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23/05/2015

That's one small step for man, one giant leap for mankind...


Foto: Alain GAVILLET in Flickr In O Observador (23.5.2015)
Por João Pedro Pincha:

«O elétrico vai voltar ao Príncipe Real. Mas só para turistas

Ainda não é desta que os revivalistas da carreira 24 vão poder dar uma volta do Cais do Sodré a Campolide. Isso "não é uma prioridade", diz a Carris.

Os elétricos vão voltar ao Príncipe Real, em Lisboa. Depois de quase vinte anos sem utilização, os carris que galgam a Rua da Misericórdia em direção ao Rato voltam ao ativo, num novo circuito turístico promovido pela Carristur, a empresa de turismo da transportadora lisboeta Carris. Para já, apesar de confirmar a criação da Chiado Tram Tour, a assessoria de imprensa da Transportes de Lisboa não adianta mais pormenores sobre o percurso e preços deste novo serviço, mas é possível que o elétrico chegue até à Rua das Amoreiras.

Nos últimos dias, ao mesmo tempo que um veículo elétrico da Carris tem estado em testes nas linhas, a Rua da Misericórdia recebeu novas pinturas no alcatrão e pilaretes plásticos para impedir o estacionamento que dificulte a passagem do elétrico. Isto poderá querer dizer que o novo circuito se iniciará no Largo Camões, prosseguindo depois pela Rua de São Pedro de Alcântara – e respetivo miradouro -, indo depois Rua Dom Pedro V e Rua da Escola Politécnica acima até ao Príncipe Real. Caso se confirme a ligação à Rua das Amoreiras, o Chiado Tram Tour vai ainda passar pelo Rato.

O percurso terá, assim, cerca de dois quilómetros, atualmente percorridos em parte pela carreira de autocarro 758, num dos eixos mais movimentados do centro da cidade. Os elétricos deixaram de passar por esta zona em 1995, quando a Carris e a Câmara Municipal de Lisboa suspenderam provisoriamente a carreira 24. Só que o “provisoriamente” manteve-se até hoje e o percurso entre o Cais do Sodré e Campolide nunca mais voltou a ser feito. Há vários anos que o Fórum Cidadania Lx pede a reativação desta carreira e, nos últimos meses, tem sido promovida nas redes sociais uma petição com esse fim.

Até agora, a petição conta com 1.436 assinaturas e João Filipe Guerreiro, o principal promotor da iniciativa, explica ao Observador que o 24 poderia tornar-se num elétrico útil, não só para os lisboetas como para os próprios turistas, uma vez que o 28 anda geralmente repleto de gente. “O turista típico não paga 15 euros para ir do ponto A ao B” num circuito, “mas paga a tarifa de bordo” de uma carreira normal, diz, explicando que o percurso original do 24 (entre o Cais do Sodré e Campolide) contribui para uma “interligação única” entre o rio Tejo, equipamentos culturais, espaços comerciais e escritórios.”

É por isso que não entende que a Carris aposte num elétrico turístico para uma parte do troço e não num elétrico de serviço regular. “Deixa-me pasmado”, afirma João Filipe, para quem “há várias dinâmicas de mercado que não estão a ser tidas em consideração” na abordagem ao elétrico 24, cujas receitas, acredita, “ficariam acima das do 28″.

A reativação do 24 não está no horizonte da Carris. “Do ponto de vista da Carris, a eventual reposição da circulação de elétricos efetuando a carreira 24E não é uma prioridade, dado que, naquele percurso, existe já um serviço de transporte em autocarro”, explica a transportadora, ressalvando que esta é “matéria que não depende exclusivamente da Carris”.

No âmbito da iniciativa “Uma Praça em cada Bairro”, através da qual a câmara quer reabilitar praças um pouco por toda a cidade, está prevista a construção, na Rua de Campolide, de uma estação terminal de elétrico. No site da autarquia pode ler-se que a praça servirá a carreira 24E, o que poderá indiciar que não estará totalmente posta de parte a ideia de recuperar todo o percurso do antigo 24.»

O azar de se ser árvore em Lisboa. Agir pela sua urgente defesa.

Exemplar monumental de Ficus macrophyla no jardim do Príncipe Real, barbaramente mutilado.



Aspecto geral da mesma árvore

O que resta do que se pensa ter sido uma tília centenária no jardim da Praça da Alegria.

Os dois tocos que restam das palmeiras do jardim da Praça da Alegria

Corte de pernada da sumaúma do mesmo jardim.

Poda assimétrica e brutal do lodão classificado no jardim da Praça da Alegria.

Poda de uma das tílias do Jardim das Francesinhas.  A mais antiga foi abatida.

Jacarandás em flor no jardim  de Santos. Os próximos a abater?

