02/10/2014

Hasta pública do terreno dos bombeiros, junto ao Hospital da Luz, realiza-se esta quarta-feira

Por José António Cerejo, Público de 2 Outubro 2014

A Câmara de Lisboa vai tentar vender em hasta pública, a realizar esta quarta-feira, vários lotes de terreno para construção, entre os quais aquele em que está a funcionar, ao lado do Hospital da Luz, o mais moderno quartel dos bombeiros municipais. O lote em questão tem a área de 9.738 m2, tem um estudo urbanístico aprovado que permite construir 29.164 m2 de superfície de pavimento depois de demolido o quartel e vai à praça por 15.580.000 euros.
O principal interessado na compra era até há pouco a Espírito Santo - Unidades de Saúde SA, proprietário do hospital contíguo ao terreno. O facto de estar pendente pelo menos uma Oferta Pública de Aquisição da holding Espírito Santo Saúde pode criar constrangimentos legais que a levem a não apresentar qualquer proposta. O PÚBLICO perguntou há duas semanas se essa questão estava resolvida e se a empresa ia comparecer na hasta pública, mas a ESSU respondeu apenas que o assunto “está em análise”.
O lançamento desta hasta pública foi aprovado no final de Julho pela assembleia municipal depois de ali ser aprovada a revisão do plano de pormenor que vem permitir a construção de equipamentos, bem como de habitação e serviços no local.
A aprovação do plano foi, porém, precedida de uma intensa polémica relacionada com o facto de ele permitir a demolição do quartel e de a maior parte dos documentos que o compõem referirem expressamente aquele lote como sendo destinado à “ampliação do Hospital da Luz”.

Esse destino marcado retirava todo o sentido à realização da hasta pública e contrariava outros disposições do plano que autorizavam no local a construção de habitação e edifícios para outros usos. Feitas as correcções exigidas pela presidente da assembleia municipal, Helena Roseta, a versão final do plano, que viabiliza também a construção de mais um piso no hospital e outras obras de ampliação, foi aprovada e entrou em vigor no dia oito de Setembro.

Espírito Santo quer comprar terreno do Hospital da Luz

Por José António Cerejo, Público de 2 Outubro 2014

A ESUS apresentou em Março, à Empresa Pública de Urbanização de Lisboa (EPUL), uma proposta de aquisição do direito de propriedade plena dos terrenos onde foi construído o Hospital da Luz. A proposta, no valor de 369.120 euros, já foi analisada pela Comissão Liquidatária daquela empresa municipal, mas ainda não foi tomada uma decisão definitiva.
Em todo o caso, a comissão faz depender a concretização do negócio da sua aprovação pela câmara. O gabinete de imprensa do município, porém, transmitiu ao PÚBLICO que “a decisão cabe à EPUL”. Os terrenos em que o hospital foi erguido há uma década pertencem à EPUL, mas o direito de superfície sobre os mesmos, que permitiu a instalação do estabelecimento hospitalar, foi cedido à ESUS em Novembro de 2000.
Esse direito vigora por 99 anos, prorrogáveis automaticamente por períodos de 50, tendo a ESUS pago por ele 18.455.522 euros. O interesse da empresa em adquirir a propriedade plena, prende-se com a possibilidade de comprar o lote dos bombeiros na hasta pública que se realiza nesta quarta-feira.
Só no caso de deter a propriedade plena das duas parcelas é que poderá, no futuro, ampliar o edifício actual do hospital para o lote dos bombeiros.

António Costa aprovou projectos do Hospital da Luz antes de novo plano estar em vigor


As controversas alterações aprovadas em Julho ao plano de pormenor da zona do hospital, a pedido do Grupo Espírito Santo, viabilizaram obras já autorizadas. Nesta quarta-feira realiza-se a hasta pública do terreno dos bombeiros municipais que poderá ser adquirido para ampliar o hospital.

