pelo terceiro parceiro. A Essentia abriu inclusivamente um concurso a arquitetos em 2016, depois de uma primeira versão do Portugália Plaza ser rejeitada pelo município.

O concurso de ideias para o quarteirão da Portugália envolveu oito gabinetes de arquitetura e o júri foi presidido por Juhani Pallasmaa, professor e crítico finlandês, figura incontornável da arquitetura e cultura contemporâneas. E, aos seus olhos, o projeto que os irmãos Nuno e José Mateus, da ARX, venceram tem vantagens inquestionáveis: "Esta proposta completa o quarteirão da Portugália de uma forma convincente, equilibrada, enriquecedora e sem esforço", disse na sua avaliação.

Sobre a rutura com o espaço envolvente, foi igualmente claro: "Os novos edifícios propostos ecoam a escala, o grão, o carácter e a coloração do ambiente vizinho, que, conectados com o espaço público ao ar livre, é provável que antecipem a direção do futuro desenvolvimento urbano nesta área de Lisboa."

A praça norte, segundo o projeto.© D.R.

Margarida Martins, presidente da Junta de Freguesia de Arroios, não tem uma opinião formada sobre o edifício, nem quer pronunciar-se sobre a sua volumetria numa altura em que o projeto está em discussão pública. "Era uma lixeira a céu aberto, fico contente que haja finalmente uma intervenção." Mas também analisa o conjunto urbano da freguesia. "Temos um edificado muito estabelecido, é muito difícil encontrarmos novos espaços para construir jardins ou equipamentos desportivos." Uma parte do Portugália Plaza será cedida como equipamento público e as duas praças interiores terão como principais elementos o verde e a água. Os promotores acreditam que "o projeto criará uma nova centralidade em termos de recreio e lazer ao ar livre".

Mas é também em Arroios que se sente o "assalto às habitações da capital", nas palavras de Margarida Martins. Na parte sul da freguesia, a zona do Intendente, vários residentes têm saído para verem as suas casas darem lugar a alojamentos locais. Na parte norte, como a zona da Portugália, verifica-se um aumento brutal de rendas de longa duração, expulsando as classes menos abastadas do centro da cidade. "Em quatro anos, as rendas triplicaram."

A fábrica da cerveja será recuperada.© Paulo Spranger/Global Imagens

"Uma Lisboa saudável tem de ter espaço para todos", diz a presidente da Junta de Freguesia de Arroios. "Arroios sempre foi a zona dos artistas, das classes trabalhadoras, e perdermos essa característica é uma perda para toda a cidade." Exige-se por isso um plano rápido de habitações a preços controlados. O quarteirão da Portugália, no entanto, caminha num sentido diferente. "São 85 apartamentos com layout e design funcionais e contemporâneos, dirigidos a famílias e jovens profissionais portugueses da classe média", diz Diogo Teixeira.

O projeto Portugália Plaza está para consulta pública até 12 de maio, na sede da Junta de Freguesia de Arroios e no centro de documentação DMEM, no edifício da Câmara Municipal de Lisboa no Campo Grande. Aí, os cidadãos podem fazer as suas sugestões ao município. Ana Jara, vereadora comunista, preferia um processo de esclarecimento antes da abertura da consulta. "Uma coisa é certa, vamos discutir isto intensamente na Assembleia Municipal."

Entretanto, já no domingo, a CML decidiu organizar duas reuniões de esclarecimento aos munícipes sobre este projeto - ainda sem data anunciada.»

Palácios e casas nobres ao abandono na capital #1 (Quinta das Águias)


Palácios e casas nobres ao abandono na capital - País - RTP Notícias, in RTP 1/ Jornal da Tarde (5.5.2019)

02/05/2019

Geo-monumento da R. Virgilio Correia abandonado e em perigo com loteamento


Exmo. Senhor Presidente
Dr. Fernando Medina


C.c. AML, Vereador MS, Vereador JSF, Vereadora CVP, JF

Constatámos, com surpresa, que a junta ao estado de abandono a que está votado o geo-monumento existente entre a Rua Virgílio Correia e a Rua São Tomás de Aquino, existe agora um aviso dando conta de uma operação de loteamento para o local (proc. nº 15/URB/2019), ainda em apreciação nos serviços da CML.

Solicitamos a V. Exa. que nos esclareça quanto ao futuro deste geo-monumento no quadro de uma eventual aprovação desse loteamento, isto é, se o mesmo, identificado com o nº 9 no mapa difundido pela própria CML (https://cml.maps.arcgis.com/apps/MapJournal/index.html?appid=292fa0698542496199e61a5fe32c0501) será preservado na íntegra e devidamente protegido, como outros já o foram no âmbito do programa (http://www.cm-lisboa.pt/viver/ambiente/geomonumentos) em boa hora desenvolvido pela CML a partir de 2007, e por sugestão directa do prof. Galopim de Carvalho.

Junto anexamos algumas fotos tiradas a 30 de Abril de 2019.

Na expectativa, apresentamos os melhores cumprimentos

Lisboa, 2 de Maio de 2019

Paulo Ferrero, Virgílio Marques, Bernardo Ferreira de Carvalho, Júlio Amorim, Miguel de Sepúlveda Velloso, Ana Alves de Sousa, Rui Pedro Martins, João Oliveira Leonardo, António Araújo, Inês Beleza Barreiros, Fátima Castanheira

...

Resposta do Sr. Vereador Manuel Salgado:

30/04/2019

Reclamação por obra ilegal na Rua da Barroca, 25 - Bairro Alto - Conjunto de Interesse Público


Exmo. Senhor Vereador
Arq. Manuel Salgado


C.c. PCML, DGPC, AML e JF Misericórdia

Como é do conhecimento de V. Exa., o Bairro Alto é classificado Conjunto de Interesse Público desde 2010 (Portaria n.º 398/2010, DR, 2.º série, n.º 112, de 11-06-2010).

Serve o presente para denunciarmos o que se verifica no edifício do nº 25 da Rua da Barroca (fotos em anexo), uma situação que nos parece ilegal face ao PDM em vigor, pelo que solicitamos a melhor intervenção da CML no sentido de corrigir a mesma.

Na expectativa, apresentamos os nossos melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Virgílio Marques, Bernardo Ferreira de Carvalho, Rui Pedro Martins, Pedro Jordão, Helena Espvall, Júlio Amorim, Jorge Pinto, Fernando Silva Grade, Fátima Castanheira, Nuno Caiado, Miguel de Sepúlveda Velloso, Maria do Rosário Reiche, Filipe Teixeira

29/04/2019

Azulejos Restaurante Panorâmico de Monsanto - Pedido de remoção à CML


Exmo. Senhor Presidente da CML
Dr. Fernando Medina


Cc. AML, Vereadora CV Pinto, Museu da Cidade, Museu Nacional do Azulejo

Como é do conhecimento de V. Exa., o antigo restaurante panorâmico de Monsanto, que é propriedade da CML, encontra-se hoje num tal estado deplorável que, praticamente, somente resistem dos seus tempos áureos os painéis cerâmicos de Maria Manuela Madureira, datados de 1965, e o painel de azulejos de Manuela Ribeiro Soares, com uma vista panorâmica da cidade de Lisboa.

Contudo, dada a ausência de soluções efectivas e imediatas para a recuperação do imóvel, é previsível que não demore muito tempo até que a destruição completa de ambos os painéis seja uma realidade, se nada for feito para o evitarmos.

Assim, solicitamos a V. Exa., senhor Presidente, que dê instruções aos serviços da CML para, no caso de ser impossível a sua protecção in situ, que será a solução ideal para este problema, procederem à remoção urgente dos painéis referidos, depositando-os em local seguro, por exemplo no Museu de Lisboa/Palácio Pimenta ou no Museu Nacional do Azulejo, até que seja possível a sua recolocação em Monsanto, logo que o edifício seja reabilitado, se o for.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Júlio Amorim, Virgílio Marques, Helena Espvall, Paulo Lopes, Luís Mascarenhas Gaivão, Pedro Jordão, Rui Pedro Martins, Miguel Atanásio Carvalho, Irina Gomes, Rita Gomes Ferrão, Ana Alves de Sousa, Alexandra de Carvalho Antunes, Miguel Jorge, Fátima Castanheira, Maria do Rosário Reiche, Filipe Teixeira, Pedro Machado, Maria Ramalho, José Amador

Fotos de Diogo Garcia

23/04/2019

Alterações a palacete de Norte Júnior no Saldanha/ pedido de informação à DGPC


Exma. Senhora Directora-Geral
Arq. Paula Silva


CC. PCML, AML

No seguimento de notícias dando conta da aprovação pela CML, em 21.07.2016, de um projecto de alterações ao palacete sito na Praça Duque de Saldanha, nº 12, também conhecido por Casa Nuno Pereira de Oliveira e Imóvel de Interesse Público desde 1977 (publicado no DR, I Série, n.º 226, de 29-09-1977); e da suspensão do referido projecto entre Janeiro de 2017 e Dezembro de 2018;

Solicitamos a V. Exa. que nos informe sobre se o referido projecto (especialidades) se encontra em apreciação nessa Direcção-Geral e, em caso afirmativo, qual o parecer já emitido por esses Serviços.

Com os melhores cumprimentos


Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Fernando Jorge, Miguel de Sepúlveda Velloso, Virgílio Marques, Júlio Amorim, Pedro Cassiano Neves, Helena Espvall, Rui Pedro Martins, Pedro Henrique Aparício, Luís Mascarenhas Gaivão, Paulo Lopes, Miguel Atanásio Carvalho, Andrés Santos, António Araújo, Fernando Silva Grade, Henrique Chaves, Pedro Machado, Beatriz Empis, José Maria Amador, Pedro Fonseca, Maria do Rosário Reiche

Fotos de José Pina Correia, in Vizinhos das Avenidas Novas

16/04/2019

A gestão do território com elevado risco de incêndio em debate em Lisboa, 23 de Abril e 6 de Maio de 2019

Um carvalho-alvarinho é libertado do estrangulamento por giestas

Nos próximos dias 23 de Abril e 6 de Maio de 2019 terão lugar em Lisboa duas apresentações públicas do documentário «1001 Margaraças: Do Fogo Controlado aos Carvalhais» que retrata o trabalho da MONTIS-Associação de Conservação da Natureza para a recuperação ecológica de terrenos do Baldio de Carvalhais, São Pedro do Sul. O baldio tem sofrido fogos descontrolados de Verão, situação que a MONTIS trabalha para reverter.

Estas apresentações inserem-se na campanha de crowdfunding Como coisa que nos é cedida para a compra de terrenos marginais pela MONTIS que está a decorrer.



Depois da projecção do documentário haverá um debate sobre a gestão que a MONTIS está a desenvolver na paisagem abandonada do nosso país e será feita a divulgação do crowdfunding que está a decorrer, apelando ao apoio de todos a esta campanha.

As datas previstas para as apresentações + debate + divulgação do crowdfunding são as seguintes:

Lisboa
Evento do Facebook aqui.

Terça-feira, 23 de Abril de 2019, das 18h30 às 20h00
CIUL - Centro de Informação Urbana de Lisboa
Picoas Plaza, Núcleo 6-E,1º, Rua Viriato, 13, Lisboa

Segunda-feira, 6 de Maio de 2019, das 21h00 às 22h30
CampOvivo, Padaria do Povo
Rua Luís Derouet, 20-A, Campo de Ourique, Lisboa

Uma oportunidade para conhecer melhor as dificuldades de gestão que o nosso território enfrenta e ajudar a MONTIS a chegar mais longe com o seu trabalho. Apareçam.

11/04/2019

Futuro "Museu do Tesouro Real" - carta à MC


Exma. Senhora Ministra
Dra. Graça Fonseca


Cc. Senhor Primeiro-Ministro

De acordo com a entrevista que Vossa Excelência concedeu ao jornal Público no passado fim-de-semana, a exposição do Tesouro Real do Palácio Nacional da Ajuda levará afinal à criação de um novo museu, com equipa e director próprios.

