29/07/2014

Crianças, famílias e Natalidade - Que papel para a cidade?

Bem sei que estamos habituados neste espaço a falar de outro tipo de preocupações, maioritariamente centradas na temática do património, urbanismo e ordenamento da cidade.

Todos esses elementos são centrais e fundamentais para que uma cidade preserve o seu futuro, viva o seu presente e construa o seu futuro, mas não menos importante que isso é precisamente o investimento nas suas pessoas.

Portugal há anos que convive com o problema do défice de natalidade, com a ausência de famílias no coração da cidade e será que de facto temos lançado um programa eficaz de requalificação da cidade?

Sei que ainda é recente o dito relatório "Por um Portugal amigo das crianças, das famílias e da natalidade (2015-2035)", estando por isso mesmo sujeito ao juízo de valores inerente ao trabalho idealizado e realizado no seio de um partido político - neste caso do PPD\PSD.

Não tenho qualquer preconceito a analisar este documento, apenas falta de tempo para já, sendo que acredito que este tema seja mais do que partidário! É de emergência social.

Seria até desejável que Partidos, Movimentos e Associações se debruçassem sobre a matéria e criassem pontos de vista que possam enriquecer o debate, procurando que a questão seja de facto social e transversal aos vários cenários e atores políticos.

Acredito que ao repensarmos esta estratégia poderemos transformar a própria abordagem às questões  do desenvolvimento sustentável, da solidariedade intergeracional e da construção participada das nossas comunidades.

Há que devolver crianças a Lisboa, assim como transformar Lisboa numa cidade amiga das crianças;

Sendo esta uma primeira e ligeiríssima abordagem ao assunto, ainda com o dito relatório de 172 páginas por ler, gostava de pedir-vos que identificassem e partilhassem ao jeito do comentário:

De que forma Lisboa, nos últimos 20 anos, tem sabido combater o défice de natalidade?

O que nos falta para recebermos mais crianças e para apoiarmos as famílias?

Se pudesse identificar 3 medidas para colocar em prática por onde seguia?

Espero por contributos, quem sabe para construir um futuro post sobre o assunto...

Assembleia Municipal encontra “lacunas” na proposta da câmara para a Colina de Santana

A Comissão de Acompanhamento da Colina de Santana visitou o Hospital Miguel Bombarda e concluiu que o Balneário D. Maria II, que está classificado, se encontra em "iminente ruína".

Por Inês Boaventura, Público de 29 Julho 2014 | Foto de Daniel Rocha

Assembleia Municipal quer que a Estamo assegure e reforce a preservação do património do Hospital Miguel Bombarda

