Esteja atento às várias iniciativas em perspectiva:

Esteja atento às várias iniciativas em perspectiva:

27/10/2017

Adeus Lapa, siga a dança


Olhem para este... vai abaixo na semana que vem. Acham que foi a reunião de CML? Pois. Rua das Praças, 84-90.

Junto à estação de Entrecampos


Chegado por e-mail:

«Boas,
queria só partilhar umas fotos do que se vem passando junto à estação de Entrecampos. Se quiserem podem publicar no vosso blog.
Cumprimentos,
João Ribeiro»

26/10/2017


Trienal recebeu 26 candidaturas a concurso para Mercado de Santa Clara em Lisboa ... e a Feira da Ladra?


Exmo. Senhor Presidente
Dr. Fernando Medina


C.c. Vereador Manuel Salgado, EMEL, JF São Vicente, Trienal de Arquitectura, AML e media

No seguimento de notícias vindas a público dando conta dos planos da CML em requalificar o Mercado de Santa Clara (o qual, no nosso entender, nunca devia ter sido desmantelado enquanto mercado... era um mercado lindíssimo há pouco mais que duas décadas...), designadamente sobre o concurso de ideias "com um prémio no valor de 5000 euros, dirigido a arquitectos em nome individual, organizados em colectivos informais ou sociedades de profissionais habilitados a exercer a actividade de estudos e projectos de arquitectura.”, somos a alertar V. Exa. para dois pontos que nos parecem essenciais:

* A CML deve pensar o mercado em simultâneo com a Feira da Ladra.
* É inexplicável que só se aceitem propostas para o Mercado de Santa Clara vindas de arquitectos!

De facto, Senhor Presidente,

* O Mercado fica no coração da Feira da Ladra mas não é uma zona de passagem e funciona como um "beco" porque só tem uma porta aberta (actualmente esta porta conduz apenas a um conjunto de mesas vazias e as pessoas que entram voltam imediatamente para trás; a lindíssima entrada traseira do mercado, e que seria a entrada natural para quem desce a feira do lado do Arco Grande de Cima está fechada, obstruída por caixotes do lixo por causa da cozinha que foi montada no lado de dentro e aos dias de semana também está obstruída por automóveis, e as entradas laterais do lado da escola estão encerradas) e, portanto, milhares de pessoas movimentam-se à sua volta mas não entram;
* Pelo que é necessário criar formas de as pessoas circularem no espaço (e também de as pessoas com deficiência poderem entrar neste espaço público);
* Se as pessoas se deslocam à Feira da Ladra e o edifício do Mercado é no coração da Feira da Ladra não faria sentido que o Mercado fosse parte integrante da Feira da Ladra, por exemplo como o “Bazar de sabado”, no Bairro de San Angél da Cidade do México? Não compreendemos como não se pode utilizar o edifício do Mercado como … mercado!? Ao menos que ele acolhesse o "mercado bio", que tem lugar aos Sábados no Jardim de Santa Clara, sobretudo quanto chove, atraindo mais venderores;
* Por outro lado, se se pretende atrair pessoas para o Mercado por que é que não se resolve o problema dos espaços e dos acessos que estão condicionados pelos veículos dos feirantes e de visitantes que não usam os transportes públicos?
* Em relação ao próprio Jardim Botto Machado, poderia a CML “alargar” o mesmo, ou seja, removendo o asfalto e os automóveis em vários locais (separadores centrais acima e abaixo do mercado, e em frente ao Casão militar, de modo a garantir contínuos verdes;
* Por fim, o estacionamento automóvel mantém-se caótico, selvagem até, sendo um obstáculo à circulação das pessoas, e continuando desprotegidos os passeios e as passadeiras, bem como as dezenas de viaturas que ali permanecem abandonadas permanentemente (ex. nos passeios na Rua do Mirante e no Largo, que servem de arrumos aos feirantes e que a Policia apesar de informada não reboca nomeadamente junto ao antigo Hospital Militar na Rua Bernardino António Gomes (Pai).

