Conferência-26 de Abril-9:30-Anfiteatro Ventura Terra (MAC)-Entrada Livre

Conferência-26 de Abril-9:30-Anfiteatro Ventura Terra (MAC)-Entrada Livre

31/10/2007

Rua da Graça

A Rua da Graça é a rua central de um dos bairros "mais bairro" de Lisboa. Nela há uma imensa multidão a passar para trás e para a frente a qualquer hora do dia. Nela há um grande supermercado, vários mini-mercados, dezenas de lojas e cafés. É também a ligação do bairro a Sapadores, onde param todos os autocarros.
Só um pequeno pormenor: há zonas onde o passeio nem 70 centímetros tem. Não passam duas pessoas, nem um carrinho de bebé, nem um idoso de bengala. Contando com os outros peões, é impossível fazer o troço que se vê na foto sem pisar o alcatrão.
Resolver o problema é simples: alargar o passeio e colocar semáforos para que só haja um sentido de cada vez ou desviar um dos sentidos pela paralela Rua da Sra da Glória. Mas isso incomoda o trânsito, o que é chato.
(Adaptado de Menos Um Carro)

«Rock-in-Rio 2008 em Lisboa», como disse?

A propósito de um post, ali ao lado, acho que já é tempo de esclarecer junto da CML o seguinte:

1. Que se saiba, a edição do RinR 2008 não está «protocolizada». Sendo assim, estamos a ser tratados como burros, pois estão-nos a impingir um facto consumado.

2. O que é feito da Comissão de Acompanhamento CML/RinR?

3. As verbas provenientes do acordo com o Creamfields, já foram cobradas?

In Público (31/10/2007)

In Público (31/10/2007)

Lisboa continua a ser um "desafio" para as pessoas que têm deficiências motoras

O debate sobre as barreiras arquitectónicas de Lisboa voltou a estar na ordem do dia. Ontem, a CDU reuniu-se com diversas associações de pessoas com deficiência, a propósito da requalificação do espaço público da capital, cuja intervenção urgente é pedida numa proposta a debater, amanhã, em reunião da Câmara.
A proposta, dos vereadores Ruben de Carvalho e Rita Magrinho, pede a criação de um «programa geral de reabilitação da cidade» que resolva o «estado de degradação» do espaço público, dando, também, «melhor resposta» de acessibilidade às pessoas com mobilidade condicionada.
Para Rita Magrinho, e após o encontro com várias entidades, a CDU desenvolverá «mais iniciativas» tendentes a incluir as propostas das associações para «erradicar as barreiras» da cidade.
Ao Destak, Humberto Santos, da Associação Portuguesa de Deficientes (APD), lembra que a legislação prevê «há dez anos» o fim das barreiras, mas a tarefa em Lisboa ainda é «colossal».
«Já foram feitas coisas, mas ainda há muito trabalho. Em passagens aéreas, espaços verdes, ao atravessar estradas sem semáforos sonoros, andar em Lisboa ainda é um desafio».
A associação lembra que, mesmo os edifícios públicos continuam, em muitos casos, por arranjar, e pede a intervenção da Câmara nos seus espaços e a sensibilização nos do Estado.
A APD diz entender que o problema não se resolva de um dia para o outro. «Mas se virmos a Câmara definir um plano, com ponto de partida e de chegada, acreditamos numa Lisboa acessível a todos.»
Segundo o movimento camarário Cidadãos por Lisboa, também em luta pelo fim das barreiras, existem em Lisboa mais de 5 mil pessoas (só) portadoras de deficiências motoras. (...)

Destak/Lusa - 30 Out. 2007

Mais electricos para Lisboa


Um dos maiores problemas da cidade de Lisboa «prende-se com a mobilidade» e é esse drama que o vereador independente eleito pelo Bloco de Esquerda, José Sá Fernandes, pretende ajudar a resolver. A principal solução prende-se com uma rede de eléctricos modernos na capital, composta por quatro linhas. «É muito mais barato do que uma linha de metropolitano e pode ser desenvolvido com fundos europeus», explica Sá Fernandes.
As linhas propostas são: «Alcântara-Santa Apolónia»; «Algés-Gare do Oriente»; «Gare do Oriente-CF de Benfica» e «Charneca do Lumiar-Jerónimos».
Veja as linhas

«Há cidades que apostaram numa rede moderna de eléctricos e foram bem sucedidas», argumenta. Do estudo que desenvolveu, Sá Fernandes refere, por exemplo, os diferentes custos entre o metropolitano e o eléctrico: «São dez milhões de euros por km para o eléctrico e 50 milhões de euros por km para o metro», revela. As quatro linhas apresentadas custariam, no total, «500 milhões de euros».
O vereador recorda que «recentemente foi apresentada a Linha da Colina (do metropolitano de Lisboa) como uma ajuda para a mobilidade, mas o custo daquela linha pagava a totalidade desta rede que serve toda a cidade».
O vereador defende que falar sobre mobilidade «sem discutir os transportes» é um erro. «Não basta alterar as linhas da Carris ou aumentar as medidas avulsas de estacionamento. É preciso uma discussão de fundo», argumenta.
Boa altura para debater problema

Para a revisão do Plano Director Municipal (PDM), que será apresentada até ao fim do ano, «não foram estudados os transportes públicos». Para uma maior mobilidade «estudou-se estradas e entradas na cidade, mas não o mais importante», explica Sá Fernandes.
Segundo o vereador é uma boa altura para debater o problema, «falei com a Carris, o Metro, o departamento de tráfego, o departamento responsável pela organização dos transportes da autarquia e percebi que há um consenso para debater o tema».
Para a eficácia dos transportes públicos Sá Fernandes lembra que estes devem ser complementares e actuar «como um todo» e que a sua proposta faz essa ligação, ao Metro e à Carris.

Das quatro linhas que apresentou, o vereador começaria o projecto pela «linha ribeirinha, que iria aproveitar e complementar o percurso do eléctrico 15 em Lisboa».
Para José Sá Fernandes não se pode reduzir o número de automóveis dentro da cidade, sem antes dar aos cidadãos uma rede de transportes eficaz, de qualidade e com conforto. «Só depois podemos falar em reduzir veículos» e lembra que «as cidades com portagens têm excelentes transportes».
Os fundos europeus

Mas há outra vantagem nesta rede de eléctricos: «Ainda existem verbas comunitárias para transportes amigos do ambiente, que é o caso, e a que Lisboa pode recorrer», afirma o vereador. O estudo agora apresentado será levado à próxima reunião de Câmara e Sá Fernandes espera, pelo menos, que o assunto comece a ser discutido.
Mas além destas «quatro linhas», o vereador propõe a criação de um «bilhete único, que sirva todos os transportes, num determinado período de tempo, e esteja associado ao estacionamento». Pretende também, que seja reclamado junto dos operadores de transportes critérios de padrões mínimos (o tempo de espera máximo, em hora de ponta, não pode exceder sete minutos). E finalmente, reclama mais pressão sobre o actual Governo para que seja criada a Autoridade Metropolitana de Transportes em Lisboa.


in portugal diário


Juntemo-nos a esta vaga de fundo!

Balões gigantes invadem Lisboa

In Portugal Diário (31/10/2007)

«Espectáculo «Baloon Night Glow» realiza-se já no sábado à noite

A noite de Lisboa vai ser invadida por balões gigantes já no próximo sábado, dia 3 de Novembro, numa iniciativa denominada «Baloon Night Glow».

O evento terá lugar na Praça do Império e através da luz transmitida pelos queimadores de 15 a 20 balões insuflados e ao som de música, o público vai poder assistir às subidas e descidas dos balões, de acordo com as instruções do «maestro» ...»

Lisboa Obras no Metro esmagam investimento

In Jornal de Notícias (31/10/2007)
Inês Cardoso

«É um pacote com um embrulho bonito, mas de conteúdo pouco interessante. Os números aparentemente generosos do Programa de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central (PIDDAC) para o concelho de Lisboa, que ganha verbas em ano de "aperto de cinto" no distrito, são iludidos pelo peso de projectos de modernização da Administração Pública. Retirando largas dezenas de investimentos relacionados com a reforma do Estado, actualização tecnológica de serviços e ministérios e afins, o plano de intenções do Governo para investimentos na capital é igual ao dos restantes 15 concelhos do distrito vazio de novidades.

Nas contas do perde e ganha por municípios, não há dúvidas sobre quem mais razões tem para se lamentar da sorte a Lourinhã tem zero euros a título individual. Cinco concelhos ganham verbas - e Lisboa mais que qualquer outro, subindo de 323 milhões de euros para 346, num ano em que o total do distrito cai de 510 milhões para 480. Em termos globais, a sua fatia equivale a 72% do bolo. De resto, seis concelhos perdem verbas e quatro em pouco vêem os valores alterados. (...)»

Petição p/regresso do Eléctrico 24 e Doc.«É preciso apostar forte no carro eléctrico»

Lisboa, 31 de Outubro de 2007

Ex.mo Sr.Presidente da CML, Dr. António Costa,
Ex.mo Sr. Presidente da Carris, Dr. José Manuel Silva Rodrigues

Numa época em que grande parte das cidades mundiais repensa a utilização de meios de transporte tornando-os amigos do ambiente, e restringe a sobre-utilização de automóveis nos seus centros antigos, achamos que é altura de se discutir, seriamente, a (re)introdução de linhas de eléctrico em Lisboa, não apenas por questões ambientais mas também, conjunturais, dadas as restrições económicas e por as linhas de eléctrico serem bastante menos dispendiosas do que qualquer outra alternativa.

Se se tivesse mantido a rede de eléctricos que existia em Lisboa, modernizando-a em vez de a destruir, muitos dos problemas de poluição, mobilidade, trânsito e saturação das nossas artérias estariam resolvidos. É paradoxal querer agora apostar-se no metro de superfície, etc., quando Lisboa já dispôs de uma rede de eléctricos bastante eficiente e abrangente ... há quase 100 anos.

Nesse sentido, temos o prazer de enviar em anexo, um documento contendo algumas ideias sobre este assunto, incluindo 2 propostas muito concretas de re-investimento nos eléctricos, que, recordamos, foram sendo retirados do mercado ao longo dos anos em contra-ciclo ao que se faz lá fora. São estas propostas as seguintes:

1. Reabertura da Linha 24, troço Carmo-Campolide (1ª fase) e Cais do Sodré-Campolide (2ª fase);
2. Nova linha de eléctrico, Av.Uruguai - Gare do Oriente;

No que toca ao ponto 1. temos o prazer de anunciar que lançámos uma petição online, que esperamos sirva de incentivo à manifestação de interesse dos lisboetas:
'Lisboa precisa da carreira de eléctrico nº 24. Por favor, reabram-na !'