A Comissão de Acompanhamento da Colina de Santana considera que a proposta da Câmara de Lisboa relativa à elaboração de um Programa de Acção Territorial (PAT) para esta zona da cidade contém “diversas omissões e desconformidades”. Para as colmatar, a comissão presidida por Helena Roseta vai submeter à apreciação da assembleia municipal uma proposta de alteração daquele documento e uma recomendação ao município.
Essas “lacunas” foram detectadas pela comissão, através de uma comparação “parágrafo por parágrafo” entre a proposta aprovada pela câmara em Maio de 2014 e a deliberação sufragada pela assembleia dois mesesantes, na sequência do debate temático sobre a Colina de Santana promovido por este último órgão autárquico.
No parecer que consubstancia esse trabalho de comparação diz-se por exemplo que a proposta camarária, da autoria do vereador Manuel Salgado, “é omissa quanto à conformação de todos os PIP [Pedidos de Informação Prévia] com os objectivos do PAT”. Daí afirmar-se, na recomendação que vai ser apreciada esta terça-feira, que “a câmara deve assegurar que todos os pedidos de informação prévia ou de controlo prévio de operações urbanísticas no território da Colina de Santana (...) se conformem com os objectivos do PAT aprovados pela Assembleia Municipal”.
No referido parecer, que foi aprovado pela Comissão de Acompanhamento da Colina da Santana com as abstenções do PCP e do PAN, também se critica a proposta da câmara porque “omite o acompanhamento da AML [Assembleia Municipal de Lisboa] e o envolvimento da Secretaria de Estado da Cultura e da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa”. O documento em escrutínio, diz-se, também não prevê a realização de Operações de Reabilitação Urbana Sistemática e a elaboração de um Plano de Desenvolvimento Local de base comunitária, ambas recomendadas pela assembleia.
Em relação à salvaguarda do património, critica-se que “a abrangência” da deliberação da assembleia, que incluía uma referência a “componentes da paisagem urbana histórica” como os bairros Andaluz e Camões, tenha sido “substancialmente reduzida”. O facto de não haver nenhuma referência à integração da Colina de Santana numa futura proposta de candidatura à UNESCO dos bairroshistóricos de Lisboa também não é bem visto.
No parecer insiste-se ainda na ideia de que “para efeitos de planeamento e programação do PAT” se entende “ser condição necessária obter esclarecimentos por parte do Ministério da Saúde sobre quando e como estará construído e a funcionar o novo Hospital de Todos os Santos e que hospitais existentes na Colina de Santana serão desactivados e quando o serão”.
Recentemente, a Comissão de Acompanhamento da Colina de Santana realizou uma visita ao Hospital Miguel Bombarda (que fechou as portas no verão de 2011) e aquilo com que se deparou, segundo conclusões da autoria da deputada municipal Margarida Saavedra (PSD),  foi um cenário de “iminente ruína do Balneário D. Maria II”, edifício que está classificado desde o fim de 2010.
“Protegido por uma cobertura provisória e por redes de protecção aparentemente insuficientes para a sua preservação, é bem visível o enfolar de parte das fachadas de azulejo, assim como o surgimento de diversas fendas verticais que podem indicar um assentamento das fundações do edifício", descreve-se no relatório da visita, efectuada no fim de Junho, no qual se defende que “deverão ser efectuadas obras de consolidação e recuperação uma vez que a perda pode ser irreversível por colapso da estrutura” do balneário.  
Na página da Assembleia Municipal na Internet diz-se que à visita ao Hospital Miguel Bombarda “seguir-se-á uma reunião com a proprietária Estamo, com o objectivo de definir as medidas que devem ser tomadas para assegurar e reforçar a segurança e a preservação do património”.  
Duas propostas para o Convento de Santa Joana
A Estamo está a avaliar duas propostas para a alienação do antigo Convento de Santa Joana, ao qual foi atribuído pela imobiliária de capitaispúblicos um valor de referência de 8,720 milhões de euros. O Pedido de Informação Prévia (PIP) que tinha sido aprovado pela Câmara de Lisboa para este imóvel na Rua de Santa Marta, e que contemplava a construção de um hotel, caducou há mais de seis meses.   
No início de Junho, a Estamo solicitou ao município a prorrogação do PIP, que foi emitido em Dezembro de 2012 e é válido por um ano. Num parecer da Divisão de Projectos Estruturantes da câmara sublinha-se que esse pedido “não foi entregue no prazo expresso” no Regime Jurídico de Urbanização e Edificação.
Recentemente, o vereador do Urbanismo afirmou desconhecer a solicitação da Estamo, mas disse que, por uma questão de “coerência”, é expectável que venha a ser deferida “se aparecer exactamente nas mesmas condições” da proposta inicialmente apresentada ao município. Manuel Salgado frisou que o antigo convento está “muito danificado”, a necessitar de “restauro profundo”.


POSTAL DE ARROIOS: Rua Ilha do Pico





Proliferam as obras clandestinas: R. dos Anjos 28



Rua dos Anjos 28, com frente para o Regueirão dos Anjos. Como é possível ocorrerem obras clandestinas desta envergadura, junto da Av. Almirante Reis e a dois passos do Gabinete do Presidente da CML?! É cada vez mais inseguro circular na nossa cidade com tantas obras ilegais com pouca ou nenhuma garantia de segurança.

28/07/2014

Publi-Cidade: Av. Almirante Reis 22

















É o famoso edifício na Av Almirante Reis 22 torneja Rua Andrade 60. Este imóvel está na Carta Municipal do Património. E a dois passos do gabinete do Sr. Presidente da CML, Dr. António Costa.

27/07/2014

Esplanadas de Lisboa: Largo do Carmo

Sempre a mesma história em Lisboa: o privado por cima do público. E a CML assiste com serenidade...

26/07/2014

Lá Vai Uma, Lá Vão Duas...

A Avenida António Augusto Aguiar faz parte de um eixo importante de Lisboa e na zona encontram-se pontos de interesse que incluem património cultural e arquitetónico de monta para a cidade: o Bairro Azul, um conjunto interessantíssimo de edifícios do Art-Déco tardio ao modernismo só por si dignos de visita, a Fundação Gulbenkian, vários palácios como o palacete Leitão ou o do exército mesmo ao lado do dos Marqueses de Sá da Bandeira, a Igreja de São Sebastião com a sua talha e interiores impecavelmente restaurados, o conhecido armazém El Corte Inglés e várias (muitas) referências.
Mas esta avenida, que ainda conserva edifícios de muita representatividade e de qualidade, está paulatinamente a ser tomada por essa doença rastejante de demolições e substituição.
Aqui ficam as duas últimas entradas no livro Lisboa Desaparecida, concordem assim os seus brilhantes autores que espero que continuem a trabalhar em novas edições revistas já que material não tem parado de ser oferecido para que estas obras sejam o sucesso que foram.
Já Não Existem!
 Então cá vão os meus parabéns públicos ao Sr. Presidente da CML que como vêem será um excelente PM, ao Vereador Salgado por não ter salvado mais umas "pedrinhas"e que é um excelente arquiteto, aos proprietários pela ganância grosseira, às instituições de salvaguarda de património pela não preservação destes que estão (ou deveriam) estar na área de proteção do Bairro Azul e da Gulbenkian, pelos projetistas que vão, com certeza, dar aos edifícios novos desta artéria um vizinho com a mesma qualidade.

