25/05/2016

SOS Azulejo distingue Câmara de Lisboa


In Site da CML (24.5.2016)

«A Câmara Municipal de Lisboa foi distinguida com o Prémio SOS Azulejo 2015, na categoria de Boas Práticas, pela sua intervenção de salvaguarda do património azulejar, do Miradouro de Santa Luzia. A reabilitação dos azulejos do Miradouro de Santa Luzia valeu à Câmara Municipal de Lisboa a atribuição do Prémio de Boas Práticas, no âmbito do Projeto SOS Azulejo, uma iniciativa do Museu da Polícia Judiciária, da Escola de Polícia Judiciária.

A entrega do prémio, que decorreu no Palácio Marquês da Fronteira, dia 23 de maio, é o reconhecimento pela intervenção de salvaguarda do património azulejar do Miradouro de Santa Luzia, realizada durante o ano de 2015, por iniciativa da Unidade de Intervenção Territorial Centro Histórico (UITCH) da Unidade de Coordenação Territorial (UCT), da Câmara de Lisboa.

Isabel Maciel, diretora da Unidade de Intervenção Territorial do Centro Histórico, e os historiadores Rui Matos e Helena Lopes, receberam o prémio. Um galardão que distingue “os trabalhos de conservação e restauro dos azulejos de revestimento dos panos murários dos bancos do miradouro (Fábrica Viúva Lamego), do painel de enquadramento do pequeno fontanário (padrão em esfera armilar) e do grande painel com a vista panorâmica da Lisboa nos anos 30 do século XX (desenho de Jaime Martins Barata, pintura de José Vitória Pereira, 1939). Trabalhos que foram desenvolvidos pela equipa de conservadores restauradores do Atelier Samthiago.

Mais painéis em requalificação

O projeto da UCT/ UITCH teve por objetivo “assegurar a preservação de património azulejar do século XX, no contexto da memória histórica do Miradouro de Santa Luzia e da sua valorização no âmbito das ações de reabilitação, promovidas pelo município, no edificado da Rua Norberto de Araújo e do espaço público na envolvente do miradouro, que englobou também a melhoria das acessibilidade à Colina do Castelo”, com a instalação de um elevador.

Esta intervenção é “a primeira etapa de um trabalho que se pretende tenha continuidade com a requalificação do espaço público, correspondente à plataforma superior do Miradouro de Santa Luzia, que incluirá, entre outras componentes técnicas, a conservação e restauro de painéis de azulejos do séc. XVII e XVIII e a conservação e restauro do troço de Cerca Velha de Lisboa das Escadinhas e Rua Norberto de Araújo.”

Em paralelo, indica a UCT/ UITCH, foram iniciados já em Abril deste ano os trabalhos de reabilitação de “cinco painéis sinaléticos em azulejo, da autoria de Fred Kradolfer, situados nos miradouros de São Pedro de Alcântara, Nossa Senhora do Monte, Monte Agudo e Castelo de São Jorge, tendo em vista a requalificação dos espaços públicos das respetivas freguesias”. Estima-se que estas intervenções possam estar concluídas até final do verão. [..]»

Assembleia recomenda à Câmara de Lisboa que compre o edifício do Ateneu


In Público (24.5.2016)
Por INÊS BOAVENTURA

«O vereador Duarte Cordeiro garantiu que “não há nenhum processo de licenciamento” para o edifício, na Rua das Portas de Santo Antão. Os deputados municipais pediram a sua classificação.

Graças à iniciativa de 1097 peticionários, o futuro incerto do Ateneu Comercial de Lisboa esteve em debate esta terça-feira na Assembleia Municipal de Lisboa. Por sugestão do Bloco de Esquerda, este órgão decidiu recomendar à câmara que classifique a sede da instituição, na Rua das Portas de Santo Antão, e que a adquira, designadamente através do exercício do direito de preferência caso o imóvel seja posto à venda.

A recomendação apresentada pelo BE propunha ainda que, além de classificar o edifício designado por Palácio dos Condes de Povolide como património de interesse municipal, a câmara promovesse também a classificação do património mobiliário do Ateneu Comercial de Lisboa.

As duas propostas de classificação tiveram o apoio unânime da assembleia municipal, enquanto a ideia de a autarquia adquirir, “designadamente através do exercício do direito de preferência”, os números 106 a 110 da Rua das Portas de Santo Antão, foi aprovada por maioria. Além do BE votaram a favor o PCP e o PEV, tendo todos os outros eleitos optado pela abstenção.

Igualmente aprovada, por unanimidade, foi uma recomendação apresentada pela Comissão de Cultura da assembleia municipal. Nela, entre outros aspectos, pedia-se ao município que divulgue os projectos urbanísticos que venham a ser apresentados para o Ateneu e para a área envolvente e que “clarifique as medidas que tenciona tomar visando a salvaguarda do património e espólio” da instituição.

Em nome dos peticionários, Teresa Ferreira e Liliana Escalhão (que são arrendatárias de um espaço no interior do Palácio dos Condes de Povolide) consideraram as recomendações da comissão “demasiado vagas e sem efeitos práticos”. Em alternativa, estas oradoras apresentaram aquilo que consideram ser “soluções viáveis e concretas”. Entre elas a de que a câmara adquira o edifício e promova um concurso público “onde grupos de pessoas interessadas apresentem os seus projectos para a reabilitação física e cultural” do espaço.

Em nome d’Os Verdes, Sobreda Antunes afirmou que “o Ateneu não tem merecido a atenção devida por parte da autarquia nas últimas décadas”, critica que foi também feita por Modesto Navarro, do PCP, para quem “defender” esta instituição é “defender” também “a identidade e o futuro” da cidade.

