02/04/2020

Novo alerta-protesto sobre edif. Soares da Silva/Tv. Amoreiras 6-12


Exmo. Senhor Vereador Ricardo Veludo


C.C. PCML, AML, DGPC, JF e media

No seguimento do nosso alerta-pedido de reprovação de Janeiro passado (http://cidadanialx.blogspot.com/2020/01/protesto-pela-demolicao-do-predio-de.html) do pedido de alterações com demolição (processo nº 2008/EDI/2019) do edifício da Travessa das Amoreiras, nº 6-12, desenhado pelo arq. António do Couto de Abreu para o então conhecido industrial Francisco Soares da Silva; Somos a alertar V. Exa. e os Serviços que tutela para a existência de movimentações suspeitas no interior daquele edifício, com o entrar e sair de pessoas e materiais, que poderão vir a traduzir-se em uma eventual descaracterização/desvalorização do edifício a nível dos interiores, coberturas ou traseiras, o que todos queremos evitar.

Apelamos mais uma vez para a necessidade de mudança do paradigma da política de reabilitação urbana da CML, para novas e boas práticas, em que não se materialize o entendimento de que basta manter-se a fachada como sinónimo de que uma cidade está a ser reabilitada. É possível adaptar o edificado desse período construtivo, de que Lisboa já foi rica, às novas funções e exigências de uma vida moderna, sem destruir os interiores dos apartamentos, sem ampliar 2-3 pisos, sem destruir os seus logradouros, sem descaracterizar o quarteirão, o bairro; no caso a demolição da totalidade do seu interior, a ampliação de um piso em mansarda, a abertura de caves de estacionamento e a patética regularização da fachada sobre a garagem. É possível, não é tão caro quanto nos querem fazer ser, e há mercado para essas casas.

Pelo exposto agora e aquando da nossa missiva de Janeiro, apelamos a V. Exa., senhor Vereador, para que atente neste projecto.

Na expectativa, apresentamos os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Júlio Amorim, Helena Espvall, Alexandre Marques da Cruz, Gustavo da Cunha, Maria Teresa Goulão, Pedro de Souza, Rui Pedro Martins, Virgílio Marques, António Araújo, Fernando Jorge, Pedro Jordão, Gonçalo Cornélio da Silva, Irene Santos

16/03/2020

Ainda a Tapada das Necessidades


Ao Paulo Ferrero, uma daquelas pessoas a quem a cidade de Lisboa muito deve, pela sua ação constante ao longo dos anos, em defesa da evolução equilibrada de uma cidade constantemente agredida e violentada, na qual se encontra a centenária Tapada das Necessidades, aqui expressamos os nossos agradecimentos.

A Tapada das Necessidades é o reflexo do que se passa em Lisboa no que diz respeito ao tratamento dos seus bens Culturais e Naturais; a falta de interesse por parte da CML pelo que representam, e a sua entrega a terceiros, para rentabilização económica, desvirtuando o património em causa, muitas vezes de forma irremediável.

O conjunto ou Obra das Necessidades, para além da Cerca conventual ou Tapada propriamente dita, é constituído também pelo Palácio, Convento, Capela e Obelisco, todos classificados como Monumento de Interesse Público desde 1983. Também, em 2011, toda a vegetação da Tapada foi classificada pela Autoridade Florestal Nacional. Convenhamos, contudo, que todo o Conjunto, pela sua grandiosidade deveria estar classificado como Monumento de Interesse Nacional.

