NÃO PERCA:

NÃO PERCA:

22/09/2014

Museu Santo António: Não havia necessidade...

...de usar mão tão pesada. Isto talvez não seja muito mais do que um imaturo manifesto de modernidade, extemporâneo. Pelo menos a obra parece ser reversível. E se a intenção, de tão audaz gesto, era esconder as miseráveis caixas de ar-condicionado, o acto nos falhado porque ainda lá estão os caixotes bem visiveis por cima do arco em querena do Arq. Mateus Vicente! Também parecem querer justificar o mega dispositivo publicitário que cobre a fachada e portal com a necessidade de atrair mais visitantes - mas nós somos da opinião que os visitantes vão aos lugares porque os conteudos são de qualidade e não porque nos "gritam" para entrar qual supermercado ou mega store.  

Imagens da Semana da Mobilidade na Praça Manuel Cerveira Pereira




Passeios de Lisboa: na passadeira e passeios da Praça Manuel Cerveira Pereira / Rua Dr. Faria Vasconcelos é assim há décadas. Apesar dos pedidos de pilaretes a CML e a J. F. do Beato nada fizeram até à data em defesa dos peões e da sua segurança. Porquê Sr. Presidente da Junta de Freguesia do Beato? Fotos: enviadas por uma municipe identificada.

Requiem pela arquitectura industrial em Lisboa






Lisboa é, decididamente uma cidade que cnvive mal com a sua herança arquitectónica. Um pouco por todo o lado a arquitectura industrial tem sido vítima de uma completa incúria que tem conduzido à sua destruição, ora para construção de condomínios de luxo, a Fábrica de Vidros na Rua das Gaivotas e  a Fábrica Constância na antiga cerca do Convento dos Marianos às Janelas Verdes são dois exemplos, ora para novos planos de urbanização que arrasam na totalidade as unidades fabris de arquitectura industrial, Arco do Cego, e Alcãntara. Louvor ao trabalho da Lx factory e da Fábrica de Braço de Prata que souberam encontrar outros usos, resgatando esse riquíssimo património da sua destruição.
Estas fotografias retratam dois magníficos exemplares ambos na Rua do Cais do Tojo, a Santos. O primeiro, da Litografia de Lisboa tem visto os seus azulejos e ladrilhos amarelos desaparecer de forma paulatina (PISAL????), o segundo tem umas notáveis janelas de imensos vãos, com trabalho de cantaria poderia ser recuperado para galerias, residências artísitcas, centro de interpretação da Lisboa industrial do século XIX.. Está na hora da CML elaborar uma carta de intenções sobre esta arquitectura. Agora que abriu o periodo de consulta/debate público sobre o Plano de Urbanização de Alcântara, é oportuno que a autarquia nos diga o que pretende fazer com este património ainda existente na cidade.

Plano de Urbanização de Alcântara em discussão dia 23:


In Site da CML

«>No dia 23 de setembro, às 18h30, realiza-se uma sessão de apresentação do Plano de Urbanização de Alcântara, que decorrerá nas instalações da Junta de Freguesia de Alcântara (Rua dos Lusíadas n.º 13).

A apresentação conta com a presença do vereador do Urbanismo, Manuel Salgado, e do Chefe de Divisão de Planeamento Territorial, Eduardo Campelo.

Mais informação sobre o plano, AQUI

21/09/2014

Lisboa, Capital do Azulejo: R. Marquês de Fronteira 183


Ao contrário da maioria dos posts sobre este tema, neste caso concreto as notícias são boas. Em cima vemos a fachada de azulejo deste prédio vítima de furto nos últimos anos. E em baixo vemos a mesma fachada reabilitada recentemente, com as lacunas preenchidas com cópias dos azulejos. Infelizmente, por cada boa noticia destas há centenas de furtos a ocorrer na nossa cidade...

À descoberta do Arquivo Municipal de Lisboa: 26 Setembro


O Cinema Odéon faz hoje 87 anos...
















O Cinema Odéon inaugurou há exactamente 87 anos, no dia 21 de Setembro de 1927 com o filme "The Merry Widow" (1925). Com um proprietário insensível ao valor patrimonial do imóvel, uma tutela da cultura desinteressada na Arquitectura do início do séc. XX e um executivo municipal cada vez mais adepto do "fachadismo", de uma Lisboa de «cara lavada» mas pobre de conteúdos, a cidade que ergueu o Odéon tem tudo a postos para o demolir. Todos unidos pela destruição do património cultural da cidade. Cada vez observamos menos conservação e restauro genuíno. Proliferam as obras que denunciam uma sociedade que faz leituras meramente superficiais do seu próprio "património". Uma capital de fachadas. Quem se levanta pela defesa da herança cultural  da nossa cidade? Ter um cinema de 1927 em pleno centro de uma capital europeia e não saber o que fazer dele, é uma prova de «impotência cultural».

20/09/2014

Património de Lisboa: «para reconstrução total ou demolição» [sic!]

«Prédio para reconstrução/ampliação com projecto aprovado para 9 estacionamentos [sic] + 9 apartamentos - 2 T3 duplex - 1 T3 simples - 4 T2 - 2 T1- Pode permutar no todo ou em parte
 

«Prédio apalaçado com 1750m2 com área descoberta de 540m2, em fase de (re)construção [sic] avançada [demolido]. Obra a 50% - estrutura e cobertura concluídas, com projeto assinado pelo gabinete de arquitetura Aires Mateus e aprovado pela CML. Com 4 frações: T5 Duplex 320m2 (3 estacionamentos) + T4 Duplex 280m2 (3 estacionamentos) + T3+3 - 340m2 (4 estacionamentos) + T3+3 330m2 com jardim 470m2 (3 estacionamentos). Possibilidade de alteração ao projeto.»


 
«Prédio para venda em Lisboa, ao Chile para demolir; 4 fogos 1 T1 + 2 T2 + 1 T4 duplex. Com licença a pagamento de ocupação, demolição e construção no valor de 33.000 €. Área acima do solo: 750 m2. [...]»
«Prédio construído em 1937 para reconstrução total ou demolição [sic], totalmente devoluto. Composto por cave com 1 fogo de 8 divisões, R/C com 2 fogos de 3 divisões e pátio com outro fogo de 5 divisões.» 
FOTO: Rua Rosa Araújo, 49 com projecto do Arq. Nicola Bigaglia (demolição integral dos interiores, projecto de "luxo" do Atelier Aires Mateus).
 

 

Entre mansardas e casas a cair. Rua dos Mastros e Rua de São Bento

Seguem-se algumas fotografias da rua dos Mastros e da Rua de S. Bento. No último número da revista Lisboa, da CML, o tema de capa era a reabilitação. Como tema, é um bem escolhido, na moda e que granjeia simpatias. Sabemos, contudo, que a reabilitação à la Lisboa é muitas vezes igual a: destruição integral de interiores, aumentos de cérceas, colocação de mansardas em zinco, demolição total do pré-existente, bocas de garagens que aniquilam fachadas inteiras. As vantagens agora anunciadas, todas elas importantes, devem ser obtidas através da apresentação e cumprimento por parte do promotor de um rigoroso plano de intervenção  com  acompanhamento fiscalizador por parte dos serviços da CML. Os elementos originais deveriam ser reintegrados, privilegiando a CML os projectos que mais e melhor o conseguissem. A experiência foi, por exemplo, feita em Bruxelas com resultados positivos.



Mais umas mansardas condenadas. De prédios populares de rendimento, a prédios pombalinos, as substituição das antigas mansardas por uma arrepiante solução em zinco ou numa qualquer liga de materiais que se inserem na liga dos materiais de luxo, deveria ser repensada e se possível evitada. 

Outro candidato à garagem, à destruição das águas-furtadas a uma reabilitação pouco amiga da memória da cidade. Prédio devoluto na rua de São Bento que a própria CML afirma como "uma das mais emblemáticas". Com emblemas destes. . . 
Numa cidade em que as demolições do património Entre-Séculos são uma constante, por que razão este hediondo prédio nunca foi abaixo? Antigo edíficio dos armazéns do Conde-Barão

Magnífico prédio de rendimento no Largo Vitorino Damásio, invulgar na sua dimensão e no número de chaminés estreitas de secção circular que ainda tem. Faz como que uma entrada simétrica da Calçada Marquês de Abrantes com outro não menos importante. As mansardas deste estão em grande medida devolutas e em mau-estado. É pelo topo que se abatem estes prédios.

Para aqui esteve projectada a construção de um mono de nove ou dez andares, que taparia por completo a vista dos prédios da marquês de Abrantes com piscinas, e muitos lugares de garagens. Muito condomínio-de-luxo-fechado.Há décadas que existe uma vedação metálica que ostenta o nome do promotor que, entretanto, faliu. Resta, agora, o buraco que foi feito. O projecto estará na gaveta de algum departamento da CML. tal como outros, e espera-se que daí não saia para mais um corte na cidade

"GNR vai intensificar fiscalização ao excesso de velocidade"....



A GNR vai intensificar, no domingo, a fiscalização ao excesso de velocidade nas vias onde esta infração é mais frequente e originam um risco acrescido de acidentes de aviação.


Segundo a Guarda o patrulhamento e a fiscalização do controlo de velocidade vão ser feitos no interior das localidades, estradas nacionais, regionais e municipais, onde as infrações por excesso de velocidade são mais frequentes e dão origem a um risco acrescido de acidentes de viação.
Para a operação, que a GNR denomina de "Mercúrio", vão estar mobilizados os 230 militares que pertencem à Unidade Nacional de Trânsito.
A Guarda Nacional Republicana adianta que os militares vão estar equipados com radares fixos e móveis com o objetivo "de combater o flagelo da sinistralidade rodoviária associada ao excesso de velocidade".
Segundo a GNR, este ano foram controlados 6.563.855 condutores, dos quais 122.440 circulavam em excesso de velocidade.
"Perante estes números, o combate à sinistralidade rodoviária continua a ser uma prioridade estratégica da GNR, estando planeadas diversas operações nacionais, com empenhamento intensivo e simultâneo de meios de modo a maximizar a capacidade de intervenção", acrescenta ainda o comunicado da corporação.

In DN 2014-09-20 por Lusa
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Tudo bem...mas "no domingo" ?? 
Já agora porque não informam dos locais e horas também ?  

Adeus às palmeiras do Campo das Cebolas


Chegado por e-mail:

«olá, as palmeiras do campo das cebolas estavam a ser tratadas contra o escaravelho.
depois reparei que os tubinhos com o "antibiotico" que estavam agarrados aos troncos desapareceram.
estão praticamente todas mortas.
depois vi o plano de requalificação da coisa e não aparece nenhuma palmeira.
não há coincidências.
daniel»

19/09/2014

Postal da Igreja de Santiago


É mesmo muito importante, sim:


Em Lisboa, mais de 80% das crianças vítimas de atropelamento foram colhidas a menos de 500 metros da escola. 1 em cada 3 vítimas estava a atravessar na zebra, ou com o sinal verde para peões, ou nem sequer estava na faixa de rodagem. Como resolver este problema? “Fechar” as crianças em casa e nos carros dos pais não é solução. Conheça o estudo do desenvolvido para a CML pela Associação Portuguesa para a Promoção da Segurança Infantil. Publicado hoje. Aqui: http://www.cm-lisboa.pt/fileadmin/VIVER/Mobilidade/Modos_Suaves/Acessibilidade_Pedonal/Documentos/Estudos_e_Projetos/Estudo_Segurança_Rodoviaria_Escolas_1o_Ciclo.pdf

Passeios de Lisboa: R. de S. Bento


18/09/2014

Era uma vez um Pinheiro Manso...
















Finalmente foi retirado o cepo & raiz do Pinheiro Manos classificado IIP que caiu em Fevereiro passado no Jardim do campo dos Mártires da Pátria. Após 7 meses... vamos agora ver quantos meses, ou anos teremos de esperar para ver o lago reabilitado e uma nova árvore plantada.

Obras na Calçada da Ajuda



Chegado por e-mail:

«Quem acha que as levadas da Madeira são uma aventura, tente passar pela calçada da Ajuda.
A ida de casa ao restaurante é mais emocionante, e garantidamente mais perigosa, que uma ida à Euro Disney.
A Calçada está a ser retirada com uma grua que passa a poucos metros de quem passa na rua.
A rede de protecção só serve para que as pessoas não entrem na obra.
A ligação entre faixas é feita pelo meio da estrada sem qualquer sinalização. Esperemos que não aconteça o pior.
Para quem acha que isto não é difícil o suficiente, ainda temos cidadãos preocupados que estacionam na passagem dos peões. Quem tiver carrinho de bebé que dê a volta. Todos sabemos que a calçada da Ajuda é um estacionamento público.
Marco Vicente»

17/09/2014

RUA DA SOCIEDADE FARMACÊUTICA, 54


Exmo. Vereador do Urbanismo
Arq. Manuel Salgado,

Vimos informar de mais um lamentável exemplo de destruição do património azulejar da cidade, desta vez no Bairro Camões.

Recentemente obras de "reabilitação" da fachada do imóvel sito na Rua da Sociedade Farmacêutica, 54 (datado de 1914).

Mas para nossa surpresa, verificámos in loco que o dono de obra destruiu os 3 vasos de cerâmica da Fábrica Viúva Lamego que rematavam a platibanda desde 1914. De facto estas peças de cerâmica foram por nós fotografadas já no meio do entulho, no passeio, à porta do edifício (ver imagens em anexo).

No meio do entulho também se encontravam vestígios dos azulejos que faziam parte de um friso decorativo Arte Nova que existia abaixo da platibanda.

Esta não é a primeira vez que o alertamos para a destruição voluntária de património azulejar por parte de proprietários:

- Rua Andrade 17 a 29 (duas fachadas de azulejo demolidas em 2013)
- Av. Cinco de Outubro / Av. Visconde Valmor (painel publicitário destruído em 2013)
- Rua Pascoal de Melo, 130-132 (azulejos de fachada "pintados por cima" em 2008)
- Rua Cidade da Horta, 39-42 (azulejos da fachada retirados durante obras em 2009)
- Rua das Portas de Santo Antão / Calçada do Lavra (fachada de azulejo original destruída e substituída por cópias)
- Rua Almeida e Sousa, 5 e 7 torneja Rua Luís Derouet (duas fachadas de azulejo demolidas em 2012)
Não podemos pois deixar de manifestar a nossa preocupação por se continuar a assistir a este tipo de vandalismo cultural.

Também nos preocupa constatar que algumas das destruições de azulejos acima referidas (a negrito) foram legais porque as demolições de fachadas receberam aprovação do Pelouro do Urbanismo, «por despacho do Vereador Manuel Salgado» conforme se podia ler nos locais das obras.

Porque continuam tantos cidadãos a destruir este bem cultural tão importante de Lisboa?

