5 de Dez de 2009

R. Garrett, 25-35 / R. Ivens, 63-75: Reabilitação?

RUA GARRETT, 25 a 35 / RUA IVENS, 63 a 75
Exemplo paradigmático da falta de critérios rigorosos para o centro histórico de Lisboa, neste caso concreto uma área urbana com pretensões a classificação pela UNESCO. A publicidade a promover este projecto anuncia com pompa «7 apartamentos de luxo com estacionamento». Mas uma análise dos números revela uma realidade bem diferente. Estamos perante cerca de 14 lugares de estacionamento para 7 apartamentos. Ou seja, na verdade o slogan deveria dizer: «14 estacionamentos com 7 apartamentos». É esta proporção de espaço que Lisboa dedica às pessoas versus carros. Em cada vez mais casos constatamos que os imóveis terão tanto espaço para estacionamento como para habitação! Comparar o número de pisos para estacionamento com o número de pisos para habitação numa obra dita de "reabilitação urbana" desmacara imediatamente a construção nova disfarçada (mal) de reabilitação. São apenas fachadas que estão a ser reabilitadas - atrás delas, surgem construções novas com banais estruturas de betão armado como se vê na imagem (umas vezes com mais qualidade, outras nem por isso). É assim que queremos repovoar a cidade? É isto reabilitação e sustentabilidade à moda lusitana? São estes os critérios para a Baixa e o Chiado?

Rua Castilho ao estilo de grandes capitais da moda

A Rua Castilho, em Lisboa, quer afirmar-se como uma "fashion street" ao estilo das grandes capitais da moda no próximo dia 12, na primeira edição de um evento que reúne dinamização de lojas, animação musical e solidariedade.

Durante todo o dia haverá música na rua com os Cottas Club Jazz Band, venda de castanhas, uma passadeira vermelha, enquanto as 20 marcas que se associaram para desenvolver o projecto vão ter uma acção especial, disponibilizando música ao vivo, sessões de maquilhagem ou oferta de champanhe.

Uma percentagem das vendas reverterá a favor da Associação Ajuda de Berço, que acolhe crianças até aos três anos em risco e apoia mulheres grávidas em condições desfavorecidas e os seus filhos. Para facilitar o acesso dos clientes, os parques de estacionamento estarão abertos.

In JN

Lamento....

..mas nenhum acertou !

4 de Dez de 2009

ELEVADOR DE SANTA JUSTA ÀS ESCURAS

Desde o dia 20 de Novembro que 39 artérias da cidade estão enfeitadas com as iluminações de Natal. Diz a CML que «estão aí para ajudar a dar outra cor e luz à quadra natalícia». Fomos ainda informados que no total das iluminações natalícias foram aplicadas 2.3 milhões de lâmpadas de baixo consumo. O orçamento da Câmara Municipal para esta estravaganza? Mais de 1 milhão de euros. A rapidez, pontualidade e organização com que a capital prepara estes eventos festivos é de facto admirável. Se Lisboa fosse igualmente aplicada nos restantes assuntos da gestão de uma cidade, então seriamos todos munícipes bem mais felizes.

Por exemplo: nesta frenética celebração da luz teremos tempo para reparar nas graves falhas da iluminação dos nossos monumentos? Na Baixa, epicentro das iluminações de Natal, não faltam casos. No Elevador de Santa Justa, das cerca de 130 lâmpadas da iluminação permanente do monumento, mais de 80 já não funcionam. Será que alguém, na CARRIS (ou na CML), já deu conta? Ou quantas mais lâmpadas terão de se fundir neste Monumento Nacional para que se tomem medidas? Ironicamente, parece que o Elevador de Santa Justa vai passar o Natal às escuras.

RESPOSTA DA CARRIS:
A CARRIS é responsável pela iluminação do Elevador de Santa Justa, que foi inaugurada em 8 de Setembro de 2005. A CARRIS tem conhecimento que ocorreu uma avaria eléctrica que danificou uma série de componentes electrónicos no sistema. Na sequência accionou o nosso prestador de serviços que já procedeu à encomenda dos componentes avariados para a recuperação da iluminação do Elevador. Prevê-se que o sistema seja reposto até ao dia 20 de Dezembro. Luis Vale, secretário-geral da Carris (in Correio da Manhã, 4-12-2009)
Foto: Imagem de Paulo Guedes (1886-1947), c.1900 (Arquivo Municipal)

Largo do Limoeiro



Prédio em frente do Centro de Estudos Judiciários, no Largo do Limoeiro.

POSTAL DO CHIADO: Travessa da Trindade

Travessa da Trindade (traseiras do Hotel Borges e da Brasileira)
Um buraco (e que buraco!) na Travessa da Trindade que se encontra por tapar desde Outubro. O serviço LX Alerta foi informado por nós desta anomalia no dia 2 de Novembro.

Propaganda: Entrecampos

No próximo domingo: 8 semanas desde o último acto eleitoral.

Começou uma qualquer fase da reabilitação do eixo da Almirante Reis ao Intendente (da maneira mais estúpida possível)

Eu sei que tenho mau feitio. Concedo que sim. Está-me nos genes e, inclusive, no apelido que recebi do meu pai, e ele do seu pai, que, por sua vez, também o recebeu do lado paterno, apesar de o meu bisavô Correia nunca ter usado o apelido "Ralha" por vergonha de tão disparatado nome.

Por isso, desculpem-me qualquer coisinha, e aqui fica o disclaimer.

O Executivo camarário, a Junta de Freguesia - sei lá eu bem quem, procurei informação sobre o assunto e não encontrei em lado nenhum - começou, há cerca de uma semana, uma primeira fase da badalada requalificação da Almirante Reis, eixo do Intendente (onde eu, corajosa, adquiri uma habitação própria permanente).

E agora perguntam-me: começaram a limpar a avenida? A calcetar os passeios esburacados? A implementar programas de recuperação e integração de toxicodependentes e prostitutas? Aumentaram o policiamento? Começaram a reabilitar os minúsculos espaços verdes existentes? Indagaram o problema das tílias "bonzai" do separador central, que há mais de uma década que não crescem mais do que uns meros centímetros?

(Suspense, porque, lá está, eu tenho mau feitio e um grande parêntesis para explicar o que é morar na Almirante Reis, ao Intendente)

Viver na Almirante Reis ao Intendente é ter o carro assaltado todos os meses - e rezar aos Santos que as seguradoras automóveis continuem a garantir a cobertura de quebra isolada de vidros.

Viver na Almirante Reis ao Intendente é acordar às sete e picos da manhã com gritos lancinantes de prostitutas toxicodependentes que lutam por uma dose, e ter camarote de luxo para uma cena de facada entre proxenetas em plena avenida (ainda ontem, com grande aparato, seis carros de polícia, trânsito cortado, ambulância do Inem, polícia agredido a soco, proxeneta esfaqueado na perna, prostitutas algemadas no passeio).

Mas deixem-me, por favor dizer, que viver na Almirante Reis ao Intendente, é ter, também o maior colorido da cidade. É ter mercearias e frutarias de portas abertas até à meia-noite, é cumprimentar e estimar cidadãos de todo o mundo, de todas as cores, de todos os credos. É ter à porta o Sr. Hussein, que reza a Alá por toda a nossa família, é jantar com os vizinhos chineses em restaurantes em que a ementa não está escrita em caracteres ocidentais. É perceber que, atrás de situações limite, estão pessoas que são apenas como nós.

E depois deste pequeno enquadramento, um rewind de três parágrafos.

Sim, começou uma qualquer fase da reabilitação da Almirante Reis ao Intendente.

E sim, eu tenho mau feitio, mas quem decidiu que a primeira prioridade na minha avenida - que, por vezes sangra, que, por vezes grita - era a substituição dos pilares de cimento por pilares de metal cinzentos - e que, ainda por cima, nem são iguais aos do quarteirão da Igreja dos Anjos -, está a gozar com toda a gente que ali insiste em viver; está a gastar dinheiro disparatadamente numa questão que não resolve nenhum problema daquele eixo.

Francamente...

Centenária Barbearia Campos, que futuro?


Em vinte e tal anos tenho-a visto ficar mais pobre: os bons barbeiros morreram todos, a clientela é já quase só turística, o fabuloso mobiliário de época tem sido vendido ou partido, os estuques enfolam e até o mais que centenário espelho gigantes (proveniente de afamado bordel do final do séc. XIX) está cada vez mais opaco.

Acresce que os donos, ao que se sabe pouco interessados em propagar o estabelecimento mas antes em fazer bom negócio, o que ajuda à "festa".

A CML pouco se interessa por este Cabeleireiro de Homens que os turistas fotografam à pressa, porque os donos não permitam fotos, a não se por "requerimento oficial".

Ultimamente, o prédio onde está esta pérola do Chiado, tem sido objecto de gula da vizinha Benetton/Ramiro Leão, que lhe pretende fazerum "take over", deitando fora, claro, a pérola aos porcos.

Em tempos esteve montado um andaime (oportunista), que fez com que todos pensássemos que seria desta que o prédio (semi-devoluto e interditado nas traseiras) seria recuperado. Mas qual quê, foi só para fazer publicidade, paga, suponho. De lá saiu e a fachada e a cobertura que se danem no meio das "n" entidades que "tutelam" a Baixa.

Há uma outra curiosidade: no site de uma tal empresa esquisita chamada Diga Lisboa está a ser promovido (não se sabe muito bem por quem e com que base já que na CML nada existe de concreto) um "novo" prédio, corrido a fachada diferente, onde consta (valha-nos isso) a Barbearia Campos, em que moldes, desconhece-se.

A credibilidade da CML também passa por esta barbearia. Vamos a isso?




Foto de Luís Pavão
(Revista do Governo Civil de Lisboa/Set.09)

Entrevista da Ministra da Cultura

In Revista Visão (4/12/2009)


E o novo Museu dos Coches?
Por mim, as obras tinham arrancado já na semana passada. Estamos empenhados em mandar os bulldozers para lá imediatamente.

...

Mas que grande negócio deve ser esta coisa do novo Museu dos Coches, para se insistir no assunto, conhecidos que são o efeito dominó nos museus e equipamentos vizinhos; a não ida da escola de Alter para o actual museu e, portanto, a não justificação da mudança; os procedimentos relativos ao projecto; e, sobretudo, o estúpido desperdício de dinheiros públicos quando os Monumentos Nacionais estão a cair, o Palácio da Ajuda está como está, os Museus Nacionais rebentam pelas costuras, etc., etc. Tudo como dantes... não chega acenar com o Museu de Arte Popular (aliás, três perguntas: tenciona a MC prosseguir as obras de reabilitação interrompidas pelo seu Sec. Estado quando estava no IGESPAR? Tenciona a MC resgatar o espólio do MAP (re)metido às catacumbas do Museu de Etnologia? Quem vai gerir o, hipoteticamente, ressuscitado MAP?).

Lâmpadas de baixo consumo dominam luzes de Natal nas ruas

In Público (4/12/2009)
Por Ana Rita Faria e Luís Filipe Sebastião


«Facturas de electricidade das autarquias nesta época diminuem até 90 por cento com recurso a tecnologia mais eficiente

A iluminação das principais artérias de Lisboa neste Natal custou mais de um milhão de euros. O recurso a lâmpadas de baixo consumo encareceu o projecto, mas a quadra natalícia ficou mais amiga do ambiente. Noutras cidades, como Coimbra, Viseu, Viana do Castelo, Óbidos, Gaia e Faro, o investimento chegou a centenas de milhares. Mesmo com a crise a ditar alguma contenção dos orçamentos, diversas autarquias apostam cada vez mais nas lâmpadas mais eficientes.

"Cerca de 80 por cento do mercado de luzes de Natal será já de microlâmpadas e tecnologia LED [diodo emissor de luz], duas soluções de baixo consumo de energia", estima Carlos Macedo, gerente da Teixeira & Couto, empresa de iluminações responsável pelo enfeite das ruas de Coimbra, Viana do Castelo, Albufeira e Amarante, entre outras. A tendência é que o uso das lâmpadas LED aumente ainda mais.

Em Lisboa, a câmara investiu este ano 1,077 milhões de euros em 2,3 milhões de lâmpadas de baixo consumo. "Embora o LED seja mais caro, permite uma poupança de até 70 por cento no consumo de energia", frisa António Moita, director de relações exteriores da JC Decaux, empresa que, em parceria com o líder das iluminações, a Castros, é responsável pelas luzes de Lisboa.

Segundo a Teixeira & Couto, a poupança energética conseguida pelas autarquias pode mesmo chegar aos 90 por cento, mas as diferenças de custo mantêm-se significativas. "Um LED pode custar mais 40 por cento do que uma microlâmpada", revela Carlos Macedo. A empresa, que já não utiliza lâmpadas incandescentes com mais de dez watts, prevê que a tecnologia LED domine 70 por cento da produção em 2010. Contudo, para o vice-presidente da associação ambientalista Quercus, Francisco Ferreira, o peso do consumo energético nesta quadra "é pouco relevante", pelo seu curto período de duração, quando comparado com os gastos na iluminação pública, em que, "aí, sim, as câmaras devem investir na substituição por lâmpadas de baixo consumo".

Até muralhas levam LED

Com 55 espaços e 25 igrejas matrizes iluminados, o Natal em Coimbra também apostou na eficiência energética. Recorrendo a 5,4 milhões de microlâmpadas e 1,8 milhões de LED, a cidade espera "proporcionar maior brilho e duração da iluminação", além de conseguir "um baixo nível de consumo de energia e de calor", diz fonte do Turismo de Coimbra. De acordo com a entidade responsável pelas iluminações de Natal na cidade, a poupança alcançada em termos energéticos é de 70 por cento.

Outras cidades aderiram à moda, como Castelo Branco, que acendeu já 220 mil LED, poupando 23,5 mil euros de electricidade. No caso de Viseu, as mais de 400 mil lâmpadas de baixo consumo e um milhão de LED instalados custaram 100 mil euros à autarquia, enquanto em Óbidos foram instalados dois quilómetros de iluminação LED na muralha e outros 1,5 quilómetros no resto da vila.

Em Gaia, a adopção de luzes mais eficientes é obrigatória há já três anos. Segundo Nélson Cardoso, responsável municipal, o respeito pelas normas ambientais leva inclusive a que a iluminação de árvores fique mais cara, pois é obrigatório o uso da "luz fria", tecnologia que impede impactos directos no arvoredo.»

...

Verdade seja dita que este Natal as luzes estão muito melhor, mais sóbrias e com mais bom gosto, salvo raras excepções. Também desapareceram as tendinhas e os arranjos manhosos, e, melhor, desapareceu a publicidade que no ano passado foi a vergonha da Quadra. Ainda se mantém aquela coisa chamada árvore (agora da Tv Cabo), que só mesmo no nosso país teria honras de transmissão televisiva e, pior, romaria. Enfim, há que aguentar.

Bastonário dos Engenheiros na administração da Empresa Pública de Urbanização de Lisboa

In Público (4/12/2009)
Por Ana Henriques

«Presidente da EPUL mantém-se no cargo. Vogais que vão ser substituídos tinham tomado posse há menos de um ano

O bastonário dos engenheiros, Fernando Santo, integra a nova administração da Empresa Pública de Urbanização de Lisboa, que mantém como presidente o major-general Luís Sequeira mas altera os seus dois vogais menos de um ano depois de terem tomado posse.

Isabel Vaz recusa-se a explicar as razões da sua saída, mas o PÚBLICO sabe que foram vários os seus desentendimentos e os do seu colega Paulo Neves com o presidente da empresa, cujos directores financeiro e de recursos humanos estão demissionários há perto de um ano. A EPUL perdeu ainda o seu director informático, que não foi substituído, estando a directora de empreendimentos igualmente de saída. Com 59 anos, Fernando Santo está na empresa desde 1983, tendo nela ocupado diversos cargos. O segundo vogal vem de fora da EPUL. Trata-se de um especialista em recursos humanos, Luís Bento, de 58 anos, consultor do Ministério da Defesa com carreira académica.

A maioria socialista que governa a Câmara de Lisboa deverá pôr à votação na próxima reunião do executivo os nomes de Luís Sequeira, Fernando Santo e Luís Bento para dirigir a empresa nos próximos quatro anos. A esta equipa caberá pôr em prática o plano estratégico da EPUL, que inclui a entrega aos promitentes compradores de dezenas de casas a preços controlados destinadas a jovens, depois de vários anos de atrasos. Das novas missões da empresa consta ainda o desenvolvimento de programas de reabilitação urbana, com vista à colocação no mercado de fogos até aqui degradados. Também não está posto de parte o recurso a fundos imobiliários fechados, ou a fundos comunitários, para viabilizar a recuperação do espaço urbano.

As operações de reabilitação urbana até hoje desenvolvidas pela empresa não têm tido o melhor resultado: a várias obras paradas junta-se a necessidade de reconfigurar um destes programas.