Resguardado durante a monarquia, com a implantação da República, em 1910, todo o conjunto começou a ser saqueado, sendo repartido por várias entidades:

O Ministério dos Negócios Estrangeiros, a partir de 1916 tomou conta do Convento e do Palácio, com a fragmentação da valiosa biblioteca (uma parte para o Palácio da Ajuda) e das obras de arte, muitas delas transitadas para o Museu de Arte Antiga. Acontece também que aqueles monumentos não podem ser visitados pela população, sendo o palácio, o único palácio real que não está aberto ao público;

O Ministério da Defesa Nacional, instalou-se na tapada. Com a construção do Instituto de Defesa Nacional, em 1974, tendo para tal destruído o Picadeiro Real aí existente. Também em 2003, o IPPAR autorizou a construção do Parque de Estacionamento daquele instituto em terrenos da Tapada das Necessidades e sobre o aqueduto das Águas Livres, Monumento Nacional;

Em 2005, a “Casa do Regalo”, antigo atelier de pintura da rainha Dona Amélia, foi afetada pelo Estado português à Secretaria-Geral da Presidência da República para nela se instalar o gabinete do ex-presidente da República dr. Jorge Sampaio, do qual resultou a construção em anexo do arquivo, um bloco de cimento que descaraterizou a beleza da Casa do Regalo, tendo contribuído para este atentado aquela secretaria de estado não estar sujeita ao parecer do IPPAR;

A partir de 1939, a Tapada recebeu vários departamentos do Ministério da Agricultura, sendo o último a Estação Florestal Nacional, desde 1979 até 2002, altura em que aquele organismo deslocou as suas instalações para Oeiras, tendo deixado na Tapada, barracões e toda uma série de edifícios que hoje servem de abrigo a delinquentes. Entretanto, quando em 2008, o Ministério da Agricultura assinou com a Câmara Municipal de Lisboa o protocolo de cedência sobre a “Gestão, Reabilitação, Manutenção e Utilização da Tapada das Necessidades”, pensou-se que o futuro da Tapada estava assegurado, com a CML a assumir as suas responsabilidades por inteiro sobre aquele espaço.

Porém tal não aconteceu, continuando as medidas avulsas sobre o património tomadas pela CML e a sua vontade de entregar a terceiros a exploração comercial de um espaço que é de todos nós.

Face ao estado de degradação visível na Tapada das Necessidades e procurando colaborar ativamente na sua recuperação, tendo sempre em conta que esta deve manter as características românticas que presidiram à sua criação e permanecem até hoje, em 10 de Abril de 2007 foi constituído O GRUPO DOS AMIGOS DA TAPADA DAS NECESSIDADES (GATN), aberto a todos os que sintam necessidade de proteger e divulgar a Tapada das Necessidades.

Inicialmente apoiado pela Junta de Freguesia dos Prazeres, este grupo desenvolveu durante anos meritória atividade que foi esmorecendo devido ao envelhecimento dos seus membros, e à falta de adesão de jovens, também a falta de apoio das entidades políticas que de uma maneira geral não vêm com bons olhos as atividades das organizações da sociedade civil, mesmo que seja para a defesa de bens comuns, levou a que o GATN entrasse num estado de estagnação.

Gostaríamos de poder dar uma nova vida ao Grupo dos Amigos da Tapada das Necessidades pois consideramos que ainda é tempo de salvar aquela joia ameaçada da cidade de Lisboa, assim dirigimos-nos aos lisboetas que certamente amam a sua cidade para que façam reviver o GATN, pois estamos certos que todos somos amigos da Tapada das Necessidades.

João Pinto Soares

15/03/2020

Até breve

Jacarandás e tipuanas no jardim de Santos

A partir deste blogue, tantas vezes soam vozes críticas e alertas sobre os destinos do património desta nossa cidade de Lisboa.
 Várias vezes somos muito contundentes, outras aplaudimos sem reservas. Acreditamos que os nossos alertas poderão ajudar  Lisboa a ser melhor.

E melhor será depois de vencida esta crise grave que a todos, agora,  envolve.

Por isso, a todos os que nos seguem, a todos os que com frequência criticamos, a todos os que fazem desta causa do património, uma das causas das suas vidas, a todos com quem concordamos ou discordamos, aos que pensam como nós e àqueles que nos estão nos antípodas, a todos sem excepção, uma palavra de coragem e de alento.

E com todos, contar de novo quando este Cabo for ultrapassado, teremos mais causas, teremos mais problemas, teremos mais soluções e uma nova vontade de continuar a lutar por esta belíssima  cidade que é a nossa.