Contamos com o apoio expresso de várias instituições do eixo Cais dos Sodré-Rato, como por ex. Associação dos Comerciantes do Bairro Alto, Liga dos Amigos do Jardim Botânico, e o apoio, a título individual, de Vítor Costa, da Associação de Turismo de Lisboa . Também o Centro Nacional de Cultura manifestou a sua solidariedade.

Na expectativa de uma Lisboa mais moderna, amiga do ambiente e dos cidadãos, subscrevemo-nos com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Hugo de Oliveira, Nuno Santos Silva, André Santos, Nuno Caiado, Fernando Jorge e Nuno Valença

30/10/2007

Cinemas. Mais uns quantos..














Mais uma ajuda, chegada também por mail, em reposta ao apelo aí em baixo. Obrigado ao autor da recolha, claro. Créditos ao Arquivo Municipal... Para saber o nome dos que não identifica, clique duas vezes em cima da imagem e leia no topo da página.

CML/sessão pública dia 31/ Prop.406/2007/ URGENTE

Ex.mo Senhor Vereador,
Arquitecto Manuel Salgado


Consta da Ordem de Trabalhos nº 9 para a reunião de Câmara pública do dia 31 de Outubro, a Proposta 406/2007, a provar o projecto de arquitectura de licenciamento de obras de construção de um edifício novo sito na Av. da Liberdade, nº 238/Rua Rodrigues Sampaio, n.º 91, que constitui o processo nº 215/EDI/2007, nos termos da proposta;

Recordamos que o edifício em causa mantém telões anunciando obras coercivas por parte da CML, desde o mandato do Dr.Pedro Santana Lopes.

O projecto em causa, pelo que sabemos, comportará a construção de um hotel da cadeia Hyatt, com ampliação das cérceas em 4 andares acima do edifício actual, com esventramento do logradouro traseiro, e abertura atentará contra a estética não só da Avenida da Liberdade (dando seguimento ao péssimos precedentes já consentidos na zona), como implicará o desfigurar da estética e da harmonia da Rua Rodrigues Sampaio, que importa preservar.

Achamos também que o projecto de hotel nem sequer é particularmente atractivo em termos de oferta hoteleira da zona, é particularmente brilhante em termos de aproveitamento das mais-valias do edifício. Cremos que é escandaloso o parecer positivo do IGESPAR, argumentando com o precedente em termos de autorização dada a outros casos para que se aumentassem as cérceas.

Apelamos, por isso, a V.Exa., para que a CML chumbe este projecto, iniciando procedimentos para que o proprietário cumpra a lei, isto é, reabilite o prédio, que está há demasiados anos sem ser recuperado. É tempo de dar o exemplo.

Na expectativa de uma decisão acertada da CML, subscrevemo-nos com os melhores cumprimentos.

Paulo Ferrero, Júlio Amorim, Virgílio Marques e Sofia Vilarigues
Cc. Vereação

CML/sessão pública dia 31/Prop.403/2007

Ex.mo Senhor Vereador,
Arquitecto Manuel Salgado


Consta da Ordem de Trabalhos nº 9 para a reunião de Câmara pública do dia 31 de Outubro, a Proposta 403/2007, referente a um projecto de alterações/ampliação para o nº 28 da Rua Castilho/nº 33 Rua Alexandre Herculano. A proposta foi agendada por V.Exa. para discussão e aprovação.

Vimos por este meio lembrar-lhe que este edifício é um dos poucos ainda intactos naquela zona de Lisboa, que, como todos sabemos, é objecto de vasta fúria por parta das imobiliárias, demolições inexplicáveis, esventramento de valiosos logradouros, alterações bárbaras de fachadas e interiores, etc., etc.

Com efeito, este é um prédio bastante bonito, harmonioso, bem enquadrado naquele quarteirão e tem um bonito logradouro, bastante verde, apesar de uns poucos anexos que lhe foram acrescentados há anos. O prédio está praticamente devoluto à excepção do "Restaurante 33".

Cremos que esta proposta contemplará a destruição do logradouro e aumento das cérceas, o que matará a beleza do edifício.

Cremos também que chegou a hora da CML, em bloco - vereação e oposição-, repudiar semelhantes projectos, de uma vez por todas, devendo a CML aproveitar esta ocasião para dar um sério «aviso à navegação».

Apelamos, por isso, a V.Exa., para que a CML chumbe este projecto, iniciando procedimentos para que o proprietário cumpra a lei, isto é, reabilite o prédio, que está há demasiados anos sem ser recuperado.

Na expectativa de uma decisão acertada da CML, subscrevemo-nos com os melhores cumprimentos.

Paulo Ferrero, Maria Amorim Amorais, Sofia Vilarigues, Hugo de Oliveira, Nuno Caiado, Virgílio Marques e Carlos Brandão

Chegado por email:

Novas propostas CPL não agendadas para reuniao CML

COMUNICADO DE IMPRENSA

Os vereadores do gabinete Cidadãos por Lisboa, Helena Roseta e Manuel João Ramos, apresentaram para agendamento na reunião do executivo do próximo dia 31 de Outubro, quatro novas propostas.

Foram ainda submetidas novamente duas propostas não agendadas para reuniões anteriores.

De entre as seis propostas apenas duas foram agendadas.

Apresentados a 3 de Outubro, e ainda sem resposta, encontram-se dois requerimentos, cujo prazo para resposta já foi ultrapassado.

Na reunião será ainda apresentado um requerimento sobre o Programa de bicicletas de uso partilhado em Lisboa.

Juntam-se em anexo as propostas e requerimentos.

NOVAS PROPOSTAS:

1- Proposta para Ligação Pedonal do Rego
(Esta proposta não foi agendada estando a aguardar informação dos serviços)

Pressupondo ser exigível garantir e manter a mobilidade dos cidadãos dentro de Lisboa, e, estando o Elevador do Rego avariado há mais de cinco meses – situação denunciada ao gabinete CPL através de queixas de munícipes, e tendo o gabinete sido informado pelo senhor vereador Perestrello que a CML não tem verba para garantir a sua reparação – propõem os Cidadãos por Lisboa que, existindo a menos de 100 metros do local um túnel pedonal sob a via férrea, construído na sequência de petições da população do Bairro do Rego, com a promessa de que iria permitir o trânsito pedonal entre o Bairro e as Avenidas Novas, seja notificado o promotor da urbanização para que proceda a imediata conclusão dos arranjos nas áreas do domínio público, possibilitando a abertura do mesmo.

2- Urbanismo Participativo e Tecnologias de informação
(Esta proposta não foi agendada estando a aguardar informação dos serviços)

Considerando que a Câmara de Lisboa vem desenvolvendo um conjunto de ferramentas informáticas de apoio à gestão urbanística, Gesturbe e LX Mapas, considerando o direito à informação e à participação, considerando que a lei já obriga à publicitação dos pedidos de licenciamento ou autorização de operações urbanísticas, considerando ainda que os cidadãos têm legitimidade para intervir no procedimento administrativo, e considerando que o princípio da desburocratização da Administração Pública aconselha o acesso dos cidadãos à informação, propõe-se que os serviços permitam o acesso público ao LxMapas, em conexão com o GESTURBE. Sendo lançadas pelos serviços acções de sensibilização e formação externa, dirigidas a profissionais, organizações ou munícipes, sobre a utilização das tecnologias de informação no planeamento e gestão urbanística, a fim de incrementar modalidades de urbanismo participativo na Cidade de Lisboa.

3- Alteração do sistema de semaforização no atravessamento de peões
(Esta proposta foi agendada)

Considerando o interesse em melhorar a mobilidade pedonal e garantir que os atravessamentos de vias sejam realizados em condições de segurança e que uma percentagem significativa desses atravessamentos são realizados em cruzamentos semaforizados, e sendo que a regulação semafórica actual favorece principalmente a mobilidade automóvel, vêm os Cidadãos por Lisboa propor que os serviços se pronunciem sobre a necessidade de compatibilizar as mudanças de direcção por parte dos automobilistas com os tempos de verde para peões em conflito, nos cruzamentos semaforizados, nomeadamente:

- introduzindo sinal luminoso amarelo intermitente, coincidente com a passagem a verde para os peões
- reduzindo os tempos excessivos de verde para automóveis, e aumentando os tempos de verde para peões,
- promovendo uma campanha de sensibilização para o uso das botoneiras, como meio seguro de antecipação da passagem a verde para peões
- introduzindo em todos semáforos da cidade mecanismos de alerta sonoro para peões invisuais e painéis LED de contagem decrescente dos tempos de verde para peões, para que estes tenham informação antecipada da mudança de sinal;
- estudando a eliminação de cruzamentos semaforizados para sistema de passadeira com prioridade simples para peões, em todos os casos em que o número de automóveis o justifique

4 - Medalha Municipal Mérito para o Sr. Joaquim Fernandes Campos
(Esta proposta foi agendada)

Considerando a notável carreira desportiva de Joaquim Fernandes de Campos, como árbitro, e o seu empenho em áreas de interesse da cidade, nomeadamente na freguesia dos Anjos, e o parecer favorável do Conselho da Medalha Municipal do dia 7 de Setembro de 2005, bem como a proposta apresentada em 20 de Setembro de 2005, subscrita pelo então presidente da Câmara, hoje Vereador António Carmona Rodrigues, que foi adiada, sem nunca ter sido reagendada, vêm os Cidadãos por Lisboa propor a atribuição da Medalha Municipal de Mérito, Grau Ouro a Joaquim Fernandes de Campos (...)


REAGENDAMENTO DE PROPOSTAS

1- Proposta Hotel Berna – ocupação abusiva de propriedade
(Esta proposta entregue pela primeira vez para a 8ª reunião, em 15 de Outubro, não foi mais uma vez agendada continuando a aguardar informação dos serviços)

2 - Gestão de pessoal
(Esta proposta, entregue pela primeira vez na 4ª reunião, em 19 Setembro, não foi mais uma vez agendada, continuando a aguardar informação dos serviços.)

REQUERIMENTOS POR RESPONDER

1- Fogos Devolutos
(ainda a aguardar resposta, tendo o prazo para resposta sido ultrapassado, e o levantamento já tornado público através da imprensa)

2- Via Verde
(ainda a aguardar resposta, tendo o prazo para resposta sido ultrapassado)


Luisa Jacobetty
Pelos Cidadãos por Lisboa
Gabinete dos vereadores
Helena Roseta
e Manuel João Ramos

29/10/2007

Palácio dos Andrades : Cidadãos de Lisboa denunciam demolição

In Sol Online (29/10/2007)
Por Margarida Davim

«O Fórum Cidadania Lx critica o que diz ser um «projecto medíocre» que implicará a escavação da cave do Palácio dos Andrades, no Bairro Alto, para a construção de um estacionamento subterrâneo. As alterações ao Palácio dos Andrades são, para para o Fórum Cidadania Lx, «uma intervenção urbanística ao estilo ‘Convento dos Inglesinhos’.

