02/12/2020

Esta cidade não é para velhos

Passeios na Rua de S. João da Mata (Freguesia da Estrela)

Como morador em Lisboa verifico que muitas das obras de renovação em prédios antigos nos bairros típicos, não têm tido em conta os arranjos exteriores, nomeadamente os passeios, elementos fundamentais para quem aí vive, na sua grande maioria gente idosa, com dificuldades de locomoção.

As imagens aqui reproduzidas referem-se a dois pédios em frente um do outro na Rua de São João da Mata, recentemente reconstruídos, e cujos passeios foram de tal forma remodelados que se tornaram intransponíveis para pessoas idosas.

A Câmara Municipal de Lisboa, para além de fiscalizar as obras licenciadas, deveria também verifiar os arranjos exteriores, tendo em atenção os passeios, colocando corrimões que permitam aligeirar o penoso e perigoso que é para as pessoas de idade vencer os obstáculos que têm pela frente.


João Pinto Soares

O Oldsmobile do sr. Augusto Macedo já está seguro:

O Oldsmobile de 1928, Táxi nº 1, do sr. Augusto Macedo, já está sob o tecto da delegação de Lisboa do Clube Português de Automóveis Antigos. Serviço público, o nosso, de há 11 dias, e o de Carlos Azevedo, que foi quem nos informou sobre o estado de coisas na armazém da CML nos Olivais.

Foto e boa-nova via Eurico de Barros

25/11/2020

Publicidade e propaganda junto à AR - protesto e pedido de remoção

Exmo. Senhor Presidente da Assembleia da República
Dr. Eduardo Ferro Rodrigues
Exmo. Senhor Presidente da CML
Dr. Fernando Medina
Exmo. Senhor Director-Geral do Património Cultural
Eng. Bernardo Alabaça


CC. Media

Como é do conhecimento de Vossas Excelências, existem dois mega-suportes de publicidade/propaganda partidária colocados nem a 50 metros de distância da Assembleia da República, órgão de soberania de Portugal, e, enquanto Palácio de São Bento, Monumento Nacional desde 2002 (Decreto nº5/2002, DR, I Série B nº 42, de 19-02-2002).

Estes suportes encontram-se no local há já alguns anos e há partidos políticos e associações várias que não se coíbem de persistir em alugá-los, oportunisticamente, porque o local é “apetecível”, parecendo ignorar o que nos parece óbvio:

Além de ser ilegal a presença de quaisquer suportes publicitários ou de propaganda junto a um Órgão de Soberania, e também porque a sua localização neste caso viola grosseiramente a zona de protecção de um Monumento Nacional, o Palácio de São Bento (artigos 37º e 43º da Lei 309/2009); estamos perante uma situação completamente impensável junto a Westminster, ao Bundestag, a Montecitorio ou às demais sedes de parlamentos nacionais com que Portugal partilha o estatuto de Estado-Membro da União Europeia.

Perguntamos a V. Excelências: como é possível esta situação?

Na expectativa, apresentamos os nossos melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Miguel de Sepúlveda Velloso, Nuno Caiado, Pedro Machado, António Araújo, Mariana Carvalho, Pedro Jordão, Pedro de Souza, Rui Pedro Martins, Júlio Amorim, José Morais Arnaud, Rui Pedro Barbosa, Eurico de Barros, Ana Celeste Glória, Pedro Fonseca, Paulo Trancoso, Miguel Atanásio Carvalho, Virgílio Marques, João Oliveira Leonardo, Jean Teixeira, Helena Espvall, Maria do Rosário Reiche, Fátima Castanheira, Bruno Palma, Irene Santos

24/11/2020

Anexo escandaloso na Rua da Prata 254/R. Santa Justa 26 a 32 - Pedido de demolição à CML

Exmo. Senhor Vereador
Eng. Ricardo Veludo


C.C. PCML, AML e media

Vimos por este meio alertar para uma alteração da cobertura no imóvel sito na Rua da Prata Nº 242 a 254 ( torneja para a Rua de Santa Justa Nº 26 a 32), que julgamos completamente ilegal à luz do articulado do Plano de Pormenor de Salvaguarda da Baixa, e inconcebível se a mesma tiver sido autorizada pelos serviços de Urbanismo da CML.