Cepos de Lisboa: Rua Palmira

A quem compete afinal plantar as árvores de alinhamento?!

24/07/2014

Câmara de Lisboa quer instalar um funicular na Mouraria e escadas rolantes no Martim Moniz


Câmara não dá prazos, mas diz que haverá novos acessos ao castelo DAVID CLIFFORD/ARQUIVO


In Público (23.7.2014)
Por INÊS BOAVENTURA

«O vereador Manuel Salgado fez um balanço do trabalho feito na área da reabilitação e elencou prioridades para os próximos anos.

A Câmara de Lisboa investiu 130 milhões de euros na área da reabilitação urbana nos últimos cinco anos, período durante o qual mais de 95% das obras por si licenciadas visaram a requalificação de património já existente. Os números foram divulgados pelo vereador Manuel Salgado, que anunciou que o município quer instalar umas escadas rolantes para ligar o Martim Moniz ao Castelo, um funicular entre a Mouraria e a Graça e elevadores entre o Campo das Cebolas e a Sé.

Na reunião camarária desta quarta-feira, o autarca fez, respondendo a uma solicitação dos vereadores do PCP, uma apresentação sobre o trabalho que o município vem desenvolvendo em matéria de reabilitação. Manuel Salgado, que entregou aos vereadores um documento de 80 páginas sobre o assunto que pode ser consultado na página da câmara na Internet, aproveitou também para elencar alguns dos projectos que se propõe concretizar nos próximos anos.

Segundo se diz nesse documento, nos últimos cinco anos foi feito um investimento de 730 milhões de euros na reabilitação da cidade: 130 milhões pela autarquia, através de verbas do Programa de Investimentos Prioritários em Acções de Reabilitação Urbana, do Quadro de Referência Estratégico Nacional e das contrapartidas do Casino de Lisboa, e 600 milhões por privados. Estes números ficam muito aquém dos oito mil milhões de euros que a câmara referiu anteriormente ser o valor necessário para intervir em todos os prédios de Lisboa que carecem de obras.

Entre as áreas em que houve uma aposta mais forte, Manuel Salgado apontou os bairros históricos, como Alfama, Mouraria e Madragoa, a zona norte da cidade e a zona ribeirinha. Mas também a Baixa Pombalina onde, resume, foi feito um investimento de 126 milhões de euros entre 2008 e 2013.

O vereador do Urbanismo explicitou que neste momento há “24 edifícios inteiros” em obras na Baixa, dos quais sete se destinam a alojamentos turísticos, o que representa uma área de intervenção de 33 mil metros quadrados. Além disso, disse, há 16 processos aprovados, 14 deferidos à espera do pagamento das licenças e 17 em apreciação.[...]

Quanto ao futuro, Manuel Salgado sublinhou que “aumentar a rede de percursos pedonais assistidos” é uma das prioridades da autarquia. Nesse sentido, referiu, vão ser instaladas umas escadas rolantes entre o Martim Moniz e o Castelo (nas Escadinhas da Senhora da Saúde), um funicular entre a “Alta Mouraria” (onde será criado um parque de estacionamento) e a Graça e “elevadores” entre o Campo das Cebolas e a Sé.

O autarca não adiantou prazos para a concretização dessas obras, mas informou que os projectos de execução estão já a ser desenvolvidos. A este respeito, Manuel Salgado avançou ainda que o elevador já existente na Rua dos Fanqueiros está a ter cerca de 60 mil utilizadores por mês, o que considera ser “um número muito relevante”.

Também como projectos a desenvolver num futuro próximo, o vereador do Urbanismo elencou a “atenção aos territórios prioritários”, a intervenção “no eixo histórico Avenida Fontes Pereira de Melo/Avenida da República/Campo Grande” e o “aumento da rede de pistas cicláveis”.

