Percurso:Lg.Rosa-Coleginho (int)-Palácio Távoras (int)-Vila Luz Pereira-Palacete R.Palma,268 (int)

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CÍRCULO DAS LOJAS DE CARÁCTER E TRADIÇÃO DE LXª (clique)

28/02/2015

Obrigado, CML e DGPC mas ainda falta o resto!


A linda fachada do nº 89 da Avenida da República, concebido por Rodrigues Prieto e Imóvel de Interesse Público, está recuperada. Mas, à semelhança do edifício da Casa Xangai, na mesma Avenida, falta o resto...

27/02/2015

Câmara de Lisboa deixa sem resposta dezenas de perguntas da assembleia municipal


In Público (27.2.2015)
Por Inês Boaventura

«A presidente da assembleia quer que o município justifique as ausências de resposta e que passe a haver "uma monitorização efectiva" do seguimento dado às recomendações dos deputados. Pela primeira vez, um relatório dá a conhecer toda a actividade da Assembleia Municipal ao longo de um ano

Mais de metade dos 91 requerimentos que foram enviados pelos deputados municipais à Câmara de Lisboa entre Outubro de 2013 e Dezembro de 2014 não tiveram qualquer resposta. “Isso preocupa-me”, reconhece a presidente da Assembleia Municipal de Lisboa, que quer que a informação escrita que é apresentada periodicamente pelo presidente do município passe a incluir a informação sobre quais as perguntas que ficaram por responder e porquê.

Helena Roseta também pretende que haja alterações na forma como são tratadas as recomendações que são feitas à câmara pelos deputados municipais, para que passe a haver “uma monitorização efectiva” das mesmas. Hoje, admite a autarca, a assembleia não tem qualquer informação sobre o seguimento que lhes é dado, o que “é frustrante” para os seus autores.

A proposta da presidente da assembleia é que as oito comissões permanentes deste órgão autárquico passem a receber, nas reuniões ordinárias que realizam a cada dois meses, os vereadores dos pelouros respectivos, “devendo os mesmos enviar previamente uma informação escrita dando conta do acatamento ou não pela câmara das recomendações aprovadas nos últimos dois meses”. [...] Outra proposta de Helena Roseta é que as intervenções que são feitas pelas pessoas que se inscrevem para falar no período aberto ao público passem a estar transcritas na página da assembleia da Internet, juntamente com uma indicação de qual foi “o encaminhamento dado à matéria exposta”. Quanto às petições, a autarca quer que os seus proponentes passem a ser sempre ouvidos em comissão e que da apreciação dos documentos apresentados pelos cidadãos resulte sempre uma “efectiva tomada de posição da assembleia”. [...]»

...

Acho muito bem. E com efeitos retroactivos. Mas pelo texto do artigo parece que o essencial vai ficar: as recomendações à CML continuarão a poder ficar por implementar, pois são isso mesmo, recomendações. Ou seja, pode-se perguntar quantas foram acatadas e como e quantas não foram acatadas. Mais, não. E esse é que é o problema, parece-me.

25/02/2015

Queixa a Provedoria de Justiça sobre obras em curso nos edifícios Av. Liberdade, 203-221 e Rua Rosa Araújo, 1-35


Exmo. Senhor Provedor de Justiça
Professor Doutor José de Faria Costa


Considerando que teve início há dias a colocação de uma vedação em volta dos edifícios sitos na Avenida da Liberdade, nº 203-221 e Rua Rosa Araújo, nº 1-23; Rua Rosa Araújo, nº 25-27; Rua Rosa Araújo, nº 29-31 e Rua Rosa Araújo, nº 33-35, em Lisboa, com vista ao arranque das obras de alterações/ampliação/demolição aprovadas em Sessão de Câmara em 22.12.2010, sob o Processo nº 1492/EDI/2006;

Somos a solicitar a intervenção de Vossa Excelência, apelando a que a Provedoria de Justiça esclareça se esta operação não terá entretanto caducado, pelo que a decisão aprovada em reunião de CML se tenha tornado nula, e, por conseguinte, as obras entretanto iniciadas, ilegais.

Com os melhores cumprimentos

Bernardo Ferreira de Carvalho, Paulo Ferrero, Fernando Jorge, Miguel de Sepúlveda Velloso, Beatriz Empis, Jorge Santos Silva, Luís Marques da Silva, Júlio Amorim, Virgílio Marques e Mariana Ferreira de Carvalho

Publicidade gratuita, sim, apesar do telhado ter engordado substancialmente.