Solicitamos a V. Exa. que, portanto, dê indicações aos serviços para que procedam à contra-ordenação do promotor em causa, e requeiram ao mesmo a demolição deste acrescento espúrio, agindo legalmente em conformidade se se verificar o seu incumprimento.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Fernando Jorge, Miguel de Sepúlveda Velloso, Nuno Caiado, Júlio Amorim, Virgílio Marques, Rui Pedro Martins, Pedro Janarra, Pedro Fonseca, Rui Pedro Barbosa, António Araújo, Helena Espvall, João Oliveira Leonardo, José Maria Amador, Miguel Atanásio Carvalho, Fátima Castanheira

23/11/2020

Baixela Germain - Que futuro no futuro "museu do tesouro real"?

Exmo. Sr. Director-Geral
Eng. Bernardo Alabaça


CC. PM, MC, CML e media

À luz da entrevista que V. Exa. deu ao jornal Público no dia 21 de Novembro (https://www.publico.pt/2020/11/21/culturaipsilon/entrevista/bernardo-alabaca-nao-defendo-parta-direccaogeral-patrimonio-cultural-1940014), cremos que se torne imperativo obter o seu esclarecimento urgente quanto aos seguintes pontos:

1- Pretende a tutela lutar para que a Baixela Germain, conjunto único no seu género em todo o mundo e obra-total da ourivesaria francesa do Séc. XVIII, possa finalmente ser reunida como Património Nacional que é, para a sua leitura e fruição do público português e internacional?

2 – Quando o Director-geral afirma que “a recomposição de colecções não pode ser feita com sacrifício da identidade dos equipamentos, sob pena de estarmos a construir um à custa de uma desvalorização significativa de outros.” quer dizer que as tipologias existentes no MNAA permanecerão à guarda dessa instituição, impedindo, desse modo, a reunião da Baixela? Dito de outro modo, sacrificará a tutela este património excepcional, hoje reduzido a uma expressão parcelar, estando asseguradas as condições de exposição na extensão do Museu do Palácio Nacional da Ajuda cujas obras milionárias decorrem neste momento? Qual será, então, a “identidade” que a DGPC considera mais importante?

3 – Se assim for, como justificará a DGPC que se construa uma extensão de um museu já existente, num esforço e investimento tremendos, para que uma das colecções mais importantes se mantenha desintegrada, dispersa entre duas instituições?

4 – Como justifica V.Exa. a sua afirmação de ainda ser prematuro saber se as peças pertencentes à Baixela Germain e que estão no MNAA irão reintegrar a sua colecção de origem (é bom notar que essas peças transitaram para o MNAA a título de empréstimo e por lá foram ficando)? Prematuro, porquê? V. Exa. está em funções desde Fevereiro e este projecto mantém-se como até então, ou seja, à margem do escrutínio público.

Cremos que estamos perante um desígnio nacional, que não pode ficar refém de outros interesses ou perspectivas. Um desígnio nacional que não pode ser vítima de uma DGPC constantemente secundarizada, quando o que se pede a essa entidade é que seja capaz de criar um consenso essencial para que este conjunto único de ourivesaria francesa do século XVIII não esteja a correr o risco de continuar disperso e fragmentado. Pedimos-lhe, Senhor Director-Geral, para, por uma vez, nos deixarmos de subalternizar o Património em prol dos egos desta ou daquela personagem do momento.

Por último, tendo V. Exa. sido omisso em relação ao resto do projecto do todo Palácio Nacional da Ajuda, cumpre perguntar o que pretende a DGPC fazer em relação ao Jardim das Damas, já há muito tempo encerrado ao público, à Sala dos Serenins e ao torreão da antiga Capela Real ("Torre do Galo")?

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, António Araújo, Jorge Pinto, Virgílio Marques, Rui Pedro Martins, Pedro Jordão, Nuno Caiado, Helena Espvall

Foto:Terrina, in MNAA

22/11/2020

Gonçalo Ribeiro Telles, o lisboeta que amava as árvores e compreendia o papel fundamental que estas desempenham na qualidade de vida das cidades

HOMENAGEM
GONÇALO RIBEIRO TELLES (1922-2020)

Gonçalo Ribeiro Telles nasceu em Lisboa, a 25 de Maio de 1922 e morreu no dia 11 de Novembro de 2020, aos 98 anos, na sua casa, em Lisboa.