Nesta reunião camarária, tanto Carlos Moura, do PCP, como António Prôa, do PSD, questionaram o executivo sobre a falta de manutenção dos espaços verdes do Parque das Nações, incluindo o Parque Tejo. Na ausência do vereador José Sá Fernandes, que tem a seu cargo essa área, a resposta veio do vereador Duarte Cordeiro, que se limitou a informar que “desde segunda-feira” já há uma empresa no terreno a assegurar a manutenção dos espaços verdes e do mobiliário urbano.[...]»

Uma enorme boa notícia, mas falta ver o resto do quiosque dos gansos :-)


O Quiosque do Mercado está quase pronto!

‪#‎mercadodecampodeourique‬ ‪#‎mco‬ ‪#‎lisboa‬ ‪#‎quiosquedomercado‬

23/07/2014

MODAS, A QUANTO OBRIGAS!

Raro é o dia em que não sou obrigado a perguntar-me quando, exatamente, o nosso povo deu este salto civilizacional que nos leva a matar uma sede de estar na crista da onda da modernidade contra qualquer argumento, ainda que essa modernidade se reduza, na grande parte das vezes, a modismos que como tais, vão tão depressa como vieram.
A nossa cidade, que é capital de um dos poucos Estado/Nação do mundo, realidade histórica com mais de 800 anos, está coberta de obras, acabadas, em curso ou planeadas, em que se retira o original e coloca-se o faz-de-conta.
Quem já não tem, nas suas casas, uma cozinha moderna, com móveis que são de madeira prensada ou uma parede de gesso cartonado - vulgo pladur - ou até mesmo de janelas de PVC ou alumínio (dou os parabéns a quem tiver janelas iguais aos dos vizinhos porque a regra não é essa)?
Pois é, este é o estado da nossa sociedade, que prefere o que parece... mas não é.

Estes móveis de cozinha foram arrancados de um apartamento Art-Déco, sito na Rua Carlos Mardel e deixados, cheios de arestas e pregos, em plena via.
O que estava de errado com eles? Tinham a cor errada...
Não, talvez o que estava errado era serem de madeira maciça.

Alerta à AML sobre PPRU do Campus de Campolide:


Exmos. Senhores Deputados Municipais


Serve o presente para voltar a chamar a atenção de V. Exas. para o Plano de Pormenor de Reabilitação Urbana do Campus de Campolide, que vai ser objecto de discussão em plenário dessa Assembleia amanhã, dia 24 de Julho, através Proposta 241/CM/2014, e para o facto de, no nosso entender, a mesma vir a constituir, uma vez aprovada por V. Exas., um sério atentado urbanístico àquela zona, perfeitamente consolidada no que respeita ao lote hoje ocupado pela Penitenciária de Lisboa.

Disso mesmo demos conta à CML, oportunamente, através do nosso contributo (em anexo), mas, mais uma vez, a nossa contribuição serviu apenas para fins estatísticos, pois nada mudou em termos de regulamento e teor deste Plano.

Consideramos inconcebível querer-se construir 5 prédios de 8 pisos, 3 deles no alinhamento do muro da Penitenciária existente do lado da Rua Marquês da Fronteira, outro ao longo de todo o muro do lado do Palácio da Justiça, e outro ainda sobre parte do “anel das oficinas” (que serão demolidas). Mais, consideramos deplorável que este Plano só tenha sido possível graças a um processo de classificação da Penitenciária em tudo estranhamente exíguo.

Com os melhores cumprimentos


Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Fernando Jorge, Luís Marques da Silva, Júlio Amorim, Virgílio Marques, Pedro Henrique Aparício, José Filipe Soares, Miguel Sepúlveda Velloso, Rui Martins, Irene Santos, Nuno de Castro Paiva, Nuno Caiado, Beatriz Empis e João Mineiro

Um quiosque no lugar de um lago


«Esta é a solução da CML para os #LagosSecos de #Lisboa? Destruir o lago (que já teve repuxo e peixes) e colocar no seu lugar um quiosque?! No Jardim da Praça de Londres não faltava espaço para este quiosque: tinha mesmo que ser colocado sobre o local do lago?!», pergunta-se Rui Martins no facebook.

Acrescento: Ora, Rui Martins, então não sabes que os lagos e peixinhos já eram? os lagos estão sempre porcos, águas estagnadas, a água não jorra, o metal é roubado e a pedra partida, assim é tudo mto. mais fácil, e dá rendimento Além do mais o pessoal quer é cerveja, pois cerveja com ele!

22/07/2014

PUBLI-Cidade: Praça Luís de Camões

2014 (hoje)
 2013
2012
2014
Desde pelo menos 2011 que este imóvel em zona classificada recebe telões com 100% da área com publicidade - e mais grave ainda é o facto de nem sequer ter estado ou estar estar em obra! Porquê? Vamos perguntar à CML e à DGPC. O imóvel é, segundo fomos informados, propriedade da Coporggest, do grupo BES. Esta situação era impossível de acontecer em cidades como Roma, Munique, Zurique, Londres ou Paris. O atraso de Lisboa nesta matéria é uma vergonha nacional.

21/07/2014

Constituído movimento para recuperar a igreja de São Cristóvão




Mais de duas centenas de pessoas aderiram ao movimento que pretende recuperar a igreja de São Cristóvão, em Lisboa. Trata-se de uma igreja construída em 1680, com 44 telas de Bento Coelho da Silveira emolduradas numa rica talha dourada.
  Segundo a página do Facebook deste projeto (www.facebook.com/aarteemsaocristovao), os objetivos do ‘Movimento de Recuperação da Igreja de São Cristóvão’ passam por “recuperar e travar o estado de degradação em que o edifício e o património que integra se encontram”, “divulgar a história e a arte do monumento e da cidade”, “dinamizar a vivência do espaço religioso e cultural”, “promover e estimular a criação artística na comunidade onde se insere”, “fomentar a criação de parcerias entre as várias associações, coletividades, movimentos, entre outros, da comunidade onde se insere” e “contribuir para o desenvolvimento económico da comunidade envolvente”.
Este novo projeto da paróquia de São Cristóvão, na Mouraria, em Lisboa, foi apresentado para o Orçamento Participativo da Câmara Municipal de Lisboa e teve início com a celebração da Eucaristia, no passado dia 9 de julho.
  Informações: http://scristovao.weebly.com

Fonte: http://www.vozdaverdade.org/site/index.php?id=4130&cont_=ver2

Telas de imóveis em obra: Antigo Edifício Grandella

Um dos raríssimos bons exemplos de telas de imóveis em obra. O antigo Edifício Grandella tem na sua face da Rua Áurea uma tela quereproduz de forma gráfica o desenho da fachada, contendo apenas uma faixa horizontal com publicidade ao estabelecimento comercial que arrenda o edifício. Infelizmente é ainda uma excepção em Lisboa. Tanto a CML como a tutela da Cultura continuam a não conseguir disciplinar e regulamentar esta matéria de forma a que Lisboa se aproxime ao menos dos padrões que vemos noutras capitais europeias. 

A BAIXA POMBALINA SEM ÁRVORES – Rua da Vitória


Julgamos que seria bom para os lisboetas a presença de árvores na Baixa Pombalina, nos locais com condições para as receber. Estamos a referir também os passeios laterais da Praça do Comércio, onde as árvores (que já aí existiram) deveriam substituir o artificialismo encontrado pelos concessionários das esplanadas, que procuram colmatar a sua falta com espécies (oliveiras, por ex.) em vasos que vão crescer tornando inadequado o espaço que as vai espartilhando.

João Pinto Soares

BAIXA: LIXO


Exmo. Sr. Presidente da Junta de Freguesia de Santa Maria Maior
Dr. Miguel Coelho

Serve o presente para reclamarmos do cenário degradante em que está a Baixa (Rua dos Correeiros, Praça da Figueira, Rossio, etc.), aos Sábados e Domingos, no que toca à recolha de lixo, conforme se comprova pelas fotos em anexo, tiradas exactamente neste fim-de-semana.

Melhores cumprimentos


Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho e Fernando Jorge

Lisboa, capital do Azulejo: Rua Ilha do Pico






19/07/2014

Ribeira das Naus – As árvores morrem de pé.


A morte do gigante sacrificado à vaidade humana.

João Pinto Soares

18/07/2014

Chafariz do Largo do Carmo (MN) vandalizado



Fotos: FJ

Quem o viu e quem o vê: O Parque Tejo já não admira ninguém

Os 80 hectares do Parque Tejo, que eram um pedaço de paraíso, foram deixados completamente ao abandono pela Câmara de Lisboa há mais de um mês.

Por José António Cerejo, Público de 17 Julho 2014 | Fotos de Enric Vives-Rubio


Quando a esmola é grande o pobre desconfia! O adágio deve ter ocorrido a muitos dos que nos últimos 15 anos se surpreenderam com aquele pedaço de paraíso à beira-Tejo.
A qualidade superior do desenho e, sobretudo, da manutenção da extensa faixa verde que ia da Torre Vasco da Gama até à foz do rio Trancão, no Parque das Nações, só podia suscitar espanto e desconfiança.
O simples facto de a faixa verde já não surpreender ninguém, porque já não é verde e porque se tornou um arremedo do que já foi, parece dar razão aos desconfiados: “Isto era bom de mais para ser verdade”, diz um frequentador do Parque Tejo, já conformado com aquilo que agora lá vê.
Os 80 hectares que para ali atraíam milhares de visitantes passaram de um extremo ao outro. Nos 15 anos em que estiveram sob a alçada da sociedade Parque Expo só recebiam elogios; desde há ano e meio, altura em que passaram a depender da Câmara de Lisboa, tornaram-se alvo de uma zanga crescente.
Nos últimos meses, ao mesmo tempo que se acentuava a degradação do espaço, as queixas multiplicavam-se. Não apenas nos desabafos dos utentes, mas também através de blogues e páginas no Facebook, ou da Associação de Moradores e Comerciantes do Parque das Nações e da própria Junta de Freguesia do Parque das Nações.