Por José António Cerejo, Público de 2 Outubro 2014 | Foto de Nuno Ferreira Santos

O novo parque, quase pronto, só passou a estar previsto no plano que vigora desde o mês passado

António Costa aprovou em 2013 dois projectos de obras do Hospital da Luz, quase um ano antes de entrarem em vigor as alterações ao plano de pormenor que viabiliza parte delas.
Essas alterações foram feitas a pedido da empresa do Grupo Espírito Santo (GES) proprietária daquele hospital, a Espírito Santo - Unidades de Saúde (ESUS), que as solicitou por escrito em 2009, quando a câmara já estava a preparar uma revisão do plano que não as contemplava.
A execução das obras previstas num dos projectos, que incluem uma pequena ampliação do hospital, ficou parcialmente condicionada à publicação no Diário da República das alterações ao Plano de Pormenor do Eixo Urbano Luz-Benfica (PPEULB), que ocorreu no dia 8 do mês passado.
O outro projecto, que preconiza a construção de um novo parque de estacionamento subterrâneo de apoio ao hospital, foi aprovado em Novembro, sem qualquer condição desse tipo. As obras começaram em Fevereiro, estando agora quase concluídas.
Questionada pelo PÚBLICO acerca dos motivos que a levaram a condicionar parte das obras interiores do hospital à entrada em vigor do novo plano, sem fazer o mesmo em relação à construção do parque, a câmara respondeu que isso se deveu ao facto de as primeiras, ao contrário da segunda, dependerem da alteração do plano.
Perante novas perguntas sobre o entendimento de que a possibilidade de construir o parque num lote criado para o efeito, o nº 41, resulta das alterações ao plano agora publicadas  — as quais justificaram também o lançamento da hasta pública através da qual a ESUS adquiriu o direito de ali construir o parque —, a câmara respondeu assim: “A localização de um parque de estacionamento sob a via pública, não alterando o seu traçado e considerando que a sua área de construção não é contabilizada para efeito dos índices do plano, não constitui numa alteração do plano de pormenor. Nestes termos procedeu-se à aprovação do projecto de arquitectura do parque de estacionamento.”
Ou seja, segundo a autarquia, o parque foi aprovado, e em grande parte construído, antes da entrada em vigor do novo plano, porque a sua construção já era possível à luz do plano anterior.
Confrontado com esta tese, o anterior Director-geral do Ordenamento do Território, Paulo Correia, não hesitou em a contrariar frontalmente. “Autorizar uma obra com essas características sem o plano de pormenor estar alterado constitui uma violação do plano que estava em vigor.”
Na opinião deste professor de Urbanismo do Instituto Superior Técnico, o parque só poderia ser licenciado se o plano em vigor definisse o local da sua implantação no subsolo, os acessos e a área de construção, coisa que não sucedia. Por isso mesmo, acrescentou, é que ele foi incluído na revisão do plano.
Leitura semelhante faz o ex-presidente da Comissão de Coordenação Regional de Lisboa e Vale do Tejo, Fonseca Ferreira, que foi um dos “pais” do Plano Director Municipal de Lisboa de 1994. Com base nos dados que lhe foram fornecidos pelo PÚBLICO, a sua primeira reacção foi esta: “Então se o parque não tinha de estar no plano por que é que o foram lá meter na revisão?” A questão “é muito clara”, sublinhou. “A construção do parque sob a via pública só seria possível se o regulamento do plano o dissesse.”
Do lado da câmara, a explicação para o novo plano ter integrado esta infra-estrutura é a seguinte: “No âmbito da revisão do plano, estando já constituído o direito de superfície e aprovado o projecto do parque de estacionamento, entendeu-se incluir esta realidade”.
Só que o direito de superfície que originou “esta realidade” foi constituído precisamente com o fundamento de que os documentos preparatórios da revisão do plano já a contemplavam.
A hasta pública e a revisão do plano
No início do ano passado, tendo em conta que estes documentos já preconizavam a construção de um parque de estacionamento atrás do Hospital da Luz, por baixo da Av. dos Condes de Carnide, a câmara aprovou o lançamento de uma hasta pública destinada a torná-lo possível. O objecto do leilão consistia na venda do direito de ali construir e explorar, durante “99 anos improrrogáveis”, um parque com as características exactas daquele que os estudos para a alteração do PPEULB para ali previam: 596 lugares, quatro pisos subterrâneos e 15.480 m2 de área total de construção.
Embora a obra não estivesse prevista no plano então em vigor, a decisão foi tomada com base no facto de ela vir a ser consagrado na revisão em curso. A hasta pública, divulgada nos termos da lei, realizou-se em Março de 2013, sendo entregue apenas uma proposta subscrita pela ESUS. O valor oferecido ao município foi de 1.760.001 euros, um euro acima da base de licitação fixada.