Foi o grande defensor da ligação que deve existir entre a cidade e o campo.

Engenheiro Agrónomo, participou em 1945, juntamente com outros intelectuais e políticos, na fundação do Centro Nacional de Cultura, ponto de encontro de debate de ideias e valores da cultura e do património portugueses.

A arquitectura paisagista e a luta política são indissociáveis na vida de Gonçalo Ribeiro Telles, sendo que muitas das suas principais batalhas decorrem desses dois planos de atuação.

Em Outubro de 1975, é nomeado Secretário de Estado do Ambiente, tendo sido notável a sua acção na política ambiental em Portugal. Foi pioneiro na defesa e conservação dos valores ambientais, na promoção da prática do ordenamento do território, do desenvolvimento sustentável e da humanização das cidades.

De 1981 a 1983, desempenha o cargo de Ministro de Estado e da Qualidade de Vida no 8.º Governo Constitucional. Neste cargo deixou, entre outros legados, uma legislação decisiva: a criação das Áreas Protegidas, Reserva Agrícola Nacional e Reserva Ecológica Nacional. Foram ainda lançadas as bases do ordenamento do espaço a nível local (Planos Directores Municipais), dando o primeiro passo para a futura integração no ordenamento regional, que surgiu em 1983 com a criação dos Planos Regionais de Ordenamento do Território, tendo participado igualmente na elaboração da Lei de Bases do Ambiente.

Enquanto vereador da Câmara Municipal de Lisboa, fica a dever-se-lhe em 2007, a integração no Plano Director de Lisboa do Plano Verde, pela qual Ribeiro Telles se batia há mais de dez anos..

São ainda da autoria de Ribeiro Telles, entre outros projectos, o Corredor Verde de Monsanto e a integração da zona ribeirinha oriental e ocidental, na Estrutura Verde Principal de Lisboa; os projectos do Vale de Alcântara e da Radial de Benfica, do Vale de Chelas, e do Parque Periférico, destacando-se ainda o Ordenamento Paisagístico da Capela de São Jerónimo, das Avenidas D. Rodrigo da Cunha e D. João XXI, o Parque Amália Rodrigues, do Cabeço das Rolas na Expo 98 e sobretudo o Parque da Fundação Calouste Gulbenkian, elaborado em 1962, com António Viana Barreto (Prémio Valmor de 1975).

Com a morte do Arquiteto Gonçalo Ribeiro Telles, Lisboa ficou mais pobre, sendo inteiramente merecida a proposta da CML para atribuir o seu nome ao futuro Parque Urbano da Praça de Espanha.

Livros essenciais: "A Árvore em Portugal" - Francisco Caldeira Cabral, Gonçalo Ribeiro Telles; "Portugal, paisagens e espaços naturais" - Gonçalo Ribeiro Telles, Frenando Pessoa, Afonso Alves; "Um novo conceito de cidade : a paisagem global" - Gonçalo Ribeiro Telles.

Nota: parte deste texto é transcrita do artigo sobre Gonçalo Ribeiro Telles da autoria da Dr.ª Manuela Correia.


Pinto Soares

19/11/2020

Oldsmobile de Augusto Macedo ao abandono - pedido de esclarecimentos à CML e ATL

Exmo. Senhor Presidente
Dr. Fernando Medina
Exma. Senhora Vereadora
Dra. Catarina Vaz Pinto
Exmo. Senhor Director-Executivo da ATL
Dr. Vítor Costa


C.C. AML e media

No seguimento do alerta que nos chegou ontem sobre o assunto em epígrafe, e de que fizemos eco (https://cidadanialx.blogspot.com/2020/11/taxi-de-1928-sr-augusto-macedo-deixado.html), somos a contactar V. Exas. no sentido de sabermos os motivos por que os automóveis existentes nas instalações da CML nos Olivais, mais propriamente alguns dos veículos à guarda do “núcleo de transportes históricos do município” e mais especificamente o Oldsmobile do sr. Augusto Macedo, se encontram desprotegidos no exterior daquelas instalações.