E não era caso para menos. Basta comparar as fotos do antigo Parque Tejo com a desolação que hoje lá impera. Onde havia relva viçosa e bem aparada, há agora desertos e arbustos secos, ou então matagais de relva à mistura com ervas daninhas que não são cortadas há meses. Em alguns deste locais, o excesso de água proveniente de um sistema de rega descontrolado e semi-destruído, com mangueiras e aspersores arrancados, origina poças e lamaçais. 
Mas o estado de abandono dos campos onde ainda há avisos da Parque Expo a proibir “botas de solas de pitons” para não danificar a relva é apenas um sinal. 
O retrato completa-se passo a passo, com muitas dezenas de bancos de madeira sem qualquer vestígio de tratamento; bebedouros vandalizados ou sem água; receptáculos de aço inoxidável para dejectos de cães desmantelados; rebentos de plátanos com meio metro de altura a pintalgar de verde o amarelo dos antigos relvados; colunas de iluminação partidas; passadiços de madeira transformados em harmónios feitos de tábuas levantadas e despedaçadas; graffiti onde há sítio para os pôr; ou casas de banho com as portas interiores rebentadas, torneiras avariadas e até buracos redondos no lugar dos lavatórios. 
Para não falar nas muitas árvores exóticas que estão a morrer à míngua de água no cenário de devastação em que se transformou o topo Norte do parque, junto à foz do Trancão. 
Nem no parque infantil repleto de crianças frente ao qual a Câmara de Lisboa teve o cuidado de colocar um painel informativo a dizer que ele está temporariamente encerrado e que “a CML não se responsabiliza” pela sua utilização.
“Isto está assim há meses. Depois choveu e melhorou. Agora está como está. Nas últimas semanas vi pontualmente um ou dois homens a arranjar qualquer coisa”, conta Bruno Figueiredo, residente nas proximidades do parque e responsável pela página do Facebook intitulada Pela Qualidade Urbana no Parque das Nações. O problema — que diz ser ali mais graves, mas que é extensível a grande parte do Parque das Nações — é que quando a Parque Expo geria o espaço “viam-se sempre muitos trabalhadores a tratar dos jardins e nos últimos meses desapareceram”.
Em Março do ano passado — três meses depois de a câmara ter tomado conta do espaço e apesar de ainda haver no terreno empresas de jardinagem ao abrigo de contratos feitos com a Parque Expo  — já a associação de moradores e comerciantes se queixava do facto de o sistema de rega do Parque Tejo não estar operacional.
“Transmitimos a nossa preocupação à câmara e temos continuado a pressioná-la, assim como à junta de freguesia, para que o parque volte a ter o nível de manutenção que fez dele um espaço de lazer e de vivência procurado por tanta gente”, conta Anibal de Oliveira, da direcção da associação.
“O que lhe digo é que aquilo não está pior porque a junta de freguesia, com os escassos recursos de que dispõe e apesar de não ter nenhuma responsabilidade no caso, tem feito algumas reparações no sistema de rega”, comenta o presidente da autarquia, José Moreno, eleito pelo movimento independente Parque das Nações Por Nós.
O autarca explica que câmara ficou responsável pelo espaço no final de 2012, mas que até ao fim de Janeiro deste ano ainda ali trabalhou uma empresa que tinha sido contratada pela Parque Expo. O trabalho só foi retomado em meados de Março por uma firma ao serviço do município, mas com muito menos pessoal, e o contrato terminou a 15 de Junho. 
“Desde então não houve qualquer espécie de manutenção feita por pessoal da câmara, ou por prestadores de serviços. Ontem o vereador Sá Fernandes disse na assembleia municipal que brevemente ia entrar outra empresa, mas eu tenho sérias dúvidas.” José Moreno acrescenta que a junta está na disposição de interditar o acesso aos passadiços de madeira que oferecem riscos para segurança das pessoas e diz que o contrato que contemplava a sua manutenção já terminou no final do ano passado.
Contactado pelo PÚBLICO o gabinete do vereador da Estutura Verde, José Sá Fernandes, informou, através de um assessor, que “vai ser adjudicado em breve” um contrato que abrange os espaços verdes do Parque Tejo e “algum do seu mobiliário urbano”. Desde 15 de Junho, garantiu João Camolas, “os serviços da câmara têm estado a assegurar a manutenção com os recursos possíveis”.
Quantas pessoas é que lá têm trabalham desde então? “Não posso precisar”, respondeu.
Ontem durante toda a manhã os 80 hectares do Parque Tejo não foram pisados por um único jardineiro da câmara. Além das duas mulheres que iam limpando as casas de banho, apenas um solitário agente da PSP fazia companhia às centenas de pessoas que ali gozavam o Verão.