Já o bloquista Ricardo Robles alertou para “a vulnerabilidade do património móvel” do Ateneu e para “os apetites vorazes imobiliários que recaem sobre o edifício”. “A câmara devia desenvolver todos os esforços para o preservar”, sustentou. Também Vasco Santos, do MPT, defendeu que “o edifício deve ser preservado” e manter uma “função cultural e desportiva”.

Tanto Rosa Maria Carvalho da Silva como Simonetta Luz Afonso, respectivamente do PSD e do PS, sublinharam a necessidade de se ter em conta que está em curso um processo de insolvência do Ateneu Comercial de Lisboa. “Não podemos confundir o poder político com o poder judicial”, disse a primeira, enquanto a ex-presidente da assembleia municipal notou que “a 7.ª Comissão [de Cultura] não se pode sobrepor aos tribunais”.

“A 7.ª Comissão não está a dormir nem está distraída. As recomendações que fizemos são sensatas”, acrescentou Simonetta Luz Afonso, a quem não caíram bem algumas das palavras das representantes dos peticionários. Sobre o Ateneu, a autarca disse, referindo-se às más condições de conservação do espaço, que este “parece uma barraca, quando é um edifício fantástico da cidade que é preciso preservar na sua traça original”.

Pela câmara, o vereador Duarte Cordeiro garantiu que esta “assumirá as suas responsabilidades”, mas lembrou que o facto de haver um processo judicial em curso traz limitações. O autarca sublinhou que “não há nenhum processo de licenciamento para o Ateneu” e que o seu proprietário já foi intimado para fazer obras de conservação do imóvel. [...]»

24/05/2016

Avante!


In Observador/LUSA (24.5.2016)

«Obras avançam “imediatamente” na Segunda Circular

O vereador do Urbanismo da Câmara de Lisboa anunciou que as obras na Segunda Circular, divididas em dois troços, vão "começar imediatamente", estimando que a segunda empreitada, de maior dimensão, se inicie em agosto.

“A Segunda Circular tem duas empreitadas diferentes. Tem uma empreitada, cujo contrato é assinado hoje e que, portanto, é para começar imediatamente, que é o troço entre a Avenida de Berlim e a entrada norte na cidade de Lisboa, na [autoestrada] A1”, disse Manuel Salgado em declarações à agência Lusa.

A intervenção neste troço, de cerca de três quilómetros, está orçada em 750 mil euros e tem um prazo máximo de 90 dias. De maior dimensão é a obra que vai ser feita no troço entre o nó da Buraca e o Aeroporto (cerca de 10 quilómetros), com um prazo de oito meses e na qual serão investidos 12 milhões de euros. Manuel Salgado afirmou à Lusa que o concurso público decorre até ao final de maio, altura depois da qual serão avaliadas as propostas para se escolher o vencedor e solicitar visto ao Tribunal de Contas. “Julgo que aí vão ser cerca de dois meses, sendo otimista e, portanto, penso que a segunda empreitada iniciar-se-á em agosto”, assinalou.

De acordo com o autarca, esta seria uma boa altura para começar, já que existem “menos incómodos” por ser período de férias. Ainda assim, salientou que “a empreitada da Segunda Circular está excecionalmente bem programada nas suas intervenções todas, no modo de executar, por forma a reduzir ao mínimo o impacto que terá sobre os utilizadores”. Isso inclui “fazer os trabalhos à noite” e ter uma sequência dos trabalhos faseada, assinalou. “A ideia é começar [a obra] do lado da Buraca até à ligação à Radial de Benfica, que é um dos eixos por onde entram mais pessoas na cidade de Lisboa, simultaneamente começar na Avenida de Berlim até [à rotunda] do Relógio, que é outro dos eixos pelo qual, desde a Avenida Almirante Gago Coutinho, entra muita gente na cidade, e depois ir aproximando para a zona central”, especificou. Manuel Salgado adiantou que a autarquia pretende fazer esta segunda intervenção quando acabar a do primeiro troço. [...]»

Praça de Espanha vai ter parque urbano e menos espaço para o automóvel


In Público Online (25.5.2016)
Por INÊS BOAVENTURA

«A Câmara de Lisboa discute esta quarta-feira o futuro do espaço. Está prevista uma “alteração substancial” do sistema viário e o surgimento de um edifício, com uma altura máxima de 145 metros, no sítio do antigo mercado

A criação de “um parque urbano de escala citadina” é uma das apostas da Câmara de Lisboa para a Praça de Espanha, área cujo futuro vai ser discutido esta quarta-feira. A proposta do município prevê que no espaço do antigo mercado nasça um edifício com uma altura máxima de 145 metros e que no lado oposto da Avenida dos Combatentes surjam várias construções, incluindo uma esquadra da PSP e um lar e centro de dia. A delimitação da chamada Unidade de Execução da Praça de Espanha e os seus Termos de Referência vão ser apreciados na reunião camarária desta quarta-feira.

Na proposta, o vereador do Urbanismo, Manuel Salgado, sublinha que aquilo que se pretende é “adoptar uma solução integradora que consiga materializar a conciliação entre a requalificação do espaço público, a circulação viária e ainda a concretização imediata dos direitos de edificabilidade anteriormente assumidos com a Lusitânia e o Montepio” para o terreno onde estão actualmente localizados o restaurante La Gôndola e uma esquadra da PSP. Hoje, diz-se nos Termos de Referência desta Unidade de Execução, a Praça de Espanha “apresenta-se como uma estrutura urbana desarticulada e desconexa”, marcada por uma “desumanização” do espaço central e por uma “valoração e priorização do uso automóvel”. “A Praça de Espanha há muito que reclama uma solução integradora que consiga materializar a conciliação entre o espaço público e a circulação viária”, acrescenta-se no documento, no qual se elencam os objectivos a alcançar. A “afirmação de uma nova polaridade urbana”, a “reformulação da rede viária através da libertação e descongestionamento do espaço público a favor do peão” e a “criação de um amplo parque urbano, seguro e confortável” são alguns deles.