Outro facto que contribui para o ar de abandono de toda a zona são os monumentos e o património edificado, que continuam por recuperar, uns, valorizar, outros:

* O Monumento ao Dr. Bernardino António Gomes (filho) – busto de bronze assente sobre um pedestral de pedra - é utilizado como amarra para as espias das barracas, local para os caixotes do lixo (colocados pela CML), banco e urinol;
* O fontanário não funciona há vários anos e está parcialmente destruído;
* Os relevos na antiga muralha (que podiam ser um local de visita) não estão assinalados de nenhuma forma e estão grafitados.

Propomos, por isso, a criação de bolsas de estacionamento em terrenos públicos abandonados, tal como foi apresentado oportunamente por cidadãos à CML e à Junta de Freguesia, sem resposta até ao momento (https://op.lisboaparticipa.pt/op/propostas/575d3ccf5c28680900d34013), conforme mapa em anexo.

Na expectativa, apresentamos os nossos melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Bruno Palma, Júlio Amorim, Luís Serpa, Ricardo Mendes Ferreira, António Araújo, Maria de Morais, Beatriz Empis, Luís Rêgo, Inês Beleza Barreiros, Fernando Silva Grade, José Maria Amador

25/10/2017

Novo procedimento de classificação de A Napolitana!


Um pequeno passo para o homem, um salto gigante para a humanidade!


«Anúncio n.º 191/2017 - Diário da República n.º 206/2017, Série II de 2017-10-25 114089169
Cultura - Direção-Geral do Património Cultural
Abertura de novo procedimento de classificação da antiga unidade industrial A Napolitana, na Rua de Maria Holstein, na Rua da Cozinha Económica e na Travessa de Teixeira Júnior, 1, Lisboa, freguesia de Alcântara, concelho e distrito de Lisboa
»

Prédio na Lapa para Demolição - Pedido de esclarecimentos - Rua do Meio à Lapa, 50-58


Exmo. Senhor Presidente
Dr. Fernando Medina,


Cc. Vereador Manuel Salgado, AML, JF Estrela e media

Tivemos conhecimento de que está na iminência de ser aprovada pela CML a demolição (!) do prédio sito na Rua do Meio à Lapa, nºs 50-58, edifício bastante importante no Bairro das Trinas, pois é um dos originais do aforamento setecentista que ocorreu no interior da cerca do convento das Trinas do Mocambo, logo a partir de 1756, seguindo um esquema modular que ainda hoje todos reconhecemos no bairro. Tem ainda o sistema construtivo e a tipologia arquitectónica originais, pelo que merece que o respeitem e não que o deitem abaixo.

Não entendemos, aliás, como este prédio não consta do Inventário Municipal do Património, anexo ao PDM, dado que foi amplamente estudado por Nuno Teotónio Pereira, entre outros. É uma situação em tudo confrangedora e esclarecedora quanto ao resto da cidade.

Apresentamos, por isso, o nosso protesto, e apelamos a si, Senhor Presidente, para que evite mais esta destruição de património na nossa Lisboa.

Na expectativa, apresentamos os nossos melhores cumprimentos


Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Júlio Amorim, Pedro Malheiros Fonseca, Fátima Castanheira, Gonçalo Cornélio da Silva, António Araújo, Virgílio Marques, Maria de Morais, Fernando Silva Grade, Martim Galamba, José Maria Amador, Nuno Vasco Franco, Beatriz Empis, João Oliveira Leonardo, Pedro Ribeiro, Miguel de Sepúlveda Velloso


Foto de J Mourão

19/10/2017

Mais fotos fresquinhas da obrinha na Solmar (Em Vias de Classificação, mobiliário incluído...):


Mais fotos fresquinhas da obrinha na Solmar.

Veja-se o “esmero e carinho” com que acondicionam ... os candeeiros, os maples, etc. Os candeeiros estão desmontados, todos com os vidros tirados, talvez para limpar. Aqui vê-se um carrinho com parte deles. Noutras fotos vê-se que as juntas das lajes dos lambris estão betumadas e parece-me que algumas destas estão a ser limpas, o que pode ser bom sinal. Está tudo coberto de pó de pedra.

E há estes pedaços de pedra…

O café, onde antes estava guardado o mobiliário, está agora vazio.

(reportagem fotográfica de Rita Gomes Ferrão)

Isto é só rir ...


in Público (19.10.2017), por Cristiana Faria Moreira

«Câmara embargou empreitada no Palácio do Marquês de Tancos, mas as obras continuam

Os responsáveis pela obra dizem não ter recebido qualquer notificação para a suspensão dos trabalhos de reabilitação do palácio situado na Calçada do Marquês de Tancos, na zona da Costa do Castelo.[...]»

Oxalá resistam, o espaço e o mobiliário. E que a classificação venha RÁPIDO!

In Público (18.10.2017), por João Pedro Pincha

«Cervejaria Solmar está na mão de chineses e reabre daqui "a dois ou três meses"

Empresária chinesa vai explorar o icónico restaurante da Baixa lisboeta e promete mantê-lo tal como até aqui. Não só em relação à arquitectura, mas também à comida.

A emblemática cervejaria Solmar, famosa não só pelos mariscos como pela exuberante decoração interior, está em obras e deve reabrir daqui “a dois ou três meses”. O restaurante da Rua das Portas de Santo Antão, na Baixa de Lisboa, será explorado por empresários chineses, que garantem querer manter a identidade portuguesa do espaço.

A Solmar vai continuar a ser uma marisqueira e cervejaria, disse ao PÚBLICO um cidadão chinês que se encontrava no local esta quarta-feira à tarde e que se apresentou como Jin, sobrinho da nova gerente. As obras começaram “há duas semanas” e devem estar concluídas dentro de “dois ou três meses”. Um operário português que por ali estava afirmou que os trabalhos visam “preservar o aspecto antigo” da cervejaria. [...]»

17/10/2017

Valeu a pena!


Hoje (foto de Rosa Casimiro)

"Ontem" (foto google)

Sim, valeu a pena termos apelado à CML termos apelado à CML há um ano! Embora tenhamos que aguentar com a outra face da moeda: ampliação de um piso.

Hoje, às 21h30, ante-estreia na Cinemateca:


13/10/2017

Outra boa notícia, e obrigado à CML pela reposição do chafariz (completo, ou quase) e pela manutenção da nespereira :-)


«Largo do Calvário de cara lavada

In O Corvo (13.10.2017)
Texto e fotografias: Samuel Alemão

Ainda há operários de carrinho de mão a circular de um lado para o outro, mas o essencial da obra de reabilitação do Largo do Calvário e também do vizinho Largo das Fontaínhas está terminado. A inauguração deverá ocorrer em breve. Iniciada no inverno passado, a empreitada inserida no programa municipal Uma Praça em Cada Bairro aplicou ali a fórmula já conhecida de outras intervenções realizadas em vários pontos da cidade: mais espaço e conforto para os peões, renovado mobiliário urbano, incluindo bancos e candeeiros, mais árvores e o privilégio concedido aos transportes públicos e aos meios ligeiros de locomoção, em detrimento do automóvel, que ainda assim acaba por beneficiar com esta operação de reordenamento do espaço público. A circulação parece ser agora menos confusa. As árvores, plantadas há pouco, ainda terão de esperar pela próxima primavera para singrarem e assumirem uma folhagem de dimensão suficiente para oferecerem sombra. Por agora, o chafariz ali recolocado, após uma ausência de décadas, assume-se como o novo ex-libris de um dos pontos centrais da zona ocidental da capital – que, com esta intervenção, ganha uma outra dignidade. [...]»

12/10/2017

Palacete Mendonça (Imóvel de Interesse Público) – Pedido de audiência URGENTE à 12ª comissão da AR


Exmos. Senhores Deputados
Membros da 12ª Comissão da Assembleia da República


Na sequência da presença de máquinas de sondagens nos jardins do Palacete Mendonça (na foto em anexo, da autoria de Marco Verch), sito na Rua Marquês de Fronteira, em Lisboa, que é Imóvel de Interesse Público [Decreto n.º 28/82, DR, I Série, n.º 47, de 26-02-1982, que classifica o edifício “incluindo os elementos decorativos que a integram e o respectivo parque” (sic)], solicitámos em Agosto à CML e à DGPC que nos esclarecessem sobre o que passava uma vez que não havia nenhuma informação afixada no local. Apenas recebemos da parte da CML a resposta de que apenas decorriam sondagens no local (ver ofício da CML em anexo). Poucos dias passados, fomos informados por locais que decorriam obras dentro do próprio palacete, que é hoje propriedade do Imamat Ismaili, via Fundação Aga Khan (https://dre.pt/home/-/dre/74385263/details/maximized?serie=I&day=2016-05-09&date=2016-05-01).

Sabemos agora que as mesmas significaram já a abertura de vários buracos no chão da cozinha e em pelo menos uma das salas do palacete, para sondagens com vista a apurar-se da resistência estrutural do edifício a obras futuras de alterações, para a colocação de elevadores, abertura de vãos, etc. Tal fará parte de um projecto de arquitectura da autoria do arq. Frederico Valsassina, cujo pedido de informação prévia deverá entrar nos serviços da CML e da DGPC muito em breve, mas que parece ter já aprovação garantida.
Desse projecto fará também parte a ampliação em 2 metros de todo o muro projectado em 1900-1902 por Miguel Ventura Terra (cujo sesquicentenário se acaba de comemorar, aliás...) em volta da propriedade, seguida de recolocação do gradeamento.
Desse projecto fará parte, ainda, a construção de um parque de estacionamento subterrâneo (!) na parte da frente do jardim, bem como a alteração da configuração actual do parque arbóreo a tardoz, implicando o abate de várias árvores.

Face a este cenário, serve o presente para solicitar a melhor atenção dessa Comissão para este assunto, tratando-se, como tudo leva a crer, de obras profundamente intrusivas a executar num conjunto classificado de Interesse Público e que, em conformidade, solicite esclarecimentos à DGPC (cujo parecer é vinculativo) e à CML.

Solicitamos ainda a Vossas Excelências a melhor reflexão sobre o facto do Imamat Ismaili paracer estar a protagonizar estas obras ao abrigo do estatuto de Embaixada, o que nos parece estranho, e ignorar assim os impedimentos legais decorrentes de uma classificação patrimonial de Interesse Público, como a presente.

Com os melhores cumprimentos


Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Júlio Amorim, Jorge Pinto, Ricardo Mendes Ferreira, Gonçalo Cornélio da Silva, Gustavo da Cunha, Inês Beleza Barreiros, Fernando Silva Grade, Ana Celeste Glória, Carlos Moura-Carvalho, Miguel de Sepúlveda Velloso, Maria de Morais, Alexandra de Carvalho Antunes a Ana Alves de Sousa

C.c. PCML, AML, DGPC, JF Avenidas Novas e media

10/10/2017

Os últimos dias do Néon....

foto: Juan Segal

Mas o fenómeno é global....

Ana Alves de Sousa

E a Confeitaria Nacional também:


Boa notícia:
Abertura do procedimento de classificação da Loja Confeitaria Nacional, piso térreo, incluindo o património móvel integrado, na Praça da Figueira, 18 A a D, e na Rua dos Correeiros, 238, Lisboa, freguesia de Santa Maria Maior, concelho e distrito de Lisboa (https://dre.pt/web/guest/home/-/dre/108275633/details/2/maximized?serie=II&parte_filter=31&dreId=108275602)

Foto de Artur Lourenço​

Clube Militar Naval está Em Vias de Classificação:


Excelente notícia: a moradia do Clube Militar Naval (da autoria de Norte Júnior) está finalmente Em Vias de Classificação: https://dre.pt/web/guest/home/-/dre/108275634/details/2/maximized?serie=II&parte_filter=31&dreId=108275602.

Foto de Fernando Jorge

09/10/2017

O prédio do Estado para futura residência estudantil que será um condomínio de luxo


POR O CORVO • 9 OUTUBRO, 2017 • TEXTO: SAMUEL ALEMÃO

O Largo do Intendente assiste à construção de um empreendimento de luxo, no que resta de um edifício do XVIII. O imóvel, que pertencia ao Estado, foi anunciado, em 2014, como futura residência universitária com 239 quartos. O então presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, disse que o projecto era da “maior importância” para a revitalização da zona. O mesmo considerou Manuel Salgado, vereador do urbanismo, avaliando-o como vital para “trazer gente nova”. Mas a Estamo, imobiliária estatal, acabou por vender o prédio a uma empresa com outros planos. A qual, durante o período da venda, mudou duas vezes de mãos e três vezes de gerência, sendo agora detida por uma sociedade controlada por Luiz Horta e Costa, ex-administrador do grupo Escom. Relato de como o interesse público perdeu para o privado.

Por estes dias, o fragor das retroescavadoras em movimentações de terras e o trabalho dos operários dominam o interior do número 57 do Largo do Intendente. Há muito que por detrás das fachadas do antigo prédio de construção pré-pombalina se encontrava apenas o seu miolo vazio. Algo que está prestes a mudar, com a construção de um empreendimento de luxo que prevê 51 apartamentos de tipologias T1 e T2, com áreas brutas variando entre os 50 e os 170 metros quadrados, distribuídos por seis pisos. O projecto imobiliário, denominado Largo do Intendente 57, tem como promotor a Eusofia, sociedade imobiliária cujo capital é detido maioritariamente por uma empresa criada por Luiz Horta e Costa, antigo administrador do grupo Escom, parte do universo Espírito Santo.

Mas, há pouco mais de três anos, o antigo imóvel do Estado havia sido anunciado em reunião de câmara como uma futura residência de estudantes. Algo que António Costa, então presidente da autarquia, qualificou como da “maior importância”. Em 26 de março de 2014, foi aprovado em reunião de vereação, apenas com duas abstenções, um pedido de licenciamento para a construção de uma residência de estudantes, com 239 quartos, requerido pela Estamo, imobiliária de capitais exclusivamente públicos criada para alinear propriedades estatais. Na memória descritiva do projecto, entregue nos serviços de urbanismo da autarquia no ano anterior, além do alojamento, fazia-se referência a “uma diversidade de espaços destinados a comércio (loja/bar/cantina), recepção e área administrativa”, mas também a áreas de estar, de leitura, de estudo e de refeições. Propunha-se também a manutenção da “fachada, inalterada e recuperada como uma ‘memória’ do antigo revestimento em azulejo”.

O edifício, que estava indicado como Imóvel de Valor Concelhio, e se encontrava devoluto há muito, havia sido apontado como a possível futura casa do Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural (ACIDI), em abril de 2011, aquando da instalação do gabinete da presidência de António Costa no Largo do Intendente – momento que desencadeou o processo de regeneração daquela área. Mas, em julho do ano seguinte, o então autarca anunciava que tal já não se viria a concretizar, por desistência do governo na altura liderado por Passos Coelho. No entanto, Costa garantia, nesse mesmo momento, que a Estamo se encontrava “a decidir como o valorizar” o imóvel, assegurando ainda que existia uma universidade “interessada” em usar o espaço para residência de estudantes, embora sem dar “indicação oficial” aos serviços camarários. [...]»