Com os melhores cumprimentos,

Bernardo Ferreira de Carvalho, Fernando Jorge e Júlio Amorim


CC: PCML, AML, PISAL, DGPC, Museu Nacional do Azulejo, Projecto SOS Azulejo

Costa quer criar serviços municipalizados e relança ideia de uma taxa de turismo

O presidente da Câmara de Lisboa aponta a taxa de turismo, uma outra de protecção civil e a já anunciada taxa sobre os resíduos sólidos como “alternativas” a um aumento do IRS e do IMI
Por Inês Boaventura, Público de 17 Setembro 2014 | Foto de Rui Gaudêncio

Presidente da câmara quer criar serviços municipalizados para a limpeza da cidade

António Costa anunciou que vai apresentar “em breve” uma proposta relativa à reestruturação da orgânica da Câmara de Lisboa, que incluirá a criação de serviços municipalizados para a área da higiene urbana.
O autarca revelou ainda que vai propor formalmente ao Governo que os municípios passem a ter uma participação na receita do IVA e que pretende relançar o debate relativo à criação de uma taxa de turismo.
O presidente da câmara falava na reunião da Assembleia Municipal de Lisboa que se realizou esta terça-feira, e na qual teve lugar a apreciação da informação escrita, que é periodicamente apresentada pelo autarca, nos termos da lei. Depois de fazer um breve balanço daquilo que foi a actividade camarária nos últimos meses, Costa aproveitou para antecipar “algumas das tarefas mais pesadas que o município terá pela frente no próximo ano”.
Embora tenha admitido que há ainda “alguns aspectos a concertar” no que diz respeito à reforma administrativa da cidade, nomeadamente quanto às instalações de algumas juntas de freguesia, à assunção por estas das competências relativas ao licenciamento e à transferência de verbas para estes órgãos autárquicos, António Costa destacou que no essencial este processo está concluído.
Assim sendo, defendeu, “é altura de se dar um novo passo em frente”, com aquilo a que chamou a “reestruturação dos serviços municipais”. A esse nível, António Costa adiantou que haverá “duas mudanças fundamentais”: um reforço de competências das unidades de intervenção territorial, que passarão a ter “brigadas” para “responder mais depressa e melhor ” aos problemas de “manutenção e conservação”, e a criação de serviços municipalizados para a área da higiene urbana.
Em relação a esses serviços, o presidente da câmara afirmou que esta tem sido uma solução adoptada por vários municípios, acrescentando que ela permite “uma flexibilização da gestão” e a consignação das receitas cobradas à área da higiene urbana. António Costa disse acreditar que é possível avançar por este caminho “sem qualquer intranquilidade”, acrescentando que não espera resistências por parte dos sindicatos.
Parte do discurso do autarca socialista foi dedicada à já muitas vezes referida, tanto por ele como pelo seu vice-presidente e vereador das Finanças, quebra da receita estrutural do município. Segundo António Costa, no fim deste ano a câmara deverá registar uma receita fiscal inferior à de 2010 em 154 milhões de euros. “A redução tem sido permanente”, frisou, referindo que em quatro anos a perda acumulada é já de 392 milhões de euros.
O autarca garantiu que pretende que Lisboa continue a ser “o município da Área Metropolitana de Lisboa com a mais baixa taxa de IMI e também de IRS”. Mas para que se mantenha este factor de “atractividade de fixação de residência” no concelho, sem que se “ponha em causa a sustentabilidade das finanças do município”, António Costa apontou a necessidade de se encontrarem receitas “alternativas”.
Uma delas, disse, poderá ser a participação dos municípios na receita do IVA, uma já conhecida reivindicação que promete agora propor formalmente ao Governo. Além disso, quer ver relançado o debate em torno da criação de uma taxa de turismo, que vê como uma forma possível de financiamento de um novo centro de congressos em Lisboa.
A ideia desta taxa tinha sido lançada em 2010, mas foi mal recebida pelo sector do turismo, tal como sucedeu noutros municípios. Na altura falava-se em cobrar aos turistas valores entre 20 cêntimos e 1,9 euros por cada noite na cidade e um euro pela entrada na capital, fosse por via aérea, fluvial ou ferroviária.
António Costa anunciou ainda que pretende “transformar” a taxa de conservação de esgotos, que “vai desaparecer”, numa taxa de protecção civil, destinada a financiar o custo anual de 24,2 milhões de euros que tem o Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa. Aos jornalistas o autarca assegurou que daqui não advirá um aumento da carga fiscal, a não ser para os “produtores de riscos acrescidos”, como o aeroporto e algumas indústrias.
Por fim, o presidente da câmara lembrou que vai ser criada uma taxa sobre os resíduos sólidos, através da sua autonomização da de saneamento. Segundo disse, o valor mensal dessa nova taxa poderá oscilar entre os 1,69 euros cobrados por Vila Franca de Xira e os 5,53 euros cobrados por Loures.
No decurso da reunião António Costa garantiu também que não é “intenção” da câmara assumir a concessão das empresas de transporte fluvial Transtejo e Soflusa. Quanto às negociações relativas à Carris e ao Metropolitano de Lisboa, o autarca afirmou que elas “estão a ser retomadas”, depois de terem estado interrompidas durante o mês de Agosto.
Ainda na área da mobilidade, admitiu também que, para ele, “a solução ideal” era a Avenida Ribeira das Naus ser interdita à circulação automóvel de forma permanente, mas admitiu que isso não poderá acontecer enquanto a câmara não conseguir “transmitir de forma apreensível quais são os percursos alternativos”. Até lá, adiantou, deverá ser mantido o “uso ponderado e moderado” desta artéria. 
PSD pede mais competências para as juntas
Os deputados municipais do PSD querem que a Câmara de Lisboa atribua às juntas de freguesia, através de protocolos de delegação de competências, responsabilidades na manutenção da iluminação pública e dos arruamentos, na “pequena remoção do lixo da via pública” e na recolha de monos.
A ideia foi defendida por Luís Newton, presidente da Junta de Freguesia da Estrela, que considera que a reforma administrativa “trouxe muita confusão” ao nível da “intervenção no espaço público”, deixando muitos munícipes sem saber que competências permaneceram na câmara e quais as que foram descentralizadas.
Tanto esta recomendação do PSD como uma outra, na qual se defendia “a construção de um gradeamento em altura” em redor do Jardim Nuno Álvares (em Santos) com vista a permitir “a possibilidade de encerramento do jardim entre as 20h e as 8h”, foram chumbadas. Segundo Luís Newton, a ideia era preservar este espaço verde, que foi recentemente requalificado e se localiza numa zona de diversão nocturna, “das investidas que, infelizmente, sofre”. 

O Arquivo da nossa cidade está aqui...



...ao fundo desta rua no Bairro da Liberdade em Lisboa. Até quando Dr. António Costa?! Parece que é mais importante gastar 9 milhões de euros em obras num edifício da Rua Augusta para o MUDE. Não discutimos a importância e valor do MUDE mas há que ser mais criterioso nas prioridades de Lisboa.

16/09/2014

Avenida Duque de Loulé “qualquer dia é só cenário”


In O CORVO (16.9.2014)
Por Fernanda Ribeiro

«O número 70 da Avenida Duque de Loulé é um edifício carregado de memórias da vida artística e literária da cidade. Nele funcionaram redacções de jornais, revistas e nasceu uma editora. Está à venda, com outros sete prédios, dos quais apenas ficará a fachada. Há vozes críticas a este tipo de intervenção.

Do edifício da Avenida Duque de Loulé 70, onde morou a fadista Hermínia Silva e onde funcionou durante anos a delegação do Jornal do Fundão, restará apenas o cenário da fachada, se for por diante a ideia do proprietário, que o colocou à venda. O edifício é parte integrante de um conjunto de oito imóveis de finais do século XIX e princípios de XX a alienar de uma só vez, segundo um projecto de reabilitação que prevê a manutenção de fachadas e a demolição e renovação dos interiores.