No documento, ao qual o PÚBLICO teve acesso, explicita-se que a zona de intervenção em causa tem uma área de 10,45 hectares, divididos pelas freguesias das Avenidas Novas, Campolide e São Domingos de Benfica. Para “espaços verdes e de utilização colectiva” está prevista a afectação de “aproximadamente 35.200 m2 de terreno, o que corresponde a uma área muito superior à que resulta da aplicação do parâmetro de dimensionamento fixado no PDM [Plano Director Municipal].

Sobre o já mencionado parque urbano, diz-se que haverá uma “amplicação da área central” da Praça de Espanha com vista à sua criação e que o projecto paisagístico a concretizar “será objecto de concurso público”. A intenção da câmara é que o novo parque seja “devidamente integrado na cidade” e tenha “expressão relevante para a fixação de actividades de recreio e lazer”, apresentando-se “estruturado por percursos pedonais de continuidade com a malha urbana envolvente e bem servido de transportes públicos”. Outra das operações previstas para esta Unidade de Execução é a criação de “um parque de estacionamento público sob a Avenida Columbano Bordalo Pinheiro, na proximidade do Instituto Português de Oncologia”. Em relação à circulação automóvel, prevê-se uma “alteração substancial da estrutura do sistema de circulação existente” e que se considera ser hoje “excessivamente ocupado por vias”. A este nível, as modificações propostas são estas: prolongar a Av. Columbano Bordalo Pinheiro, promovendo a ligação à Av. Santos Dumont, ligar a Av. Dos Combatentes à Av. António Augusto de Aguiar (no sentido noroeste-sudeste), ligar a Av. De Berna à Av. Calouste Gulbenkian (no sentido nascente-poente) e suprimir o atravessamento da Praça de Espanha através da Av. dos Combatentes. Quanto às operações urbanísticas previstas para as diferentes parcelas desta Unidade de Execução, o município detalha que no terreno em que antes funciona um mercado (desactivado em Setembro de 2015) “prevê-se a realização de uma obra de construção nova”. A altura máxima desse “novo edifício”, diz-se, “não deverá ultrapassar a cota máxima de 145 m [metros]”. Quanto à parcela do outro lado da Av. dos Combatentes, que tal como a anterior é propriedade municipal, aquilo que se propõe é “um modelo compacto de ocupação do território com a localização de funções urbanas de maior centralidade”. [...]»

Prazos de obras em Lisboa derrapam até ao verão


In Diário de Notícias (24.5.2016)
Por Suzete Francisco

«Programa da autarquia está com atrasos. Nas Avenidas Novas há obras que deviam ter terminado há dois meses [...]»

Câmara de Lisboa tomou posse administrativa de prédios para construir mesquita


In Público Online/LUSA (23.05.2016)

«Proprietário vai ter de sair de dois prédios que tinha recuperado recentemente e que agora vão ser destruídos. [...]»

Colónia da Sineta - Aplauso e incentivo à CMO


Exmo. Senhor Presidente
Dr. Paulo Vistas


No seguimento da notícia publicada no Jornal da Região (em anexo), dando conta da visita efectuada por V. Exa., e pelos responsáveis da APISAL, à Colónia da Sineta, em Caxias - visita a que não pudemos comparecer, pelas razões já expostas -, congratulamo-nos pelos resultados da mesma, que traduzem, a nosso ver, a efectiva esperança de que poderá haver uma solução para aquele edifício, a contendo de todos, desde logo à memória do Arq. Ventura Terra, seu autor, cuja autoria, só por si, desvaloriza todo e qualquer argumento de que aquele edifício "não vale nada" ou "não tem valor nenhum arquitectónico", como, certamente por ignorância, se pode ler no artigo.

Desejamos, assim, o melhor sucesso a V. Exa., Senhor Presidente, e à Câmara Municipal de Oeiras, e colocamo-nos mais uma vez à V/disposição para contribuirmos, na medida das nossas possibilidades, para a boa prossecução do objectivo a que nos propusemos desde o início: salvar o edifício, começando por o colocar na agenda de Oeiras, e com isso celebrizarmos todos os 150 Anos de Ventura Terra também nesse concelho.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Nuno Castelo-Branco, Gustavo Cunha (pelo Fórum Cidadania Lx), Alda Terra (Associação Ventura Terra) e Alexandra de Carvalho Antunes

23/05/2016

Abate de árvores na Rua Júlio Andrade (ao Torel) - Pedido de esclarecimentos à DMEV/CML e JF

Exmos. Senhores Responsáveis
do Departamento Municipal de Ambiente e Espaços Verdes
Exmos. Senhores Presidentes das Juntas de Freguesia de Arroios e de Santo António


C.c. Vereador Sá Fernandes, PCML, AML, Vereador Manuel Salgado, Vereadora Catarina Vaz Pinto, DGPC, LPVVA e ICNF

Fomos informados por moradora na Calçada Moinho do Vento que estará iminente o abate das árvores (centenárias, algumas delas) da Rua Júlio Andrade, ao Torel, que, como é do conhecimento de V. Exas. não só pertence ao conjunto classificado de Imóvel de Interesse Público do Campo Mártires da Pátria (ver anexo), como é uma das raríssimas artérias românticas ainda preservadas na cidade de Lisboa, faceta pela qual é conhecida no estrangeiro, inclusive; é constituída por 7 palacetes, 3 deles abandonados e, portanto, sem moradores e, além disso, um arruamento onde não existe falta de estacionamento já que quase todos os edifícios possuem local para estacionamento dentro dos próprios lotes.