A justificação dada reside no facto de a colecção ser extraordinária e, por isso, merecedora de um museu e não de uma extensão natural do actual, ou seja, do museu do Palácio Nacional da Ajuda.

Assim sendo, e dada a importância do assunto, cumpre-nos perguntar:

- Qual a razão objectiva para que a tutela defenda a criação de um novo museu, quando a colecção é um acervo histórico do Palácio Nacional da Ajuda, como última sede da casa real portuguesa, tornando-o caso raro no conjunto dos seus congéneres europeus?

- Que compensações existirão para o Palácio Nacional por essa alienação de milhares de peças do seu acervo histórico?
(Como é do conhecimento de Vossa Excelência, não há a nível nacional nenhum conjunto de pratas de aparato renascentista como o que existe neste palácio, e não há nenhuma colecção semelhante à Baixela Germain, único conjunto do seu género no mundo inteiro.)

- Já existiu pronunciamento oficial e público por parte do Director do Palácio Nacional da Ajuda acerca desta matéria? Ou trata-se de uma decisão pessoal, e certamente legítima, de Vossa Excelência? Há pareceres externos nesse sentido? Está a opinião pública devidamente informada?

- Como encara Vossa Excelência o trabalho e os conteúdos científicos inéditos, bem como a concepção museológica que, como é do conhecimento público, tem sido fruto do comissariado científico do Palácio Nacional da Ajuda, entregando-o a uma nova equipa?

- Como pode Vossa Excelência garantir que as obras estarão prontas no decurso de 2020, quando se sabe que os trabalhos estão atrasados?

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Rui Pedro Martins, Alexandra de Carvalho Antunes, Jorge Mangorrinha, Ana Celeste Glória, Henrique Chaves, Eurico de Barros, Helena Espvall, Maria do Rosário Reiche, Júlio Amorim, Beatriz Empis, Virgílio Marques, Pedro Janarra, Fernando Silva Grade, Jorge Pinto, Bárbara e Filipe Lopes, Jozhe Fonseca

Pois é....mas o buraco já lá está "entre a decisão de primeira e de segunda instância"

foto: O Corvo

"Supremo mantém suspenso o projecto de Souto de Moura para a Praça das Flores"

"Autarquia tinha recorrido da decisão de segunda instância que suspendeu a construção de um prédio desenhado pelo arquitecto Souto de Moura, mas o tribunal voltou a não dar razão. Falta ainda conhecer o desfecho de uma acção popular que visa anular todo o processo.

A construção de um prédio da autoria do arquitecto Eduardo Souto de Moura, na Praça das Flores, em Lisboa, vai continuar suspensa. O Supremo Tribunal Administrativo rejeitou o recurso apresentado pela Câmara de Lisboa e a empresa promotora da obra, a Greenparrot, contra a decisão proferida em segunda instância no ano passado.

O acórdão do Supremo Tribunal Administrativo, datado de 5 de Abril, confirma a decisão tomada em Junho de 2018 pelo Tribunal Central Administrativo (TCA) do Sul que, nessa altura, e ao contrário do que sucedera em primeira instância, deu razão a três associações de defesa do património que contestaram o projecto, alegando que este não se adequava à traça típica da praça."

Pode ler o resto aqui no Publico de hoje.

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Continuamos à espera de algun(s) corajosos que dêem o murro na mesa e ordenem: "Repor tudo como estava" - porque de ilegalidades sem consequências já temos a cidade cheia.

09/04/2019

Cassiano Branco desaparecido....


..no nr. 87 da Av. Columbano Bordalo Pinheiro e edificado em 1937





..e que ainda por ali estava no ano de 1961 no lado direito da foto de Artur Inácio Bastos (Arquivo Municipal). O que é de estranhar é que uma vivenda deste calibre não tenha durado mais que 25-30 anos !?

Finalmente, a Solmar está classificada Monumento de Interesse Público. O caricato da coisa é que ninguém lá entra nem sequer sabe o que se passa nela e com ela...