Antes de entregar a proposta, que foi aceite, a ESUS pediu e obteve da câmara a garantia escrita, também ela divulgada publicamente, de que, em caso de aquisição, poderia construir “ligações viárias e pedonais de nível entre este parque e o parque actualmente existente no Hospital da Luz”. A condição posta pela autarquia foi a de que o novo parque teria de constituir uma “unidade funcional autónoma”, que “em qualquer altura” pudesse ser desligada do parque que já existia mesmo ao lado.
Feita a escritura de cedência do direito de superfície a 11 de Julho do mesmo ano, 2013, a ESUS submeteu, seis dias depois, dois projectos à câmara: Um, de “alteração interior e ampliação” do hospital, contemplava “a necessidade de adequar a circulação e os acessos pedonais entre os pisos de estacionamento e os pisos” da unidade de saúde, em função da construção do parque; o outro tinha a ver apenas com este último empreendimento.
O primeiro foi aprovado logo a 30 de Agosto por António Costa, com base num parecer de Jorge Catarino, director municipal de Gestão Urbanística, que propõe a separação das duas componentes do projecto — ligação entre o parque novo e o antigo, por um lado, e, por outro, obras interiores que implicam um acréscimo de 361 m2 na área construída do hospital, que “não se enquadra” no plano então em vigor.
O director municipal propunha essa separação “caso se verifique que os prazos de entrada em vigor das alterações ao PPEULB  não se ajustam aos prazos pretendidos para o presente processo”. Catarino não diz quais são os “prazos pretendidos”, nem quem os pretende, mas avança com a proposta de aprovação do projecto nos termos depois subscritos por António Costa: a primeira componente da obra é aprovada de imediato, enquanto que a segunda fica condicionada à entrada em vigor do novo plano.
Logo no início da apreciação técnica do projecto, a Divisão de Projectos Estruturantes pedira já ao sector do planeamento que informasse sobre as alterações propostas para aquele local no âmbito da revisão do plano, “face à urgência da análise do processo”.
O segundo projecto, o do parque, teve um percurso mais complexo. Foi alvo de numerosas objecções nas informações dos serviços, mas foi aprovado por António Costa a 14 de Novembro, sem qualquer condição relacionada com a entrada em vigor do novo plano. As propostas de alteração do mesmo, no sentido de o parque passar a ser incluído nele, serviram no entanto de justificação para o lançamento da hasta pública.
O despacho de aprovação do presidente da câmara refere o facto de ter sido levantado “um conjunto de questões” pelos técnicos que apreciaram o projecto. A essas questões, escreve António Costa, foi todavia “dada integral resposta pelos dirigentes da Direcção Municipal em causa” [que rebateram as objecções suscitadas] e por um dos seus assessores jurídicos. “Assim”, conclui, “aprovo o projecto apresentado pela Espírito Santo - Unidades de Saúde e de Apoio à Terceira Idade SA”, nos termos propostos pelo director municipal.
A única ressalva colocada por Jorge Catarino, e aprovada por Costa, foi a de que “a emissão do alvará de construção ficará condicionada à adequação dos limites do direito de superfície” constantes da escritura efectuada aos limites que o projecto impõe e que implicam a cedência de uma área superior, devendo ser pago pela ESUS o respectivo acréscimo.
Passados três meses, em Fevereiro deste ano, a câmara deferiu um pedido de autorização para a realização de “obras antecipadas de escavação e contenção periférica” apresentado pela ESUS. Foi graças a essa autorização que as obras foram iniciadas e é graças a ela, segundo a câmara informou o PÚBLICO na passada quarta-feira, por escrito, que a estrutura do novo parque está neste momento concluída.
Para justificar o facto de todo miolo da obra ter sido feito com uma licença que previa apenas a escavação e a contenção periférica, sem ter sido emitido o alvará de construção, a câmara diz agora que “no âmbito do projecto autorizado está prevista a execução de partes da estrutura dos pisos por forma a conferir o necessário travamento estrutural das paredes periféricas”. Este procedimento, acrescenta, “é comum em praticamente todos os processo de licenciamento com execução de caves”.
Quanto à realização da escritura de acerto da área cedida, que condiciona a emissão do alvará definitivo, a autarquia responde que ela “será celebrada após a entrega dos desenhos definitivos”, que são feitos após a conclusão da obra.
Projectos do Risco
Os projectos de ambas as intervenções aprovadas no ano passado são da responsabilidade do atelier Risco, propriedade da família de Manuel Salgado. Este arquitecto, que foi o autor do projecto do Hospital da Luz em 2001, desempenha as funções de vereador do Urbanismo na Câmara de Lisboa desde 2007 e assumiu, nessa altura, o compromisso público de que aquele atelier não submeteria qualquer projecto à apreciação da autarquia enquanto ele ali exercesse funções.
Em resposta ao PÚBLICO, Salgado, que é primo direito do antigo patrão do BES, Ricardo Salgado, negou contudo haver qualquer contradição entre este compromisso e o facto de os dois projectos terem origem no Risco. Isto porque, afirmou, “o projecto do estacionamento, tal como o da alteração do hospital, constituem ampliações ao projecto inicial e não um novo projecto”.
Quatro anos antes de submeter à câmara estes dois projectos, a ESUS já lhe apresentara, em 2009, um pedido de informação prévia sobre a viabilidade de construir mais um piso no hospital, com um total de 4.591 m2. Contrariamente aos dois projectos do ano passado, o estudo prévio de 2009 não é da autoria do Risco.
A avaliação dos técnicos camarários foi então taxativa: o acrescento de um piso contrariava o disposto no PPEULB, pelo que foi proposto o indeferimento do pedido. Reagindo a essa intenção, no exercício do seu direito de audiência prévia, a ESUS dirigiu uma exposição ao presidente da câmara, afirmando que, ao apresentar o pedido de ampliação, “estava plenamente consciente que, no presente contexto de regulamentação urbanística, o projecto só poderia ser aprovado com determinados pressupostos de verificação futura”.
Isto é, a empresa reconhecia a desconformidade da ampliação com as regras do plano, mas defendia a sua aprovação, condicionada à futura alteração daquelas regras. E na mesma exposição pediu que se desse “início ao procedimento de revisão do PPEUL (...) de modo a acautelar a superfície de pavimento necessária à aprovação do projecto preconizado [aumento de um piso]”.
Apesar disso, Costa indeferiu o pedido de informação prévia, em Dezembro de 2009, depois de Manuel Salgado se ter considerado impedido de se pronunciar sobre ele. Todavia, o autarca determinou, conforme proposto por Jorge Catarino, o encaminhamento da exposição da ESUS para o Departamento de Planeamento.
O pedido da empresa para que a revisão do plano fosse iniciada tem data de 17 de Outubro de 2009. O processo, porém, já estava a ser preparado há muito tempo. Para 25 de Novembro desse ano esteve, aliás, agendada a aprovação dos respectivos termos de referência — que são o enunciado dos objectivos visados pelo município com a revisão.
Nesse documento e na proposta, que acabou por não ser levada à reunião de câmara, referem-se com algum detalhe as mudanças a introduzir no plano. Mas não há lá qualquer alusão ao Hospital da Luz, nem ao novo parque de estacionamento que este já então pretendia construir.
Quatro meses depois, no fim de Março de 2010, a câmara aprova uma nova versão da proposta e dos termos de referência. No entanto, a ampliação do hospital e a criação do novo parque continuam a não figurar nesses documentos.
É então que tem início o procedimento formal da alteração do plano, que incluiu, já em Junho, a abertura de um período de três semanas, previsto na lei, “para formulação de sugestões por qualquer interessado”.
Conforme requerido pela ESUS em 2009, as suas pretensões de construir mais um piso — bem como as de erguer um novo parque de estacionamento subterrâneo num lote municipal e ainda a de ampliar o hospital para o espaço contíguo do quartel dos bombeiros municipais — acabam por ser integralmente transpostas para os documentos preparatórios da revisão do PPEULB.
A nova versão do plano acabou por só ser aprovada pela assembleia municipal no fim de Julho deste ano, no meio de uma enorme controvérsia. Por imposição da sua presidente, Helena Roseta, a câmara viu-se obrigada a suprimir do plano, antes da sua aprovação, as numerosas disposições que reservavam o terreno do quartel dos bombeiros para uma ampliação do Hospital da Luz.
Além de viabilizar as obras já aprovadas, o novo plano passou a contemplar expressamente a ampliação do hospital com mais um piso até 5000 m2, tal como a ESUS pedira em 2009.
O PÚBLICO perguntou à câmara se esta sucessão de factos, juntamente com outros ligados à própria construção do hospital, entre 2005 e 2007, significa que o planeamento daquela área da cidade tem sido feito pela câmara em função do grupo económico proprietário do hospital. “A CML não vai emitir posição perante as apreciações/opiniões descritas”, foi a resposta transmitida pelo gabinete de imprensa da autarquia.


Sujeira em S. Bento começa ligo de manhã


Chegado por e-mail:

«Boa noite:

Vivo em S. Bento perto da Assembleia, e esta manhã, descendo a rua, um vizinho saiu de casa e depositou este lixo junto ao painel de anúncios da Junta de Freguesia da Lapa, e lá foi a caminho dos seus afazeres diários. Logo às 11.00h da manhã! Na cara dos restantes transeuntes, embora pareça todo mundo estar indiferente por causa do hábito. Aí ficou todo o dia, onde se vão acumulando mais lixos, os paineis das juntas tornaram-se pontos de lixo diário. O da freguesia das Mercês, do outro lado da rua junto ao mercado, idem. As pessoas contornam, os animais (ratos, cães) abrem-nos e frequentemente espalham.

Muito critico eu também a CML, mas, permitam-me dizer porra!, com esta população talvez se eu estivesse na câmara provavelmente me fartaria e desistiria também… Porque vejo isto frequentemente. Policiamento feroz seguramente daria muito má imagem de repressão.

Também dizem que a CML proibiu os contentores que tinham que ficar na rua a ocupar os passeios estreitos que pertenciam aos prédios com entradas pequenas sem sitio para os recolher durante o dia, mas não conheço a lei.

Mas parece que é pior a emenda do que o soneto.

Entretanto, pouco depois às 12.00h, à porta do Hospital Lusíadas, uma zona toda nova com um ar muito civilizado, encontram-se estas papeleiras a deitar por fora.

Em Portugal parece que não temos discriminação nenhuma, sujeira igual em zonas tanto "pobres" como "ricas".

Alexandre Silva»

PUBLI-Cidade: Cais do Sodré, Império da Cerveja




















Duas telas de publicidade (Cerveja, claro!) instaladas na frente dos vãos de sacada do 1º andar deste predio pombalino (Rua Bernardino Costa), em imóvel integrado num conjunto classificado como «Monumento de Interesse Público». Em toda a zona do Cais do Sodré a Santos há cada vez mais casos como este de publicidade ilegal, caótica e abusiva o que prova que a CML não está a fiscalizar suficientemente o espaço público. 

