28/06/2019

Obras na Rua do Mirante, 12 - Pedido de esclarecimentos à CML


Exmo. Senhor Vereador
Arq. Manuel Salgado


CC. PCML, AML, JF

Somos a solicitar esclarecimento de V. Exa. quanto à oportunidade e legalidade do novo revestimento da parte inferior da fachada em obras no edifício sito na Rua do Mirante, número 12, de que anexamos fotos.

Juntamos foto do edifício antes das obras.

Melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Júlio Amorim, Henrique Chaves, Fernando Jorge, Miguel de Sepúlveda Velloso, Luís Mascarenhas Gaivão, Beatriz Empis, António Araújo, Virgílio Marques, Helena Espvall, João Oliveira Leonardo, António Araújo, Fátima Castanheira, Pedro Jordão, Sofia de Vasconcelos Casimiro

Brugges, turismo a abarrotar... daqui por 20 anos chegará a nossa vez, ou talvez 50 ...


In CNN Tourism (13.6.2019), por Lilit Marcus

«Popular medieval Belgian town Bruges makes moves to restrict tourism»

27/06/2019

Protesto pelas obras de demolição em prédio de Pardal Monteiro (Rua António Enes)


Exmo. Senhor Vereador
Arq. Manuel Salgado

C.C. PCML, AML, JF, DGPC e media


Constatamos com tristeza que os nossos sucessivos apelos à Câmara Municipal de Lisboa (vide ponto 1 https://cidadanialx.blogspot.com/2015/03/alerta-sobre-edificios-de-pardal.html?fbclid=IwAR0jjSUxF0cp5MeCh-GGXyPVX__-ttU7dgA4EyoU4hYZBb-WjnPX_blv6yE), no sentido de V. Exas. indeferirem todo e qualquer projecto que não passasse pela recuperação do imóvel sito na Rua António Enes, nº 13, foram ignorados.

É, pois, com indignação, que nos apercebemos que a obra de demolição dos magníficos interiores (fotos 3 e sgs.) do edifício modernista, projectado por Porfírio Pardal Monteiro em 1936, e sua ampliação desmedida (foto2, in Prologica) já começaram (*), sendo agora um facto consumado.

​Lembramos a V. Exa. que estamos perante um dos melhores prédios modernistas dos anos 30 em Lisboa, desenhado por um dos mais importantes arquitectos desse período, e um dos primeiros prédios de habitação colectiva com cobertura em terraço - uma novidade tecnológica na Lisboa do início dos anos 30 do século XX.

​Independentemente das eventuais inobservâncias do estipulado em Regulamento do Plano Director Municipal, uma vez que estando o edifício classificado na Carta Municipal do Património (lote 50.79) e não estando em perigo de ruína, a sua demolição (total ou parcial) torna-se injustificável; é confrangedor assistirmos a mais este episódio de desmantelamento progressivo do património arquitectónico da cidade, acentuado durante os últimos 10 anos e de que as “Avenidas Novas” têm sido o pior exemplo, mas a que julgávamos a cidade imune no que tocava ao seu património modernista, iludimo-nos.

Estávamos longe de imaginar que os maus exemplos de outros executivos, na maior parte das vezes casos esporádicos, de licenciamentos de alterações/ampliações/demolições profundamente anti-regulamentares e de gosto boçal (ex. o prédio de Ventura Terra no gaveto da Av. Elias Garcia com a Av. República, o prédio de Ventura Terra no gaveto da R. Braamcamp com a Rua Duque de Palmela, o prédio de Norte Júnior no gaveto da Av. Luís Bívar com a Av. Duque d’Ávila, o prédio de Norte Júnior no gaveto da Rua Castilho com a Rua Braamcamp, para não recuarmos mais no tempo), fossem agora prática comum, aparentemente programada, da política urbanística da CML, daí resultando a “periferização” crescente da cidade, que se revela mais assustadora a nível do outrora vasto património edificado entre séculos XIX e XX, mas que agora também se manifesta nos períodos déco e modernista.

Confrangedor é também o facto de, paradoxalmente, essa “periferização” que recai no edificado heterogéneo e inter-classista de outrora, e que a nosso ver é sistemática e sem oposição intra ou hexa-CML, ocorrer no exacto momento em que a cidade se encontra em processo de “gentrificação” e apostada em campanhas turísticas de qualidade acima da média.

Melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, ​Fernando Jorge, ​Júlio Amorim, Eurico de Barros, Pedro Ribeiro, Maria do Rosário Reiche, Luís Mascarenhas Gaivão, Cristiana Rodrigues, Rui Pedro Barbosa, Luís Serpa, Pedro Jordão, Paulo Lopes, Henrique Chaves, Helena Espvall, José Filipe Soares, Virgílio Marques, Filipe Teixeira, Pedro Machado, Sofia Vasconcelos Casimiro, Jorge Pinto, Nuno Caiado, Fátima Castanheira, José Maria Amador, Beatriz Empis

(*) M Manuela Bravo Serra‎ in Vizinhos das Avenidas Novas, in Facebook

Na Rua António Enes, nº 13 , prédio de gaveto da autoria do Arq. Porfírio Pardal Monteiro datado de 1934 e com as fachadas decoradas com baixo relevos do escultor Leopoldo de Almeida.

Vai ser totalmente destruído, segundo me disse um dos operários que já o estão a desmantelar !!

A Junta tem conhecimento ???

26/06/2019

Alerta Estação Sul e Sueste



Foto dos pilares revestidos com belas pedras de mármore que foram totalmente destruídas e arrasadas e que hoje se encontra em tijolo aparente.

Exmo. Senhor Presidente da CML
Dr. Fernando Medina
Exma. Senhora Directora-Geral do Património Cultural
Arq. Paula Silva


C.c. AML e media

No seguimento de informações que nos dão conta do desaparecimento das placas de mármore (em cores e texturas contrastantes) da Estação Sul e Sueste, durante as obras que neste momento decorrem no local, e também da retirada futura do relógio da fachada daquele Monumento de Interesse Público (MIP), solicitamos à CML e à DGPC a melhor atenção sobre este assunto, de modo a que estas obras, há tanto esperadas e que todos queremos que sejam exemplares a todos os níveis, não se traduzam na destruição de elementos-chave daquele edifício histórico.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Júlio Amorim, Rui Pedro Martins, Virgílio Marques, Rui Pedro Barbosa, Alexandra de Carvalho Antunes, Pedro Jordão, Ana Alves de Sousa, Henrique Chaves, Jorge Pinto, João Oliveira Leonardo, Ana Celeste Glória, Helena Espvall, Maria Maia, Beatriz Empis, Pedro Machado, Fernando Jorge, Fernando Silva Grade, Luís Mascarenhas Gaivão, Pedro Janarra, Rita Ferrão, Fátima Castanheira, António Araújo

Foto: Diogo Baptista

ALERTA SUL E SUESTE (alô DGPC???)


Chegado por e-mail:

«A Estação Sul e Sueste é monumento de interesse público.

As obras na estação Sul e Sueste estão a ser acompanhadas com a devida atenção??

Os belos revestimentos interiores em pedra foram todos destruídos,grandes placas de mármore em cores e texturas contrastantes foi tudo para o lixo

Diogo Baptista»

25/06/2019

Antigos estúdios da RTP Lumiar - Vergonha


Exmo. Senhor Vereador
Arq. Manuel Salgado


C.C. PCML, AML, Media

Serve o presente para reclamar junto de V. Exa. e da Câmara Municipal de Lisboa que intimem o actual proprietário dos antigos estúdios da RTP no Lumiar, no sentido de o mesmo ser objecto de reabilitação quanto antes, dada a situação calamitosa e perigosa em que todo aquele edificado se encontra.

De facto, é inaceitável que esta situação se prolongue por muito mais tempo. A degradação tem sido crescente desde que o terreno, abandonado pela RTP em 2007, foi vendido em 2011 (https://www.publico.pt/2011/08/17/economia/noticia/venda-das-instalacoes-no-lumiar-permite-subida-de-lucros-a-rtp-1508030).

É uma vergonha para a cidade o que se passa naquele local e constitui um perigo para os moradores dos prédios vizinhos, designadamente os do Parque Europa, da Quinta do Lambert e da Quinta das Pedreiras.

O “antes e o depois” pode ser dolorosamente comparado, com um intervalo de uma década, em https://www.youtube.com/watch?v=hpn1vRQfY0U e em https://www.rtp.pt/play/p3436/e285446/quando-a-tropa-mandou-na-rtp.

Na expectativa, apresentamos os nossos melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Miguel de Sepúlveda Velloso, Virgílio Marques, Rui Martins, Júlio Amorim, Luís Mascarenhas Gaivão, Fernando Silva Grade, Eurico de Barros, Fátima Castanheira, Maria do Rosário Reiche

Foto de Pedro Pinto

17/06/2019

Finalmente, mais vale tarde que nunca ...


Esta dá vontade de rir, porque já foram abatidas umas quantas e tudo irá abaixo, mesmo que seja de forma paulatina... mas antes assim que assado :-)

«Abertura do procedimento de classificação do «Túnel das Árvores», Freguesia de São Salvador da Aramenha, concelho de Marvão, distrito de Portalegre»
https://dre.pt/web/guest/home/-/dre/122568688/details/maximized?serie=II&parte_filter=31&dreId=122568681

Estão por lá tb o Ventura? O Norte Jr? O Silva Jr? O Couto de Abreu? O Adães? O Tertuliano? O Korrodi? O Lino? O Monteiro? O Bigaglia? ... ah, bom, que belo mapa então!


Maria Melo abre o Mapa de Arquitetura de Lisboa (Filipe Amorim / Global Imagens)
«Lisboa já tem um mapa de arquitetura para contar a história da cidade», in Diário de Notícias.

14/06/2019

Todos somos responsáveis pelas árvores de Lisboa


Foi com agrado que, nos últimos anos, assistimos em Lisboa à plantação de um grande número de árvores, contribuindo para uma capital mais verde no futuro.

De facto, no âmbito de acções como "Uma Praça em cada Bairro", em boa hora desenvolvida pela Câmara Municipal de Lisboa, conjuntamente com outras acções de florestação, foi possível plantar milhares de árvores de alinhamento, em jardins, parques e em espaços expectantes que deram à nossa cidade uma tonalidade mais verde e um ambiente mais saudável.

Um tão grande número de árvores juvenis recentemente plantadas, conjuntamente com um tempo atmosférico excepcionalmente quente, exigia um trabalho de rega adequado, por parte da CML e autarquias, o que nem sempre aconteceu.

Todos sabemos que mesmo em condições climáticas óptimas, a taxa de sobrevivência das novas plantas nunca é de 100 %, mas sabemos também que a presença de água é fundamental para a sua sobrevivência nos primeiros tempos da sua existência.

Verificamos, assim, que por carência hídrica muitas árvores morreram.

Todos e cada um de nós somos também responsáveis pela manutenção das árvores que a CML plantou. Assim, apelamos a todos os lisboetas que dentro das suas possibilidades reguem a árvore que está ao pé de sua casa, envolvendo nesta acção os vossos filhos e netos.

Estamos certes que com a acção concertada de todos será possível salvar da morte algumas árvores permitindo que elas possam atravessar o período de calor que se avizinha. Estamos certos de que elas saberão retribui mais tarde a acção que agora fizermos.


João Pinto Soares

Lisboa capital europeia da demolição, soma e segue:


A porcaria já está em construção. Ha muito que o senhor vereador já tinha despachado em conformidade o belo edifício de gaveto da Filipe Folque com a Tomás Ribeiro. Vem aí mais arquitectura de cólidade. E mais um hotel de classe superlativa (Turim), claro. A arquitectura de transição nesta cidade está em vias de desaparecimento total, porque é terreno predilecto para engenheiros de estruturas e arquitectos de pladur e cabeçudos. A indiferença da generalidade das pessoas perante a sua destruição compulsiva é uma degeneração tipicamente lusa e não há nada a fazer :-(
Next...

1º foto de Elsa Severino. Última foto in Publituris

05/06/2019

E depois do adeus ... à Lapa, a Campo de Ourique, às Avenidas Novas, o adeus à Graça


Que lindo mono (já em construção) na Rua da Bela Vista à Graça. As vistas valem ouro, a CML olha para os cifrões. Os arquitectos (?) não param de se copiar uns aos outros. E os vizinhos, andam a dormir?

03/06/2019

Intervenção de fachada, praça Luís de Camões 37

Exmo. Senhor Vereador
Arq. Manuel Salgado


Cc. GPML, AML, DGPC e JF

No seguimento do alerta infra, solicitamos que nos esclareça quanto ao licenciamento desta obra.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho e Miguel de Sepúlveda Velloso

...

«Estimado Srs.

Venho por este meio participar uma situação que acho pertinente com os temas e preocupações que se debatem no vosso fórum, o qual acompanho com alguma assiduidade e apreço.

Durante o dia de hoje deparei-me com a conclusão de trabalhos de uma obra na praça Luis de Camões onde foi substituída toda a cantaria do rés do chão (esta frente de loja antigamente era revestida com mármore preto), provavelmente na tentativa de recuperar a métrica de vãos original.

Agora o resultado parece-me algo desastroso. O tipo de pedra e o seu acabamento em nada condiz com a restante cantaria existente do prédio.

Deixa-me bastante perplexo como o resultado desta obra possa ter tido o aval da câmara e o espaço público de um sítio da cidade tão importante tratado desta forma leviana.

Espero que esta participação, por essa via, possa ajudar em chamar a atenção de quem de dever, para fazer as devidas avaliações acerca do enquadramento legal e qualitativo desta obra.

Cordialmente

Nicola Tuan»

Obras ilegais na rua academia de ciências?

Exmo. Senhor Vereador
Arq. Manuel Salgado


Cc. GPML, AML, DGPC e JF

No seguimento do alerta infra, solicitamos que nos esclareça quanto ao licenciamento desta obra.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho e Miguel de Sepúlveda Velloso

...

De: efeito principal
Date: sábado, 1/06/2019 à(s) 15:44
Subject: obras ilegais na rua academia de ciências ?
To:
Caros senhores,

envio imagens do que parece ser uma intervenção estranha e ilegal na rua academia de ciências, já que não há nenhum cartaz de licença à mostra numa casa que até esteve à venda até há muito pouco tempo.

Agora esventraram-na totalmente por dentro e aumentaram a cércea para - parece - poderem fazer um mezanino ?

O que se estranha são estas rápidas alterações de fachada e interiores sem qualquer - aparente - permissão, numa zona histórica, mesmo ao lado da Academia das Ciências e do Convento de Jesus.

Como não tenho prática destes assuntos espero que não levem a mal esta mensagem, na esperança que saibam melhor como proceder nestes casos de aparente mal trato do património urbanístico e histórico da cidade.

Cumprimentos,

ricardo