Classifica como monumento de interesse público a Cervejaria Solmar, incluindo o património móvel integrado, sita na Rua das Portas de Santo Antão, 106 a 108 A, Lisboa, freguesia de Arroios, concelho e distrito de Lisboa

«TEXTO
Portaria n.º 236/2019

Propriedade dos irmãos galegos António e Manuel Paramés, a Cervejaria Solmar foi inaugurada em 1956, no piso térreo do antigo Palácio Povolide situado na Rua das Portas de Santo Antão - um importante eixo de entrada e saída na cidade; rua próspera com séculos de história onde se construíram importantes edifícios religiosos e civis, nomeadamente, conventos, igrejas, casas nobres, lojas, cafés, restaurantes, teatros, cinemas e clubes noturnos.

A pedido dos proprietários, tendo em vista a criação de um espaço moderno, sofisticado e elegante, o projeto de arquitetura, encomendado em 1954 aos arquitetos Luís Bevilacqua, Francisco Botelho e Luís Curado, fez surgir um interior orgânico, dinâmico nas formas e policromo, onde se articulam o espaço da cervejaria e do restaurante - este disposto em dois pisos - com o do café e da tabacaria, que se sucedem a um pequeno espaço de esplanada escondido por trás da fachada principal do edifício.

Conjugando materiais diversificados de qualidade, com inspiração na temática marinha sublimemente enfatizada pelo enorme painel de azulejos, da autoria de Pedro Jorge Pinto, que recria o fundo do mar num cenário quase cinematográfico, o ambiente interior do estabelecimento ajusta-se na perfeição à marisqueira de renome que os seus proprietários quiseram e conseguiram promover. Incontornável é também a referência ao elaborado plano de cores dos elementos arquitetónicos, ao desenho da iluminação interior concebido pela Philips e ao depurado mobiliário concebido por José Espinho, designer da fábrica Olaio.

O conjunto descrito, característico da época em que o estabelecimento foi fundado, confere à Cervejaria Solmar uma distinção singular no panorama da arquitetura e do design português, em estreita relação com a memória coletiva de vivência recreativa que está associada ao local onde surgiu.

A classificação da Cervejaria Solmar, incluindo o património móvel integrado, sita na Rua das Portas de Santo Antão, 106 a 108 A, Lisboa, freguesia de Arroios, concelho e distrito de Lisboa, reflete os critérios constantes do artigo 17.º da Lei n.º 107/2001, de 8 de setembro, relativos ao caráter matricial do bem; ao génio do respetivo criador; ao interesse do bem como testemunho notável de vivências históricas, complementado pelos valores da memória coletiva, antiguidade e originalidade; ao valor estético, técnico e material intrínseco do bem; à conceção arquitetónica, artística e singularidade do bem; à sua importância do ponto de vista da investigação histórica; e às circunstâncias suscetíveis de acarretarem diminuição ou perda de perenidade ou da integridade do bem.

Foram cumpridos os procedimentos de audição dos interessados, previstos no artigo 27.º da referida Lei e no artigo 25.º do Decreto-Lei n.º 309/2009, de 23 de outubro, de acordo com o disposto no Código do Procedimento Administrativo.

Assim:

Ao abrigo do disposto no n.º 2 do artigo 28.º da Lei n.º 107/2001, de 8 de setembro, e no n.º 2 do artigo 30.º do Decreto-Lei n.º 309/2009, de 23 de outubro, e no uso das competências delegadas pela alínea d) do n.º 1 do Despacho n.º 10791/2018, publicado no Diário da República, 2.ª série, n.º 224, de 21 de novembro, manda o Governo, pela Secretária de Estado da Cultura, o seguinte:

Artigo único

Classificação

É classificada como monumento de interesse público a Cervejaria Solmar, incluindo o património móvel integrado, sita na Rua das Portas de Santo Antão, 106 a 108 A, Lisboa, freguesia de Arroios, concelho e distrito de Lisboa, conforme planta constante do anexo à portaria, da qual faz parte integrante.

29 de março de 2019. - A Secretária de Estado da Cultura, Ângela Carvalho Ferreira.»

(foto Lifecooler)