10 de Nov de 2009

«VENDE-SE CASA & VENDE-SE AUTARCA»

Curiosa as semelhanças entre dispositivos de publicidade do imobiliário e da propaganda política. O cartaz de propaganda só hoje foi retirado da fachada deste prédio de habitação na Rua da Oliveira ao Carmo. Por sua vez, a casa continua por vender. Que sentidos se podem ver nisto?

Plano de Pormenor PMayer/resposta ao Sr. Vereador Manuel Salgado




Exmo. Sr. Vereador Arq. Manuel Salgado
C.c. Presidente da CML
C.c. Vereadora da Cultura
C.c. Assembleia Municipal de Lisboa
C.C. Junta de Freguesia de São José



No seguimento da resposta de V.Exa. (http://cidadanialx.blogspot.com/2009/11/plano-de-pormenor-do-parque-mayer.html) ao nosso comunicado (http://cidadanialx.blogspot.com/2009/09/plano-de-pormenor-do-parque-mayer.html) sobre o plano de pormenor mencionado em epígrafe, que agradecemos, vimos por este meio renovar três preocupações que ainda temos e que gostaríamos que a CML resolvesse em prol de uma Lisboa cuja identidade arquitectónica e cujas vivências importa preservar.


1. Aumento das cérceas na Rua do Salitre e no enfiamento da Rua da Escola Politécnica com a Rua da Imprensa Nacional

Compreendemos que uma empreitada destas dimensões tenha que se sustentada financeiramente (por via das receitas de taxas decorrentes de ampliações de edifícios, por via da edificação de hotéis, etc.), sobretudo nos tempos que correm de restrições orçamentais. No entanto, não podemos deixar de acentuar, mais uma vez, que o conceito de "média" em termos de cérceas pode ser perigoso e assumir-se como um precedente grave, de concepção urbanística de Lisboa. Também julgamos que é tempo da CML mudar o paradigma do alinhamento das cérceas pelo imóvel mais alto de um arruamento. Não faz sentido alinhar pelo erro urbanístico. Existem na Europa bons exemplos de como baixar as cérceas dos edifícios cuja altura constitui um indiscutível erro do passado (ex: prédio do Centro Jean Monnet).

A média de cérceas na Rua do Salitre é alta por força de 3-4 edifícios do passeio norte da mesma rua, designadamente o edifício do Centro Jean Monnet e os edifícios da esquina com a Rua Castilho. Já o passeio sul é composto por prédios de altura variada, e daí talvez a riqueza urbanística da rua. Forçar-se um alinhamento de cérceas por via da subida da generalidade dos prédios do passeio sul, parece-nos um erro estratégico no planeamento urbano da cidade e lesivo da Lisboa que sempre conhecemos. O mesmo acontece nos edifícios junto ao portão norte da Escola Politécnica/ Rua da Imprensa Nacional.

Acresce ainda o facto de que o aumento da volumetria dos imóveis na Rua do Salitre alteraria os padrões de circulação de ar algo que a Universidade de Lisboa, e a Liga dos Amigos do Jardim Botânico, têm repetidamente alertado pois afectará o micro-clima essencial à sobrevivência das espécies do Jardim Botânico.


2. Esventramento da alameda Sul da entrada da Escola Politécnica

Como é do conhecimento de V.Exa. a falta de estacionamento automóvel e o excesso de automóveis no centro de Lisboa não se resolve com a construção estacionamento em subsolo, muito pelo contrário. Inclusive, os índices do PDM em vigor estão obsoletos, já que a serem seguidos implicariam um aumento exponencial de parques de modo a que existisse, teoricamente, um lugar de estacionamento por habitante. Isso seria fatal para Lisboa.

Muito menos é justificável o esventramento da alameda sul da Escola Politécnica, quando se sabe que quem estaciona actualmente à superfície naquele local (e isso já de si deveria ser proibido) não reside no local, apenas trabalha dentro daquele recinto. Sendo a zona bem servida de transportes públicos, menos se aceita esse argumento. Positivo em termos de mobilidade para Lisboa e para os lisboetas será, isso sim, a reabertura do eléctrico E-24.

Acresce que a Liga dos Amigos do Jardim Botânico se manifesta totalmente contra a abertura de caves para estacionamento na alameda da entrada Sul porque não só iria implicar o abate de várias espécies mas também por confinar com o Jardim do México, zona muito sensível e onde existem dois dragoeiros notáveis.

Parece-nos, ainda, que toda esta confusão resulta de uma deficiente estratégia camarária em relação à Avenida da Liberdade e zona envolvente, continuando a esquecer-se, por exemplo, do subaproveitamento dos parques subterrâneos da Rua Mouzinho da Silveira e do próprio Marquês de Pombal, em especial durante a noite, que prejudica seriamente os moradores da zona os quais, embora poucos, se pretende sejam muito mais. Seria conveniente remodelar o seu funcionamento, concertando preços especiais para moradores, por exemplo.


3. Construção de um anfiteatro para 2.000 lugares no futuro Parque Mayer

Não nos parece desejável a construção de semelhante equipamento, seja à superfície seja no subsolo, seja por força de organização de mega-congressos para viabilização económica das futuras unidades hoteleiras. Parece-nos, assim, um desperdício de dinheiros e empenhos havendo, como há, uma série de problemas a nível dos equipamentos culturais que existem naquela zona, a saber:

- Cine-Teatro Capitólio - sala em relação à qual a CML, e bem, tem anunciado ser a futura "âncora" do Parque Mayer;

- Teatro Variedades - sala ainda em indefinição quanto à sua recuperação e/ou transformação;

- Cinema São Jorge - o seu subaproveitamento em termos de programação e ocupação das diferente valências deste equipamento cultural, aliado ao facto de se aguardar que a CML cumpra o seu compromisso de recuperar a sua estrutura de sala única, e, portanto, o regresso a uma sala de quase tantos lugares como o anfiteatro de 2.000 lugares anunciado neste Plano de Pormenor;

- Cinema Odéon - sala belíssima que urge resgatar para os lisboetas, sob pena de se perder a única sala Arte Déco de Lisboa, genuína e praticamente intacta. Acresce, aliás, que sendo os seus proprietários também proprietários de um dos lotes da Rua do Salitre que são parte integrante deste Plano de Pormenor, mais se exige à CML os seus bons ofícios no sentido de, via negociação com aqueles, assegurar que esta sala de cinema é para restaurar e devolver à cidade (porque não como "a" sala do cinema indie?);

- Cine-Teatro Tivoli - embora privado, é conhecida a sua fraca programação, nada consentânea com o historial desta sala projectada por Raul Lino;

- Ritz Clube - sala carismática da “noite lisboeta”, actualmente à venda, apesar dos movimentos de artistas e dos protestos vindos a público em 2005 por altura do seu fecho, exactamente na altura em que a própria CML vinha a patrocinar pequenas obras de recuperação do recinto.

Resumindo, achamos que investir-se milhões de euros num novo equipamento cultural no Parque Mayer quando há todos estes problemas apresentados, todos eles de resolução difícil, é uma hipótese que deve ser defnitivamente abandonada no Plano de Pormenor em apreço.


Na expectativa, subscrevemos-nos com os melhores cumprimentos.



Paulo Ferrero, Fernando Jorge, Miguel Atanásio Carvalho, José Morais Arnaud, Júlio Amorim, António Branco Almeida, João Chambers, Filomena Torres, Pedro Gomes, Luís Marques da Silva

Roseta propõe análise prévia pelos eleitos dos projectos para imóveis protegidos

In Público (10/11/2009)
Por Inês Boaventura

«Os vereadores Helena Roseta e Fernando Nunes da Silva recomendaram à Câmara de Lisboa que os processos relativos a imóveis referidos no Inventário do Património Municipal, que, segundo a delegação de competências ontem aprovada, deixam de ser discutidos em sessão camarária, sejam disponibilizados a todas as forças políticas uma semana antes de o vereador do pelouro tomar uma decisão. Segundo esta metodologia, a matéria só será submetida ao executivo se algum dos eleitos o requerer.

Helena Roseta, independente eleita na lista do PS, garante que este "procedimento alternativo", que diz ter sido inspirado na sua experiência como presidente da Câmara de Cascais, foi bem recebida por Manuel Salgado, que detém a pasta do Urbanismo. A vereadora e Nunes da Silva recomendaram ainda que, "enquanto não forem aprovados novos regulamentos sobre espaço público e publicidade", o vereador do pelouro não delegue nos serviços decisões sobre pedidos de licenciamento de arraiais, romarias, bailes, provas desportivas e outros divertimentos organizados em espaços públicos ao ar livre, evitando que esta "matéria sensível" seja atribuída a "um rosto anónimo".

Na primeira reunião do novo executivo foi aprovada a proposta que determina o número de assessores e administrativos ao serviço de cada agrupamento político e de cada vereador, bem como a sua remuneração. António Costa admite que o limite sofreu, em relação ao que vigorava desde 2007, "um ligeiro aumento", que atribui ao facto de haver mais vereadores com pelouro.

A proposta foi aprovada com os votos contra do PSD, que foi a única força política que optou por não prestar esclarecimentos aos jornalistas no fim da reunião, e com a abstenção do CDS. Já o comunista Ruben de Carvalho considerou a solução adoptada "razoável", salientando que contar com apoio técnico e administrativo "é uma necessidade de trabalho e não uma regalia que se conquista mediante um número determinado de votos".

O eleito da CDU e António Carlos Monteiro, do CDS, sublinharam que as propostas que vão ter que estudar para preparar as reuniões são as mesmas que qualquer outro vereador, recusando assim a tese dos eleitos do PSD, que terão dito que se sentiam prejudicados com as limitações impostas.»

...

Uma boa notícia, cujos resultados práticos apenas a prática o dirá. Pressupõe que coisas como a demolição recente do palacete da Avenida Duque de Loulé não aconteçam mais.

Tribunal de Contas critica subfinanciamento da Carris mas destaca melhoria do serviço

In Público (10/11/2009)
Por Inês Boaventura

«Auditoria recomenda a adopção de um plano para a mobilidade e de um novo sistema de bilhética, bem como o saneamento financeiro da empresa

O Tribunal de Contas (TC) concluiu que o Governo tem vindo a impor à Carris a prestação de serviço público, "que ela cumpre com padrões de crescente qualidade", e a prática de determinados tarifários sem fornecer "o financiamento necessário, não contratualizando as obrigações de serviço público e, consequentemente, não assumindo uma obrigação sustentada ao seu financiamento", nomeadamente repondo o capital social perdido. Esta é uma das conclusões da auditoria realizada à Carris entre 2003 e 2007, período no qual a empresa "perdeu 40,4 milhões de passageiros", apesar de ter recebido do Orçamento do Estado 201,4 milhões de euros e de ter aumentado a sua dívida bancária em 242,3 milhões.

O TC considera que assim se prova que "os investimentos que têm vindo a ser realizados nas empresas públicas de transporte urbano não estão a ser capazes de fidelizar e captar utilizadores", acrescentando que a solução passa por "complementar esses investimentos com outras medidas que visem a criação e a dinamização de um sistema de mobilidade eficaz".

Falta intermodalidade

Em Lisboa, critica o TC, "não é possível afirmar que exista um sistema de intermodalidade", verificando-se que "as empresas vão-se adaptando, reactivamente, às alterações das ofertas umas das outras, não havendo prévia concertação entre as respectivas ofertas". Na auditoria considera-se ainda "excessiva" a diversidade de tarifários, que "não estimula a intermodalidade, não potencia a utilização dos transportes públicos nos percursos não habituais".

No relatório datado do fim de Setembro, os auditores lembram que a repartição da receita resultante da venda dos passes intermodais "é feita com base em dados recolhidos em inquéritos realizados em 1989", o que faz com que "as operadoras mais utilizadas pelos detentores dos passes estejam a ser financeiramente penalizadas por estarem a financiar as menos utilizadas".

Em relação à Carris, o TC destaca que a empresa presta "um serviço de crescente qualidade", tendo a taxa de cumprimento dos serviços ultrapassado os 99 por cento, sendo certo que o transporte individual, "que lhe retém potenciais clientes e lhe prejudica a regularidade e a celeridade do serviço", é o seu "forte concorrente". Na auditoria, a transportadora é criticada por ter limitado o acesso aos seus autocarros a clientes com bagagens de uma determinada dimensão, mas também por ter uma provedoria do cliente sem "independência e autonomia" e que não está "fisicamente acessível".

No capítulo das recomendações, o TC apela ao Governo para que "impulsione a formalização célere de um plano estratégico para a mobilidade da área metropolitana de Lisboa" e "fomente a implementação de um sistema de bilhética e de zonamento tarifário comum às operadoras de transporte público urbano". Os auditores recomendam ainda que, "quando oportuno", se proceda ao saneamento financeiro da empresa e à reposição do seu capital próprio. À empresa pede-se que pondere a eliminação de "benefícios, subsídios e prémios que não incrementam nem a produtividade nem a qualidade do desempenho".»

...

A Carris, na parte que me interessa, continua a ter 3 defeitos graves:

1. Transporta os passageiros como se de gado se tratasse.
2. Não cumpre horários.
3. Polui sistematicamente o ar que respiramos.

São contas de outro rosário, sei.

9 de Nov de 2009

Lisboa secular





Caros Amigos,


A primeira imagem ilustra um caso positivo de "conservação" com respeito para tipologias e materiais.( no entanto o indispensável cabo-liana pendurado, não podia faltar no horizonte Lisboeta)

Já perceberam onde é . Em frente desenvolve-se esta magnifica ruela. Este é um exemplo de um dos "arcos" de entrada de Alfama.

Agora que "se ouvem" rumores de uma maior apreciação turística de Lisboa baseada na autenticidade, o estado destes "Arcos" no que respeita a higiene é frequentemente lamentável, pois são utilizados como depósito de lixo.

Ainda uma outra imagem de um outro "Arco" com magnifica muralha medieval e edificado agregado de forma orgânica e pitoresca.Cheguei a ver a magnifica varanda com "machicoulis" defensivo ",coroada" com uma janela de aluminio.

E para terminar uma imagem de uma grave, mas frequente, "pseudo-recuperação", ilustração de uma confusa ausência de valores e referências. Pequeno edifício na zona da Casa dos Bicos e do prédio das "varandas", completamente "plastificado", "assucatado" e "achurrascado", com cantarias pintadas, as famigeradas janelas de pvc-plástico, cabos pendurados como lianas, conhecido "cacho" de caixotes de ar condicionado ... São precisamente conjuntos de edifícios desta pequena escala, que determinam a imagem patrimonial de uma cidade europeia com Património Secular ... Aqui, em Lisboa, cada um faz o que quer.

Saudações Lisboetas e preocupadas.



António Sérgio Rosa de Carvalho

Cave da Estação do Oriente serve de "casa" para dezenas de pessoas

In Joranl de Notícias (8/11/200)
CRISTIANO PEREIRA E CATARINA CRUZ


«No piso -2, da galeria pedonal da Estação do Oriente, em Lisboa, há um túnel de acesso ao terminal rodoviário.

É um corredor com cerca de 80 metros e onde diariamente dormem dezenas de pessoas deitadas em cartões e embrulhadas em cobertores. Gente sem casa, sem dinheiro, muitos sem família, à deriva. Cada um tem o seu drama: falta de emprego, doenças, problemas de documentação, por aí fora. Há portugueses, africanos, romenos, indianos. São quase todos homens, dos 20 aos 70 anos. Mas há, também, quem tenha trabalho, mas ali viva temporariamente até conseguir juntar o suficiente para conseguir pagar um quarto. O JN passou algumas noites junto destes Sem Abrigo e tentou perceber o que ali os levou e o que pretendem fazer para dali sair.

Alguns deles têm um aspecto perfeitamente normal, longe da imagem pré-concebida que vem à mente de cada vez que pensamos num sem abrigo. Quem se cruzar na rua com Fernando, de 22 anos, jamais pensará que dorme num corredor de uma estação. Mas pernoita ali "já lá vai um ano e tal". Fernando vivia nas Beiras. Os pais morreram e os tios não gostavam dele. Mudou-se para Lisboa à procura de melhor sorte. Sem dinheiro, sem amigos e sem tecto onde dormir. "Passava as noites a tentar adormecer nos autocarros nocturnos", conta. Numa dessas noites, o autocarro levou-o à Gare do Oriente. "Estava um bocado assustado, com medo de adormecer, mas na segunda noite houve um senhor que veio ter comigo para me dar um cobertor e perguntar se eu tinha fome". É visível a solidariedade e espírito de entre-ajuda entre aqueles que ali dormem. O JN testemunhou, por várias ocasiões, a partilha de alimentos, cobertores, pedaços de cartão. "Somos unidos", confirma Fernando. "Comemos o que temos, partilhamos o que temos: se só tivermos uma sandes, a sandes é partida ao meio". (...)»

Incêndio em edifício que Refer tem devoluto há anos

In Público (9/11/2009)

«As labaredas tomaram ontem conta dos últimos pisos do edifício apalaçado que a Rede Ferroviária Nacional (Refer) mantém devoluto nas imediações do Museu do Azulejo, em Lisboa, há vários anos.

Situado na Travessa do Recolhimento Lázaro Leitão, o antigo infantário da CP encontrava-se desactivado desde 2002 ou 2003, de acordo com informações da empresa responsável pelas infra-estruturas ferroviárias nacionais - cuja porta-voz não conseguiu, por ontem ser domingo, obter informações sobre o destino que vai ser dado ao imóvel. De acordo com a mesma fonte oficial, o incêndio terá deflagrado ao nível do sótão, ignorando-se a sua origem. "Provocou alguns estragos, mas não afectou a estrutura do edifício", explicou. Uma moradora da mesma rua conta que o local era frequentado por toxicodependentes, algo que a porta-voz da Refer nega: "As portas estavam fechadas e não havia sinais de intrusão. O edifício estava fechado, não abandonado." Os bombeiros - num total de 25 elementos e seis viaturas - foram chamados às 18h40, tendo demorado mais de uma hora a combater as chamas. A.H.»

Câmaras mais dependentes do imobiliário na Grande Lisboa

In Público (9/11/2009)
Por Jorge Talixa

«Autarquias de Lisboa e Vale do Tejo possuem características muito próprias na forma como obtêm e gastam os seus recursos financeiros

Península de Setúbal gasta mais com pessoal

As câmaras da Grande Lisboa dependem mais dos impostos directos e dos ligados ao imobiliário, liderados pelo concelho de Cascais. Esta é uma das conclusões de um estudo sobre a execução orçamental dos 51 municípios da região de Lisboa e Vale do Tejo.

O estudo Câmaras da Região de Lisboa e Vale do Tejo-Análise Financeira da Execução Orçamental 2006/2007, realizado no âmbito da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) de Lisboa e Vale do Tejo, foi coordenado por Carlos Santos Sousa e Carla Gonçalves. No documento admite-se que uma avaliação de dois anos é "insuficiente para se projectar uma tendência de evolução", mas sublinha-se que o poder local tem sofrido "importantes mudanças", com um significativo aumento das verbas movimentadas, especialmente fruto das suas novas atribuições e competências.

O estudo divide os 51 municípios da região em cinco zonas principais - Grande Lisboa (oito concelhos do Norte da área metropolitana), Península de Setúbal (nove municípios da AML), Lezíria do Tejo, Médio Tejo e Oeste -, com desigualdades demográfica e económico-social, mas sujeitas a uma polarização metropolitana.

Em 2006, estas 51 câmaras geraram uma receita total de 2303 milhões de euros, valor que subiu cinco por cento no ano seguinte, enquanto as despesas aumentaram dois por cento. O decréscimo proporcional no investimento está relacionado com a diminuição de fundos comunitários.

Os autores do estudo, concluído no passado Verão, avaliaram o peso das receitas ligadas ao imobiliário nos orçamentos municipais. E os resultados não fugiram muito ao esperado, mas salientam que esta é, porventura, a fonte de receita "mais exposta às oscilações conjunturais da economia". Classificando como imobiliário as verbas de IMI e de IMT e as taxas de loteamentos e obras, o documento conclui que os municípios da Grande Lisboa são claramente mais dependentes destes recursos. Quatro deles - Cascais (62%), Loures, Sesimbra e Odivelas - têm mesmo mais de metade das suas receitas de 2007 nesta origem. No plano oposto, o Sardoal não vai além dos seis por cento, seguido por Vila Nova da Barquinha e Chamusca, com oito. A Grande Lisboa dependia no exercício de 2007 em 46% das receitas do imobiliário, seguida pela Península de Setúbal, com 45, o Oeste com 33, a Lezíria, com 26, e o Médio Tejo, com 21.

Investimento no Oeste

As câmaras do Oeste - 31 por cento das suas receitas totais em 2006 e 30% no ano seguinte - e do Médio Tejo - 36% em 2006 e menos dez por cento no ano seguinte - foram as que mais canalizaram verbas para investimento. Seguem-se as câmaras da Lezíria, com 27% em 2006 e 20 no ano seguinte. A Península de Setúbal desceu, no mesmo período, de 19 para 18% e a Grande Lisboa subiu de 14 para 15%, o que significa que, em média, são estes municípios mais populosos que menor parcela das suas receitas destinam ao investimento.

As câmaras da Grande Lisboa são as que mais dependem dos impostos directos (IMI, IMT, imposto sobre veículos e derrama) - 56% das receitas anuais em 2007 - e mais marcantes em municípios como Cascais, Oeiras (mais de 60%), Lisboa, Sintra e Odivelas (50 a 60%). As autarquias da Lezíria e do Médio Tejo são as mais dependentes das transferências do Orçamento do Estado e de fundos comunitários. Sardoal, Ferreira do Zêzere, Vila Nova da Barquinha, Constância e Chamusca não atingem dez por cento de receitas de impostos directos e dependem muito das transferências (78% no Sardoal e 70% em Ferreira do Zêzere).»

...

Pois é e o pior é o resto, e esse já sabemos o que é. Quando é que acaba? Talvez nunca.

8 de Nov de 2009

LISBOA: 1 mês depois das eleições



Propaganda no Largo do Carmo, 1 MÊS após o último acto eleitoral.

Tudo isto ocorre num local onde é proibido afixar publicidade ou propaganda. O Chafariz do Carmo, assim como o Convento e Igreja do Carmo estão classificados "Monumento Nacional" desde 1910 e 1907 respectivamente. Esta zona urbana está ainda classificada como "Imóvel de Interesse Público" desde 1978.

Moradores sem paciência para as festas na Jukebox

Os moradores da Rua da Fé, em Lisboa, estão impacientes com o comportamento dos jovens que frequentam as festas Jukebox. Dizem que partem garrafas e que armam desacatos. A organização fala em "gente pacata".

São festas já famosas no circuito rock'n'roll: todas as matinés de sábado, um antigo ginásio da Sociedade Filarmónica João Rodrigues Cordeiro, em Lisboa, é cenário das festas Jukebox, evento que junta centenas de jovens adeptos do rock alternativo de inspiração gótica e vagamente punk e uma pequena representação da tribo do heavy metal.

O sucesso da Jukebox é visível: enquanto lá dentro muitos dançam, não falta gente na rua, sentada, a conviver, no "engate", enfim, a rock'n'rollar. Só que os vizinhos andam inquietos.

"Começamos a ter aqui problemas com desacatos que se criam e situações de sexo ao vivo", disse, ao JN, José Silva, que mora "parede com parede" com a colectividade. Diz estar cansado dos excessos da juventude. "Eles chegam a um ponto em que estão de tal forma alcoolizados que não ligam a mais ninguém", acusou, citando um caso recente de duas raparigas que foram apanhadas a fazer sexo oral à porta de sua casa. Mais ainda: "Eles partem as garrafas de cerveja contra as paredes e urinam na via pública".

"Nós, moradores, estamos fartos de tentar um bom diálogo", lamentou José Silva. Conta que, há uns dias, foi chamar a atenção a uns jovens que estavam a partir garrafas. "Ainda fui cuspido e agredido", desabafa.

O morador disse ao JN que está a preparar um abaixo-assinado para entregar na Câmara e frisou que a intenção não é fechar a colectividade: "O que nós gostaríamos é que o directores da colectividade chegassem à conclusão que há outras hipóteses de sobrevivência que não esta que cria confusão", explicou. José Silva recordou que não há muito tempo foi falar com um dos jovens que organiza estes eventos. "Mas ele disse-me: "Ó bacano, faz queixa a quem quiseres porque o meu pai é da ASAE!", contou, revoltado.

"Os exaustores do local onde fazem o evento dão para o meu jardim", confessou ainda, "e se eu quisesse fumar uma ganza bastava encostar a minha cara junto à saída dos exaustores!".

O JN passou ontem pelo local onde se realizava mais uma festa. O ambiente estava animado, é certo, mas não testemunhámos qualquer problema ou situação anormal: basicamente era juventude a divertir-se normalmente. Pormenor relevante: ninguém podia sair para a rua com garrafas de vidro; o porteiro, jovem vagamente metaleiro, fazia questão de verter a cerveja para um copo de plástico.

Dina Pereira, uma das responsáveis pela festa, refutou as acusações dos moradores e disse que ali a juventude "é gente pacata". Assume, todavia, que possam ser partidas garrafas na rua mas lembra que são trazidas de outros locais. Além disso, frisou que no final de cada festa, há sempre alguém da organização que vai à rua limpar o lixo ali deixado.

In JN

CARRIS

http://www.tcontas.pt/pt/actos/rel_auditoria/2009/audit-dgtc-rel030-2009-2s.pdf

Relatório de auditoria do Tribunal de Contas, sobre a CARRIS.

Dados impressionantes e preocupantes; entre 2003 e 2007 a CARRIS perdeu cerca de 40.000.000 de passageiros, mas o seu endividamento aumentou exponencialmente.

7 de Nov de 2009

POSTAIS DA BAIXA: Rua da Padaria




Os vãos de um andar nobre num prédio de rendimento pombalino reduzidos a isto. Será que o Darwin explica esta evolução? Baixa pombalina: Imóvel de Interesse Público mas em vias de ser classificado «Monumento Nacional». É isto que queremos candidatar a Património Mundial da Humanidade? É esta a cidade onde queremos viver?

Pintor não foi em tempos uma profissão..?



(clique para ampliar)
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....ou alguém usou o cabo do pincel ?

PIC-NIC nos passeios do ROSSIO



Os proprietários do Snack-Bar PIC-NIC no Rossio são particularmente abusadores do espaço público. Desde a paragem de autocarros até às árvores, tudo serve para "arrumar" os equipamentos da esplanada. Com o final do verão, as cadeiras da esplanada são simplesmente empilhadas e acorrentadas ao tronco das árvores. Por sua vez, a esplanada duplica de dimensão ao domingo, invadindo o passeio todo. Fica apenas um estreito canal que mal deixa passar uma pessoa. Provavelmente o actual número de cadeiras e mesas não corresponde ao licenciado pela CML. As pessoas com mobilidade reduzida são completamente ignoradas. Inaceitável.

As esplanadas são um dos casos crónicos da Baixa: na sua maioria, são feias, sujas, desarrumadas, desalinhadas, carregadas de publicidade, de cores berrantes e com ar desleixado. E falta ainda referir os horrivéis dispositivos de plástico para os "menus", quase sempre oferecidos por marcas de refrigerantes e de cervejas. O que é fabricado para um bar de praia ou de subúrbio é aplicado nas ruas da Baixa, classificada pelo Estado como Imóvel de Interesse Público (e candidata a Património Mundial pela UNESCO...).

6 de Nov de 2009

Ritz Clube. Att. da CML:






Hoje está à venda, como se atesta aqui, descrito como "oportunidade a não perder".

Em 2005 eram só esperanças, houve protestos e mobilização mas a CML, nicles, chutou para o lado, apesar do imóvel ter estado para ser classificado, até que há pouco tempo o IGESPAR decidiu encerrar o processo de classificação em curso.

É uma pena que estando o Plano de Pormenor do Parque Mayer não tenha em consideração esta sala carismática da "noite lisboeta" quando ela até está a pouquíssimos metros da zona abrangida pelo PP, i.e, na Rua da Alegria. Que diabo, não há forma de salvar aquilo?


Fotos: antigas e recentes

Casa da Rua de Alcolena / É preciso não desmobilizar (1)





5 de Nov de 2009

Lisboa: obras no metro encerram túnel

A saída do Túnel da Avenida João XXI para a Avenida Almirante Reis, em Lisboa, vai estar fechada durante 18 meses. O encerramento é motivado pelas obras que decorrem no metro e começa no dia 12.

Os trabalhos de remodelação e ampliação da estação do Areeiro não vão implicar o desvio do trânsito para outras vias, de acordo com fonte da autarquia à Agência Lusa. A circulação poderá ser feita à superfície. Quem entrar na João XXI no Campo Pequeno poderá virar à direita para a Almirante Reis.

Não está previsto qualquer fecho da estação do Areeiro na sequência desta obra, referiu o Metropolitano de Lisboa
In TVI24.iol.pt

Ainda fica a faltar Arroios para poderem circular 6 carruagens na linha verde, não há meio de deixar de ser tudo "às pinguinhas" com o metro de Lisboa?

QUIOSQUE VOMITANDO PUBLICIDADE


O feio quiosque degradado e vandalizado vai ser em breve susbtituído por outro, igualmente feio mas novinho em folha (será mais um presente envenenado da Cemusa ou da JCDecaux). Os novos, ao contrário dos modelos anteriores que "só" permitiam a instalação de um máximo de dois painéis para publicidade, têm um sofisticado dispositivo que permite publicitar um total de 8 posters por meios mecânicos. Na outra imagem podemos observar um desses novos modelos em plena acção, vomitando publicidade para o Largo do Chiado. Em que outro centro histórico da UE se permitem estas regalias? E se formos analisar o design do objecto em si e a sua adequação ao ambiente histórico...
Uma iniciativa interessante encontrada através concorrência (saudável) do menos1carro.blogs.sapo.pt.

http://www.petitiononline.com/msulexpo/petition.html

"Na sequência da reformulação da mobilidade no Parque das Nações, os peticionários requerem às entidades competentes, em particular:

Transtejo/Soflusa
Autoridade Metropolitana dos Transportes
Parque Expo
Câmara Municipal de Lisboa
Câmara Municipal de Almada
Câmara Municipal do Montijo
Câmara Municipal do Seixal
Câmara Municipal do Barreiro

Pela reabertura das ligações fluviais margem Sul - Parque das Nações

De 1998 até 2002 a Transtejo/Soflusa operou transporte fluvial de passageiros dos municípios da margem Sul do Tejo directamente até ao Parque das Nações, tendo fechado estas linhas por alegada falta de procura.

Com o aumento em muitas ordens de grandeza de número de postos de trabalho nesta zona (note-se que é a zona de Lisboa em que o número de postos de trabalho mais tem aumentado desde 2002), assistimos hoje a uma sobrelotação e exponencial aumento da frequência das carreiras 782 e 28 da Carris que transportam passageiros chegados da margem Sul do Tejo ao terminal fluvial do Terreiro do Paço. A acrescer a estes, há todos aqueles que escolhem a opção de transporte individual.

Somos de opinião de que nada descongestionaria e melhoraria mais a rede viária da grande Lisboa em geral e do Parque das Nações em particular do que a re-abertura de linhas de transporte colectivo fluvial desde a margem Sul residencial à zona laboral do Parque. Para mais, isto implicaria uma significativa melhoria da qualidade de vida dos milhares de trabalhadores do Parque das Nações residentes na margem Sul do rio Tejo.


A nossa recomendação mais veemente é pois que Vossas Excelências, em conjunto com as outras entidades a quem o assunto respeita, estudem convictamente a reabertura de tais canais de transporte.

Atenciosamente, os signatários:"

Autarca do PSD agredido no último dia do mandato

In Diário de Notícias (5/11/2009)
por ISALTINA PADRÃO

«Presidente da Junta de Benfica acusa o seu homólogo de S. Domingos de Benfica de agressão. Este diz que foi o primeiro quem agrediu mas... o seu irmão gémeo.

Guerras políticas estão na origem de uma troca de acusações graves entre o presidente da Junta de Freguesia de Benfica, Domingos Pires, de 71 anos, e o da Junta de Freguesia de São Domingos de Benfica, Rodrigo Gonçalves, de 35 - ambos do PSD. O primeiro garante que foi "bárbaramente agredido" pelo segundo. Este, por sua vez, assegura que a única vítima de violência física por parte de Domingos Pires, é o seu irmão gémeo, que terá sido confundido consigo.

O que quer que tenha sucedido, e que ainda está por explicar, terá sido pelas 10.00 de ontem, em Benfica, Lisboa. Ao DN, Domingos Pires descreve o que lhe terá acontecido como resultado de "ciumeiras políticas". O ainda autarca - que passa hoje o testemunho ao PS, que ganhou as últimas eleições - garante quetudo aconteceu quando saiu da junta para visitar uma obra. Um carro parou junto de si e foi "alvo de uma violenta e traiçoeira agressão, a pontapé e a murro, levada a cabo pelo deputado municipal da Câmara Municipal de Lisboa, Pedro Miguel Duarte dos Reis, de elevada estatura, e pelo presidente da Junta de Freguesia de S. Domingos de Benfica, Rodrigo Nuno Elias Gonçalves". (...)»

...

LOL

'Príncipe Real Live' até domingo

In Diário de Notícias (5/11/2009)
por LUSA


«Degustações, apresentações de dança e música, lançamentos de produtos e exposições vão animar entre hoje e domingo as lojas do Príncipe Real (Lisboa), um "centro comercial ao ar livre" que quer fomentar uma "imagem de charme".

Fruto de uma parceria entre os lojistas da zona, o Príncipe Real Live vai prolongar até às 23.00 o horário de algumas dezenas de estabelecimentos da Rua D. Pedro V, da Praça do Príncipe Real e da Rua da Escola Politécnica. Durante os quatro dias haverá espectáculos de ópera e animação de rua, incluindo uma apresentação do Chapitô. (...)»

Chegado por e-mail:



Boa noite,

Tenho 40 anos e sou um cidadão com mobilidade reduzida, que necessita de deslocar-se numa cadeira de rodas eléctrica. Resido há 12 anos em Xabregas e desloco-me diariamente para o meu local de trabalho na Praça do Comércio, utilizando os transportes públicos, designadamente os autocarros da Carris, sendo que as viaturas equipadas com rampa de acesso para PMR (pessoas com mobilidade reduzida) apenas circulam na Avenida Infante D. Henrique. Trata-se de carreiras expresso cuja paragem alternativa mais próxima é na Estação de Santa Apolónia. No passeio onde se situa a paragem da Carris foi colocado, há já largos anos, um sinal de trânsito assente em duas vigas metálicas desmesuradamente grandes para o já de si estreito acesso, situado perto da esquina entre a R. da Manutenção e da referida avenida.

Há já cerca de um mês, ocorreu um acidente de viação, que vergou uma das vigas do sinal obrigando, por exemplo, qualquer mãe transportando um carrinho de bebé a descer o passeio para a movimentada avenida e, no meu caso concreto, impossibilitando-me o acesso à paragem, seja por entre as vigas, como habitualmente fazia, seja contornando o sinal, uma vez que a distância até ao extremo do passeio é de, literalmente, apenas alguns centímetros. Assim, para aceder à paragem tenho de realizar diariamente um percurso alternativo, que se traduz em entrar em contra-mão, a partir de um ponto de acesso de um posto de abastecimento de gasolina até a um ponto em que o passeio é suficientemente baixo para a cadeira poder subir, arriscando-me a colidir com um dos autocarros que percorrem o corredor BUS ou um dos carros que se desvie para a faixa BUS para se abastecer de combustível.

Contactada a Junta de Freguesia do Beato, fui informado de que o assunto ultrapassava as suas competências, remetendo a resolução do problema para a Câmara Municipal. É com alguma tristeza que constato que o nível de representação local mais próximo - e cujo Presidente é por inerência de funções deputado da assembleia municipal e, certamente, melhor conhecedor da estrutura orgânica da C.M. de Lisboa - não possa diligenciar no sentido de resolver um tão simples problema.

Anteontem, fui simpaticamente abordado por um dos vossos bloggers, no sentido de melhorar um outro ponto de acesso ao meu local de residência, com quem acabei por desabafar sobre a situação que relatei e que me instou a expor a situação no vosso blog.

E é nesse sentido que vos contacto agradecendo, desde já, a vossa colaboração e a influência que um movimento altruísta de cidadãos, como o vosso, no ciberespaço possa conduzir a uma maior rapidez na solução de problemas deste quase risível grau de simplicidade e que o Poder Público parece persistir em relegar para segundo plano.

Envio em anexo duas fotos representativas da situação que descrevo.

Cordiais saudações,

João Miguel Simões

Canal Lisboa em 16 vídeo-painéis para informar turistas e munícipes

In Público (5/11/2009)
Por Inês Boaventura

«Contribuir para a promoção turística da cidade e para fornecer informações úteis aos cidadãos é o objectivo do sistema que já entrou parcialmente em serviço


Dezasseis vídeo-painéis instalados em alguns dos locais da capital com "maior afluxo de trânsito e de peões" estão já a emitir, 20 horas por dia, o Canal Lisboa, um instrumento de promoção turística da região criado pela Associação Turismo de Lisboa (ATL). Nas próximas semanas alguns dos conteúdos, por enquanto exibidos apenas em português, passarão a ser divulgados em espanhol e em inglês. Em Janeiro o número de vídeo-painéis disponíveis nas ruas da cidade subirá para 18.

O Canal Lisboa, que ontem foi apresentado formalmente, pretende afirmar-se como "um meio privilegiado de informação e de divulgação de temas de interesse geral, municipal, cultural e turístico sobre a cidade e a região", afirmam os responsáveis pela Associação de Turismo de Lisboa.

Segundo Mário Machado, presidente adjunto da ATL, transportes, produtos turísticos, monumentos e espectáculos, trânsito e meteorologia são algumas das rubricas com lugar habitual no canal, que também transmitirá notícias e informações práticas sobre temas úteis para os munícipes.

Mário Machado referiu que a instalação e funcionamento do novo sistema informativo representa um investimento de três milhões de euros, que a associação que dirige acredita que poderá ser rentabilizado através da utilização dos vídeo-painéis, colocados "nas artérias mais movimentadas", também como suporte publicitário.

Seis desses equipamentos foram arrendados à própria Câmara Municipal de Lisboa - que preside à ATL e é a sua principal financiadora, para lá de numerosas empresas e entidades ligadas ao turismo -, dez foram adquiridos a uma empresa e recuperados e dois (na Avenida da Índia e junto ao Jardim Zoológico) estão a ser instalados e deverão entrar em funcionamento dia 1 de Janeiro.

Já a emitir o Canal Lisboa, diariamente entre as 6h00 e as 2h00, estão os vídeo-painéis do Viaduto Duarte Pacheco, Alcântara, Rua Braamcamp, Amoreiras, Praça de Espanha (dois), Parque das Nações, Rato, Avenida Fontes Pereira de Melo, Avenida das Forças Armadas, Praça de Londres, Segunda Circular, Avenida da República, Avenida Almirante Gago Coutinho, Avenida 24 de Julho e Cais do Sodré. Os conteúdos emitidos, que Mário Machado sublinha que se destinam não só aos turistas mas também aos munícipes, são da responsabilidade de uma equipa da ATL.»

...

Muito sinceramente, acho que nenhum turista olha para esses painéis. Quem olha, aposto, são os condutores matinais e aqueles que regressam a casa ao fim da tarde, o que, naturalmente, se tornará perigoso. Julgo que apenas se trata de um bom negócio, para quem não sei.

Costa exige "intervenção" da Câmara de Lisboa na gestão da Carris e do metro

In Público (5/11/2009)
Por Inês Boaventura

«O presidente da Câmara de Lisboa afirmou ontem que a autarquia não pode continuar "fora" da gestão da Carris e do Metropolitano, considerando que esta deve ser uma das "áreas prioritárias" da descentralização de competências do Estado. A transferência da tutela dessas empresas, a participação da autarquia na sua gestão ou a transformação das transportadoras em "meras concessionárias" ao seu serviço foram as hipóteses avançadas por António Costa, que recusou adiantar qual o modelo pelo qual vai lutar.

"Não somos um concelho igual aos outros. É uma coisa de que os outros concelhos têm noção e só o Estado é que aparentemente não tem", disse o presidente da câmara num encontro com os jornalistas para assinalar o primeiro dia do seu mandato, referindo que "90 por cento da actividade da Carris e do Metropolitano de Lisboa, para não dizer 99, se centra no concelho". Por isso, defendeu Costa, "uma intervenção na sua gestão é essencial".

E em que moldes se faria essa intervenção? Isso o autarca recusou especificar, com o argumento de que não queria fazer qualquer declaração "que condicione o bom andamento das negociações" com o novo ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações. Seja qual for o modelo que eventualmente venha a ser adoptado, diz Costa, "uma coisa é certa e tem que acontecer": "a definição da rede de transportes públicos tem que ser competência do município".

Ainda no capítulo da reforma administrativa, o responsável reafirmou que pretende delegar nas freguesias competências em domínios como a gestão do espaço público, a varredura e lavagem das ruas e alguns licenciamentos, mas frisou que para isso é necessário que haja "uma escala mínima". Nesse sentido, Costa garantiu que vai "promover e fomentar" aquilo que designou como "a associação voluntária de freguesias" de menor dimensão.

Ontem, o autarca avisou também que quer acabar com a prática que vigorou nos últimos dois anos, contrariando aquilo que vinha acontecendo nos anteriores mandatos, de apreciar nas reuniões da câmara a generalidade dos processos de licenciamento urbanístico. Costa diz que esse modelo funcionou como "um mecanismo de burocratização" e defende que deve ir a sessão camarária apenas "o que é importante".

O autarca voltou a sublinhar a sua "disponibilidade" para atribuir pelouros a Ruben de Carvalho, o único eleito da CDU, dizendo que "a cidade de Lisboa tinha muito a ganhar" com isso: "Se e quando a quiser utilizar, a porta está aberta e cá estamos", disse Costa. Uma possibilidade que o presidente explicou que não é extensível à equipa de Santana Lopes: "Há uma maioria e há uma oposição e depois há o vereador Ruben de Carvalho."»

4 de Nov de 2009

A única «novidade» e «mérito» do partido MMS?


Para um partido que sempre clamou ser «diferente», o mms revelou ser apenas mais outro partido, igual a todos os outros particularmente na falta de respeito pelo espaço público e pelo património classificado. Foi o único partido que COLOU cartazes nos passeios de Lisboa. E atrevimento não lhe faltou nesta péssima novidade como se pode ver pelos cartazes no passeio mesmo em frente do edifício central da CML (Campo Grande 25). Mas cartazes como este ainda podem ser vistos em toda a Baixa, Chiado, Marquês de Pombal, Alvalade, Campo de Ourique, etc.. Junto a Monumentos Nacionais, Escolas e Centros de Saúde. Entretanto já passaram quase 4 semanas sobre o último acto eleitoral. Mais uma vez, a Comissão Nacional de Eleições não actua.
Entretanto, os cartazes estão a ficar degradados, pondo em risco a segurança de pessoas. Agora na época das chuvas, e na eventualidade de cidadãos sofrerem acidentes devido à superfície escorregadia dos autocolantes, o mms irá assumir as suas responsabilidades?

Quando é que o mms vai retirar todos estes cartazes do espaço público? Não podem esperar que seja o Departamento de Higiene Urbana e Resíduos Sólidos da CML a executar tal serviço.

Há que seguir os bons exemplos....

"1000 ULTIMATE TRAVEL EXPERIENCES" - Para quando a reabertura do E-24?

Exmo. Senhor Presidente da CML,
Dr. António Costa,



Em primeiro lugar as nossas saudações pela tomada de posse como presidente da Câmara Municipal de Lisboa. Votos de bom trabalho.

Neste primeiro dia de trabalho, chamamos novamente atenção para o eléctrico 24 inaugurado a 2 de Novembro de 1907. Anteontem deviamos todos ter celebrado os seus 102 anos. Mas a promessa da reposição do eléctrico 24 (Cais do Sodré / Campolide) continua por cumprir apesar de ser cada vez mais evidente a importância dos eléctricos tanto para a mobilidade sustentável como para o desenvolvimento do Turismo de qualidade.

O eléctrico 28 foi seleccionado pela editora inglesa ROUGH GUIDE como uma das 1000 experiências mais importantes do mundo. Segue em baixo o texto na íntegra publicado na capítulo dedicado a Portugal. Este novo reconhecimento internacional vem reforçar a validade do projecto de devolver a Lisboa algumas das linhas de eléctricos encerradas no passado recente de que é exemplo o eléctrico 24.

Esperemos que muito em breve a CARRIS e a CML anunciem a boa notícia do regresso do eléctrico 24 aos carris de Lisboa, para o qual entregámos a V.Exa. no ano passado esta petição http://cidadanialx.blogspot.com/2008/05/entrega-de-petio-preabertura-do.html .

Com os melhores cumprimentos,



Fernando Jorge, Paulo Ferrero e Júlio Amorim



1000 ULTIMATE TRAVEL EXPERIENCES
MAKE THE MOST OF YOUR TIME ON EARTH
A Rough Guide to the World
London, 2008

PORTUGAL:
-Clearing your calendar for bacalhau
-Exploring mystical Sintra
-Learning to surf on the Atlantic coast
-In search of the perfect tart
-Stop! It's hammer time at the Festa de São João
-Tram 28: taking a ride through Lisbon's historic quarters

«Tram 28: taking a ride through Lisbon's historic quarters»

Just as you should arrive in Venice on a boat, it is best to arrive in Lisbon on a tram, from the point where many people leave it for good: at Prazeres, by the city's picturesque main cemetery. Get a taxi to the suburban terminus of tram 28 for one of the most atmospheric public-transport rides in the world: a slow-motion roller coaster into the city's historic heart.

Electric trams first served Lisbon in 1901, though the route 28 fleet are remodelled 1930s versions. The polished wood interiors are gems of craftsmanship, from the grooved wooden floors to the shiny seats and sliding window panels. And the operators don't so much drive the trams as handle them like ancient caravels, adjusting pulleys and levers as the streetcar pitches and rolls across Lisbon's wavy terrain. As tram 28 rumbles past the towering dome of the Estrela Basilica, remember the famous bottoms that have probably sat exactly where you are: the writers Pessoa and Saramago, the singer Mariza, footballers Figo and Eusebio.

You reach central Lisbon at the smart Chiado district, glimpses of the steely Tagus flashing into view between the terracotta roof tiles and church spires. Suddenly you pitch steeply downhill, the tram hissing and straining against the gradients of Rua Vitor Cordon, before veering into the historic downtown Baixa district. Shoppers pile in and it's standing room only for newcomers, but those already seated can admire the row of traditional shops selling sequins and beads along Rua da Conceicao through the open windows.

Now you climb past Lisbon's ancient cathedral and skirt the hilltop castle, the vistas across the Tagus estuary below truly dazzling. The best bit of the ride is yet to come though, a weaving, grinding climb through the Alfama district, Lisbon's village-within-a-city where most roads are too narrow for cars. Entering Rua das Escolas Gerais, the street is just over tram width, its shopfronts so close that you can almost lean out and take a tin of sardines off the shelves. »

Imagem: o eléctrico 24 em 1983 na Rua D. Pedro V

Laranjeiras de Alvalade

Chegado por e-mail:

informação enganosa da cml pretende justificar o injustificável

Blogue: laranjeiras de alvalade

Mensagem: Informação enganosa. Retirada de 18 árvores da Praça de Alvalade

Hiperligação: http://laranjeirasalvaladelisboa.blogspot.com/2009/11/informacao-enganosa-retirada-de-18.html
--

Plano de Pormenor do Parque Mayer

Resposta do Gabinete do Vereador Manuel Salgado ao nosso comunicado:









Texto corrigido. Obrigado, JSC!

3 de Nov de 2009

Chafariz da Esperança: de Costas para um Monumento Nacional

Recebemos da Presidência da CML a seguinte resposta à nossa denúncia do cartaz de propaganda instalado ilegalmente em frente ao Chafariz da Esperança (Monumento Nacional):

«Encarrega-me o Senhor Presidente da CML de agradecer o e-mail que V. Excelência teve a amabilidade de enviar, bem como informar que a denúncia foi enviada para o Partido Socialista que é a entidade responsável pela colocação do cartaz.

Com os melhores cumprimentos,

O Adjunto do Gabinete

Miguel Alves»

2-11-2009

Imagens positivas, exepcionais num mar de híbrido, e doseadamente um exemplo inaceitável, mas que infelizmente constitui a maioria.








Caros Amigos,


Mais umas imagens positivas, mas de carácter exepcional numa Lisboa cada vez mais hìbrida e "assucatada" ao nivel dos materiais e tipologias, nos edificios históricos.

Estas intervenções positivas, a maior parte delas, além de algumas imagens da Baixa, são no Castelo e da responsabilidade das Unidades de Projecto da C.M.L.

Como já disse, as intervenções das Unidades de Projecto, são as que, apesar de tudo, mais se aproximam no caos que impera, do 'restauro'.

Como acção psicológica estratégica, e doseando, só uma imagem de um caso inaceitável, o da porta pvc-plástico ao lado de uma livraria que pretende ser uma referência sobre o tema de Lisboa. E, ainda por cima, no ponto focal, de quem sobe em direcção ao Largo das Portas do Sol. Onde está a C.M.L.??!?

Reparem que a pequena janela por cima da porta, ainda lá está correctamente, em tipologia e materiais.


P.S. O exemplo das portas e janelas no castelo, exige conservação atenta e regular em pintura e massa. É isso que se faz lá fora.


Saudações Lisboetas e preocupadas.

António Sérgio



Câmara pede dois milhões ao metro pela ocupação da Alameda com estaleiro

In Público (3/11/2009)
Por Inês Boaventura

«A expansão da Linha Vermelha entre a Alameda e São Sebastião já abriu, mas ainda há vários espaços públicos em Lisboa rodeados de tapumes e ocupados com materiais da obra

Requalificação da Praça de Alvalade termina este mês
Árvores retiradas


A Câmara de Lisboa requereu ao Metropolitano de Lisboa o pagamento de cerca de dois milhões de euros pela ocupação com um estaleiro de parte significativa da Alameda de D. Afonso Henriques, situação que se verifica há mais de cinco anos e que, tal como noutros locais da cidade, se arrasta vários meses para além da conclusão das obras.

Mais do que a Avenida do Almirante Reis, que a rasga, é o estaleiro do metro que marca a existência de duas realidades distintas na Alameda: de um lado, há um parque infantil e um relvado que se estende até à Fonte Luminosa, enquanto do outro há um rectângulo feito de tapumes cobertos de graffiti, no interior do qual se vêem contentores, carros estacionados com direito a uma cobertura para protecção do sol e materiais de construção mas nenhum tipo de actividade visível que justifique a sua permanência.

Os trabalhos de prolongamento da Linha Vermelha entre a Alameda e São Sebastião arrancaram em 2004 e, depois de várias derrapagens de prazos e custos, chegaram ao fim em Agosto deste ano. "Enquanto a obra durou, era um mal necessário; agora é um mal desnecessário", diz Rui Pessanha da Silva, presidente da Junta de Freguesia de São João de Deus, referindo-se ao estaleiro que se prolonga até ao Instituto Superior Técnico e que o autarca não acredita que seja removido até ao próximo ano.

Caos anunciado

O metropolitano não esclareceu os motivos para o arrastamento da situação. Já a Câmara de Lisboa fez saber, através do assessor de imprensa do vereador José Sá Fernandes, que "notificou o metro para proceder ao licenciamento do estaleiro, solicitando o pagamento de cerca de dois milhões de euros, referentes às taxas de ocupação do espaço público". "Esta matéria está neste momento em discussão", disse a mesma fonte, sem avançar quando é que o espaço será desocupado.

Na zona do Saldanha, repete-se a ocupação do espaço público já depois de terminadas as obras de prolongamento da Linha Vermelha. Nas imediações da praça, há pelo menos três áreas, duas delas isoladas com tapumes e redes metálicas e uma terceira desde há alguns dias coberta com um plástico preto, ocupadas com materiais de construção e detritos como restos de vassouras ou latas de tinta.

Na Avenidada República a circulação automóvel continua a fazer-se de forma provisória, como indica a cor amarela dos pilaretes que separam os dois sentidos de rodagem e da sinalização horizontal, estando o canal central separado das vias laterais por blocos de cimento e redes metálicas. Já na Duque de Ávila são muitas as limitações ao trânsito, havendo troços transformados em becos sem saída e parques de estacionamento a céu aberto.

O projecto da câmara para esta artéria, que como explicou o vereador do Espaço Público inclui o alargamento dos passeios e a criação de uma ciclovia e implica a redução do espaço para os automóveis e dos lugares de estacionamento, vai ser concretizado pelo metropolitano. O concurso público para a obra dos arranjos exteriores do prolongamento do metro entre a Alameda e São Sebastião, com um valor base de cinco milhões de euros e um prazo de execução de seis meses, foi lançado em Outubro e a abertura das propostas está marcada para o início de Dezembro. (...)»

Bairro Azul – PT/CML – Projecto Parceria Reabilitação Urbana



Como (e quando) acabar com isto?
E se fosse assim?


Bairro Azul – PT/CML – Projecto Parceria Reabilitação Urbana


A Portugal Telecom é uma empresa virada para o futuro que investe na qualidade e na inovação de maneira a fornecer “mais e melhores serviços aos seus clientes”.

Essa imagem de modernidade – traduzida, por exemplo, no slogan “MEO Fibra à Velocidade da Luz!” – fica irremediavelmente comprometida quando as instalações que a PT manda realizar são efectuadas desrespeitando o património da cidade.

Concretamente no Bairro Azul – um Bairro recentemente classificado pela CML como um Conjunto de Interesse Municipal – a PT estará a colocar a rede para a fibra óptica com caixas e cabos nas fachadas dos prédios.

No nosso Bairro praticamente todas as fachadas exibem, desde há décadas, um emaranhado de fios pendurados. Não nos parece que a PT deseje perpetuar esta situação de Terceiro Mundo, conforme fotografias que anexamos.

Dado que a EPAL está actualmente a abrir valas em todas as ruas do Bairro para a renovação da rede de água, propõe-se à PT que, em conjunto com a CML, EPAL e restantes entidades, dê início a um projecto de parceria de requalificação urbana, retirando esses elementos espúrios de todos os prédios deste Bairro Património da Cidade.

Comissão de Moradores do Bairro Azul

2 de Nov de 2009

Jardim França Borges/Príncipe Real

A CML vai iniciar a requalificação do Jardim França Borges, vulgarmente conhecido por Jardim do Princípe Real.
Relevantes são os seus exemplares arbóreos, alguns centenários e de grande porte, nomeadamente o monumental e secular Cedro-do-Buçaco (com mais de 20 metros de diâmetro), e a estrutura subterrânea do ramal do Aqueduto das Águas Livres que conduz a água para a cisterna central, sob o lago octogonal, sendo esta estrutura património da EPAL - Museu da Água.
Estão previstas operações de recuperação do coberto ar! bóreo e a substituição de alguns maciços já envelhecidos e deformados e a plantação de revestimentos herbáceos.
Esta intervenção contempla a pavimentação das áreas pedonais com saibro estabilizado que, ao contrário do saibro original (característico da época de construção do jardim), oferece maior resistência ao uso, conferindo-lhe maior durabilidade.
Serão colocados mais bancos de jardim e recuperados os conjuntos de mesas e cadeiras. A iluminação pública e ornamental será remodelada.
Para reorganizar a actividade de venda que se tem vindo a instalar - produtos biológicos, artesanato e velharias - preconiza-se a ocupação de três laterias do jardim, mediante a marcação de postos de venda temporários.
Na fase de obra, que se iniciará a 9! de Novembro e tem um prazo de execução previsto! de 4 me ses, será necessário proceder à alteração da localização destes postos de venda, reservando para o efeito o passeio Poente da praça.
In E-Polen

OS ACTOS FICAM COM QUEM OS PRATICA...

Por terras de Sua Magestade o Rei Juan Carlos de Espanha, diz-se "ter é manter":

Este é o conceito implementado em países onde, a defesa do património cultural edificado, é considerada política nuclear e de interesse vital para a sobrevivência de um turismo de qualidade.
Mas não se trata só de defender o turismo. Acima de tudo, é a defesa da identidade cultural e patrimonial de um povo que está em causa.
Nós por cá, valorizamos muito mais o "modernaço" e a "obra de autor" como forma de afirmação da nossa identidade cultural, deitando abaixo tudo o que cheira a mofo e a bafio, principalmente os prédios situados em zonas históricas ou que o poderiam ser a breve trecho, sempre com a afirmação douta, máxima e peregrina de que a cidade não deve ser estática e por isso, carece de dinamismo.
É caso para dizer que "os actos ficam com quem os pratica e neste caso, o património com quem o mantem!!!

Mas não há quem ponha fim a isto? (Cont.)

Seis meses and counting:

"Exmos Senhores,

Em Maio deste ano alertei a Junta de Freguesia de S. José para a necessidade de colocação de pilaretes no topo das escadas da rua da Mãe d'Água, pois os automóveis ali estacionados impedem, frequentemente, o acesso às escadas a pessoas com dificuldades de locomoção - como todos os bairros lisboetas, aquele tem um grande número de pessoas da terceira idade que se vêem quotidianamente em situações complicadas naquele sítio.

Este pedido já foi objecto de trocas de correspondência entre a Junta de Freguesia (aqui copiada), a Polícia Municipal e a CML. Lamentavelmente nada aconteceu: um ofício com data de 24 de Setembro (2374/DSRT/09, registo nº 09/52037, PP nº 3051) informa "que o assunto está a ser tratado por estes serviços, sector de sinalização", mas hoje, um mês passado, a situação mantém-se.

Não sei exactamente qual é o conjunto de operações necessárias para a colocação de pilaretes num local, mas surpreende-me que sejam necessário cinco meses, quase seis, para corrigir uma situação que, de resto, nunca devia sequer ter aparecido. Não sendo a CML conhecida pela escassez de recursos humanos - muito antes pelo contrário - parece-me que a colocação de meios físicos que garantam aos peões um acesso confortável a uma artéria que lhes é dedicada podia, e devia, ser mais célere.


Com os meus melhores cumprimentos,


Luís Serpa"

EM SETÚBAL E PORQUE NÃO EM LISBOA?


Em Setúbal: Grafiters já têm espaços legalizados

00h30m
in "JN"
foto Miguel A. Lopes/Lusa

"Incentivo à arte". É assim que os jovens que participaram no sábado passado no primeiro concurso de grafiti de Almada qualificam a decisão do município de legalizar espaços para que possam trabalhar.
Para Ricardo Pereira, "Skran", 27 anos, a pintar há seis, "ao legalizar espaços para a prática de grafiti, a Câmara incentiva os jovens a fazerem boa arte. A trabalharem sobre um projecto bem definido, bem pensado".
"Também este concurso", considerou, "faz parte do tipo de eventos que obrigam os jovens a fazer melhores desenhos", afirmou à Lusa, frente ao muro da Escola Secundária Francisco Simões, no Laranjeiro, onde os artistas desenharam os grafiti a concurso na prova final. "Ao estares a pintar, estás a partilhar esse teu mundo interior e a pô-lo cá para fora", considerou. "É uma arma contra a automatização crescente do dia-a-dia".
Diogo Talaia, 19 anos, "Cria", pinta desde os 12. A concurso, trouxe "um mural alusivo à limpeza das ruas e à recolha do lixo": "O grafiti é uma forma de me expressar e melhorar a estética da cidade", defende. Para ele, "quanto mais sítios forem legalizados para a prática de grafiti, melhor".
O vereador da Cultura da Câmara, António Matos, explicou que o concurso foi concebido a partir de alguns pressupostos. "Pensámos em realizar uma acção criativa que pudesse disponibilizar à cidade, em local de grande visibilidade, a expressão do grafiti. Queremos projectar esta arte". Para o vereador, é importante que "nesta relação com os grafiters se faça alguma coisa para que este fenómeno criativo enriqueça a cidade e não a empobreça, centrando-se nos espaços onde pode ser feito (cerca de 20 locais no concelho) e nunca danificando património público e privado". O concurso tem assim, de acordo com o autarca, "uma preocupação cultural, educativa e de cidadania".
O júri atribuiu o primeiro prémio, no valor de 600 euros, a Davi Campos. "O grafiti faz parte da cidade, nasceu com ela. Quanto mais grafiti, mais cidade ela parece", disse o jovem, à agência Lusa.

Reclamação barulho nocturno no Bairro Alto de 30 para 31-10-09

Chegado por e-mail:

Exs. Senhores

Sendo moradora do Bairro Alto, com a ID de munícipe nº 338277, vítima do insistente barulho nocturno, venho apresentar uma reclamação escrita pelo facto, mais uma vez, ocorrido na noite de 30 de Outubro 2009, de sexta-feira para sábado passado.
À 1h e 20 da manhã, após ter tentado infrutiferamente dormir durante a hora anterior, coisa que se revelou impossível, levantei-me da cama para telefonar para a polícia municipal reclamando do alto volume de som da música, nomeadamente a batida de bateria, que se ouvia distintamente no meu quarto em clara, obvia e violação violenta da Lei do Ruído. Efectivamente o agente que me atendeu referiu que essa era uma situação habitual e que alertaria os colegas de giro para fazerem cessar o ruído. Verifiquei com gosto que à 1h 35 a bateria tinha parado e eu pude finalmente dormir.
Antes do telefonema para a polícia, tinha tentado identificar o local do barulho olhando pela minha janela que dá para a Rua das Gáveas, frente à Travessa dos Fiéis de Deus. O barulho não era da Rua das Gáveas mas vinha de uma das transversais da Travessa dos Fiéis de Deus, de algum restaurante ou bar numa dessas esquinas, provavelmente da Rua do Norte ou acima. Ou seja, a uma distância de umas duas ruas da minha casa e, no entanto, o volume de som era tal que parecer ser mesmo ao lado…
Nessa zona, tenho assistido, sempre da janela, a músicos de rua a tocarem na própria rua - na esquina da Travessa dos Fiéis de Deus com a Rua do Norte - para as pessoas que estão nas esplanadas, mas normalmente isso acontece à hora de jantar e pouco depois; não é incomodativo e devo dizer que aprecio o Jazz e Blues aí apresentados. Suponho que tenha ocorrido uma dessas situações, mas durante a noite e isso sim é um desrespeito objectivo do direito ao repouso dos moradores do Bairro Alto.
Há duas ou três semanas atrás ocorreu precisamente a mesma situação de música nocturna em alto volume e resolvi tomar um comprimido para dormir pois só assim consegui adormecer. Ora se a música a altas horas passa a ser comum na minha zona do Bairro Alto o recurso a comprimidos não é solução. Não sou eu que violo a lei, são os restaurantes e bares que contratam os músicos de rua ou passam música a um volume absurdo.
Vivendo no Bairro Alto há perto de 20 anos, já tomei as medidas que estavam ao meu alcance para conviver com um nível de som demasiado alto; a minha casa, que é antiga e recuperada, tem janelas com vidros duplos e no meu quarto tive que mandar colocar uma segunda janela também com vidros duplos, além de ter portadas grossas de madeira antiga. Supostamente o barulho não me deveria chegar depois de ter colocado essas barreiras arquitectónicas. Infelizmente, e com tudo isso, ainda sou vítima dos excessos musicais e outros que ocorrem no Bairro Alto durante as noites de fim-de-semana. Calculo que a situação dos meus vizinhos de Bairro não seja tão protegida e por isso será bem pior do que a minha!
É da responsabilidade dos órgãos competentes; CML, Polícia e Junta de Freguesia da Encarnação, prover a que situação seja corrigida, venho lembrar que a Lei do Ruído também deve ser aplicada no Bairro Alto e que a sua violação sistemática e objectiva tem passado demasiadas vezes impune. Queiram exercer o poder que os munícipes vos entregaram nas últimas eleições autárquicas confiados de que poderiam fazer mais e melhor pela vida dos moradores do Bairro Alto.
Com os melhores cumprimentos,
Maria Alfreda Ferreira da Fonseca

1 de Nov de 2009

Marquês de Pombal: 3 semanas após as eleições


O monumento ao Marquês de Pombal, 3 semanas depois do último acto eleitoral (e 5 semanas após as eleições legislativas!). Este ano foi um péssimo ano para o Marquês...

Costa dá prioridade à reabilitação

In Jornal de Notícias (1/11/2009)

«O empréstimo de 120 milhões de euros para lançar o Programa de Investimento em Reabilitação Urbana será a primeira prioridade do presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, que não assumirá pelouros.

"Estas pequenas obras, que incluem não só a reabilitação de edifícios, mas a reabilitação do equipamento escolar e de equipamentos culturais, serão as nossas grandes obras", avançou à Lusa António Costa.

A contratação do empréstimo para conseguir avançar com as intervenções previstas no programa, que destina grande parte do valor à reabilitação de 101 edifícios em locais como o Bairro Alto, Baixa-Chiado, Alfama e Castelo, foi aprovado na Câmara em Abril, mas a maioria social-democrata na Assembleia Municipal acabou por chumbar a proposta.

A tomada de posse do novo executivo camarário está marcada para depois de amanhã e a novidade é que o presidente da autarquia não vai assumir pelouros.

Helena Roseta ficará com o pelouro da Habitação e Manuel Salgado, que será o vice-presidente, mantém o Urbanismo. Sá Fernandes mantém o Ambiente e Higiene Urbana e Manuel Brito junta ao pelouro do Desporto a Educação e a Acção Social.

Um dos novos nomes na equipa de António Costa é Graça Fonseca, que em substituição de Dalila Araújo (que assumiu o cargo de secretária de Estado da Administração Interna) ficará com a Modernização e Reforma Administrativa.

As outras novidades na equipa de António Costa são Catarina Vaz Pinto, que assume o pelouro da Cultura, Maria João Mendes, que fica com as Finanças e Património, e Fernando Nunes da Silva, que assumirá os pelouros da Mobilidade e Obras.

Entre as prioridades de António Costa para os próximos anos está a construção de creches e escolas, residências assistidas para idosos e cinco parques verdes, a criar na Matinha-Vale Fundão, Rio Seco, Ribeira das Naus e Praça de Espanha, bem como a ampliação do Bensaúde.

Embora não seja da sua responsabilidade directa, o presidente da Câmara de Lisboa terá ainda que garantir consensos em torno de projectos polémicos e de grande impacto para a cidade, como a ampliação do terminal de contentores e o nó rodo-ferroviário de Alcântara, a construção do novo terminal de cruzeiros, a desactivação do aeroporto da Portela e a construção da Terceira Travessia do Tejo.»

Lisboetas ainda tropeçam em geomonumentos com vários milhões de anos

In Público (1/11/2009)
Por Inês Moreira Santos

«É um património disperso e, se não totalmente ignorado, tem andado esquecido. Algum está classificado, mas não musealizado, e é hábito haver a tentação de o destruir

Há um grupinho que continua a deambular semanalmente por Lisboa, de olhar ávido, que procura um novo pormenor à mínima chamada de atenção, sedento de mais conhecimento, ou, vá lá, por mera curiosidade. Já foram mais, perto de cem, agora costumam ser 30. Mas conhecem-se todos. As suas idades juntas somam um ror de anos, muito mais que os 30 que já lá vão desde que se conheceram. Foi em 1979 que se realizou o primeiro Passeio de Domingo, em Lisboa, com ponto de encontro junto à estátua de D. José, no Terreiro do Paço. Desde então já se realizaram mais de mil visitas guiadas, sempre tendo por cicerone um perfeito conhecedor da matéria, não só ao domingo, mas também ao sábado e ao longo do fim-de-semana, tanto na capital, como no resto do país, organizadas pelo Centro Nacional de Cultura (CNC).

Helena Vaz da Silva foi a mentora desta iniciativa que já deu a conhecer o património histórico-artístico e etnológico português, através de visitas a museus, monumentos, fábricas, bairros, escolas, ateliês de artistas, restaurantes e casas particulares. Assim como o património natural do país através de marchas na montanha, subida de rios, prática de espeleologia e visitas a reservas naturais.

O geólogo e professor universitário Galopim de Carvalho, conhecido como "o homem dos dinossáurios", foi o recente guia de mais um passeio, que percorreu quatro dos mais importantes geomonumentos que se podem encontrar nas ruas de Lisboa. Tratam-se de raros afloramentos rochosos com milhões de anos, que, pelo seu valor histórico, são reconhecidos como monumentos geológicos, um património natural que muitas vezes se ignora. O passeio contou com cerca de 30 participantes, o limite estipulado pelo CNC.

"Os primeiros testemunhos de rochas aqui na região onde vivemos" têm entre 90 e 100 milhões de anos, explica Galopim de Carvalho, a caminho da primeira paragem na Rua de Sampaio Bruno, em Campo de Ourique, uma rocha com 20 milhões de anos, que o geólogo muito lutou para conservar.

Nos dentes da escavadora

Trata-se de um resto de "rocha que não tinha sido destruído pela construção civil", afirma o professor universitário. Aquando do mandato de João Soares na Câmara de Lisboa, foram feitas diligências para preservar o local. Contudo, uma moradora no prédio em frente alertou Galopim de Carvalho, pois estava uma escavadora no local, pronta a demolir o resto de rocha, para se proceder à construção de um parque de estacionamento. O geólogo deslocou-se então ao local para evitar a destruição daquele raro exemplar com 20 milhões de anos e, colocando-se à frente da escavadora, disse a famosa frase: "Só por cima do meu cadáver", conta, divertido. Conseguiu evitar a demolição, mas, ainda assim, parte da rocha já tinha sido derrubada.

Galopim de Carvalho lamenta o facto de este geomonumento não ter manutenção, apesar da vedação que o circunda, estando rodeado de algumas garrafas vazias e outros detritos. Um dos participantes do passeio chama a atenção do guia para a presença de um pequeno graffito, por baixo dos azulejos que ilustram os componentes da rocha, onde se pode ler: "Daqui a 20 milhões de anos, eu ainda te amarei". Galopim de Carvalho encara a situação com algum humor e fotografa a inscrição.

O próximo destino é a Avenida do Infante Santo, onde estaca a marcha, pois é onde se encontram os mais antigos terrenos da cidade de Lisboa, já anunciados pelo geólogo. De um dos lados da avenida está um geomonumento que ainda não foi recuperado, mas que está classificado desde 1999. Do outro, um monumento geológico, que já se encontra num local jardinado. Galopim de Carvalho alerta para a cor escura que se pode notar em algumas partes das camadas de calcário. Trata-se de "gesso com borracha", explica. O cristal de gesso vai crescendo cheio de partículas de borracha, devido à poluição que se verifica, junto a uma movimentada avenida da cidade. O professor universitário chama-lhe "cristal urbano", em tom de brincadeira.

A falta de um roteiro

A companhia passa adiante, e é junto de um dos arcos do Aqueduto das Águas Livres, na Avenida de Calouste Gulbenkian, que se encontra o último geomonumento a visitar. Trata-se de um afloramento de calcário em camadas horizontais do Cretáceo e, tal como os outros três locais que se visitaram hoje, também este está classificado. Galopim de Carvalho explica aos presentes que, em tempos, houve um painel que o comprovava, no entanto, foi roubado aos lisboetas.

O geólogo lamenta não existir um roteiro para os geomonumentos: "Só vem aqui quem sabe que isto aqui está", e explica que, aquando do terramoto de 1755, o Aqueduto das Águas Livres terá resistido intacto, muito provavelmente graças àquela rocha, muito resistente, que o suporta.

O geólogo acrescenta que, actualmente, a Câmara de Lisboa "tem determinações camarárias que impedem que [estes geomonumentos] sejam destruídos. Portanto, estão classificados, mas nem todos estão musealizados". "Neste momento, a câmara já tem mais uns dez classificados além destes, mas estão todos numa fase de espera", acrescenta Galopim.

A preocupação com a preservação dos monumentos geológicos teve início na vereação de João Soares e recomeçou com António Costa.

No final de mais um passeio, o balanço que Galopim de Carvalho faz é positivo: "Acho que esta visita correu melhor do que aquelas que faço com as escolas. Até porque são adultos, estão cá porque querem estar, vêm motivados, vêm interessados e mostram outra atenção". O "homem dos dinossáurios" tem estado sempre disponível para colaborar com o CNC e mostra-se satisfeito por não porem "de parte a cultura científica".

Para assinalar os 30 anos dos passeios, este trimestre o CNC contactou antigos guias para acompanharem as visitas. Dia 29 haverá um passeio com os dois primeiros guias ao Museu do Chiado, disse Alexandra Prista, directora de actividades correntes do centro.»

Trapalhadas "monumentais" na Sé de Lisboa

In Público (1/11/2009)
Por António Sérgio Rosa de Carvalho


«We have no right whatever to touch them. They are not ours John Ruskin
Esta frase de Ruskin, famosa para todos aqueles que se ocupam dos conceitos do restauro em monumentos históricos, parece ser, no presente, completamente desconhecida para os responsáveis eclesiásticos da Sé da Lisboa.

Antes de tudo, não parece demais relembrar que quando falamos da Sé de Lisboa estamos a falar de um monumento construído em 1150, três anos depois da reconquista de Lisboa por D. Afonso Henriques.

A Sé foi ao longo dos séculos modificada com acrescentos de diversas épocas e reinos, sofreu danos provocados por diversos terramotos e foi restaurada sobre a influência de diversos conceitos. Uns hoje em dia mais aceitáveis que outros. Mas, provavelmente, nunca terá sido alvo de um tipo de intervenção com a ligeireza, irresponsabilidade e consequente gravidade como a que decorreu há pouco tempo.

O que aconteceu? Só conhecemos os graves efeitos... desconhecemos, apesar de terem sido pedidas explicações ao patriarcado, quem são realmente os responsáveis e o que tencionam fazer com as graves consequências dos seus actos, que afectaram gravemente a integridade física deste monumento tão importante para a História de Lisboa e para a época da fundação de Portugal. O que podemos concluir das hesitantes e trágicas "declarações" do cónego Lourenço e do padre Edgar Clara à comunicação social é de que, impacientes com a demora de um necessário restauro de um gradeamento no portão norte, resolveram "deitar mãos à obra" por iniciativa própria, pondo um "jeitoso" pedreiro, sem qualquer acompanhamento técnico especializado por parte do Igespar, a "atacar" os blocos seculares através de um disco mecânico de diamante (!). Assim, a modos como quem muda um portão numa "vivenda", numa periferia manhosa.

O testemunho das fotografias tiradas ainda quando a obra decorria não mente. O desenrascado artífice atacava a base das colunetas, arrancando blocos seculares que eram nitidamente visíveis no chão, e depois passava a cobrir os vazios com placas de pedra com a espessura de centímetro e meio, e bordadura. "Axim", a modos de umas obras de casa de banho (!).

A mente humana é misteriosa. Quando a realidade é insuportável, procuramos uma fuga no surreal. Assim, vi-me de repente, perante a gravidade e o absurdo surrealista da situação, a imaginar os distintos eclesiásticos numa situação parecida com a famosa cena do filme Bean onde este conhecido comediante vandaliza o insubstituível quadro Whistler"s mother de forma irreversível, e tenta esconder as terríveis consequências.

Mas não temos razões para rir. O próprio Igespar também ainda não deu explicações do que é que tenciona fazer em relação à situação. E onde estão as pedras originais vandalizadas? De que época e a que intervenção correspondem? Teremos que concluir que a extinção da Direcção-Geral dos Monumentos Nacionais foi precipitada? Que o Igespar é um paquiderme inoperante? Será que Portugal está doente?

Historiador de Arquitectura»

31 de Out de 2009

Eros e São Paulo

Rua de São Paulo

Trabalhadores da Brasileira em greve

In Jornal de Notícias (31/10/2009)
TELMA ROQUE

«Os trabalhadores do histórico café Brasileira do Chiado, em Lisboa, cumpriram ontem um dia de greve para pedir aumentos e o fim da "repressão psicológica". A gerência negou as acusações e manteve as portas abertas.

Repressão psicológica, perseguição e incumprimento de direitos como o pagamento de subsídios e horas extraordinárias levaram ontem os cerca de 30 funcionários à greve. "A Brasileira do Chiado é um estabelecimento de grande prestígio e este seu estatuto deveria ter correspondência nas relações de trabalho", argumentou o Sindicato dos Trabalhadores da Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Sul.

Rodolfo Caseiro, presidente do sindicato, explicou ao JN que, na origem do protesto está o "clima de instabilidade" que os trabalhadores enfrentam. "Quando exigem os seus direitos, são reprimidos ou suspensos", avançou, acrescentando que há três funcionários suspensos devido a processos disciplinares. Um deles, acabou mesmo por receber uma carta de despedimento e recorreu.

Jaime Silva, sócio-gerente da centenária Brasileira do Chiado, assegurou que "os salários estão actualizados" e negou quaisquer cenários de represálias. "Não há ninguém suspenso", frisou. Sobre o incumprimento de direitos e de regalias afirmou que não deve "cinco tostões a ninguém". Disse mesmo que, a seu ver, "a greve não tem fundamento nenhum". Embora tenha afirmado que não existem trabalhadores suspensos, admitiu que houve dois despedimentos. No entanto, não quis adiantar ao JN os motivos que estiveram na origem do afastamento dos funcionários.

Segundo Jaime Silva - que conseguiu assegurar o normal funcionamento do café - apenas 12 trabalhadores estiveram em greve. O Sindicato, avança que 22 não trabalharam. "Só estão a trabalhar os contratados a prazo porque têm medo de perder o emprego.

Entre os trabalhadores que cumpriram o dia de greve à porta da Brasileira estava Clevimar Soares, que diz ter sido despedido, alegadamente por levar fruta de casa para comer na mesa refeições de pessoal. "Pioraram a qualidade da comida e eu levei fruta para comer na sala. Foi confiscada e eu acabei suspenso", acusou.

Sindicato, gerência e um representante do Ministério do Trabalho estiveram ontem reunidos, mas não houve sinais de entendimento. No entanto, ficou marcada uma nova reunião de conciliação para dia o próximo dia 19.

Até lá, sindicato e trabalhadores garantem que vão continuar a lutar pela actualização salarial e pelo arquivamento dos processos disciplinares instaurados contra alguns funcionários. »

...

O público é que devia fazer greve à Brasileira, que é uma lástima em termos de serviço, do que se come e a que preços, que são um verdadeiro roubo.

"Botelhão" começa a tomar conta do Bairro Alto

In Jornal de Notícias (31/10/2009)
TELMA ROQUE


«Moradores e comerciantes do Bairro Alto, em Lisboa, garantem que o consumo de bebidas na rua aumentou de forma assustadora. Atribuem o fenómeno ao facto de os bares fecharem mais cedo e ao contexto de crise económica.

Há um ano que os bares e discotecas do Bairro Alto - espaço boémio que junta anónimos, figuras públicas e muitos turistas - deixaram de estar abertos até às quatro horas da madrugada. Por determinação da Câmara, ordenou-se o encerramento duas horas mais cedo, mas perante o coro de críticas, a medida acabou por ser revogada oito meses depois.

Em Julho passado, chegou-se a uma "solução de consenso" que se traduziu no fecho dos estabelecimentos de diversão pelas três horas, às sextas, sábados e véspera de feriados. Os moradores continuam a queixar-se do ruído, das drogas, dos grafitos e da falta de segurança. Quem tem comércio garante que o sector está na ruas da amargura e que os horários e a crise fizeram disparar os negócios de "vão de escada" e o chamado fenómeno do "Botelhão", ou seja, o consumo de álcool na rua.

"De manhã, nem à rua consigo sair. A soleira da porta está cheia de copos e garrafas. Nem o parapeito da janela escapa. Limito-me a abrir a janela e a atirar tudo para o chão", confessa Maria Helena Silva, que habita um rés-do-chão na Rua da Barroca.

Quando se pergunta à idosa se o Bairro Alto mudou neste último ano, a mulher solta um longo suspiro e desfia um rol de queixas. "O ruído é uma calamidade. Os bares fecham e a rapaziada fica na rua até às tantas. As paredes são limpas e voltam os rabiscos", afirma.

António Dias, outro morador opta por destacar "o triste espectáculo" e do consumo de bebidas " a metro" na rua e o tráfico de droga "à descarada". Na sua óptica, o problema é complexo e combate-se com "mais polícias".

Para Belino Costa, presidente da Associação de Comerciantes do Bairro Alto, há o risco de o "Botelhão" se tornar "num negócio dominante". Em Espanha, o fenómeno atingiu tal dimensão que foi proibido em certas zonas residenciais e turísticas. Este será uma das preocupações que levará à Câmara de Lisboa, em Maio de 2010, data em que as medidas serão reavaliadas. A segurança será outro tema a debater.

Paulo Cassiano, proprietário de um restaurante, junta-se aos protestos. Revela que, quando se aproxima o fecho dos bares, os jovens compram bebidas em larga escala para beberem na rua. Aponta ainda para a degradação crescente no Jardim de São Pedro de Alcântara, que se transformou "num espaço de consumo", e de depósito de garrafas e copos. »

...

É o progresso, portanto.

Alunos de escola na Graça temem pela segurança devido a obras

In Público (31/10/2009)


«Alunos da Escola Gil Vicente, em Lisboa, manifestaram-se ontem contra as obras em curso no estabelecimento, por considerarem que colocam em causa a sua segurança.

Junto a uma das portas da escola secundária e básica da zona da Graça, dezenas de alunos fizeram um "apitão" exigindo uma fiscalização às obras, que "já deviam ter acabado este Verão". "Isto é um perigo. A única entrada para a escola é pela mesma porta que é usada pelos camiões das obras", criticou Luís Encarnação, aluno do 11.º ano.

Carlos Mendes, da Associação de Pais, afirmou que "todas as instalações no exterior estão ocupadas com estaleiros das obras", acrescentando que "não foram pensadas, nem existem, saídas de emergência". "Há cerca de duas semanas, quando houve aquelas chuvinhas, ficou tudo inundado e os alunos não conseguiam sair da escola", exemplificou.

Os alunos queixam-se também de terem de usar casas de banho que funcionam em contentores e do facto de as aulas de educação física decorrem agora em três pavilhões da zona, obrigando-os a abandonar o recinto escolar.»

Estou farto....


40 por cento dos processos reanalisados violaram o PDM

"Alterar, propositadamente, nos desenhos dos projectos entregues para licenciamento à câmara, as medidas dos prédios contíguos é uma frequente manobra levada a cabo por vários promotores imobiliários e detectada várias vezes nesta reanálise de processos. Objectivo: se o prédio do lado tiver seis andares, em vez dos cinco que realmente possui, há mais hipóteses de serem autorizados também seis pisos para o edifício imediatamente colado a este."

....e quando é que vamos compreender que vivemos numa democracia e é pertinente colocar esta gentalha fora de jogo....?

Chafariz da Esperança: de Costas para um MN

As eleições deste ano foram, mais uma vez, marcadas pela instalação de cartazes de propaganda política junto a imóveis classificados da nossa cidade. Todos os partidos o fizeram sem excepção. A imagem mostra o espaço público fronteiro ao Chafariz da Esperança (Freguesia de Santos-o-Velho), classificado Monumento Nacional desde 1910. Lembramos que é proibida a instalação de dispositivos de propaganda e publicidade em imóveis classificados e respectivas ZEP (zona Especial de Protecção).

Decreto: 16-06-1910, DG 136, de 23-06-1910
ZEP: DR (I Série-B), n.º 183, de 10-08-1998, portaria n.º 512/98

É particularmente lamentável que António Costa, enquanto candidato vencedor do último acto eleitoral, esteja associado a este exemplo de falta de respeito pelo património classificado (parece que houve uma certa atracção por monumentos ligados ao Aqueduto porque a Mãe d'Água das Amoreiras também levou com um cartaz igual a este). E para agravar a situação, passadas três semanas sobre o último acto eleitoral, este mega cartaz ainda lá está. Já pedimos ao presidente da CML que mande retirar este cartaz da frente do Chafariz da Esperança. E o que fez a Comissão Nacional de Eleições?

30 de Out de 2009

Chegado por e-mail:

Estacionamento na Av Republica de Lisboa

de Condominio Av. República
para dsrt@cm-lisboa.pt
cc info@emel.pt, trasfosforos@gmail.com,

Estimados Sres.
Resido na Av. República 56 em Lisboa e como tal entendo que é uma área da cidade com muitos escritórios e consultórios e que por isso há muito movimento de carros estacionados.
Há no entanto uma situação recorrente que me parece incorrecta no meu quarteirão que passo a descrever (envio tb fotografias em anexo):

1. na Av João XXI não é permitido estacionar
2. no Defensores de Chaves Nº.89 C existe uma empresa de aluguer de carros www.iberent.pt com, aproximadamente, 20 carros e 10 carrinhas de 8m3 estacionadas na rua:

http://maps.google.com/maps?f=q&source=s_q&hl=en&geocode=&q=Defensores+de+Chaves+89,+lisboa+&sll=37.0625,-95.677068&sspn=39.456673,93.076172&ie=UTF8&hq=&hnear=89a+Av.+dos+Defensores+de+Chaves,+Lisbon,+1000,+Portugal&ll=38.740963,-9.144702&spn=0.009506,0.022724&t=h&z=16&iwloc=A&layer=c&cbll=38.7407,-9.144815&panoid=7eWRDslloDwNzxDM_XiqCw&cbp=12,354.63,,0,21.73

3. na rua Barbosa do Bocage 50 há uma oficina de reparação de viaturas automóveis, com minimo 5 viaturas dos clientes estacionadas na rua
http://maps.google.com/maps?f=q&source=s_q&hl=en&geocode=&q=barbosa+do+bocage+50,+lisboa&sll=38.740572,-9.144972&sspn=0.009155,0.022724&ie=UTF8&hq=&hnear=50+Av.+Barbosa+du+Bocage,+Lisbon,+Portugal&ll=38.740913,-9.145496&spn=0.009506,0.022724&t=h&z=16&iwloc=A&layer=c&cbll=38.740554,-9.145087&panoid=s92q9Zh17x0XxldCL6TkkA&cbp=12,308.33,,0,-0.01

4. da av. Republica 50 ao 56 há:
a) estacionamento para o ministerio da saude (Gabinete de Gestão do Saúde XXI) e que já não se situa nesse local
b) estacionamento para ambulâncias de uma clínica que fechou
c) cargas e descargas, garagem e loja de venda de viaturas com estacionamento reservado
d) estacionamento para 4 viaturas livre de EMEL onde os carros estão estacionados de maneira quase permanente
http://maps.google.com/maps?f=q&source=s_q&hl=en&geocode=&q=av+republica+50,+lisboa&sll=38.740719,-9.146304&sspn=0.009573,0.022724&ie=UTF8&hq=&hnear=50+Av.+da+Rep%C3%BAblica,+Lisbon,+Portugal&ll=38.745616,-9.146097&spn=0,359.977276&t=h&z=16&iwloc=A&layer=c&cbll=38.740549,-9.146264&panoid=DbXIwFeLqfseVurWimS2CA&cbp=12,16.67,,1,-4.82

Não percebo como com a forte presença da policia e inspectores de EMEL existente nesta zona, seja permitido este caos e se respeite tão pouco os residentes que vemos-nos frequentemente obrigados a estacionar em estacionamento privados ou nos reservados ás cargas e descargas com os consequentes encargos financeiros e multas.

Em relação a esta situação, o que me parece inadmissivel é que tanto a empresa de aluguer de carros como a oficina dispôem dum trabalhador a vigiar quando os inspectores da EMEL estão lá para pôr as multas. Para além do que não são de certeza essas receitas da EMEL as que justificam que parte dos impostos que eu pago só sirvam para o beneficio das empresas que ocupam o 60% dos lugares de estacionamento á volta da minha residencia. Afinal, uma rua é pública ou privada?

Feita a exposicão, gostaría me informassem da legalidade do estacionamento de carros de aluguer na rua, e se fosse possivel, marcar uma reunião com um dos vossos juristas para perceber a função do Departamento de Segurança Rodoviária e Tráfego neste tipo de situações.

--
Obrigada e Cumprimentos

Noelia Novella
Administradora Condominio Av República 56

Chegado por e-mail:

Jardim Botto Machado. | ID 346871


Estimada Maria João Gamito,

Agradeço a sua resposta (a única na verdade) não obstante e apesar do que a DSRT erradamente nos informou e que passo a citar “…Em relação ao estacionamento de viaturas do tribunal, foi atribuído estacionamento na longitudinal e não sobre o passeio…” ou é uma redonda mentira, comprovada pelos sinais de trânsito que fotografámos, ou os militares mandaram fazer placas e colocaram-nas abusivamente (o que já não seria a primeira vez neste local.

Assim sendo, aguardamos:
1 – O esclarecimento formal e cabal sobre a validade das placas;
2 – Que os veículos sejam retirados de cima do passeio;
3 – Para acabar de vez com esta situação de estacionamento selvagem impune que obriga as pessoas a andar pelo meio da estrada esperamos que o passeio seja protegido de forma eficaz

Melhores cumprimentos,
Bruno Palma


De: "Maria João Gamito"
Enviada: sexta-feira, 30 de Outubro de 2009 11:34
Para: Bruno Santos Palma
Assunto: RE: Jardim Botto Machado. | ID 346871

Boa tarde,

Agradecemos o seu contacto e informamos que, uma vez que encaminhou o e-mail para a Polícia Municipal, serviço competente nesta matéria, registámos e anexámos a informação ao ID 346871.


Estamos sempre ao seu dispor.

Com os melhores cumprimentos,


Maria João Rodrigues
Técn. de Marketing e Relações Públicas
Centro de Atendimento ao Munícipe



De: Bruno Santos Palma
Enviada: segunda-feira, 19 de Outubro de 2009 18:14
Para: 'Departamento Trafego'; pm@cm-lisboa.pt; policia.municipal@cm-lisboa.pt; pm.nadm@cm-lisboa.pt
Cc: 'Centro de Atendimento ao Munícipe'
Assunto: RE: Jardim Botto Machado. (ID n.º 324721 e ID n.º 324722)
Importância: Alta

Exma. Senhora Filomena Pedro, agradeço a sua resposta.

Relativamente ao estacionamento em cima do passeio em frente ao Tribunal Militar não é possível estacionar longitudinalmente, a menos que seja em cima do passeio, o que de facto acontece e impossibilita a passagem dos peões que é feita pelo meio da estrada o que pode ser facilmente constatado com uma visita ao local.

Este problema é tanto mais grave, porque:
1 - A zona é habitada maioritariamente por pessoas idosas e com menos mobilidade;
2 - Nos dias de feira (terças e sábado) os passeios da zona desaparecem;
3 - Os militares estacionam impunemente as suas viaturas (com a conivência da PSP que nada faz, ou nada pode fazer) demarcando para o efeito o espaço com pinos laranjas;
4 – Finalmente, a situação é tão grave e tão corriqueira que basta ir ao Google para constatar:

Portanto, agradeço o contacto do responsável da zona para com ele visitar o locar e constatar o óbvio.

Obrigado

Bruno Palma


De: Departamento Trafego [mailto:dsrt@cm-lisboa.pt]
Enviada: segunda-feira, 19 de Outubro de 2009 17:14
Assunto: Jardim Botto Machado. (ID n.º 324721 e ID n.º 324722)


Exmo. Senhor,

Acusamos a recepção do e-mail enviado por V. Exa. sobre o assunto em epígrafe, o qual mereceu a nossa melhor atenção.

Na sequência do mesmo, cumpre-nos informar que a sinalização vertical irá ser corrigida de forma a melhorar a circulação pedonal no local. Em relação ao estacionamento de viaturas do tribunal, foi atribuído estacionamento na longitudinal e não sobre o passeio. Se o espaço é utilizado abusivamente, o assunto será da competência da PM (Polícia Municipal) e/ou da PSP-DT (Polícia de Segurança Pública - Divisão de Trânsito), dado tratar-se de um problema de fiscalização.

Gratos pela atenção dispensada, subscrevemo-nos com os melhores cumprimentos,

Departamento de Segurança Rodoviária e Tráfego

Prémio Pavor....



Lisboa merecia melhor....muito melhor !
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Há edifícios que até ficariam muito bem noutro sítio....mas para estes, sinceramente, não encontro morada....

o novo "Arquivo da Cidade de Amesterdão"

O Arquivo da Cidade de Amesterdão foi transferido recentemente para o centro da cidade.

O mais importante arquivo da cidade está desde 2007 instalado num edifício emblemático de Amesterdão, construído entre 1919 e 1926 para sede de um grande banco holandês com actividade centrada nas colónias (o equivalente ao nosso BNU).

A adaptação da antiga sede de banco a novo arquivo é exemplar. A identidade patrimonial do edifício foi preservada mas não se comprometeu a funcionalidade do novo equipamento. Exemplar também é o horário de abertura. Foi pensado de modo a que todos os munícipes tenham a possibilidade de ir ao arquivo da sua cidade: está de portas abertas aos fins-de-semana entre as 11h e as 17h.

Este exemplo de Amesterdão é particularmente relevante para Lisboa na medida em que se trata do arquivo de uma cidade da Europa com um passado colonial muito semelhante ao de Lisboa.

Nós lisboetas não podemos deixar de pensar nos vários imóveis devolutos, Municipais e do Estado, espalhados pelo centro da capital. É lamentável que as únicas ocupações em que se pensa para todo este património sejam os “hotéis de charme” ou “condomínios de luxo”.
Mas há evidências de mudança de mentalidades. Foi um bom sinal a decisão da CML instalar o MUDE - Museu do Design e da Moda na antiga sede do BNU, em plena Baixa. Esperemos agora que se tenha o bom senso de abandonar a ideia de construir um mega edifício no Vale de Santo António, um projecto bem intencionado mas pouco sustentável e numa localização excêntrica.

Lisboa ainda está na infância. Para confirmar a nossa triste realidade basta visitar o arquivo de Amesterdão no sítio na internet: http://www.stadsarchief.amsterdam.nl/

Para saber mais sobre a história do edifício (classificado "Monumento Nacional" desde 1991): www.debazelamsterdam.nl/engels/indexGB.htm

A história de Lisboa no jardim do palácio

In Diário de Notícias (30/10/2009)
por NYSSE ARRUDAHoje

«Em vinte painéis muito bem ilustrados, a equipa do Gabinete de Estudos Olisiponenses, liderada por Luísa Mellid Monteiro, apresenta até dia 25 de Novembro a exposição "História de Lisboa - Tempos Fortes", com concepção e direcção de José Manuel Garcia.

Em cada um destes quadros alinhados numa agradável alameda do jardim do Palácio Beau Séjour, são vários os flashes de momentos marcantes na história da cidade, história esta que se enreda com a própria história de Portugal. A começar pela lembrança forte da ocupação romana, quando Lisboa era chamada Felicitas Iulia Olisipo, em 138 a.C., quando Décimo Júnio Bruto ordena a fortificação da cidade.

Um passo adiante é a Lisboa islâmica que surge nos quadros, a cidade que se chamava Al-Ushbuna quando Aidulfo, nobre visigodo, entrega a cidade a Abd al-Aziz, em 714.

A Lisboa Afonsina, entre a conquista aos mouros e a outorga do primeiro foral, de 1147 a 1179, retraça um dos momentos-chave na história da cidade que já assumia o status de capital do reino.

Depois seguem-se os anos terríveis da peste negra e a subsequente construção da Cerca fernandina.

Com uma fotografia da estátua de D. João I na Praça da Figueira, recorda-se a aclamação do Mestre de Avis e o cerco dos castelhanos de 1383 a 1384.

Segue-se então a época manuelina e a riqueza e bulício de Lisboa são mostradas em detalhes de iluminuras e pinturas, pórticos manuelinos e painel de azulejos.

"A ideia principal da exposição é que as pessoas consigam abarcar momentos-chave da história de Lisboa em apenas alguns minutos", diz Elisabete Gama, explicando que há também visitas guiadas para as escolas e o público em geral, mediante marcação prévia pelo telefone 217 701 100. A exposição está aberta de segunda a sábado das 10.00 às 19.00.

Assim, sob a sombra das árvores, a visita continua com momentos mais negativos da história da cidade, como o período entre o massacre dos judeus e a Inquisição, de 1506 a 1821. Mas logo a luz brilha outra vez com o elogio de Lisboa no Renascimento.
(...)»

Santana Lopes fica na Câmara de Lisboa como vereador

In Diário de Notícias (30/10/2009)
por DNHoje

«Na sua crónica habitual publicada no semanário Sol, Pedro Santana Lopes, candidato do PSD à Câmara Municipal de Lisboa (CML), derrotado por António Costa (PS) nas últimas autárquicas, afirma: “Vou ficar como vereador e lutar pelo que acredito”.

Pedro Santana Lopes confirmou o seu discurso na noite das eleições autárquicas e anunciou, numa crónica publicada no semanário Sol, que decidiu ficar como vereador na Câmara Municipal de Lisboa. Santana Lopes diz que a cidade tem um “desígnio estratégico” e que “esse desígnio estratégico pode ficar muito comprometido se forem por diante algumas das decisões anunciadas por José Sócrates e António Costa”.

Santana Lopes concretiza: “Quero fazer tudo para que Lisboa não fique sem aeroporto. Para que mais contentores não ocupem o lugar de cruzeiros turísticos. Para que a terceira travessia Chelas-Barreiro não traga carros para Lisboa.”

Fala ainda de uma das suas propostas para a cidade, a ligação do Túnel do Marquês à avenida António Augusto de Aguiar, da remodelação do Parque Mayer, da “revisão do Plano Director Municipal” e da “reabilitação dos bairros históricos e requalificação dos bairros sociais”.

O candidato do PSD diz ainda que, apesar de ter exercido cargos como o de presidente da CML ou primeiro-ministro não o impede de aceitar o cargo de vereador e que o faz “com toda a honra”.

Pedro Santana Lopes diz ainda na crónica que “perder como perdi não custa muito”, e volta a insurgir-se contra as sondagens (que, na noite eleitoral, afirmou serem “uma vergonha para a democracia”). Diz que uma sondagem publicada pelo Expresso a 28 de Dezembro que dava a vitória ao PS foi “encomendada” pelos socialistas e que estava a competir com “um presidente de Câmara em funções, em primeiro mandato e, mais ainda, com só metade do tempo desse mandato”. Conclui que “a mão invisível do sistema político fez tudo para que se falasse o menos possível de Lisboa” e que a campanha para as últimas autárquicas “foi uma campanha sem debates sobre Lisboa”»

Prémio Valmor distingue edifício da Vodafone e Art"s Hotel, duas obras no Parque das Nações

In Público (30/10/2009)
Por Inês Boaventura

«O arquitecto Frederico Valsassina, autor do hotel na Avenida Dom João II, destaca o painel de Pop Art do islandês Erró e o uso público do piso térreo


O edifício da Vodafone e o Art"s Business & Hotel Center, ambos na Avenida Dom João II, foram distinguidos com o Prémio Valmor de 2005 e 2004, elevando para cinco o número de projectos galardoados no Parque das Nações. Se se contabilizarem também as menções honrosas, o total de distinções atribuídas desde 1997 nesta zona de Lisboa sobe para nove.

Para o ano de 2004 foram premiadas três obras: os Terraços de Bragança, de Siza Vieira, o Art"s Business & Hotel Center, de Frederico Valsassina, e o projecto de "qualificação da entrada norte de Lisboa", desenvolvido pela Câmara de Lisboa. No primeiro caso, o júri salientou a importância da obra no Chiado pelo "enquadramento e reabilitação urbana" e também as dificuldades de construção devido à "preservação das ruínas existentes da Muralha Fernandina" e à "clivagem topológica geográfica que divide o terreno".

Quanto ao Art"s Business & Hotel Center, o júri destacou "a originalidade da expressão arquitectónica e os valores plásticos presentes". O arquitecto Frederico Valsassina disse ao PÚBLICO que se trata de "um dos poucos edifícios que representam as ideias do plano do Parque das Nações", que previa que a entrada nos imóveis se fizesse a um nível superior, convertendo os pisos térreos em espaços privados de uso público, e destacou o painel do islandês Erró com personagens da banda desenhada.

Também na Avenida Dom João II foi premiado, para o ano de 2005, o edifício da Vodafone, de Alexandre Burmester e José Carlos Gonçalves, em relação ao qual o júri notou "as características emblemáticas e a qualidade e criatividade indiscutíveis". Para o ano de 2006 foi atribuída uma menção honrosa a um prédio na mesma artéria projectado por Maria Manuel Alvares e Rui Serra. No Parque das Nações já foram galardoados com o Prémio Valmor o seu espaço público, o Pavilhão de Portugal e o Pavilhão do Conhecimento, tendo sido atribuídas menções honrosas ao Oceanário, ao Pavilhão Atlântico e ao edifício da Parque Expo.»

...

Parabéns aos autores que foram premiados. Mas, oxalá que daqui a 60-70 anos não venham por aí uns palermas, incultos, corruptos e criminosos que deitem abaixo estes novos Prémios Valmor, como sucedeu e tem sucedido ao longo das últimas décadas a prédios galardoados com o mesmo prémio, da autoria de nomes tão "insignificantes" quanto Norte Júnior, Raul Lino, Cristino da Silva, Ventura Terra ou Cassiano. Bah!

Tribunal de Contas aprovou empréstimo pedido por Lisboa

In Público (30/10/2009)
Por Ana Henriques

«Regularizar dívidas aos fornecedores é o objectivo da autarquia, que vai receber mais de 126 milhões


O Tribunal de Contas aprovou ontem um pedido da Câmara de Lisboa para contrair um empréstimo de mais de 126 milhões de euros, destinado a pagar dívidas a fornecedores.

Trata-se de um empréstimo a contrair no âmbito do Programa de Regularização Extraordinária de Dívidas do Estado (PREDE). Num primeiro momento o tribunal não autorizou o empréstimo, por ele não ter sido aprovado por uma maioria qualificada de deputados na Assembleia Municipal de Lisboa. Foi preciso repetir a votação neste órgão, com o PSD a alterar o seu sentido de voto, para resolver o problema. Como recordou na altura o tribunal, de acordo com a lei das finanças locais sempre que os efeitos da celebração de um contrato de empréstimo se mantenham ao longo de dois ou mais mandatos não basta a concordância de uma maioria simples dos deputados. Por outro lado, também por indicação do tribunal a autarquia teve de excluir deste empréstimo todas as dívidas a entidades de natureza pública, o que fez baixar o montante inicialmente pretendido, 130 milhões, para 126,3 milhões de euros.

O PREDE permite que as câmaras, mesmo com problemas financeiros, possam contrair empréstimos junto da banca (60 por cento do montante total) e do Estado (40 por cento) para pagarem dívidas a fornecedores sem que isso conte para efeitos do seu endividamento líquido, já que se trata de uma mera alteração da natureza da dívida. O que antes estava contabilizado como dívida a fornecedores passa a estar contabilizado em empréstimos de médio e longo prazo.»

Câmara confirma violações do PDMna Av. da República e Conde Redondo


In Público (30/10/2009)

«Três dos casos de violação do Plano Director Municipal (PDM) encontrados pelo grupo de trabalho da Câ-mara de Lisboa que reanalisou os processos urbanísticos apontados pela sindicância referem-se a edifícios que já estavam construídos quando se percebeu que o seu licenciamento nunca devia ter acontecido.

Um dos casos refere-se a um edifício construído no cruzamento da Avenida da República com a João Crisóstomo que constava do inventário municipal do património, mas que acabou por ser demolido em 2008, já depois de o respectivo processo ter sido reanalisado pelo grupo de trabalho. Só sobrou a fachada. O projecto de arquitectura aprovado três anos antes violava o PDM e a autarquia só decidiu pela nulidade do acto já em 2008. A demolição foi autorizada pela autarquia, apesar de o edifício se encontrar "em razoável estado de conservação" e ter "valores patrimoniais a preservar", refere um relatório do grupo de trabalho.

Nos outros dois edifícios já construídos à data da reanálise dos processos, a equipa técnica optou por desaconselhar qualquer medida, dado "o tempo entretanto decorrido". É o caso de um prédio de habitação construído na Rua do Conde de Redondo n.º 4, um caso deferido pela autarquia em 2004 apesar de também violar o PDM por ter um piso a mais e não possuir lugares de estacionamento suficientes. De acordo com o grupo de trabalho, este processo foi apreendido pela Procuradoria-Geral da República.

O outro caso de violação do PDM que já não terá qualquer consequência refere-se a um edifício na Rua de Duarte Galvão, também com pisos a mais. No entanto, depois de entregues novos elementos que não alteraram o projecto, o processo foi deferido em Fevereiro de 2004, contra a informação técnica, que apontava a violação do PDM, segundo a Lusa»
...


Mas que grande confusão a desta notícia com o prédio acima fotografado. O prédio é/era antigo e a sua construção nunca podia ter sido objecto de sugestão de declaração de nulidade da sua construção. O que a sindicância concluiu em Janeiro de 2008 foi que devia ser declarado nulo o projecto de alterações e demolição de interiores que a famigerada dupla de sras. responsáveis pelo urbanismo desta cidade nos últimos anos (Napoleão e Seara) aprovou para ali, por violação do PDM, até porque o imóvel estava no Inventário Municipal do Património. Mas isso não foi seguido pela CML que em Junho do mesmo ano aprovou o licenciamento de obras relativas a esse projecto, apenas com os votos contra de CPL e PCP, diga-se. E agora, será que se vai fazer jurisprudência e se vai obrigar a reconstruir o que lá estava? Ver para crer.



Foto: JA

29 de Out de 2009

Lisboa - Nova Capital dos "Hostels"

Lisboa conquistou os três primeiros lugares numa votação que elegeu os melhores "hostels" do mundo.

1. Traveller's House
2. Rossio Hostel
3. Lisbon Lounge Hostel
(...)
8. Goodnight Backpackers Hostel

"And, without a shadow of a doubt, we can reveal that the new and undisputed centre of the hostelling world is ... Lisbon. The Portuguese capital has come from just about nowhere to snaffle the top three places (and number eight too, just because it can."

http://www.guardian.co.uk/global/2009/jan/27/budget-hotels?page=all

Cruzes, canhoto (2)




Estes candeeiros pindéricos, de fancaria, substituiram muito recentemente (aproveitando a recente campanha eleitoral) os de marmorite da Rua João Villarett e os que estavam junto ao Cinema King, prosseguindo assim uma empreitada que paulatinamente tem vindo a destruir património histórico de Lisboa (que é disso que se trata), ano após ano, bairro a bairro - lembro que a coisa começou há mais de 10 anos, mas tem vindo a agudizar-se mais recentemente, na zona da Av.Cinco de Outubro, por exemplo, para depois ser suspensa (por 3 vezes foi suspensa e por 3 vezes voltou a reacender-se, até que o foi definitivamente até há dias) na zona do Areeiro.

As desculpas tinham/têm sido sempre as mesmas: equipamento obsoleto, não respeito por normativas europeias, ameaça de tombarem sobre a via pública, portinholas estragadas com os fios à vista e, por fim, iluminam mal.

Bom, esqueceram-se/esquecem-se sempre de dizer que o equipamento nunca foi objecto de manutenção (nem sequer a companhia que o fabricava, e fabrica, foi contactada alguma vez para fazer a manutenção), os candeeiros de marmorite cumprem com os requisitos da Norma EN 40- Part 4-2005 (incluindo o requisito referente ao impacto, com um IK normalizado de 0,8), nunca houve qualquer registo de candeeiros a cairem sobre a via pública (mesmo com abalroamento de carros, eles resistem mais do que os de chapa galvanizada), as portinholas podem ser substituídas por modelos actualizados segundo os mesmos critérios das DMA-EDP, e aplicáveis a todos os candeeiros (basta para isso pedir a sua reparação), todos os modelos de mamorite (moldes de colunas e respectivos acessórios) têm vindo a ser adaptados na linha de montagem com vista a poderem ser introduzidas novos equipamentos eléctricos ("coffrets”, luminárias, etc…) de acordo com as DMA-EDP actualizadas, e que nos locais fora de Lisboa onde essa manutenção tem sido feita a população tem sido a primeira a elogiar.

Mas, esqueceram-se do essencial, sempre: os candeeiros de época são património da cidade e de todos nós. São além disso parte integrante do bairro em que se inserem. E isto tantos e aplica a candeeiros, como a colunas como a consolas. Há que ter respeito, bom senso e cuidado, portanto, quando se intervém na iluminação pública.

Lisboa está cheia de aberrações a esse nível: Praça Afonso de Albuquerque, Príncipe Real, Avenidas Novas, Alvalade são exemplos recentes.


É tempo de mudar!

Ainda o lounge da Superbock no Castelo de São Jorge

A resposta do Director-Geral da EGEAC:


Exmos. Senhores Paulo Ferrero, Júlio Amorim, Virgílio Marques,

Acusamos a recepção do email que V. Exas. remeteram ao Senhor Presidente e demais Vereadores da Câmara Municipal de Lisboa relativamente ao Vosso protesto, pelo que o mesmo mereceu a nossa melhor atenção.

Nesse âmbito compreendemos e respeitamos a opinião de V. Exas. relativamente à questão que colocaram pelo que iremos procurar em termos futuros de que esta importante parceria de que dispomos com a UNICER (a qual nos orgulhamos) possa ter um impacto menor em termos visuais, conforme enunciam.
Gostaríamos, igualmente, de informar e reiterar o sentimento e objectivo desta empresa municipal e da própria Câmara Municipal de Lisboa na salvaguarda e preservação do património (política e estratégia que muito prezamos), directrizes que considerando as exigências orçamentais/financeiras que indiciam carecem em grande parte de um apoio fundamental de parceiros/mecenas.

Certos da Vossa compreensão e colocando-nos à Vossa disposição para o que julgarem necessário
Apresentamos os nossos melhores cumprimentos


Pedro Moreira
Director
Gestão Cultural

LARGO DO RATO

.
- Os técnicos e responsáveis pelos departamentos da Câmara de Lisboa por onde passou o processo do polémico edifício projectado para o Largo do Rato divergem quanto à obrigatoriedade de plano de pormenor e deram pareceres contrários.
De acordo com o histórico do processo na autarquia, feito no relatório do grupo de trabalho nomeado para reanalisar os casos urbanísticos apontados pela sindicância, o caso teve início em 27 de Janeiro de 2005, com um pedido de licenciamento para obra de construção.
A exigência de um plano de nível inferior (pormenor ou urbanístico) foi uma marca dos pareceres dos responsáveis pelo Departamento de Gestão Urbanística/Divisão Gestão Zona Sul e das informações técnicas elaboradas.
Para ver os comentários na Lusa:

Lioz de Lisboa vira "Pedra Azul" na R. Braamcamp 10


Mais um exemplo, infelizmente cada vez mais frequente, de más práticas de intervenção em imóveis património. Porque razão se pintaram as cantarias das janelas e portas? Porquê "Pedra Azul"? Depois de mais de um ano de obras eis o resultado: a bela cor do Lioz de Lisboa transformada em "Pedra Azul". Neste edifício é suposto abrir uma unidade hoteleira de "charme"...

RUA DE DONA ESTEFÂNIA


Para quando uma solução para esta barracada?

E muita atenção ao projecto de revitalização da Estufa Fria!


Apresentação do Projecto de revitalização da Estufa Fria, disponível aqui.

Todos são convidados a contribuir, opinando sobre a matéria, que é como quem diz, sobre:

-Construção de uma nova estrutura na Estufa Fria;
- Reparação profunda na Estufa Doce;
- Reabilitação da estrutura existente na Estufa Quente;
- Reabilitação de patologias detectadas na Nave Central da Estufa e adjacentes.





Foto

Bairro Azul quer mais soluções para o trânsito

In Público (29/10/2009)
Por Inês Boaventura

«O bairro foi transformado em Zona 30 e os moradores notam melhorias. A ACA-M fala numa iniciativa "tímida"


Os moradores do Bairro Azul reconhecem que a "intervenção corajosa" promovida pela Câmara de Lisboa com vista à criação da primeira Zona 30 da cidade "resultou numa melhoria muito significativa da qualidade de vida no bairro", mas alertam para a necessidade de introduzir medidas adicionais. Uma das mais urgentes, defende a comissão de moradores, é encontrar soluções para que a Rua Ramalho Ortigão "deixe de ser uma rua de atravessamento".

Há cerca de um mês, as quatro faixas de rodagem da Rua Ramalho Ortigão passaram a duas, os passeios aumentaram de dimensão, foram plantadas árvores (16, segundo a autarquia) e o limite de velocidade foi reduzido para 30 quilómetros/hora, entre outras medidas destinadas a permitir uma acalmia do tráfego automóvel na zona e uma maior fruição do espaço público pelo peão. As obras no bairro prolongam-se até 2012 e incluem a requalificação do espaço público de ligação à Rua Marquês de Fronteira, um novo desenho urbano na Rua Ressano Garcia, a ligação directa da Avenida José Malhoa à Praça de Espanha e a criação de um espaço público em frente à Mesquita.

Com os trabalhos já concluídos, Lisboa passou a ter a primeira de cinco Zonas 30 anunciadas pelo executivo de António Costa, depois de os Cidadãos por Lisboa e a Associação de Cidadãos Auto-Mobilizados (ACA-M) terem apresentado propostas nesse sentido. Alvito, Madre Deus, Boavista e São Miguel são os bairros que se seguem, num projecto cuja concretização tinha sido anunciada para este ano, mas que dificilmente se concretizará, já que não há ainda quaisquer obras visíveis.

Para quem circula de automóvel no Bairro Azul, a existência de sinalização vertical e de passadeiras elevadas é praticamente o único aspecto que assinala a singularidade do local. Ana Alves de Sousa, da comissão de moradores, admite que os automobilistas possam não se aperceber logo que circulam numa Zona 30, mas acredita que com o tempo e o "hábito" passarão a praticar velocidades mais baixas e sublinha que já nota melhorias.

Manuel João Ramos, da ACA-M, afirmou ao PÚBLICO que a criação da Zona 30 do Bairro Azul, "uma ilha entre vias rápidas", foi uma iniciativa "muito tímida", feita essencialmente "para mostrar que houve trabalho". "Não há um plano e um investimento sistemático", critica o ex-vereador da Câmara de Lisboa, acusando António Costa de, no domínio da mobilidade, actuar de forma "casuística", deixando por concretizar promessas como a de pintar passadeiras e alterar a semaforização.»

40 por cento dos processos reanalisados violaram o PDM

In Público (29/10/2009)
Por Ana Henriques

«"É difícil traçar panorama mais sombrio", observa vereador do PCP. Está a ser elaborado plano municipalde luta contra a corrupção

Rato sem solução?

Dos processos urbanísticos que a Câmara Municipal de Lisboa decidiu mandar reanalisar por um grupo de trabalho criado para o efeito, 40 por cento violam, de alguma forma, o Plano Director Municipal (PDM) da cidade. Dizem respeito a obras que os serviços camarários não deviam ter aprovado, por desrespeitarem este instrumento de planeamento urbanístico.

Em alguns dos casos, a reanálise dos processos urbanísticos permitiu mesmo agir a tempo e impedir que as construções crescessem no terreno nos termos em que haviam sido licenciadas, de forma errónea, pelos técnicos da autarquia. Mas em outros casos trata-se de projectos de prédios já prontos, que os responsáveis políticos da autarquia lisboeta sentem não ter agora legitimidade para mandar demolir. Dos 64 processos analisados, 26 infringem o PDM. Um cenário que podia ser ainda pior, não se desse o facto de o grupo de trabalho não ter podido debruçar-se sobre alguns casos, como por exemplo o do Parque Mayer, por estes se encontrarem sob investigação das autoridades judiciárias, e por isso toda a documentação referente a eles não estar acessível.

Em final de mandato, a actual vereação decidiu ontem deixar para a próxima sessão camarária a abertura de quatro processos disciplinares aos técnicos dos respectivos processos onde foram detectadas violações do PDM, independentemente das diligências que possam vir a ser tomadas por outras instâncias, como o Ministério Público ou as ordens profissionais dos arquitectos e dos engenheiros.

Câmara vulnerável

Ouvido pelo grupo de trabalho que analisou estes casos, o actual director dos Serviços do Urbanismo mostrou-se ciente das fragilidades da forma de trabalho dos técnicos pelo menos até 2007, altura a partir da qual alguns procedimentos começaram a mudar: falou em "lacunas na interpretação" das leis do planeamento do território e em irregularidades que foram deixadas passar.

"É difícil traçar um panorama mais sombrio", observou ontem o vereador comunista Ruben de Carvalho, depois de ler o relatório do grupo de trabalho. Para a sua colega Helena Roseta, do movimento Cidadãos por Lisboa, só há uma conclusão, grave, a tirar: a grande vulnerabilidade da câmara face à corrupção.

"Fomos informados hoje [ontem] pelo vereador Cardoso da Silva de que está a ser elaborado um plano municipal de luta contra a corrupção", contou Roseta. A equipa encarregue de elaborar o documento "está a trabalhar segundo as regras do Conselho de Prevenção da Corrupção", entidade independente que funciona junto do Tribunal de Contas.

Este conselho colabora, quando solicitado para isso, na adopção de medidas susceptíveis de prevenir este crime nos organismos públicos. Questionada sobre a eventualidade de o município poder criar um provedor nesta área, a vereadora e arquitecta Helena Roseta não põe a hipótese de lado. "Estou a fazer pesquisa sobre as medidas adoptadas em outros países para combater a corrupção", referiu, lamentando que tenha ficado provado que, em Lisboa, "houve mesmo violações do PDM umas atrás das outras".

Alterar, propositadamente, nos desenhos dos projectos entregues para licenciamento à câmara, as medidas dos prédios contíguos é uma frequente manobra levada a cabo por vários promotores imobiliários e detectada várias vezes nesta reanálise de processos. Objectivo: se o prédio do lado tiver seis andares, em vez dos cinco que realmente possui, há mais hipóteses de serem autorizados também seis pisos para o edifício imediatamente colado a este.

Foi algo deste género que a vereadora do PSD Margarida Saavedra garante ter acontecido no projecto para construir um edifício de grandes dimensões no Largo do Rato (ver outro texto) - embora os arquitectos que o desenharam, Aires Mateus e Valsassina, a desmintam de forma categórica.»

"O Gajo de Alfama"

Alfama é uma pequena aldeia dentro da grande cidade que é Lisboa, onde todos sabem uns dos outros e onde todos se conhecem.
Sou frequentador assíduo deste bairro, das tascas onde se come muito bem e barato e dos locais onde se ouve bom fado.
Vem este arrazoado a propósito de uma conversa que há dias se travava numa mesa ao lado da minha e cujo teor não resisto a contar aqui. Comentava assim alguém, a propósito da corrupção entre os políticos:

"Antigamente eles diziam que tinha havido um abuso de confiança.
Depois passaram a chamar-lhe um desvio.
Mais tarde passou a ser um desfalque.
A seguir deram-lhe o nome de derrapagem.
Um tempo depois passou a ser um buraco.
Agora chamam-lhe um equívoco.
Os gajos andam todos é no gamanço".

Será que é verdade?

28 de Out de 2009

"A Baixa às 4 da tarde"

Por André Brun, Dezembro de 1910

"Como Vossas Excelências sabem, desde que fizeram exame de instrução primária, há, a um canto da Europa, um país chamado Portugal, à beira-mar plantado, o qual se divide em duas partes : a Baixa e a província. A província que começa no Largo das Duas Igrejas, na Rua das Pretas e na Rua da Prata, estende-se para um lado, para um Minho longínquo (...); para o outro, para um Algarve beijado pelo sol(...). A Baixa e seus arredores, muito tristes e solitários, constituem Lisboa(...)."
" Estava feita a Baixa. Só faltavam o Grandela e o Suíço, que vieram a seu tempo(...)"
"Enfim, sejam quais forem as razões, topográficas ou de rotina irresistível, o certo é que só a Baixa vive. O resto de Lisboa é constituído por arruamentos de aldeia sem trânsito, sem comércio e sem vida. A Baixa é tudo. Uma senhora quer comprar um carrinho de linha ? Vai à baixa. Uma menina quer arranjar um namoro asseado e de botas de polimento ? Vai à Baixa. Um sujeito quer pedir dez tostões emprestados ? Vai à Baixa."
"O Chiado é a artéria aristocrática, o nosso boulevard dos italianos. Até a lama é elegante(...)"

"Zonas 30" ou "Como despachar um Idiota de um Municipe que Pensa que Vive Num Pais Desenvolvido"

Recentemente, e perante o inicio das obras de criação de uma "zona 30" no Bairro Azul (mas não é preciso alterar o PDM ???), e do anúncio da criação de mais 4 "zonas 30" (mas não é preciso alterar o PDM ???), utilizei o correio do municipe no site da CML para sugerir o mesmo na Avenida Luis Bívar, onde resido, tendo exposto as diversas razões (Escolas, Hospital, etc) para justificar o pedido, não sabendo que é preciso alterar o PDM (???) para tomar uma decisão que visa aumentar a segurança dos peões.

Recebi a amável resposta obviamente destinada ao "Municipe Idiota", a qual transcrevo.

"Ex.mo Senhor,

Acusamos a recepção do vosso e-mail, referente ao assunto em epígrafe que mereceu por parte destes Serviços a melhor atenção.

Em sequência do mesmo, agradecemos a sugestão de V. Exa., e informar que aguardamos a publicação de novo PDM coma definição de novas zonas 30 para retomar o estudo destas questões sobre a acalmia de tráfego.

Com os melhores cumprimentos.




Departamento Segurança Rodoviária e Tráfego

"

HOJE: 7 anos do encerramento do Arquivo Histórico de Lisboa

Faz hoje exactamente 7 anos que o pólo do Arquivo Histórico do Arquivo Municipal de Lisboa encerrou ao público. Motivo: não tem instalações. E como vai sendo habitual, não houve qualquer notícia nos Media. Já ninguém parece dar grande importância ao facto. Possíveis novos túneis, "hoteis de charme", novos silos da Emel para estacionamento ou a nova travessia do Tejo são vistos como assuntos mais relevantes.

Mas é importante recordar que desde o dia 28 de Outubro de 2002 que o Arquivo Histórico da nossa cidade não está disponível para consulta. Os munícipes de Lisboa, os restantes cidadãos do país (afinal é o arquivo da capital...) e os investigadores estrangeiros (fomos capital de um império durante séculos...) estão pura e simplesmente privados de consultar o Arquivo Histórico da cidade de Lisboa. Haverá outra capital da UE nestas condições de terceiro mundo?

Quanto aos restantes pólos: o Arquivo Intermédio está "temporariamente" arrumado nas garagens em cave de um imóvel de habitação social no Bairro da Liberdade. Quem o frequenta sabe que no inverno é comum ver a Sala de Leitura decorada com caixas de plástico recolhendo a água da chuva. Quanto ao pólo do Arco Cego, é um milagre ainda não ter sido consumido por um incêndio...

Os funcionários dos Arquivos Municipais são esquecidos e uma espécie de "parentes pobres" da máquina da autarquia. Mas afinal, estamos a falar de um equipamento cultural. Os milhões de euros que a CML já gastou em flores para os canteiros da Av. da Liberdade assim como os milhões gastos em iluminações de Natal, teriam dado para um Arquivo Municipal como aqueles que vemos em Madrid ou Amesterdão.

Estamos na altura de exigir ao novo executivo, que tomará posse no próximo dia 3 de Novembro, uma solução para os Arquivos Municipais. Lisboa merece um Arquivo digno da sua História.

Imagem: Atlas da Carta Topográfica de Lisboa - 1857 -Planta 26 (Largo do Rato)

Cruzes canhoto (1)


Durante o novo ciclo que começa 3ªF é bom que algumas aberrações arquivadas não ressuscitem. A primeira de que nem quero ouvir falar é a do Palácio Brito Freire, ou o que dele resta, sito na Rua de São Pedro de Alcântara, ali ao lado da doente Hemeroteca, onde até funcionava na loja do R/C o atelier do fabuloso decorador Lucien Donat.

É que até há poucos meses este palácio teve pendente sobre si uma aberração manhosa, que implicava o destruir do interior, ainda que com manutenção de estuques de tecto o que não se acredita, claro, dado o resto do "programa": introdução de 3 elevadores, criação de mezzaninos nas habitações do andar nobre aproveitando o pé direito existente e também a criação de 5 caves de estacionamento com a introdução de um novo sistema (CARPARK) destinadas a 30 lugares. Cereja em cima do bolo: no terraço iria ser colocada uma cobertura de vidro serigrafado. Ah!, é verdade, havia alumínio por todo o lado.

Só que a coisa começou logo a ser indeferida, depois houve uma série de correcções (daquelas que sempre aparecem nestas coisas) até à aprovação final. Só que, graças a intervenção divina o prédio mudou de mãos e o processo foi, está, arquivado. Só por isso, pois de nada lhe valeu estar na carta municipal de património, ou estar num bairro classificado como de interesse público.

É tempo de mudar!

Baluarte de Santa Apolónia


Pinto Soares alertou e aqui está o link para a discussão pública da intervenção prevista para o Baluarte de Santa Apolónia, assunto que me diz muito pois tive o gosto de fazer uma proposta sobre ele, de cujo texto aliás decorre esta intervenção.

Como (e quando) acabar com isto?







Bairro Azul – Património da Cidade

Caixas, Cabos e Fios Pendurados…

Como acabar com isto?


Fotos: AAS

Conservação Portuguesa de Imóveis....

Av. da República
..
...quem é que necessita de guerras para destruir o património edificado ?

Carris promove "Menos um Carro"

In Jornal de Notícias (28/10/2009)
ANA RITA JUSTO*, * COM LUSA

«"Sensibilizar os cidadãos para a utilização dos transportes públicos de forma racional e sustentável". É este o objectivo de "Menos um Carro", movimento apresentado ontem pela Carris, com vista à redução do tráfego em Lisboa.

O projecto foi mostrado com recurso a uma campanha de marketing que fez com que os convidados atravessassem de início o Museu da Carris e subissem para a plataforma onde decorreu a cerimónia, onde o ruído de trânsito emitido pelas colunas de som dominava o espaço.

Depois de pedir aos convidados para colocarem os auscultadores disponibilizados para que, através do som, cada um entrasse no caos do trânsito, o projecto foi então apresentado como uma forma de "vencer barreiras".

O movimento "Menos um Carro" formalizou-se através da assinatura de um protocolo com algumas entidades que se assumiram como parceiras neste projecto, entre elas a PSP, a Agência Portuguesa para o Ambiente, a Direcção-Geral de Saúde, a Quercus e o Instituto Português da Juventude. (...)»

Santana Lopes disponível para ocupar lugar de vereador em Lisboa mas impõe condições

In Público (28/10/2009)
Por Ana Henriques

«Imbróglio relacionado com liderança da bancada do PSD na assembleia municipal continua por resolver


Pedro Santana Lopes mostrou-se disponível para assumir o lugar de vereador do PSD na Câmara de Lisboa. Fê-lo na segunda-feira à noite, numa altura em que já passaram duas semanas sobre a sua derrota nas eleições autárquicas ganhas por António Costa.

Ainda não foi desta vez que Santana quebrou o tabu à volta do seu eventual regresso à câmara: numa reunião em que estiveram presentes vereadores e deputados municipais recém-eleitos nas listas sociais-democratas, o ex-primeiro-ministro fez depender a sua liderança da oposição camarária da resolução do imbróglio relacionado com a direcção da bancada na assembleia municipal. A distrital de Lisboa do PSD insiste que esse lugar seja ocupado por um dos seus dirigentes, António Prôa, apesar de Santana ter colocado um homem de sua confiança, Manuel Falcão, como cabeça de lista à assembleia municipal nas eleições.

Na reunião de segunda-feira, Santana Lopes deixou claro que, enquanto líder do PSD na câmara, lhe será difícil articular-se com o seu colega de partido António Prôa, caso este seja efectivamente escolhido para líder de bancada na assembleia municipal. Na origem destas afirmações estarão desentendimentos antigos entre os dois. Mas a verdade é que o agora deputado municipal e ex-vereador António Prôa apoiou Santana nestas autárquicas.

Cientes da importância de o ex-primeiro-ministro ocupar o lugar de líder da oposição na câmara, como forma de dar maior visibilidade às posições do PSD na autarquia, vários presidentes de junta do partido equacionam agora a possibilidade de lançar um terceiro nome mais consensual que Falcão ou Prôa para dirigir a bancada da assembleia municipal. A distrital laranja não aceita ter um independente nessa função, como é o caso de Falcão.

Para a reunião de segunda-feira Santana convocou também os presidentes de secção do partido em Lisboa, tendo parte significativa deles faltado ao encontro. A coesão das forças políticas representadas na sua própria equipa de vereadores - CDS-PP e PSD, além dos independentes - será outra condição para ficar na câmara. O PÚBLICO tentou, sem resultado, ouvi-lo sobre estas questões nos últimos dois dias.»

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LOL

Urbanismo "à portuguesa"




Na falta de local, o Promotor deve ter achado este o sitio perfeito para mais uma edificação.

O Forte de Santa Apolónia era uma terra de ninguém. Por acaso questiono-me a quem o Promotor terá pago o terreno ?
O Forte de Santa Apolónia é parte integrante da cintura defensiva seiscentista de Lisboa, acredita-se que a sua edificação remonte à época da Guerra da Restauração, entre 1652 e 1668, e que jamais tenha sido concluído.





27 de Out de 2009

«Situação escandalosa na Rua Neves Ferreira na Penha de França»





A pedido de uma munícipe, divulgamos aqui este problema na Freguesia da Penha de França:

«Assunto: Situação escandalosa na Rua Neves Ferreira na Penha de França

Exmos. Srs.

Venho por este meio alertar a CML e a AML para o caos em que se encontra a Rua Neves Ferreira na Penha de França.

As várias oficinas de reparação de viaturas automóveis ocupam, quase na totalidade e de maneira abusiva, o espaço público. Para além dos passeios e dos lugares de estacionamento, também as próprias faixas de rodagem são usadas como workshop. Assim se criam grandes congestionamentos no arruamento e graves atentados à mobilidade pedonal. E como se os problemas nesta rua não fossem suficientes, ainda existem várias viaturas abandonadas.

Afinal, uma rua é pública ou privada? Esta rua, conforme está, já não é rua. Será uma garagem ilegal a céu aberto, cemitério ilegal de carros, oficina de reparação de carros?

Por apatia, falta de interesse e fiscalização da CML, o espaço público foi tomado sem escrúpulos por quem faz dos carros um negócio.

Até quando é que a CML vai tolerar este escândalo?

Obrigado.

Cumprimentos,

Catarina Horta Salgueiro»


(reclamação, incluíndo as fotos, enviada à CML no dia 27 de Abril de 2009; passaram 6 meses e, segundo a munícipe, tudo está na mesma...)

O REGRESSO DO RATO


«Arquitectos do prédio do Rato testam com a câmara "ligeiras alterações" ao projecto
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Por Inês Boaventura in " Público"
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A promotora do imóvel admite modificações "dentro do existente e não prejudicando a empresa" e pondera desistir do pedido de indemnização de 18 milhões feito a 11 vereadores
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O administrador da promotora do controverso imóvel projectado pelos arquitectos Manuel Aires Mateus e Frederico Valsassina para o Largo do Rato admite introduzir "ligeiras alterações" no projecto para que este seja licenciado pela Câmara de Lisboa, embora o considere "tecnicamente perfeito". Se essa aprovação for garantida, Diogo Jardim diz-se disposto a desistir dos pedidos de indemnização de cerca de 18 milhões de euros entregues em tribunal.
O administrador da sociedade de investimentos imobiliários Artepura adiantou ao PÚBLICO que os autores do projecto estão neste momento a realizar "exercícios teóricos" para perceber que modificações podem ser feitas "dentro do existente e não prejudicando a empresa". Diogo Jardim disse não saber quem tem sido o interlocutor dos arquitectos na autarquia, explicando apenas que aqueles exercícios estão a ser feitos "informalmente, com o executivo camarário", dentro de "um relacionamento nada político e muito técnico".
O objectivo é chegar a uma proposta "consensual", capaz de garantir que os vereadores não voltem a chumbar (como fizeram duas vezes em 2008) o deferimento da licença que permitiria avançar com a construção do imóvel desenhado para um gaveto do Largo do Rato, cujo projecto de arquitectura foi aprovado em 2005. "A pior solução do mundo é ter um projecto aprovado mas não licenciado e um processo em tribunal", resume Diogo Jardim, que não repudia fazer cedências por exemplo no que toca à altura do edifício, "desde que haja bom senso e ninguém seja prejudicado". Há cerca de uma semana, a mesma fonte tinha dito ao PÚBLICO que nem lhe passava pela cabeça alterar o projecto, mas agora a sua posição é outra. "Se me disserem que se alterarmos o projecto desta ou daquela forma ele é aprovado, eu apresento uma nova proposta", conclui o administrador da Artepura, manifestando, no entanto, a convicção de que tal dificilmente acontecerá a tempo da última reunião deste executivo camarário, que se realiza na quarta-feira. "Acho o prazo curtíssimo", confessa. A Artepura pediu no início do ano, em tribunal, indemnizações de mais de 1,6 milhões de euros a cada um dos 11 vereadores que rejeitaram o projecto.
Se a questão tiver que ser adiada para o próximo executivo camarário, o deferimento da licença continua a não estar garantido porque, apesar de António Costa ter nove dos 17 vereadores, dois deles (Helena Roseta e Sá Fernandes) votaram contra noutras ocasiões. O PSD, que em 2005 tinha aprovado o projecto, também se opôs ao deferimento da licença em 2008, mas nenhum dos eleitos do partido dessa altura vai continuar em funções. Quanto ao único vereador do PCP, o chumbo é praticamente certo, devido à inexistência desde sempre criticada de um plano de pormenor, instrumento cuja "conveniência de realização" foi também apontada pelo grupo de trabalho da Câmara de Lisboa que reapreciou processos deixados de fora pela sindicância aos serviços de urbanismo.
O PÚBLICO tentou, sem sucesso, esclarecer com os arquitectos Manuel Aires Mateus e Frederico Valsassina quais as alterações ao seu projecto que estão a ser equacionadas. Também o vereador do Urbanismo, Manuel Salgado, esteve indisponível para falar sobre o assunto.»
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Estamos portanto perante nova investida dos promotores para fazerem passar aquele que poderá ser um dos projectos mais contestados e mal queridos pelos lisboetas que, convém recordar, os levou a assinar uma petição que juntou mais de cinco mil assinaturas e que só não vingou na AR, por questões meramente processuais.
Aos senhores vereadores, exige-se responsabilidade e sentido de defesa do interesse público, a que se obrigam quando assinam a tomada de posse.
Fica desde já o aviso que, caso seja necessário, nova petição e acções populares serão realizadas, com base naquilo que entendemos ser a defesa da nossa cidade.

Terceira Localização

Não há duas sem três:

Há já um ano alertei aqui para a intenção de instalar um quiosque Cemusa no meio deste jardim no Bairro do Restelo. E como não há duas sem três está já é a terceira vez que é construída esta base. O quiosque ainda não foi construído e já está a desfeiar este pequeno jardim de meados do sex. XX na medida em que tratando-se da terceira localização o jardim já conta com igual numero de marcas de cimento, buracos e remendos no pavimento que sempre ficam após o fim da obra, e com um banco a menos.
Tratando-se de um jardim inserido num bairro que se mantém relativamente bem conservado, é inaceitável que tenha sido autorizada a colocação de uma estrutura destas, perfeitamente genérica e completamente dissonante!

RUA DE DONA ESTEFÂNIA II

Querem mais bem bom?


Perto do Hospital de Dona Estefânia

RUA DE DONA ESTEFÂNIA I

Uma da manhã (de Domingo ), hei, bem bom;
Duas da manhã ( de Domingo ), hei, bem bom;
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Dez da manhã ( de Segunda ), hei, bem bom;
Onze da manhã ( de Segunda ), hei, bem bom...

NA RUA CIDADE DA HORTA

"Ólhe faz favor, dá-me lume?"
Após envio de mail para a CM Lisboa ao cuidado da dra Rita Folgosa, com data de 11 de Outubro, alertando para a situação, continuamos á espera que cáia?

Rua de Santiago: excepto bom senso?

A CML, e as empresas municipais (neste caso a EMEL), são muitas vezes as primeiras a dar o mau exemplo no desrespeito pelas placas toponímicas. Neste caso, à entrada da Rua de Santiago, apenas em determinados ângulos pode o peão ver a placa toponímica. Como na maior parte dos casos, toda esta pletora de sinalética é para os veículos automóveis. Numa zona histórica que devia tender cada vez mais para o conforto do peão, o espaço público continua a ser sobrecarregado com sinalização de trânsito e afins. É necessário que os diferentes departamentos da CML (e empresas municipais) tenham mais consideração pela visibilidade das placas toponímicas e pela mobilidade pedonal. Os passeios nos bairros históricos, que já são demasiado estreitos, ficam muitas vezes impraticáveis com a colocação de sinalização vertical e até de pilaretes. Talvez o lado mais irónico e absurdo da imagem é que esta ruidosa sinalização não serve quase para nada: o parque da Emel das Portas do Sol está a 50% e basta passear pela "Zona de Acesso Condicionado do Castelo" para perceber que quase ninguém respeita as horas das cargas e descargas e que os passeios são os locais preferidos para estacionamento!
RESPOSTA DA SECÇÃO DE TOPONÍMIA, de 28 de Outubro:
«Agradecemos o e-mail enviado e comunicamos a V. Ex.ª que esta secção vai providenciar para que o fiscal se desloque a este arruamento para verificar como é que está a visibilidade das placas toponímicas e o que se poderá rectificar, este arruamento tem quatro placas colocadas.

Com os melhores cumprimentos
A Secção de Toponímia.»

Lisboa: RISCO DE DERROCADA ANTECIPA DEMOLIÇÕES

2009-10-25
CRISTIANO PEREIRA *, *COM LUSA
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A Câmara de Lisboa vai demolir os edifícios da Rua Inácio Pardelhas Sanches e da Rua B, no Bairro da Liberdade, devido ao "risco de colapso iminente" daquela zona, afectando 50 famílias. Os moradores querem mudar mas não para longe.
A decisão foi tomada após uma análise da Direcção Municipal de Projectos e Obras e com bases em dados do Laboratório Nacional de Engenharia Civil.
Fonte oficial da Câmara de Lisboa afirmou à agência Lusa que "foram já encontrados 16 fogos", cujos contratos de arrendamento estão a ser celebrados, para realojar algumas dessas famílias. A mesma fonte explicou que estão a ser procuradas casas que se adaptem às necessidades dos agregados e que cumpram os requisitos do programa PROHABITA, um projecto de financiamento para acesso à habitação, ao abrigo do qual a autarquia vai realojar estas famílias.
Na noite de sexta-feira decorreu uma reunião com membros da Câmara e com os moradores do Bairro da Liberdade afectados pelas demolições, para esclarecer as eventuais dúvidas. Fonte da autarquia garantiu que "as pessoas reagiram bem".
Ontem à tarde, o JN deslocou-se ao local e falou com alguns moradores. "Eu preferia ficar aqui na zona, não posso ir para longe por causa do médico", afirmou Albertino Henriques, de 67 anos, e que ali vive há 39. O reformado está na expectativa: "Ainda não sei se a casa que vão arranjar é melhor ou pior". O sentimento é partilhado pela vizinha Maria Olinda Gomes. A moradora tem noção que a sua casa "não está segura" e já há algum tempo que vê "as paredes todas rachadas", mas tem receio de que a coloquem numa zona longe daquela freguesia. Tem, também, outro receio: a de quererem colocá-la numa pensão, hipótese que recusará. "Nós até queremos sair mas queremos sair com uma chave de uma casa na mão", apontou ao JN. Maria Alice Henriques, mulher de Albertino Henriques, afirmou, também, que os moradores não querem guardar os seus pertences em armazéns, nem que seja provisoriamente.
As obras de demolição no Bairro da Liberdade só vão começar quando as 50 famílias estiverem realojadas, garantiu fonte oficial da autarquia.

Desafio à CML: Para quando Lisboa "Capital Verde da Europa"?

Exmo. Sr. Presidente da CML,
Dr. António Costa



Serve o presente para alertar V.Exa. para o facto da Comissão Europeia estar a lançar neste momento os procedimentos com vista à selecção das "Capitais Verdes da Europa" de 2012 e 2013 (em anexo informação detalhada), e, nesse sentido, lançarmos aqui o desafio à Câmara Municipal de Lisboa de:

Tomar como desígnio até final do próximo mandato a implementação de medidas concretas de gestão da cidade que permitam uma candidatura de Lisboa em 2014 ao estatuto de "Capital Verde da Europa".


Na expectativa, subscrevemo-nos com os melhores cumprimentos.


Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho e Luís-Pedro Correia

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Comissão lança processo para a selecção das Capitais Verdes da Europa de 2012 e 2013
A Comissão acaba de lançar o o processo destinado a seleccionar as cidades que virão a ser as próximas Capitais Verdes da Europa. Este prémio distingue as cidades que se encontram na vanguarda do habitat urbano respeitador do ambiente. No início do ano, Estocolmo e Hamburgo foram as primeiras cidades vencedoras para 2010 e 2011, respectivamente. Começou agora a corrida para a selecção das cidades que irão lutar pelo cobiçado título para 2012 e 2013. O prémio anual pretende incentivar as cidades europeias a tornarem-se locais mais atraentes e saudáveis – «próprios para viver».
Segundo a Comissão Europeia: «As autarquias locais têm um papel crucial a desempenhar na melhoria das condições de vida dos habitantes das cidades. O prémio «Capital Verde da Europa» procura inspirar as cidades para que procurem soluções para os seus problemas ambientais e melhorem a qualidade de vida dos cidadãos, tendo sistematicamente em conta o factor ambiental no planeamento urbano.»
Lançamento do prémio «Capital Verde da Europa» para 2012 e 2013
Podem candidatar-se ao título de «Capital Verde da Europa» para 2012 e 2013 todas as cidades da UE com mais de 200 000 habitantes.
As candidaturas serão avaliadas com base em 11 critérios ambientais, que incluem a contribuição local para a luta contra as alterações climáticas, a produção e a gestão de resíduos, a natureza e a biodiversidade, os transportes, o ar e a água.
As cidades podem candidatar-se preenchendo um formulário de candidatura on-line. A data-limite para a apresentação das candidaturas é 1 de Fevereiro de 2010. As cidades vencedoras serão anunciadas em Outubro de 2010.
O júri é constituído por representantes da Comissão Europeia, da Agência Europeia do Ambiente e de importantes organizações ambientais europeias e internacionais.
Cidades mais verdes
Quatro em cada cinco europeus vivem agora em zonas urbanas e a sua qualidade de vida é directamente influenciada pelo estado do ambiente urbano. O prémio «Capital Verde da Europa» foi concebido para promover e recompensar esforços, incentivar as cidades a adoptarem novas medidas e servir de exemplo e de encorajamento para o intercâmbio das melhores práticas entre as cidades europeias.
O prémio é atribuído a uma cidade que apresente um historial consistente de respeito por padrões ambientais elevados, que esteja permanentemente empenhada em pôr em prática medidas ambiciosas, que aposte na melhoria do ambiente e no desenvolvimento sustentável. Pretende-se que as cidades vencedoras inspirem outras cidades europeias e promovam as melhores práticas.
Estocolmo e Hamburgo sofreram forte concorrência para a sua nomeação como primeiras vencedoras do prémio, em Fevereiro deste ano. A capital da Suécia será a «Capital Verde da Europa» em 2010, seguida de Hamburgo em 2011. Foram escolhidas como modelos para o resto da Europa pelas medidas que adoptaram para melhorar o ambiente urbano em benefício dos seus cidadãos, com ambiciosas acções de combate à poluição atmosférica, ao congestionamento do tráfego e às emissões de gases com efeito de estufa.
Antecedentes
O prémio «Capital Verde da Europa» é o resultado de uma iniciativa adoptada por cidades dotadas de uma visão ecológica. O conceito foi originalmente delineado numa reunião realizada em Tallin, na Estónia, em 15 de Maio 2006, por iniciativa do antigo Presidente da Câmara de Tallin, Jüri Ratas, tendo 15 cidades europeias e a Associação de Cidades Estónias assinado um memorando de acordo relativo à instituição do prémio. Actualmente, mais de 40 cidades, incluindo 21 capitais da União Europeia, subscrevem o memorando.
Para mais informações:
Podem ser obtidas mais informações sobre o prémio «Capital Verde da Europa» em:
www.europeangreencapital.eu
Sítio Web da Comissão sobre o ambiente urbano:
http://ec.europa.eu/environment/urban/home_en.htm