Promover a urbanização de áreas desocupadas da cidade, desenvolvendo projectos com entidades públicas ou privadas, é um dos objectivos enunciados no plano estratégico, documento que reconhece a má imagem que a empresa tem neste momento, não apenas por causa dos atrasos na entrega das casas mas também devido aos vários escândalos associados à gestão de anteriores administrações. Para hoje estão marcadas as alegações finais de um julgamento relacionado com os prémios de produtividade recebidos por anteriores administradores.»

Nunes da Silva sai em defesa dos acordos com a Liscont e a APL

In Público (4/12/2009)
Por Inês Boaventura


«O vereador Nunes da Silva considera "ridículas" as críticas feitas pela oposição camarária aos protocolos que a autarquia firmou com a Administração do Porto de Lisboa (APL) e a Liscont, comparando-os com uma vulgar relação contratual entre um senhorio e um inquilino. Sublinha ainda que "é a primeira vez em que o Estado aceita transferir domínio público portuário para a cidade de Lisboa".

O vereador, especialista em transportes, opositor da prorrogação da concessão do terminal de contentores à Liscont, explicou que anteontem votou favoravelmente os dois protocolos porque fez parte da comissão que os negociou. "E sei muito bem as dificuldades que houve", disse, lembrando que caso não venha a ser revogado o decreto-lei que permitiu ampliar o terminal e prolongar a concessão, "até 2015 a Liscont é concessionária e pode fazer o que quiser".

Na reunião camarária de anteontem foi aprovada, à semelhança do que tinha acontecido na Assembleia Municipal, com a abstenção dos vereadores do PS, uma moção a solicitar ao Governo e à Assembleia da República a revogação do decreto-lei no centro de toda a polémica.

Os vereadores do PS abstiveram-se em ambos os pontos porque, justificou António Costa, "sendo matéria exclusivamente da competência do Estado não cabe ao município pronunciar-se".»

...

Só que o busílis é realmente o porquê de ali estarem actualmente os contentores. Na época em que foi permitido à APL pôr e dispor daquele local, a CML nada fez, e então teria sido fácil evitar tudo o resto que agora se discute (e antes de muitos dos que agora falam da triplicação dos contentores, já aqui tínhamos levantado a lebre), pela simples razão que já naquela época tudo aquilo cheirava a esturro.

O que a CML deve fazer agora é, claramente, garantir que daqui a 25 anos os manuais da hitória da cidade não se lhe refiram como quem autorizou que uma actividade que devia estar longe de Alcântara (e só não o está porque este país é preguiçoso e gosta das soluções fáceis) se mantenha, mesmo que ineficiente, só porque "sim".

Sejamos claros, os contentores, triplicados ou não, nunca deviam estar ali.

E outra coisa, Lisboa é uma cidade portuária, mas não só o porto tem outras actividades que não receber e mover contentores, como Lisboa actualmente está muito para lá do seu limites de concelho; i.e, falar-se de Lisboa, hoje, é falar-se de Almada, da Trafaria e por aí fora. E não aproveitar esta oportunidade de pôr dali (Alcântara) para fora os contentores é continuarmos a ter o que sempre tivemos: visões curtas.

Por outro lado, há que ir ao dicionário ver o significado de "praça". Aquela zona actualmente verde e PÚBLICA, ocupada hoje com estacionamento à superfície e estacionamento anárquico desde há uns 10 anos, nunca será praça, o mais que pode ser é o que lá está hoje.

Por sua vez, o tal ganho em frente da Gare Marítima de Alcântara não o é pelo simples facto de que foi uma obra feita pela APL chamada aterro.

Investimento em Alcântara e na cidade era (seria) requalificar as gares de Alcântara e da Rocha de Conde d'Óbidos, introduzindo-lhe as valências que a APL, tão "bem intencionada" continua a justificar como imprescindíveis para o turismo de cruzeiros. O resto (edifícios da chamada Doca do Hespanhol, etc.) devia ser reconvertido para aquilo que realmente pode ser uma mais-valia para a cidade: lazer, desportos náuticos, turismo.

Por último: não tem andado a CML a propalar uma tal passagem aérea, vulgo ponte, que ligue a gare da Rocha de Conde d'Óbidos até ao Museu de Arte Antiga, para mais "depressa" (o mesmo conceito luminário que justifica o terminal de cruzeios em Santa Apolónia, como se alguém fosse a pé desde o paquete para Alfama ...) colocar os turistas nas Janelas Verdes? E então, agora acabou-se a ponte?

Este assunto dos contentores é uma profunda baralhação. O pior de tudo é que, pelos vistos, a partir de 2015, voltam a dar de barato um território único da cidade (a APL é muito estimável mas é um organismo do Estado e tem que fazer o que o Estado lhe diz para fazer, e quem diz Estado diz cidadãos) aos contentores, sabendo que é uma asneira.

3 de Dez de 2009

Museu de Arte Popular vai reabrir em 2010

O Museu de Arte Popular, em Lisboa, vai reabrir em 2010 no edifício onde originalmente funcionou, na zona de Belém, afirmou hoje a ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas.

O Museu de Arte Popular "é para manter-se tal como estava e para o qual foi concebido, dedicado à arte popular portuguesa", disse Gabriela Canavilhas à agência Lusa no final da inauguração de uma nova sala de ensaios do Coro do Teatro Nacional de São Carlos, em Lisboa.

A decisão contraria, assim, a decisão das anteriores tutelas do Ministério da Cultura de adaptar o edifício do antigo Museu de Arte Popular para acolher o futuro Museu da Língua Portuguesa.

LISBOA É...

...um táxi estacionado numa passadeira, e passeio, na Calçada do Carmo.

Estabelecidas regras para contentores

In Jornal de Notícias (3/12/2009)

«A Câmara Municipal de Lisboa aprovou ontem o texto dos dois protocolos a assinar com a Administração do Porto de Lisboa (APL) e a Liscont, no âmbito do plano de investimentos do Terminal de Contentores de Alcântara.

Segundo explicou o presidente da Câmara, António Costa, o acordo com a APL vai permitir a cedência (por 20 anos, prorrogáveis por mais cinco) para espaço público da área entre a Avenida Brasília e a Gare Marítima de Alcântara, que será transformada numa praça a que o município quer dar o nome da fadista Amália Rodrigues.

O protocolo com a Liscont abrange a parcela de terreno em frente à Gare Marítima de Alcântara que só será cedida ao município quando entrar em funcionamento o novo terminal de cruzeiros, o que deverá acontecer em 2013.

"Depois do acordo que ditou a transferência para o domínio da autarquia das áreas que não eram exclusivamente de uso portuário este é um segundo passo, muito importante para a defesa do papel que a Câmara deve ter na gestão da cidade", realçou o autarca.

António Costa disse ainda que com estes dois protocolos a autarquia conseguiu garantir que o alargamento do Terminal de Contentores só acontecerá com a garantia do escoamento da mercadoria por via ferroviária, obra que será submetida a Estudo de Impacte Ambiental, do qual dependerá toda a restante intervenção.

Costa sublinhou ainda que o município conseguiu limitar a altura dos contentores (máximo cinco) à dos edifícios já existentes e explicou que a disposição em cais deverá ser feita de forma a não ocupar os espaços actualmente livres no sistema de vistas.

"Podem dispor cinco contentores em altura frente ao Museu do Oriente, mas já não podem ocupar a área vaga entre este edifício e o da Divisão de Instrução criminal da PSP", explicou.

A oposição contestou, no entanto, o acordo que a autarquia vai celebrar com a Liscont, afirmando que apenas prevê indemnizações em defesa da concessionária.

"As cláusulas dos protocolos são completamente leoninas e colocam a autarquia numa posição de grande inferioridade perante a APL e a Liscont", disse o vereador do PSD Vítor Gonçalves.

"Quase todas as regras são a favor da Liscont", acrescentou, criticando igualmente a posição assumida na votação pela vereadora Helena Roseta, que votou a favor do protocolo com a APL, mas absteve-se no caso da Liscont. »

Oposição acusa Costa de firmar acordo "leonino" com a Liscont

In Público (3/12/2009)
Por Inês Boaventura


«A cedência temporária à câmara de dois terrenos, entre a Avenida de Brasília e a frente-rio da Gare Marítima, não calou os protestos

Cidadãos por Lisboa viabilizam solução

Os vereadores da oposição na Câmara de Lisboa afirmam que os protocolos respeitantes ao terminal de contentores de Alcântara, ontem aprovados pela autarquia, não servem os interesses da cidade e estabelecem "condicionalismos leoninos" que não acautelam a posição do município em caso de incumprimento dos termos acordados.

"Os acordos são piores do que a gente imaginou", constatou o comunista Ruben de Carvalho, enquanto António Carlos Monteiro, do CDS, se referiu a eles como "uma desilusão", por considerar que "copiam o pior que existiu na prorrogação da concessão do terminal de contentores". Já o social-democrata Vítor Gonçalves afirmou que os protocolos "colocam a câmara em posição de grande inferioridade", comparando-os com "os acordos feitos entre os senhores feudais e os agricultores".

O que os vereadores da oposição ontem disseram foi que o protocolo prevê indemnizações à Liscont em caso de incumprimento da autarquia, mas não o contrário. "Há um claro desequilíbrio contratual", referiu António Carlos Monteiro, acrescentando que no protocolo aprovado com os votos favoráveis do PS e do vereador Nunes da Silva (dos Cidadãos por Lisboa) "não há uma única cláusula em que a preocupação tenha sido acautelar o município".

Todas estas críticas ficaram sem resposta de António Costa, que, como é habitual quando as reuniões camarárias são à porta fechada, falou aos jornalistas antes de os vereadores da oposição o fazerem. Na sua intervenção, o líder do executivo camarário, eleito pelo PS, preferiu sublinhar que "pela primeira vez a Administração do Porto de Lisboa (APL) e um seu concessionário aceitaram negociar com a Câmara de Lisboa numa zona que é de uso exclusivamente portuário e relativamente a uma matéria exclusivamente portuária".

O principal alvo das críticas da oposição foi o protocolo a celebrar com a empresa que explora o terminal, a Liscont, que prevê a atribuição ao município de "um direito temporário e precário de utilização" da zona entre a Gare Marítima de Alcântara e o rio "para fins públicos de recreio, lazer e restauração". Essa cedência só ocorrerá "após a entrada em operação do novo terminal de cruzeiros", que deverá funcionar em Santa Apolónia a partir de 2013, e "por um período de, no máximo, 20 anos, renovável automaticamente por novos períodos de cinco anos".

Uma outra cláusula do acordo estabelece que esse prazo pode ser encurtado "no caso de se verificar a necessidade de ocupação da área cedida ou de parte dela, em virtude de a procura verificada no terminal exceder a capacidade da área remanescente do terminal".

Nova praça a concurso

Com a cedência de uma área pela Liscont e de uma outra pela APL, entre a Gare Marítima de Alcântara e a Avenida de Brasília, o autarca explicou que Lisboa vai ganhar uma nova praça, à qual pretende dar o nome de Amália Rodrigues.

Depois, a autarquia vai lançar um concurso público, em conjunto com a Ordem dos Arquitectos, para aquela nova praça que António Costa diz acreditar que "ficará para sempre na cidade", apesar de os acordos definirem que as concessões são válidas por um período de 20 anos, renovável por períodos de cinco anos.»

Várias famílias do Bairroda Liberdade realojadas

In Público (3/12/2009)
Por Ana Rita Faria


«Vários moradores do Bairro da Liberdade, em Lisboa, vão poder ir hoje para as suas novas casas, graças à operação de realojamento desenvolvida pelo município. Por volta das 12h, as chaves das novas habitações serão entregues, a diferentes famílias, pelo presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa, e pela vereadora com o pelouro da habitação, Helena Roseta.

As primeiras chaves serão para um grupo de habitantes da Rua Inácio Pardelhas Sanches e da Rua B, que viviam "em situação de risco" e numa zona com "problemas estruturais", segundo um comunicado da autarquia. "Apesar de estar a proceder ao realojamento definitivo das pessoas abrangidas pela operação, o município tem um plano de emergência que prevê a retirada imediata das famílias que ainda ali permaneçam para um realojamento provisório, caso as condições de segurança se alterem", refere a câmara.

O processo de realojamento de mais de 50 famílias está a decorrer ao abrigo do programa Prohabita, em que o Estado comparticipa 40 por cento do arrendamento. Os moradores serão realojados fora do Bairro da Liberdade em apartamentos de tipologia T1, T2 e T3, cujas rendas variam entre 400 a 700 euros.

Em Novembro, depois de a autarquia ter tomado posse administrativa dos edifícios da escarpa em risco de derrocada, a vereadora Helena Roseta anunciou que os moradores desses prédios terão "direito de preferência" para voltarem ao bairro, caso desejem, após a demolição das suas casas. com Lusa»

2 de Dez de 2009

"Reabilitação urbana"


Esta loa ao promotor, feita pelo Diário Económico de 30 de Novembro, refere-se ao esventramento do edifício já aqui referido por diversas vezes.






Fotos: CML e JA

Salésias voltam ao Belém

Por Fernando Guerra

Finalmente! O antigo campo das Salésias, que o Belenenses há tantos anos reclama, está a um passo de voltar a ser utilizado pelo clube do Restelo, na sequência de acordo em vias de concretização com a Câmara Municipal de Lisboa.

Há muito que sucessivas direcções do clube tentavam recuperar a posse daquele autêntico tesouro para o Belenenses, embora sem sucesso, por motivos que escapam. Agora, porém, o passo foi dado, depois de demorados contactos entre as duas parte, os quais foram muito facilitados dado o ambiente de cordialidade e, principalmente, de confiança, que tem balizado o relacionamento entre a direcção de Viana de Carvalho e o executivo da CML.

Falta acertar detalhes, antes da celebração do contrato, mas parece já não haver dúvidas que a responsabilidade pela utilização desportiva das Salésias vai ser atribuída ao Belenenses.
In A Bola(26/11)

Será que o Belenenses vai ser capaz de devolver dignidade àquele que foi o 1º campo relvado de Portugal? E se o Belenenses intervencionar o campo porque não a CML aproveitar para fazer uma obras no espaço publico e dar novo aspecto àquela zona?

Viver a Cidade no Chiado

Ontem aproveitei o Feriado para ir até ao Chiado. Já não o fazia à algum tempo. Comecei por almoçar na Trindade. Um clássico que tem resistido à moda das expansões, mantendo mesmo em tempo de crise a casa cheia. Cada vez que lá vou tenho receio de me desiludir mas felizmente ainda não aconteceu. Boa comida e um serviço simpático valem a deslocação. Os últimos meses de escassas visitas à zona levaram a que me supreende-se com as novas lojas. O restaurante Clara do Campo Santana abriu uma delegação no Chiado com uma loja Gourmet muito interessante. Ao lado a Buchholz Chiado, na extensão de uma das melhores livrarias de Lisboa situada perto do Marquês de Pombal. Algumas iniciativas como uma venda de vinhos de qualidade com provas incluídas, na Rua Garrett são um motivo para voltar. Ao pé do São Carlos a nova loja Marc Jaccobs será sem dúvida um sucesso para as "fashion victims". Nos Armazéns do Chiado está quase a abrir a Starbucks. A Igreja do Sacramento está neste momento a angariar fundos para reparar os tectos e as suas pinturas. Como sempre nesta altura, muita gente, a apreciar também as luzes de Natal, numa zona insuperável em termos de Glamour. Se puderem, vão ao Chiado. Vale a pena.

Atropelada e arrastada 2 km

Loures
Atropelada e arrastada 2 km


Maria Isabel Lima atravessava na passadeira em frente a casa quando foi colhida por um Seat, a alta velocidade, que fugiu. A vítima não sobreviveu. Condutor foi ontem apanhado mas já está em liberdade. Condutor ultrapassou dois carros parados na passadeira.
in Correio da Manhã 2 Dezembro 2009

Quiosques de gelados retirados de Belém

Pode parece incrível mas a verdade é que os horríveis quiosques para venda de gelados em forma de logotipo gigante da "Olá" só foram retirados da zona monumental de Belém no último fim-de-semana de Novembro! Aqui têm a prova: uma foto que regista a saída dos quiosques (Padrão dos Descobrimentos)! Esperemos que não voltem, nunca mais, às nossas praças, ruas e jardins (esteve um exemplar destes no Jardim da Estrela!). O mesmo voto fazemos para os igualmente indesejáveis quiosques da Nestlé, na patética forma de gelado enterrado no chão. Vade retro Satanás!

Obras no Príncipe Real aprovadas anteontem, em horas, pelo Igespar

In Público (2/12/2009)
Por José António Cerejo


«Quando a polémica intervenção no jardim se iniciou há duas semanas, só havia um parecer do instituto, datado de Maio. Dizia assim: "Na presente fase não aprovado"

Carro à frente do boi
Especialistas dizem que abatede árvores foi acertado


Não foi apenas uma nem duas vezes que o vereador José Sá Fernandes e os seus assessores garantiram, na semana passada, que o Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (Igespar) tinha dado um parecer favorável à "requalificação" do Jardim do Príncipe Real, iniciada há duas semanas. A garantia destinava-se a amansar os protestos que se avolumavam de dia para dia - e que estão longe de ter o apoio dos mais respeitados especialistas em jardins do país, bem pelo contrário -, mas tinha um problema grave: não correspondia à verdade.

Insistentemente solicitado ao gabinete de Sá Fernandes desde o princípio da semana, o parecer que conteria a aprovação do Igespar só chegou quinta-feira à noite. Aparentemente, tudo bem. O arquitecto paisagista que informou o pedido de intervenção camarária na Direcção Regional de Cultura de Lisboa e Vale do Tejo, concluiu, em Maio, com a proposta de "aprovação da intervenção a nível da vegetação", e de "não aprovação das intervenções no âmbito de pavimentos, equipamento e mobiliário, face a dúvidas persistentes".

Logo a seguir, a 4 de Maio, a directora de Serviços dos Bens Culturais daquela direcção regional susbcreveu as informação "nos termos propostos" e o director regional exarou o seu "concordo" no mesmo dia. Três dias depois, o director do Igespar, Elísio Sumavielle (actual secretário de Estado da Cultura), produziu o despacho final, aquele que valia e o único que traduzia oficialmente a posição do instituto. Sucede que o documento enviado ao PÚBLICO pelo gabinete do vereador trazia uma palavra cortada, por deficiente digitalização do texto.

O episódio não teria qualquer relevância, não se desse o facto de o sentido da decisão se tornar assim incompreensível. Nessa noite ainda foi pedido à câmara o envio do documento completo, mas até hoje ele não chegou. O que se percebia no despacho era apenas "na presente fase não (depois faltava uma palavra)" e, na linha de baixo: "Aguarde-se elementos." A palavra mistério, soube o PÚBLICO na sexta-feira, através do assessor de imprensa do novo secretário de Estado da Cultura, era "aprovado".

O director conclui assim de forma diferente dos seus subordinados e escreveu: "Na presente fase não aprovado. Aguarde-se elementos."

Confrontado com este facto, o assessor de Sá Fernandes, João Camolas, criou a tese de que aquilo que Sumavielle não aprovara era apenas a parte dos "pavimentos, equipamentos e mobiliário", cujo chumbo fora proposto pela informação original.

"Que não", clarificou Manuel Santana, o assessor do secretário de Estado. Não era só uma questão de português e de prática administrativa. "O dr. Sumavielle confirma que o despacho dado significa que não aprovou o parecer emitido pela direcção regional e que deu um parecer contrário porque não dispunha de elementos suficientes." A não aprovação, insistiu, abrange obviamente a totalidade da intervenção e não apenas os pavimentos e mobiliário urbano.

Contactado o gabinete do vereador do Ambiente sobre a necessidade de ouvir as explicações de Sá Fernandes, e como havia fim-de-semana e feriado pelo meio, a conversa ficou aprazada para ontem. A resposta, porém, estava num mail enviado pelo autarca a todos as redacções anteontem. Em duas páginas, assinadas nesse próprio dia, 30/11, o mesmo técnico que em Maio tinha proposto a aprovação do "vegetal" e a não aprovação do resto, propunha agora a aprovação desta parte.

Coincidência: no mesmo dia de anteontem, entre domingo e feriado, a directora de serviços dos Bens Culturais, Paula Alves, e o director regional, Luís Marques, subscreviam e concordavam.

Pormenor: o técnico (arquitecto Mário Fortes) explicava em pé de página que a directora lhe pedira parecer na sexta-feira, face às três páginas de esclarecimentos pedidos em Maio e acabados de chegar da câmara sobre os pavimentos e equipamentos. O prazo fixado no seu despacho escrito era 3 de Dezembro, mas esse prazo foi "reduzido a meio dia por instruções verbais da senhora directora (...)de 30.11.09" - informa o arquitecto na mesma nota de pé de página.

Ainda no dia de anteontem, o novo director do Igespar, Gonçalo Couceiro, proferiu o seu despacho de "aprovo". Couceiro ainda não tomou posse e a sua nomeação foi publicada no Diário da República na quarta-feira passada. Elísio Sumavielle não quis comentar.»

...

Lindo de morrer. Já agora, caro Sr. Prof. Luís Marques, a DRC-LVT já providenciou alguma medida no caso da "obra" no portão lateral da Sé?

Moradores vivem em condições precárias

In Diário de Notícias (2/12/2009)
por LUSA

«À entrada do Bairro da Cruz Vermelha, em Lisboa, vivem quatro famílias em casas à beira da ruína, onde a água escorre pelas paredes, há tectos seguros com barrotes e quem chame casa de banho a um buraco no pátio [...]»

Parecer positivo para requalificar Príncipe Real

In Diário de Notícias (2/12/2009)
por LUSA

«O vereador dos Espaços Verdes na Câmara de Lisboa, José Sá Fernandes (na foto), divulgou ontem um parecer favorável da Direcção Regional de Cultura à requalificação do Jardim do Príncipe Real, considerando "adequadas" as soluções de pavimento, equipamento e mobiliário. Revelou também um parecer da professora de Arquitectura Paisagista da Universidade de Évora, Aurora Carapinha, que apoia a substituição de choupos por lódãos e considera que a intervenção proposta "não anula a historicidade do jardim nem o seu valor de património paisagístico". Uma petição contesta o abate de árvores, a retirada de gradeamentos e canteiros. »

1 de Dez de 2009

Comboios menos poluentes em 2008

O comboio da Fertagus, empresa concessionária da gestão e exploração ferroviária do Eixo Norte/Sul, contribuiu para a redução de 13 mil toneladas de CO2 enviadas para a atmosfera em 2008, revelou a transportadora.

O primeiro relatório de sustentabilidade da Fertagus, que dá a conhecer o impacto económico, social e ambiental da actividade da empresa em 2008, mostra ainda que, através do sistema de frenagem das suas composições, a empresa recuperou 33 % da energia eléctrica de tracção. "Quando se desloca, o comboio usa energia, mas quando trava, parte dessa energia é reposta na rede e fica disponível para ser consumida por outros comboios", explicou à Lusa Cristina Dourado, administradora-delegada da Fertagus.

Este estudo, explicou ainda a responsável que detém as ligações ferroviárias entre as duas margens do Tejo, surge "devido à necessidade de sistematizar e analisar todo o trabalho que temos vindo a fazer no sentindo de nos afirmarmos enquanto alternativa de mobilidade, de sustentabilidade e de qualidade de vida para os cidadãos, e para apontar os aspectos em que devemos trabalhar para melhorar a sustentabilidade da empresa".

Cristina Dourado revelou ainda que "em 2011 a Fertagus deixará de precisar de apoio do Estado": "Somos o exemplo de que é possível oferecer aos cidadãos transporte público de qualidade e economicamente sustentável", disse. No futuro, a empresa pretende "continuar a fomentar o desenvolvimento da mobilidade dentro da Área Metropolitana de Lisboa (AML)".

A Fertagus, empresa do Grupo Barraqueiro que venceu o concurso público internacional para a exploração do Eixo Ferroviário Norte/Sul, transporta actualmente 85 mil passageiros por dia
In JN

30 de Nov de 2009

PERIGO na Rua da Misericórdia


Para quem está a planear um passeio pelo Chiado:
ATENÇÃO ao mau estado de conservação das caixilharias na Igreja dos Italianos no Chiado! Alguns dos vãos, nomeadamente da fachada lateral na Rua da Misericórdia, constituem um perigo para as milhares de pessoas que circulam diariamente no passeio. Numa das caixilharias podemos observar um vidro em processo de deslizamento. Em caso de queda sobre a via pública poderá provocar um acidente muito grave. O Departamento de Reabilitação e Conservação Urbana da CML já foi alertado para este problema.

Explicações, debates et al.

Porque é que explicações como esta, que fazem sentido - o que não significa que sejam as melhores opções, claro - e podiam alimentar um debate, só aparecem depois do facto consumado?

Baixa de Lisboa: vai um cafezinho?

Comerciantes da Baixa lisboeta vão voltar a adoçar as vendas de Natal entre terça-feira e dia 20 ao oferecer pastéis de nata, cafés, chocolates quentes e bilhetes para o teatro numa tentativa de atrair mais clientes.

No ano passado, quando a Associação de Dinamização da Baixa Pombalina promoveu a iniciativa pela primeira vez, os consumidores «acharam interessante» receber senhas para um pequeno lanche - um pastel e um café - ao fazer compras, em alguns casos com um valor mínimo exigido.

Durante uma semana, 2500 clientes receberam uma senha, utilizada depois em pastelarias da zona.

In Agência Financeira

Poupança

O Governo queixa-se de que com o adiamento da entrada em vigor do novo código contributivo perde 700 milhões de euros. Eu espero que desse montante se possam deduzir os 500 milhões que a ampliação do Terminal de Contentores iria custar, se não houvesse derrapagens (o que é, estatisticamente, pouco provável).

E com um bocadinho de sorte e de bom senso da parte da oposição o Governo vai ver que ainda acaba a poupar dinheiro.

Outros países ... outros critérios






Chegado por e-mail:


«Procurei nas minhas fotos antigas, estas fotos de árvores num jardim inglês e japonês que apesar de estarem quase no chão, ou quase mortas, com o tronco completamente ôco, foram preservadas e mantidas em pé por estacas . Até ao "último suspiro de vida"...! Não consigo entender donde nos vem esta falta de amor, quase ódio, pelas árvores. . As podas mutilantes que se fazem. A facilidade com que se cortam, como se as árvores fossem legumes que crescessem numa estação. Esquecem-se que muitos de nós não veremos nunca mais essas novas árvores adultas.

No total são cinco fotos. Vai num segundo mail.

Teresa Sampaio»

Orçamento Participativo 2010

Uma vez que este ano só se pode apresentar um projecto/ideia por participante, seja ele individual ou em nome colectivo, aqui fica a contribuição do Fórum Cidadania Lx:

Caro(a) Forum Cidadania Lx,

Esta foi a proposta que inseriu:
Título: Pedonalização do Largo de São Vicente e instalação de pilaretes na Rua da Voz do Operário
Número de proposta: 392

Localização:
São Vicente de Fora

Largo de São Vicente e Rua da Voz do Operário

O conjunto urbano do Largo de S. Vicente e Rua da Voz do Operário constitui um dos piores exemplos de espaço público privatizado para estacionamento de viaturas particulares. Nos Bairros Históricos, onde há falta de jardins e espaços abertos, é inaceitável continuar a tolerar este tipo de ocupação nos arruamentos emblemáticos da capital. Todos os cidadãos têm direito a usufruir dos largos de Lisboa. O bem comum tem de ser promovido e defendido pela CML. Solicitamos a requalificação do Largo de São Vicente (pedonalização) e da Rua da Voz do Operário (instalação de pilaretes).

Câmara Municipal de Lisboa (2009-11-29)

Portas azuis sobrevivem em edifícios degradados

In Diário de Notícias (30/11/2009)
por FÁTIMA ALMEIDA


«Lisboa acordou com um mistério: o das portas azuis. Algumas casas abandonadas no centro da capital ganharam uma nova expressão, através da pintura de um azul índigo que cobria o cimento e os tijolos das portas. A cor é inspirada na obra do artista francês Ives Klein, que a associava a ideias vinculadas à liberdade. Trata-se de um projecto de arte pública, na forma de textos poéticos e pintura mural, o [dom] - da Onda Magnética -, que se iniciou em Maio de 2008, sob a direcção do artista catalão, Blai Mesa.

Passado mais de um ano, dez das 11 portas que integraram a iniciativa continuam a exibir as frases poéticas sob o azul Internacional. Os prédios não foram recuperados, mas o alerta permanece e continua a permitir questionar as situação deplorável dos mesmos. As portas azuis são ainda uma metáfora para o diálogo e a passagem para um espaço de reflexão.

A porta que já não está pintada fica em frente ao Jardim do Príncipe Real, e foi substituída por uma porta de metal. "Não sabemos se foi por coincidência mas passado pouco tempo a porta foi substituída", disseram Catherine Boutaud e EkoFive, dois dos artistas, adiantando que é um sinal positivo.

A porta situada na Avenida da Liberdade é a única gráfica. Nela estão contidos os elementos que identificam o projecto, disse ao DN EkoFive, autor da intervenção. "A ponte é um sinónimo de união, de passagem para outra margem, de caminho" . O graffiter e designer português entrou no projecto quando viu da janela do seu ateliê alguém pintar uma porta azul. "Como já tinha esta ideia, desci e fui lá falar com ele, primeiro pensei que era um funcionário da Câmara, mas afinal era arte urbana".

Nas outras dez portas foram inscritas frases poéticas, para as quais a inspiração é a cidade e tudo o que a inspira, como o poeta Fernando Pessoa. Na rua Bernardo Lima, sobre o azul ultramar da porta continua a ler-se: "Sobre o asfalto da razão sobrevive a lógica do sensível". "Apesar de ter sido um catalão e um francesa a fazer as frases nós sabemos o que representou Salazar para os portugueses, disse Catherine Boutaud, sobre a frase inscrita na casa que foi daquele político. Na Rua Sousa Martins lê-se "Há: incerteza deliciosa", inspirada na frase tradicional que se vê em cafés e restaurante". As escolhas visaram "reforçar o vínculo do projecto com o universo gráfico da cidade".

O projecto chegou este ano à cidade de Tarragona, Espanha, pelas mãos de Blai Mesa, e outros artistas (ver caixa). Em relação a Portugal, "vai continuar vivo". E mais portas poderão surgir de azul, revelou, ao DN, EkoFive.

O objectivo foi sempre continuar com o projecto, para que o diálogo com a cidade seja permanente, através de linguagens criativas, como a "poesia, pensamento, e desenhos principalmente", alguns deles graffiti, que nada têm a ver com o bombing, os chamados Tags, que encontramos na rua", explicou.

Para os autores do projecto "a fusão entre espaço público e arte é capaz de gerar conhecimento, assim como dinâmicas criativas e positivas para a comunidade.»

...

Por instantes pensei que a cor azul tivesse voltado aos caixilhos do Bairro Azul, mas não.

Mau gosto e necessidade duvidosa

In Público (30/11/2009)


«É difícil acreditar que a Câmara Municipal de Lisboa tenha aprovado o projecto para a edificação da nova igreja do Restelo, sobretudo se pensarmos que a necessária autorização foi obtida durante o mandato de três presidentes da autarquia. Não sei quais os desígnios do arquitecto responsável por tamanho mamarracho, mas o resultado é simplesmente catastrófico. Mesmo que a intenção tenha sido de conotar a obra com os Descobrimentos portugueses e a consequente evangelização dos povos nativos através da representação de um barco, a volumetria excessiva, as proporções duvidosas e as cores psicadélicas chegavam para que se tivesse impedido que o projecto vingasse. O uso do minarete, com 100 metros de altura (mais consentâneo com uma mesquita do que com a simbologia de um templo cristão) só pode ter sido criado por uma imaginação delirante.

Apesar de também ser católico, custa-me aceitar que o Patriarcado de Lisboa não se tenha oposto a que se gastem milhões de euros na construção de mais esta igreja, sobretudo numa época de acentuada crise económica, mesmo que uma boa parte dos custos tenha sido suportada por doações. A realidade é que no Restelo (e à sua volta) existem variadíssimas igrejas que, além dos Jerónimos, são mais do que suficientes para as celebrações dos actos de culto. Pior do que isso, é a constatação que as mesmas nunca se encontram cheias de fiéis, mesmo durante a celebração da missa dominical. Parece, pois, descabido que se apadrinhe uma megaconstrução (ainda por cima de inegável mau gosto) quando se trata de uma obra perfeitamente dispensável.

Não seria melhor que as autoridades eclesiásticas tivessem incutido um pouco de bom senso no clérigo que a idealizou, lembrando-lhe que a generosidade dos fiéis poderia e deveria ter sido encaminhada para minorar a pobreza extrema que, cada vez mais, é o triste apanágio da sociedade em que vivemos?

Fernando Raposo de Magalhães, Lisboa»

29 de Nov de 2009

Por este o tempo não passa



No cruzamento da Avenida 5 de Outubro com a Rua Júlio Dinis

Como Desvalorizar um Imóvel

Fechar as Varandas sem qualquer critério e alguns casos deixar à vista o tijolo, colocar aparelhos de Ar Condicionado na fachada, colocar antenas parabólicas na Fachada.


Na Av. Estados Unidos da América, em Lisboa...




Algures na Pontinha...

Valorizar ou Desvalorizar um imóvel.

Desvalorizar não conservando, fechando as Varandas sem critério, colocando aparelhos de Ar Condicionado, colocando estores nas Varandas.




Valorizar conservando, não alterando a Fachada, não fechando as Varandas.




São 2 prédios contíguos na Alameda das Linhas de Torres.

CRITÉRIOS da BAIXA: Rua dos Correeiros


Rua dos Correeiros, 233 (vista das janelas da Confeitaria Nacional)

28 de Nov de 2009

«Trams are making a major comeback»

Trams are making a major comeback

Upstaged over many years by metros, buses and cars, trams are now making a major comeback. With its Citadis trams, Alstom is now the driving force behind this renewal of interest. Trams can greatly improve the quality of urban transport and often give a new lease of life to city centres. To date 1000 Citadis solutions have been commissioned from 24 cities around the world including Paris, Melbourne, Tunis, Algiers, Barcelona, Dublin, Madrid, Tenerife and Rotterdam. 30 other cities are also planning to introduce trams in the next three years.

Key facts about the Citadis:

-Powered by clean energy -Carries the same number of passengers as three busses or 150 cars
-Uses 4 times less energy than a bus and 10 time less than a car
-Provides passengers with a comfortable and pleasant ride
-Uses unique onboard monitoring and passenger information system called Agate e-Media
-Each client can customise the style of their trams to reflect a city or area to best effect

31 October 2008


Nota: Só esta empresa já forneceu mais de 1000 eléctricos para 24 cidades, principalmente na Europa, entre 1997 e 2007. Lisboa nunca mais investiu neste tipo de transporte público desde a inauguração do eléctrico de nova geração entre a Praça da Figueira e Algés em 1995. Está na altura de Lisboa voltar a ser uma cidade de eléctricos!

Foto: os novos eléctricos para DIJON e BREST

A Livraria Ulmeiro nasceu em Dezembro há 40 anos!...







Em Dezembro, o espaço onde nasceu a Ulmeiro faz 40 anos!...

Para assinalar esta data, a Lúcia e o Zé Ribeiro brindam-nos, de 28/11/09 a 24/12/09, com uma Promoção Especial de 50% de desconto em milhares de livros, objectos, gravuras, postais, pinturas, revistas e jornais antigos, etc.

A descobrir na loja na Av. do Uruguai, Nº 13A - Tel. 21. 715 13 41 (ver mapa de localização), todos os dias das 10h às 19h30, incluindo sábados e domingos.

Vai e... "Traz outro amigo também"!...








Lisboa....uma cidade rica !



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Ter edifícios desta qualidade neste estado....é mesmo um luxo. Mas talvez fosse bom relembrar que, esta rua não fica ali escondidinha em Xabregas. Não estará mesmo na hora de estudar soluções..?

27 de Nov de 2009

ELÉCTRICOS EM LISBOA vs ELÉCTRICOS NO PORTO

«Eléctricos vão regressar a Mouzinho da Silveira
Históricos subirão a rua em Junho de 2012.
Túnel em parque para descongestionar trânsito
00h30m
CARLA SOFIA LUZ

foto Artur Machado/JN
Eléctricos voltarão a subir a Rua de Mouzinho da Silveira em 2012
.
Os eléctricos voltarão a subir a Rua de Mouzinho da Silveira, no Porto, dentro de três anos. A linha mudará o perfil de uma das artérias congestionadas da cidade. Hoje, os autocarros que circulam naquela rua têm quatro mil passageiros por dia.
A Câmara do Porto está a avaliar estudo de mobilidade, elaborado pela TREMNO a pedido da sociedade Porto Vivo. A análise aponta para diferentes soluções de implantação da linha. Caberá ao Município escolher aquela que melhor case o transporte público com o privado, sem a perda de estacionamento. A decisão será tomada em breve e permitirá elaborar o projecto final.
A linha, orçada em 2,19 milhões de euros a construir pela Sociedade de Transportes Colectivos do Porto (STCP), aproximará a Praça do Infante da estação de S. Bento. A partir de Junho de 2012, dará continuidade à linha 1 (Passeio Alegre-Infante), ligando à Rua de 31 de Janeiro e à circular (linha 22) do eléctrico histórico que parte da Batalha rumo ao Carmo.
O traçado definitivo aguarda o aval camarário, explica fonte da STCP, estimando que a procura da linha 1 "venha a ser significativamente reforçada" com a extensão do percurso aos Lóios e a S. Bento. Hoje, a procura dos autocarros da STCP que circulam em Mouzinho da Silveira ascende a quatro mil utentes por dia.
"Está tudo acordado com a STCP. O anteprojecto, acompanhado do estudo de mobilidade, está a ser analisado pela Câmara. Será uma mais valia importante em termos turísticos e vai ligar a Ribeira à cota alta da cidade", esclarece Arlindo Cunha, presidente da Porto Vivo. No entanto, reconhece que a passagem dos eléctricos comporta uma adversidade, pois terá implicações no planeamento da mobilidade numa zona consolidada, onde não é possível abrir novos arruamentos, pelo menos à superfície.
A solução poderá passar pela criação de ligações viárias subterrâneas, à semelhança do que sucede em Bruxelas. "Mouzinho da Silveira é uma rua de ligação essencial entre a Ribeira e a Batalha. É uma das piores vias em afluência de trânsito nas horas de ponta", continua. Serve de atravessamento para o tráfego de Gondomar e de Gaia que se dirige à Baixa. Ao final da tarde, o circuito inverte-se, mas mantêm-se as longas filas. A "cidade subterrânea" pode colmatar a dificuldade.
Aproveitando-se a construção do parque de estacionamento no subsolo do Largo de S. Domingos, surge, segundo Arlindo Cunha, a possibilidade de um dos pisos funcionar como túnel para a circulação de viaturas até ao Largo dos Lóios (com ligação ao futuro parque do quarteirão das Cardosas já em execução). Tudo dependerá de estudos geológicos.
Até Junho de 2012, rasgar-se-á o aparcamento subterrâneo no Largo de S. Domingos com capacidade para 400 viaturas. Posteriormente, esse parque em túnel deverá crescer até ao "topo Sul da Rua das Taipas", passando a albergar cerca de 2300 veículos. A primeira fase desta obra, a desenvolver em parceria público-privada, conta com uma comparticipação de 3,5 milhões de euros dos fundos comunitários do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN). O orçamento total ultrapassa os 15,9 milhões.
Arlindo Cunha realça que, obtido o aval da Câmara e concluído o projecto, será aberto o concurso público para seleccionar um promotor que construa e explore o parque. Todo o programa de acção de Mouzinho/Flores, cuja implementação custará 31,6 milhões, possui financiamento europeu de 6,97 milhões. »
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É caso para dizer que Lisboa arrisca-se a perder o eléctrico...

CORTE DE ÁRVORES ABRE POLÉMICA

«População desconfia da tese de "doença" que a Câmara utiliza para justificar a medida
00h30m
CRISTIANO PEREIRA
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Nos últimos dias foram já abatidas 43 árvores no Príncipe Real, em Lisboa. O vereador Sá Fernandes assegura que são árvores doentes e que serão substituídas. Mas os moradores estão revoltados e não acreditam na tese da doença.
"Perplexo e indignado", eis como admite estar Nuno Caiado, morador no Príncipe Real, depois de ter visto, ao longo desta semana, a força das moto-serras abater 43 árvores no Jardim França Borges.
Ao JN, o vereador Sá Fernandes, que coordena a intervenção de recuperação do jardim, justificou a atitude com o facto das árvores em questão exibirem "indícios de podridão facilmente detectáveis" e que esta medida "tem a ver essencialmente com a segurança das pessoas". "Com uma rabanada de vento, estas árvores podiam cair", sublinhou.
Todavia, os moradores não aceitam a tese da doença das árvores. "A maior parte delas não mostra sinais de doença e aparentemente estão em bom estado", contrapõe Nuno Caiado, baseando-se na observação dos troncos e raízes que agora jazem no chão. A opinião é corroborada por outro cidadão, Paulo Ferrero. "Não acredito que estejam doentes e se estiverem pode haver cura nem que seja para algumas", afirmou ao JN, recusando, de todo, qualquer "perigo de caírem sobre as pessoas".
Sá Fernandes sublinha, contudo, que "há coisas que são visíveis olho nu" e que a decisão do abate partiu, nuns casos, de "técnicos da Câmara que tratam de arvoredo há mais de 20 anos" e, noutros casos, de informação pedida a técnicos de Patologia.
Nuno Caiado estranha que o corte de árvores aconteça no bordo do jardim (na parte exterior, mais próxima das ruas), o que, na sua óptica, configura um "padrão incompatível com a alegação de que se trata de árvores doentes".
Sá Fernandes tenta acalmar os ânimos, prometendo que "vão ser plantadas mais árvores do que aquelas que foram arrancadas" e "no mesmo local". "É evidente que vão ter que plantar mas vão ser Lódãos", reage Paulo Ferrero, lembrando que "é uma árvore pequena e daqui a 30 anos terá a mesma cota".
Os moradores não encontram explicação. Paulo Ferrero desconfia de "um negócio por detrás" e questiona: "Para onde é que vai a madeira abatida?"
"De onde é que vêm as outras árvores? Qual é a empresa que tira os cotos?". "É mera tolice e incompetência", pergunta, por seu turno, Nuno Caiado. »
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E eu pergunto porque não é apresentado á população um relatório técnico, de alguma entidade credível e perita na matéria, atestando a veracidade da doença destas árvores?
É que e caso contrário, temos todo o direito de perguntar se, por detrás deste atentado ecológico, não está mais um "negócio" daqueles que ninguém entende...

Videovigilância permitida no Bairro Alto mas não na Baixa

On Público (27/11/2009)
Por Ana Henriques


«Comissão de Protecção de Dadosinvoca baixa eficácia do caso londrino para questionar sistema?que colide com direitos fundamentais


A Comissão Nacional de Protecção de Dados (CNPD) autorizou a colocação de câmaras de videovigilância no Bairro Alto, em Lisboa, como forma de aumentar a segurança no local. Mas só durante seis meses e no período nocturno. Já em relação à Baixa, este organismo decidiu que as circunstâncias não justificam o uso de um método tão condicionador dos direitos fundamentais dos cidadãos.

Na Baixa, a decisão caiu mal junto dos comerciantes e do presidente da Junta de Freguesia de S. Nicolau, António Manuel, que promete não baixar os braços. Como o prazo para recorrer da deliberação da CNPD já foi ultrapassado, a única possibilidade em aberto consiste em apresentar novo pedido, desta vez com dados que comprovem a necessidade inequívoca de tal medida.

"Dos duzentos mil cidadãos que passam diariamente na Rua Augusta, 441 foram vítimas de carteiristas no ano de 2008", descreve a Comissão Nacional de Protecção de Dados no parecer em que recusa a instalação das 32 câmaras - duas por rua - pretendidas pela junta de freguesia. "Será proporcional restringir os direitos desses milhões de cidadãos para impedir uma criminalidade que, embora com alguma expressão numérica, pouca tem economicamente?", interrogam os autores do parecer. "E a gravidade e o número desses crimes é significativamente superior ao verificado noutras áreas de Lisboa?" As estatísticas não o comprovam.

A eficácia da videovigilância está estudada no Reino Unido, referem: "Recentemente o chief inspector da Metropolitan Police de Londres afirmou que foram gastos 500 milhões de libras (quase 550 milhões de euros) com mais de um milhão de câmaras e, apesar disso, em 2008 menos de mil crimes foram solucionados através do seu uso." Em Portugal, "dos mais de 300 sistemas montados em postos de abastecimento de combustíveis, parece que poucos têm sido os resultados obtidos".

Empenho do Governo

Esta é uma causa em que se empenhou quer a Câmara de Lisboa, que se ofereceu para pagar os 150 mil euros que o sistema ia custar na Baixa, quer o Ministério da Administração Interna, que nela viu um projecto "relevante" e "devidamente fundamentado". Questionada ontem sobre a decisão da comissão, a tutela respondeu que "este Governo continuará a apoiar os pedidos de instalação de sistemas de videovigilância no quadro da promoção da segurança objectiva e subjectiva e no respeito pelos direitos, liberdades e garantias do cidadão". Já a comissão lembra que a lei só permite o uso deste sistema em circunstâncias de excepcional insegurança, e "quando não existe outro meio capaz de assegurar o mesmo objectivo" - como mais agentes e viaturas mais rápidas. Afinal, a videovigilância "colide com os direitos à imagem, à liberdade de movimentos e o direito à reserva sobre a intimidade da vida privada".

Ao contrário do que acontece na Baixa, no Bairro Alto as estatísticas mostram um aumento da criminalidade. É por isso que vão ser autorizadas 27 câmaras. Mas com restrições: só funcionarão entre as 22h e as 7h e não poderão gravar som, apenas imagem. Também não poderão ser instaladas câmaras ocultas, como pretendia a PSP, nem "busca inteligente para identificação de pessoas", isto é, usar as imagens dos rostos para pesquisar em bases de dados. E o sistema só poderá ser usado por seis meses. Depois disso, o sistema será reanalisada pela comissão. Caso os índices de criminalidade tenham então baixado, isso pode significar que já não se justifica o recurso a um método tão polémico como este. Não poderão ser filmadas nem portas, nem janelas ou varandas - uma condicionante também relacionada com a devassa da privacidade a que a tecnologia já consegue responder.

Ontem, a Associação de Moradores da Baixa mostrou-se também desagradada com o chumbo das 32 câmaras. Mas a anterior direcção da associação havia, em 2007, contestado a eficácia e a legalidade deste sistema. "A videovigilância não é uma varinha de condão para resolver todos os problemas da Baixa", observa o proprietário da Loja das Meias, Pedro Costa, que ali teve uma loja durante décadas. "Mas contribui para isso, também graças ao seu efeito dissuasor."»

26 de Nov de 2009

Parque Florestal de Monsanto: Três gravíssimos problemas por resolver!



No seguimento o acórdão que deu razão aos cidadãos na questão do Aquaparque relembro aqui 3 problemas bem mais graves que a CML não parece ter vontade de resolver e que até promove:

Campo de Tiro-continua a funcionar ilegalmente, há mais de 2 anos, com o maior dos descaramentos. Anteriormente era por culpa da oposição e agora quais serão as desculpas?
Responsabilidade: C.M. Lisboa.

Panorâmico de Monsanto- continua de pé a intenção de transferir para o parque a protecção civil e fazer um mega-quartel de Bombeiros , com construção e todos os impactos negativos que virão de tal iniciativa.
Responsabilidade: C.M. Lisboa.

Sub-estação REN-200 árvores abatidas e mais um pedaço roubado ao parque.
Responsabilidade: Governo, com o apoio da C.M. Lisboa que nunca fez nada para criar alternativas e se limitou a negociar contrapartidas.

Príncipe Real: hoje não houve cortes...

Pelo menos até à hora de almoço ainda lá estavam as 8 árvores que ontem ficaram de pé. Mais duas nos extremos do passeio: em primeiro plano, uma acácia; e outra para lá do quiosque cor-de-rosa. Há ainda a assinalar um choupo junto ao quiosque do Sr. Oliveira que escapou à "doença" (talvez por não estar na fiada exterior do passeio...) Ao todo sobram 11, até ver.







Por outro lado, descobri (com a teleobjectiva) mais 3 árvores cortadas que ontem não tinha contabilizado: o número vai assim em 41...







Outra coisa que não compreendo é a justificação de que não se cortam árvores centenárias, essas é que não!... Ora, para haver árvores tão antigas, e que por isso parecem valiosas, é porque as não cortaram antes...

Por outro lado, toda a gente está farta de saber que o cedro gigante que ocupa um vasto círculo de sombra com a sua copa cada vez mais rala, esse sim, está podre de velho e a morrer a olhos vistos. Então porque é que vêm dizer que vai ser preservado? (O estado de saúde do ex-libris daquele jardim, - um cedro com mais de 20 metros de diâmetro - é, aliás, "bom".(Em fóssil?)

P.S. Quem quiser analisar aos cepos das árvores cortadas (em fotografia) pode pedirmos por email.

Atenção ao antigo Palácio Patriarcal!


Campo dos Mártires da Pátria


Deixem-me alertá-los para um caso que deve estar, mais tarde ou mais cedo, a ser conhecido e que diz respeito ao Palácio de Patriarcado que, como me foi confirmado pelo próprio Patriarcado, já não lhe pertence.

Houve notícias, por volta de 2007, que o grupo catalão de gestão de hotéis habitat Hoteles o havia adquirido e que em 2009 abriria como hotel. Como nada se passou até esta data tenho algum receio sobre o que está a ser planeado para este edifício que, indiscutivelmente, tem importância histórica – o seu risco foi atribuído a Ludovice, o mesmo de Mafra, foi residência do cônsul da Alemanha, aí foi recebido o Imperador Guilherme II e outros príncipes alemães, o Papa João Paulo II ficou aí hospedado na sua visita em ’82. Sobre a sua arquitectura ver, por favor, o documento anexo.

Como no palácio vizinho Silva Amado que começou como hotel e já vai em condomínio privado, também este poderá ser alvo de obras e demolições em tudo danosas do património histórico de Lisboa. Como pode ler neste link http://www.publituris.pt/2008/02/07/habitat-hotels-entra-em-lisboa-em-2009 o que o grupo catalão prevê também não me deixa muito descansado.

Desculpem-me se me estendi para além do aceitável, abraços,
Alexandre Marques da Cruz

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Arquitecto | Construtor | Autor
Arq. João Frederico Ludovice (atrib.) ; Arq. Mateus Vicente de Oliveira, (atrib.) ; J.A. Santos Cardoso e J. Moreira Rato.



Cronologia
1730 - edificação do palácio, talvez segundo projecto do arqto. João Frederico Ludovice (a crer em inscrição que se observa no fecho de uma porta dando para a escada) ; 1857 - campanha de remodelação do palácio, sob a direcção de J.A. Santos Cardoso, J. Félix da Costa e A. Moreira Rato ; Séc. 19, final - o palácio era propriedade dos irmãos Costa Lobo (que o haviam herdado de seu pai, após ampliações e transformações), um destes legou a sua parte à Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, o outro à sua esposa D. Joséphine Costa Lobo ; 1913 - por arrendamento à Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, instala-se em parte do imóvel a sede do Patriarcado, passando a residir aí D. António Mendes Belo, regressado do exílio ; 1923 - o Patriarcado compra a parte do palácio pertencente a D. Joséphine Costa Lobo ; 1926 - o Patriarcado compra, em hasta pública, a parte do palácio pertencente à Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, entrando assim na posse da totalidade do edifício.
Tipologia
Arquitectura civil residencial barroca: palácio urbano de planta rectangular com fachada principal marcada pelo recurso a vocabulário arquitectónico erudito barroco, sobretudo patente no eixo definido pelo portal principal. No interior reconhecem-se como principais espaços de aparato o átrio e a escadaria monumental a qual se articula, em cada um dos pisos, com vestíbulos, a partir dos quais se acede à respectiva compartimentação interna - no presente edifício o andar nobre corresponde ao 2º piso, patente quer no seu tratamento exterior quer no respectivo interior, dominado por 3 compartimentos de aparato orientados para a fachada principal. Aquando da campanha de ampliação de que foi alvo, a este edifício justapôs-se um outro corpo de planta em L, de características marcadamente oitocentistas, como se denota no alçado posterior do edifício, em tudo semelhante a um prédio de rendimento.



Características Particulares
Trata-se de um edifício notável quer do ponto de vista arquitectónico quer das soluções decorativas que apresenta, especialmente ao nível dos estuques e da pintura decorativa que animam os principais espaços de aparato, respectivamente o eixo de circulação definido por átrio - escadaria - vestíbulos e os compartimentos do 2º piso desenvolvidos ao longo do alçado principal.
Descrição
Planta composta pela justaposição de 2 corpos, 1 de planta rectangular e outro em L em torno de pequeno pátio (*1), volumetria paralelepipédica, e cobertura efectuada por telhado a 3 águas. De 5 pisos (um deles parcialmente enterrado e apenas visível no alçado posterior e outro correspondente a sotão, ao nível da cobertura), com 2 frentes - a principal com superfície murária revestida com placagem de cantaria e a posterior, com azulejos monócromos amarelos - ambas com abertura de vãos a ritmo regular - de verga curva no 1º e de verga recta no 2º. Alçado principal a E., composto por 3 corpos separados por cunhais de silharia fendida, dos quais se destaca o axial, avançado em planta, de tratamento diferenciado e constituído como eixo de semetria da restante fachada: este apresenta-se rasgado a eixo por portal articulado com pilastras em chanfro animadas por consolas, as quais suportam parte da varanda (com guarda em ferro forjado) que guarnece as 3 janelas de sacada do 1º andar, de verga curva com chave esculpida. O conjunto é sobrepujado por idêntico número de janelas servidas por varandas individuais, das quais se distingue a central com varanda de base contracurvada e encimada por ática mistilínea suportada por consolas. Os corpos laterais, idênticos entre si, apresentam panos de muro com piso térreo rasgado por portais delimitados por janelas de peito e andares superiores com janelas de sacada (3 por piso) individualmente servidas por varandins com guardas en ferro forjado. O alçado é superiormente rematado por cornija sobrepujada de platibanda em balaustrada ritmada por plintos, com figurações escultóricas no alinhamento dos cunhais. Alçado posterior 1º e 3º pisos com varandas desenvolvidas contiguamente à fachada, no 1º caso articulada com 2 lanços rectos de escadas localizados nos extremos e que conduzem ao jardim. O último piso exibe vãos de verga recta destacada sobrepujados por óculos ovais iluminantes, superiormente rematado por platibanda em muro precedida de cornija. INTERIOR: átrio de planta rectangular com muro de topo vazado ao centro por porta de verga contracurvada conducente a escadaria monumental de lanços rectos opostos com patamares intermédios, desenvolvida no lado N.. A mesma articula-se com um vestíbulo em cada um dos pisos, a partir dos quais se desenvolvem eixos de circulação e de distribuição da compartimentação interna, sobretudo desenvolvida ao longo dos alçados principal e posterior. A circulação entre os pisos é ainda complementada por 2 escadas de serviço, uma contígua à principal, e outra no lado S
Descrição Complementar
AZULEJOS: a sua presença é sobretudo registada no âmbito do espaço edificado aquando da ampliação do imóvel, nomeadamente no alçado posterior, a revestir, sob a forma de lambril, os muros que ladeiam as escadas directamente conducentes ao 1º andar (monócromos, de temática figurativa, datáveis do final de setecentos). Os mesmos podem também ser observados a revestirem o interior de um roupeiro de um dos quartos, aqui animados com o tema das albarradas ; CANTARIA: o edifício alberga um conjunto de figurações escultóricas em mármore de tratamento plástico, afim ao período neoclássico, sob a forma de vulto, no remate do alçado principal bem como no da escadaria principal e de busto nos extremos da escada exterior que anima o alçado posterior. No interior regista-se a presença de fogões de sala em mármore, em alguns dos compartimentos; ESTUQUES: o edifício apresenta um notável programa ornamental, ao nível da escadaria - decorada com medalhões animados por efígies de imperadores romanos e panóplias de gosto muito classicizante - e dos tectos e sanefas dos 3 compartimentos desenvolvidos ao longo do 2º piso do alçado principal, de acentuada volumetria e de tratamento plástico consonante com a produção setecentista. A sua presença é igualmente notada no vestíbulo do 1º andar cujo tecto evoca as nervuras com cogulhos tão características do período manuelino, e no tecto da antiga sala de jantar, orientada para o alçado posterior, também ao gosto oitocentista ; PAPEL DE PAREDE: em duas das salas de aparato do 2º andar, papel de parede, a imitar damascos, num modelo muito em voga durante o século 19; PINTURA DECORATIVA: o tecto plano do átrio do piso térreo e o tecto em masseira da caixa da escadaria apresentam pintura mural, no 1º caso de teor ornamental com a técnica de grisaille e no 2º , com temática heráldica e alegórica. A pintura decorativa marca igualmente presença no tecto de uma das salas de aparato do 2º piso - com representação de flores e paisagens, nas quais se reconhece a Torre de Belém - no qual se articula com estuques

Árvores & arbustos

Chegado por e-mail:


Meus caros,

Só é uma pena que os arbustos — coitados — não façam notícias como as árvores (que o merecem inteiramente, pois claro).

É que pelo que tenho visto (Cesário Verde, José Fontana, etc., etc.), os arbustos são sempre completamente arrancados em qualquer «requalificação» de todo e qualquer «jardim».

E nunca ninguém fala deles, e eu gostava de tentar perceber porquê — porque é que são arrancados, porque é que ninguém fala disso.

Obrigado,

José João Soares Leiria Ralha

Bairro Alto seis meses com videovigilância

Comissão Nacional de Protecção de Dados deu parecer negativo à instalação do sistema de videovigilância na Baixa Pombalina lisboeta.

A Comissão Nacional de Protecção de Dados (CNPD) autorizou a utilização do sistema de videovigilância na zona do Bairro Alto, em Lisboa, apenas por seis meses, impondo várias restrições à proposta apresentada, segundo parecer de Outubro a que a Agência Lusa teve acesso.

Já em relação à instalação deste tipo de sistema na Baixa Pombalina lisboeta, o parecer da CNPD, de Setembro, é negativo tendo em conta a "pouca esclarecedora demonstração da sua adequação à lei" da proposta apresentada.

No parecer relativo ao Bairro Alto, a CNPD restringe o funcionamento do sistema de videovigilância ao período entre as 22:00h e as 07:00h, recusa a recolha e gravação de som e permite apenas a utilização de câmaras fixas.

A CNPD alerta ainda que o sistema deve prever o "barramento de locais privados", de forma a não focar portas, varandas ou janelas e recusa a instalação de câmaras ocultas e de "capacidade técnica de busca inteligente para identificação de pessoas".

O funcionamento de 27 câmaras no Bairro Alto é autorizado apenas por seis meses, findos os quais "deve ser feita uma nova reavaliação dos pressupostos que determinaram a concessão deste parecer" e a CNPD deve ser notificada do início do funcionamento deste sistema.

Para o parecer "parcialmente positivo" contribuiu a fundamentação da proposta apresentada, que levou a CNPD a concluir que a "criminalidade vem registando aumentos progressivos" naquela zona da cidade, caracterizada por inúmeros estabelecimentos de restauração e bebida.

A CNPD considerou também, no parecer emitido a 26 de Outubro, que as câmaras podem "auxiliar" as forças de segurança, "constituindo um meio complementar à sua acção de prevenção da criminalidade".

Quanto ao parecer negativo sobre a instalação de 32 câmaras de videovigilância na Baixa Pombalina, a CNPD justifica-o com o facto de "os dados justificativos" apresentados" não se apresentarem "idóneos para concluir pela necessidade de sacrificar direitos" dos cidadãos "para se combater uma indemonstrada situação de criminalidade anómala".

A CNPD salienta, no parecer emitido a 21 de Setembro, que a videovigilância "põe em crise direitos dos cidadãos", nomeadamente de imagem, livre circulação e reserva da vida privada, pelo que "é vital verificar se será lícito sacrificar um ou mais para garantir outros".

In JN


in "JN"

Contentores: Mota-Engil pedirá indemnização se concessão à Liscont for revogada

In Sol Online (26/11/2009)

«O presidente do Conselho de Administração da Mota-Engil revelou que a empresa pedirá indemnização ao Estado caso seja revogado o decreto-lei que permitiu prolongar sem concurso a concessão do Terminal de Contentores de Alcântara à Liscont [...]»

...

Fabuloso. Se o contrato for revogado, é porque foi ilegal, mas mesmo assim quem iria lucrar com essa ilegalidade pede indemnização ao estado pela ilegalidade não ter prosseguido. Fabuloso.

Orçamento participativo para 2010 com fraca adesão

In Público (26/11/2009)
Por Inês Boaventura


«Prazo de submissão de ideias termina domingo. Até ontem, o número de propostas era quatro vezes mais baixo do que este ano

Passeios livres e fontes nas rotundas


A Câmara de Lisboa recebeu até ao momento 120 propostas de cidadãos para o orçamento municipal de 2010, número que fica muito longe das 580 recebidas na edição de 2009. Porém, o prazo de submissão de ideias termina apenas no domingo. Mais uma vez, a participação só pode ser feita através da Internet, embora a autarquia já tenha reconhecido que tal constitui "um factor de exclusão".

Para mitigar esse problema, que no relatório de avaliação do orçamento participativo de 2009 foi identificado como uma das limitações a superar, a Câmara de Lisboa decidiu disponibilizar locais com acesso gratuito à Internet, em bibliotecas municipais e nos postos de apoio à juventude, onde há colaboradores "devidamente informados sobre o processo".

A maior novidade em relação à última edição é que, desta vez, todas as propostas apresentadas pelos cidadãos, desde que passem pelo crivo dos serviços municipais, serão sujeitas a votação numa segunda fase, entre 14 e 20 Dezembro. Em 2009 só chegaram a esse patamar 307 ideias, aquelas que se enquadravam nas três áreas para as quais foram apresentadas mais propostas (infra-estruturas viárias, trânsito e estacionamento; espaço público e espaço verde; urbanismo e reabilitação urbana).

Num memorando da Direcção Municipal de Serviços Centrais justifica-se essa alteração dizendo que assim "o leque de propostas a submeter a votação será mais democrático", minimizando-se "a possibilidade de captura da votação por grupos organizados que transformem a primeira fase numa verdadeira "eliminatória"".

A vereadora da Modernização Administrativa da Câmara de Lisboa sublinhou, em declarações ao PÚBLICO, que desta vez houve maior divulgação do orçamento participativo com o objectivo de "chegar ao maior número de pessoas" e recusou para já comentar o número de participações. "Vamos esperar para ver", disse Graça Gonçalves, lembrando que "costuma dizer-se que os portugueses guardam tudo para a última hora".

A eleita frisou a especificidade do caso de Lisboa, onde este processo de participação é "vinculativo". O que, explica Graça Gonçalves, contrasta com aquilo que se passa "na maioria dos orçamentos participativos, em que os cidadãos apresentam propostas, mas as câmaras não se vinculam à sua execução, são processos meramente consultivos".

Mais uma vez, o montante disponibilizado pela autarquia é de cinco milhões de euros, valor que a vereadora diz que "tem sido considerado bastante adequado". Esta foi uma questão que dividiu os cidadãos que intervieram no orçamento participativo de 2009: 51,1 por cento consideraram o montante insuficiente/baixo e 46,1 por cento acharam-no suficiente.

Na fase de votação que arranca a 14 de Dezembro, as propostas (já convertidas pelos serviços municipais em projectos com custo estimado e prazo de execução) vão estar "georeferenciadas", podendo ser visualizadas no mapa da cidade. Hoje, a Câmara de Lisboa saberá se o seu orçamento participativo, que em Junho foi reconhecido como uma medida inovadora pela ONU-Habitat, foi premiado nos Eurocities Awards (atribuídos por uma organização que reúne os governos locais de mais de 130 cidades europeias) na categoria "participação".»

Requalificação ou atentado, o que se passa no Príncipe Real?

In Diário de Notícias (26/11/2009)
por ISALTINA PADRÃO


«Vai para duas semanas que os moradores da zona do Príncipe Real, em Lisboa, vêem com preocupação o desaparecimento diário de árvores do Jardim França Borges, normalmente chamado de Jardim do Príncipe Real. Aquilo que para uns é uma requalificação deste espaço, para outros é "um atentado ao património da cidade".

"O que se está a fazer é um projecto de reabilitação e restauro que preservará o traço histórico e toda a identidade romântica do jardim", garantiu ao DN fonte oficial do Pelouro de Espaços Verdes da Câmara Municipal de Lisboa (CML), adiantando que a intervenção, que rondará 380 mil euros, deverá ficar concluída dentro de quatro meses.

De acordo com a mesma fonte, está prevista a substituição (não o abate, frisa) de meia centena de árvores em todo o jardim (já foram a baixo cerca de 30), mas nenhuma delas é histórica ou classificada como já alertou a CDU. Numa nota à comunicação social, a coligação chamou a atenção para o facto de a "CML se preparar para abater árvores históricas no Príncipe Real", sendo, diz o documento, alguns dos exemplares classificados.

A CML assegura que as árvores que estão a ser cortadas, "estão doentes e era inevitável a sua substituição". A fonte da autarquia diz que o arvoredo é constituído, essencialmente, por choupos com 20/30 anos que se fazem parte do alinhamento do jardim e seis robínias que se encontram junto ao lago e que serão substituídas por outras árvores da mesma espécie. A CML garantiu ainda que, após a intervenção, o Jardim do Príncipe Real "ficará com tantas ou mais árvores do que as que já tem".

Mas para Paulo Ferrero, do Fórum Cidadania Lx, o que se está a passar é "inqualificável" e um "atentado ao património da cidade". Este cidadão não acredita que haja tantas árvores doentes e gostaria que essa análise fosse feita por pessoal "qualificado para tal e não pelos técnicos da câmara". "A câmara tem um protocolo com o Laboratório de Patologia Vegetal Veríssimo de Almeida, porquê que não faz uso dele para analisar o estado das árvores?", sugere.

Também o presidente da Junta de Freguesia das Mercês, Alberto Bento, diz não ser especialista na avaliação de árvores, mas garante: "Não vamos aceitar que abatam árvores e não plantem outras no seu lugar, como nos foi prometido." »

É inevitável abater pelo menos 46 árvores no jardim do Príncipe Real, garante Sá Fernandes, vereador do Ambiente

In Público (26/11/2009)
Por Ana Henriques


«Presidente da Câmara de Lisboa foi inundado por queixas de munícipes indignados


O abate de algumas dezenas de árvores no jardim do Príncipe Real, em Lisboa, vai continuar. Segundo o vereador do Ambiente e Espaços Verdes, José Sá Fernandes, é inevitável a substituição de pelo menos 46 choupos, ulmeiros e rubíneas, por estarem doentes. No seu lugar surgirão lódãos e novas rubíneas.

O mau estado de saúde dos espécimes é a principal razão invocada para o abate. E mesmo quando o cepo que restou não mostrava mazelas havia ramos já apodrecidos. Noutros casos, são árvores que "cresceram mal", com ramos demasiado longos e esguios, susceptíveis de se partirem. "Cairiam com qualquer rabanada de vento. Na semana passada caiu um ramo em cima de um automóvel. Podia ter caído em cima de uma pessoa", frisa Sá Fernandes, acrescentando que nenhuma das árvores históricas e classificadas será cortada. O estado de saúde do ex-libris daquele jardim, - um cedro com mais de 20 metros de diâmetro - é, aliás, "bom".

Nada disto evitou que o presidente da câmara, António Costa, tenha sido inundado com e-mails, sms e telefonemas de indignação por causa do que se está a passar no jardim que, até Abril de 2010, será alvo de obras de requalificação. No blogue do movimento Forum Cidadania, exige-se uma sindicância aos serviços camarários encarregados destas tarefas, para apurar, entre outras coisas, o destino da madeira cortada. Além disso, o movimento quer um inquérito, para determinar responsabilidades neste "grave atentado ao património da cidade".

"Não será este abate o primeiro passo para (...) a construção de um estacionamento subterrâneo no local?", questiona o Forum.

António Costa não gostou de se ver incomodado por tanta gente a reclamar. E avisou Sá Fernandes de que os munícipes têm de ser melhor informados sobre o estado das árvores a abater. "Para a próxima, vou eu colocar placas nelas", gracejou.»
...

O pior é o resto, i.e., as mais de cinquenta árvores que desaparecem. Conclusão: no que toca a abate de árvores tudo como dantes. Para quando uma "desinfestação"?

Sobre a história do parque de estacionamento, é evidente que o projecto de estacionamento subterrâneo em "U", ou seja, ao longo dos 3 passeios laterais do jardim, é um projecto que sempre esteve em cima da mesa, e só foi parar à gaveta há poucos anos, por força de muitos protestos das pessoas. Esperamos que esse projecto não volte a sair dessa gaveta.

25 de Nov de 2009

Supremo considera nulas as cedências de terrenos a privados em Monsanto II

Em relação a este assunto, penso ser de grande utilidade a leitura das declarações da então Presidente da associação de amigos e moradores de S. F. Xavier, hoje AMBEX, Drª Ana Coelho no "Público"de hoje, sobre esta que foi uma enorme vitória dos cidadãos sobre a prepotência e os constante ataques ao espaço público.É muito raro vermos isto no nosso País. 10 anos de paciência, de luta hoje recompensados e que demonstram que, apesar de tudo, vale sempre a pena fazer alguma coisa. Que possa servir de exemplo.
Passo a citar:

Uma vitória que "não é para a associação, mas para os cidadãos de Lisboa e da região", declara Ana Coelho, da Associação de Moradores e Amigos da Freguesia de S. Francisco Xavier, acerca da decisão do Supremo Tribunal Administrativo sobre os terrenos do antigo Aquaparque. A representante dos moradores considera que valeu a pena esperar que o tribunal colocasse um ponto final na transferência para privados de uma área florestal que deve ser preservada para beneficio das populações. A decisão deverá acabar de vez com a possibilidade de instalação de um parque de diversões com impactos directos em habitações e no Hospital de S. Francisco Xavier. Ana Coelho admite que a câmara pode agora avançar com a anunciada reconversão do espaço para usos de lazer. É que, apesar da mudança de discurso do actual executivo, a câmara sempre se opôs, em tribunal, à argumentação dos moradores em defesa da preservação do parque florestal, alegando que o PDM lhe conferia poderes para gerir Monsanto como "área verde de recreio". L.F.S.

Rua da Junqueira: Tudo ao molho e fé em Deus!







O passeio na Rua da Junqueira, junto ao Centro de Congressos de Lisboa, está diariamente invadido por viaturas automóveis. Estas oito imagens dão uma ideia, ligeira, da gravidade do problema (a realidade é bem pior). Esta situação é intolerável considerando que ocorre entre dois Parques de Estacionamento abertos ao público. Mais uma vez fica provado que o negócio dos parques de estacionamento tem apenas como objectivo central isso mesmo: negócio. Como acreditar que os parques e silos para automóveis são para libertar o espaço público a favor dos peões? Existem vários estabelecimentos de ensino neste arruamento assim como um centro de dia/lar para cidadãos seniors. Já pedimos à CML medidas para salvaguardar os canais pedonais na Rua da Junqueira. A CML prometeu actuar. Aguardemos.

E já vão em quantas?

Chegado por e-mail:

Obrigada pela vossa reacção rápida.
Mais 14 árvores abatidas durante a manhã.
Abaixo, fotos das 10 horas de hoje e das 15h (lado oeste):







...

É que o senhor Vereador respectivo afirmou há pouco em sessão pública de CML que eram apenas 6 árvores, todas doentes, e que só um era de grande porte. Está registado em acta.

...

Não, são mesmo 24+14=38.
Contei-as uma a uma e fotografei uma a uma.
Às 15horas eram os três lados da praça totalmente desbastados mais duas ou três árvores no lado oeste, o último que falta cortar. Aí restam 7 árvores (salvo erro). Posso mandar já, fotos de todos os cotos, suficientemente referenciados para se perceber a localização...
Contei-as uma a uma e fotografei uma a uma.
Às 15horas eram os três lados da praça totalmente desbastados mais duas ou três árvores no lado oeste, o último que falta cortar. Aí restam 7 árvores (salvo erro). Posso mandar já, fotos de todos os cotos, suficientemente referenciados para se perceber a localização...

Assembleia pede à Câmara que reveja projecto de igreja projectada por Troufa Real

A Assembleia Municipal de Lisboa pediu hoje que a Câmara “reveja” o projecto do arquitecto Troufa Real para a construção de uma igreja no Restelo e “zele pelo cumprimento da legalidade”, nomeadamente da área de construção.
O projecto da igreja foi objecto de uma recomendação apresentada pelo CDS-PP, aprovada com os votos contra do PSD, a abstenção do MPT e de quatro deputados independentes eleitos pelo PSD.
PS, PCP, PEV, BE e os vereadores independentes do movimento Cidadãos por Lisboa (eleitos na lista do PS) votaram a favor.
Na recomendação, considera-se “imprescindível” a reapreciação do projecto, que não faz “qualquer referência” nem à altura da torre projectada para a Igreja, nem às cores a usar.
“Os funcionários [municipais]apenas repararam em questões de planeamento, como o número de lugares de estacionamento ou as taxas de construção a pagar pela Igreja à autarquia – 198 mil euros – que foram perdoadas dada a finalidade da obra”, lê-se na recomendação, que cita o jornal Público.
O projecto contempla uma torre com 17 sinos, inspirada no quadro “As tentações de Santo Antão”, de Bosh, com uma altura que, de acordo com a recomendação, não está especificada no processo, e uma nave dourada, a sugerir uma caravela num temporal.
Inclui ainda a casa do pároco, que pretende ser uma referência à “casa portuguesa” do arquitecto Raul Lino, e um centro social, a construir numa segunda fase do projecto, a fazer lembrar as antigas fortalezas portuguesas da época dos descobrimentos.
As paredes vermelhas, cor-de-laranja, verdes e brancas são uma referência à Índia, o destino de viagem de São Francisco Xavier, e a Portugal, acrescenta a recomendação, que recorda que a igreja já começou a ser construída num lote cedido pela Câmara, com cerca de 3300 metros quadrados.
Os deputados municipais, que consideram “fundamental” a construção naquele local de uma igreja, já que as missas são actualmente realizadas num “barracão”, pedem à Câmara que “reveja o projecto e zele pelo cumprimento da legalidade, nomeadamente, no que respeita à área de construção e construção/reabilitação da zona envolvente”.
A Assembleia recomenda ainda que o projecto seja objecto de “discussão pública”, permitindo que os munícipes participem do debate, em particular os moradores da Freguesia de São Francisco Xavier, que serão os “principais usufruidores deste espaço”.

in Lusa

Câmara de Lisboa dinamiza campanha de uso de transportes públicos em dias de futebol

A Câmara Municipal de Lisboa (CML) lançou hoje a campanha de sensibilização "Vá à bola de transportes públicos" para tentar melhorar o tráfego e o estacionamento automóvel junto aos estádios do Sporting e do Benfica em dias de jogo.

O lançamento da campanha contou com a presença dos presidentes do Sporting e Benfica dias antes do 'clássico' lisboeta.

A operação, que incorpora a PSP, o Metropolitano de Lisboa, a Carris, a EMEL e a Emparque, visa melhorar o tráfego e estacionamento automóvel em dias de jogo nas áreas junto aos estádios da Luz e de Alvalade.

O presidente da CML, António Costa, afirmou na cerimónia ter conhecimento do "pesadelo para a vizinhança" dos estádios lisboetas que são os dias de jogo na capital, cenário que "resulta essencialmente" do facto de "muitos dos que vão ao jogo" irem de "viatura particular" e estacionarem "de forma caótica um pouco por todo o lado".

"Telheiras e a Quinta da Luz têm sido dois bairros mártir das festas do nosso futebol. Tenho a certeza que há um trabalho muito aturado feito pela PSP e pela Polícia Municipal, mas não podemos viver simplesmente sob a ameaça da multa. Uma regra fundamental que temos de adoptar é que para ir à bola devemos ir de transportes públicos", apelou o autarca.

Do plano de sensibilização, que já havia sido implementado em 2008, fazem parte medidas como o acesso gratuito aos parques da EMEL em dias de jogo e um "preço especialíssimo" nos parques da Emparque, de dois euros por seis horas.

O presidente da autarquia realçou ainda que é "perfeitamente seguro" ir ao estádio utilizando os transportes públicos.

"Irei de transporte público ver este jogo (Sporting - Benfica). Há uma ideia errada de que não é seguro ir à bola de transportes públicos. Posso testemunhar que é absolutamente errado. Ainda domingo passado fui de metro do Estádio da Luz para casa e em total segurança", frisou António Costa.

A cerimónia de lançamento da campanha de sensibilização contou com a presença de José Eduardo Bettencourt e Luís Filipe Vieira, presidentes do Sporting e Benfica, respectivamente, para além do secretário de Estado dos Transportes, Carlos Correia da Fonseca, bem como responsáveis das empresas ligadas à campanha.

In O Jogo

Carris prevê aumentar em 2,5% passageiros transportados

A Carris estima que o número de passageiros transportados aumente 2,5%, em 2009, face ao homólogo, o que significa uma nova subida pelo terceiro ano consecutivo.

«Vamos crescer pelo terceiro ano consecutivo», disse o presidente da Carris, José Manuel Silva Rodrigues, citado pela Lusa, à margem da conferência «Desenvolvimento sustentável e criação de valor», que decorreu no Aeroporto de Lisboa.

O mesmo responsável frisou que a «expectativa da empresa, para este ano, é aumentar 2,5% o número de passageiros transportados».

In Agência Financeira

Tendas no Campo Pequeno?


A requalificação da envolvente da Praça de Touros do Campo Pequeno foi das melhores obras que Lisboa viu nos últimos tempos (à parte do excessivo abate de árvores). De um parque de estacionamento rodeado com bocados de jardim, nasceu um enorme espaço pedonal, com jardim arranjado e com várias esplanadas. Gostei especialmente das esplanadas porque Lisboa tem vergonha de ter esplanadas pela cidade (é verdade, tem poucos sítios agradáveis para as ter). Qualquer cidade do norte da Europa tem paradoxalmente mais esplanadas que Lisboa, apesar do nosso clima e da nossa cultura do café.
Estranhamente surgiram há uns meses umas enormes tendas de gosto muitíssimo duvidoso em várias esplanadas, a lembrar as tendas dos casamentos numa quinta no interior. Como se vê pela foto desfiguram completamente o local, acabando por contrariar o que tinha sido feito de bom.

Abate de árvores no Príncipe Real/protesto veemente e pedido ao Sr. Presidente da CML




Exmo. Sr. Presidente da Câmara,
Dr. António Costa


Serve o presente para manifestarmos a nossa mais veemente indignação pelo abate de árvores de grande porte na Praça do Príncipe Real, dando continuidade a uma prática recorrente na última década, que julgávamos extinta ou em vias disso!

A CML, mais precisamente o Pelouro do Espaços Verdes tem procedido a podas mal feitas e ao abate sistemático de árvores de grande porte em zonas fulcrais de Lisboa, designadamente em parques (ex. Vale do Silêncio, nos Olivais), jardins (ex.Campo Pequeno) e avenidas centrais (ex.Avenidas Novas), baseando-se em pseudo-pareceres técnicos, na esmagadora maioria orais ou, quando escritos, escritos convenientemente
a posteriori.

Senhor Presidente, solicitamos-lhe que dê início, quanto antes, a duas medidas que se exigem a bem de Lisboa:

- Abertura de sindicância aos serviços da CML do pelouro respectivo; sindicância que deve abranger as seguintes matérias: origem das árvores que regularmente se plantam; destino da madeira cortada e fornecedores das máquinas de arranque das árvores;

- Criação de um regulamento sobre procedimentos de abate e substituição de árvores de grande porte em Lisboa, seja em parques, jardins ou arruamentos; sejam árvores de alinhamento, consignando expressamente a obrigatoriedade de existirem previamente:

a) Parecer vinculativo do Laboratório de Patologia Vegetal Veríssimo de Almeida;
b) Parecer consultivo das ONG actuantes nesta área, designadamente Autoridade Florestal Nacional (sempre que estejam em causa intervenções envolvendo árvores classificadas), Quercus, Associação Lisboa Verde e Liga Amigos do Jardim Botânico.

- Abertura de inquérito aos serviços da CML com vista ao apuramento de responsabilidades no que toca a esta intervenção em concreto, que consideramos um grave atentado ao património da cidade e ao quotidiano dos lisboetas.

Acresce que consta no local que a praça será "compensada" com a plantação das laranjeiras retiradas da Praça de Alvalade nas caldeiras agora sem árvores do Príncipe Real. Trata-se de uma argumentação caricata.

Finalmente, não será este abate o primeiro passo no sentido de, a médio prazo, estarem reunidas as "condições" para a construção do famigerado estacionamento subterrâneo em "U", projecto que julgávamos enterrado definitivamente?

Esta situação tornou-se insustentável, Senhor Presidente.

Na expectativa, subscrevemo-nos com os melhores cumprimentos.


Paulo Ferrero, António Branco Almeida, Nuno Caiado, Nuno Santos Silva, José Morais Arnaud, Nuno Franco e José Fonseca e Costa



Fotos: Leonor Areal

Sá Fernandes acha igreja de Troufa Real "medonha"

In Público (25/11/2009)
Por Ana Henriques

«Vereador dos Espaços Públicos não gosta do edifício, mas vereador do Urbanismo defende liberdade criativa do arquitecto

Facebook

A igreja colorida em forma de caravela que o arquitecto Troufa Real desenhou para o Alto do Restelo continua a dividir opiniões, mesmo entre o executivo que governa a Câmara Municipal de Lisboa.

Para o vereador responsável pelos espaços públicos da cidade, José Sá Fernandes, o edifício é "medonho". Já o seu colega que tem a cargo a pasta do Urbanismo, o arquitecto Manuel Salgado, defende a liberdade criativa de Troufa Real. E diz que não está disposto a mandar os seus serviços reanalisar o processo que conduziu ao licenciamento da obra - apesar de a Assembleia Municipal de Lisboa ter ontem aprovado uma recomendação do CDS-PP nesse sentido.

À excepção do PSD, todas as forças políticas votaram favoravelmente o documento - incluindo os socialistas - onde se pede à câmara que "reveja o projecto e zele pelo cumprimento da legalidade, nomeadamente no que respeita à área de construção", e ainda que promova um debate público sobre a matéria.

Mas mesmo assim Manuel Salgado entende que o processo só deve ser reanalisado se houver uma deliberação camarária nesse sentido, ou seja, se a maioria das diferentes forças políticas representadas no executivo assim o entender. O facto de se tratar de um edifício isolado, "que não está inserido na malha urbana", de ter funções religiosas e de "ter sido proposto por uma comunidade", os paroquianos do Restelo, são pressupostos que legitimam, no entender do vereador do Urbanismo, a sua construção.

O autarca menoriza a polémica de que o projecto tem vindo a ser alvo: "O Centro Cultural de Belém [de que foi co-autor] também foi alvo de fortíssima contestação. Hoje está feito, e a contestação apagou-se", recorda, acrescentando ainda o exemplo de outro templo que levantou críticas na altura da sua construção e cujo valor arquitectónico é hoje reconhecido, a igreja do Sagrado Coração de Jesus.

"As obras de ruptura levantam sempre polémica, porque não são anódinas", observa Manuel Salgado, que se recusa a questionar a estética do edifício. "Eu não faço aquela arquitectura, mas não a vou contestar."

"Um projecto proposto por uma comunidade não é a mesma coisa que outro proposto por um qualquer cidadão que pretende fazer negócio imobiliário", considera ainda.

A página do Facebook contra o projecto de Troufa Real, que começou a ser construído na semana passada, tinha ontem ao final do dia mais de 1500 fãs. Muitos dos detractores desta obra comparam-na a um bolo de noiva. Troufa Real diz que é uma alusão à época dos descobrimentos.»

...

Convenhamos que, apesar de tudo, não é comparável esta obra freak com o CCB, nem sequer às Amoreiras ou à ex-sede do BNU na Av. 5 de Outubro, nem sequer a outro pequeno freak, digno de W.C., que é aquela coisa verdosa no sítio onde havia o cinema Avis, no Arco do Cego, também da autoria do Sr. Arq. Troufa Real. Desta vez estamos perante a sublimação do conceito "freak".

Assembleia municipal quer anulação de negócio com Liscont

In Público (25/11/2009)
Por Ana Henriques


«Presidente da Câmara de Lisboa apresenta hoje aos vereadores um acordo para reduzir impacto do alargamento do terminal de contentores de Alcântara

A Assembleia Municipal de Lisboa aprovou ontem, com a abstenção dos deputados socialistas, uma moção a pedir à Assembleia da República que revogue o decreto-lei que prevê o alargamento do terminal de contentores de Alcântara e o prolongamento do contrato de concessão à Liscont, do grupo Mota-Engil.

Noutra linha de actuação sobre a mesma questão, o presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, apresenta hoje aos vereadores, na reunião semanal do executivo, as linhas mestras de um acordo que quer firmar com aquela empresa e com a administração portuária para reduzir o impacto na cidade do alargamento do terminal de contentores. Limitar os empilhamentos a um máximo de cinco contentores, de forma a que a sua altura, e também a sua extensão, não criem uma barreira demasiado alta entre a cidade e o rio é um dos pontos desse acordo, que mereceu a concordância do movimento cívico liderado por Miguel Sousa Tavares, o Lisboa Tejo e Tudo.

Outra promessa que consta do documento é a criação de uma praça para usufruto público entre a gare marítima de Alcântara e o rio. "A Câmara de Lisboa vai promover restrições acrescidas ao tráfego de veículos pesados na zona", disse António Costa, numa referência ao escoamento de contentores, que terá de ser feito na sua maioria por barcaças ou por via ferroviária, de forma a que a cidade não fique entupida de camiões. Mas para que o transporte ferroviário resulte será necessário desnivelar a linha do comboio - uma obra que, tal como as restantes previstas, está condicionada aos resultados de um estudo de impacto ambiental.

"A assinatura deste acordo não prejudica o debate sobre a legalidade do contrato entre o Estado e a Liscont", salientou o presidente da câmara. "Se o contrato não for anulado, todas as partes ficam comprometidas às obrigações que constam dele. Se for anulado, a administração portuária incluirá estas condições em qualquer concurso de concessão do terminal de contentores de Alcântara que lance".

Só que a assembleia municipal considerou ontem, mesmo após a explicação que António Costa fez sobre este acordo, que a expansão do terminal de contentores continua a "pôr em causa de forma inaceitável a fruição pelos cidadãos de Lisboa da zona ribeirinha do Tejo em Alcântara, contrariando a desejável aproximação da cidade ao rio". Recordando as dúvidas do Tribunal de Contas quanto às vantagens deste negócio para o erário público, os deputados municipais querem que seja feito um concurso público internacional para a concessão.

Por outro lado, instam a câmara a proibir que a Liscont continue a demolir os edifícios que fazem parte do conjunto arquitectónico da Doca do Hespanhol - um ponto que mereceu o voto contra dos deputados socialistas.»

Supremo considera nulas as cedências de terrenos a privados em Monsanto

In Público (25/11/2009)
Por Luís Filipe Sebastião

«O parque verde da capital está sujeito ao regime florestal total, em vigor desde 1901, e a desafectação de áreas só pode ser efectuada mediante decreto do mesmo nível que o criou

Uma vitória da cidade e da região
Abre na Primavera

O Supremo Tribunal Administrativo (STA) declarou "nulas as deliberações" da Câmara Municipal de Lisboa, em 1987 e 1997, que aprovaram a cedência de 18 hectares no perímetro do Parque Florestal de Monsanto para a instalação do Aquaparque e a sua posterior adaptação a parque de diversões. A decisão respondeu favoravelmente ao recurso de uma associação de moradores criada para preservaraquele parcela do património natural da cidade.

A Associação de Moradores e Amigos da Freguesia de S. Francisco Xavier intentou uma acção popular contra a câmara e as empresas Aquaparque - Atracções Turísticas e Aventura em Lisboa - Parque Temático de Diversões, solicitando que fossem declaradas nulas as deliberações que constituíram direitos de superfície a favor daquelas sociedades. O Parque Florestal de Monsanto foi criado por decreto-lei em 1934, com cerca de 600ha. A autarquia resolveu, em 1987, afectar ao seu domínio privado 18ha do chamado "pulmão verde" da cidade, que antes se encontrava integrado no "domínio público da câmara".

A finalidade da deliberação do executivo então liderado por Krus Abecasis era a deceder o direito de superfície sobre aquele espaço à sociedade Aquaparque para a "construção de um parque de diversões aquáticas e desportivas de lazer". O recinto funcionou até 1993, na zona de Caselas, fechando portas após o afogamento de duas crianças. Quatro anos depois, no mandato de João Soares (PS), a câmara revogou a primeira cedência e atribuiu o direito de superfície de 8,1ha da mesma parcela à Aventura em Lisboa, para um parque de diversões.

O Tribunal Administrativo de Lisboa rejeitou a acção dos moradores "por extemporaneidade". A associação recorreu depois e o STA veio dar-lhe razão em 18 de Novembro. No recurso salienta-se que as deliberações camarárias "evidenciam com clareza que os terrenos em causa são transformados de "parque florestal" em "terrenos aptos à construção"" e que a alteração de usos, uma vez que Monsanto está sujeito ao regime florestal total, carece de autorização prévia da administração pública. O acórdão do Supremo Tribunal Administrativo entende que, "ao submeter-se ao regime florestal total, o Parque Florestal de Monsanto ficou, assim, sujeito a um regime como se fosse propriedade do Estado".

Uma vez que o regime florestal (1901) e a sua regulamentação (1903) ainda estão em vigor, o tribunal concluiu que, "se a sujeição ao regime florestal depende de decreto, só diploma com idêntico valor poderá prever ou possibilitar a criação do direito de superfície". Ora, inexistindo qualquer diploma desse género, o acórdão considerou nulas as deliberações da câmara de 1987 e 1997. "O poder político nunca gosta da democracia directa", comentou Luís Tamegão, advogado dos moradores, acrescentando que a decisão mostra que "os tribunais podem ser uma solução" quando as entidades se recusam a escutar as populações.»

...

Seria bom que a decisão também contemplasse os próprios órgãos do Estado que sistematicamente delapidam Monsanto, ex. Governo (suspensão indevida do PDM para reinstalação da estação REN) e CML (implantação dos bombeiros/protecção civil no antigo restaurante panorâmico), mas isso é coisa que não me parece vir alguma vez a acontecer.

SOCORRO - 24 árvores abatidas no príncipe Real







Chegado por e-mail:

Dois renques inteiros de árvores que bordejavam os lados Norte e Leste do jardim do Príncipe Real exterminadas em dois dias!
E hoje o que irá passar?
O que pretendem fazer? Parques de estacionamento?
Ontem apareceu uma petição, mas a serras serão mais rápidas: http://www.petitiononline.com/prpreal/petition.html
É PARA ISTO QUE O ZÉ FAZ FALTA?


«Segundo fonte do pelouro dos Espaços Verdes da Câmara Municipal de Lisboa, o programa de requalificação do jardim França Borges (Príncipe Real) prevê "a recuperação dos sistemas que compõem o jardim: vegetação, pavimentos, estruturas e elementos decorativos".
O gabinete de Sá Fernandes promete a "substituição da iluminação pública aumentando a eficácia luminosa e tornando-a adequada a este espaço", uma medida há muito reclamada pelos moradores que habitualmente frequentam o jardim.» IN
380 mil euros prometem nova vida ao Príncipe Real.

Fotos e alerta: Leonor Areal


...

envio este mail a informar de uma situação que está neste momento a acontecer no jardim do princípe real. já há algum tempo que o mesmo está fechado para "obras" de melhoramento.


há pouco constatei quando sai de casa e passei pelo jardim, tendo ficado chocado com o que vi. estão a abater todas as árvores que rodeiam o jardim. as árvores do lado do passeio da paragem do 790 já foram deitadas abaixo, e na altura em lá passei, as árvores do lado da rua principal, da paragem do 758, estavam a ser cortadas. já foram todas também. pelas movimentações dos trabalhadores da câmara dá a ideia que do lado das traseiras do jardim e de lado depois de de nova esplanada, todas serão abatidas também.


tenho a certeza que este assunto será tratado por vocês com a devida atenção, já que ninguém no local se prestou a esclarecimentos.


obrigado e bem hajam.

nuno santos

24 de Nov de 2009

Parque Eduardo VII de Inglaterra

Bem-vindo ao Parque Eduardo VII

Um espaço verde nobre

Bem no centro de uma capital europeia

Um espaço verde de referência

Um espaço emblemático da cidade

PUALZE, que é isso?


Rua Barata Salgueiro, Nº 21
HOJE





AMANHÃ?


Trata-se do último edifício integralmente genuíno da Rua Barata Salgueiro. É propriedade do BES, que através do seu fundo imobiliário submeteu à CML Proj. Ampliação Nº 261/EDI/2008, com vista à sua alteração e ampliação, i.e.:

Ampliação de mais um piso, (em linguagem mimétrica), mantendo a cobertura com a mesma configuração existente, contempla também a manutenção da fachada principal e a reconstrução da fachada a tardoz mantendo a traça original. Interiormente pretende-se a construção de 3 pisos para estacionamento em cave, extensivos ao subsolo dos logradouros, lateral e posterior. Serão mantidos a entrada principal, a escada até ao 1º andar e as salas da frente. Lateralmente é proposto um corpo envidraçado correspondente a uma nova coluna de acessos verticais.

Este projecto vai ser discutido na reunião de amanhã!

Respeito


Chegado por e-mail:


Anexo fotografia do que andam a montar em frente à Torre de Belém. Bem sei que o espaço ainda não está na jurisdição do Município de Lisboa, mas é inqualificável que a APL deixe montar estas estruturas tapando a vista mais monumental da Torre.

Não há respeito pelo Património...

Cumprimentos,

José S. C. Gomes

(Lisboeta)

Candidatos a Prémios Valmor têm pouca qualidade arquitectónica

In Diário de Notícias (24/11/2009)
por Isaltina Padrão


«Ao longo de um século, foram 125 os edifícios que, em Lisboa, viram reconhecido o seu valor através da atribuição de Prémios Valmor e Menções Honrosas. Hoje, este é ainda um galardão que, segundo os especialistas, qualquer arquitecto ambiciona. No entanto, a qualidade da arquitectura premiada é muito questionada.

Instituído há mais de um século, o Prémio Valmor continua a ser um dos mais ambicionados por qualquer arquitecto que tenha obra em Lisboa, de natureza pública ou privada, apesar de, segundo alguns especialistas, vários edifícios deixarem muito a desejar em termos de qualidade. "A maior parte das obras candidatas ao Prémio Valmor tem pouca qualidade arquitectónica." A opinião é da arquitecta Teresa Lencastre, que desde 2003 tem vindo a coordenar o Prémio Valmor e Municipal de Arquitectura.

O arquitecto Walter Rossa, que integrou o júri dos últimos prémios, partilha da opinião de Teresa Lencastre em relação à qualidade arquitectónica das obras sujeitas à apreciação. E não tem dúvidas em afirmar que, "de uma maneira geral, folheando os dossiers [dos candidatos], há muitos edifícios que não só não nos apetece premiar como gostaríamos que não tivessem sido construídos". No entanto, não hesita em dizer que, "não há nenhum arquitecto que tenha obras construídas em Lisboa que não ambicione o prémio. E quem já o recebeu deve sentir--se muito orgulhoso por isso".

A explicação é simples: o Prémio Valmor, atribuído pela Câmara Municipal de Lisboa (CML), é um dos mais prestigiados ao nível da arquitectura em Portugal. E com uma mais-valia: "Este prémio, que visa promover e incentivar a qualidade da arquitectura, reconhece publicamente não só o trabalho do arquitecto como a do promotor imobiliário", frisa Teresa Lencastre.

Já Paulo Ferrero, do Fórum Cidadania Lx, considera que o Prémio Valmor "foi desvirtuado". E lamenta que alguns edifícios estejam em tão mau estado de conservação. "Basta olhar para a decadência do Clube dos Empresários (Avenida da República), que era a antiga residência dos viscondes de Valmor que dão nome ao prémio, para ver como estão a ser tratados os prémios atribuídos nas primeiras décadas do século XX", denuncia Paulo Ferrero, alertando a autarquia de Lisboa para a preservação destes edifícios.

Segundo Teresa Lencastre, estará para breve a revisão do regulamento de 2003 (que incluiu a arquitectura paisagística), e que, como já foi anunciado pelo presidente da CML, António Costa, contemplará a reabilitação urbana. Ao DN, fonte da autarquia, disse que a introdução desta vertente é compreensível, pois "é uma área que tem cada vez mais significado, nomeadamente no que toca à entrada de projectos de reabilitação/obra nova na câmara, que é cada vez maior.»

CDS-PP decide negócio dos contentores de Alcântara

In Diário de Notícias (24/11/2009)
por JOÃO PEDRO HENRIQUES

«Dependerá de Paulo Portas a decisão de acabar, ou não, com o negócio da Mota-Engil em Alcântara. Todos os partidos da oposição já disseram que o querem anular. O CDS pondera: "Temos de ser minimamente responsáveis"

Está nas mãos do CDS-PP o futuro do contrato que atribuiu à Liscont, empresa do universo Mota-Engil (empresa liderada pelo ex-ministro socialista Jorge Coelho), a exploração do terminal de contentores de Alcântara.

Os democratas-cristãos são o único partido da oposição parlamentar que não apresentou nenhum projecto visando a revogação do dito contrato. PSD, BE e PCP já o fizeram. Se o CDS se abstiver ou votar contra estes articulados, ao lado do PS, o contrato continuará em vigor.

Os democratas-cristãos estão, segundo fonte da direcção da bancada, a "analisar" os projectos em causa. Para já não há grandes pressas: dificilmente serão agendados ainda este ano, sobretudo tendo em conta que entretanto entrará na mesa da Assembleia o segundo orçamento rectificativo do ano, cuja discussão parlamentar atrasará todas as outras.

Para o CDS-PP, todas as opções estão em aberto. Fonte da direcção parlamentar recordou ao DN que o partido foi o primeiro, na legislatura passada, a apresentar um projecto revogando o decreto que viabilizou o contrato entre a APL (Administração do Porto de Lisboa) e a Liscont.

"Só que - acrescentou o dirigente do CDS-PP contactado pelo DN - entretanto o contrato foi assinado e está em vigor". O que significa que aprovar agora uma lei revogando-o implicaria "um problema de indemnizações" à Liscont, por "lucros cessantes" - ou seja, por lucros que a empresa contaria ter mas deixaria de ter, dado o fim do negócio. "Temos de ser minimamente responsáveis", acrescentou o mesmo dirigente.

Ontem o Bloco de Esquerda considerou que uma decisão parlamentar acabando com o negócio não implicaria indemnizações do Estado à Liscont. "Do nosso ponto de vista, é necessário actuar por fases e a primeira é revogar a decisão política que permitiu o aditamento do contrato de exploração", disse a deputada Helena Pinto, sublinhando que os grupos parlamentares devem depois continuar a acompanhar o caso até ser encontrada uma solução "não prejudicial" para o Estado. "Não entendemos que a Liscont tenha direito a qualquer indemnização. Poderá, porventura, ser ressarcida do que já investiu no terminal", acrescentou. Hoje, o Bloco de Esquerda levará o assunto à discussão na Assembleia Municipal de Lisboa. Os bloquistas querem que o "parlamento" da cidade recomende ao Parlamento nacional a revogação do contrato.

O PCP entregou ontem no Parlamento o seu projecto-lei. Para os comunistas, a exploração do terminal portuário deverá ser recolocada no âmbito da gestão pública. O articulado prevê que a gestão e exploração do terminal de contentores de Alcântara, incluindo todas as áreas actualmente concessionadas, passe para as mãos da APL assim que terminar o prazo inicialmente definido para a concessão atribuída à Liscont, ou seja, 2015. A prorrogação até 2042 do prazo de vigência da concessão do terminal de contentores à representa, segundo o PCP, "uma tremenda operação de atropelo ao interesse público" e "um exemplo de ausência de transparência nas negociações que envolvem o Estado Português". »


S-U-S-P-E-N-S-E?

Câmara recua no ex-Hospital de Arroios

In Público (24/11/2009)

«A Câmara de Lisboa deverá anular amanhã o despacho através do qual foi aprovado em 2004, pela então vereadora do Urbanismo Eduarda Napoleão, o projecto de arquitectura que permitiria instalar um empreendimento habitacional no antigo convento em que funcionou o Hospital de Arroios, na Praça do Chile.

