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24/04/2015

LISBOA ARBORICÍDA: Hospital dos Capuchos

Hospital dos Capuchos: Plátano decepado, mutilado.

Comemorações de Cottinelli Telmo - Então, e agora isto? (I)


Agora que acabou a bela exposição no Padrão dos Descobrimentos e que o filme sobre Cottinelli Telmo já voltou às prateleiras, quando é que quem de direito pega na Estação Fluvial Sul e Sueste e a recupera antes que caia?

Não há vergonha?

O nosso modo sui generis de comemorar o Ano Europeu do Pat. Industrial e Técnico:


Há muito que se adivinhava o futuro do magnífico complexo da antiga Fábrica José Domingos Barreiro (fachada principal em foto acima, do edifício principal de gaveto com a Praça Leandro da Silva), vizinha de frente dos Armazéns Abel Pereira da Fonseca e da Fábrica de Braço de Prata, cuja descrição consta aqui: http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=26915, e que se mantém inexplicavelmente (tal como A Napolitana, por exemplo, em Alcântara) até aos nossos dias sem qualquer tipo de protecção administrativa.

Pelo que este boneco de cima, do site promotor imobiliário (http://bpiexpressoimobiliario.pt/Pr%E2%80%A6/Lisboa/Marvila/a7940573) não é propriamente uma grande novidade, ainda que má, pois implicará a demolição total de todos os corpos da frente de quarteirão do lado da Rua Fernando Palha (foto actual em baixo), com a já clássica manutenção da fachada.

No fim da operação imobiliária, que também implicará a construção maciça no lote vago paralelo aos Armazéns Pereira da Fonseca, mas que não fará grande mossa, só restará da antiga Fábrica José Domingos Barreiro o edifício majestoso de gaveto, e vamos lá ver se não será também a fachada.

Temos um modo sui generis de comemorar o Ano Europeu do Património Industrial e Técnico.



23/04/2015

LISBOA ENTRE SÉCULOS: Avenida Morais Soares 157




Depois de anos sem obras, maltratado e sujo, agora aqui está devoluto com janelas abertas a pedir um acidente... É mais um exemplar do periodo Lisboa Entre Séculos em risco de ser demolido.

VOTAÇÃO: AS 10 MARCAS APAGADAS DE LISBOA


O Fórum Cidadania Lx está interessado em saber as opiniões dos Lisboetas sobre os lugares, edifícios e tradições que já não existem ou que foram irremediavelmente alterados na nossa cidade, fosse por acção humana fosse por acontecimentos naturais.

Entendemos que a celebração da cidade, sobretudo dos elementos que a construíram e desapareceram, é uma forma de homenagear Lisboa e os seus habitantes e todos aqueles que a construíram, mas também um modo de lembrarmos o que desapareceu e situar aqueles que nada fizeram ou contribuíram para a sua desfiguração. Não se trata de culpabilizar mas de lembrar, para não esquecermos ou repetirmos os erros do passado.

Numa altura em que as cidades competem no mundo pelo que as diferencia, a eliminação de elementos únicos e característicos deve ser algo que nos preocupa. Participar é um acto de cidadania.

Desta forma, durante 15 dias propomos aos lisboetas e amantes desta cidade que nos sugiram lugares, edifícios, tradições lisboetas que já não existem e/ou foram desfigurados e que, naturalmente e para nossa grande pena, já não existem ou que, eventualmente, possam voltar.

Após o prazo de sugestões, o Fórum Cidadania Lx irá elaborar a lista dos 20 mais sugeridos – cada pessoa pode sugerir o nº de locais/edificios, tradições que entender - para posterior votação e escolha dos 10 mais votados.

Envie as suas sugestões para: forumcidadanialx@gmail.com.

Que a escolha comece!

22/04/2015

E ninguém conseguiu evitar que fizessem isto?!


Foto: DL

É desta, é desta!


É desta, é desta (Proposta n.º 238/2015 da reunião de CML de hoje- processo n.º 824/EDI/2010) que este pobre da esquina da Tomás Ribeiro com a Filipe Folque é reabilitado! O interior desaparece, claro, todo (ex-libris da reabilitação urbana em voga), é ampliado em 1 piso (nada a opor neste particular, se devidamente recuado), entra estacionamento subterrâneo (outro must dos tempos que correm), fica hotel (idem... aliás, num raio de 200m é o que se pode chamar "concorrência perfeita" tantos são os hotéis) e ... pior, o toque a marca de arquitecto contemporâneo: no lado esquerdo da foto de baixo vai nascer um belo de um corpo novo, todo corrido a vidro.

É desta, é desta!

Alguém sabe onde ela pára? É que o novo promotor devia gostar de a recolocar in situ...


Afiançam-me que esta escadaria barroca do Palácio dos Lumiares está alegremente colocada em certa quinta do outro lado do Tejo. Mas como os promotores do "Lumiares Luxury Hotel Apartments" deviam gostar de a poder recolocar in situ, no seu novo, e bom, projecto para aquela ruína a que chegámos vergonhosamente, sem muito bem percebermos como, aqui fica este PROCURA-SE!

20/04/2015

Entretanto na rua Gomes Freire...


Chegado por e-maill

«Passei ontem pela rua Gomes Freire, quando me deparei com mais um atentado ao património arquitectónico que não quero deixar de partilhar. Como é possível na mesma rua a câmara não aprovar sequer a mudança de cor de um edifício e mais abaixo permitir a demolição integral da cada vez mais rara presença destes pequenos exemplos da arquitectura burguesa do principio do século...até me vieram as lágrimas aos olhos.

o resultado já se advinha com mais um exemplo de arquitectura descontextualizada exuberante como no os hotéis do Saldanha e Conde de Redondo, apenas para enumerar uns próximos sem querer falar no edifício da PJ.

não sei se deva dar os parabéns pelo blog...se calhar em vez de tomar o comprimido vermelho devia tomar o azul como no Matrix - You take the blue pill, the story ends. You wake up in your bed and believe whatever you want to believe. You take the red pill, you stay in wonderland, and I show you how deep the rabbit hole goes."

João Graça»

18/04/2015

Câmara quer vender "coração de Lisboa" por pelo menos 117,4 milhões


In Público Online (18.4.2015)
Por Inês Boaventura

«A hasta pública do terreno da antiga Feira Popular está em preparação. Para o local prevê-se uma edificabilidade de 143 mil m2, com construções que poderão rondar os dez pisos e incluir "habitação, serviços, retalho e hotelaria". [...]»

E a muralha?


Chegado por e-mail:

«olá
só mesmo em portugal é que é possivel deixar abandonada uma muralha com centenas de anos.....
se fosse nos estados unidos estaria envolvida em vidro e limpinha ao centímetro...
hl»

A CML merece um aplauso. Recuperação das fachadas do Palácio do Correio Velho, Calçada do Combro



Ao que tudo parece a CML decidiu restaurar a fachada monumental do palácio do Correio Velho, grande e inimtável casa arisotcrática lisboeta. Mesmo que seja só a fachada, a CML merece um forte aplauso por sair da sua letargia no que toca à protecção deste tipo de edificado, porque em tempo de enraízada crise soube, neste caso concreto, encontrar os meios para intervir, impedindo a destruição que estava iminente, porque devolverá a Lisboa um dos mais notáveis exemplos de residência aristocrática barroca. Seria, por fim, a auge deste novo interesse camarário,  os interiores serem também recuperados. De qualquer forma, obrigado CML.

Depois da semana da "reabilitação", aqui ficam alguns exemplos por tratar

Fachada do Ódeon. Depois de petições, programas de televisão, pareceres dos srs. deputados, nada demoveu a CML de permitir que se venha a construir neste histórico cinema de Lisboa, um centro comercial. Foi tudo sacrificado, cadeiras vendidas, as mísulas de estuque que cobriam os suportes de ferro desta varanda, os candeeiros de bola que davam para a rua, a moldura de cena. Haverá lojas e garagens. Mas a memória de um dos mais antigos cinemas da Europa, perder-se-á. Terá sido falado este caso na digna semana de reabilitação?

Outro a pedir ajuda. palácio dos Condes de Povolide, actual Atheneu Comercial. Lá dentro há magníficos salões de aparato. Em mau-estado de conservação.

Notável varanda do Ódeon. Peças com esta qualidade já são raras em Lisboa. E mesmo as que existem, apodrecem e desaparecem todos os dias.

O mesmo aviltado Ódeon. Houve pressão da opinião públia, à qual as instâncias que gerem a cidade se mostraram insensíveis e inamovíveis.

Fachada de aparato junto ao Palácio da Anunciada. Expectante de obras que a transformarão em hotel.


As janelas abertas são uma constante para que a degradação aconteça mais depressa e seja irremediável.

Palácio da Anunciada. Os tectos do andar nobre são cobertos por riquíssimos estuques. As janelas abertas em permanência serão o passaporte para a sua degradação absoluta.

Mansardas pombalinas. Por aqui começa muitas vezes o abate destes prédios.

Adicionar legenda

Singular jardim suspenso do Palácio da Anunciada dos Marqueses de Rio Maior. Será sacrificado em grande parte se o projecto de reconversão para hotel não for revisto.

Mais janelas abertas que dão directamente para os salões do piso nobre.

Corpo recudao do palácio da Anunciada o qual, de acordo com os renders do projecto, será destruído para se fazer o alinhamento da fachada. Esquecem-se os senhores arquitectos que é, justamente pelo jogo de diferentes volumetrias, que o tecido urbano de Lisboa ganha em originalidade.

Palacete em frente do Palácio da Anunciada. Devoluto.

Outro palacete em frente do Palácio da Anunciada. Também este devoluto e vandalizado.