Mais solicitamos que nos esclareçam sobre o destino dado ao “museu” aberto pela CML aqui há uns 20 anos, num edifício da Avenida das Forças Armadas, aquando da doação do Rover do jornalista Fernando Pessa.

Ao que nos foi dito, o Oldsmobile de 1928, que serviu de táxi ao sr. Augusto Macedo durante muitos anos, foi ex-libris do Rossio e da cidade de Lisboa, transportou inúmeras personalidades e foi figurante num sem-número de filmagens, terá sido doado à Associação de Turismo de Lisboa pelos seus herdeiros.

Cremos que este Oldsmobile e todos os outros veículos históricos sob responsabilidade da CML e/ou do Turismo de Lisboa, merecem ser expostos em local condigno, onde possam ser admirados pelo público, pelo que sugerimos que um (ou mais) dos muitos armazéns da CML, ou por exemplo nas instalações do imenso complexo de edifícios da antiga Manutenção Militar, seja adaptado a espaço expositivo de todos eles.

Este Oldsmobile poderia, inclusive, voltar a circular, em ocasiões especiais!

Na expectativa, apresentamos os nossos melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Miguel de Sepúlveda Velloso, Luís Serpa, Virgílio Marques, Júlio Amorim, Eurico de Barros, Maria Teresa Goulão, Carlos Moura-Carvalho, Jorge Pinto, Inês Beleza Barreiros, Rui Pedro Martins, João Pinto Soares, Paulo Lopes, Helena Espvall, Gustavo da Cunha, Paulo Trancoso, Beatriz Empis, Guilherme Pereira, Fátima Castanheira, Pedro Henrique Aparício, Nuno Vasco Franco

...

Resposta da ATL:

«Exmos Senhores:

Acuso a receção da v/ comunicação.

Esclareço que o Taxi nº 1 não foi doado à ATL, mas sim por esta adquirido aos herdeiros do Sr Augusto Macedo ( que o conduziu entre 1928 e 1997), logo a seguir ao falecimento deste, aos 95 anos..Quando adquirimos o Taxi nº 1produzimos um folheto explicativo da sua história.

Durante alguns anos, a viatura foi por nós mantida e utilizada esporadicamente em ocasiões especiais (por exemplo, visitas de alguns jornalistas). Durante esse período, a manutenção foi assegurada pela oficina que fazia esse trabalho desde o tempo do Sr Augusto Macedo, e que era a única que dispunha de algumas peças, permitindo que a viatura circulasse .

Posteriormente, esta solução deixou deixou de ser possível, pelo que acordámos com a CML que seria esta entidade a guardar e cuidar do veículo, aguardando-se uma oportunidade para a sua exposição pública, o que ainda não sucedeu.

Com os melhores cumprimentos.

Vitor Costa»

18/11/2020

TAXI de 1928, Sr. Augusto Macedo, deixado ao abandono em instalações CML

Chegado por e-mail:

«Boa tarde,

Escrevo-lhes como cidadão, amante de automóveis antigos e lisboeta, para vos dar nota da minha indignação face ao que aparenta ser mais um caso de incúria e/ou profundo desrespeito no tratamento do património público.

Passo com regularidade junto às instalações da Câmara Municipal de Lisboa nos Olivais e já tinha reparado no conjunto de viaturas antigas, aparentemente recuperadas, deixadas ao abandono e à chuva.

A situação que descrevo ocorre há cerca de 1 mês, um período que para mais foi marcado por severa precipitação.

Identifiquei algumas viaturas que conheci em exposições de clássicos e desfiles, umas emblemáticas como a biblioteca itinerante em tudo igual às da Gulbenkien, outras valiosas como um Mercedes 3.5 ou um Citroen “boca de sapo”, outras ainda que não conhecia como um carro da Polícia antigo.

Mas olhando com mais atenção, uma viatura em particular, escondida debaixo de uma capa, suscitou-me grande curiosidade. A situação que descrevo ocorre há cerca de 1 mês, que para mais foi marcado por severa precipitação.