O movimento de cidadãos diz-se preocupado com o futuro daquele edifício histórico, já que na semana passada entrou na Câmara de Lisboa um pedido de demolição, para escavar a cave do palácio e construir um estacionamento subterrâneo.

«Preparem-se porque em breve a escadaria monumental barroca, pórticos, os telhados em tesoura e tudo o mais que ainda resta de valor vem abaixo», alerta Fernando Jorge do Fórum Cidadania Lx.

Fernando Jorge explica que «além da questão das águas/solos, põe-se mais uma vez o problema da destruição de património arqueológico», que poderá ser posto em causa pela operação de escavação.

A localização do Palácio dos Andrades também é motivo de preocupação para o Fórum Cidadania Lx: é que o edifício está entre dois imóveis classificados, o Palácio Ludovice e a Igreja de São Roque.

Assim sendo, quaisquer obras de demolição constituem um risco acrescido para estes dois edifícios históricos. O Palácio dos Andardes – também conhecido como Palácio Cunha e Meneses, ou dos Lumiares – foi erguido em 1703 e encontra-se em avançado estado de degradação, estando actualmente a ser transformado num hotel de charme.

Uma transformação que, segundo Fernando Jorge «poderia ser uma boa notícia para a cidade», caso fosse impedida a construção de um parque subterrâneo.»

Algumas críticas acerca do último troço do Eixo N/S recentemente inaugurado

O que poderia ter sido um acontecimento e uma satisfação para os Lisboetas e para aqueles que nesta cidade trabalham, acabou por se tornar um pesadelo para as populações locais. Refiro-me ao recentemente inaugurado último troço do Eixo N/S entre o Lumiar e a IC 17.

Concretizando uma velha aspiração de retirar trânsito de passagem do interior da cidade, esta via sofreu uma alteração entre esse conceito inicial (PDM 1967) e o actual (PDM 1994) no sentido de lhe atribuir também funções de trânsito local. Esta modificação implicou assim um aumento do número de nós e das respectivas saídas.

Esta opção encontra-se hoje tanto mais justificada quando a zona a poente da via, que no primeiro Plano Director constituía o Parque Periférico, foi sendo entretanto preenchido com loteamentos, cujo peso do aumento populacional começa agora a manifestar-se.

Não foi sem algum espanto que vimos esta obra abrir ao público em condições deploráveis, mais próprias de um país do terceiro mundo do que de um Estado que se diz de direito e democrático. Das funções a que se propunha apenas o problema do trânsito de passagem ficou resolvido e mesmo este mal (vide os engarrafamentos no Nó do Grilo).

Vejamos então algumas razões de crítica:

1. Ausência de publicitação do projecto. O facto de as populações desconhecerem os pormenores do projecto (não existir nenhum cartaz no local com o desenho da obra) impediu uma discussão e um controle mais apertado da parte destas. Questionada a Câmara sobre a consulta ao projecto fui convidado a fazer um telefonema para o Chefe da Divisão de Trânsito da autarquia, como se de um assunto particular se tratasse.

2. Desresponsabilização ou demissionismo por parte das entidades responsáveis, designadamente da Câmara, relativamente ao estado da obra. Questionada a Câmara, fomos remetidos para a empresa adjudicatária da mesma (LUSOLISBOA - Auto-Estradas da Grande Lisboa, S.A.).

3. Falta de cumprimento dos objectivos da Câmara. Na 13.ª Reunião de Câmara de 1 de Março de 2006 foi aprovada por unanimidade a Proposta de Elaboração do Programa de Acção Territorial para a Coroa Norte de Lisboa (Calçada de Carriche, Ameixoeira e Galinheiras) – Proposta n.º 68/2006. Nesta proposta foram definidas acções concretas, consideradas prioritárias, a realizar até ao final do mandato. Uma das acções previstas era a construção da ligação do Bairro das Galinheiras à rotunda das Galinheiras do Eixo N/S e à Estrada Militar. Questionada a Câmara sobre a saída para a Charneca/Galinheiras foi-nos respondido que não havia espaço. Aparentemente esta saída não será feita.

4. Obra inacabada. Dos nós previstos dentro de Lisboa vejamos o que ficou: o do Lumiar ficou reduzido a metade (fala-se que já estará em estudo na Câmara mais um famigerado loteamento para o local o que, a ser verdade, poderia inviabilizar o resto do nó); o da Ameixoeira, o único completo e que aliás está a servir também o Lumiar para quem vem de Norte, a Charneca e as Galinheiras, desemboca para poente numa azinhaga com algumas centenas de anos; o da Charneca/Galinheiras, pura e simplesmente não existe.

5. Negligência de obra e da fiscalização em relação à sinalização vertical. As placas indicativas das saídas do nó da Charneca/Galinheiras, por exemplo, estão bem à vista, embora essas saídas não existam, iludindo assim as pessoas que acabam por circundar de forma ridícula a imensa rotunda sem encontrarem qualquer saída!

6. Discriminação das populações a poente do eixo. Os acessos a estas zonas (antigas estradas e azinhagas, algumas delas classificadas) estão sem qualquer arranjo, alternativa ou substituição desde há décadas. Com o crescimento de loteamentos no “Parque Periférico” sem qualquer plano de suporte (Ameixoeira, Charneca), têm vindo a agravar-se. As novas acessibilidades induzidas pelo Eixo trouxeram o caos final. O que, curiosamente, não acontece para a zona ocidental do eixo, a Alta do Lumiar, bem servida através do nó da Ameixoeira.

Dir-se-á que a situação é provisória e que vai ser resolvida. A experiência aconselha-nos a não alimentar grandes expectativas. Primeiro, porque nos locais problemáticos não se vê ninguém a trabalhar. Depois, porque duvido que a obra final corresponda ao que foi aprovado pela Câmara, nomeadamente as saídas completas dos três nós referidos. Finalmente porque duvido que haja alguém dentro ou fora da Câmara realmente preocupado com as questões referidas. Porque se assim não fosse, apesar do que foi relatado, estariam a ser realizadas algumas pequenas obras nestes acessos, mesmo precárias, que poderiam ter minimizado alguns dos problemas mencionados.

Concluindo: erros técnicos, negligência, desprezo pelas populações e demissionismo do Poder Central e da Câmara. Mais um mau serviço prestado à cidade e ao País.

Guilherme Alves Coelho

GOMES FREIRE DE ANDRADE saíu daqui para a morte


Nesta casa (Rua do Salitre, 148), a última morada de Gomes Freire de Andrade se realizou a sua prisão na madrugada de 26/5/1817, sendo conduzido à Torre de São Julião da Barra onde sofreu aviltante suplício em 18 de Outubro de 1817, por MUITO TER AMADO A PÁTRIA E A LIBERDADE.

Insegurança em Lisboa

in Jornal de Notícias de hoje

Lisboa nove horas da manhã. Primeiro dia da semana - segunda-feira. Um pai na companhia dos seus dois filhos mais velhos - de 19 meses e 5 anos e 5 meses respectivamente - sai de casa para os levar ao colégio e iniciar dentro da normalidade possível o seu dia de trabalho. Tudo aparentemente se passa como habitualmente todos os dias e todas as semanas com esta família. O cenário é as traseiras da Avenida João XXI - mais concretamente no logradouro da Avenida de Paris em Lisboa. Pai e filhos chegam junto dos dois carros da família. O filho mais velho chama a atenção do pai para um dos carros ter as rodas diferentes. O pai diz-lhe que deve estar enganado. O menino insiste enquanto seu pai abre o carro e põe o irmão na cadeirinha de bebé. Um papel no vidro da frente do carro chama a atenção.
É lido com um misto de curiosidade e de revolta - é um papel escrito por um agente da PSP de Arroios a alertar para a tentativa de roubo do seu carro, concretamente das suas quatro rodas, sugerindo para levar a viatura a uma oficina porque foi a PSP que em flagrante teve de apertar sobretudo as rodas traseiras. Estupefacto o pai, olha em redor e vê vários carros sem rodas e sem jantes. Vê também varias pessoas a queixarem-se e a porem as mãos na cabeça. Percebe que são vários carros roubados. Ouve uma voz. É um homem com cerca de 60 anos de idade. Que lhe diz "Tenha cuidado esta noite aqui no nosso bairro cerca de 15 carros foram assaltados. Muitos ficaram sem pneus e jantes. O seu foi à conta que não aconteceu o pior. Eles fugiram porque a PSP os apanhou em flagrante já sem parafusos nas suas rodas". Na companhia dos seus dois filhos e após vários olhares e alguns minutos de conversa, este pai, meio atordoado, leva os filhos ao colégio.

Até em bairris imunes

Mais tarde chegado ao escritório telefona para a sua oficina e informa do sucedido, pedindo que lhe venham buscar o carro para verem se está ou não tudo bem. Assim acontece. Três horas depois é informado que os quatro pneus que o carro tem são pneus velhos, desconformes com a normalidade e sem segurança. Conclusão os larápios trocaram os pneus do carro por outros velhos! E a despesa são algumas boas dezenas de contos. Este exemplo que aqui relato por escrito é um exemplo claro da insegurança que perpassa neste momento pela cidade de Lisboa. Até em bairros tradicionalmente considerados mais imunes a este tipo de crimes. E que tem acontecido infelizmente com vários cidadãos e famílias em Lisboa.
E que têm vindo paulatinamente a criar um sentimento de insegurança. Por razões mais do que óbvias. Que causas estão na origem de tudo isto? Varias. De entre as quais a falta de motivação dos agentes da autoridade devido a má orientação aliado á crise económica que se faz sentir em vários dos sectores da sociedade portuguesa. Alias é curioso verificar que se durante o dia Lisboa inteira é asfixiada e nalguns casos exageradamente pressionada pela caça á multa e ao estacionamento, pela EMEL e pela Policia Municipal durante a noite e a madrugada não há prevenção e fiscalização adequadas na manutenção de um clima de segurança aos cidadãos e aos seus bens. O que não podemos deixar de condenar.
Ao Governo e à Câmara Municipal de Lisboa exige-se que as coisas mudem neste capítulo porque goste-se ou não - a insegurança em Lisboa é cada vez maior. E já agora permitam-me a inconfidência - o exemplo que aqui escrevi no início desta crónica é real e não é ficção. Passou-se há precisamente uma semana na cidade de Lisboa comigo e com dois dos meus três filhos e com outros cidadãos. Mais palavras para quê?

Feliciano Barreiras Duarte

Directora municipal PU CML

Aviso n.º 21003/2007, D.R. n.º 208, Série II de 2007-10-29

Câmara Municipal de Lisboa
Nomeação, em comissão de serviço, pelo período de três anos, da arquitecta Maria Teresa Mourão de Almeida como directora municipal do Planeamento Urbano

CML: Costa propõe novo conselho de administração da Gebalis

IN Diário Digital

"O presidente da Câmara de Lisboa, António Costa (PS), propõe quarta-feira a nova composição da administração da empresa municipal Gebalis, indicando para presidente o ex-vereador na autarquia de Torres Vedras Luís Marques dos Santos. De acordo com a proposta, a que a Lusa teve acesso, na próxima reunião do executivo municipal António Costa propõe ainda Maria Helena Lopes Correia e Sérgio Lopes Cintra para vogais da empresa responsável pela gestão dos bairros municipais.

O anterior presidente da Gebalis, Francisco Ribeiro, demitiu-se há cerca de um mês depois de a Comissão Nacional de Eleições (CNE) ter concluído que a empresa violou o «princípio de neutralidade e imparcialidade» na campanha eleitoral para as eleições intercalares em Lisboa e enviado o processo ao Ministério Público.

Em causa está uma participação do PSD contra a Gebalis devido à realização de um concerto num bairro sob gestão da empresa municipal com o cantor Toy, apoiante da candidatura independente de Carmona Rodrigues, durante a campanha para as intercalares, realizadas a 15 de Julho.

Francisco Ribeiro integrou a lista independente de Carmona Rodrigues (antigo presidente da autarquia) à Câmara.

Para a presidência do conselho de administração da Gebalis, António Costa propõe Luís Marques dos Santos, economista de formação e antigo vereador da Gestão Administrativa e Financeira e do Pessoal na Câmara de Torres Vedras.

Ainda na área autárquica, foi sub- director geral das Autarquias Locais e administrador dos Serviços Municipalizados de Torres Vedras.

Luís Marques dos Santos é também consultor do Banco Mundial e foi professor no Instituto Superior de Gestão Bancária e no Instituto Superior de Gestão, instituição onde exerceu também funções de direcção.

Para vogal, António Costa propõe Maria Helena Lopes Correia, técnica superior de Sociologia da autarquia lisboeta, com experiência em «acções no âmbito da intervenção dos bairros municipais e da gestão social do parque habitacional, assegurando a coordenação de alguns dos seus processos».

Sérgio Lopes Cintra é outro dos nomes apresentados para vogal do conselho de administração.
Com formação em Direito, Sérgio Lopes Cintra foi administrador da Sociedade de Reabilitação Urbana (SRU) de Lisboa Ocidental e exerceu funções de coordenação e gestão no Mercado Abastecedor da Região de Lisboa (MARL)."

Bibliotecas itinerantes estão paradas

IN Jn 27/10/2007

"O serviço de Bibliotecas Itinerantes da Câmara de Lisboa (CML) está parado há um mês, devido à avaria das duas carrinhas que faziam o percurso, referiu fonte da autarquia. Além de permitirem a requisição de obras, este projecto da CML tem por missão divulgar os livros e as actividades das bibliotecas junto da população, deslocando-se também a escolas e outras instituições.

As carrinhas efectuavam dois percursos diferentes, estacionando em 20 locais distintos, de duas em duas semanas, todos os dias úteis, entre as 14 e as 18 horas.

O serviço está inoperacional há quase um mês, já que os veículos estão "avariados e em reparação na oficina", disse à agência Lusa uma fonte ligada ao projecto, que disse não existir qualquer previsão de quando serão restabelecidos os percursos.

No entanto existe uma terceira carrinha, mas não itinerante, a funcionar, que disponibiliza um serviço semelhante, embora só aos domingos e apenas na Praça do Comércio. "

Casos na CML...

IN Diário Digital

" Santana Em Cheque

Santana Lopes deu, nos seus últimos dias como presidente da Câmara Municipal de Lisboa (CML) e prestes a ser primeiro-ministro, ordem para pagar indevidamente 3,5milhões de euros à Bragaparques relativa a obras na Praça da Figueira, noticia o semanário Sol.
As obras referem-se à construção de um parque subterrâneo e foram adjudicadas sem qualquer concurso público.

De acordo com a mesma publicação, Santana Lopes terá contratado os serviços de uma agência publicitária que reclama agora o pagamento de 500 mil euros, dívida essa que terá de ser liquidada pelo actual presidente António Costa.

Por outro lado, o jornal adianta que a CML está a pagar ordenados a assessores e funcionários contratados por Santana e que estão em casa, sem trabalhar"

Esta história do parque da Praça da Figueira veio a lume na campanha eleitoral, com João Soares a prometer violenta resposta a Carmona Rodrigues, mas sinceramente não me recordo da réplica...

A notícia não parece totalmente "requentada", dado que se afirma que:

"O SOL consultou todos os processos camarários e judiciais relativos a este caso e descobriu factos novos, que põem em causa o que os ex-autarcas têm afirmado(...) A verdadeira história do parque da Praça da Figueira está cheia de irregularidades, de omissões na fiscalização dos serviços camarários e de decisões questionáveis (...) Culminou tudo no pagamento de 3,5 milhões à Bragaparques, por um projeO SOL consultou todos os processos camarários e judiciais relativos a este caso e descobriu factos novos, que põem em causa o que os ex-autarcas têm afirmado cto de requalificação que, além de não competir à CML pagar, foi por esta orçado em apenas 689 mil euros".

Se me dissessem que um trabalho jornalístico põe em causa que tinha afirmado sobre um assunto tão grave eu reagiria - fosse para esclarecer, para processar (caso fosse calúnia), ou...prestaria todos os esclarecimentos às autoridades.

Aguardemos!

Sá Fernandes evoca vítimas da intolerância

IN Jn 28/10/2007

"O vereador José Sá Fernandes vai propor na próxima sessão pública da Câmara Municipal de Lisboa, quarta-feira, a criação em Lisboa de um memorial às vítimas da intolerância, evocativo do massacre judaico ocorrido na cidade, em 1506 e de todas as vítimas que sofreram a discriminação e o aviltamento pessoal pelas suas origens, convicções ou ideias.

A 19, 20 e 21 de Abril de 1506, Lisboa foi palco do mais dramático e sanguinário episódio antijudaico de todos os que são conhecidos no nosso território, quando, por mera suspeita de professarem o judaísmo, foram barbaramente assassinados e queimados cerca de dois mil judeus. Os acontecimentos iniciaram-se junto ao Convento de São Domingos (actual Largo de São Domingos), e culminaram em duas enormes fogueiras, no Rossio e na Ribeira, onde os crimes foram perpetrados. Sá Fernandes propõe que a CML assinale estes acontecimentos, fazendo justiça póstuma a todas as vítimas da intolerância, naquilo que considera que constituirá uma afirmação inequívoca de Lisboa como cidade cosmopolita, multiétnica e multicultural, através da instalação de um memorial.

O memorial deverá ter, como elemento central, uma oliveira de grande porte, e contemplará ainda uma lápide evocativa do massacre de 1506. O arranjo urbanístico da área envolvente, a sua concepção, execução e instalação serão assegurados pelos serviços municipais."

O Senso e a Cidade l Mais ingredientes para a Marca Portugal


Para bem dos nossos pecados, já está on-line o site do Fabrico Próprio, um projecto dedicado à Pastelaria Semi-Industrial Portuguesa e à sua relação com o design. Com autoria dos designers portugueses Rita João, Pedro Ferreira e Frederico Duarte, os nossos bolos estão a ser inventariados como “objectos de design de pleno direito, como o resultado de um processo de natureza projectual que caracteriza esta disciplina, onde forma, ingredientes, materiais, método e instrumentos de fabrico, se conjugam para chegar a um produto final.”
Na morada fabricoproprio.net, podemos acompanhar a concepção do futuro livro bilingue (português e inglês), com mais de 250 páginas, e que registará a nível fotográfico e enciclopédico, todos os bolos que identificamos em Portugal como Pastelaria Semi-Industrial Portuguesa.Com um subsídio da Direcção Geral das Artes do Ministério da Cultura Português, e com o apoio institucional da AICEP - Portugal Global, do Centro Português de Design, da Embaixada de Portugal em Tóquio e do Centro Cultural Português no Japão, procuram-se ainda potenciais parceiros e patrocinadores para o projecto.
Sempre difíceis de repetir em casa, as receitas secretas, mas com acesso a todos, em qualquer balcão de café das cidades portuguesas, não deixam dúvida que a nossa pastelaria quotidiana é única no mundo. Nota vinte para esta iniciativa, fundamental para melhor conhecer esta fatia da nossa cultura, componente do nosso património gastronómico e que tanto contribui para a desejada marca Portugal. Relembrando um poema de Cesariny, numa alegria orgulhosa, mas que nada tem de surrealista, à saída da pastelaria, e lá fora – ah, lá fora! – rir de tudo, no riso admirável de quem sabe e gosta.

coluna de opinião publicada a 29 de Outubro no jornal Meia Hora

Frente Ribeirinha - Júdice já está ao serviço

Apesar de ainda não ter sido formalmente nomeado para liderar o projecto de requalificação da zona ribeirinha de Lisboa, José Miguel Júdice já pôs mãos à obra.
Com um gabinete montado na Rua Duque de Palmela, que tem servido de quartel-general para o plano da frente ribeirinha e onde já conta com o apoio de uma secretária que transitou da Parque Expo, o jurista tem estado envolvido nas negociações entre a Câmara de Lisboa e o Governo.
Júdice tem sido mesmo consultado sobre o modelo que deverão assumir as sociedades de gestão da zona a reabilitar.
Neste momento, as conversas entre o Executivo e a autarquia estão, ao que o SOL apurou, atrasadas devido ao envolvimento de José Sócrates na presidência da União Europeia.
No entanto, com a presidência na sua recta final, espera-se que Governo e Câmara cheguem depressa a um consenso sobre as sociedades (que poderão seguir o modelo do Progama Polis) e sobre a participação do Estado e do município na sua composição.
O vereador com o pelouro do Urbanismo, Manuel Salgado explicou ao SOL que «o objectivo é ter obra feita já em 2010», pelo que as negociações terão de ser fechadas «antes do final do ano».
Isto, apesar de o vereador do PS não querer avançar com uma data para o anúncio do modelo final das sociedades que irão gerir a frente ribeirinha.
Recorde-se que José Sá Fernandes anunciou para o final de Outubro o anúncio do resultado de um levantamento dos serviços «sobre o que é e o que não é actividade portuária na frente ribeirinha».
Levantamento esse que servirá de base para redefinir os poderes da Administração do Porto de Lisboa (APL) naquela zona da cidade.
Margarida Davim / Sol

Bairro Azul: uma oportunidade a não perder!

Exmos. Senhores,

Presidente CML - Dr. António Costa
Vice-presidente CML – Dr. Marcos Perestrello
Vereador Urbanismo – Arq. Manuel Salgado
Vereador do Ambiente e Espaços Verdes – Dr. José Sá Fernandes
Vereadora da Cultura – Drª Rosália Vergas
Presidente Junta F.S.S.Pedreira – Sr. Nelson Antunes

c.c.
Administração El Corte Inglês – Sr. Angel Vaca

OBRA DO METRO - BAIRRO AZUL INTEGRADO NA ESTRUTURA VERDE DA CIDADE
UMA OPORTUNIDADE A NÃO PERDER

O Bairro Azul é um bairro art déco e modernista que permaneceu praticamente intacto ao longo dos últimos 70 anos e que está actualmente com o estatuto de conjunto “em Vias de Classificação”.

Rodeado de grandes equipamentos: El Corte Inglés, Mesquita Central de Lisboa, Clínica dos SAMS - Serviços de Assistência Médico-Social do Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas, Escola Marquesa de Alorna, Reitoria e Faculdades da UNL, Banco Totta/Santander, Banco Popular, Teatro Aberto, hotéis da Av. José Malhoa, etc., o Bairro Azul é percorrido diariamente por milhares de pessoas.

O Bairro Azul é também invadido diariamente por milhares de automóveis que perturbam a vivência do Bairro e destroem a qualidade de vida de todos quantos aqui vivem.

O Bairro Azul tem na sua periferia dois dos mais belos jardins da cidade - o Parque da Fundação Gulbenkian e o Jardim Amália Rodrigues - e outros, menos conhecidos, casos do jardim do Palacete Leitão (SAMS) e do jardim do Palacete Ventura Terra/Mendonça (UNL), este último classificado e incluído no projectado e tão desejado “Corredor Verde”. No entanto, grandes eixos viários de difícil atravessamento pedonal (Av. António Augusto de Aguiar e Rua Marquês de Fronteira) isolam o Bairro desses espaços.

Está neste momento a decorrer no Bairro Azul uma grande obra do Metropolitano de Lisboa E.P., co-financiada pela Comunidade Europeia. O projecto de requalificação urbanística/paisagística de toda a área da frente do Bairro, desde a Av. António Augusto de Aguiar até à Rua Marquês da Fronteira (Palacete Ventura Terra/Mendonça), é da responsabilidade desta empresa pública.

A presente oportunidade deve ser aproveitada pela Câmara Municipal de Lisboa para repensar o futuro do Bairro e a sua vocação actual num contexto mais global. O projecto de requalificação urbanística/paisagística que for aprovado deverá valorizar não só o Bairro mas toda aquela zona da cidade.

Por uma questão de coerência de critérios, há muito que a Comissão de Moradores do Bairro Azul solicitou ao Metropolitano de Lisboa E.P. que esse projecto fosse elaborado pela equipa do Arq. Ribeiro Telles, a mesma que projectou o Parque Gulbenkian, o Jardim Amália Rodrigues e o “Corredor Verde”.

Liberto do trânsito automóvel excessivo, o Bairro Azul deverá ser um espaço eminentemente pedonal, um espaço de pausa para os milhares de visitantes que todos os dias o cruzam, integrado na estrutura verde da cidade, através da criação de trajectos com condições de conforto e segurança que façam a ligação a todos os jardins que o rodeiam.

Aproveitando a oportunidade criada por esta grande obra do Metropolitano de Lisboa E.P., cuja conclusão está prevista para o final de 2008, a Câmara Municipal de Lisboa e o Metropolitano de Lisboa E.P. darão nova vida a um bairro residencial com valor patrimonial e valorizarão de forma significativa a estrutura verde da cidade.

P´la Comissão de Moradores do Bairro Azul

Ana Alves de Sousa / Edgard Piló

Abaixo-assinado pede saída de Clube de Tiro

In Jornal de Notícias (29/10/2007)
Mónica Costa

«Acção pretendeu dar apoio à Câmara de Lisboa para que esta mantenha decisão de despejar o clube

Cerca de 500 pessoas aderiram ontem ao abaixo-assinado, elaborado pela Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta (FCUB), a apelar à "suspensão definitiva do tiro a chumbo no Parque Florestal do Monsanto", em Lisboa. O documento vai ser enviado esta semana para a Câmara lisboeta, ao cuidado de António Costa, dando conta da acção que ontem se realizou, no Parque da Serafina e que mobilizou ciclistas e utentes do local.

"Organizamos esta reunião pró-activa para dar o nosso apoio à Câmara para que esta mantenha a decisão de retirar daqui o Clube Português de Tiro", explicou ao JN, José Manuel Caetano da FCUB. "E foi hoje (ontem), para ser antes do Clube entregar o seu recurso no Tribunal (para impedir a saída do equipamento do Monsanto)", acrescentou.

Uma das aderentes ao abaixo-assinado foi Alda Lopes. Ao aproveitar a manhã de domingo para brincar com os filhos, foi confrontada com os esclarecimentos sobre a iniciativa a aderiu de bom grado. "Concordo plenamente com esta acção! Este desporto num sítio como este é um desperdício de verde. Há tantos sítios, fora de Lisboa, para isso... Aqui há tão poucos espaços verdes que os que existem têm de ser aproveitados por todos. O que se puder fazer para tirar daqui o Clube de Tiro, deve ser feito", afirmou, dando voz às quase 500 pessoas que deixaram os seus nomes no documento. »

28/10/2007

Um arquivo único

In Público (28/10/2007)
José António Cerejo

«Utilizadores apenas têm acesso a alguns documentos microfilmados. Complexo previsto para o Vale de Santo António está a ser reavaliado e poderá não ir por diante

O Arquivo Histórico da Câmara Municipal de Lisboa integra alguns dos mais importantes e antigos documentos da história da cidade. De acordo com o site do Arquivo Municipal de Lisboa, destacam-se no arquivo histórico "o traslado [cópia] do Foral de 1179, o Foral Manuelino, o Cartulário Pombalino e os valiosos espólios de Neves Águas, José Luís Monteiro e dos arquitectos Cassiano Branco, Keil do Amaral e Ruy Athouguia". Desde 2001 apenas está acessível a documentação que se encontra microfilmada.

O Arquivo Histórico da Câmara Municipal de Lisboa está encerrado e inacessível aos investigadores e cidadãos em geral há precisamente cinco anos. A braços com as dificuldades financeiras que se conhecem, o executivo municipal está, entretanto, a reavaliar a decisão de construir um vasto complexo destinado a acolher os arquivos camarários e a biblioteca central da autarquia, mas tudo indica que esse projecto venha a ser abandonado.
Há muito instalado na Praça do Município, o arquivo histórico foi transferido para as caves de dois edifícios de habitação social no Alto da Eira, em Sapadores, na sequência do incêndio registado nos Paços do Concelho em 1996. No local já funcionava o arquivo intermédio, constituído essencialmente por processos de obras e outra documentação de que os serviços camarários ainda necessitam com alguma frequência. Provisórias e precárias desde o início, as instalações do Alto da Eira acabaram por ser fechadas em 28 de Outubro de 2001, depois de o Instituto Ricardo Jorge as considerar impróprias em termos ambientais e de saúde pública.
Sem alternativa ficaram desde logo as dezenas de estudantes, investigadores e outros cidadãos que ali acorriam todos os dias em busca de elementos para os seus estudos, ou de informações de que necessitavam. Passados três anos, no Verão de 2004, uma parte do problema foi provisoriamente resolvido, mais uma vez, com a instalação do arquivo intermédio nas garagens de um outro bairro social, o bairro da Liberdade, em Campolide. Os leitores do arquivo histórico, bem como os interessados na consulta de fundos particulares confiados ao município - entre os quais os arquivos dos arquitectos Cassiano Branco, Keil do Amaral e Jervis de Athouguia - continuaram, porém, sem qualquer resposta.
A documentação permaneceu no Alto da Eira, onde foi sujeita a tratamentos de desinfestação, e deveria ter seguido igualmente para as garagens do bairro da Liberdade. Só que as obras necessárias à adaptação do espaço nunca foram terminadas e a situação de inacessibilidade dos fundos mantém-se nas caves de Sapadores. Acresce que todo o trabalho inerente ao tratamento e manutenção do arquivo histórico, bem como a integração nele de novos documentos, se encontra suspenso desde 2001.
A questão tem sido objecto dos protestos de utilizadores e da preocupação de alguns técnicos, mas a solução parece cada vez mais longínqua. Para complicar o caso, o actual executivo municipal tem dado sinais - embora ainda o não tenha dito publicamente - de que não vai dar seguimento à construção do centro cívico do Vale de Santo António, o complexo que deveria receber a totalidade dos arquivos camarários, incluindo um outro que funciona no Arco do Cego, e a Biblioteca Central. A primeira pedra deste empreendimento chegou a ser lançada por Santana Lopes, mas as obras ficaram-se pelos muros de contenção.
Contactado pelo PÚBLICO, o gabinete do presidente da Câmara Municipal de Lisboa nada disse sobre uma eventual solução provisória para o arquivo histórico, nem sobre o futuro do projecto do Vale de Santo António. Ambos os assuntos "estão a ser alvo de análise e de uma reavaliação", limitou-se a responder o assessor de imprensa de António Costa.»

PSD diz que a CML esbanja dinheiro a pagar comissões na venda de fogos

In Público (28/10/2007)
Ana Henriques


«Cada vez que quer vender um apartamento num bairro social a Câmara de Lisboa recorre a uma subsidiária da Empresa Pública de Urbanização de Lisboa, a Imohífen, à qual tem de pagar uma comissão - apesar de os seus próprios serviços estarem perfeitamente aptos a tratar das escrituras e restante documentação inerente a estes negócios. Quem conta o caso são os vereadores do PSD da autarquia, que querem acabar com este estado de coisas, preparando-se para apresentar em reunião de câmara uma proposta nesse sentido.
"Trata-se de mau uso dos dinheiros públicos", critica o social-democrata Fernando Negrão. Para prestar este serviço à Câmara de Lisboa, a Imohífen - detida em grande parte pela empresa municipal EPUL - recorre a três funcionários municipais, que asseguram outras funções na Câmara de Lisboa e recebem um complemento salarial da Imohífen. Além de tratarem das escrituras também efectuam os registos de propriedade horizontal. São tarefas para as quais está vocacionada a divisão de notariado da autarquia, frisa o vereador, que tem no seu poder um documento datado de Maio passado no qual a responsável da divisão se mostra indignada com a situação.
Apesar de o departamento em causa ter poderes para celebrar escrituras há pelo menos dois anos, "por motivos que se desconhecem mantém-se a prática reiterada de serem celebradas através da Imohífen, a qual contrata notários privados", com todos os custos acrescidos daí também resultantes, pode ler-se no documento. Recorresse a câmara aos seus serviços e "não dispenderia o valor da comissão de venda, realizava a receita municipal de imediato e ainda valorizava os seus próprios funcionários, que desmotivam, constatando que as tarefas que são perfeitamente capazes de desempenhar são conferidas a entidades privadas". Por outro lado, refere ainda a chefe de divisão, os preços pelos quais a Imohífen vende as casas, que "variam entre os 12.500 e os 45.000 euros", "poderão estar algo desactualizados".
Fernando Negrão não conseguiu saber quanto paga a CML à Imohífen em comissões, mas descobriu que por cada prédio registado a empresa auferia o equivalente a 625 euros em 1996, e por cada escritura 175 euros. Nessa altura, os encargos anuais da autarquia com estes e outros serviços rondavam os 365 mil euros.
Se a CML não rescindir o contrato com a Imohífen nos próximos dias, só poderá fazê-lo daqui a um ano, pois é automaticamente renovável, avisa Fernando Negrão.
Fernando Negrão considera que a CML está a fazer mau usu dos dinheiros ao pagar comissões a terceiros»

«Velhos» cinemas de Lisboa...

Mão amiga, a quem agradeço, fez-me chegar estas belezas, quase todas de antanho:








26/10/2007

DEMOLIÇÃO: Palácio dos Andrades no Bairro Alto



Está em andamento uma intervenção urbanística do estilo "Convento dos Inglesinhos".

Em junho passado foi concedido um alvará de obras de alteração para o PALÁCIO DOS ANDRADES no Bairro Alto (Rua de São Pedro de Alcantâra, 25 a 37).

Este palácio - também conhecido como Palácio Cunha e Meneses, ou dos Lumiares - foi erguido em 1703. Encontra-se em avançado estado de degradação e vai ser agora transformado numa unidade hoteleira. A intenção, de adaptar o que resta do antigo palácio num hotel de qualidade, poderia ser uma boa notícia para a cidade.

O problema é que, mais uma vez, a CML aprovou o pedido do proprietário para escavar caves de estacionamento. Todo o interior vai ser demolido - apenas as fachadas exteriores irão ser preservadas. A Unidade de Projecto do Bairro Alto (UPBA), que não foi consultada pelo Departamento de Urbanismo da CML, não conhece detalhes do projecto para além dos que acabei de descrever. Não se percebe como é que a UPBA não foi ouvida, apesar de ter no seu quadro um historiador que se dedica exclusivamente à história do Bairro Alto. O esvaziamento das competências das unidades de projecto dos bairos históricos (uma péssima iniciativa do ex-presidente Santana Lopes) leva a que projectos mediocres e maus sejam aprovados em bairros históricos.

Também parece que de nada valeu o facto de nos últimos anos tanto se ter falado dos efeitos negativos da abertura de caves de estacionamento nas zonas históricas da cidade.

Neste caso concreto, para além da questão das águas/solos, pôe-se mais uma vez o problema da destruição de património arqueológico uma vez que, num local da cidade como aquele, é mais do que certo existirem vestígios arqueológicos importantes para a cidade.

Lisboa não pode continuar, eternamente, a repetir os mesmos erros!

É importante averiguar o processo de obra deste palácio. Não faz sentido nenhum que um hotel no Bairro Alto precise de estacionamento subterrâneo. Os hotéis de charme no centro de Paris, Londres, Amesterdão, etc, não têm estacionamento subterrâneo - porque é que em Lisboa tem de ser ao contrário? Na verdade, se um promotor tem de operar transformações tão radicais, violentas mesmo, num imóvel com valor patrimonial, automáticamente contradiz o conceito de "Hotel de Charme". Eventualmente, estamos perante um hotel convencional disfarçado de hotel de charme.

Como agravante, o Palácio dos Andrades está localizado entre dois imóveis classificados: do lado direito o PALÁCIO LUDOVICE e, mesmo em frente, a IGREJA DE SÃO ROQUE. Escavar caves enormes junto destes dois monumentos classificados é acção pouco aconselhável.

As informações que constam do AVISO afixado no imóvel são as seguintes:

"A CML emitiu em 27-06-2007, o ALVARÁ DE OBRAS DE ALTERAÇÃO nº 253/EO/2007. Titular do alvará, HERSAL - Investimentos Turísticos S. A. As obras foram aprovadas por despacho de 10-04-2007 do Sr. Presidente da Câmara António Carmona Rodrigues. Prazo para conclusão das Obras: 8 meses"

Entretanto, o proprietário entregou no dia 25 de Outubro de 2007 um pedido de demolição (processo nº 1746/EDI/2007). Preparem-se porque em breve a escadaria monumental barroca, pórticos, os telhados em tesoura e tudo o mais que ainda resta de valor vem abaixo. Quanto ao que vai surgir no lugar da actual ruína, resta esperar que seja obra minimamente digna da história do lugar.

Carmona Rodrigues quer reunião extraordinária sobre reconversão de Alcântara

In Público On Line

"Os vereadores do movimento Lisboa com Carmona na autarquia lisboeta vão propor a realização de uma reunião extraordinária para debater a reconversão de Alcântara e o plano de pormenor existente para a zona.

Os vereadores independentes Carmona Rodrigues, Pedro Feist e José Ramos Ascensão vão propor quarta-feira, na reunião do executivo municipal, uma sessão extraordinária para discutir o plano de pormenor de Alcântara, aprovado a 01 de Março de 2006, pelo anterior executivo.

Na proposta, os vereadores salientam "a importância e a urgência de um projecto de reconversão da zona de Alcântara", estando as soluções encontradas no âmbito do plano de pormenor em sintonia com "importantes matérias em debate por este executivo".

Desde que o plano de pormenor foi aprovado até ao final do mandato anterior, sob a presidência de Carmona Rodrigues, foi alcançada articulação entre diversas entidades sobre o projecto, nomeadamente a Administração do Porto de Lisboa (APL), juntas de freguesias, Carris, Metro, EPAL, Refer, entre outras.

O plano previa uma "nova solução do nó rodoviário de Alcântara" que assumia "como restrição o respeito pelos espaços dos canais identificados como necessários para a futura concretização dos projectos dos diferentes concessionários e operadores".

Essa solução passava por "desnivelamentos rodoviários concretizáveis através da articulação público-privada entre a autarquia, os promotores e a APL", refere a proposta.

Foi ainda realizado, entre outras medidas, um "reequacionamento das cérceas e número de pisos dos edifícios" e um "estudo das cotas de soleira do edificado em função da problemática das inundações"

Chegado por email:



Esta é a Vila Garcia, sita na Rua de Pedrouços, Nº 97-99.

«Espectáculo devastador. Edifício classificado como IIP (Imóvel de Interesse Público) pelo Dec. nº 95/78, DR 210 de 12 de Setembro 1978, ZEP, Port46/96, DR126 de 30 de Maio de 1996. Em tempos a CML fez-lhe uma vistoria, com arquitectos e historiadores. Auto de vistoria feito, testemunhando o grau de degradação do imóvel e o facto de o proprietário estar a retirar painéis inteiros de azulejos inteiros para os deslocar para outro lado. O proprietário foi intimado à realização de obras e conservação e, em simultâneo, foram enviadas ao IPPAR e ao então assessor da Senhora Ministra da Cultura (actual Presidente do IGESPAR) cópias do auto e fotografias dos interiores, alertando para a necessidade de intervenção por parte daquele instituto. Nada foi feito. O processo de intimação deve ter ficado parado. O que não parou foi a degradação do edifício já com o telhado em parte derrocado. De que servirá classificar os edifícios? Para que serve o Ministério da Cultura? e o IGESPAR?»

Fotos: Ex-DGEMN

Chegado por email:

Exmo(a) Sr.(a),

No âmbito de um projecto de doutoramento em Sociologia peo ISCTE, estamos a realizar um inquérito sobre o tema Práticas Quotidianas e Modos de Vida na Área Metropolitana de Lisboa.

O presente questionário online é composto por questões relacionadas com práticas quotidianas, respondíveis de memória. Os dados obtidos serão tratados de forma agregada e preservando integralmente o anonimato dos respondentes. O tempo total de preenchimento e submissão previsto é de cerca de 10 minutos.

Se reside e/ou trabalha na Área Metropolitana de Lisboa, peço a sua preciosa colaboração neste estudo, preenchendo o inquérito online. Para tal basta seguir o seguinte link:

http://mega.ist.utl.pt/~pjsp/d1


Se pretender mais esclarecimentos ou informações sobre a investigação ou o questionário, por favor contacte inquerito.modosdevida@gmail.com .


Desde já obrigada pela sua colaboração.

Catarina Sales Oliveira

ISCTE - Departamento de Sociologia

Av. Forças Armadas

1649-026 Lisboa

Pedro Feist acusado

O vereador da Câmara de Lisboa Pedro Feist está acusado de sete crimes de difamação agravada e pode ser punido com pena de prisão até cinco anos, segundo uma notificação do Ministério Público a quem o CM teve acesso.
Em causa estão alegados insultos a vários trabalhadores da autarquia. “São acusações infundadas”, declarou ao CM, Pedro Feist.
in Correio da Manhã

Pois é. Para quem não se lembra, o caso remonta a Fevereiro de 2006, altura em que Pedro Feist faz declarações para o Jornal Público, referindo que 22 trabalhadores do Departamento de Desporto da CML seriam afastados por motivos de "negligência, alcoolismo, faltas injustificadas, abusos e prepotências".

Os trabalhadores negam as acusações, vão à Assembleia Municipal exigir um pedido de desculpas formal do vereador em questão e colocam-lhe um processo de difamação, processo esse levado a cabo, também, pelo Sindicato junto do IGAT.

Não consigo perceber como é que Feist diz serem acusações infundadas. Não as proferiu numa entrevista a um jornal? Não são verídicas? Acusar da forma como o vereador acusou os trabalhadores é injusto. Veremos no que dá esta história.

O ESTADO DAS NOSSAS COISAS: "Palácio da Baronesa de Almeida" - Rua da Barroca 49-59


Palácio setecentista de grandes proporções, sem marcação de andar nobre que no séc XIX foi ampliado sobre o antigo jardim.
Foi pertença de D. Constança-Emília Jacques de Vasconcelos de Almeida (1798-1857).
Entre 1839 e 1840 viveu numa parte do palácio ALMEIDA GARRETT.
Durante muitos anos manteve a dona da casa um salão literário e artístico citado pelos autores da época.
"BAIRRO ALTO -Tipologias e Modos Arquitectónicos"

Venha o diabo e escolha


Desengane-se quem pense que nas próximas eleições no PSD Lisboa vale o princípio do second best, ou do mal menor. Não, entre CC e HLP que venha o diabo e escolha. Não há por aí uma terceira via?

Foto: Abrupto

CIP: AEROPORTO NO SUL POUPA 3 MIL MILHÕES

In Diário de Notícias (26/10/2007)
LEONOR MATIAS

«A instalação do futuro aeroporto em Alcochete, a construção de uma nova ponte a ligar o Beato à península do Montijo e o redesenho da rede de alta velocidade, com um troço comum nas ligações ao Porto, Madrid e Algarve, permitirão poupar mais de três mil milhões de euros ao País, face aos custos da localização do aeroporto na Ota, da construção de uma ponte Chelas-Barreiro e da rede de alta velocidade aprovada pelo Governo. Esta é a principal conclusão do estudo desenvolvido pela Confederação da Indústria Portuguesa (CIP), a que o DN teve acesso, e que já foi entregue ao Presidente da República e ao primeiro-ministro.

Só a construção do aeroporto em Alcochete representa uma poupança calculada em um milhão de euros. A Ota, nos cálculos do Governo, representa um investimento de 3,1 mil milhões de euros, enquanto em Alcochete não ultrapassará dois mil milhões de euros.

Nos próximos dias deverá ter lugar uma reunião entre José Sócrates e a CIP para se começar a discutir as conclusões do estudo, cujo dossier tem mais de 200 páginas. Em cima da mesa estará igualmente o modelo de negócio que, no caso da solução Ota, contemplava, como forma de financiamento, a privatização da ANA-Aeroportos de Portugal.

A proposta da indústria defende uma integração "perfeita" entre o novo aeroporto e a nova rede de TGV, bem como as ligações aos sistemas rodoviários e ferroviários, diz fonte ligada aos estudos.
(...)»

25/10/2007

ANTES & DEPOIS: R. Nova de S. Mamede, 35





...E ASSIM VÃO DESAPARECENDO OS DETALHES ESPECIAIS QUE FAZEM DAS CIDADES LUGARES ESPECIAIS... UM PRÉDIO DE QUALIDADE DA DÉCADA DE 30 DO SÉC. XX JÁ COM SINAIS DE POUCA CIVILIZAÇÃO.
AS CUIDADAS CAIXILHARIAS DE DESENHO ART DECO, PENSADAS ESPECIALMENTE PARA O IMÓVEL POR UM ARQUITECTO DA ÉPOCA, SÃO DESCARTADAS COMO LIXO E DÃO LUGAR A JANELAS QUE LEMBRAM AS CONSTRUÇÕES DE GÉNESE ILEGAL...

Um bom exemplo.

É hoje noticiado no jornal Público que a Junta de Freguesia de São José pretende reabilitar a praça da Alegria enquanto pólo cultural da cidade. O Hot Club, o Ritz Club e o Maxime serão os três pólos de animação cultural que necessitam de obras para as quais a Junta de Freguesia já tem planos.

O presidente da Junta de Freguesia – João Mesquita, fez uma aposta clara na requalificação da Praça da Alegria. E já começou. A requalificação do jardim é já uma realidade desde este verão com o forte empenho (e investimento) da junta de freguesia, tendo necessitado apenas de que a câmara não fosse um obstáculo… E conseguiu!

O jardim Alfredo Keil, que até há pouco mais de um ano se tinha transformado num ponto de paragem de delinquentes, num espaço com canteiros, iluminação e um lago degradados, voltou a ser hoje um espaço agradável, bem cuidado e até com animação. Esta intervenção deve-se à persistência de João Mesquita que eu tive o gosto de acompanhar de perto.

Mas a notícia de hoje dá conta de maior ambição por parte da junta de freguesia. Quer concretizar uma intervenção de requalificação integrada, incluindo no processo a reabilitação do edificado e o potencial cultural existente, dotando o que é apelidado de “triângulo cultural” de espaço para exposições, café concerto, centro de documentação, auditório, etc. É este o caminho!

Lisboa, além da reabilitação do espaço, necessita da requalificação da envolvente física mas também cultural e social. É essa a abordagem correcta na requalificação que se pretende sustentável da cidade.

Mas este é também um bom exemplo da possibilidade de intervenção das juntas de freguesia, que pode (e deve) ir muito além daquelas que são as diminutas competências legais das juntas de freguesia. Assim se permita desenvolver esse potencial de intervenção e serão os munícipes (neste caso os fregueses) e a cidade a ganhar.



António Prôa

Lisboa tem estruturas portuárias de há 2.800 anos

A faixa ribeirinha de Lisboa tem vestígios portuários de há cerca de 2.800 anos, disse à Lusa a arqueóloga do meio náutico Maria Luísa Blot, que apresentará sábado uma conferência sobre esta temática.
«Lisboa: Arqueologia de uma cidade marítima plurimilenar» é o título da conferência que Blot proferirá sábado de manhã no Padrão dos Descobrimentos, em Lisboa, integrada no ciclo «Memórias do Mar - Aventuras Transoceânicas».
«Na minha palestra - explicou - irei fazer um percurso mental de investigação, percorrendo a evolução cronológica das estruturas portuárias na região que hoje chamamos Lisboa, desde que há estruturas habitacionais na informal praia fluvial há 2.800 anos».
Maria Luísa Blot coordena actualmente o Inventário Nacional de Arqueologia Náutica e Subaquática (Carta Arqueológica) da actual Divisão de Arqueologia Náutica e Subaquática, do IGESPAR (Instituto de gestão do património Arquitectónico e Arqueológico).
Na palestra de sábado, a arqueólogo tenciona inda «alertar para a interdisciplinaridade necessária quando se estudam cidades portuárias, como é o caso de Lisboa, que foi desde sempre uma forma geográfica permissiva à ligação terra/mar».
Antes da época das descobertas (séculos XV e XVI) já o porto de Lisboa era essencial na ligação entre o Norte e o Sul da Europa.
Ao longo dos séculos a faixa ribeirinha portuária «foi-se especializando com um nítida ligação à vida económica».
Eram conhecidos os cais do trigo, do ferro ou de Santarém, de acordo com as actividades específicas, indicou a investigadora.
Maria Luísa Blot considera «essencial que se divulgue cada vez a arqueologia subaquática e náutica», pelo que estas conferências se destinam ao grande público «como uma forma de sensibilização».
A arqueologia subaquática estuda os materiais históricos encontrados no fundo do mar, como navios ou as suas cargas, e a náutica os vestígios do meio marítimo, como barcos ou estruturas ligadas ao mar encontrados em meio terrestre.
Maria Luísa Blot coloca maior ênfase num ciclo destinado a grupos escolares do ensino secundário, que se iniciará dia 29 de Outubro, também no Padrão dos descobrimentos, a Belém.
Intitulado «Um mergulho na História - Enigmas e descobertas da arqueologia subaquática», pretende «sensibilizar os mais novos para uma área de estudo que suscita cada vez mais interesse».
Depois da palestra de Maria Luísa Blot, o ciclo «Memórias do Mar - Aventuras Transoceânicas» prossegue com Nuno Monteiro, Vanessa Loureiro e Estácio Reis.

Diário Digital / Lusa
24-10-2007 12:03:00



Pois é, Lisboa não se concebe sem o seu porto e terá de haver espaço na cidade para a actividade portuária.
Mas isto não pode servir de argumento para roubar o rio aos lisboetas nem para a APL fazer tudo o que lhe apetece.

Freguesia de São José pretende reabilitar o triângulo cultural da Praça da Alegria

In Público (25/10/2007)
Inês Sousa

«Processo de recuperação poderá começar pelo edifício do Hot Club, podendo
seguir-se o Cabaret Maxime e o Ritz Club, este último encerrado há sete meses

E se o antigo e debilitado edifício do Hot Club de Portugal, clube de jazz sito na Praça da Alegria, e mais a sua pequeníssima cave-palco, se transformasse na Casa do Jazz, num prédio recuperado, com direito a auditório, café-concerto, centro de documentação, loja, e a espaço para exposições, tudo por iniciativa de uma junta de freguesia? Mesmo para os mais optimistas, certamente que a simples idealização deste projecto seria como uma miragem no deserto ou mais um conto de fadas na cidade. Mas a vontade é bem real e a responsabilidade é assumida pela Junta de Freguesia de São José, em Lisboa.
No ano passado foi já elaborado pela junta, em colaboração com os serviços de reabilitação urbana da câmara de Lisboa, um estudo preliminar que prevê uma despesa de 750 mil euros no caso do projecto de recuperação avançar. Mas porque o imóvel é municipal, a obra precisa de ter o aval da autarquia e, por isso, a Assembleia Municipal aprovou na última sessão uma recomendação à câmara para incumbir a junta de freguesia e o HCP de encontrarem uma solução para a concretização do projecto de recuperação, que poderá passar pelo apoio de mecenas.
Segundo João Mesquita, presidente da Junta de Freguesia de São José, "a ideia é reabilitar o triângulo cultural da Praça da Alegria, formado pelo Hot Club, que tem o seu público fiel, pelo Cabaret Maxime, a funcionar em pleno, e pelo Ritz Club, que está fechado há sete anos." Planos para este último existem, segundo João Mesquita, mas estão ainda numa fase muito inicial e de negociações.
No que diz respeito ao Hot Club, mais especificamente, o presidente da junta de freguesia realçou a necessidade de "dar o exemplo à cidade", através da recuperação do edifício, não ficando "confinado às dificuldades financeiras". João Mesquita sublinhou ainda que é importante preservar o HCP enquanto fenómeno mundial, que possui "um vastíssimo património" (Luís Villas-Boas doou todo o seu espólio ao clube), que precisa de ser revelado ao público. Da mesma opinião partilha Bernardo Moreira, presidente do Hot Club: "[O projecto de reabilitação] é uma mais-valia imensa, não só para o Hot, como para a cidade de Lisboa e para a própria Câmara Municipal de Lisboa, tanto do ponto de vista cultural como turístico."
Bernardo Moreira revelou ao PÚBLICO muita confiança na concretização do projecto: "As condições estão lançadas, temos estado em sintonia com a junta de freguesia e vamos tentar encontrar uma solução." Mais à frente, o presidente do HCP revelou mesmo não ter dúvidas "de que vai acontecer". " Só não sei se é para o ano, ou se é daqui a dois ou três", acrescentou.
O Hot Club Portugal (HCP) abriu as portas ao jazz e aos portugueses - ou melhor, abriu as portas do jazz aos portugueses - pela primeira vez a 19 de Março de 1948, data que faz deste espaço exíguo o mais antigo clube do género no país e um dos mais antigos do mundo.
Para o próximo ano completará, por isso, 60 anos, desde que Luís Villas-Boas fundou o clube de jazz que é "quente" pelas melhores razões.
Para além dos concertos assíduos que se realizam na conhecida e pequena cave da Praça da Alegria - a bucólica praça ajardinada, na travessa à esquerda de quem sobre a Avenida da Liberdade -, o HCP funciona também como lugar de aprendizagem para novos músicos (assim já acontece desde os anos 80), a partir da Escola de Jazz Luis Villas-Boas, onde se formaram muitos dos actuais músicos de jazz portugueses.»