In Site Pousadas de Portugal

«Pousada de Lisboa, Terreiro do Paço
A Monument Hotel

Um antigo Edifício Pombalino
Situada no Terreiro do Paço - Praça do Comércio, um ponto histórico da cidade Lisboa, nasce agora uma nova Pousada em plena Praça do Comércio. Local histórico de relevo ímpar, este era o ponto onde durante séculos desembarcavam as naus com mercadorias. Totalmente destruída após o terramoto de 1755, foi Marquês de Pombal que deu a ordem de reconstrução de praticamente toda a Lisboa. Este é um dos locais mais emblemáticos da cidade, e daqui existem várias saídas que permitem visitar o resto de Lisboa, passear à beira Tejo, ou mesmo atravessar a margem do rio. Se foi no Castelo que Lisboa nasceu, foi a partir do Terreiro do Paço que ela se expandiu. A Rua Augusta é a artéria principal que une a Praça do Comércio à belíssima Praça do Rossio.
[...]»

24/02/2015

E mais um palacete arruinado, Praça da Alegria






Aqui há uma belíssima escadaria, salões com tectos estucados e trabalhados, portas e chão de madeiras exóticas, todos os atributos de um palacete lisboeta. Mais uma vez a ruína vai conquistando o seu espaço. "Pleno Dinamismo" será a empresa que irá proceder à demolição e/ou reabilitação. Assim consta na tela publicitária. Não se sabe qual o projecto, sabe-se que esta casa está  assim há já demasiado tempo.

Janelas abertas, reboco a cair, paredes vandalizadas. Lisboa numa das suas imagens habituais. Imagens destas são já um verdadeiro cartaz da cidade. 

Protesto por mais delapidação de edificado histórico na zona da Estrela-Lapa


Exmo. Senhor Vereador
Arq. Manuel Salgado


Vimos apresentar a V. Exa. o nosso protesto pela destruição de interiores de mais dois edifícios, na circunstância na Freguesia da Estrela, edificado que, a nosso ver, é/era de apreciável valor para a cidade de Lisboa.

Trata-se da destruição já concluída de um bom exemplar oitocentista, sito na Rua das Trinas, nº 125, sendo que nos foi dito pelo empreiteiro, no local, antes da obra começar, que esta apenas contemplaria a alteração na linha de mansardas, o que não se verificou, tendo desaparecido por completo o interior do edifício (fotos em anexo);

O outro caso refere-se ao imóvel da Rua Miguel Lúpi, nº 24, onde se prepara mais uma destruição integral do miolo em mais um edifício típico da arquitectura de transição, objecto das nossas conferências "Lisboa Entre-Séculos".

Solicitamos, por isso, Senhor Vereador, que, relativamente,

* Ao edifício da Rua das Trinas, nos esclareça se o projecto aprovado por V. Exa. contemplava a demolição integral dos interiores da casa apalaçada em apreço, e, no caso de não contemplar, quais as acções que a CML irá desenvolver no sentido de repor a legalidade;
* Ao edifício da Rua Miguel Lúpi, que data de 1903, pondere o pedido de extensão de licenciamento do processo EDI de 2008, apresentado pelo promotor, e tente junto deste que o projecto siga as boas práticas de reabilitação, onde já não há lugar a demolições integrais de interiores, o que, inclusive, nos parece contradizer a filosofia do PP Urbanização da Madragoa, posto recentemente a discussão pública.

Sem a ajuda da CML, Senhor Vereador, o património oitocentista e de transição da cidade de Lisboa ficará reduzido a muito curto-prazo a um mero resíduo ou curiosidade.

Na expectativa, subscrevemo-nos com os melhores cumprimentos


Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Fernando Jorge, Nuno Caiado, Luís Marques da Silva, Jorge Pinto, João Oliveira Leonardo, Virgílio Marques, Júlio Amorim, Jorge Santos Silva, Maria Ramalho, Vítor Vieira e Beatriz Empis

Governo autoriza obras no Conservatório Nacional


in RR (21.2.2015)

«O Ministério da Educação autorizou a realização de obras para garantir a reabertura de salas na Escola de Música do Conservatório Nacional (EMCN), em Lisboa.

Em resposta a questões da agência Lusa, fonte oficial do ministério disse que "a direcção da EMCN foi informada pela Direcção de Serviços de Lisboa e Vale do Tejo [da Direcção Geral de Estabelecimentos Escolares] das intervenções prioritárias e que deveria desencadear os procedimentos necessários para proceder a essas intervenções com a maior brevidade".

A ENCM foi notificada a 30 de Janeiro pela Câmara de Lisboa, após ter sido realizada uma vistoria ao edifício, de que teria de encerrar, a partir de 16 de Fevereiro, 10 salas de aulas por questões de segurança, explica a directora daquele estabelecimento de ensino. O encerramento das salas faz com que os alunos fiquem sem algumas aulas.

Ana Mafalda Pernão confirmou à agência Lusa ter sido autorizada, na sexta-feira, a "pedir três orçamentos" para a realização de obras, mas garantiu que "não chega". "Ando desde 2013 a ter contactos com a Direcção Geral de Estabelecimentos Escolares para resolver o problema [de degradação do edifício]. Não se admite que estejam a adiar", afirmou, acrescentando que a escola tem "gasto rios de dinheiro a tentar arranjar bocadinhos".

A título de exemplo, a responsável contou que no final do ano passado, alunos, pais e professores conseguiram "angariar algumas verbas e fazer duas intervenções no telhado", de forma a "minimizar os estragos", já que a Câmara de Lisboa tinha avisado para a possibilidade de "a qualquer momento poder cair um tecto". Ana Mafalda Pernão adiantou que o relatório da Câmara de Lisboa "fala de muito mais [intervenções necessárias] do que os tectos".Segundo a responsável, este assinala também, entre outros, "problemas nas fachadas e nas instalações eléctricas".

O Ministério garantiu à Lusa que a Direcção Geral de Estabelecimentos Escolares (DGESTE) "tem acompanhado com atenção a situação da Escola de Música do Conservatório Nacional". "Foram já feitas vistorias técnicas ao edifício, a última delas esta semana, tendo sido elaborado um levantamento das intervenções essenciais", refere a mesma fonte, garantindo que a Direcção de Serviços de Lisboa e Vale do Tejo "tudo fará ao seu alcance para que esta situação possa ser resolvida o mais rapidamente possível".

Em Dezembro, a escola encerrou o pátio do edifício, onde "caíram pedaços de friso", sendo que, já no mês anterior, a Assembleia Municipal de Lisboa tinha discutido um relatório elaborado pelos deputados da comissão de Cultura após uma visita à EMCN, no qual alertavam para as más condições do edifício.

Aquando da elaboração do relatório, a directora da escola e a associação de pais escreveram uma carta ao ministro da Educação a pedir uma "intervenção urgente" no edifício, que já tinha atingido um "estado de insustentável degradação".»

...

Boa notícia. Mas, ÓPTIMO, mesmo, seria recebermos o anúncio de obras de reforço, restauro e conservação do Salão Nobre, dando assim resposta positiva à petição de ... 2007 (Alguém acuda ao Salão Nobre do Conservatório, por favor!)

23/02/2015

PASSADEIRAS DE LISBOA: Planet of the Apes?

 Largo dos Loios (Castelo)
 Rua Jacinta Amaro (Arroios)
 Rua Capitão Renato Baptista (Pena)
Rua do Prior (Lapa)
Rua da Saudade (Castelo)

Edifício de Adães Bermudes - Av. Almirante Reis, 2 - IIP e Prémio Valmor - Queixa à Provedoria de Justiça


Exmo. Senhor Provedor de Justiça
Professor Doutor José de Faria Costa


Considerando que o imóvel sito no gaveto formado pela Avenida Almirante Reis, nº 2 a 2K, e o Largo do Intendente Pina Manique, nº 1 a 6, da autoria do Arq. Adães Bermudes, em 1908, é Prémio Valmor e Imóvel de Interesse Público (Decreto n.º 28/82, DR, 1.ª série, n.º 47 de 26 Fevereiro 1982);

Considerando que a CML e a Direcção-Geral do Património Cultural, por via da Comissão Técnica de Apreciação, criada ao abrigo do protocolo de cooperação entre o então IGESPAR, a então DRC-LVT e a CML para implementação da estratégia “Reabilitar Lisboa”, aprovou e licenciou um projecto de recuperação da cobertura daquele imóvel e obras genéricas de conservação (Proc. nº 1091/EDI/2014);