Até breve.

13/03/2020

A ignorância e as mentiras do Sr. Reitor....



"Reitor da Universidade de Lisboa diz que destruição da placa da Casa Ventura Terra foi “um acidente” António Cruz Serra diz que placa estava a ser removida do prédio classificado para servir de molde para a reprodução de réplicas."


pode ler o resto aqui
................................................
António Cruz Serra, admitiu que a sua destruição foi um “acidente”.

- Este "acidente" não acontecia a profissionais competentes na conservação e restauro !

"a universidade solicitou a retirada da placa para que fossem reproduzidos mais dois exemplares, que seriam entregues à Universidade do Porto e à futura residência de estudantes Ventura Terra."

- Retirar a placa para reproduzir réplicas ? o Sr. Reitor não percebe mesmo absolutamente nada do que está a falar, ou entrou no campo minado da mentira ? Fazer um molde com a placa colocada na parede, seria tarefa fácil. ...e neste caso, obrigatória.

“Nós levámos uma grua para tirar a placa. Quando a placa estava quase no chão, deixaram-na cair."

- Mas então levaram a grua para que efeito ? não era para meter a placa lá dentro até esta chegar a salvo ao chão ?

a placa consegue-se reconstituir”

Pois consegue....mas as mazelas, as lacunas e fissuras preenchidas com o que seja, ficarão sempre visíveis. Para mais posso informá-lo que na conservação e restauro de pedra, nada mais difícil existe do que disfarçar algo em pedra lisa e branca como é o caso aqui. Uma placa original de estética brilhante.... nunca será comparável a uma dúzia de cacos colados e emendados.

“A original vai ser recuperada, talvez pelos nossos alunos de belas-artes”

- Alunos de belas artes ? o Sr. Reitor por acaso sabe que existe uma escola de conservação e restauro em Lisboa há quase 30 anos ? o Sr. Reitor insiste mesmo no desempenho de funções por incompetentes ?

Para mais gostaria de informa-lo Sr. Reitor que, em 35 anos de experiencia profissional no campo da conservação e restauro, nunca me deparei com um caso de vandalismo "profissional" como o que aconteceu na Alexandre Herculano. Os responsáveis que assumam responsabilidades.

12/03/2020

“não foi destruída, mas sim retirada”....


"Questionada agora pelo PÚBLICO, sobre a remoção da inscrição, fonte oficial da Universidade de Lisboa notou que a placa “não foi destruída, mas sim retirada” para ser colocada numa futura residência de estudantes que terá o nome de Ventura Terra."

Pode ler um pouco mais aqui 

Destruição placa do edif Ventura Terra - Pedido de contra-ordenação ao DGPC


Exmo. Sr. Director-Geral do Património Cultural
Eng. Bernardo Alabaça


CC. MC e media

Verificada a ilegalidade na operação de destruição da placa evocativa existente na fachada principal do edifício (Casa Ventura Terra) sito na Rua Alexandre Herculano, nº 57, classificado Imóvel de Interesse Público, e considerando o disposto na Lei de bases da política do património 107/2001, de 8 de Setembro, designadamente nos seus Capítulo I (artigo 100º) Capítulo II (artigos 104º e 110º); Solicitamos a V. Exa. que dê indicações aos serviços da Instituição que tutela no sentido de desencadear a instrução do procedimento de contra-ordenação aos responsáveis por esta acção de destruição de património classificado.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Virgílio Marques, Júlio Amorim, Ana Celeste Glória, Helena Espvall, Jorge Santos Silva, Pedro Ribeiro, Gustavo da Cunha, José Morais Arnaud, Mafalda Magalhães de Barros, Miguel de Sepúlveda Velloso, João Oliveira Leonardo, Paulo Lopes, Jorge Pinto, Rui Pedro Martins, André Santos, Gonçalo Cornélio da Silva, Irene Santos, Alexandra Marques da Cruz, Pedro Machado, Bruno Palma, Jorge D. Lopes, Pedro Jordão

Destruição placa do edif Ventura Terra - pedido de demissão do Reitor da UL


Magnífico Senhor Reitor
Eng. António Manuel da Cruz Serra


CC. Vice-Reitores e Pró-Reitores da UL, Senhor Primeiro-Ministro, Senhor Ministro do Ensino Superior, 8ª Comissão da AR e media

É profundamente lamentável que a Reitoria da Universidade de Lisboa seja a responsável pela destruição, ontem entre as 16h30 e as 17h, da placa evocativa da doação às Belas-Artes do Edifício Ventura Terra, Prémio Valmor e sito na R. Alexandre Herculano 57, cuja inscrição remetia para a vontade testamentária do arq. Miguel Ventura Terra.

Com efeito, a tentativa, patética e descarada, de apagar a História da cidade, mais a mais executando-a em património classificado de Interesse Concelhio (pela CML) e de Interesse Público (pela DGPC/IGESPAR/IPPAR), e por ordens da reitoria da mais prestigiada instituição de Ensino Superior de Lisboa, diz bem sobre a necessidade urgente de recolocar essa Instituição no trilho do respeito e reconhecimento que todos lhe devemos ter.

Por outras palavras, Magnífico Reitor: demita-se!

Melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Júlio Amorim, Carlos Moura-Carvalho, Paulo Lopes, Rui Pedro Martins, Fernando Jorge, Filipe Teixeira, Gustavo da Cunha, Nuno Caiado, José Filipe Soares, Jorge Pinto, Virgílio Marques, Rita Gomes Ferrão, Miguel de Sepúlveda Velloso, Eurico de Barros, Luís Serpa, Alexandre Marques da Cruz, Irina Gomes, Pedro Jordão e Catarina Portas, Paula Cristina Peralta, Aníbal Santos, Guilherme Freitas, João Guerra da Mata, Madalena Braz Teixeira, Clara de Sousa, José Couto Nogueira, Maria do Carmo Piçarra

Destruição placa do edif Ventura Terra - Nota à DGPC e CML


Exmo. Senhor Presidente da CML
Dr. Fernando Medina
Exmo. Senhor Director-Geral do Património Cultural
Eng. Bernardo Alabaça
Exmo. Senhor Director Municipal do Urbanismo
Eng. Ricardo Veludo


C.C. Senhor Primeiro-Ministro, Ministra da Cultura, AML, AVT, Reitoria da UL e media

É lamentável que nem a CML nem a DGPC tenham dado atenção ao que vos solicitámos anteontem e ontem, e tentado impedir a destruição, a nosso ver completamente ilegal e criminosa, da placa evocativa do edifício Ventura Terra, conforme fotos em anexo.

É com profunda consternação que assistimos à total incapacidade da CML e da DGPC em assegurarem a integridade, que é disso que se trata, de um bem classificado (Interesse Concelhio e Interesse Público) e premiado (Prémio Valmor) por elas próprias, ignorando a profusa regulamentação camarária e nacional que "assegura" a protecção e salvaguarda destes bens.

Acresce que esta operação de destruição da placa teria que ter tido autorização da CML de outro teor, porque pôs em perigo os transeuntes e os carros estacionados no local e dada a completa ausência de medidas de segurança durante a mesma, por se tratar de uma placa de grande envergadura. Felizmente, não houve acidentes, o que agravaria toda esta situação, já de si lamentável e impensável na cidade de Lisboa, que se apregoa como moderna, culta e atractiva.

A destruição da placa em causa, ao ser promovida, ao que tudo indica, pela Reitoria da Universidade de Lisboa, torna ainda mais insuportável esta situação.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Alexandra de Carvalho Antunes, Pedro Gomes, Maria Carvalho, Júlio Amorim, Inês Beleza Barreiros, Filipe Teixeira, Virgílio Marques, Guilherme Pereira, Maria do Rosário Reiche, Pedro Malheiros Fonseca, Mafalda Magalhães de Barros, Alexandre Marques da Cruz, Fernando Jorge, Helena Espvall, Irina Gomes, Luís Mascarenhas Gaivão, Paulo Lopes, Beatriz Empis, Pedro Ribeiro, Nuno Caiado, Jorge Pinto, Miguel de Sepúlveda Velloso, Bruno Palma e António Araújo

11/03/2020

Eventual retirada ilegal da placa evocativa da Casa Ventura Terra - SOS à CML e DGPC *


Exmo. Senhor Director-Geral do Património Cultural
Eng. Bernardo Alabaça
Exmo. Senhor Director Municipal do Urbanismo
Eng. Ricardo Veludo


C.C. PCML, AML, Associação Ventura Terra e media

Confrontados com a colocação ontem, dia 10 de Março, de um andaime junto à fachada do edifício de Ventura Terra, na Rua Alexandre Herculano, nº 57-57-C, em Lisboa, tememos que isso signifique que o novo proprietário do imóvel se prepare para retirar a placa evocativa da doação feita por aquele Arquitecto às Belas-Artes (foto em anexo).

Considerando que a referida placa faz parte integrante da fachada deste edifício Prémio Valmor (1903), Imóvel de Interesse Municipal (1983) e Imóvel de Interesse Público (2006), solicitamos a V. Exas. as melhores diligências para, urgentemente, averiguarem no local a situação que relatamos e agirem em conformidade se se verificar que a placa vai ser retirada.

Acrescente-se que sobre a hasta pública realizada no passado mês de Janeiro, pesa uma providência cautelar com vista à sua impugnação, de que se aguarda decisão do tribunal respectivo.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Beatriz Empis, Rui Pedro Martins, Inês Beleza Barreiros, Fátima Castanheira, Júlio Amorim, Pedro Henrique Aparício, Virgílio Marques, Fernando Jorge, Ana Celeste Glória, Helena Espvall, Maria do Rosário Reiche, Jorge Pinto

Fotos de VM e FC
* Já foi feita participação à Polícia Municipal

Enquanto isso preparam-se para retirar da fachada a pedra com as inscrições da vontade de VENTURA TERRA?!


Foto de FC

09/03/2020

O edifício do Atheneu é Monumento de Interesse Público


Obrigado à DGPC e ao proponente, Jorge Marques!

Portaria n.º 241/2020 - Diário da República n.º 48/2020, Série II de 2020-03-09 129967172

Cultura - Gabinete da Secretária de Estado Adjunta e do Património Cultural
Classifica como monumento de interesse público o Palácio Povolide, onde se encontra sediado o Ateneu Comercial de Lisboa, incluindo o património móvel integrado, na Rua das Portas de Santo Antão, 106 a 110, Lisboa, freguesia de Arroios, concelho e distrito de Lisboa

Foto de Maria Saraiva

04/03/2020

Casa Pereira vira loja de pastéis de nata!


Quem é que pediu pastéis de nata na Casa Pereira? :-)
Processo nº 203/EDI/2020, entrado a 12 de Fevereiro. Operação Urbanística: Alteração (Alterações Interiores)
Resumindo: fica a montra (vamos lá ver se não levam as letras douradas ...), fica o chão e entram pastéis da nata da mesma firma dona da Vitaminas!
Projecto a cargo do arq. João Regal, menos mal.
Pensem assim: se as camisas da Pitta viraram pastéis...
Fotos: Público (Casa Pereira), Time Out (Camisaria Pitta)

27/02/2020

Palácio Foz precisa de obras - reenvio de pedido à Presidência do Conselho de Ministros


Exmo. Senhor
Dr. Tiago Antunes,
Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros

C.C. Senhor Primeiro-Ministro, Ministra da Cultura, Ministro da Economia, Ministro da Educação, Ministro da Administração Interna, CML e Media

No seguimento do nosso e-mail de Junho de 2016 (http://cidadanialx.blogspot.com/2016/06/palacio-foz-mais-um-edificio-notavel-em.html) e da resposta dos V/serviços de que seriam iniciadas obras de conservação e restauro do Palácio Foz no início de 2017, e tendo passado já 3 anos sobre essa data sem que se vislumbre qualquer obra, somos a reenviar este alerta no sentido de instar o Governo de Portugal a iniciar quanto antes as necessárias obras de recuperação deste imóvel notável da cidade de Lisboa e do País.

Reiteramos que o Palácio Foz apresenta sérios e evidentes problemas de conservação, com particular ênfase nas suas fachadas e coberturas, onde se verificam rachas, buracos, caixilharias descascadas, etc., conforme fotos em anexo.

Solicitamos, portanto, a melhor atenção de Vossas Excelências para esta situação, que a todos envergonha.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Luís Pedro Aguiar, Bernardo Ferreira de Carvalho, Helena Espvall, Virgílio Marques, Ana Celeste Glória, Fernando Jorge, Miguel de Sepúlveda Velloso, Pedro de Souza, Pedro Jordão, Jorge Pinto, Rui Pedro Martins, Alexandre Marques da Cruz, Maria do Rosário Reiche, Beatriz Empis, Filipe Teixeira

Fotos: Luís Pedro Aguiar

Eventual descoberta do Cais da Alfândega Velha - Pedido/S.O.S. à CML


Exmo. Senhor Presidente
Dr. Fernando Medina


CC. AML, DGPC e media

Na sequência das obras preparatórias a decorrer junto à Rua da Junqueira e à Rua do Cais da Alfândega Velha (fotos 1, 2 e 3) para a construção do Museu do Terramoto, terão sido feitas descobertas arqueológicas que, tudo indica, serem exactamente referentes às estruturas do … Cais da Alfândega Velha.

Inclusivamente, já terão sido tapados alguns desses vestígios. Por outro lado, ainda decorrerão escavações no interior do edifício da foto 4.

A ser verdade que foi descoberta parte significativa do antigo Cais da Alfândega Velha, solicitamos a melhor intervenção de V. Exa. no sentido de a CML tudo fazer para garantir que estes preciosos achados sejam incluídos no projecto do Museu do Terramoto e devidamente preservados e expostos ao público.

Na expectativa, apresentamos os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Alexandra de Carvalho Antunes, Inês de Beleza Barreiros, Júlio Amorim, Ana Alves de Sousa, Virgílio Marques, Pedro Jordão, Helena Espvall, Pedro Machado, Gonçalo Cornélio da Silva, Pedro de Sousa, Rui Pedro Martins, Maria do Rosário Reiche, Beatriz Empis

Ainda sobre a casa Veva de Lima


Ainda sobre a casa Veva de Lima, ei-la num artigo precioso da Revista Municipal de 1988:
Fonte: Margarida Pardal

26/02/2020

O Nocas Café no Campo das Cebolas


Chegado por e-mail:

«Boa tarde,

Quero dar-vos conhecimento de mais um cafe de bairro, modesto, que se vai perder. O Nocas Café no Campo das Cebolas.

https://www.google.com/maps/place/Noca's+Caf%C3%A9/@38.7090799,-9.1312768,21z/data=!4m13!1m7!3m6!1s0xd19347132b75a99:0x980371b43355e80c!2sCampo+das+Cebolas,+Lisboa!3b1!8m2!3d38.7087856!4d-9.1309565!3m4!1s0xd193476d3b755c1:0x16949f8dfd104626!8m2!3d38.709037!4d-9.1313774

Os senhores têm ordem de despejo até ao fim do mês.

Creio que o hotel /aparthotel poderia subsistir com o cafezinho de bairro, mas a visão é curta.

Cumprimentos

Ana Luisa Gomes»

Casa Veva de Lima - obras urgentes - pedido de esclarecimentos à CML


Exma. Senhora
Vereadora Catarina Vaz Pinto


C.C. PCML, AML e media

Constatada a existência de "janelas abertas à destruição" no Palacete Ulrich, vulgo Casa Veva de Lima, propriedade da Câmara Municipal de Lisboa, e edifício incontornável do património romântico da cidade de Lisboa, serve o presente para solicitarmos a V. Exa. que nos informe quanto ao início de facto das obras de conservação e restauro urgentes, anunciadas publicamente para meados de 2019 (https://leitor.expresso.pt/diario/sexta-1/html/caderno1/temas-principais/03_03-lisboa-1).

Na expectativa, apresentamos os nossos melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Virgílio Marques, Bernardo Ferreira de Carvalho, Pedro Jordão, Inês Beleza Barreiros, Júlio Amorim, Beatriz Empis, Miguel de Sepúlveda Velloso, Helena Espvall, Sofia de Vasconcelos Casimiro, Rui Pedro Martins, Gustavo da Cunha, Filipe Teixeira, João Oliveira Leonardo, Gonçalo Cornélio da Silva, Jorge Pinto, Maria do Rosário Reiche, Fernando Jorge, Maria do Rosário Reiche

Parabéns pela recuperação feita até ao momento no Jardim Botânico Tropical


Magnífico Senhor Reitor
Eng. António Manuel da Cruz Serra

À Topiaris, a/c Arq. Luís Paulo Ribeiro

CC. PCML, AML, DGPC e media

Serve o presente para endereçarmos os nossos parabéns à Universidade de Lisboa e aos arquitectos paisagistas da Topiáris pela recuperação até agora realizada no Jardim Botânico Tropical, Monumento Nacional que há muito merecia a atenção de quem de direito, e em relação ao qual enviámos alertas e protestos por diversíssimas ocasiões.

Com efeito, para lá da plantação já verificada de árvores em vários locais onde estavam em falta árvores, da recuperação do lago principal, da recuperação de muros, da colocação de nova sinalética, da repavimentação com betuminoso da generalidade das vias (apenas não compreendemos o uso de alcatrão na via defronte à estufa principal), da preservação do imaginário romântico do Jardim dos Cactos, é com particular satisfação que constatámos a intervenção no “elemento Água”, mais precisamente na recuperação dos canais de água e dos tanques das Serpentes e dos Leões, e do Jardim da Ninfa.

Ansiamos pela recuperação e abertura ao público dos diversos edifícios existentes e fazemos votos para que se iniciem, quanto antes, as obras de serralharia urgente na magnífica Estufa Principal por forma a recuperar-se o seu esplendor Arte Nova, a reabilitação da pequena casa de fresco do Veado, e a recuperação que o importante Palácio da Calheta merece e com ela se permita conhecer de perto a sua inestimável colecção de azulejos e usufruir em pleno dos seus lindíssimos tanques. E se complete a recuperação do Jardim Oriental e o restauro dos bustos provenientes da Exposição do Mundo Português e a estatuária espalhada pelo Jardim.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Miguel de Sepúlveda Velloso, Ana Celeste Glória, Virgílio Marques, Júlio Amorim, António Araújo, Pedro Jordão, José Maria Amador, Ana Alves de Sousa, Beatriz Empis, Helena Espvall, Sofia de Vasconcelos Casimiro, Pedro Cassiano Neves, Rui Pedro Martins, João Oliveira Leonardo, Miguel Jorge, Filipe Teixeira, Jorge Pinto, Fátima Castanheira, Pedro Fonseca

Foto: Jardim da Ninfa

Onde pára o tecto de madeira?


Crime? Gato por lebre, certamente. Onde pára o tecto de madeira? O promotor fartou-se de "informar" que os poucos apartamentos que ia construir no Cinema Odéon não beliscariam o tecto. Onde é que ele pára? Cambada.

Foto de Nuno Vasco Franco

25/02/2020

Quando a prepotência, a boçalidade e o mau-gosto se abatem sobre a Sé de Lisboa.

Um magnífico torniquete numa porta lateral da Sé de Lisboa. O Cabido a todo o vapor na sua vontade de dar cabo da Sé.