Além do exposto, constata-se que nenhuma das árvores sofre de problemas fitossanitários que impliquem o seu abate como obrigatório, muito pelo contrário.

Conforme fomos informados, o motivo invocado para tal empreitada é o de aumentar a oferta de estacionamento automóvel, o que se nos afigura como caricato.

Antes de eventuais procedimentos de outra ordem, solicitamos a esses Serviços, portanto, que nos informem se se confirma tal empreitada?
E, no caso de tal se confirmar, solicitamos que nos informem quem deu autorização para a mesma, com que fundamento e se as entidades com jurisdição para tal - Laboratório de Patologia Vegetal Veríssimo de Almeida, Direcção-Geral do Património Cultural e Instituto de Conservação da Natureza e Florestas - se pronunciaram igualmente.

Melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Luís Marques da Silva, Júlio Amorim, Jorge Lima, Miguel Atanásio Carvalho, Gonçalo Cornélio da Silva, Nuno Caiado, Miguel Lopes, Pedro Janarra, Luís Serpa, Leonor Areal, Jorge Pinto, Miguel de Sepúlveda Velloso, Rosa Casimiro, Maria do Rosário Reiche, Rita Filipe Silva, Maria de Morais

O quê, querem abater as árvores centenárias da Júlio de Andrade para terem estacionamento automóvel?


Pedido à CML de abertura de discussão pública da proposta relativa ao Estádio do Restelo (construção e alterações)


Exmo. Senhor Vereador Manuel Salgado


C.c Presidente da CML, Presidente da AML, Media

No seguimento do agendamento por V. Exa., para reunião pública da CML de 25 de Maio, da Proposta nº 231/2016, relativa ao «Pedido de Informação Prévia para a obra de construção e ampliação do projecto de requalificação urbana da área envolvente ao Estádio do Restelo, apresentado pelo Clube de Futebol “Os Belenenses”, que constitui o processo n.º 958/EDI/2012» e porque, como tudo indica, esse projecto tem fortes implicações a nível da encosta do Restelo, do sistema de vistas desde e para o local; do edificado existente, mesmo do próprio Estado do Restelo (a nosso ver, uma peça arquitectónica de relevo na cidade) por via de uma série de construções novas; e do sistema de circulação automóvel na envolvente;

Vimos pelo presente propor a V. Exa. que a CML abra um período de discussão pública de 90 dias, disponibilizando on line a informação técnica acerca do projecto, para que todos os interessados se possam pronunciar.

Na expectativa, subscrevemo-nos com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Luís Marques da Silva, Júlio Amorim, Rosa Casimiro, Maria do Rosário Reiche, Inês Beleza Barreiros, Miguel Atanásio Carvalho, Leonor Areal, Irina Gomes, Rui Martins, Rita Matias, Miguel de Sepúlveda Velloso, Jorge Lima, António Araújo, Fernando Jorge e Beatriz Empis

Foto de Wolfswissen

Parece que pode haver futuro risonho para a Colónia da Sineta


Oxalá. Parabéns à CMO e ao seu Presidente, pela liderança, e à associação proprietária por se mostrar disponível em colaborar. Faço votos para que os 150 Anos de Ventura Terra seja também celebrados no concelho de Oeiras, com a entrada em obra na Colónia da Sinera! (Foto: artigo no Jornal da Região)

Movimento reclama abertura de Museu Miguel Bombarda


«O Movimento Cívico pela Salvaguarda e Desenvolvimento do Museu e Património do antigo Hospital Miguel Bombarda, em Lisboa, enviou hoje uma carta à Assembleia Municipal a pedir intervenção para que o museu «esteja livremente aberto ao público».

“A ESTAMO, empresa pública tutelada pelo Ministério das Finanças, continua (desde 2015, logo após a classificação do edifício principal) a não permitir a visita de turistas estrangeiros e de cidadãos portugueses ao Museu do ex-Hospital Miguel Bombarda, no horário há muito estabelecido (quartas-feiras das 11:00 às 13:00 e sábados das 14:00 às 18:00)”, lê-se na carta hoje divulgada.

Aquele movimento revela ainda que foi editado em abril, no Reino Unido, o Outsider Art Sourcebook, a “melhor revista de arte outsider”, que é publicada de seis em seis anos, onde recomendam a visita àquele museu. “Aproxima-se a época turística e a situação tem vindo a agravar-se, com o escândalo de dezenas de turistas que [se] deparam com o museu fechado”, afirma.

O movimento questiona se o objetivo é “dificultar ou impedir a divulgação de um Museu de sítio, aberto desde 2004, promotor da autoestima dos doentes mentais e contra a discriminação, de respeito pela memória, com mais de 70.000 visitantes, único em termos de arte outsider”.

A Lusa contactou com a ESTAMO para obter esclarecimentos, mas sem sucesso até ao momento.» In LUSA/Via Porto dos Museus)

21/05/2016

É assim também em Benfica....


Por sorte nesta zona não existem idosos, crianças, deficientes....