Assim está melhor, Sr. João Mesquita.

Troço do Aqueduto das Águas Livres está a ser coberto de argamassa com cimento

In Público (25/10/2007)
Ana Henriques

«EPAL alega razões de higiene e de segurança. Instituto do Património aprovou e garante que não há razão para preocupações

O troço do Aqueduto das Águas Livres entre o Arco do Carvalhão e as Amoreiras, em Lisboa, está a ser coberto por uma argamassa de cal e cimento. A EPAL, que é a proprietária do monumento nacional, alega razões de higiene e de segurança para a aplicação do reboco, que contou com o aval do Instituto do Património, actual Igespar.
Os dejectos dos pombos são um dos motivos que levaram à aplicação desta protecção, explica Conceição Martins, do gabinete de imagem e comunicação da EPAL, acrescentando que as obras em curso atingem um troço de 200 metros e visam repor um reboco que em tempos já ali existiu. "Estamos a realizar este trabalho a pedido da Câmara de Lisboa", acrescenta. A operação está a ser acompanhada pelos serviços do património do Ministério da Cultura e visa também evitar que se soltem pedras do monumento do séc. XVIII.
O presidente do Igespar, Elísio Summavielle, admite que a alteração visual possa causar algum choque, como por exemplo causou uma intervenção semelhante no aqueduto de Coimbra. Mas recorda que só a partir do séc. XIX passou a manter-se a pedra dos edifícios e monumentos à vista. "Antes disso era tudo rebocado", ressalva. No caso do Aqueduto das Águas Livres, os arcos de maior dimensão, situados sobre o vale de Alcântara, nunca sofreram esse tratamento, nem está previsto que venham a sofrê-lo. Nem tão pouco o Arco do Carvalhão, que está também a ser sujeito a intervenção nas obras em curso.
"Está a proteger-se e não a estragar", assegura Summavielle, garantindo que não há razão para preocupações. "A obra está a ser feita com cuidado e com acompanhamento técnico". Quanto ao cimento que está a ser usado, "é um material que existe desde a antiguidade clássica". Elísio Summavielle diz que a operação servirá também para proteger o monumento da poluição atmosférica que existe no local.
"Os lisboetas podem estar tranquilos", refere a técnica da EPAL, informando que a obra começou na semana passada e tem uma duração de quatro meses. Cem mil euros é quanto deverá custar a intervenção, de acordo com dados divulgados pela empresa em Maio passado.
Seguir-se-á uma intervenção no chamado troço monumental, o do vale de Alcântara, que está ser preparada há vários meses. Aqui, a técnica usada passará pela aplicação de outro tipo de argamassa entre as juntas da pedra, destinada a "sugar" as impurezas e a sujidade, e que será retirada depois de cumprida essa função. »

Seria cómico, não fora trágico.

24/10/2007

Avenida Paris


Chegado por email:

«Olá, boa tarde.
Como deve ser do seu conhecimento, o trânsito e o estacionamento na Av . Paris são caóticos, para não fugir à regra.
Ontem,à noite pelas 22horas, presenciei mais um acto revelador de falta de civismo por parte do condutor de uma viatura automóvel, como resulta da foto que envio em anexo.
Com a agravante de que o veiculo foi "despejado" em cima do passeio público, perto de uma das portas do Bingo Panda, e onde se encontravam dois PSP.
A foto foi retirada com um telemóvel que não possuia flash, pelo que a sua qualidade deixa muito a desejar.
Caso entenda que a mesma poderá ter alguma utilidade, nomeadamente para publicação, agradeço que omita a minha identidade por razões óbvias.
Com os melhores cumprimentos,

Mrs.X»

Por curiosidade:

Aviso n.º 20333/2007, D.R. n.º 203, Série II de 2007-10-22

Câmara Municipal de Lisboa
Reestruturação orgânica dos serviços da Câmara Municipal

Elevadores do Rego parados há cinco meses

In Público 24.10.2007, Ana Henriques

"Dêem as voltas que dêem, os moradores do Bairro do Rego, em Lisboa, têm seis lanços de escadas a separá-los do resto da cidade, três a subir e outros tantos a descer. Os idosos não conseguem? Azar deles. Às crianças custa-lhes? Paciência. Os deficientes têm aqui mais uma barreira? A vida é mesmo assim.

Os elevadores da passagem aérea que liga os dois lados da Rua da Beneficência estão avariados há cinco meses, assegura a presidente da Junta de Freguesia de Nossa Senhora de Fátima, Idalina Flora, adiantando que a empresa que assegura a sua manutenção se queixa de que a Câmara de Lisboa lhe deve dinheiro desde 2003. "Já não sei por onde hei-de lutar mais. Não consigo", diz a autarca, que há três semanas pediu ao presidente do município que resolvesse o problema o mais rapidamente possível.

O imbróglio vem de longe. Construída há cerca de uma década na sequência da desactivação da estação ferroviária do Rego, a passagem aérea que faz a ligação às Avenidas Novas sempre teve problemas com os elevadores. O caso seria menos dramático se o bairro fosse bem servido de transportes. Mas neste momento é apenas servido por uma carreira, salienta Idalina Flora: "Pedi à Carris que passasse a ser feita por um autocarro mais pequeno, que fizesse mais viagens até à Praça de Espanha e percorresse mais ruas dentro do bairro. Responderam-me que tanto lhes custava um motorista num carro grande como num carro pequeno."

Resta aos sete mil habitantes do bairro pôr o carro a trabalhar, se o tiverem, chamar um táxi ou pedir ajuda aos funcionários que fazem guarda aos inúteis elevadores. Ou então mudarem de local de residência. "

Famílias deixam Lisboa pela linha de Cascais e concelhos a norte

In Público 24/10/2007

"O concelho de Lisboa continua a perder habitantes a favor das zonas limítrofes com as famílias a dirigirem-se preferencialmente para a linha de Cascais e para os concelhos a norte, revela um estudo sobre fluxos migratórios ontem divulgado.

O relatório da Imométrica, uma empresa de sistemas de informação para o sector imobiliário, baseou-se na análise dos pedidos de reencaminhamento de correspondência postal feitos pelos agregados familiares entre 2005 e o primeiro semestre de 2007. Com base nos 23.266 movimentos de mudança de casa que tiveram como origem ou destino a Área Metropolitana de Lisboa, o estudo concluiu que o concelho de Lisboa apresentou um saldo migratório negativo de três por cento, tendo originado 9585 saídas e sendo destino de apenas 8435 mudanças.

Mais de dois terços (71 por cento) dos fluxos gerados na capital tiveram como destino o próprio concelho, já que 5760 mudanças foram feitas dentro de Lisboa, sendo a freguesia de Santa Maria dos Olivais a que mais população ganhou e a de São Jorge de Arroios a que mais perdeu.

Das 2799 famílias (29 por cento do total) que optaram por residir noutro concelho, a maioria escolheu a linha de Cascais/Oeiras e a zona Norte, que engloba os concelhos de Loures, Vila Franca de Xira, Amadora e Odivelas. Estas duas regiões, em conjunto, atraíram 64 por cento das famílias que saíram de Lisboa.

As famílias que optaram por mudar privilegiam também cada vez mais a margem Sul, quer no eixo Ponte Vasco da Gama (Alcochete, Barreiro, Moita, Montijo e Palmela), quer no eixo Ponte 25 de Abril (Almada, Seixal, Sesimbra e Setúbal).

Em algumas cidades, como é o caso de Alcochete e Setúbal, os residentes oriundos de Lisboa assumem importância crescente, já que 20 e 21 por cento das famílias que escolheram estes concelhos saíram da capital.

No mesmo período em análise, entraram em Lisboa apenas 2024 famílias oriundas de outros concelhos, sobretudo da linha de Cascais/Oeiras e zona Norte, que concentraram 38 por cento dos fluxos migratórios para a capital"

Prédio na Casal Ribeiro começou a ser demolido

In Diário de Notícias (24/10/2007)
FILIPE MORAIS

«Fernando Pessoa viveu num prédio na Rua Casal Ribeiro que é caracterizado por uma arquitectura trabalhada e pelos azulejos de Arte Nova que decoravam o exterior. A maioria dos azulejos foram roubados e já terão começado os trabalhos de demolição, constatou o DN no local.

Além do valor cultural e arquitectónico, o edifício tinha ainda a mais valia de ter sido decorado com azulejos de Arte Nova. No entanto, estes já foram roubados quase na totalidade, restando apenas as zonas que serão de difícil acesso. Fernando Jorge, do Movimento Fórum Cidadania Lisboa, denunciou o roubo destes azulejos, em Fevereiro, quando viu um indivíduo "em plena luz do dia" a roubar os azulejos.

O edifício é mais um dos muitos que em Lisboa está vedado com tijolos nas portas e janelas dos pisos inferiores. No entanto, na porta do número um, os tijolos estão partidos até metade, de forma a poder-se entrar no interior.

"Foram os senhores das obras que abriram a entrada", disse uma funcionária de um café da zona ao DN. Aparentemente nada se passa no edifício, mas de vez em quando é possível ver que há trabalhos no interior. O prédio de cinco andares tem apenas vestígios do que foi um telhado, mas era aí que ontem um trabalhador com uma marreta levantava nuvens de pó, destruindo o interior.

No local, ninguém teve informações sobre o destino a dar ao prédio. Diamantino, proprietário de um café, adiantou ao DN que "há uns anos falou-se na demolição do prédio, mas como viveu lá o Fernando Pessoa parece que tinham optado por manter a fachada, pelo menos. Mas desde aí nunca mais se falou em nada e não se sabe o que vão fazer".

O responsável do estabelecimento, a uns metros de distância do prédio em causa, diz que desde 2001 que "já ninguém vive lá. Havia um senhor de lá que ainda era cliente, mas depois deixei de o ver, porque também teve que sair. As lojas foram as últimas a fechar portas".

O DN tentou saber junto da autarquia qual a situação do edifício, mas não obteve resposta até ao fecho desta edição. Em 2001, após o pedido de demolição entrar na câmara, foi lançada um movimento contra a destruição do prédio que contou com a participação da directora da Casa Fernando Pessoa, Clara Ferreira Alves. O então presidente da autarquia Santana Lopes acabou por garantir que o prédio não seria demolido.»

Pois é, começou, sem apelo nem agravo.