Uma imagem que poderá, caso a tendência se mantenha, desaparecer dos jardins da capital. Jacarandás e tipuanas, não há muitas cidades na Europa que possam ter espécies desta dimensão e oriundas de zonas tropicais com a presença e frequência com que existem em Lisboa. Ainda.

Uma das tipuanas do conjunto das oito árvores desta espécie classificadas. Jardim de Santos

Um dos jovens jacarandás que adornam a 24 de Julho.


Nos útlimos tempos, as árvores de Lisboa têm sido alvo de podas assassinas e abates sem precedentes.

Com a transferência de competências, as Juntas de Freguesia têm procedido a intervenções no arvoredo de duvidosa qualidade e absoluta falta de oportunidade.

O jardim da Praça de Alegria perdeu mais de metade das árvores de grande porte,   JF de Santo António,.

Jardim Cesário Verde, vários dos lodãos monumentais foram abatidos, JF de Arroios

Jardim das Francesinhas e de Santos, tília monumental abatida, Bela-Sombra centenária podada selvaticamente. JF da Estrela

Todos os freixos da Guerra Junqueiro, podados de uma forma irracional que poderá inviabilizar a sua sobrevivência. JF do Arreiro.

Todas as árvores da Calçada da Ajuda abatidas. JF da Ajuda.

Abate de todas as nogueiras-negras da Ava. Rio de Janeiro. JF de S. João de Brito.

E a lista podia continuar. A maior parte das intervenções foi feita com base em que pareceres técnicos?  Quais as empresas e que qualificações tem o pessoal que interveio? Muitas outras perguntas poderiam ser feitas. Em abono da trasnparência, agradeciam-se as respostas.  Sabemos que as razões de "segurança" não se resolvem com abates totais, mas sim com podas de ramos cimeiros, de pernadas mais frágeis o que implica um trabalho de terreno e de levamtamento que nenhum dos ilustrados autarcas está na disposição de fazer. Os incómodos para as viaturas de alguns indignados lisboetas, não pode servir de tese para permanentes substituições do arvoredo. Por este andar, abatam-se todos os jacarandás que ousam libertar um melaço que suja os carrinhos dos munícipes. Fácil de imaginar a desolação da 5 de outubro se o enlevo que alguns têm pelos seus carros levasse a JF a abater essas centenas de jacarandás que tornam a avenida, em tudo o mais ínsipida, numa artéria maravilhosa em Maio/Junho.

Pedidos existirão sempre, os "eleitos" têm a obrigação de fazer pedagogia. Nada disso acontece por estes dias. A cidade está a ver muito do seu arvoredo perdido para sempre. Um valor botânico incalculável. A sua defesa poderá não trazer popularidade ou votos, mas é um imperativo de uma sociedade civilzada.


22/05/2015

«Eiffel Tower suffers shutdown over pickpockets»






The Eiffel Tower shut down for six hours because of a staff walkout in protest against a surge in pickpocketing gangs.
Workers say the gangs are increasingly threatening them with assault or abuse.
The company managing the major tourist attraction "thanked the public for its understanding" and said it "regrets that visitors... are being punished". About seven million people go up the tower every year. The tower reopened on Friday afternoon.

'Fight among themselves'

Staff are demanding "formal guarantees" from management to stop pickpocketing gangs who target numerous tourists every day. The staff's union representative, Denis Vavassori, told the AP news agency that the staff had walked out "so we could ask for a permanent police presence here".
http://www.bbc.com/news/world-europe-32844573
Os guarda-freios do eléctrico 28 em Lisboa também podiam adoptar esta forma de protesto...

O rei nu na cultura em Portugal e uma proposta para fazer diferente


In Público (22.5.2015)
Por RAQUEL HENRIQUES DA SILVA

«Não admito que, depois dos gastos de torneira aberta exigidos pelo novo e desnecessário Museu Nacional dos Coches, se diga que não há dinheiro.

A inauguração do novo Museu Nacional dos Coches (MNC), mais de dois anos depois da conclusão dos trabalhos de construção e sem que a museologia da exposição permanente esteja concluída, é um acto da campanha eleitoral que já estamos a viver. Pretende-se mostrar obra feita na Cultura e cativar o influente lobby dos arquitectos e seus amigos que consideram que o que ali urge mostrar é a obra do principal autor do projecto, o celebrado Paulo Mendes da Rocha. Para mim que, desde 2000, discordei das sucessivas propostas que sobre o assunto foram existindo, com sincero espírito de companheirismo, desejo à equipa do MNC as maiores felicidades e aos públicos em geral que os mais de 40 milhões de euros já gastos tenham merecido a pena, ou seja, que a bela colecção dos coches possa ser fruída em melhores condições.

Ainda assim quero usar aqui o meu direito à memória. Recordando as primeiras decisões — elaboradas por um grupo de trabalho onde sempre perdi —, o que aconteceu é infinitamente superior ao que se propunha: usar o apetecível local para instalar a Escola Portuguesa de Arte Equestre, com estabulação de cavalos integrada, e, numa pequena área anexa, colocar o MNC. Ultrapassada esta estapafúrdia proposta, a decisão de que se renunciava à escola e se construiria apenas o novo MNC foi tomada por um ministro da Economia que a transmitiu ao ministro da Cultura. Apesar da prepotência insuportável, a verdade é que o ministro da Cultura aceitou e “toda a gente” também porque se via no novo museu uma árvore das patacas que iria (irá) fazer multiplicar os preciosos 40 milhões de euros que chegaram à Cultura, por contrapartida da abertura do Casino de Lisboa. “Toda a gente” não incluía evidentemente a opinião de técnicos e especialistas, muito pouco a do Instituto dos Museus e quase nada a da própria directora do mesmo. Assim se continuou depois, até ao dia de hoje. Alguns, poucos na verdade, defenderam que aquele dinheiro devia ser investido com o máximo critério, considerando as graves carências do sector: mais do que construir um novo MNC (quando o existente era amado e visitado como nenhum outro em Portugal) urgia ampliar o Museu Nacional de Arqueologia ou intervir profundamente no Museu Nacional do Azulejo, museu igualmente amado e visitado e cujo monumento quinhentista em que está instalado se encontra em situação de risco permanente. O MNC precisava de renovar a sua museologia e de crescer em área mas não de um edifício novo onde os coches, como se verá, passarão a nadar. E, ainda assim, é necessário expor todos, os excepcionais e os vulgares, para ocupar, ou fazer de conta que se ocupa, a arquitectura de Mendes da Rocha. Esta, infelizmente, muito deixa a desejar como museu, cuja primeira função é salvaguardar os bens que integra. Mas sobre este penoso assunto não me alongarei antes de a museografia estar completa, pensa-se que para o final de 2015.[...] »

21/05/2015

VOTAÇÃO AS 10 MARCAS APAGADAS DE LISBOA - ATÉ DIA 13 DE JUNHO


Pretendemos eleger as 10 marcas apagadas de Lisboa, ou seja, os os lugares, e/ou edifícios que já não existem ou que foram irremediavelmentepretende alterados na nossa cidade, fosse por acção humana fosse por acontecimentos naturais.

Uma vez já feita a selecção das 20 marcas a votar (de entre mais de 60 sugestões indicadas), e em relação às quais há assinalar edifícios desaparecidos com o terramoto de 1755 e edifícios que ainda resistem mas em relação aos quais há que alertar para o seu eventual desaparecimento ou desfiguração, decorre até 13 de Junho a votação das 10 marcas, sendo que qualquer pessoa poderá votar em 3 das marcas entre as 20 sugestões aqui expressas de forma aleatória (fotos acima e lista abaixo)

Envie o seu voto para: forumcidadanialx@gmail.com.

Hoje, às 18h30:


20/05/2015

Protesto por licenciamento das alterações em loja da Rua dos Fanqueiros nº 136

Resposta da DGPC ao nosso protesto de dia 11.7.2014! :-)

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Exmo. Senhor Vereador
Arq. Manuel Salgado


Cc. PCML, AML, DGPC, Media

Vimos pelo presente apresentar o nosso protesto a V.Exa. pela continuada falta de atenção com que os serviços de Urbanismo da CML vão tratando do licenciamento urbanístico em matéria comercial na Baixa, i.e., no licenciamento de obras de alterações em espaços comerciais no conjunto classificado de Interesse Público, que é a Baixa Pombalina, e sobre a qual se encontra em vigor um Plano de Pormenor e de Salvaguarda.

Junto enviamos fotos de um caso recentíssimo em que a falta de critérios no licenciamento de alterações nas caixilharias resultou no que as fotos documentam.

Trata-se de um imóvel de génese pombalina, que ficou agora desqualificados com caixilharias e ferragens (puxadores em aluminio!) inadequadas a imóveis classificados como o presente. Mas trata-se de um caso paradigmático do que se está a passar em 90% da Baixa.

Com os melhores cumprimentos


Lisboa, 11 de Julho de 2014


Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Fernando Jorge, Miguel de Sepúlveda Velloso, Cristiana Rodrigues, Luís Marques da Silva, Virgílio Marques, Júlio Amorim, Beatriz Empis, Rui Martins, Alexandre Marques da Cruz, Maria Ramalho, Gonçalo Cornélio da Silva, Jorge Pinto e Nuno Caiado

Programa para Sábado: