21/01/2021

Pedido à CML de jardim nas traseiras da antiga Fábrica Simões (Benfica)

Exmº Sr. Presidente da CML
Dr. Fernando Medina
Exmº Sr. Presidente da AML
Dr. José Maximiano Leitão
Exmº Sr. Presidente da JF de Benfica
Dr. Ricardo Oliveira Marques


C.C. Media

Como será do conhecimento de V. Exas., encontra-se a decorrer em bom ritmo a obra de construção do mega-empreendimento “Fábrica 1921” (https://www.fabrica1921.pt/), talvez a obra de construção civil com maior impacte neste momento em Lisboa, no exacto local onde laborou a outrora conhecidíssima têxtil da Fábrica Simões, em Benfica, extravasando em muito, aliás, o próprio lote da antiga fábrica, e tendo envolvido também a demolição de moradias centenárias.

É nossa convicção que o bairro de Benfica, e esta zona em particular, precisa de uma nova área densamente arborizada, por forma a compensar-se o impacte construtivo e de tráfego - designadamente a nível de uma maior dificuldade no escoamento do trânsito, e por conseguinte com uma maior carga de poluição -, que aquele empreendimento implicará no quotidiano de toda a envolvente à Av. Gomes Pereira.

Considerando que existe um amplo terreno vazio nas imediações da antiga Fábrica Simões, mais propriamente nas suas traseiras, junto ao final das escolas e do Politécnico (fotos em anexo), e que a pandemia que o país vive não terá permitido à Câmara de Lisboa apresentar as iniciativas que imaginaria para o ano passado, no âmbito do galardão de Capital Europeia Verde 2020;

Propomos a V. Exas. que a CML e a AML deliberem avançar com proposta no sentido de ser possível tornar o terreno acima referido num amplo parque, que possa ser o “pulmão verde” daquela zona de Benfica, para o usufruto de todos e como compensação pela densidade de construção aprovada para o lote da antiga fábrica.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Vítor Vieira, Bernardo Ferreira de Carvalho, Nuno Castro Paiva, Nuno Vasco Franco, Ana Celeste Glória, Virgílio Marques, António Araújo, Pedro Jordão, Paulo Trancoso, Gustavo da Cunha, Eurico de Barros, Maria Maia, Júlio Amorim, Beatriz Empis, Fernando Jorge, Maria do Rosário Reiche, Helena Espvall, Fátima Castanheira, Jorge Pinto e Sofia de Vasconcelos Casimiro

Fotos: Vítor Vieira

19/01/2021

Edifício Rua Pascoal de Melo, n 84 - Pedido à firma proprietária

À Administração da Seblima, Construção e Obras Públicas, Lda.

CC. PCML, AML, JF Arroios, Vereador do Urbanismo e media

Exmos. Senhores

Como é do conhecimento de V. Exas., o imóvel sito na Rua de Pascoal de Melo, nº 84, vossa propriedade, foi construído em 1882 e é um edifício bem exemplificativo de uma “Lisboa Entre-Séculos” que importa salvaguardar, sob pena de, daqui por década e meia, nada restar em Lisboa dessa época construtiva.

Em nosso entender, este edifício, cuja fachada se encontra integralmente revestida de azulejos da Fábrica Viúva Lamego, igualmente produzidos no século XIX, devia estar em perfeito estado de conservação e salvaguardado integralmente, enquanto exemplar característico do Bairro da Estefânia, outrora rico em património de finais do século XIX, início do XX, e habitado na sua totalidade.

Daí não compreendermos as intenções de V. Exas. em o terem querido demolir integralmente aquando do vosso projecto de 2018, oportunamente chumbado pela Câmara Municipal de Lisboa.

Nesse sentido, e até por uma questão da conjuntura económica em que vivemos e que não irá mudar nos próximos anos, apelamos a V. Exas. no sentido de repensarem a vossa estratégia para este edifício, e submeterem aos serviços da CML, tão breve quanto possível, um projecto de recuperação integral do prédio, a nível do seu exterior e do seu interior, em toda a extensão, relocando-o no mercado de habitação.

Lisboa só terá a agradecer a empresas que procurem, acima de tudo, reabilitar sem destruir, devolvendo à cidade edifícios recuperados e de que todos nos possamos orgulhar.

Podem V. Exas. contar com o Fórum Cidadania Lx para disso fazermos eco.

Na expectativa, apresentamos os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Fernando Jorge, Bernardo Ferreira de Carvalho, Rui Pedro Martins, Nuno Caiado, Gustavo da Cunha, Miguel de Sepúlveda Velloso, Paulo Guilherm Figueiredo, Pedro de Souza, Virgílio Marques, Eurico de Barros, Júlio Amorim, Maria Ramalho, Helena Espvall, Jorge Pinto, Pedro Ribeiro, Maria do Rosário Reiche, Maria Maia, Pedro Machado, Miguel Atanásio Carvalho, António Araújo, Filipe Teixeira, Beatriz Empis, Fátima Castanheira e Irene Santos

18/01/2021

Petição por um jardim-memorial a Sousa Mendes no Largo do Rato - Assine e divulgue, SFF, obrigado!

https://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT105288.

Exmo. Senhor Presidente da CML
Dr. Fernando Medina,
Exmo. Senhor Presidente da AML
Dr. José Maximiano Leitão


No seguimento da proposta apresentada à CML em 1 de Junho de 2018, no sentido de se transformar o lote expectante do Largo do Rato, gaveto com a Rua do Salitre e Rua Alexandre Herculano, em “Jardim Aristides de Sousa Mendes”
(http://cidadanialx.blogspot.com/2018/06/um-jardim-aristides-de-sousa-mendes-em.html),

Considerando que a proposta vencedora da 11ª edição do Orçamento Participativo, em 2019, de construção de um memorial a Aristides de Sousa Mendes, com projecto do arq. Luís Azevedo Monteiro replicando a 3-D a assinatura do antigo cônsul, ainda se encontra por fazer,

E considerando que esse jardim não só tornará o Largo do Rato num local mais aprazível e menos poluído, permitindo a existência de um traçado mais verde e contínuo entre o Jardim das Amoreiras e o Príncipe Real, como possibilitará, finalmente, o “desconfinamento” da Sinagoga Shaare Tikvah, propiciando uma melhor leitura do conjunto monumental do Chafariz do Rato e Palácio Palmela, entre outros;

Os abaixo assinados apelam ao Senhor Presidente da CML e aos Senhores Deputados à Assembleia Municipal de Lisboa no sentido de:

1. A CML resgatar para o domínio público o lote no gaveto acima referido, seja por expropriação, aquisição, acordo de permuta ou compensação justa com os seus proprietários.
2. A CML desenvolver um projecto de paisagismo para o local, de modo transformá-lo num jardim.
3. A CML incorporar nesse jardim a proposta vencedora do Orçamento Participativo de 2019, ou seja, o memorial a Aristides de Sousa Mendes, conforme projecto do autor acima mencionado.

Os abaixo assinados
»

13/01/2021

Petição "Pela remoção dos azulejos da fachada Quarteirão Suíça lado Praça da Figueira", Assine e Divulgue, SFF!

Assine AQUI:

https://peticaopublica.com/?pi=PT104833

...

«Exmo. Senhor Presidente da CML
Dr. Fernando Medina
Exmos. Senhores Deputados da AML

Como será do conhecimento de V. Excªs., o arquitecto responsável pelo projecto de alterações ao quarteirão com frentes para a Praça Dom Pedro IV 101 a 122, Rua da Betesga 2 a 2A, Praça da Figueira 1 a 3B e ainda com a Rua do Amparo 1 a 1B, vulgarmente conhecido como “Quarteirão da Suíça” e adoptando agora o nome comercial de “Rossio Pombalino”, manifestou publicamente, durante a reportagem exibida pela SIC Notícias do dia 12 de Dezembro de 2020, relativamente à apresentação do referido projecto:

A sua total receptividade à não manutenção da intervenção, realizada recentemente, de revestimento a azulejos da fachada que confina com a Praça da Figueira, desde que a Câmara Municipal de Lisboa o permita.

Com efeito, a intervenção existente em nada dignifica a Praça da Figueira e não respeita a imagem do quarteirão que se pretende preservar, pois o projecto génese deste quarteirão respeita o Cartulário pombalino, o qual não prevê nenhum revestimento a azulejo das fachadas, solução esta que só começou a ser adoptada nas fachadas a partir do séc. XIX.

Inclusivamente, já posteriormente à realização desta obra foram realizadas outras intervenções nas fachadas da Praça da Figueira com a adopção de tipos de revestimento completamente distintos e com azulejos com motivos decorativos totalmente díspares, pelo que nunca irá haver uma intervenção de conjunto que unifique a Praça da Figueira, mesmo que a fachada lado nascente do “quarteirão da Suíça” fique como está.

Pelo exposto, e considerando que esta é uma oportunidade única para se rectificar uma intervenção muito questionada pelos munícipes uma vez que, e considerando o que foi afirmado pelo arquitecto responsável pelo projecto relativamente à sua (e do promotor) total abertura para a adopção de uma outra solução no que toca ao tratamento da referida fachada,

Os abaixo assinados solicitam a V. Exc.ªs que revertam a posição da Câmara Municipal de Lisboa, quanto à manutenção da intervenção, realizada recentemente, de revestimento a azulejos da fachada que confina com a Praça da Figueira.»

...

Foto: Público

10/01/2021

Condições para os peões nos Anjos

Basta um pequeno passeio pena zona dos Anjos/Penha de França, para se compreender a dificuldade imposta a quem pretende fazer a sua vida deslocando-se a pé.

Primeiro, vemos como se esventram e inutilizam os passeios nas ruas com declive, para facilitar o acesso aos espaços privados. O passeio é assumido como não sendo mais do que um entrave ao acesso ao espaço privado, e é transformado de forma a dificultar o menos possível o usufruto desse espaço. Os peões que se lixem. Esta alteração do declive não deveria ser feita dentro do espaço privado? Se não alteram na faixa de rodagem, porque é que alteram no passeio? É menos "público"?



Um pouco mais abaixo, vemos o exemplo, tipicamente Lisboeta, das "meia passadeiras". Percebo que na altura houvesse, como há frequentemente e sem que a polícia faça nada, um carro sobre o espaço da passadeira. Mas ninguém toma nota? Não voltam lá para acabar o trabalho?

Finalmente, tenta-se perceber a lógica por detrás da colocação de passadeiras por parte dos serviços da CML e não chegamos lá. Por um lado, no atravessamento de um Beco sem saída, onde praticamente não entram carros, colocam uma passadeira. A 5 metros dessa passadeira, num atravessamento onde passa um tráfego constante, e onde a rua é muito mais larga, nada. Não há passadeira.
Alguém sabe explicar isto? É feito ao calhas?




07/01/2021

Pedido de retoma de propriedade pela CML a 2 edif.vendidos em hasta pública em 2014

Exmo. Senhor Presidente
Dr. Fernando Medina
Exmo. Senhor Presidente da AML
Dr. José Maximiano Leitão


CC. Media

Serve o presente para solicitarmos a V. Exas. a retoma da propriedade dos edifícios sitos na Rua dos Anjos, nº 40-44, uma vez que está provado que, passados que estão 6 anos sobre a sua alienação a privados (https://www.publico.pt/2014/10/08/local/noticia/apareceram-23-propostas-na-hasta-publica-onde-estao-a-venda-14-predios-camararios-1672249) com o fim de estes procederem à sua "reabilitação com manutenção do edificado existente", a única constatação de facto é que os edifícios referidos estão hoje em muito pior estado de conservação do que estavam aquando da sua venda pela CML.

Trata-se, a nosso ver, de mais um caso de pura especulação imobiliária, em que o proprietário além de não cumprir o estipulado no "caderno de encargos", ainda contribui para uma maior degradação dos edifícios, mantendo-os de janelas abertas à destruição.

E trata-se de um caso ainda mais revoltante pelo facto de os edifícios em causa estarem elencados na Carta Municipal do Património, o que denota, mais uma vez, o desfasamento existente entre o articulado do Plano Director Municipal e a realidade da cidade, rua a rua.

Na expectativa, apresentamos os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Pedro Ribeiro, Júlio Amorim, Gustavo da Cunha, Pedro Henrique Aparício, Miguel de Sepúlveda Velloso, Luís Carvalho e Rêgo, Helena Espvall, Pedro de Souza, Maria do Rosário Reiche, Sofia de Vasconcelos Casimiro, Nuno Caiado, Carlos Boavida, Pedro Cassiano Neves, Henrique Chaves, Jorge Pinto, António Araújo, Miguel Atanásio Carvalho, Virgílio Marques, Irene Santos e Fernando Jorge


Fotos: Pedro Ribeiro

06/01/2021

Torre da Péla em estado deplorável - protesto à CML

Exmo. Senhor Presidente
Dr. Fernando Medina


CC. AML, Vereadora da Cultura, ATL, DGPC e media

Vimos pelo presente apresentar o nosso protesto pela inércia da Câmara Municipal de Lisboa em relação à Torre da Péla, rara torre da cerca medieval de Lisboa, que se encontra abandonada e em avançado estado de degradação há décadas.

Inclusive, perguntamo-nos como é possível que esta situação se mantenha ano após ano, vereação após vereação, sem que haja nenhuma notícia acerca do seu restauro, sobretudo agora que a CML anuncia, e bem, um concurso de ideias para o Martim Moniz, e tendo em conta que aquando da urbanização da EPUL se perdeu, manifestamente, a oportunidade de o fazer?

Junto anexamos algumas fotografias sobre o actual estado de coisas na Torre da Péla, parte integrante da “Muralha Fernandina”, que apesar de não estar classificada individualmente como Monumento Nacional nem por isso desculpa o seu abandono. Atente-se no pormenor de a parte superior da Torre ter sido vandalizada com graffiti.

Com os melhores cumprimentos


Paulo Ferrero, Fernando Jorge, Bernardo Ferreira de Carvalho, Gustavo da Cunha, Rui Pedro Martins, Maria do Rosário Reiche, Helena Espvall, Pedro Fonseca, Pedro de Souza, José Morais Arnaud, Pedro Jordão, Nuno Caiado, Paulo Guilherme Figueiredo, Fátima Castanheira, Carlos Boavida, Sofia de Vasconcelos Casimiro, Ana Alves de Sousa, Miguel de Sepúlveda Velloso, António Araújo, Inês Beleza Barreiros, João Oliveira Leonardo, Pedro Ribeiro, Maria João Pinto, Miguel Atanásio Carvalho, Odete Pinto, Virgílio Marques, Irene Santos, Henrique Chaves, Filipe e Bárbara Lopes

Fotos: Fernando Jorge

05/01/2021

O Palácio Sassetti, Que Futuro?

O Hospital Cuf Infante Santo

A Companhia União Fabril (CUF) fundada em 1865, com sede em Lisboa, na Av.24 de Julho, esquina com a Av. Infante Santo, dedicava-se, principalmente, à produção de sabão, velas de estearina e óleos vegetais. Viria a tornar-se um gigante da indústria, ao iniciar em Portugal a produção de adubos em grande escala.

O palácio Sassetti, na travessa do Castro, Nº 3, construído por Carlos Augusto Bon de Sousa, visconde de Pennes, dada a sua proximidade com a Av. Infante Santo, foi o lugar escolhido para ser instalado em 1945 o "Hospital da CUF".

Jardim interior com cinco árvores monumentais

Paineis em baixo-relevo no "hall" de entrada

Capela do Palácio/Hospital

Figura existente no corredor de acesso à capela

Dada a grande riqueza histórica, patrimonial e natural contida no palácio Sassetti, nomeadamente as cinco árvores monumentais existentes no seu jardim interior, vemos com grande preocupação a salvaguarda dos valores em causa, após a saída do Hospital da CUF, ao fim de mais de70 anos de permanência naquele local, na travessa do Castro.


João Pinto Soares