Olhando com mais atenção, uma viatura em particular, escondida debaixo de uma capa, suscitou-me maior curiosidade.

A forma quadrada fez-me crer que seria uma viatura bem mais antiga que as restantes que deverão ser dos anos70/80.

Na 6ª feira passada tive a confirmação dos meus piores receios.

É o táxi do Sr. Augusto Macedo!

O Oldsmobile de 1928 do documentário “Táxi Lisboa”, vencedor do Festival de Cinema de Pescara 1996, de “Lisbon Story” de Win Wenders, de “Casa dos Espiritos”, do “Rei das Berlengas” de Artur Semedo, entre tantas outras presenças.

Que transportou Fernando Pessoa, Pablo Picasso, a fotógrafa alemã Leonore Mau, e o escritor Português Vergílio Ferreira.

Deixado a apodrecer na rua em pleno inverno!

Como é isto possível?

É este o respeito pelo património público e pelo dinheiro dos contribuintes que com toda a certeza foi gasto na sua recuperação?

Com os melhores cumprimentos,

Carlos Azevedo»

Castelo de São Jorge - Pedido de intervenção à CML

Exmo. Senhor Presidente
Dr. Fernando Medina,
Exma. Senhora Vereadora
Dra. Catarina Vaz Pinto


C.C. AML, EGEAC, DGPC e media

No seguimento de uma visita efectuada ao Castelo de São Jorge, constatámos uma série de detalhes que, a nosso ver, deveriam merecer a atenção da tutela daquele que tem sido referido como o monumento mais visitado da cidade de Lisboa, detalhes que serão passíveis de concretizar sem grande investimento ou grau de dificuldade.

Assim, gostaríamos de sugerir que no recinto do Castelo de São Jorge fosse acrescentada a identificação de locais para conhecimento do visitante: por exemplo, indicando os locais da antiga alcáçova, as ruínas do paço real de Dom João assim como a descrição de cada uma (das várias) fontes (que poderiam ter água corrente) com QR Codes para páginas descritivas.
Pedimos igualmente que as placas de madeiras com poemas fossem re-pintadas ou substituídas e que as árvores do Castelo recebessem placas de indicação de espécie.

Gostaríamos igualmente de saber se há planos para reabrir ao público as zonas hoje fechadas (em torno do Castelejo e nas próprias muralhas) e de saber se há planos para substituir as "reconstruções" a cimento e tijolo da década de 1940 no Castelejo.

Por outro lado, muitas zonas dentro do recinto do Castelo não parecem ter sido ainda alvo de escavações arqueológicas que provavelmente, dada a densa história do local, teriam grandes frutos: há planos da autarquia para realizar estes trabalhos?

Por fim, gostaríamos de alertar V. Exas. para a existência de lajes do Castelo que estão a precisar de reassentamento em vários locais e que favorecem a quedas e tropeções, e que várias mesas estão mal mantidas no Miradouro dos Canhões e precisam de ser reassentadas, e que existem correntes para prender informações turísticas em árvores (!): um método reprovável, em colisão com as boas práticas indicadas no Regulamento Municipal do Arvoredo.

Perguntamos ainda para quando estará prevista a reabertura da entrada pelo portão da Calçada Menino Deus?

Na expectativa, apresentamos os nossos melhores cumprimentos.

Paulo Ferrero, Rui Pedro Martins, Bernardo Ferreira de Carvalho, Beatriz Empis, Rui Pedro Barbosa, Virgílio Marques, Eurico de Barros, Nuno Franco, Miguel Atanásio Carvalho, Jorge Pinto, Inês Beleza Barreiros, João Pinto Soares, Fátima Castanheira, António Araújo, Pedro Cassiano Neves, Pedro Henrique Aparício

Fotos: Rui Martins

17/11/2020

Pedido à CML para tomar posse administrativa de 3 prédios Lx Entre-Séculos Caixa

Exmo. Senhor Presidente
Dr.Fernando Medina,
Exmo. Senhor Vereador
Eng. Ricardo Veludo


C.C. AML e media

Como é do conhecimento de V. Exas., o património erigido em Lisboa em finais do século XIX, início do século XX, tem sido severamente fustigado ao longo das últimas décadas, período em que todos assistimos a uma série interminável de demolições (completas e parciais) de edifícios construídos naqueles anos, um pouco por toda a cidade, com particular incidência na zona das Avenidas Novas, em Campo de Ourique, no Bairro Camões, Estrela e na Estefânia.

Muitos desses edifícios desaparecidos, alguns deles emblemáticos na cidade, foram deixados ao abandono, propositadamente, durante vários anos, sofrendo os mais variados actos de vandalismo, desde o destelhar das coberturas a fogos “espontâneos”, passando pela remoção de elementos decorativos, os mais variados, à abertura propositada de portas e janelas, convidando à entrada da chuva e de mais vandalismo, com apenas um propósito: tornar irreversível a sua demolição e com ela a possibilidade de erguer uma construção nova.

São inúmeros os casos de demolição ou alterações significativas em edifícios constantes da Carta Municipal do Património, bem como em imóveis localizados em zonas de protecção de imóveis classificados de interesse público.

Porque é nossa profunda convicção que a muito breve trecho, se nada for feito em contrário, dessa época nada restará em Lisboa que não um punhado de edifícios classificados, apelamos à CML, na pessoa de V. Exas, que, de forma urgente e ao invés do que se fez nas últimas décadas, trave a especulação imobiliária, razão central do desaparecimento desses edifícios de uma Lisboa “Entre-Séculos”, outrora um património pujante e que nada destoava do que outras cidades da Europa possuíam.

Nesse sentido, instamos a CML a que, de forma exemplar, tome posse administrativamente de um trio de edifícios “entre-séculos”, característicos dessa época e importantes para os respectivos arruamentos e bairros, que, a nosso ver, são três casos exemplares de especulação imobiliária: encontram-se os três ao abandono há anos, foram vandalizados, encontram-se ao sabor das intempéries, mudaram de proprietários, sendo que estes foram submetendo à CML pedidos de informação prévia sucessivamente chumbados pelos serviços, mas nem por isso aqueles fizeram o que lhes competia fazer: obras de conservação nos prédios:

1.Edifício da Calçada da Estrela, nº 40-48

2.Edifício da Rua de Dona Estefânia, nº 28-30

3.Edifício da Rua Antero de Quental, nº 2

Na expectativa, apresentamos os melhores cumprimentos


Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Fernando Jorge, Miguel de Sepúlveda Velloso, Beatriz Empis, Filipe Teixeira, Maria Teresa Goulão, Helena Espvall, José Maria Amador, Rui Pedro Martins, Miguel Atanásio Carvalho, Maria do Rosário Reiche, Pedro de Souza, Pedro Cassiano Neves, Júlio Amorim, Nuno Caiado, Virgílio Marques, Jorge Ponto, Fátima Castanheira, Maria João Pinto, Pedro Fonseca, António Araújo, Martim Galamba, Pedro Henrique Aparício, Pedro Jordão, Sofia de Vasconcelos Casimiro, Pedro Machado, Irene Santos

Concurso Árvore do Ano 2021

Shotia speciosa Jack ( no Jardim Botânico da Ajuda)
Está aberta a votação para a Árvore Portuguesa do ano 2021. São 9 finalistas e a vencedora concorrerá à "Tree of the year 2021", um concurso a nível europeu. Pode votar até 23 de Novembro em https://portugal.treeoftheyear.eu/.

Os resultados serão divulgados a 26 deste mês.

João Pinto Soares

12/11/2020

Colocação de néons no edifício-sede do DN - contra-ordenação da CML

Afinal tínhamos razão (https://cidadanialx.blogspot.com/2020/09/nao-colocacao-de-neons-no-letreiro-do.html?fbclid=IwAR1UgCuVx99V6PHK79jCH_be0M_lm8e-r-diXqIEmkqysInRF0KKdmyO3dU), e a CML contra-ordenou a que pusessem o néon no edifício DN:

Ainda sobre a Tabaqueira, obrigado, Grazia Repetto...

Ainda sobre a Tabaqueira, obrigado, Grazia Repetto, por lançares o repto a Renzo Piano para que compre o edifício e retomem juntos o teu projecto de museu de 2002-2003