É preciso a reposição da carreira 790!

A carreira 758 tem cada vez mais um serviço insuficiente e de má qualidade. Desde que foi suprimida a carreira 790, a 758 ficou sobrecarregada e está frequentemente incapaz de servir devidamente os clientes.

Muitas vezes chega ás paragens da R. Misericordia já cheio; e no sentido inverso, chega à R. D. João V também cheio e as paragens com longas filas de clienets (foto)

Gostariamos de saber se após a supressão do 790 foi feito algum estudo do impacto nos serviços e nos clientes. 

Era importante estudar a reposição da carreira 790 de forma a que o sector Cais do Sodré/R. Alecrim/R. Misericordia/R.D.Pedro V não esteja reduzido a uma única carreira como é o caso hoje em dia, uma situação que se manifesta claramente prejudicial aos cidadãos.

01/10/2014

O Mestre (há que ter cuidado ao que se prepara na Casa da Sorte da Rua Garrett, entretanto fechada)


Por Luís Maio, in Up Magazine-Tap>:

«Querubim Lapa – O Pintor Ceramista

Tem obra disseminada por Lisboa inteira, mas poucos lisboetas estão familiarizados com o seu nome esquisito. Querubim Lapa tem 88 anos de idade e uma vastíssima herança cerâmica, sendo certamente o autor com mais intervenções em espaços públicos na capital portuguesa. Longe de arrumar as botas, está agora a preparar a primeira grande retrospetiva da sua carreira pictórica. [...]»

A propósito da n/reclamação recente para a necessidade de Regulamentar...


... A celebrada classificação de Interesse Municipal do Bairro Azulo, de modo a que se corrijam e evitem determinadas situações que põem em causa a estética do bairro e a própria classificação; situações por demais ameaçadoras à estética e homogeneidade do Bairro das Colónias/Novas Nações, fica a boa notícia que, FINALMENTE, há um documento escrito sobre a necessidade da CML proceder do mesmo modo com este último, ou seja, de a CML precisar de abrir o processo de classificação do antigo Bairro das Colónias (hoje oficialmente Bairro das Novas Nações), dando assim seguimento aos anseios dos moradores, de todos quantos se importam com esta "coisa" do Património e, claro, à Recomendação (MPT) aprovada na sessão de 16 de Setembro da Assembleia Municipal de Lisboa:

Passeios de Lisboa: R. Forno do Tijolo



Cinema São Jorge vira "show room" de loja barata de decoração?


Exmo. Sr. Presidente da EGEAC
Dr. Miguel Honrado


Vimos por este meio solicitar que nos esclareça sobre o destino dado pela EGEAC ao mobiliário original desenhado pelo Arq.Fernando Silva para o Cinema São Jorge (incluindo os móveis-cinzeiro) e por que razão se está a ocupar os foyers com este tipo de móveis e "decorações", que as fotos documentam e que, a nosso ver, descaracteriza desnecessariamente um interior classificado de Interesse Público, como o em apreço.

A EGEAC prestaria um óptimo serviço à cidade se em vez deste tipo de permissão fizesse um investimento no restauro dos cadeirões e sofás originais do Cinema São Jorge e que ainda lá se encontravam nos primeiros anos da gestão municipal/EGEAC.

Com os melhores cumprimentos

Fernando Jorge, Bernardo Ferreira de Carvalho e Júlio Amorim


Cc. PCML, Vereadora da Cultura, DGPC, AML e Media

30/09/2014

Lisboa grafitada, uma história de amor interminável

Fachada notável de azulejos publicitários industriais vandalizados, roubados e destruídos. Noutras paragens, fachadas destas estariam inventariadas e protegidas. Em Lisboa como há muitas assim. . . quem é que se rala? Rua da Boavista



Bica

Rua de São Paulo

Rua da Boavista

A célebre fachada da casa dos parafusos, Faltam muitos a quem gere e administra a cidade. E a  quem a vandaliza.