Toda esta zona da cidade, Rua das Portas de Santo Antão e Rua de São José, deveria ser classificada na íntegra. O número de palácios é impressionante, Almada, Povolide, Ordem de Malta, Anunciada, Alverca, só para mencionar alguns, acrescentem-se algumas igrejas, São Luís dos Franceses, Anunciada, São José dos Carpinteiros (esta última num estado de degradação aflitivo, pese embora a riqueza dos seus paineis de azulejos e os embutidos de pedras duras) e, por fim, uma ocupação cultural com o Coliseu dos Recreios, Politeama, Sociedade de Geografia e o defunto Ódeon como testemunhos da Lisboa boémia.

Foi precisamente na Sociedade de Geografia de Lisboa que teve lugar a semana da reabilitação. Não poderia ter sido mais indicado o local para falar daquilo que a cidade precisa de fazer para inventar uma verdadeira reabilitação urbana e não aquela, que temo, tenha sido a mais focada nesta iniciativa: a que defende destruições integrais de interiores, aumentos de cérceas e construção de cabeçudos,  manutenção "pastiche" de fachadas para que a elas se acoplem caixas de betão armado, destruição sistemática de logradouros, abertura de garagens em fachadas classificadas e em zonas de protecção. Exemplos destas famigeradas reabilitações: recente hotel PortoBay na Rosa Araújo, prédio Ventura Terra na Avenida da República, palácio do bichinho-de-conta e a lista seria interminável. Se se acha que são essas as intervenções que entrariam na categoria das reabilitações, está a vender-se gato por lebre em detrimento da cidade e do seu património. O que, quero crer, não foi a tese defendida na semana da reabilitação.



17/04/2015

Lombrigas verdes "muito geradoras" no Largo de São Paulo


Parece que há uma revista dita de cultura que se chama Gerador. parece que a dita revista já há uns bons meses organizou um "evento" decerto muito cultural, muito alternativo, muito cool e original. Parece que resolveu decorar as tílias do melhor largo pombalino de Lisboa. A ideia era, talvez, gerar um movimento amigo de lagartas verdes ou um enternecedor impulso às artes criativas-performativas. Tudo coisas muito bem-vindas, sobretudo porque serão de reonhecida qualidade, tornando-se imprescindíveis à vida da cidade.

A coisa foi gerada e nunca retirada. Estará a ilumindada revista à espera que as minhocas ganhem vida e saiam transformadas em belas borboletas? A arte tem razões que o "provincianismo" de alguns escribas desconhece. Em Lisboa tudo vale.

Lisboa planta 100 árvores, uma por cada milhar de portugueses na Grande Guerra


In Público Online (17.4.2015)
Por Marisa Soares

«Iniciativa lançada pela Associação Lisboa Verde prolonga-se até 2018, marcando os anos do centenário do conflito.

Em vez de mais placas evocativas ou monumentos em pedra, três associações juntaram-se para fazer uma homenagem diferente aos soldados enviados para a I Guerra Mundial. Desde o final do ano passado e até 2018, durante os anos do centenário da Grande Guerra, serão plantadas em Lisboa 100 árvores, evocando os mais de 100 mil portugueses envolvidos no conflito.

“Cem Anos, Cem Árvores” é o nome do projecto organizado pela Associação Lisboa Verde (ALV), com o apoio da Associação Portuguesa dos Arquitectos Paisagistas e da Liga dos Amigos do Jardim Botânico de Lisboa. O objectivo é recordar os cidadãos anónimos, soldados e enfermeiras que arriscaram a vida na I Guerra Mundial, utilizando as árvores como “símbolos de vida e renovação”, explica João Pinto Soares, presidente da Associação Lisboa Verde.

[...] "Através da plantação de árvores no espaço público cumprimos a nossa missão cívica da homenagem de forma simbólica mas actual porque contribui para a qualidade de vida de todos os habitantes e visitantes de Lisboa", lê-se no site do projecto. Para já as árvores (como oliveiras, zambujeiros, loureiros, freixos e ciprestes) são oferecidas pelas embaixadas mas Pinto Soares explica que qualquer pessoa poderá, numa segunda fase, oferecer e até plantar um exemplar. A iniciativa tem o apoio de entidades como a Liga dos Combatentes, as juntas de freguesia e a Câmara de Lisboa, entre outros organismos. Tem também o Alto Patrocínio da Presidência da República e inclui na Comissão de Honra nomes como o do general Ramalho Eanes e do antigo Presidente da República Jorge Sampaio. A presidente da Assembleia Municipal de Lisboa, Helena Roseta, apoia o projecto: no próximo dia 21 será plantada uma árvore no Jardim Fernando Pessoa, ao lado do edifício da Assembleia. »

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Parabéns, Lisboa Verde, parabéns, Pinto Soares! :-)

Rua Heliodoro Salgado, 44, licenciamento SÓ para obras de conservação. Et-voilà!