Corredor da barraquinha de entrada, onde por uns módicos 4€ se pode continuar a testemunhar as mal-feitorias com que o cabido e, por maioria de razão, o Senhor Patriarca, brindam a catedral.

A luz de farol ou de urgência de hospital, é para publicitar a polémica obra dos claustros da Sé, onde se pretende instalar um sputnik de lantejoulas, nota de modernidade e marca de autor. Ao lado um gigante painel sinalético, quase do tamanho da porta da sacristia.


Falando em sputnikes, que dizer deste arranjo onde o cabido resolveu alcandorar uma imagem de Nossa Senhora de Fátima?A inspiração para tal prova de sumo bom-gosto, terá vindo das inúmeras lojecas de recuerdos baratuchos que enchem as ruas adjacentes. Um mimo a peanhazinha com ares de capitel gótico e os passarinhos que nos embevecem no seu cãndido vôozinho. 

Para passar, peça-se licença aos painéis que tapam metade da capela à direita e obstruem a leitura do monumento à esquerda.




Chama-se a esta beldade, um solitário. Entre esta plantinha no belíssimo  deambulatório gótico e a da mais poeirenta repartição pública desta malograda cidade, não há qualquer diferença


Aqui são máquinas automáticas para acender a intermitente devoção dos lisboetas, ao lado mais uma pequeno painel com mais informação. Na Sé de Lisboa tropeça-se entre tanto mobiliário urbano disperso e sem coerência a não ser a da cegueira e selvajaria patrimoniais.


Este é do tamanho dos arcazes à direita e maior do que a porta à esquerda. Se a Sé fosse uma igreja de cinco naves, ou gótica flamejante, ou uma basílica do renascimento, outras dimensões teria, mais aptas a receber este atentado. Mas a nossa Sé é antiga, construída a meia encosta no núcleo primevo da cidade, românica, obedecendo ao sistema das igrejas-fortaleza. é por isso de menores dimensões , mas não menos majestática.

É melhor levar óculos escuros não vá a "brilhante" exposição sobre as obrazinhas do claustro cegar os incautos

As colunas já lá estavam. Ficaram, agora, enxertadas numa instalação cinzenta com luz de cozinha onde moram uns senhores funcionários que cobram as entradas. Sem nenhum desprimor para quem ali trabalha, sublinhe-se.


O Cabido e o Senhor Patriarca ter-se-ão esquecido do episódio dos vendilhões do templo.

Na falta de lojecas de souvenirs, os Senhores Padres resolveram instalar uma dentro da Sé. Afinal em vez dos coros de serafins e querubins, oiça-se, antes, o barulho do vil metal. Sempre dá para pagar esta e outras obras que não cessam de abastardar a principal igreja da cidade.



O que se mostra aqui é o que de mau se fez na Sé de Lisboa. Desde a bilheteira à loja, das plantas de banco ou de repartição pública, à hedionda publicidade à não menos hedionda obra dos claustros, dos painéis gigantes que tapam colunas góticas, arcos de volta perfeita, à imagem de Nossa Senhora de Fátima metida no transepto numa instalação negra com passarinhos a voar, tudo aponta para uma leviandade patrimonial que domina  o Cabido e o Senhor Patriarca .

A mais histórica das igrejas históricas de Lisboa está nas mão de feirantes baratos que fizeram do espaço sagrado e de salutar despojamento, uma feira de bugigangas de duvidosa qualidade, dignas de uma loja de vão de escada.

Alegam que é para ordenar o público, demonstram uma total falta de bom-senso e um tacanho provincianismo.

Tratam o extraordinário com a brutalidade de mangas-de-alpaca encartados. E no meio desta desgraça, nem a sacristia têm aberta.

O que se passa na Sé merecia uma prolongada reportagem. Talvez seja hora do Senhor Cardeal sair do seu seráfico mutismo para pôr ordem no que, manifestamente, está sem eira nem beira.