Rua da Boavista. O percurso Largo de São Paulo, Avenida D. Carlos I é bem ilustrativo da praga que se abateu sobre a cidade. A libertinagem tem muitas cores e muita criatividade, sobretudo quando se trata de estragar e aviltar o património dos outros.

Passeios de Lisboa: R. das Janelas Verdes


A maravilhosa Rua Cor-de-Rosa e adjacentes

A sujidade nesta zona de Lisboa cobre tudo, calçada, o cor de rosa da rua cor de rosa, as portas, os vidros das montras, as ruas, as caixas de correio, Tudo. O cenário é de uma zona sem manutenção nem sombra de civismo. Há tempos morreu aqui um jovem arquitecto. Pergunte-se aos bares se algum fechou, uma noite que fosse, em solidariedade, em protesto pela falta de policiamentto. Nada. Não só os bares não fecharam, como as multidões continuaram a inundar este espaço como se nada tivesse acontecido. As noites, aqui, sucedem-se numa insanidade alienada dos graves problemas que este modelo comporta. 



Eram seis da tarde. O lixo acumulava-se em cada esquina, dentro ou fora dos caixotes.

Numa rua onde se juntam multidões, a CML acha que esta protecção de metal protegerá  alguma coisa ou alguém. Prédio a cair no meio da Rua Nova do Carvalho

Todas as paredes estão grafittdas...

e todas as portas, rua dos Remolares. O espectáculo do Largo de São Paulo com as novas galerias-bar muito trendy e muito cool e por todo o lado lixo, garrafas vazias, tags e bombers que alastram por todo o espaço desta meca da bela vida nocturna lisboeta, é um espectáculo triste e surrealista. Numa das mais carismáticas zonas da Baixa Pombalina, a CML promove uma ocupação inimiga de um bom ambiente urbano, dos moradores, dos turistas. Entre tanto lixo e paredes repletas de riscos, a vonttade é fugir.

Chafarizes de Lisboa - 3 - Chafariz do Largo de São Paulo







Chafariz do Largo de São Paulo. Desenho de Reinaldo dos Santos. estrutura tardo-barroca com elementos neoclássicos. em cantaria de calcário lioz. Chafariz em obelisco encimado pela esfera armilar. Na sua inauguração, já no séc.XIX estiveram vários vereadores e o Mestre das Águas Livres. A construção tardou em ser feita, tendo sido a insistência dos fregueses a desbloquear a situação. receberia água do ramal do Loreto. É classificado e faz parte do património municipal. Hoje é  o pano de fundo para a edificante arte dos tags, os tanques servem para depositar toda a espécie de lixo, à volta acumulam-se as garrafas das faustosas e concorridas noites do Caais do Sodré. As carrancas de suporte das bicas são decoradas com bigodes, às vezes com garrafas na boca, numa originalidade boçal e arrepiante.  Já que há uma marca de vodka que patrocina a rua cor-de-rosa e os seus excessos, por que razão não existe uma marca de águas que patrocine o restauro dos chafarizes de Lisboa? 

Lixo na capital: exemplo de "nuestros hermanos"


Chegado por e-mail:

«Madrid, muito maior e complexa do que Lisboa, povo Ibérico como nós e parecido na essência em muitos aspectos, também tem os seus problemas de lixo. Conheço bem a cidade, e comparando com LX, a quantidade é muito menor do que nas ruas de Lisboa, embora seja uma cidade muito mais massificada.

Mesmo assim, com essa quantidade de lixo não tão chocante para um lisboeta, e mais visível em bairros mais modestos (correspondentes ao nosso Martim Moniz mais ou menos), a cidadania madrilenha já está a fazer barulho contra a porcaria que vê!

Exemplos cívicos dos nossos vizinhos a observar e talvez seguir, que não põem em causa o nosso carácter cultural diferenciado. No seguimento da notícia da "revolta" de Barcelona contra o seu modelo de turismo.