Problemas estendem-se ao Parque das Nações
O estado dos restantes espaços verdes e da generalidade do espaço público do Parque das Nações também já é apenas uma sombra dos tempos áureos que se seguiram à Expo 98 e mesmo do período em que a Parque Expo foi responsável por eles, até há ano e meio.
A descentralização de competências da Câmara de Lisboa para as freguesias fez com que cerca de 25% do total desses  espaços passasse recentemente para a nova Junta de Freguesia do Parque das Nações, mas o muncípio continua a deter a tutela da área restante, com destaque para o Parque Tejo.
E quem percorre as alamedas e jardins da zona urbana do Parque das Nações percebe que esse vasto território não escapou aos percalços que o têm marcado, sobretudo desde o final de 2012. Espaços verdes degradados e sem rega suficiente nestes dias de calor, mobiliário urbano em mau estado de conservação, buracos no chão e ruas sem iluminação nocturna são algumas provas do desmazelo que ali reina.
José Moreno, o presidente da junta, não nega a existência de problemas, mas garante que desde o dia 28 do mês passado já tem uma empresa de manutenção de espaços verdes a fazer o essencia. O contrato termina a 31 de Agosto e está a ser preparado o lançamento de um concurso, de âmbito mais alargado, para adjudicar o serviço a partir de Setembro e até ao fim do ano. 
Entretanto, acrecenta, está em preparação um concurso público internacional para assegurar a manutenção completa de todas as áreas que dependem da junta durante um período de três anos, a contar de um de Janeiro de 2015.
Quanto à vasta área vedada por redes metálicas em que funcionou a antiga lixeira de Beirolas, no morro situado entre a estação de tratamento de esgotos e a faixa do Parque Tejo que acompanha o Trancão, José Moreno não tem qualquer informação sobre o seu fututro.
O terreno, coberto de erva seca, pertence ainda à Parque Expo, empresa de capitais públicos em fase de liquidação, e chegou-se a falar na instalação no local de um campo de treino de golfe. A crise e os atrasos que ocorreram no processo levaram, contudo, os investidores desinteressaram-se do projecto, diz o autarca.


Parque de estacionamento no Príncipe Real será “um elefante numa loja de porcelanas”

Cinco grupos de cidadãos uniram-se contra a construção de mais um parque subterrâneo no centro de Lisboa e prometem não baixar os braços.

Por Marisa Soares, Público de 18 Julho 2014

A Plataforma contra o Parque Automóvel, que junta cinco grupos de cidadãos de Lisboa, manifestou-se nesta quinta-feira contra a construção de um parque de estacionamento subterrâneo na Praça do Príncipe Real, pedindo à Direcção-Geral do Património Cultural (DGPC) que reprove o projecto. Caso contrário, avisam, será como enfiar “um elefante numa loja de porcelana”, com consequências “fatais” para aquela zona.
“A DGPC tem todos os instrumentos legais para dizer não a este parque, e se não o fizer vai ceder ao interesse privado em detrimento do interesse público”, afirmou Jorge Pinto, do Grupo dos Amigos do Príncipe Real, numa conferência de imprensa realizada à sombra dos enormes “braços” do cedro-do-Buçaco, um dos ex-libris do centenário jardim.
Em causa está a construção de um parque subterrâneo com formato em “U” a contornar a estrutura do jardim, com 300 lugares distribuídos por quatro pisos – mais um do que o previsto na versão inicial do projecto apresentado em 2001, ainda durante a presidência de João Soares na Câmara de Lisboa. Na altura, o projecto foi chumbado pelo ex-Instituto Português do Património Arquitectónico (actual DGPC) e esbarrou no protesto de moradores e ambientalistas. Mais tarde, em 2006, o instituto acabou por emitir um parecer favorável condicionado, mas a obra nunca avançou.
O presidente da câmara, António Costa, disse em Junho que é "negativo" construir ali um parque subterrâneo mas acrescentou que ele poderá ser “uma mais-valia” caso resolva o problema do estacionamento de residentes e não ponha em risco o jardim. Esta resposta “vaga” não satisfez os membros da plataforma – a qual reúne, além dos Amigos do Príncipe Real, o Fórum Cidadania Lx, a Liga dos Amigos do Jardim Botânico, a Associação Lisboa Verde e a Associação Árvores de Portugal – que prometem não baixar os braços.
Ambientalistas, urbanistas e arquitectos antecipam "impactos desastrosos" na estrutura dos edifícios da zona. Receiam, sobretudo, que a obra ponha em causa o Reservatório da Patriarcal, um núcleo do Aqueduto das Águas Livres (classificado como Monumento Nacional) que existe no subsolo do jardim. “Há muitos anos desejamos que seja apresentada a candidatura do Aqueduto a Património da Humanidade da UNESCO, se o parque avançar será mais um obstáculo”, afirmou Margarida Ruas, ex-directora do Museu da Água.
A discreta porta de entrada no Reservatório fica no centro do jardim e dá acesso a uma cisterna octogonal subterrânea, com capacidade para 880 metros cúbicos, sustentada por dezenas de pilares em pedra com cerca de dez metros de altura, com arcos de cantaria no topo. Dali partem as galerias que, no século XIX, levavam água até aos chafarizes da Baixa e do Bairro Alto. O Reservatório foi desactivado na década de 1940 e actualmente pode ser visitado em alguns dias da semana.
Os cidadãos consideram que a construção do parque “a um metro" das galerias terá “efeitos irreversíveis e imprevisíveis”. A DGPC também tem dúvidas sobre o impacto da construção no aqueduto - foi por isso que chumbou os dois pedidos de alteração para acrescentar o quarto piso, submetidos pelo promotor a 3 de Agosto de 2012 e a 14 de Janeiro de 2014. Na sequência do chumbo, a empresa encomendou um estudo hidrogeológico do local, sobre o qual a DGPC ainda não se pronunciou. “Está, assim, em vigor a aprovação condicionada de 23/11/2006 pelo ex-IPPAR”, esclarece este organismo ao PÚBLICO.
A plataforma destaca também os impactos do empreendimento no jardim, onde existem sete árvores classificadas. Em Maio, o responsável da Empark em Portugal, Paulo Nabais, disse ao PÚBLICO que “a obra não tem interferência com o jardim”, mas não convenceu os opositores. "O parque não vai ficar só sob o alcatrão, vai ficar sob os passeios e a orla do jardim", diz Jorge Pinto.
“Em qualquer cidade da Europa, este jardim seria considerado um monumento”, considera Margarida Cancela d’Abreu, presidente da Associação Portuguesa de Arquitectos Paisagistas, avisando que a construção de uma “cofragem de betão” em torno daquela área verde vai alterar o sistema de drenagem e levar à morte das árvores - muitas já fragilizadas com obras de requalificação do jardim realizadas pela câmara em 2009.
A plataforma considera também que o parque não vai resolver o congestionamento de tráfego e a falta de estacionamento naquela zona central da cidade, defendendo em alternativa a reposição do eléctrico 24, que ligava o Largo do Carmo a Campolide. Existe já uma petição online contra o projecto, que tem quase três mil assinaturas.


17/07/2014

Palácios Barrocos: Lisboa versus Munique

 Antigo Palácio do Patriarca no Campo dos Mártires da Pátria 
  Ferragens furtadas em pleno Campo dos Mártires da Pátria 
MUNIQUE:
 Palácio Holnstein, actual residência oficial do Bispo de Munique

 Os cidadãos são informados dos nomes, datas e autores dos palácios da sua cidade
Na sequência da série de posts do nosso colega Miguel Velloso sobre a triste sorte dos palácios de Lisboa, deixo ficar aqui para comparação o antigo Palácio do Patriarca de Lisboa e o Palácio Holnstein, residência do Bispo de Munique. O nosso Palácio no Campo dos Mártires da Pátria em nada fica a dever ao seu congénere em Munique - antes pelo contrário, é uma obra de grande qualidade, com fachada barroca erudita, integralmente em cantaria, ao contrário do exemplar de Munique em "tijolo e reboco". Mas onde o Palácio Holstein ganha é no brio, estima e orgulho com que é tratado e vivido. Porque o antigo Palácio lisboeta está fechado e abandonado à sua sorte já lá vai pelo menos 1 década. Envolvido em mais um projecto de "hotel de charme", especulativo e de gosto duvidoso, vai sendo roubado, vandalizado e apodrecendo com as águas das chuvas que já entram pelos telhados, trapeiras rotas e vidraças partidas. Lisboa, pérolas a porcos?