Como estacionar em Lisboa




























E é assim que se continua a estacionar em Lisboa. Sem palavras...
Calçada Marquês de Abrantes

20/05/2016

E depois do seminário, o passeio:


Circuito de Montes Claros


Chegado por e-mail:

«Boa tarde

No início deste milénio, o então presidente da câmara do Porto, Rui Rio, resolveu recuperar o antigo circuito da Boavista, e teve sucesso. Por essa altura, o seu homólogo lisboeta, Carmona Rodrigues, falou em recuperar o circuito de Monsanto, mas viu que era impossível. Pouco tempo depois ainda se falou no circuito de Montes Claros, mas também não foi avante.

Eu acho que se poderia recuperar o circuito de Montes Claros para Lisboa poder organizar uma corrida de fórmula E, monolugares eléctricos (portanto com poluição zero) e que tem tido grande sucesso pelo mundo fora. Já foram organizadas corridas em Paris, Londres, Moscovo, Berlim e várias outras cidades do mundo. E nesse campeonato mundial participam nomes sonantes como Nelson Piquet Jr (actual campeão em título), Nicolas Prost (filho de Alain) e Bruno Senna (sobrinho do lendário Ayrton), para além do nosso António Félix da Costa, que já ganhou uma corrida em Buenos Aires.

A FIA criou esse campeonato para promover os veículos eléctricos, e a mobilidade eléctrica nas cidades!

E, sinceramente, não deve haver ninguém da minha geração que não queira voltar a ver um duelo entre um Prost, um Senna e um Piquet!

A juntar a isso a paisagem, o sucesso estava garantido!

Cumprimentos!

Álvaro Pereira»

Vamos falar das árvores? Das podas à biodiversidade, sábado é dia de as descobrir


As notícias em torno das árvores têm sido “muito más”, centradas em “incidentes” como o abate e a poda indevida ou fora de tempo DANIEL ROCHA

In Público Online (20.5.2016)
Por INÊS BOAVENTURA «A iniciativa é da Plataforma em Defesa das Árvores, que quer que elas sejam vistas como uma solução e não como um problema. Apresentado há um ano como urgente, o Regulamento Municipal do Arvoredo continua por aprovar.

Vamos falar das árvores de Lisboa? A proposta é da Plataforma em Defesa das Árvores, que vai promover no sábado um seminário em torno do tema e um “passeio guiado”. Depois de um ano marcado por “notícias muito más” sobre intervenções no arvoredo da cidade, a porta-voz da plataforma sublinha que aquilo que se pretende é “abordar a árvore de uma maneira diferente”, não como um problema mas sim como “uma solução para uma série de problemas”.

O seminário acontece entre as 10h e as 13h do dia 21 de Maio no Cinema São Jorge, na Avenida da Liberdade. Entre os oradores confirmados estão o vereador da Estrutura Verde da Câmara de Lisboa, José Sá Fernandes, e o ex-ministro António Bagão Félix, apresentado como “botânico amador” e autor do livro “Trinta árvores em discurso directo”.

Rosa Casimiro, a porta-voz da plataforma, nota que foi possível mobilizar para esta iniciativa vários técnicos da área. “Chamámos uma série de especialistas, de pessoas que estudam as árvores”, diz, fazendo o contraponto com aqueles que integram o movimento nascido há cerca de um ano: “Nós não somos técnicos. O que nos une a todos é o amor pelas árvores”, constata.

Ao PÚBLICO, Rosa Casimiro observa que durante o tempo de vida do movimento, que além de vários cidadãos em nome individual integra organizações como o Fórum Cidadania Lisboa, a Associação Lisboa Verde, a Plataforma por Monsanto e a Quercus, as notícias em torno das árvores têm sido “muito más”, centradas em “incidentes” como o abate de alguns exemplares e a poda indevida ou fora de tempo de outros.

“E isso não é a realidade”, sublinha, notando que “a árvore, mais do que um problema, é a solução para uma série de problemas”. Por isso, explica, no seminário de sábado procurar-se-á “abordar a árvore de uma maneira diferente”.

Nesse sentido, haverá intervenções sobre “a subtil sabedoria das árvores”, “a biodiversidade na cidade de Lisboa”, “árvores, jardins e parques históricos”, “árvores monumentais, uma memória viva” e “a arboricultura em espaço urbano, boas e más práticas”. O arranque do seminário estará a cargo de Miguel Sepúlveda Velloso, da plataforma, que falará sobre “um ano a defender árvores”.

Depois do seminário haverá um “passeio guiado”, conduzido pelo ecólogo Rui Pedro Lérias, “pelo meio das árvores” de Lisboa. O ponto de encontro é às 15h de sábado no Alto do Parque Eduardo VII, junto à bandeira.

Rui Pedro Lérias adianta que o passeio, que termina na Praça da Alegria e tem uma duração estimada de duas horas, terá duas vertentes: uma “meramente lúdica”, que pretende que os participantes possam ver as árvores existentes ao longo do percurso e descobrir exemplares que não conheciam, e outra “um bocadinho didáctica”. A esse nível, explica, a ideia é apontar “bons e maus exemplos” existentes ao longo do percurso.

Observando que “as pessoas têm muita vontade de conhecer melhor as árvores de Lisboa”, Rui Pedro Lérias antecipa que haverá “uma boa afluência” a este passeio, que não requer inscrição prévia. “Tenho receio de ter que levar um megafone”, conclui a brincar o ecólogo, que mais do que “um guia” quer ser “um facilitador da visita”.

Apesar de aquilo que agora se pretende ser abordar o tema das árvores de uma forma positiva, Rosa Casimiro reconhece que a realidade está longe de ser perfeita. Para a plataforma, um dos temas que causam preocupação é o facto de com a reforma administrativa da cidade a gestão e manutenção dos espaços verdes terem transitado da câmara para as juntas de freguesia.

“Houve um desmembramento da gestão das árvores. Cada junta trata à sua maneira e isso é muito preocupante”, afirma Rosa Casimiro. Para a designer, e apaixonada por árvores, isso deixa Lisboa mais longe do conceito de “floresta urbana”, do qual “se fala internacionalmente” e que pressupõe que se olhe para as árvores na cidade “como um elemento uno”.

Outra preocupação da plataforma tem a ver com o Regulamento Municipal do Arvoredo de Lisboa, mais precisamente com o facto de ele não ter ainda entrado em vigor. “É-nos difícil entender. Já passou mais de um ano”, diz Rosa Casimiro, que não encontra explicação para o atraso. [...]»

18/05/2016

Há normas, não há é quem as ponha em prática

Caldeira cimentada de uma tipuana na rua Rosa Araújo

Esta jovem tipuana (?) morrerá. Tudo lhe foi metido em cima.

Em vez de protegidos, os troncos servem para encostar todo o tipo de materiais de construção.

Caldeira destruída.

Nesta obra que rebentou com dois magníficos prédios na Rosa Araújo, o promotor e o executante, acharam que as normas que regem a instalação do estaleiro na via pública são coisas para ficar no papel. A protecção dada às árvores em zona de obras, noutras paragens é diametralmente oposta à do nacional pato-bravo desenrascado e muito seguro, primeiro colocam-se tutores e protecções no arvoredo, a seguir  constrói-se o estaleiro.

Estas árvores são quatro grandes tipuanas que, porventura, não irão sobreviver aos maus-tratos,  à escorrência das águas inquinadas, à betumização das caldeiras, aos golpes nos troncos, às podas feitas "só para dar um jeito e a máquina poder operar melhor".

Há normas claras que impedem este tipo de atitudes, não há é quem se preocupe em praticá-las ou quem fiscalize para que se cumpram.

As árvores em Lisboa não têm tido uma vida fácil.

Hotéis de Salgado & Cia. - O Bairro Barata Salgueiro para sempre desfigurado

Num dos bairro pensados para ser a continuação da grande avenida de Lisboa, não há prédio sobre prédio. As intervenções de destruição de interiores não contemplam a salvaguarda de nenhum pormenor de época. A este declarado e ignorante fachadismo a CML e todos os seus amigos, incluindo, promotores, arquitectos, Turismo de Lisboa e políticos, dão o nome de reabilitação. Afinal, no parecer do ICOMOS e de quem sabe, a esta opção constante pela descaracterização da cidade, dá-se o nome de renovação urbana.

Mais um hotel de Salgado & Cia. Este prédio era perfeitamente viável. Era um dos grandes prédios de rendimento desta zona. Nada sobrou, nem mesmo a entrada. É hoje uma imbecilidade trivial que tanto podia ser aqui como em Xangai. 

A falta de criatividade na destruição é também uma imagem de marca dos novos arquitectos do "regime". Aumento de cérceas, abatimento das mansardas, cápsulas de prédios extraordinários que ficaram para sempre perdidos. E estamos numa zona de protecção.

Mais aumentos de cérceas, todo o interior ficou desfeito. A este, faz-se publicidade no aeroporto de Lisboa, em chinês num pato-bravismo de arrepiar. 

E não é só mais um andar, são dois. Abaixo do disparate, vê-se o que resta das galerias de ferro. Lá dentro eram jardins de inverno com chão de mosaicos, vidros, madeiras raras. Nada sobrou neste renovado fachadismo. 


Vários dos prédios e moradias da zona tinham interiores desta categoria. Galeria neo-mourisca da Cinemateca. Na zona da Avenida da República há uma casa semelhante. Foi vendida e será deitada abaixo.

Logo a seguir numa rua abaixo, a mesma desolação. Espaços devolutos deixados por demolições constantes do património da cidade que, alheia, assiste à sua própria e triste destruição.

E que tal a CML elaborar uma carta do património Entre-Séculos, proceder a uma verdadeira reabilitação e deixar de ser conivente com semanas da dita e entregas de "óscares" de reabilitações que na sua maioria são projectos que destruíram interiores, deitaram ao charco as pré-existências, invadiram e invadem zonas históricas consolidadas num esquema perverso de venda da banha-da-cobra que só agrada aos que olham e tratam a cidade com a visão egoísta e pouco esclarecida do curto-prazo?

Lisboa é hoje, em larga medida, uma cidade onde reina a miopia patrimonial e onde se engana o indígena. O que hoje acontece em Lisboa, não é fruto de uma reabilitação urbana, mas é a resposta a interesses vários cujo fruto é a promoção de um fachadismo retrógrado e imparável. 


Antigos edifícios-sede da Fundação Oriente Em Vias de Classificação pela DGPC


Parabéns à DGPC pela abertura dos processos de classificação do Palacete Alves Machado e do Palacete dos Condes do Alto Mearim, ambos na Rua do Salitre e que serviam de sede à Fundação Oriente. (fotos: Público): https://dre.pt/application/file/74468732 e https://dre.pt/application/file/74468733.

As obras, os mecenas e os restauradores que as mimam


Foram 16 as esculturas que foram restauradas com o apoio de mecenas | GERARDO SANTOS/ GLOBAL IMAGENS

In Diário de Notícias (18.5.2016)
Por Liana Santos


«No Dia Internacional dos Museus, uma viagem às catacumbas do Museu de Arte Antiga, onde o restauro funciona graças a voluntários e ao mecenato de antiquários.

"Sou uma passagem, mas as peças são uma permanência. Preservamo-las para que no futuro existam. Esse peso é o que faz que fiquemos arrepiados. É mais do que um trabalho", afirma, convicta, Conceição Ribeiro, conservadora restauradora, fazendo uma pausa na limpeza de esculturas portuguesas que têm de estar prontas para a inauguração do terceiro piso do Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA), em julho. [...]»

Ajuntamento massivo de jovens obriga a “redesenhar” o Jardim do Arco do Cego


POR O CORVO (18.5.2016)
Texto de Samuel Alemão

«O Jardim do Arco do Cego vai sofrer diversas modificações que o prepararão para melhor acolher a sempre crescente vaga de jovens universitários que ali se reúnem para conviver, ao final do dia, quase sempre com um copo de cerveja na mão. O espaço público será redesenhado, de forma a que os muitos frequentadores daquela zona passem a ocupar menos os passeios junto aos prédios e mais o amplo espaço do jardim. Em simultâneo, serão colocados mais bancos de jardim e mais contentores do lixo. O anúncio foi feito por Duarte Cordeiro, vereador com os pelouros da Higiene e do Espaço Público, na tarde desta terça-feira (17 de maio), perante a Assembleia Municipal de Lisboa (AML).

O trabalho da câmara será feito em parceria com a Junta de Freguesia das Avenidas Novas, explicou o autarca, dando conta que “até já existe um cronograma de intervenção”, no qual as alterações serão realizadas. A intenção é que os ajuntamentos massivos de universitários se realizem com o mínimo de incómodo – tanto ao nível do ruído, como da produção de detritos, da restante salubridade do espaço público e até da mobilidade – para os moradores e restante comunidade daquela área central da cidade. A autarquia dá assim ouvidos às constantes reclamações, já de há alguns anos, por parte dos residentes, tendo mesmo reunido com eles. [...]»

17/05/2016

O Turista: o "cidadão principal" de Lisboa?



Em vez das vozes dos nossos vizinhos (cada vez mais a desaparecer dos nossos bairros historicos) ouvimos o barulho das rodinhas destas bagagens. Recentemente um jovem morador em Alfama comentava comigo: "Deixei de ter vizinhos! Apenas resto eu no predio todos as restantes casas estão a ser alugadas a turistas. E em frente tenho um hostel, e ao lado outro em construção. Estão a matar o bairro." Parece portanto que se decidiu (quem?) que os visitantes passam a ser o "cidadão principal" da cidade. Abram todos alas para deixar entrar o Exmo. Turista e mais os seus dollars & euros! A agonia da turistificação do centro histórico de Lisboa... o Turista, o "cidadão principal" da cidade?

Câmara de Lisboa reflorestou o “mar de betão” que era o Aquaparque e promete mantê-lo assim


In Público Online (16.5.2016)
Por INÊS BOAVENTURA

«Numa visita de deputados municipais a Monsanto, Sá Fernandes remeteu para Junho ou Julho a apresentação dos projectos para o espaço no Restelo e para o antigo Restaurante Panorâmico. Na Quinta da Pimenteira, as obras estão prestes a começar...“Não sei se estão a ver como é que isto era… Era uma coisa absolutamente gigantesca de construção”, observa o vereador José Sá Fernandes, enquanto os seus olhos se perdem pelo local onde em tempos funcionou o Aquaparque. Sem revelar ainda que projecto tem a Câmara de Lisboa para o espaço, o autarca diz que “o essencial” já foi feito: a maior parte das construções foi demolida e o terreno foi “reflorestado”.[...] No antigo parque aquático, que fechou as portas em 1993 na sequência da morte de duas crianças, já não há piscinas ou escorregas. “Foram demolidas todas as construções de grande e média dimensão”, explica Maria Helga Furtado, acrescentando que “a ideia foi naturalizar ao máximo o terreno”. E também, admite, “apagar a ideia da água e de tudo o que aconteceu”. [...] Outro dos pontos desta visita, que o PÚBLICO acompanhou, foi o antigo Campo de Tiro. Também aqui o vereador adoptou uma designação politicamente correcta para o espaço: Monte das Perdizes. Segundo explica Maria Helga Furtado, houve vários candidatos a ficar com a concessão do espaço, estando esse processo em avaliação. A proposta da autarquia passa por entregar a um privado 1,5 hectares (dos 18 que o Monte das Perdizes tem), área que inclui o edifício dos anos 60 existente e dois dos quatro campos de tiro. O terceiro ficará para a câmara e o último, diz, deverá ser entregue por protocolo à Federação Portuguesa de Tiro com Arco. Quanto à já muito falada necessidade de se promover a descontaminação dos terrenos, marcados por mais de 50 anos de actividade do Clube Português de Tiro a Chumbo, a chefe da Divisão de Gestão do Parque Florestal de Monsanto constata que “o solo ficou impregnado de chumbo”. “As análises deram valores pouco simpáticos nalgumas zonas. Vamos começar a trabalhar na limpeza do solo”, adianta aos deputados municipais a responsável, explicando que a estratégia passa por limpar uma camada de 10 a 15 centímetros de profundidade dos terrenos. [...]»

14/05/2016

Casa Ventura Terra. Um tesouro da Arte Nova em Lisboa que ninguém quer deixar morrer


In Observador (14.5.2016)
Por João Pedro Pincha


«Assinalam-se em 2016 os 150 anos do nascimento de Ventura Terra, arquiteto marcante na paisagem lisboeta que legou uma casa às Belas Artes. Fomos conhecer as histórias de quem ainda lá vive.

Há uns anos, Francisco Silva Passos e a mulher Isabel andavam na Assembleia da República a ver uma exposição sobre o arquiteto Miguel Ventura Terra quando tiveram uma pequena surpresa. A visita ao Palácio de São Bento não tinha nada de surpreendente: Francisco é um apaixonado pela Lisboa desaparecida, por arquitetura em geral e por Ventura Terra em particular. A casa em que Francisco e Isabel moram há décadas foi desenhada por este arquiteto, que nasceu há precisamente 150 anos. Depois de tanto tempo passado entre aquelas paredes, o casal já não esperava ver algo inédito. Mas, numa das últimas salas da exposição, Francisco e Isabel são surpreendidos: “Às duas por três vemos uma fotografia dele na nossa varanda”. Ele, Ventura Terra, na varanda da casa que construiu no número 57 da Rua Alexandre Herculano, em Lisboa, no início do século XX. Ele, Ventura Terra, na varanda da casa que Francisco habita desde os três anos e onde criou filhos e netos.

No extenso e alto corredor do apartamento onde mora a família Silva Passos ainda cheira a Belle Époque e às soirées que há tanto já passaram de moda. “Havia três vivendas na rua” quando Francisco veio para aqui viver, em 1947, ainda criança. Quem olha hoje pela janela da casa para uma Alexandre Herculano onde o tráfego não abranda e os edifícios altos e envidraçados são a regra, dificilmente consegue imaginar esse cenário. “Havia muito pouco trânsito. Automóveis eram para gente rica”, continua a recordar Francisco, que muito brincou naqueles passeios, quando a rua estava quase na fronteira da cidade. Nem de propósito. Enquanto relata estas memórias, ouve-se um estrondo lá em baixo. Dois carros acabaram de bater.

A ideia de isolamento também se sente dentro do edifício, de quatro andares, uma casa por piso. Ao entrar em cada apartamento, foge-se do bulício da cidade e é-se recebido por uma espaçosa sala de estar, onde o sol ilumina os estuques do teto. Ao lado, na biblioteca, uma imponente lareira em mármore do tamanho de um homem garante aconchego nas noites de inverno. Na sala de jantar, tetos de rica madeira trabalhada. Ao fundo do corredor, escondidos atrás de uma porta discreta, os inúmeros quartos de dormir. Tudo aqui respira passado…

“Vi jeitos de isto tudo desaparecer”
…mas foi com custo que chegou ao presente. “Tudo quanto aqui vê é dinheiro que eu invisto”, dispara Maria Fernanda Carvalho, moradora noutro dos apartamentos do prédio. Por todo o lado se veem manchas de humidade e madeiras degradadas. No hall de entrada do edifício, a tinta está toda a estalar devido a infiltrações. No teto das escadas, entre o terceiro e o quarto andar, um buraco está por ser tapado há vários anos. Num dos apartamentos, a moradora tem de dormir com um buraco no telhado mesmo por cima da cama. E cá fora já desapareceram muitos azulejos do friso criado pela Fábrica de Cerâmica das Devesas, em Gaia. “A gente tem de passar aqui a vida a fazer obras”, confirma Francisco Silva Passos, cujo andar está em bom estado devido aos muitos investimentos que ali fez.
[...]»

13/05/2016

Viagem aos palácios abandonados


In Expresso Online (13.5.2016)
Por Manuela Goucha Soares (texto), Sofia Miguel Rosa (infografia), António Pedro Ferreira (fotos), Marcos Borga (fotos)

«Quer conhecer a casa onde nasceu o Marquês de Pombal no dia em que se comemoram 317 anos da sua vinda ao mundo? E quer saber quem foi a jovem de 15 anos que desafiou este homem poderoso, recusando-se a consumar o casamento com o filho dele? O Expresso leva-o ao interior do Palácio dos Carvalhos, mostra-lhe os palácios da Rosa e da Ribeira Grande, e outras 14 belas casas solarengas que o destino maltratou


Se as casas fossem letra de fado, o poema compararia os palácios abandonados de Lisboa a uma bela mulher desprezada pelo amante. As casas falam connosco, ensinam-nos o que não somos capazes de entender. Pedem-nos que as escutemos em vez de passarmos apressados sem as ver. “Entrar num edifício antigo, é como sentarmo-nos à mesa com uma senhora de idade e ouvir o que ela tem para nos contar”. Ficar ali e “deixá-la falar”, diz o arquiteto João Favila, autor do projeto de reabilitação do Palácio da Rosa.

Não se sabe a data da sua primitiva construção, mas o corpo mais antigo deste palácio já existia em 1220. Se não estivesse em ruínas seria um cenário das mil e uma noites. Mas é uma casa esventrada pela erosão e pelos sucessivos furtos de meliantes que procuram (essencialmente) fio de cobre. Desde que foi vendido em hasta pública há cerca de dez anos, foi-se degradando cada vez mais, apesar de algumas intervenções feitas pelo atual proprietário [Herdade da Fajã Velha], que contratou o arquiteto João Favila para reabilitar a velha casa senhorial que irá ser um hotel de charme [condição imposta pela Câmara Municipal de Lisboa na hasta pública]. [...]»

Arboricídio em perspectiva no Jardim das Amoreiras e imediações


Chegado por e-mail:

«Envio-vos este mail, porque hoje vi que no Jardim, das Amoreiras, estão a planear o abate de várias árvores, que segundo os Avisos afixados não estão em "condições". Neste mundo formatado, as árvores que tenham"defeitos" são condenadas ao abate. Envio-lhe fotos de algumas das árvores em causa.
Não sei se poderão fazer alguma coisa para evitar tal desfecho, se poderem será uma mais valia para as árvores, e para a Paz do local.
MP»