19/09/2019

Construção nova atrás do Campo das Cebolas - protesto e pedido de esclarecimentos a CML e DGPC


Exmo. Senhor Presidente da CML
Dr Fernando Medina
Exma. Senhora Directora-Geral do Património Cultural
Arq. Paula Silva

C.c. AML, JF, Vereador Urbanismo e media

Serve o presente para protestarmos junto de V. Exas. pela aprovação do projecto de arquitectura que resultou na construção recentemente concluída de um edifício no gaveto da Rua Afonso de Albuquerque, imediatamente por detrás do Campo das Cebolas e em pleno "casco histórico", de que juntamos fotos.

Duvidamos que tal construção se apresente como legal à luz do disposto no Plano de Urbanização do Núcleo Histórico de Alfama e Colina do Castelo [artigo 9-ponto 2, artigo 10-ponto 1 b), artigo 14-ponto 3], pelo que é inaceitável que os Serviços que V. Exas. dirigem se tenham permitido propor a aprovação de tal construção, completamente dissonante e provocatória dada a zona em que se insere.

Mais solicitamos que nos esclareçam quanto à oportunidade de este projecto de arquitectura ter sido superiormente aprovado por V. Exas. e não, como devia, ter sido devolvido à procedência para correcções em conformidade com a regulamentação em vigor e com o que a zona histórica em causa exige.

Melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Miguel de Sepúlveda Velloso, António Araújo, Inês Beleza Barreiros, Maria Teresa Goulão, Pedro Jordão, Luís Mascarenhas Gaivão, Helena Espvall, Pedro Machado, Pedro de Souza, Virgílio Marques, Júlio Amorim, Miguel Atanásio Carvalho, Fátima Castanheira, Beatriz Empis

Lisboa, 19 de Setembro de 2019

06/09/2019

The vandalism of Lisbon by philistines!




(Chegado por e-mail):


«Good afternoon,

I came across your website after reading on Lisboa Live about the destruction of yet another beautiful old building in the historical centre of the city (the pink house on Rua da Lapa). A shocking story that now has 11,000 likes on Lisboa Live's Instagram page!

I am sick and tired of the the constant destruction going on in Estrela, especially, by the local town hall. What the hell do they think they are are doing!? Who gave them the right to destroy Lisbon's architectural heritage like this? The very thing millions of visitors come to the city to see every year. Talk about killing the goose that lays the golden egg. Blind and foolish - how much more idiotic can planning approvals be?

James»

(texto editado a pedido do autor)

Quiosque histórico de Santa Apolónia - À atenção da CML


Exmo. Senhor Presidente
Dr. Fernando Medina


C.c. AML, JF, Vereadora da Cultura, ATL e media

Serve o presente para chamar a atenção de V. Exa. e dos serviços da CML respectivos para a situação de abandono a que está votado o magnífico e raríssimo quiosque de Santa Apolónia, sito na Avenida Infante D. Henrique (lado rio), e para a necessidade da sua recuperação e dignificação.

Com efeito, trata-se de um quiosque com cerca de 100 anos, único em Lisboa, que saibamos, por ter janelas ogivais e motivos neo-góticos na decoração da base, e que, por certo, será uma mais-valia para a cidade se devidamente restaurado e recolocado em zona onde seja menos afectado pela poluição e mais bem tratado por quem o explore e frequente.

É urgente o resgate deste quiosque, para que se evite que se repita a triste sorte do quiosque antigo do Cais do Sodré, que desapareceu no pós-obras do largo, para posterior desmantelamento...

Na expectativa, subscrevemo-nos com os melhores cumprimentos.

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Fernando Jorge, Luís Mascarenhas Gaivão, Júlio Amorim, Maria do Rosário Reiche, Rui Pedro Martins, Vítor Vieira, Helena Espvall, João Oliveira Leonardo, Carlos Moura-Carvalho, José Maria Amador, Maria Maia, Alexandra Maia Mendonça, Miguel de Sepúlveda Velloso, Filipe Teixeira, Pedro Henrique Aparício, Virgílio Marques, Odete Pinto, Luís Serpa, João Pinto Soares, Sofia de Vasconcelos Casimiro, Pedro de Souza, Fátima Castanheira, Ana Alves de Sousa, Jorge D. Lopes, Maria Ramalho, Pedro Jordão e Catarina Portas

​Foto2: Lastscan3​

(6 de Setembro de 2019)

...

Resposta da Associação de Turismo de Lisboa (19.9.2019)

«Bom dia.


Exmos senhores Fórum Cidadania.

Venho por este meio informar que, na sequência da questão que colocaram tentámos obter a cedência do Quiosque pela APL, para o recuperar, mas fomos informados de que, por enquanto, tal não é possível porque existe um processo em Tribunal que o impede.

Com os melhores cumprimentos,

Carla Frade

Coordenadora do Gabinete do Associativismo»

05/09/2019

"Tabaqueira: porque descartou Piano a sua reabilitação?" [Público]

Foto: Daniel Rocha

Faz espécie, sim, a lenta agonia por que tem passado aquela estrutura majestosa, aquela majestosa estrutura de ferro e tijolo, aquela que é hoje um dos raros exemplares da arquitectura industrial ainda de pé na cidade de Lisboa.

5 de Setembro de 2019, 6:09


Verdade seja dita que, para muitos, é indiferente o legado arquitectónico, muito menos o histórico, daquela magnífica estrutura, marca indelével da nossa arquitectura do ferro, erguida na década de 20 para a então fábrica de tabaco do magnate industrial Alfredo da Silva (um verdadeiro empreendedor à luz do conceito de Karl Schumpeter), e uma das primeiras unidades industriais do pós-monopólio estatal, que ali laborou até 1963 (nesse ano havia de rumar a Albarraque, nos arredores de Sintra, onde acabou por encerrar passados alguns anos) e que foi responsável pelos “Tabacos da Tabaqueira, Os Melhores do Mundo”, entre eles os célebres “Definitivos”, hoje política e cientificamente incorrectos, e com razão.

Dentro em breve, inclusive, não será de estranhar que a toponímia local (Rua da Tabaqueira, Largo do Tabaco) seja substituída por algo como “silver street” ou “river plate square”, designações mais consentâneas com o espírito da época em que vivemos e prontas a servir a qualquer visto dourado que ali pretenda lavar alguma coisa que não folha de tabaco. Faz espécie, sim, a lenta agonia por que tem passado aquela estrutura majestosa, aquela majestosa estrutura de ferro e tijolo, aquela que é hoje um dos raros exemplares da arquitectura industrial ainda de pé na cidade de Lisboa (recorde-se a destruição massiva de património industrial que ocorreu em Alcântara e na Boavista há coisa de 20 anos, com a demolição completa de vários edifícios e o desaparecimento de máquinas e utensílios os mais variados, alguns autênticas relíquias, realidade que inviabilizará, por certo, a constituição de um hipotético Museu da Indústria; e fique aqui o aviso de que a recente mudança de mãos do complexo hoje conhecido por “Lx Factory” também não augura nada de bom para aquele conjunto de edifícios).

Faz espécie e revolta, mesmo, quando se sabe que os “Jardins de Braço de Prata” foram projectados pelo mundialmente famoso arquitecto genovês Renzo Piano, e que a Tabaqueira estava incluída no seu “projecto global” inicial, digamos assim, embora sendo então entregue especificamente à arquitecta Grazia Repetto, também ela genovesa.

Não se compreende, pois, como é que um arquitecto do prestígio mundial de Piano deixou cair o projecto de reabilitação da sua colega Repetto, de 2002, que é simplesmente magnífico (vide aqui o projecto), para abraçar, recentemente, um novel projecto, aparentemente, do atelier STC, que apenas projecta mais do mesmo: construção e betão.

De facto, pelo projecto magnífico de Repetto, pretendia-se (pretende-se) reabilitar todo o edifício da Tabaqueira como espaço cultural e gastronómico (“La Tabaqueira - Museo del Património Cultural Gastronomico Nazionale Portoghese-Lisbona”), pelo que tudo, mesmo tudo, seria restaurado e reinventado, com gosto e bom senso: espaços comerciais, restauração, jardins, estufas, etc., numa palavra: algo de que vão precisar e muito, os futuros moradores dos “n” condomínios que vão nascer para aquelas bandas (Beato, Poço do Bispo, Braço de Prata, Matinha).

Que se terá passado, então?

Só se sabe que pelo meio houve mudança de proprietário do lote onde se encontra o que resta da Tabaqueira, sendo que durante vários anos, e até há bem pouco tempo, marcou presença na sua ainda lindíssima fachada principal um cartaz com “Vende-se” (na altura era propriedade da EDP…). Sabe-se agora que a CML fez sempre questão em fazer de conta que não via, quiçá contando com a tradicional apatia dos lisboetas para mais tarde declarar como facto consumado o seu desaparecimento total e assim permitir a viabilização do novo projecto já citado.

Pior, em 2010, por exemplo, há registos fotográficos que são inquestionáveis: o edifício estava em muito melhor estado do que está hoje e a sua recuperação teria sido muito menos custosa. Hoje, os vidros das fachadas estão praticamente todos partidos e está corroído ou roubado todo o metal que era possível roubar e corroer, por fora e por dentro.

Pergunta-se: então, não era suposto a CML da 2ª década do século XXI comportar-se de forma mais civilizada do que a das décadas precedentes, em que permitiu que se construísse, sabe-se agora, em terrenos contaminados (por exemplo, a escola da Expo)?

Todos julgávamos enterrado esse período negro camarário de anti-património industrial (vulgo arqueologia industrial), em que edifícios emblemáticos (desde logo a Favorita, em Sapadores) e boqueirões inteiros, becos e travessas onde se localizavam as antigas fábricas de Lisboa, viraram aterros de gravilha, terrenos expectantes de betão e construção, mas nem por isso de melhor qualidade de vida. Enganámo-nos. Redonda e duplamente.

Em primeiro lugar com a CML, porque esta não só perdeu a oportunidade de adquirir para o domínio público o edifício da Tabaqueira enquanto este estava à venda, dando assim bom uso a alguns dos milhares de euros, dos milhões, as receitas da taxa turística cobrada por cada turista que por cá dormita, como ainda não mostrou qualquer simpatia para com o projecto de reabilitação de 2002, projecto esse que, a ser abraçado pela CML, podia fazer a diferença em termos de política urbanística da CML doravante.

Em segundo lugar, e bem mais surpreendente, convenhamos, com Renzo Piano.

Porque ninguém está à espera que um arquitecto do seu gabarito, uma daquelas estrelas da Arquitectura que habitualmente contamos com os dedos de uma só mão, seja indiferente ao Património pré-existente, no caso, seja completamente indiferente ao pequeno mas majestoso e histórico edifício da antiga Tabaqueira, deixando cair no esquecimento o belo projecto de reabilitação que a sua conterrânea fez para ele, e para Lisboa, em Dezembro de 2002. Mais a mais um projecto que complementaria os seus “Jardins de Braço de Prata” de uma forma espectacular.

Signor Arch. Dott. Renzo Piano, a Tabaqueira de Braço de Prata pode ser salva.

Ajude-nos!

Fundador do Fórum Cidadania Lx

Parques de estacionamento automóvel sem lugares para bicicletas - pedido à CML


Exmos. Senhores
Presidente da CML, Dr. Fernando Medina,
Vereador da Mobilidade, Dr. Miguel Gaspar,
Presidente da EMEL, Dr. Luís Natal Marques


CC. AML, JF e media

No seguimento da inauguração do parque de estacionamento automóvel junto à piscina de Campo de Ourique (http://www.cm-lisboa.pt/noticias/detalhe/article/novo-parque-de-estacionamento-em-campo-de-ourique), constatamos que, mais uma vez e à semelhança dos parques de estacionamento construídos há poucos meses (nos Bombeiros da Graça e junto ao terminal de cruzeiros de Santa Apolónia, por exemplo), não existe nenhum local de parqueamento para bicicletas, o que, a nosso ver, estando na presença de um equipamento desportivo, não deixa de ser uma contradição com as orientações de política de mobilidade em boa hora incrementadas pela Câmara Municipal de Lisboa.

Não conseguimos compreender como é que, numa altura em que a CML promove, e bem, campanhas de sensibilização para a utilização de bicicletas pelos lisboetas e os que nela trabalham e a visitam, se investem verbas avultadas na construção de estacionamento automóvel, incentivando as pessoas a utilizaram-no, em vez de o fazerem de bicicleta.

Nesse sentido, e à luz do que já solicitámos ao senhor Vereador da Mobilidade em termos de criação de estacionamento para bicicletas junto a edifícios públicos (https://cidadanialx.blogspot.com/2019/07/criacao-de-bolsas-de-estacionamento.html), e de que ainda aguardamos uma resposta, pedimos a V. Exas. que nos esclareçam sobre eventuais especificações regulamentares quanto à obrigatoriedade de garantir uma certo número de lugares para estacionamento de bicicletas sempre que é licenciada a construção de parques de estacionamento automóvel junto a equipamentos públicos, como é o caso da piscina de Campo de Ourique.

Solicitamos ainda a V. Exas. que nos indiquem quais os parques de estacionamento automóvel na cidade de Lisboa em que se pode estacionar bicicletas e motociclos, e em que condições.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bruno Palma, Bernardo Ferreira de Carvalho, Virgílio Marques, Eurico de Barros, Luís Serpa, Pedro Jordão, Rui Pedro Martins, Fátima Castanheira, João Oliveira Leonardo, Maria do Rosário Reiche, José Leiria-Ralha, Irina Gomes, Fernando Jorge, Maria Maria, Miguel Atanásio Carvalho, Filipe Teixeira, Jorgde D. Lopes

Foto: Time Out

02/09/2019

Portela vs. Montijo - Pedido de liderança à CML para a defesa da Cidade


Presidente da Câmara Municipal de Lisboa
Dr. Fernando Medina


C.C. AR, PM, AML

No âmbito da consulta pública acerca da construção de um novo aeroporto no Montijo, cujos acessos previstos são rodoviários, questionamo-nos se a decisão de construir esse aeroporto sobre o rio Tejo, com vista a resolver uma necessidade de curto-prazo, não estará a condenar a cidade de Lisboa a estar rodeada de poluição química e sonora por mais três ou quatro gerações, como aquela a que tem estado desde que o aeroporto da Portela foi inaugurado, e a partir do momento em que a urbe se foi aproximando daquela zona, que por essa altura ficava nos arrabaldes de Lisboa.

Ou seja, até que ponto é desejável manter-se por mais 50 anos, ou mais, não um, mas dois aeroportos na área da capital, em vez de se encetar desde já os preparativos para a construção de um só aeroporto e fora da grande Lisboa, concentrando as operações aeroportuárias e evitando um duplo encargo para as futuras gerações?

Não eram esses os pressupostos que levaram o anterior Presidente da CML a afirmar em 2007-2008 que pugnaria pelo fecho do aeroporto da Portela e pela a sua transformação num imenso parque urbano, num segundo “pulmão verde” da cidade?

Nesse sentido, e tendo em conta que, noutra vertente que não o tráfego aéreo, são uma evidência os indicadores internacionais que apontam para a elevada poluição proveniente dos grandes paquetes quando manobram junto aos cais e por isso toda a carga extra poluidora sobre a zona de Alfama (recordemos que a nova presidente do munícipio de Barcelona está empenhada em reduzir o número de licenças de cruzeiros...) solicitamos a V. Exa. a melhor atenção para a necessidade de a CML assumir a liderança na defesa da Cidade e da sua área metropolitana, pugnando pela apresentação de estudos sobre o real impacto do presente aeroporto da Portela e da eventual solução Portela-Montijo, designadamente na qualidade do ar que se respira, nas águas subterrâneas, do impacto no desenvolvimento de doenças do foro cancerígeno, nervoso, etc., e, nessa medida, proceder à sua encomenda.

E com base nas respectivas conclusões, então, sim, decidir politicamente quanto a este assunto.

Na expectativa, apresentamos os nossos melhores cumprimentos


Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Filipe de Portugal, Inês Barreiros, Rui Martins, António Araújo, Júlio Amorim, Maria Maia, Beatriz Empis, Jean Teixeira, Jorge D. Lopes, Pedro de Souza, Helena Espvall, Bruno Palma, Fátima Castanheira, João Filipe Guerreiro, Fernando Jorge

Imagem: Jornal Sol

29/08/2019

Aplauso à CML por chumbo de projecto na Calçada da Estrela, 46


Exmo. Senhor Vereador
Arq. Manuel Salgado


C.C. PCML, AML, JF e media

Tendo tido conhecimento da reprovação por V. Exa. do pedido de informação prévia respeitante ao conjunto edifício e logradouro do nº 40-48 da Calçada da Estrela, que previa (in pdf em anexo) um projecto de alterações com ampliação naquele edifício de transição e construção nova no logradouro; somos a congratular-nos com essa decisão e a manifestar todo o nosso apoio à CML no sentido de não só de fazer cumprir escrupulosamente o Plano Director Municipal, como garantir que aquele emblemático conjunto uno edifício-logradouro, um dos últimos resistentes da Estrela, é para manter e recuperar.

De facto, é de lamentar que o projecto em boa hora indeferido ignore o regulamento do PDM de Lisboa, no que se refere ao cumprimento do seu artigo 44º, nº 9, mais precisamente às construções novas em logradouros, na circunstância permitindo-se destruir toda uma perspectiva a quem sobe a Calçada da Estrela, desarticulando não só o conjunto integrado do logradouro em socalcos, como o próprio contínuo da frente de quarteirão, com o argumento de que se trata de preencher a empena cega do belo edifício moderno que se lhe segue, do lado da Rua da Imprensa à Estrela.
Tal como é de lamentar o desprezo completo dos seus autores pela pré-existência que ali existe há 100 anos, um dos últimos edifícios intactos de uma "arquitectura de transição", que tem sido vítimas dos mais variados desmandos por toda a Freguesia da Estrela.
Como é ainda de lamentar a ignorância de quem pretende construir um edifício daquelas proporções, não só num logradouro diminuto como apresentando problemas de insegurança para a residência do Senhor Primeiro Ministro.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Júlio Amorim, Virgílio Marques, Luís Serpa, António Araújo, Fátima Castanheira, Nuno Caiado, Pedro Fonseca, João Oliveira Leonardo, João Pinto Soares, Maria Ramalho, Odete Pinto. Miguel de Sepúlveda Velloso, João Mineiro, Pedro Jordão

05/08/2019

Adeus à buganvília da Estrada da Luz, 54


Chegado por e-mail:

«Bom dia. É a primeira vez que escrevo para 9 vosso blog, que ja acompanho há bastante tempo. É uma situação observada na Estrada da Luz, 54. Desde que me lembre existia ali uma buganvilia lindissima. Este ano ja estava assim florida há uns 2 meses. Qual nao foi o espanto que esta semana ao passar por lá, ja la nao estava. A arvore estava dentro de um terreno que deve ser privado. Tinha um baldio de um lado e um edificio ja bem antigo do outro. Não sei se ha alguma coisa que se poderia fazer... mas fica aqui a minha revolta. Obrigado. Hugo Vieira»

18/07/2019

Jardins da Freguesia da Estrela


Aspecto do Jardim da Burra na actualidade

Estado confrangedor de total abandono em que se encontra o Jardim da Burra, frente ao Jardim da Estrela. Terminal de várias carreiras de Eléctrico, transmitem aos turistas que nos visitam uma imagem deplorável do esmero posto pelas nossas autoridades no tratamento de alguns jardins.

Trata-se de um exemplo de transferência de competências de funções entre a Câmara Municipal de Lisboa e as freguesias, neste caso a Freguesia da Estrela, mal conseguido, já que o Jardim da Estrela, logo ali em frente, gerido pela CML, é um exemplo vivo de como se deve tratar um jardim, não obstante os milhares de pessoas que o frequentam.

João Pinto Soares

Atheneu, contam-se armas ...


Bom, bom, ou muito me engano ou vem aí (proc. 1180/EDI/2019, entrado na CML a dia 5 de Julho) o fim do edifício do Atheneu, tal qual o conhecemos, com excepção dos tectos dos salões do piso nobre e escadaria, que é "impensável" tocar-lhes (engraçado, não aparece nem metade dos tectos aqui nesta "memória descritiva e justificativa", a qual, aliás, é muito selectiva...). Entretanto, já há muita propaganda (e dos próprios espoliados à maneira de Tróia, o que ainda é mais engraçado), como convém nestas coisas: https://eco.sapo.pt/2019/07/17/investimento-da-vogue-homes-faz-renascer-o-ateneu-comercial-de-lisboa/?utm_medium=Social&utm_source=Facebook&fbclid=IwAR1XSQZ16ibJ4Jk7DRyXB1iPagOX5KGxnrOiTMX9X0hqXrJIxf0EPBTGqxQ#Echobox=1563381536 e https://www.dn.pt/dinheiro/interior/palacio-povolide-sera-reabilitado-e-mantem-sede-do-ateneu-de-lisboa-11122414.html, por exemplo. Aguardemos...