A proposta do vereador Manuel Salgado, que será analisada na primeira reunião pública do novo executivo liderado por António Costa, defende que o acto de aprovação do projecto deve ser anulado nos termos do Código do Procedimento Administrativo.

A iniciativa do vereador do Urbanismo dá seguimento às conclusões de um grupo de trabalho, nomeado em Fevereiro do ano passado, para reapreciar seis dezenas de projectos, a maior parte deles já licenciados e construídos há muitos anos, cuja legalidade levantava dúvidas a autarcas de diversos partidos e que não tinham sido analisados no quadro da sindicância aos serviços de Urbanismo. O grupo de trabalho considerou que o projecto aprovado em Novembro de 2004 viola o Plano Director Municipal deixando em aberto a posssibilidade de o promotor (Reyalurbis SA) poder formalizar um novo pedido de licenciamento.»

Câmara volta a alterar esquema de circulaçãona Baixa-Chiado

In Público (24/11/2009)
Por Inês Boaventura


«O vereador da Mobilidade reconhece que o modelo actual entupiu a Rua do Arsenal com autocarros e avança com medidas

Actual vereador foi o rosto da oposição


A Câmara de Lisboa vai introduzir novas alterações no modelo de circulação rodoviária da Baixa-Chiado, para melhorar a ligação entre as colinas da cidade e reduzir os impactes negativos da passagem de centenas de autocarros por hora nas ruas do Arsenal e da Alfândega.

Segundo o vereador da Mobilidade, Obras e Tráfego da autarquia, que tomou posse há menos de um mês, não é ainda possível apontar uma data para a concretização dessas modificações. Isto porque, explica Fernando Nunes da Silva, as obras necessárias serão pagas e executadas pela sociedade Frente Tejo, pelo que "o ritmo" a que vão ser feitas está dependente do andamento dos trabalhos em curso no Terreiro do Paço.

No início do ano, o vereador desenvolveu um estudo para o Automóvel Clube de Portugal no qual concluiu que o modelo de circulação automóvel da Baixa-Chiado que a Câmara de Lisboa se preparava para introduzir teria consequências "muito gravosas" (ver caixa). Hoje, Nunes da silva sublinha que "houve alterações muito significativas" entre o projecto inicial e aquele que foi avante, "que não é sequer o que vai ficar a funcionar".

Em declarações ao PÚBLICO, o especialista em transportes admitiu que, com o esquema de circulação actual, "houve aumentos de tráfego na Rua do Alecrim, na Rua de São Bento, nas transversais da cidade de Lisboa", acrescentando que a situação só não foi pior porque quando ele entrou em vigor "não era o período escolar e, devido à crise económica, as pessoas tinham menos dinheiro para andar de automóvel". Por isso e por se ter criado, diz, a ideia de que circular na zona da Baixa-Chiado ia ser "um pandemónio", alguns automobilistas optaram por caminhos alternativos.

Nunes da Silva reconhece que "há problemas que continuam em cima da mesa", nomeadamente dificuldades na ligação entre as colinas e uma concentração excessiva de autocarros nas ruas do Arsenal e da Alfândega, de que muito se têm queixado comerciantes e moradores dessas artérias. O vereador adianta que a solução para o primeiro problema passa por reservar a Rua da Conceição "apenas para o transporte colectivo ou para o serviço local".

Quanto à Rua do Arsenal, Nunes da Silva explica que estão em curso obras na estação fluvial Sul e Sueste que incluem a instalação no local de um terminal de autocarros, "o que faz com que uma série de autocarros que hoje têm que ir pelo Campo das Cebolas e depois ir dar a volta ao Cais do Sodré deixem de o fazer". Além disso, no Cais do Sodré "vai ser melhorado o terminal e vai ser separado aquilo que é o acesso ao terminal daquilo que é a circulação automóvel particular", acabando com "o grande estrangulamento que neste momento faz com que a Rua do Arsenal fique pejada de autocarros".

O vereador acrescenta que alguns autocarros vão ser desviados para a Avenida da Ribeira das Naus e a Rua de Bernardino Costa (no fim da Rua do Arsenal) "vai ficar com um único sentido". Isso, diz, "vai permitir que o tempo que hoje o Cais do Sodré está cortado para os transportes públicos passarem do corredor da Avenida de 24 de Julho para a Rua do Arsenal desapareça". "Se mesmo isto não for suficiente, há outras alternativas que estão a ser estudadas e que a seu tempo serão colocadas em cima da mesa", conclui Nunes da Silva.»

...

O problema da asfixia automóvel nas imediações do Terreiro do Paço é obviamente culpa de não se ter feito nada a montante, designadamente no Marquês. Ou seja, o PUALZE sempre foi para inglês ver. Enquanto isso não acontecer nada feito. Isto a nível macro. "Microfalando" há muito que pode ser feito, mas sem a Carris ajudar em termos de redimensionamento de autocarros a circular na Baixa, pouco poluentes, horários, etc., nada feito, também.

Mas isso é uma coisa, e outra bem diferente e PÉSSIMA para a cidade é regredir-se aos tempos em tudo circulava como queria na Baixa. A CML não pode cair nesse erro, pois a restrição que foi feita, pode não ser óptima, mas certamente que é um bom passo nas direcções certas:

- Acabar-se com os carros no Terreiro do Paço;
- Dimimuir-se drasticamente o número de carros a circularem nas transversais à Rua do Ouro e da Prata;
- Alargamento dos passeios na Rua da Prata e Rua do Ouro;
- Afastamento do trânsito automóvel da Rua da Conceição;
Etc.

23 de Nov de 2009

Ainda o Jardim de Santos, a ExperimentaDesign e as Árvores Classificadas

Por Miguel Rodrigues, no Árvores de Portugal

LISBOA "ASSUCATADA", Corpus Christi e não só ...






Caros Amigos,


Espero que esta necessária insistência, não se esteja a tornar num 'concurso' perverso, tipo 'galeria dos horrores' ... mas dramáticamente, esta é a realidade de um País, de uma Cidade e de um Regime 'assucatados', e no caso de Lisboa aparentemente perante a indiferença dos responsáveis autárquicos e as legiões de funcionários, que provávelmente, devido ao excessivo número, atropelam-se uns aos outros.

O Convento de Corpus Christi constitui um importante monumento, não apenas como objecto arquitectónico por si só, mas precisamente da forma como está inserido na malha Pombalina, que ilustra tal como as Igrejas, a essência do Plano Urbano Pombalino que numa perspectiva Iluminista 'sacrifica' mesmo os edificios instuticionais, não os destacando no espaço, mas inserindo-os no Todo.

Basta olhar para as imagens para nos apercebermos do seu estado de conservação deplorável ... mas,paradoxalmente, ainda lá está, correcto na sua linguagem de janelas de "guilhotina", que na fachada da Rua dos Fanqueiros nos dá uma ideia do que devia ser a Baixa, no que respeita a impressão das fachadas.

Ele, curiosamente, está super-degradado ( à espera do famoso hotel ), mas está num estado 'conservado'- pré-'plastificado'.... Mas atenção ... já está "assucatado" ...!! REPAREM BEM!! ... o que as pessoas que instalaram as iluminações de Natal ... 'instalaram' também na fachada do Corpus Christi ... ainda por cima com 'assinatura' orgulhosa onde se pode ler claramente o nome da firma. Na RUA AUGUSTA ... passa-se precisamente o mesmo ...

Será que o Sr. Vereador do Urbanismo e o Sr. Presidente da C.M.L. não andam na rua ?!?

Reparem naquilo que o próprio estado faz no edificado que devia ser Património Mundial, conjunto da Praça do Comércio. (!!) Com exemplos destes - ver imagem imediatamente acima -, o que se pode esperar ?

P.S. O que é mais curioso é, até há pouco tempo, quando alguma produção televisa ou publicitária, precisava de uma imagem de uma loja, redecorava à antiga a entrada, no piso térreo, com a decoração "Abel Pereira da Fonseca" e utilizava-a para uma reconstrução do Comércio Tradicional duma Lisboa ainda viva (!!)

Saudações Pombalinas não apenas Preocupadas mas também Indignadas.



António Sérgio Rosa de Carvalho.

Um "hotel" de nómadas no Areeiro

In Jornal de Notícias (23/11/2009)
TELMA ROQUE


«Terreno baldio é local de pernoita de dezenasde cidadãos estrangeiros que vivem da mendicidade.

De dia, espalham-se pela capital pedindo dinheiro ou arrumando carros. Ao final da tarde, e com o rigor de um horário de trabalho rígido, regressam em bando a um terreno baldio no Areeiro, onde comem, tomam banho e dormem.

Não "picam o ponto", mas regem-se por uma pontualidade semelhante à de operários comandados por sirenes que anunciam a mudança de turnos. Os moradores da zona garantem que, cerca das 17 horas, dezenas de mendigos, quase todos romenos, regressam ao descampado nas traseiras da Avenida Almirante Gago Coutinho, junto às bombas de gasolina da BP.

O fenómeno é mais ou menos recente. Por vezes, esbate-se. As autoridades "baixam a guarda", a Junta de Freguesia do Alto do Pina respira de alívio e os moradores, sobretudo os que têm vista privilegiada para o terreno, voltam a ter vontade de contemplar as vistas.

"A qualquer hora do dia somos confrontados com a população, em trajes menores, a realizar a sua higiene pessoal, ou a fazer as necessidades, sem pudor ou cuidado em ferir susceptibilidades", denuncia um dos moradores da zona, acrescentando que o sentimento de insegurança tem aumentado devido ao "bairro clandestino".

Clara Pacheco, que trabalha numa agência de viagens com vista para o acampamento, reforça as preocupações, lamentando que ainda ninguém tenha colocado um ponto final na situação. "Isto até chega a ser caricato. Ao final do dia, chegam quase todos ao mesmo tempo. Alguns vêm com muletas, mas assim que passam para as traseiras da Almirante Gago Coutinho, longe dos olhos das pessoas, metem-nas debaixo do braço e caminham sem problemas".

Fernando Braancamp, presidente da Junta, assegura que já por diversas vezes pediu a intervenção da Câmara Municipal. Afirma que, este Verão, o fenómeno quase desapareceu e lamenta que não haja uma maior colaboração e diálogo entre as duas autarquias.

A Polícia Municipal (PM) de Lisboa tem marcado presença assídua no local, mas há uma espécie de jogo do gato e do rato entre os agentes e o grupo nómada. "Assim que os polícias viram as costas , eles voltam logo", sublinha Clara Pacheco.

André de Jesus Gomes, comandante da PM, confirma ao JN que os agentes se deslocam periodicamente ao Areeiro e que a "Polícia Municipal está atenta ao problema". O responsável revela que, já este mês, a PM e o Departamento de Higiene Urbana da Câmara efectuaram uma limpeza na zona.

Estas acções fazem com que alguns elementos do grupo nómada montem e desmontem os abrigos de forma diária. Alguns têm barracas mal amanhadas sempre montadas, mas outros, para não perderem os poucos haveres, guardam-nos em viaturas e, ao anoitecer, estendem mantas, cobertores, madeiras e plásticos para dormir.

Luís, adolescente romeno de 14 anos, chegou ao terreno do Areeiro há seis meses, com os pais, irmãos e tios. "Por vezes, estamos em Portugal, outras em Espanha. Quando está frio, dormimos numa carrinha", explicou, assumindo que a família vive da mendicidade. Quando não estão a pedir, no metro ou junto aos semáforos, arrumam carros ou ajudam em mudanças.

Ao final do dia, os mais velhos preparam pequenas fogueiras para improvisar as refeições. Água para cozinhar e para se lavarem vão buscar à bomba de gasolina. Os espelhos dos carros ajudam os homens a fazer a barba. »

Moção contra os contentores

In Diário de Notícias (23/11/2009)

«O Bloco de Esquerda na Assembleia Municipal de Lisboa apresentará na próxima sessão da AML, amanhã, uma moção que visa a Revogação do Prolongamento da Concessão do Terminal de Alcântara . Nesta moção o Bloco defende que a AML deve fazer um apelo à Assembleia da República para que, na defesa do interesse público e na defesa da cidade de Lisboa, revogue o prolongamento da concessão à Liscont até 2042.»

Propaganda: Largo do Rato 3

Fachada de um imóvel no Largo do Rato. Domingo, dia 22 de Novembro. O último acto eleitoral foi a 11 de Outubro de 2009. Passaram 6 semanas. «ATCHIMM», «COFF-COFF»!

22 de Nov de 2009

Plantar 1 Árvore. Parque florestal de Monsanto.



Realizou-se ontem, dia 21 de Novembro a iniciativa “plantar 1 árvore”, no parque Florestal de Monsanto em Lisboa. Foi organizada por um grupo de cidadãos e contou com o apoio da C.M.L. A participação foi extremamente positiva e nem a ameaça de chuva afastou adultos e crianças que em grande numero se deslocaram ao local provando que quando as coisas são bem organizadas e têm um objectivo tão positivo como este os cidadãos correspondem da melhor forma exercendo assim um verdadeiro acto de cidadania. Desta acção, que deverá repetir-se noutras zonas do País, resultou a plantação de cerca de 1000 árvores.
Uma palavra especial para a extremosa e dedicada participação da equipa de funcionários dos espaços verdes da CML que, com a sua experiencia e amabilidade, deram um indispensável contributo para o sucesso da iniciativa.
Parabéns a todos.

Roseta deseja recuperar Bairro da Liberdade

Vereadora irá propor suspensão do PDM na zona da escarpa para não ser casario, mas um espaço verde.

A vereadora da Habitação na Câmara de Lisboa, Helena Roseta, propõe um plano de recuperação para o Bairro da Liberdade que inclua os terrenos deixados livres pelas demolições que decorrem na escarpa em risco de derrocada.

Helena Roseta defendeu ontem que, além da intervenção de emergência que está a ser feita pela Câmara Municipal no Bairro da Liberdade, deve ser traçado um plano de recuperação, de modo a que os residentes possam continuar a morar naquele local.

"O ponto mais importante desta visita foi constatarmos que o bairro precisa, além deste processo de emergência, de um plano de recuperação, que tenho de articular com o [departamento de] Planeamento Urbanístico", disse a vereadora, após uma visita matinal ao Bairro da Liberdade.

O plano pode avançar porque existem "muitos terrenos, mesmo municipais, que já estão livres" e nos quais a Câmara pode planear "o que entender, inclusivamente equipamentos que fazem falta ao bairro", assinalou.

Roseta e o vereador do pelouro da Protecção Civil, Manuel de Brito, do PS, visitaram de manhã, a área do bairro que se encontra em risco de derrocada e concluíram que tem de ser alargada. Está prevista a demolição dos fogos onde habitam 53 famílias - que serão realojadas no âmbito do programa Prohabita -, mas "mais sete ou oito" edifícios poderão ser derrubados.

"É uma espécie de puzzle e algumas peças estão de tal forma encaixadas que, se lhe mexermos, cai tudo. As famílias sinalizadas já sabem. Agora, tenho de procurar mais casas para realojar essas famílias", explicou Roseta.

Na zona em risco de derrocada, junto à escarpa (entre a Rua Inácio Pardelha Sanches e a Rua B), "as situações são muito diferentes", com "casas quase abarracadas e outras com mais qualidade".

Na segunda-feira, a autarquia tomou posse administrativa destas casas, muitas das quais anexos sem condições de habitabilidade e de legalização impossível.

O processo de realojamento está a decorrer, mas, como após uma "prospecção" naquela zona não foram identificados fogos adequados, os moradores serão realojados fora do bairro.

Quem ali reside terá, contudo, direito de preferência no regresso - em caso de disponibilidade de fogos no bairro municipal já existente, mas também na "operação de loteamento", que terá uma componente municipal.

Este realojamento representa o designado "plano B", estando, previsto um "plano A", de emergência, se houver um agravamento das condições meteorológicas, de "chuva intensa e persistente".

Os primeiros sinais de instabilidade na escarpa do Bairro da Liberdade foram detectados numa inspecção realizada em 2004. Dois anos depois, um relatório do Laboratório Nacional de Engenharia Civil identificou o "risco" de desmoronamento dos edifícios.

A zona em causa integra uma área mais vasta, declarada Área Crítica de Recuperação e Reconversão Urbanística, no âmbito da qual foi posteriormente efectuada uma "avaliação técnico-urbanística das construções implantadas no bairro", que apontou para a impossibilidade de legalização.

Roseta tenciona apresentar uma proposta para que se proceda à suspensão do Plano Director Municipal (PDM) naquela zona da escarpa, de modo a impedir a construção no local e a reservá-lo para um espaço verde.

In JN

Bem feito era devolver este espaço a Monsanto refloresando-o

21 de Nov de 2009

Jardins da Praça do Império, Belém




Quatro imagens que mostram alguns dos problemas dos Jardins da Praça do Império em Belém. Bancos destruídos e descalcetamento dos pavimentos são algumas das questões mais graves. Quanto aos canteiros com desenhos em buxo, já viram melhores dias...