APAREÇA! É GRÁTIS!

APAREÇA! É GRÁTIS!

28/12/2004

Bom ano novo!

Que 2005 signifique para Lisboa menos buracos, mais prédios restaurados, mais gente a morar em Lisboa, menos delinquência, melhor ambiente, mais cultura, mais educação, menos construção civil, menos abusos, menos burocracia, mais competência de que quem de direito, menos indiferença dos cidadãos, menos demagogia, melhores transportes, numa palavra; mais qualidade de vida.

E não se esqueçam de entrar com o pé direito no ano de 2005!

PF

Arco da Rua Augusta, finalmente?

Ippar pretende lançar uma campanha para angariar apoio de mecenas de modo a subsidiar a intervenção do arco. Reabilitar Arco da Rua Augusta custa 1,5 milhões. Intervenção do Instituto Português do Património Arquitectónico deverá arrancar em 2006 para ficar concluída em 2007. Acabar o ano com uma boa notícia é óptimo, sobretudo quando se trata de um monumento emblemático de Lisboa - o Arco da Rua Augusta -, que há muito espera por uma operação condigna de restauro. Que se anuncie agora a obra, a poucos dias de 2005, para avisar que só arrancará em 2006 e que só ficará concluída em 2007, é que já parece mais uma graça, daquelas que ultimamente são o pão nosso de cada dia. Contudo, já é muito bom que finalmente tenha sido encontrado o empreiteiro (o IPPAR), depois de décadas de empura para ali e acolá, entre os vários ministérios que tutelam (tutelavam?) conjuntamente aquela obra maior da nossa Lisboa. Cá ficaremos à espera que as obras comecem!
PF

23/12/2004

UM NATAL MUITO FELIZ !

São os votos dos autores deste blogue, a todos os alfacinhas, lusitanos e demais cidadãos que gostam de Lisboa, e a todos quantos ainda por cá vivem em regime de abandono, pobreza e solidão.

FELZ NATAL!

PF

22/12/2004

A oeste nada de novo

Quanto ao outro dos delírios camarários desta nossa Lisboa, o "túnel do Marquês", ele continua sem se fechar e sem se abrir. Parece esquizofrenia mas não é, asseguro-vos. Até há já quem diga que muito do espalhafato a nível de pós, lamas, máquinas, etc. (que actualmente se verifica na Joaquim Antº de Aguiar, e que é alvo de protestos, justos, de moradores e comerciantes) se deve - advinhem - às obras de Keynesianismo puro (e a isso voltarei brevemente), periódico, i.e., as habituais obras de esventramento da responsabilidade das companhias dos telefones, tv-cabo, gás, electricidade, água e tudo o mais que por aí há. Porquê? Para aumentar exponencialmente os protestos, com vista a que as obras de construção do túnel avancem, e quem se levanta contra ele seja achincalhado e alvo de protestos. A ser verdade, estamos perante outro caso de "vale tudo".

Entretanto, os representantes da Plataforma entregaram na quinta-feira, na Assembleia Municipal (AM) de Lisboa, 5120 assinaturas para desencadear a consulta aos lisboetas sobre aquela obra. Hélas, no entanto, ...

Aguardam-se cenas do próximos capítulos...
PF

Alcântara:Cruzeiros e hotéis no lugar do terminal de contentores

Falando ainda de Alcântara, parece que vem aí mais outro projecto, desta feita de revolução da zona de cruzamentos, pontes, passagens, terminais e tudo o mais que por ali há, depois da gare ferroviária de Alcântara-Mar. Bom, ainda sem sabermos muito bem o que é o projecto, já sabemos uma coisa: os contentores metálicos vão ser transferidos para Xabregas. Donde se prova que está tudo maluco, senão veja-se: primeiro diz-se que o casino é implantado no Jardim do Tabaco, pois ali vai ser feito o grande terminal marítimo internacional. Derruba-se uma série de pavilhões/armazéns de época, sem que ninguém diga nada. Passados uns tempos, o casino já não vai para ali, agora quem vai é a Feira Popular. O terminal, esse vai agora para onde já está: Alcântara (sim, já alguém reparou que ele sempre aí existiu?!). Mas como são precisas obras de construção civil, betume e benesses, aí vão os ditos contentores, que ocupam muito espaço. Vão para aonde? Para perto do Jardim do Tabaco. Talvez os coloquem defronte ao Museu do Azulejo, na Igreja da Madre de Deus. Como símbolo da nova estética lusitana. Para inglês ver. Ah, é verdade!, já me esquecia da Feira Popular: ela afinal já não vai para o Jardim do Tabaco. Foi só uma ideia, um lamiré, ou, se quiserem, um piada de mau gosto.

E Alcântara? Lá continuará por muitos e bons anos, indiferente as ventos e às "ideias", com cimento armado a substituir os velhos armazéns e instalações industriais. Com os seus dois "ex-libris", tornados passagens aéreas temporárias", leia-se os famigerados viaduto automóvel (em risco iminente de queda), e aquele tabuleiro vermelho rolante (medonho) para peões, que Ferreira do Amaral nos impingiu a todos como resolução artística para o problema que era/é a dificuldade em unir as duas gares ferroviárias de Alcântara, a de Terra e a de Mar.

E Siza? Já não interessa. Tal como Gehry, é passado; só que neste caso foi pago por um promotor privado, enquanto que o canadiano foi-o (é-o) pelo erário público.
PF
P.S. Quero que me expliquem outra coisa: como é possível construir hotéis em Alcântara, por debaixo da Ponte sobre o Tejo? Já lá está o "Vila Galé Ópera". E lá estarão, pelos vistos, mais uns quantos. Para além da questão de respeito pela zona ribeirinha, outra dúvida se me coloca: serão para masoquistas?

Torres de Siza Vieira em Alcântara Não Vão Ser Feitas

Definitivamente, isto está tudo maluco. Não é que depois de tanta tinta derramado e tanto protesto declamado, tanta teimosia e tanto dito e desdito, as benditas (?) torres de Siza Vieira, projectadas para Alcântara, deixaram de o ser?!! Não acreditam? Eñtão façam favor de ler isto: As torres projectadas pelo arquitecto Siza Vieira para Alcântara, em Lisboa, já não vão ser construídas. O promotor do empreendimento, a erguer na Av. da Índia, nos terrenos da antiga Sidul, optou por apresentar à câmara um projecto alternativo, da autoria de Mário Sua Kay, com edifícios de oito pisos, considerando "insustentável aguardar por um referendo em Maio de 200.

Escusado será dizer que tudo o mais, como seja o famosíssimo referendo, deixa de fazer sentido. Como o que quer que seja nesta cidade, a propósito. Eu, pela minha parte, nem cheguei a perceber o projecto. Será que alguém percebeu?
PF

21/12/2004

Ao português só lhe falta dormir no C.C.

O Grupo Amorim vai investir, em parceria com a Auchan, 200 milhões de euros num megacentro comercial na Amadora. Segundo os promotores, a abertura da nova superfície comercial está prevista para 2007, embora o projecto ainda esteja em fase de licenciamento na Câmara Municipal da Amadora, Esta notícia não é nada com Lisboa, mas não chega de centros comerciais? Não chega de grandes superfícies? E qual a razão para o português viver cada vez mais horas da sua vida comendo, descansando, circulando, trabalhando, divertindo-se e ... vegetando, fechado em centros comerciais? Quero que me expliquem, s.f.f.!
PF

Os Inglesinhos Continuam em Perigo, Portuguesinhos: Cuidado!

Julgo que a carta que José Fonseca e Costa escreve hoje no "Público", diz bem do que está efectivamente em causa no projecto patrocinado pela CML para o Convento dos Inglesinhos:

"Dois historiadores e um arquitecto, "técnicos da Unidade de Projecto do Bairro Alto e Bica" manifestaram a sua estupefacção, a 2 do corrente mês, nas colunas do PÚBLICO pelo facto de haver ainda uma bolsa de moradores das ruas circundantes do Convento dos Inglesinhos, no número dos quais se sabe que estou incluído, incapazes de terem entendido como foi, por eles, defendida encarniçadamente e, como tal, assegurada, a integridade de todas as suas peças.

Fizeram-no de modo magistral ( de "magister"...) , com a "non-chalance" e a arrogância de quem tudo julga saber, não hesitando em ofender aqueles que continuam a opor-se a um projecto que provocará a destruição de uma parte preciosa do conjunto que configura o Convento (ou Colégio...) e a descaracterização do seu corpo principal.

Como o demonstram as peças do projecto de que a seguir daremos conta.

Começam por chamar-nos ignorantes por designarmos por Convento aquilo que, segundo afirmam, sempre foi um Colégio.

Quando começámos, eu e os meus vizinhos e outros cidadãos de Lisboa, a luta pela defesa da integridade desta peça única do nosso património, demo-nos ao cuidado de obter sobre os Inglesinhos toda a informação disponível, entre a qual se inclui alguma da autoria de um dos referidos historiadores, a Senhora Drª Helena Pinto Janeiro.

Dessa tanta informação recolhida consta uma carta ou mapa do Bairro Alto, figurando a implantação dos edifícios, logradouros e jardins em espaço circundado por belos muros, mandada executar por Filipe Folque, onde aparece grafada por cima do edifício principal a designação "Convento dos Inglesinhos".

Este mapa data de 1856.

Como pode o trio de articulistas dizer "... que fique claro, ainda, que os Inglesinhos não são, nem nunca foram, convento algum" quando como tal aparece referenciado em 1856? E que importância tem, para a magnitude do problema que está em questão, o facto de tanto a "vox populi" como o Grupo Amorim persistirem em chamar Convento dos Inglesinhos àquilo que foi um Colégio ? Não é com esse nome e o conhecimento da Câmara Municipal de Lisboa (CML) que o referido grupo está a fazer a promoção do bem imobiliário "apartamentos de luxo, para quem ama Lisboa" que fará donos daquele espaço os "happy few" dotados de capacidade financeira para aí comprarem morada ou fazerem investimento?

Ou será que o vosso parecer é emitido "in abstracto", ou seja, na ignorância do fim a que se destina o bem patrimonial?

Percebe-se, logo a seguir, que o cerne da questão tem a ver com contas a ajustar não exactamente com cidadãos ignaros mas com colegas dos articulistas, porventura colocados um furo acima na hierarquia do funcionalismo público - aqueles que têm assento no Instituto Português do Património Arquitectónico (Ippar).

A coisa é, portanto, entre eles e trata-se de um problema de competências (ou consciências?).

Acusando o Ippar de ter aprovado sempre de cruz tudo o que nas diferentes fases deste projecto ao longo de quatro anos lhe foi submetido pelo Grupo Amorim, os articulistas arvoram a bandeira de rigorosos defensores do património, dizendo, às tantas "... como só pode ser do conhecimento do Ippar, o projecto aprovado para os Inglesinhos garante a salvaguarda inequívoca do edifício do colégio, da igreja e da cerca envolvente... mas não devido à acção do Ippar que aprovou sem pestanejar todas as versões apresentadas pelo Grupo Amorim para o local, incluindo as primeiras, que atentavam gravemente contra os valores histórico-patrimoniais".

Segue-se um rol numerado de denúncia das distracções do Ippar nesta matéria, tendente a colocar em destaque a causa própria e que eu não posso deixar de citar: "Felizmente, essa fase foi ultrapassada por via da acção concertada dos historiadores do pelouro de reabilitação da CML, que se juntaram à historiadora do então Gabinete Local do Bairro Alto (actual UPBAB) nas muitas e duras batalhas pela 'salvação' dos Inglesinhos e que se iniciou em 29/5/01, data da primeira informação desta técnica contra o projecto inicial... Este combate pelos Inglesinhos não foi notícia em nenhum meio de comunicação social: teve lugar numa instituição pública, foi protagonizado por funcionários públicos, em defesa de uma causa pública, que não se sujeitaram à imagem que as pessoas gostam de ter dos 'funcionários públicos'.

E, pasme-se, teve resultados !"

O UPBAB, ao contrário do Ippar a quem acusa de aprovar tudo sem pestanejar, aprovou pestanejando imenso...

Alguns dos resultados são os seguintes:

O logradouro será destruído na sua actual configuração, sendo abatidas as árvores, certamente centenárias, que o compõem; o muro de contenção das terras do jardim existente na Rua Nova do Loureiro, cuja autoria é atribuída a Carlos Mardel, (vd. Helena Pinto Janeiro in "Um Bairro Alto Desconhecido", revista "História" nº 40 de Nov./Dez. 2001) será violentamente deformado, sendo defenestradas os seus vãos e portas cegos e rompidas as duas portas a sul para serviço de entrada e saída de três pisos de garagem a fazer abaixo do solo.

Para lá do muro e arrasando - com o consequente abate de árvores de grande porte - o que resta de um formoso jardim em patamares, vai erguer-se, ao longo de todo o referido muro de Mardel, uma edificação de três andares acima do solo sobre a qual será feito aquilo a que o autor do projecto chama um pátio ajardinado.

Ao corpo do edifício principal, onde existem o Colégio e a Capela de São Pedro e São Paulo, será acrescentado um piso cuja implantação altera a fachada, dando para o Largo dos Inglesinhos, modificando substancialmente o equilíbrio do prédio e criando uma dissonância com os prédios adjacentes, um dos quais é o do Conservatório.

Da capela, a que será dado destino de "apoio social" ao empreendimento, são suprimidos os balcões, integrados no corpo dos apartamentos.

A magnífica cozinha será transformada num dos apartamentos de luxo...

E muito mais haverá para contar se entrarmos no pormenor do projecto com cuja aprovação são poucos os valores patrimoniais que se salvam depois da árdua batalha que os nossos heróis do património afirmam ter travado, ao longo de anos, com a firma imobiliária proprietária do Convento dos Inglesinhos quando, em boa verdade, a única batalha a ganhar seria a da recusa de semelhante intervenção, tendo em conta não só o valor "histórico-patrimonial" do conjunto como, igualmente, o facto de estar implantado na malha urbana do Bairro Alto, de onde vai desaparecer o seu único jardim e logradouro, jardim suspenso virado ao estuário do Tejo e às Colinas sitas a poente da cidade, que devia ser restaurado de acordo com o desenho original, tratado e aberto à fruição de todos os cidadãos.

Os três articulistas saberão de ciência certa o que vai acontecer ao observatório, sobre o qual a Drª Helena Martins Janeiro se pronuncia com as palavras com que termino este esclarecimento: "O quarto piso, com águas furtadas, de construção pombalina já tardia no tempo mas de puro desenho mardeliano, dá acesso a uma adição - sustentada por abóbadas, valorizada por nova e mais elaborada fenestração e rematada por terraço - destinada a observatório astronómico. As invasões francesas terão interrompido as obras do observatório, que, apesar disso continua hoje em dia a ser senhor de uma soberba vista de 360º sobre o casario da cidade, o estuário e a barra do Tejo..."

Quem serão os beneficiários de tão "soberba vista"?

Embora desta vez não venham as invasões francesas salvar os portuguesinhos da des-construção de uma discreta, romântica e belíssima pérola do nosso património incrustada na parte mais alta do Bairro Alto, porventura o seu coração, estranho fado o dos Inglesinhos, cujo licenciamento para execução da "sentença de morte" está assinado ... Napoleão ( ! ) - não já o que ordenou as invasões francesas antes alguém que não hesita em mandar perpetrar estas não menos bárbaras "invasões" com as quais se vai desfigurando e "arrancando a alma" a esta cidade de Lisboa - como o disse uma destas noites na "Ler Devagar" o meu amigo Carlos do Carmo, no decorrer de uma debate sobre o Convento dos Inglesinhos, para o qual foram convidados em boa e devida forma não só a vereadora Napoleão como também os autores do artigo a que ora respondo, Arquitecto Nuno de Morais, historiadores Dr. António Miranda e Drª Helena Pinto Janeiro.

Nenhum deles se dignou comparecer.
"

PF

17/12/2004

"Balanço de um ano difícil para a gestão camarária"?

"Problemas Em 2004, a autarquia lisboeta mudou de presidente e viu algumas obras parar Ano termina com o orçamento chumbado pela Esquerda e o Parque Mayer ainda sem solução".

Eu diria que o balanço dos 3 anos de mandato desta gestão camarária é frustrante. Já não falo do cumprimento das promessas eleitorais, vulgo "totem", até porque nunca concordei com alguns deles, como seja o denominado túnel do Marquês, ou os prometidos 8 meses para a reabilitação do Parque Mayer. Falo das medidas de fundo: recuperação dos edifícios, repovoação de Lisboa, desanuviamento do trânsito, disciplinar o estacionamento anárquico, melhorar de facto os transportes públicos, inverter o ratio "nova construção/reabilitação", cumprir o PDM, fazer cumprir o regulamento de cargas e descargas, tomar pulso às constantes obras de esventramento da via pública, ora de uma ora de outra empresa; maximizar a gestão das empresas municipais, etc.. Espremidos, estes anos de gestão Santana Lopes/Carmona Rodrigues resumem-se a tímidas medidas pontuais de restrição ao trânsito automóvel nos bairros de Alfama, Bairro Alto e Bica (veja-se, por contraponto, a total inacção no que toca ao trânsito no Chiado, ou a continuada aposta na construção de parques subterrâneos, que geram tudo menos a redução da entrada de automóveis em Lisboa); e a recuperação de alguns edifícios (sobretudo na Baixa e zonas histórica, sendo que na Alta e nas Avenidas Novas o ritmo de demolições tem sido alucinante). A meu ver, os únicos sectores dinâmicos durante estes 3 anos têm sido os da Cultura (em termos de programação e aproveitamento dos espaços municipais, embora ainda esteja muito por fazer e muito património alfacinha por comprar e recuperar) e dos próprios serviços camarários, com a redução de alguns entraves burocráticos e a criação de alguns serviços interessantes de apoio ao munícipe. Tudo o mais é fado.
PF

16/12/2004

Adiado referendo sobre Alcântara

Ano de 2005, ano de todos os referendos em Lisboa? Ou de nenhuns? De um lado promove-se um referendo sobre as torres de Siza Vieira, projectadas para Alcântara. Do outro, promove-se um sobre as condições ambientais e estruturais do famigerado túnel das Amoreiras. No meio fico eu, que sou totalmente contra esta proliferação de referendos. Precedente perigoso, digo eu. Mas há nestes dois referendos uma virtude: não poderão ter partes II, III e por aí fora, já que ao contrário dos homónimos sobre o aborto e a regionalização, aqui os resultados (sejam eles quais forem) são irreversiveis.
PF

14/12/2004

O jardim ceguinho do Arco do Cego

Segundo este artigo, A Primavera chegará em força ao bairro lisboeta do Arco do Cego. Ali encontrará 104 novas árvores e dois mil arbustos, de 27 espécies, num espaço ocupado por eléctricos e autocarros durante meio século. Lá para o Outono, na estrutura industrial da antiga gare de transportes nascerá o Museu dos Transportes de Lisboa e estarão em funcionamento pleno os equipamentos de apoio ao jardim. Depois de uma caminhada fria, saberá bem encontrar aconchego quente no novo salão de chá. Quem deu a notícia aos jornais esqueceu-se de dizer que juntamente com toda esta Primavera chegará também um silo para 218 automóveis, no edfício da gare, para onde esteve pensado um espaço ao jeito de Covent Garden. Mais um daqueles silos automóveis lindos e utilíssimos como o que a CML está prestes a inaugurar na Calçada do Combro, junto à Igreja dos Paulistas: um silo com aparência de código de barras em cimento armado, uma maravilha da nossa arquitectura!
PF

13/12/2004

O projecto Norman Foster no nosso site

Agora, no nosso "site", o projecto que Norman Foster apresentou recentemente em sessão pública da CML. A informação é fidedigna, pois vem da própria Câmara, e quem o consultar poderá responder a uma sondagem que lá colocámos. Participe!
PF

07/12/2004

Será desta que o famigerado parque da R.Lins do Rêgo descansa em paz?

Vale a pena ler isto, e ficar a saber, pela pena irreverente e cristalina de Carlos Fontes, o último episódio da novela do Parque de Estacionamento da Rua José Lins de Rêgo. É ler para crer!
PF

Foster em Lisboa? Yes!

O projecto do arquitecto britânico para a zona da Boavista, em Santos, que inclui uma torre de 30 andares, teve ontem a primeira luz verde, com os vereadores socialistas e sociais-democratas a aprovar a elaboração dos instrumentos urbanísticos necessários ao projecto. Bom, mas nem tudo são más notícias em Lisboa, já que Foster está em vias de ser realidade em lisboa. Sempre fui fã da arquitectura do britânico. E sempre odiei aqueles barracões que compõem (compunham) o quarteirão da Avenida da Boavista, entre o Cais do Sodré e Santos. Ter em Lisboa um projecto de Foster (e o mesmo se aplica, claro, a Gehry, Nouvel, Renzo Piano, Boffil, etc.) é uma mais-valia para Lisboa. Segundo aquilo que tem sido apresentado ao público, o projecto que Foster tem para aquela zona é bastante bonito e bem conseguido, tem uma preocupação de longo prazo e será um êxito garantido. Mas há dois problemas: o PDM e a torre de 30 andares, imitação assumida do Campanile veneziano. À partida, fico de pé atrás quando me falam em alterar o PDM. Acho que o PDM quando existe é para cumprir, e para cumprir durante uma geração. Ou seja, não se altera um PDM sempre que alguém quer construir uma coisa que esbarra nele, por ex. Só que desta vez não creio que os valores tenham que ser tão intransigentes assim. Veja-se os casos dos edifícios manhosos que já lá existem, que obstam a que se tenha uma vista mais abrangente desde o miradouro de Stª Catarina, por ex, para já não falar na estética e na forma desses edifícios. Veja-se outro caso: o terminal fluvial recentemente inaugurado no Cais do Sodré, um mamarracho visto quer de quem parte, quer de quem chega. Além do mais, a arquitectura de Foster - ao contrário da de Gehry, por ex. - é feita de transparências, de materiais que acentuam o efeito de profundidade, nunca o contrário. Por isso, espero sinceramente que o projecto vá avante e que já em 2007 tenhamos a honra de ombrear com todas aquelas cidades que têm obras de um artista como Foster.
PF

Bom ambiente, que é isso?

A Associação de Cidadãos Auto-Mobilizados (ACAM) acusa a Câmara de Lisboa de "nem sequer esperar pela Avaliação de Impacte Ambiental" para concluir as obras do túnel do Marquês como forma de evitar o cumprimento de uma directiva comunitária, aprovada em Abril, que estipula os requisitos mínimos de segurança para os túneis da rede rodoviária transeuropeia. É a ACAM e sou eu: a CML não se interessa minimamente pelo impacte ambiental de nada. Quando tem que optar por pulmões ou por carburadores, opta pelo segundo, sempre! A prova-dos-nove está no silo automóvel que vão construir no futuro jardim do Arco do Cego.
PF

A ser verdade, e cores políticas à parte: ISTO É GRAVE!

O vereador socialista da Câmara de Lisboa Vasco Franco disse ontem que foi detectada uma fissura no túnel do Metropolitano de Lisboa que passa debaixo da Avenida Fontes Pereira de Melo. Segundo o autarca, que referiu ter sido avisado do problema por "uma fonte muito bem informada", trata-se de uma fenda com uma extensão de "umas dezenas de metros", na qual "cabe uma mão". Ainda de acordo com a fonte de Vasco Franco, que é, no entender do vereador, "uma pessoa tecnicamente preparada", a situação não será alarmante para o normal funcionamento do metropolitano, podendo, no entanto, tornar-se preocupante quando as obras do túnel rodoviário do Marquês de Pombal chegarem à Fontes Pereira de Melo. O PÚBLICO tentou contactar ontem à noite a transportadora para obter esclarecimentos sobre a questão, que afectará uma zona da linha amarela algures entre o Marquês de Pombal e as Picoas, mas não foi possível obter qualquer comentário.
PF

06/12/2004

Mais uma petição, desta vez pelo Restelo

Talvez sejam abaixo-assinados e petições a mais, não sei, mas o certo é que a população de Lisboa está realmente farta com a incompetência, a indiferença e a importância que a especulação imobiliária continuam a assumir nos destinos de Lisboa. Prova disso é a notícia dando conta que A Associação de Moradores e Amigos das Juntas de Freguesia de Santa Maria de Belém e São Francisco Xavier quer entregar a Carmona Rodrigues um abaixo-assinado que reúne já duas mil assinaturas contra o projecto imobiliário do Belenenses.
PF

Jardim do A.Cego não gosta de buganvílias

O abate de árvores foi um dos primeiros passos da obra destinada a transformar num jardim a antiga estação de autocarros do Arco do Cego, em Lisboa. A palmeira parece ser mais importante do que a buganvília. Será o regresso da fase do oásis? Não fora trágico e seria cómico...
PF

02/12/2004

Afinal, o Convento, perdão, o Colégio está protegido! Livra!!

Lamentável é também o seguinte texto: Se a notícia da abertura do processo de classificação do Bairro Alto, enquanto conjunto urbano, é meritória e em muito nos apraz (em 2002, aliás, tivemos ocasião de nos pronunciar favoravelmente sobre a proposta de estabelecimento de uma zona especial de protecção (ZEP) conjunta dos imóveis classificados do Bairro Alto e área envolvente proposta pelo Instituto Português do Património Arquitectónico, Ippar), já o motivo invocado pelo director regional de Lisboa do Ippar, arq. Flávio Lopes, nos parece totalmente extraordinário. Como só pode ser do conhecimento do Ippar, o projecto aprovado para os Inglesinhos garante a salvaguarda inequívoca do edifício do colégio, da igreja e da cerca envolvente. , que é assinado por técnicos da CML, na edição de hoje do "Público". Ficamos a saber que a contestação à volta do projecto aprovado e em curso para o "Convento dos Inglesinhos" não é mais que uma cabala, versão II. Com efeito, só mentes perversas, dignas de uma langiano "Dr. Mabuse", lançariam mão desta vaga de fundo de tendências anarco-subterrâneo-caóticas com vista ao derrube de semelhantes pilares civilizacionais como a empresa privada que promove o empreendimento (honesta e legalmente, diga-se), a Misericórdia que o vendeu por tuta e meia, o Ippar que foi a reboque da onda como se andasse em contínua escada-rolante, ou a CML que costuma reagir bem e agir mal. Depois de ler atentamente o artigo, fiquei a saber que podemos ficar descansados: o convento, perdão, o Colégio dos Inglesinhos está protegido desde sempre, e pela CML. E o projecto que tem andado nas bocas dos reaccionários é todo ele ua mentira, pois diz respeito a algo que foi ultrapassado. Descansados? Livra!!

PF

Cidadania XL

O recenseamento dos sem-abrigo da cidade de Lisboa e o estudo da necessidade, ou não, de novas respostas para este problema, levou terça-feira à rua 160 técnicos da autarquia alfacinha, que durante a noite percorreram a cidade para fazer este levantamento.
É bom ver que este executivo camarário não esconde os problemas daqueles que vivem nas ruas. Excelente iniciativa. Agora falta o resto, as políticas.
Cidadania XL para esta iniciativa.
Problemas como o do túnel do Marquês parecem pequenos ao pé das pessoas que vivem sem casa e sem esperança.
Deviam ter começado por aqui, afinal de contas já passaram 3 anos.

PP

PS: Cidadania XS para os novos cartazes da central de comunicação da CML sobre o túnel do Marquês. Lamentável.