“Inacreditável. É incrível o que estão a fazer ao património da cidade. Qualquer dia esta avenida é só cenário”, comentou um antigo morador da Avenida Duque de Loulé, ao ver o cartaz afixado pela consultora imobiliária Cushman & Wakefield no prédio agora à venda. “Vi muitas vezes de lá sair a Hermínia Silva, que ali morava. E ali funcionava também a delegação do Jornal do Fundão”, contou ao Corvo António Infante.

[ ...] Actualmente, e apesar de estar à venda, ele apresenta-se de janelas esventradas, algo que não ajuda seguramente à sua preservação. O anúncio em que, de uma assentada se colocam à venda estes oito prédios da zona da Duque de Loulé está online, na página da consultora imobiliária Cushman & Wakefield, intermediária do dono dos imóveis. Mas é também bem visível para quem passe naquela zona da cidade, pois consta nas grandes telas afixadas nos prédios – ao nº70 da Avenida Duque de Loulé junta-se uma fiada de quatro prédios da Rua do Andaluz e mais três no Largo das Palmeiras.

Todos se situam num mesmo quarteirão, mas a sua implantação é descontínua e separada em três blocos – algo que o projecto apresentado pelo proprietário à Câmara Municipal de Lisboa pretende alterar, criando um embasamento comum aos oito edifícios, reunidos para uma só intervenção. De acordo com a Cushman & Wakefield, o projecto tem “uma área bruta de construção de 12.067 metros quadrados”, repartida por “três lotes resultantes de emparcelamento dos oito prédios urbanos divididos em habitação, hotel e escritórios e com 258 lugares de estacionamento”. “O projecto chegou a ser aprovado pela Câmara Municipal de Lisboa e a ter licença. Mas ela caducou, antes de se efectivar a venda. A maioria dos candidatos à compra pretende manter as fachadas. Até porque, no caso do edifício da Duque de Loulé [demolir a fachada] seria criminoso” disse ao Corvo fonte da Cushman & Wakefield.

Largo das Palmeiras

Outro dos edifícios de que só ficará a fachada, no Largo das Palmeiras

E agora, de acordo com a mesma fonte, “há várias opções para os possíveis compradores dos imóveis – que o proprietário chegou a admitir vender separadamente, mas que quer afinal vender em conjunto. Ou aproveitar o projecto existente e introduzir algumas alterações, ou começar da estaca zero e apresentar novo projecto à câmara”. Crítico desta forma de intervir na cidade consolidada mostrou-se já o movimento Fórum Cidadania Lx, que pediu esclarecimentos ao vereador com o pelouro do urbanismo, Manuel Salgado. [...] Para o movimento de cidadãos, estes “edifícios merecem ser preservados e reabilitados de forma cuidada, sem recorrer a “reabilitações” travestidas de construções novas – solução fácil tão do agrado dos promotores imobiliários assim como dos sucessivos executivos camarários”. [...]

O Corvo colocou a questão ao gabinete do vereador Manuel Salgado e tentou apurar se existem condicionantes impostas pela Câmara às intervenções previstas para a zona da Avenida Duque de Loulé, mas até segunda-feira à tarde “os serviços não conseguiram dar resposta à questão, que têm de analisar”, disse fonte do gabinete de comunicação da Câmara Municipal de Lisboa.»

13/09/2014

Cerveja não faltará. Largo de Santos


Largo de Santos numa manhã antes da noitada. O hábito é este. Nas fotografias aparecem quatro camionetas de cerveja. Havia mais duas no outro lado do jardim. Tudo para que nos bares não faltem os milhares de litros de cervejas que são consumidos em cada noite neste canto classificado de Lisboa. No largo Vitorino Damásio, o cenário era idêntico. Será que a palavra excesso, ainda tem algum significado para a CML que, num espaço já sobrecarregado de bares, abriu num período de dois meses, mais três bares?