06/10/2017

Rua Vítor Cordon, 34-40 e Rua Duques de Bragança, 6 - Pedido de esclarecimentos à DGPC


Exma. Senhora Directora-Geral
Arq. Paula Silva


C.c. PCML, Vereador do Urbanismo, AML e media

Fomos informados da aprovação iminente pelos serviços dessa Direcção-Geral de um projecto urbanístico da Casa de Bragança, que envolve alterações profundas no edifício da Rua Vítor Cordon, nº 34-40, bem como a demolição integral de dois pequenos edifícios dos primórdios do século XX, na Rua Duques de Bragança, nº 6, com vista à construção de novo edifício alinhado pela cércea do edifício contíguo.

Solicitamos a V. Exa. que nos esclareça sobre quais os pareceres que justificam as alterações profundas no 1º edifício, e a demolição integral dos 2 edifícios da Rua Duques de Bragança, sendo aquela zona classificada como “Lisboa Pombalina”, e mesmo que os edifícios em causa não sejam evidentemente pombalinos.

Na expectativa, subscrevemo-nos com os melhores cumprimentos


Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Júlio Amorim, Virgílio Marques, Maria de Morais, Rui Martins, António Araújo, Fátima Castanheira, Fernando Silva Grade, Nuno Caiado, Miguel de Sepúlveda Velloso

04/10/2017

Protesto pela obra de "restauro" no Palácio de Tancos


Exma. Senhora Directora-Geral do Património Cultural
Arq. Paula Silva,
Exmo. Senhor Vereador do Urbanismo
Arq. Manuel Salgado


C.c. PCML, AML, Vereadora Cultura e media

Somos a solicitar a v/melhor atenção para a obra em curso no Palácio dos Marqueses de Tancos, Imóvel de Interesse Público (Decreto n.º 2/96, DR, I Série-B, n.º 56, de 6-03-1996), de que juntamos a fotografia possível.

Parece-nos escandaloso o que se passa com o pretenso "restauro" daquele palácio emblemático de Lisboa e antiga propriedade da CML, sendo que esta sempre justificou a aprovação do processo de alterações e ampliação apresentado pelo promotor, que o adquirira oportunamente, como contemplando a recuperação e o restauro que se impunham ao palácio.
Com efeito, não se trata de matéria apenas de mau gosto, mas de atentado ao património ali existente, mormente ao seu património azulejar que, recorde-se, é a sua maior mais-valia patrimonial, na circunstância azulejaria dos séculos XVII a XVIII.

Parece-nos evidente que:

1. A DGPC e a CML devem intervir nesta situação, embargando a obra em curso, e sancionando o promotor, no caso de se tratar, como esperamos, de um "restauro" à margem do aprovado por V. Exas.
2. A CML, doravante, tem que rever os critérios acerca da venda do seu património, mormente do seu património classificado.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Carlos Moura-Carvalho, Luís Serpa, José Maria Amador, Jorge Pinto, Ana Celeste Glória, Inês Beleza Barreiros, Maria do Rosário Reiche, Júlio Amorim, Pedro Malheiros Fonseca, Rui Martins, Luís Rêgo, António Araújo, Gustavo da Cunha, Beatriz Empis, Miguel Atanázio Carvalho, Fernando Silva Grade, Filipe Lopes, Pedro Janarra, Luís Mascarenhas Galvão, Jorge Santos Silva, Maria de Morais, Miguel de Sepúlveda Velloso, João Oliveira Leonardo, Gonçalo Cornélio da Silva, Fátima Castanheira, Pedro de Souza, Virgílio Marques

(foto de José Van Zeller)

O Chafariz de Dentro já jorra água e isso é uma grande notícia!


Depois de anos e anos sem gota de água, conspurcado, em obra, etc., finalmente ÁGUA! Uma grande notícia e um OBRIGADO à CML e à JF Santa Maria Maior. Agora só falta o d'El-Rei!


Fotos de Rogério Gonçalves