17/07/2019

É preciso restaurar Arco Grande de Cima / São Vicente de Fora - pedido à CML


Exmo. Senhor Presidente
Dr. Fernando Medina


C.c. Patriarcado de Lisboa, DGPC, JF S.Vicente e media

Constatado o estado de abandono de há longos anos a esta parte do arco junto ao Mosteiro de São Vicente de Fora, conhecido como “Arco Grande de Cima”, sem que se vislumbre nenhum anúncio de obras de restauro por parte do seu proprietário, que tudo leva a crer ser o Patriarcado de Lisboa, nem sequer de substituição dos seus vidros partidos;

E sendo este Arco uma peça arquitectónica de suma-importância do conjunto histórico, cultural e assumidamente turístico que compõe aquela lindíssima e ainda preservada zona da cidade de Lisboa;

Solicitamos a melhor atenção de Vossa Excelência, Senhor Presidente, para a necessidade de a Câmara Municipal de Lisboa intervir directamente junto do Patriarcado de Lisboa para que este proceda às obras de restauro do Arco, ou, se necessário e em sintonia com a Direcção-Geral do Património Cultural, assuma a própria CML o projecto e as despesas de recuperação do mesmo, bem como do muro e respectivos acessos, e assegure a possibilidade de acesso do público ao interior do Arco.

Juntamos foto dos anos 40 (!), da autoria de Eduardo Portugal (in Arquivo Municipal), em que já é visível o estado de abandono e degradação do Arco e do muro referido.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Luís Serpa, Júlio Amorim, Ana Alves de Sousa, Beatriz Empis, Vítor Vieira, José Maria Amador, Rui Pedro Martins, Pedro Machado, Virgílio Marques, Carlos Moura-Carvalho, Pedro de Souza, Miguel Atanásio Carvalho, Luís Mascarenhas Gaivão, Fátima Castanheira, Jozhe Fonseca, Miguel de Sepúlveda Velloso, António Araújo, Maria Maia, Jorge Pinto, Maria Ramalho, Maria do Rosário Reiche

16/07/2019

Ó Graça, credo, nem um pezinho de relva nestes espaços "ajardinados"?


Fotos do Jardim da Graça e do espaço verde do Miradouro de Nossa Senhora do Monte, por Ernestina Simões, in Facebook.

Torre do Galo e Largo respectivo/pedido de esclarecimentos à DGPC


Exma. Senhora
Directora-Geral do Património Cultural
Arq. Paula Silva


C.C. Ministra da Cultura, PCML, AML, JF Ajuda e media

Considerando a necessidade urgente em se requalificar paisagisticamente o largo da Torre Sineira da Real Capela da Ajuda, vulgo “Torre do Galo”, transformado que está, há tempo demasiado e de forma completamente inglória, em parque de estacionamento automóvel, como se se tratasse de uma zona afecta a alguma grande superfície comercial;

Considerando as notícias que dão conta de uma operação de limpeza da “Torre do Galo” por parte da Junta de Freguesia da Ajuda, em cuja página online, aliás, se refere ser este o “primeiro passa que visa reactivar este monumento emblemático da Ajuda”, “equipamento da responsabilidade do Ministério das Finanças”;

E considerando que as chaves da porta de acesso à “Torre do Galo” sempre estiveram à guarda da Direcção-Geral do Património Cultural;

Serve o presente para solicitarmos a V. Exa., que nos esclareça sobre:

* Qual a tutela exacta da Torre Sineira da Real Capela da Ajuda?

* Quais os termos desta eventual cedência da “Torre do Galo” à Junta de Freguesia, quais os planos exactos previstos para a "reativação" da Torre, se a mesma prevê a recuperação do mecanismo do seu relógio histórico e dos sinos, e se a Direcção-Geral do Património Cultural irá acompanhar/fiscalizar a implementação da mesma?e se a anunciada “reactivação” da mesma prevê a recuperação do mecanismo do seu relógio histórico e dos sinos?

* Quais os eventuais planos da Direcção-Geral do Património Cultural para uma requalificação paisagística do Largo da Torre, por via do ordenamento da circulação automóvel, plantação de árvores, acessos dignos ao Palácio Nacional da Ajuda e, obrigatoriamente, da criação de uma área desafogada em redor da Torre (contextualizando-a, por exemplo, refazendo no pavimento de uma área devidamente ajardinada a planta da antiga igreja - Patriarcal da Ajuda - conforme os desenhos resultantes da escavação arqueológica ali efectuada em 1994-95, sob orientação da arqueóloga Maria Ramalho), que permita a interligação coerente e harmoniosa com o Largo da Ajuda.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Bruno Palma, Luís Mascarenhas Gaivão, Júlio Amorim, Filipe Teixeira, Beatriz Empis, Virgílio Marques, Ana Alves de Sousa, Helena Espvall, João Oliveira Leonardo, Rui Pedro Martins, Maria do Rosário Reiche, Pedro de Souza, Pedro Jordão, Fátima Castanheira, António Araújo, Rui Pedro Barbosa, Jozhe Fonseca, Jorge Pinto, Pedro Henrique Aparício

15/07/2019

Estátua de D. Sebastião não volta à Estação do Rossio/Pedido de esclarecimentos à Infraestruturas de Portugal


À Infraestruturas de Portugal

Cc. PCML, AML, DGPC e media


Exmos Senhores

Em 3 de Maio de 2016, a estátua esculpida por Gabriel Farail em 1891, que ornamentava a fachada principal da Estação Ferroviária do Rossio e que representará D. Sebastião, foi vandalizada, caiu do nicho onde se encontrava e partiu-se no chão (in Jornal Público, edição de 4.5.2016).

No dia 11 desse mesmo mês, responsáveis pelo Instituto de Oftalmologia Doutor Gama Pinto (local de passagem de um dos engenheiros responsáveis pela construção da estação do Rossio, Edmund Bartissol) anunciavam ter descoberto uma estátua igual, que poderia, inclusive, ser a original: “Havia um mestre que fazia o molde e a partir daí construíam-se as réplicas. Acreditamos que este é o molde original” (in Jornal i online).

Em Maio de 2017, notícias davam conta que “depois da Direção-Geral do Património Cultural ter avaliado as hipóteses de recuperação da peça, a IP Património, empresa do Grupo Infraestruturas de Portugal, detentora da Estação Ferroviária do Rossio, "irá avançar com o restauro da estátua do rei D. Sebastião, que ornamentava a fachada da Estação do Rossio, destruída num ato de vandalismo ocorrido no ano passado", em Lisboa (in TSF Online, 4.5.2017).

Em Setembro de 2017, garantia-se que a estátua que havia sido partida iria mesmo regressar, restaurada: “Infra-Estruturas de Portugal decidiu-se pelo restauro da estátua que ornamentava a estação, destruída em Maio do ano passado” (in Público, 8.9.2017).

Chegados a Julho de 2019, e depois da fachada principal da Estação Ferroviária do Rossio ter sido restaurada exemplarmente, é com enorme surpresa que se constata o não regresso da estátua referida.

Maior a surpresa, quando um cidadão dá conta no facebook da resposta dada pelos serviços da Infra-Estruturas de Portugal ao seu pedido de esclarecimentos relativo à não colocação da estátua:

"Dado que o ato de vandalismo praticado sobre a estátua de D. Sebastião, que se encontrava na fachada da estação do Rossio, a deixou sem hipótese de restauro, a IP prevê a colagem possível dos fragmentos, para colocação da peça que daí resulte em exposição, em local seguro para que não seja alvo de outros atos de vandalismo, e se constitua como memória futura da preservação do património cultural. Pelo exposto, a reposição da estátua original não será possível."

Dada a contradição das notícias vindas a público, solicitamos o cabal esclarecimento de V. Exas. quanto à situação de facto em relação à viabilidade, ou não, do restauro anunciado da estátua destruída, e em relação à cooperação entre a Infraestuturas de Portugal e o Instituto de Oftalmologia Doutor Gama Pinto, no caso de ser preciso colocar a estátua gémea, encontrada no seu depósito.

Na expectativa, apresentamos os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Pedro Janarra, Jorge Santos Silva, Júlio Amorim, Luís Mascarenhas Gaivão, Carlos Moura Carvalho, Pedro Jordão, José Maria Amador, Pedro de Souza, Beatriz Empis, Jorge Pinto, Helena Espvall, António Araújo, Fátima Castanheira, Pedro Machado, Rui Pedro Barbosa, Rui Pedro Martins, Virgílio Marques, João Oliveira Leonardo, Sofia de Vasconcelos Casimiro

Foto: Rádio Renascença