Alexandre Silva

http://ccaa.elpais.com/ccaa/2014/09/29/madrid/1412002952_214356.html»

29/09/2014

Pérolas a Porcos: Calçada Ribeiro Santos


Largo da Boa Hora: Largo Público ou "Átrio de parque de estacionamento privado"?


Exmo. Senhor Vereador
Arq. Manuel Salgado


Cc. PCML, AML e JF

Somos a protestar pelo facto da construção do parque de estacionamento subterrâneo no edifício a tardoz do edifício da Rua Ivens, ex-propriedade da Companhia Fidelidade, ter "matado" o Largo da Boa-Hora.

Assim, poderá V. Exa. constatar in loco que aquele antigo largo no Chiado ficou reduzido à mera condição de hall de entrada e saída de um parque de estacionamento (privado) em pleno centro da cidade histórica.

E, como se tal não bastasse, que o Largo da Boa-Hora é agora palco de estacionamento selvagem.

Solicitamos, por isso, a V. Exa., que nos esclareça sobre de que modo pretende a CML corrigir esta situação.

Melhores cumprimentos

Fernando Jorge, Bernardo Ferreira de Carvalho, Paulo Ferrero, Inês Beleza Barreiros, Francisco de Sande Lemos, Luís Marques da Silva, Beatriz Empis, Nuno Castro Paiva, Júlio Amorim, Virgílio Marques, Miguel Atanásio Carvalho, João Oliveira Leonardo, José Morais Arnaud, Alexandra Maia Mendonça, Jorge Lopes

O eterno problema/desafio do Martim Moniz:


«Failed Architecture
A warning to Lisbon: the fight for meaning in Martim Moniz

Author: Rita Aguiar Rodrigues

Summary: Going through a sharp rise in tourism, the historic centre of Lisbon is being subject to several, much needed, requalification operations. The opportunity for a real, integrative and responsible regeneration is on the table. But is it being overlooked?»

28/09/2014

Lisboa Capital do Azulejo: R. Luciano Cordeiro 101

















Bairro Camões, mais um furto de azulejos de fachada (bastante invulgares, com relevo). Enquanto esta lacuna não for tratada, o furto é fácil e barato...

Eléctrico 28: “Lives up to its terrible reputation”
















It was our third time in Lisbon and this time we finally gave in and got on tram 28 to experience the (in)famous ride. The tram was not packed, but there were no free seats available either, so we had to stand. Only two stops later a group of four local looking men, one of them holding a fatigued and dirty map of Lisbon in his hand, poorly acting as tourists, tightly surrounded me and my boyfriend, even though there was more space elsewhere on the tram and their intentions were more than clear. Realizing what was about to happen we immediately escaped the encirclement but felt awful playing the cat and mouse game, with one of the pickpockets still behind us, so we got off at the nearest stop while holding our belongings as strong as we could and decided to take a walk instead.
We may visit Lisbon once more but for sure we are never going to take tram 28 again, even if we have absolutely nothing valuable on us. The experience was dreadful. The local authorities and the tram operator should be ashamed for tolerating this situation. in Trip Advisor, turistas de Dublin. Jun 29, 2014

27/09/2014

Largo da Boa Hora: "Largo Público" ou "Átrio de Estacionamento"?





O Largo da Boa Hora: "Largo Público" ou "Átrio de parque de estacionamento privado"? Parece que com a construção deste parque de estacionamento se acabou de vez com o Largo da Boa Hora. Qualquer observador mais atento poderá constatar que este antigo largo no Chiado ficou agora reduzido à subserviente condição de mero "átrio" de entrada e saída de um Parque de Estacionamento PRIVADO! E como se isso não fosse mal suficiente ainda o vemos usado como local para estacionamento selvagem. Iremos pedir explicações e esclarecimentos à CML sobre mais esta descarada secundarização do interesse público face aos interesses privados.