Considerando que deu entrada na CML um outro pedido, Proc. nº 123/EDI/2015, contemplando projecto de ampliação, e que o mesmo se encontra em apreciação na CML;

Considerando que verificámos no local que a obra em curso se traduziu já na destruição dos estuques que decoravam os tectos dos andares do edifício;

Somos a apresentar queixa junto de Vossa Excelência, apelando a que a Provedoria de Justiça:

1.Inste a CML a fazer cumprir a legalidade, i.e., intimando o proprietário, na circunstância a firma “Vila Santa Ana”, com sede na Rua Morais Soares, nº 19 - R/C Esq., a repor os estuques que destruiu e a cumprir escrupulosamente o que foi licenciado pela CML e pela DGPC: a recuperação da cobertura e obra de conservação do edifício.
2. Questione a CML no sentido de apurar como é possível decorrerem obras de demolição de interiores estando o processo de ampliação em apreciação?(Proc. nº 123/EDI/2015).
3.Recomende à Direcção-Geral do Património Cultural e à CML que procedam à revogação do protocolo de cooperação assinado com o IGESPAR e a DRC-LVT, entretanto extintos, com a consequente extinção da Comissão Técnica de Apreciação, dado o resultado negativo da mesma, isto é, que a salvaguarda do interesse público, a nosso ver, não está a ser cumprida.
4.E nesse sentido, faça retornar a emissão de pareceres vinculativos por parte da actual DGPC, e a consequente aprovação ou reprovação de projectos de conservação, alterações, ampliação e demolições em edifícios classificados ou em zonas especiais de protecção, ao procedimento em vigor antes do dito protocolo, i.e., fazendo essa apreciação voltar a ser feita pelos serviços normais da DGPC, em sede própria.

Com os melhores cumprimentos


Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Inês Beleza Barreiros, Irene Santos, António Araújo, Nuno Caiado, Fernando Jorge, Miguel de Sepúlveda Velloso, Alexandre Marques da Cruz, Jorge Santos Silva, Luís Marques da Silva, Júlio Amorim, Virgílio Marques, João Oliveira Leonardo, Vítor Vieira, Maria do Rosário Reiche

19/02/2015

Campo de Ourique selvagem...


Imagens & alerta chegados por email: Nas noites de 6ª feira e sábado a zona pedonal fronteira à Igreja de Santo Condestável em Campo de Ourique é transformada em parque de estacionamento selvagem. Tudo isto acontece mesmo por cima de um parque de estacionamento subterrâneo! Mas em cima dos passeios é mais fácil e gratuito, claro.

Aplaudo esta ZEP, mas ...


Aplaudo esta ZEP (https://dre.pt/application/file/66538749) ao Liceu D. Filipa mas e ao mal que já está feito em muitas das tipologias, coberturas , etc. (ex. nas fotos abaixo), vamos ter obras coercivas de reposição? Coimas a sério?

«1 — É fixada a zona especial de proteção (ZEP) [...] na Avenida Magalhães Lima, na Rua Caetano Alberto, na Rua Brás Pacheco e na Rua Fernando Pedroso, [...] são fixadas as seguintes restrições: […] Habitação unifamiliar — quarteirão de quatro habitações (tipologia B): Não são permitidas alterações que comprometam a relação de simetria do conjunto, pelo que qualquer intervenção deverá ter em conta a unidade do quarteirão. — Habitação unifamiliar — geminadas, em banda (tipologias D a H): Não é permitida a alteração da morfologia das coberturas das moradias que constituem o conjunto de quatro. Não é permitido o encerramento dos logradouros a tardoz. Admitem -se exceções, sempre que se demonstrar que a alteração pretendida se enquadra no âmbito de alterações já realizadas nos logradouros confinantes. Nas tipologias de topo, não são permitidas ampliações do corpo lateral que comprometam a descontinuidade da frente da fachada principal ou que suplantem a cota do beirado do corpo principal da moradia. Não são permitidas alterações da fachada que comprometam a expressão visual da estrutura tipológica preexistente, designadamente ao nível dos ritmos de composição da frente do quarteirão no seu todo. Não é permitida a demolição dos muros que delimitam o lote. — Habitação multifamiliar (tipologias C, I a L e M a P) Não é permitida a alteração da configuração das coberturas, sendo contudo admissível a introdução de janelas de sótão nos casos em que não exista ainda outra forma de iluminação natural ou apenas para corrigir a necessidade de luz no espaço, ao abrigo do regulamento em vigor. Estas deverão ser retangulares, complanares com a vertente da cobertura, com proporção 2/3, dispostas na vertical e com uma área máxima aproximada de 1 m². Poder-se -á optar pela abertura de trapeiras nas águas da cobertura, com largura que não ultrapasse a dos vãos da fachada e que não intercete os rincões nem suplante a cota de cumeeira. Estes elementos deverão ter um caráter ligeiro, preferencialmente em estrutura/revestimento metálico ou de madeira. Admitem -se exceções, sempre que se demonstrar que a alteração pretendida não prejudica a imagem do conjunto, nomeadamente quando o quarteirão em referência já tenha sofrido alterações relevantes. — Ambas as tipologias (habitação unifamiliar e habitação multifamiliar): Não é permitida a ampliação das edificações com a alteração do número de pisos. Não é permitida a remoção dos componentes relevantes de caracterização das fachadas tais como elementos decorativos da sua composição (ex. cantarias — molduras trabalhadas —, frisos, etc.). Não são permitidos corpos em balanço nas fachadas que confinam com o arruamento. Não é permitida a abertura de vãos de garagem. Não é permitida a instalação de coletores solares que não sejam complanares com a vertente da cobertura e que possuam elementos que suplantem o plano dos painéis. Os painéis a inserir não devem comprometer a leitura das características da vertente em que se inserem. A opção cromática das fachadas deverá considerar uma paleta de cores suaves, pouco contrastantes, que resultem numa conjugação harmoniosa entre as diversas fachadas e na relação com os frisos e outros elementos decorativos em massa, que deverão ser pintados de branco.[...]»

Comunicado da Plataforma por Monsanto sobre propostas aprovadas recentemente pela Câmara Municipal de Lisboa:


18/02/2015

Casa apalaçada na Lapa destruída na íntegra




Como se vê esta casa deixou de existir. Daqui saíram caixotes de azulejos do séc. XVIII que ninguém sabe para onde foram. Vidros, mármores, portas de época, todas as mansardas, o jardim, Nada sobrou, tudo desapareceu com o selo da aprovação da CML. Estamos no centro histórico da capital, num bairro ainda com características que deveriam levar à sua classificação. Em Lisboa opta-se pelo mais fácil. E tanto faz serem prédios Entre-Séculos ou palácios renascentistas ou barrocos. Tudo vai na voragem das demolições, das reabilitações-fantoche, da ignorância com que se trata e gere Lisboa.

Pela altura dos andaimes podemos imaginar o belo cabeçudo que irá surgir, ou qualquer outra solução igualmente dignificante da cidade para a qual foi pensada.  Assistimos a uma banalização crescente de Lisboa. Enquanto nos Paços do Concelho se passearem vaidades várias e outros carismas com a mesma categoria, ficaremos a saber que Lisboa é um hoje uma cidade que maltrata o seu património. E isso, ao contrário dos investimentos, não tem retorno. Nem desculpa.

Torre da péla


Chegado por e-mail:

«depois de anos a esperar a conclusão do empreendimento da EPUL ainda fica a muralha fernandina neste estado. Será que vai ficar assim mais quantos anos?
daniel

fotografia: http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=497228&page=29»

Uau, valeu a pena lutar e perseverar na manutenção da fachada!


Estão de parabéns os engenheiros de estruturas que tudo fizeram para manter de pé a estrutura e as fachadas, os arquitectos que fizeram o interior de novo e, claro, a CML!

Podia-se ter feito uns pvc mais bonitos, mas ok.


Fotos: www.h10hotels.com e http://www.skyscrapercity.com/

Fonte: DCL

...

Fotos do como estava e era (afinal já não tinha porta...), do blog arquitectura expectante:

Já agora acho que merecia a pena fazer como no Hotel Britannia (em que foi replicada a porta desenhada por Cassiano Branco) e mandar replicar a porta de origem (foto/fonte: Arquivo Municipal de Lisboa) ...: