AVISO

AVISO

31/05/2009

Museu Nacional de Arte Antiga



Um excelente museu que dá vontade de visitar vezes sem conta...parabéns à direcção e a todos os colaboradores.

NOVA IORQUE: "Broadway is NO way"

It's curtains for cars on Broadway.

Starting Sunday, vehicles will be barred from the legendary roadway in Times Square and Herald Square as it is transformed into a pedestrian-only area with a food festival, an outdoor yoga studio and a kickball arena, officials said yesterday.

All traffic will be diverted from Broadway between 47th and 42nd streets and between 35th and 33rd streets, said Department of Transportation Commissioner Janette Sadik-Khan. Drivers will have to move to Seventh or Ninth avenues to get downtown.

It's all part of a $1.5 million plan to turn sections of Broadway into massive pedestrian plazas, a plan that Mayor Bloomberg said will ease the grueling traffic bottlenecks that happen near major intersections.

Officials aren't wasting any time turning the Great White Way into the Great Walkway.

On June 7, the city will broadcast the Tony Awards to a live audience sitting on what used to be Broadway's traffic lanes.

Top-notch restaurants will also be out for a Taste of Times Square event on June 8.

Other events, like kickball, capture the flag, and yoga at sunrise, will come later in June.

Construction on the Times Square plazas will be done by Aug. 16, and Herald Square will be finished Aug. 23, officials said.

Sadik-Khan said the closures will "take some getting used to," for drivers, but she doesn't expect any traffic nightmares.

"We actually think traffic is going to improve coming down Seventh Avenue when we're knitting it together," she said.

"I think it'll still take a period of adjustment, though," she acknowledged. Officials begged motorists not to get caught up in any early confusion. "Give it time to see how it works," said Times Square alliance chief Tim Tompkins.

DOT crews will be out monitoring traffic, Sadik-Khan said. The plan is causing a divide among business owners.

A manager at Grand Slam, a trinkets store on Broadway, said he thinks the increased foot traffic will bring him more customers.

"It helps me," said John Palha, who has managed the store for 11 years. "When there's less cars on the street, people can get here. They can walk right over and come in."

But store owners on the Seventh Avenue side said the increased car traffic and sinking economy might tank their business.

"It could very possibly put me under," said a businessman who runs a camera and computer store.

"It's not good for me. It's much more attractive for the other side."

in NEW YORK POST, 20 de Maio de 2009 [sounds familiar...]

29/05/2009

António Costa quer tirar 80 mil carros de Lisboa

O estacionamento em Lisboa pode vir a ficar mais caro. O vice-presidente da câmara de Lisboa, Manuel Salgado, considera que estacionar na cidade deve custar mais do que custa hoje e que essa pode ser uma ferramenta para um dos objectivos do Plano Director Municipal, que começa a ser agora discutido. Retirar carros da cidade e apostar nos transportes públicos é a ordem, nem que para isso seja necessário levar os locais de emprego para onde estão os transportes públicos. Esta é uma das apostas do executivo de António Costa na Câmara Municipal de Lisboa para a revisão do Plano Director Municipal (PDM), o instrumento de ordenamento da cidade. O plano em vigor foi aprovado há 15 anos e três dias na Assembleia Municipal.

O próximo planeamento da cidade vai ser feito em torno das grandes obras que estão previstas, como a terceira travessia do Tejo, a saída da CREL para Lisboa, a saída do aeroporto da Portela da cidade e a reestruturação do porto. E tudo numa época de crise que obriga a "pensar Lisboa no futuro, com a nova economia e com todos os problemas de criação de emprego", disse ao i o vice-presidente da câmara, Manuel Salgado, que tem o pelouro do Urbanismo e a tutela a revisão do PDM.

Uma das prioridades na mudança é a "recomposição social de Lisboa, evitando que as pessoas continuem a sair da cidade" e para isso há que mudá-la. O alvo a abater será o transporte individual, mas agora com uma mudança de estratégia Mais do que campanhas para promover a oferta de transportes públicos, a equipa de António Costa quer dificultar a vida aos automóveis em Lisboa. Além das mudanças na circulação, Manuel Salgado defende que "o preço do estacionamento deve ser mais caro, porque é espaço público que está a ser ocupado".

"Temos que reduzir a oferta de estacionamento. Actualmente, o PDM prevê um mínimo de dois lugares de estacionamento a cada 100 metros, mas queremos que o novo plano possa estabelecer um número máximo de lugares." No entanto, sublinha que esta possível subida de preços para o estacionamento à superfície "é uma responsabilidade da Empresa Pública de Estacionamento de Lisboa (EMEL).

As restrições à circulação aos automóveis na capital passam ainda pelo aumento do estacionamento condicionado na via pública a todo o concelho, introdução de limite máximo de velocidade de 30 km/h em todos os bairros - de forma a cortar o tráfego de atravessamento - e redução de segundas filas de trânsito no eixo-central (Baixa, Avenida da Liberdade, Fontes Pereira de Melo e Avenida da República) para metade das que existem hoje.

Para que não haja desculpas para não aumentar o uso dos transportes públicos em Lisboa, o vice-presidente da autarquia quer deslocalizar centros empresariais e comerciais para juntos dos principais terminais de transportes públicos: casos de Sete Rios, Alcântara e Parque das Nações. "Se os empregos estiverem mais perto dos transportes, não há por que não usá-los. E isso pode aplicar-se também aos equipamentos, como tribunais ou hospitais."

INVESTIR NO CENTRO Manuel Salgado garante que não descura "o urbanismo de proximidade, que pode resolver os problemas do dia-a-dia das pessoas". "Temos que recompor socialmente a cidade", diz. Para isso, admite aplicar o PDM "em escalas de tempo e em escalas de detalhe", para resolver questões como o vale de Alcântara, a ligação com a embocadura do rio, os planos de pormenor na zona da Boavista, ou a intervenção na Baixa da cidade e Parque Mayer - projectos de curto prazo, mas com grande impacto em Lisboa. "Num momento de escassez de recursos, o que for feito tem de ser muito bem feito, tem de ter muita qualidade. E quer sejam iniciativas públicas quer sejam iniciativas privadas, terão que ir sempre no sentido de valorizar." Aqui, Manuel Salgado dá os exemplos da recuperação da frente rio e do projecto previsto para o Terreiro do Paço, que vão aumentar as áreas para peões e condicionar a circulação de carros - "que é, de facto, o que nos pedem". Em discussão vai estar também o modelo da cidade: uma com pessoas a viver na periferia e que vêm trabalhar no centro, ao estilo norte-americano, ou uma com mais pessoas a viver e a trabalhar no centro, ao estilo europeu. A câmara inclina-se mais para a segunda opção.

Como exemplo de um caso pouco pensado para as pessoas, o arquitecto Eduardo Leira, autor do projecto da Alta de Lisboa (e que vai estar hoje presente na conferência "Uma Cidade para o Futuro. O PDM de Lisboa"), referiu ontem que a "mentalidade da prioridade ao carro está aplicada em toda a estrutura viária". As estações de Metro mais modernas são um exemplo: "São quimicamente puras. São bonitas, mas quase parece que as pessoas incomodam e têm de pedir licença para se sentarem. Estes são espaços que têm de ser desenhados para as pessoas, com cafés, locais para se sentarem e onde se sintam bem". Leira defende também que é necessário passar a mensagem. "Há uns anos o carro era um bem social, mas hoje todos temos carro. Só não o usem é para vir à cidade!".

ALERTAS A proposta de PDM que começa a ser discutida define como oportunidades a melhoria de acessibilidades e atractividade internacional de Lisboa por via da construção das ligações ferroviárias de alta velocidade ao Porto e a Madrid e determina que a cidade tem que assumir-se como porta de entrada na Europa para empresas e investidores do espaço lusófono. Isto apesar das ameaças do risco de centralização em Madrid (e Barcelona) de empresas vocacionadas para o mercado ibérico.

Com o início da discussão, a oposição na autarquia de Lisboa já lançou alertas. A independente Helena Roseta lembra que esta é uma fase inicial da discussão. "Há muito trabalho técnico feito, mas falta a ligação com uma estratégia para a cidade, num modelo relativamente cego a nível social, porque Lisboa tem muita gente, população pobre e envelhecida, nos bairros críticos. O PDM devia incluir uma estratégia para estes bairros e não definir apenas as oportunidades imobiliárias. É preciso não esquecer que aqui estão também muitos jovens. Se melhorarmos a vida nestes bairros, melhoramos também a vida na cidade."

De resto, Roseta espera "que realmente se consiga retirar carros de Lisboa, mas a cidade sozinha não consegue fazê-lo. O aumento de preços do estacionamento pode ser uma ideia, mas o que é preciso é que haja soluções para as pessoas, como passes familiares. As pessoas fazem contas e mesmo com o aumento de preços, uma família junta-se e pode ficar mais barato levar o carro."

PSD contra Já Margarida Saavedra, vereadora do PSD, ataca a conferência de hoje, por considerar que "a câmara está a pagar a campanha de António Costa". Sobre a proposta de PDM, disse ao i que "não tem viabilidade" e defendeu a manutenção do aeroporto da Portela: "Lisboa não pode ficar sem aeroporto, precisamos de um que assegure pelo menos os voos domésticos". A vereadora laranja diz ainda que não quer uma terceira travessia do Tejo porque "o tráfego vai aumentar em 30%" e "os camiões TIR terão de passar pela rua do Arsenal, para atravessar o rio". Quanto ao porto, é necessário "mas não é preciso que triplique de tamanho. Lisboa não é uma cidade portuária".

Apesar do início da discussão do plano, ontem o Conselho de Ministros aprovou duas suspensões parciais do PDM, por dois e três anos, para viabilizar a construção das instalações da Polícia Judiciária, na Gomes Freire, e uma subestação da Rede Nacional de Transporte de Electricidade, em São Francisco Xavier.
In I
Pronto agora que os cidadãos já sabem da vontade do presidente da CML vão começar a andar de tansportes publicos!
Este tipo de noticias dão uma sensação de
deja vu, sempre óptimas intenções acções é que nada!
E para não variar mais umas suspensões do PDM à medida, o PDM é regra excepto se não estiver de acordo com os projectos

Estacionamento no Príncipe Real



Como já não bastasse o estacionamento na Praça do Príncipe Real, agora até dentro do próprio Jardim entram carros (situação, infelizmente, muito frequente).

Mesmo que seja para fornecimento à esplanada, justifica-se?


Praça do Príncipe Real
27 de Maio de 2009
14h45m

28/05/2009

Autarquia aprova candidatura do Bairro Padre Cruz ao QREN

A Câmara de Lisboa aprovou quarta-feira a elaboração de uma candidatura ao Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN) para a requalificação do Bairro Padre Cruz.

O projecto envolve a construção de 908 fogos, dos quais 783 para realojamento. Está prevista também a construção de uma residência assistida para idosos, uma creche e de espaços para novas actividades económicas de apoio ao auto-emprego.
In RTP.pt

Tribunal arrasa contrato celebrado pela EMEL

O Tribunal de Contas considera que está ferido de ilegalidade o contrato celebrado pela Empresa Municipal de Estacionamento de Lisboa para a manutenção de parquímetros e recolha de taxas na zona central da cidade.

O contrato celebrado é designado por "contrato de prestação de serviços de manutenção, colecta e apoio à fiscalização", todavia, "o seu âmbito não abrange apenas aquelas prestações, mas as vertentes fundamentais do negócio, opera a transferência de riscos económicos da actividade e da responsabilidade da gestão do serviço público da EMEL para a Street Park", alega o Tribunal de Contas num relatório de auditoria que analisou a relação contratual entre as duas empresas.

Para o Tribunal de Contas (TC), a empresa municipal transferiu para a Street Park "responsabilidades pela exploração da actividade na área do eixo central, através de um contrato misto que contém traços típicos de concessão de serviço público". Argumenta o TC, que a figura de concessão por empresa municipal "não tem previsão legal, nem sequer se encontra admitida a faculdade de a empresa municipal mandatar terceiros para, em seu nome, e no seu interesse exercerem, ainda que parcialmente, a actividade para que foi criada".

Considerando que o contrato está "ferido de ilegalidade", no que respeita à transferência de responsabilidade pela exploração do estacionamento, o órgão fiscalizador sublinha que eventual concessão é da competência dos órgãos autárquicos, nomeadamente, da Câmara e da Assembleia Municipal, por concurso.

As chamadas de atenção do tribunal estendem-se ainda a questões relacionadas com a fiscalização e a posse dos equipamentos. Segundo este órgão, o contrato "não prevê a fiscalização dos limites dos períodos de estacionamento", além de haver um controlo interno "deficiente ao nível da cobrança e da arrecadação da cobrança". O TC salienta ainda o facto de a EMEL não ter acautelado os seus interesses relativamente à utilização dos parquímetros (contrato prevê a venda de parquímetros à Street Park e a recompra pela EMEL) caso haja litígio entre as parques.

O tribunal recomenda mesmo que a EMEL pondere a relação contratual com a Street Park "com vista à eliminação das ilegalidades", nomeadamente no que se refere à transferência de responsabilidade pela exploração do estacionamento.

Pede também que sejam criadas condições para que, na eventualidade de litígio, "se assegure a continuidade da cobrança de receita no eixo central", tendo em conta que, por via do acordo, os parquímetros não são actualmente propriedade da EMEL.

Recomenda ainda o órgão fiscalizador que seja melhorado o controlo interno na área da receita, para suprir deficiências, designadamente, nas cobranças, depósito da receita e monitorização dos períodos de manutenção, avaria, imobilização e arranjo dos parquímetros.
In JN

Carta aberta ao meu colega Bruno Soares

Caro Bruno Soares

No seguimento da entrevista explicativa do meu ilustre colega ao "I", senti um enorme desejo de lhe escrever.
Como sabe, também eu fiz um projecto* para o Terreiro do Paço, projecto esse avaliado por um júri e sem concurso prévio, tal como viu em Dezembro de 2003 quando da exposição pública. Este estudo pretende recuperar a frente rio histórica da minha cidade de Lisboa, entre Santa Apolónia e Cais do Sodré.

Tive melhor sorte, pois o meu único compromisso era a beleza.

Tentativa de 3D isométrica da minha proposta

Fiquei muito decepcionado com a sua proposta, mas também surpreendido pois o seu projecto coloca e acentua a figura do rei para festejar a republica o que não deixa de ser uma contradição. E, na dúvida, uma monarquia absoluta! Aliás, ultimamente esta republica anda um pouco à boleia da monarquia, pois a situação relativamente aos Museus dos Coches é de facto muito semelhante.

Apesar da louvável tentativa de restaurar o modelo de uma praça do Sul, na realidade o colega conseguiu transformar o Terreiro do Paço num modelo de praça real à francesa onde a presença do monarca está reforçada.

Provavelmente por ser de outra geração, já ultrapassei e não vivo esse estigma do Estado Novo. Já não me aflige, e graças a Deus os valores e verdadeiros heróis de Abril estão bem presentes no nosso espírito, e portanto já não me assusta, que “…queiram restaurar o desenho do Estado Novo…”, e portanto essa, a mim, não cola. Tenho muito respeito pelos mestres do passado que a sua maneira souberam, alguns, com muita habilidade surpreender os seus contemporâneos e a nós, que hoje tanto os admiramos pela sua sinceridade modernista.
Não consigo compreender essa sua necessidade de querer “estabelecer um percurso”, condicionar, ou espartilhar a nossa forma de ver. Será um sinal de saudade outros tempos? Pois de uma forma quase natural qualquer visitante, na sua primeira vez, será imediatamente deslumbrado ao chegar ao Terreiro do Paço, pois ao longo do percurso pela Baixa a sua vista vem sendo “emoldurada” tal como muito bem diz quem escreveu e escreve sobre Lisboa. A ordem estabelecida pelo desenho urbano da baixa foi já na altura exigida, e justamente culmina na praça barroca para a celebração da “Vida”. Na realidade o meu estimado colega perdeu a oportunidade de dar aos lisboetas, e a quem nos visita, uma forma de celebrar a “Vida com Liberdade”.
Esse sim seria o projecto sem concurso prévio, infelizmente e por diversos motivos, não poderei dizer que gostei dos seus "bonecos"!
Até breve,

GCS

*Tese de M.Arch.D.U. realizada em 2001/2003 na University of Notre Dame, EUA

PETIÇÃO: "Urge um debate público nacional sobre o futuro do Terreiro do Paço!"


Assine em http://www.gopetition.com/online/28118.html
E divulgue!



Caro(a) Amigo(a)


Considerando a aprovação em reunião pública da CML, de 27.05.2009, do “Estudo Prévio do Terreiro do Paço”, sem que até ao momento quem de direito (CML e Governo) tenha promovido o indispensável período de debate que um projecto de espaço público desta envergadura exige (por se tratar de um projecto comprovadamente intrusivo, ex. introdução de novos materiais, desenhos e soluções arquitectónicas), facto que é agravado por se tratar do Terreiro do Paço;

E considerando que decorrem a bom ritmo as obras de preparação para a execução do Estudo Prévio agora aprovado, tornando o mesmo irreversível;

Os abaixo-assinados solicitam a quem de direito que proceda, quanto antes, à abertura de um período de discussão pública antes de se iniciar o projecto de execução ou (pelo menos) antes do concurso ser lançado.

OBRIGADO!

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Jorge Santos Silva, Luís Marques da Silva e Júlio Amorim

PETIÇÃO
Urge um debate público nacional sobre o futuro do Terreiro do Paço!
Assine em http://www.gopetition.com/online/28118.html

E divulgue!

Remodelação do Terreiro do Paço arrancada a ferros na câmara

In Público (28/5/2009)
Ana Henriques

«Autor do projecto admite esbater losangos do pavimento da placa central e corredor da Rua Augusta, mas insiste em degraus e rampa


O presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, foi ontem obrigado a exercer o seu voto de qualidade para conseguir fazer aprovar pela autarquia os planos de remodelação do Terreiro do Paço elaborados pelo arquitecto Bruno Soares. Além do voto de qualidade, valeu-lhe a súbita ausência de Carmona Rodrigues, cujo voto contrário ao projecto se poderia revelar decisivo, tal como a inesperada abstenção dos vereadores comunistas.

Esta sucessão de coincidências evitou que a câmara se pronunciasse negativamente sobre o trabalho de Bruno Soares - ainda que o estudo prévio que este tem vindo a apresentar tenha sido alvo de fortes críticas, quer de vários vereadores, quer de outros arquitectos (ver outro texto). Mesmo assim, Bruno Soares comprometeu-
-se a alterar alguns dos aspectos mais polémicos do projecto, esbatendo os losangos que desenhou para a placa central do Terreiro do Paço e também o corredor de pedra que iria marcar, no chão, o percurso entre o arco da Rua Augusta e o Cais das Colunas.
A respeito da sobreelevação da placa central relativamente ao Cais das Colunas, o arquitecto mantém-se na sua: apesar de todas as objecções de que a ideia tem sido alvo, insiste em criar um desnível entre a parte da pla-
ca central virada ao rio e a zona imediatamente em frente, de forma a que quem chegue da Baixa veja o rio a partir de um plano mais elevado. O desnível será vencido à custa de degraus e de uma rampa, destinada a permitir o acesso de deficientes.
Mas os desníveis na praça não ficam por aqui. Depois de ter percebido que a parte poente das arcadas está afundada porque o edifício abateu durante a sua construção, após o terramoto de 1755, Bruno Soares resolveu realçar esse desnível, hoje imperceptível, instalando uns degraus no passeio que corre junto às arcadas. O projecto prevê ainda mais degraus em redor da estátua de D. José, para salientar a sua importância. Reagindo às críticas, o arquitecto promete rever o desenho dos vários lances de escadas.
"Uma enormidade" foi a expressão que a vereadora do PSD Margarida Saavedra usou para descrever o estudo prévio de Bruno Soares. A também arquitecta entende que os degraus irão criar barreiras à circulação dos peões, fragmentando a sua unidade enquanto espaço único e amplo.
As críticas do PCP e do grupo de vereadores de Carmona Rodrigues à forma como o processo tem sido conduzido apontavam para que a contagem dos votos obrigasse à reformulação do estudo prévio. Afinal, assim não aconteceu. O movimento cívico Forum Cidadania mostrou-se estupefacto por o resultado da votação não ter tido correspondência com as posições destes vereadores. Segundo o gabinete de Carmona, a sua ausência deveu-se à necessidade de ir prestar declarações ao Ministério Público no âmbito do caso Bragaparques.
As restrições ao tráfego rodoviário na Baixa foram também aprovadas.»

27/05/2009

Terreiro do Paço / Comunicado


Na sequência da aprovação em reunião pública da CML de hoje do auto-denominado “Estudo Prévio do Terreiro do Paço” (quando na realidade a obra decorre a bom ritmo), elaborado pela Sociedade Frente Tejo, somos a comunicar a nossa estupefacção:

1. Pela abstenção dos Srs. Vereadores do PCP, depois de terem tecido duras e justificadas críticas ao dito estudo prévio durante a mesmíssima sessão de CML.
2. Pela ausência do Sr. Vereador Carmona Rodrigues aquando da votação, depois de na mesma sessão ter tecido duras críticas ao referido estudo.

Tais posições possibilitaram que o “Estudo Prévio” fosse aprovado e que as obras continuem a decorrer no sentido de que daqui a poucos meses sejam apresentadas à mesma CML e, portanto, aos lisboetas, como mais um facto consumado, o que é profundamente lamentável dado tratar-se da praça mais importante de Portugal, Monumento Nacional e símbolo de Lisboa.

3. Pelo estado de aparente ignorância em que todos (?) os Srs. Vereadores se encontram quanto à eficácia desta "aprovação", conhecido que é o "primado" da Sociedade Frente Tejo em relação à CML (e respectivas direcções municipais, cujo parecer foi ignorado), sobre o IGESPAR (quando este Instituto se pronunciar já o projecto estará feito!) e sobre a população de Lisboa, o que torna totalmente incompreensível esta "aprovação" na medida em que as obras decorrem, como se comprova facilmente com uma ida ao local.

4. Pela incapacidade das diferentes elites alfacinhas em se fazerem ouvir quando mais delas Lisboa precisa, sabendo-se que o que está em causa é toda uma identidade da Lisboa histórica, posta em perigo irreversível e seriamente por um projecto que introduz em toda a sua área de intervenção materiais menores, desenhos e usos inapropriados, incutindo uma "marca de autor" a algo que está muito para além disso.

Renovamos, portanto, o nosso protesto pela forma lamentável em que o projecto está a ser desenvolvido, aparentemente apenas com um único intuito, o de garantir os festejos do Centenário da República.

Pensamos que o Terreiro do Paço merece melhor, e, por isso mesmo, pedimos, encarecidamente e a quem de direito, que seja aberto um período de discussão pública antes de se fazer o projecto de execução ou (pelo menos) antes do concurso ser lançado.



Paulo Ferrero, Júlio Amorim, Virgílio Marques, João Chambers e Luís Marques da Silva

Parque Tejo







É triste ver que nem a mais recente zona da cidade escapa à degradação. Num espaço onde existia uma grande lixeira encontramos agora pessoas a passear durante todo o dia e noite, crianças a brincar...porém alguns equipamentos começam a apresentar sinais de degradação.

Esta "caixa" era uma agradável esplanada, agora está no estado lastimável que se pode comprovar, sendo que pedaços do mesmo se soltam com alguma frequência e ficam ali no chão.

Local foto: Parque Tejo (próximo Torre Vasco da Gama)- Travessa do Sandokan - Rua da Ilha dos Amores

Câmara emite parecer favorável ao estudo prévio de requalificação do Terreiro do Paço

Lisboa, 27 Mai (Lusa) - A Câmara de Lisboa decidiu hoje emitir parecer favorável sobre o estudo prévio de requalificação do Terreiro do Paço, elaborado pela Sociedade Frente Tejo, e o novo conceito de circulação na frente ribeirinha, entre Santa Apolónia e o Cais do Sodré.
O presidente da Câmara Municipal, António Costa (PS), foi obrigado a exercer o voto de qualidade para que o parecer favorável sobre o estudo prévio fosse aprovado, já que votaram contra dois veradores de "Lisboa com Carmona" (Carmona Rodrigues estava ausente no momento da votação), três vereadores do PSD e as duas vereadoras do movimento "Cidadãos por Lisboa", enquanto os dois vereadores do PCP se abstiveram e os seis vereadores do PS e o vereador José Sá Fernandes votaram a favor.

(...)

In RTP.pt

Toponímia no Restelo




Todas estas placas já assim estão há algum tempo, já era altura de serem regularizadas

Cartazes colocados pela Câmara custaram 35 mil euros

Lisboa, 26 Mai (Lusa) - Os cartazes colocados pela Câmara de Lisboa em edifícios por reabilitar, em que se afirma "aguarda aprovação" pela Assembleia Municipal, custaram 35 mil euros, segundo informação prestada pela autarquia à Assembleia, a que a agência Lusa teve acesso.
Lusa

Em resposta ao pedido de informação da presidente da Assembleia, Paula Teixeira da Cruz (PSD), ao executivo municipal, o presidente da Câmara, António Costa (PS), prestou esclarecimentos escritos que deram hoje entrada na Assembleia.
Segundo esse documento, os cartazes custaram 35 mil euros, sendo o ajuste directo o procedimento de selecção da empresa que produziu as telas.

APROVEITAR GRAFITERS PARA REABILITAR ZONAS VELHAS

«Ideia do PS agradou. Câmara já limpou seis mil metros quadrados
00h30mINÊS SCHRECK
.
Aproveitar os grafiters que ilegalmente espalham desenhos pela cidade, desordenadamente e sem critério, e pô-los a reabilitar muros degradados é uma solução que a Câmara do Porto poderá vir a pôr em prática.A proposta partiu da vereação socialista, mas agradou a Rui Rio. "Há muita sujidade no Porto, há ruas completamente grafitadas. Proponho que a Câmara reúna os grafiters para reabilitar estas zonas degradadas, os edifícios sujos e feios", propôs a vereadora substituta do PS, Carla Miranda, ontem de manhã, na reunião pública do Executivo."É possível trabalhar com esta gente", acrescentou a socialista, considerando que o trabalho pode ser feito em colaboração com as juntas de freguesia. Carla Miranda lembrou, no entanto, que é preciso fazer a distinção entre os grafiters e os que se limitam a assinar nas paredes (tags), como forma de marcar território.Rui Rio achou "interessante" a proposta, nomeadamente no que toca à articulação com as juntas de freguesia. "Embora a Câmara esteja a fazer um esforço para limpar as paredes da cidade, admito que a entrada de novos grafitos seja superior. Pegar nas paredes velhas e dar-lhes uma nova vida parece-me uma boa ideia", reiterou o presidente da Câmara do Porto.De acordo com a informação, publicada no último número da revista oficial da Câmara do Porto, a Direcção Municipal de Ambiente e Serviços Urbanos tem vindo a fazer um esforço em termos de limpeza urbana, dando "prioridade à intervenção na remoção de grafitos que proliferam no espaço público". "Até agora foram limpos mais de seis mil metros quadrados", pode ler-se no artigo. »
in "Jornal de Notícias"
.
E porque não aproveitar uma das novas estações de Metro, para criar a estação do "grafiti", onde painéis definidos, seriam assim decorados?
Ideias, nunca são de mais; é preciso alguém para as aproveitar e pôr em prática...

26/05/2009

TRÂNSITO NA BAIXA VAI SOFRER ACERTOS

00h30m
TELMA ROQUE *, * COM AGÊNCIA LUSA
A Ribeira das Naus, na Baixa lisboeta, deverá reabrir ao tráfego individual ao contrário do que estava inicialmente previsto, embora limitado a uma faixa de rodagem. Este é apenas um dos acertos que esta quarta-feira vão a votos.
Segundo o relatório do Estudo do Novo Conceito de Circulação para a Frente Tejo entre Santa Apolónia e o Cais do Sodré, que amanhã o executivo terá em cima da mesa para discutir, a Rua do Arsenal permanecerá, após as obras no Terreiro do Paço, reservada ao transporte público. Já a Avenida Ribeira das Naus reabrirá ao transporte individual, apenas com uma via em cada sentido.
As alterações no trânsito na Baixa e no eixo ribeirinho, impostas há cerca de três meses, levaram mais pessoas para o transporte público e penalizaram sobretudo a circulação na Rua do Arsenal, onde o volume de viaturas sofreu um grande aumento.
O relatório da discussão pública do modelo de circulação para a Frente Tejo, a que a Lusa teve acesso, recomenda ponderação relativamente a alguns efeitos das alterações de trânsito na Baixa, nomeadamente o aumento de tráfego na Rua da Conceição. Sugere ainda uma reavaliação do esquema de circulação para as duas encostas (Chiado e Castelo), uma vez que este eixo ficou mais carregado de automóveis, o que fez aumentar igualmente os tempos de percurso do eléctrico 28.
As alterações do trânsito na Baixa não fizeram baixar a procura no sentido ascendente da Avenida da Liberdade, revela o documento, admitindo que tal se deva ao aumento da procura das transversais da Avenida da Liberdade em direcção ao Marquês de Pombal e do retorno obrigatório do tráfego que, descendo a Avenida, não pretende aceder às colinas. "No fundo, o tráfego com origem na Baixa e que ao fim do dia tinha duas alternativas para sair para outras zonas da cidade, agora concentra-se na Avenida da Liberdade", pode ler-se no documento.
O relatório aponta igualmente para a necessidade de continuar a monitorizar "algumas ruas mais frágeis", nomeadamente a Rua da Conceição, Rua da Madalena e, em particular, as ruas da colina do Castelo e Graça. Realça também a necessidade de articular com a Administração do Porto de Lisboa, a Transtejo e a Carris os detalhes do conceito final que vier a ser definido.
Os moradores e os comerciantes da Baixa continuam a ser as vozes mais críticas face às restrições aprovadas pela autarquia (ler caixa de texto ao lado), assim como o Automóvel Clube de Portugal. Alegam que a Baixa está "vazia" e defendem um recuo.
in "Jornal de Notícias"

PUBLI-CIDADE: ROSSIO ou RENOVA?


Imagens da insensível mega tela de publicidade que a RENOVA instalou num dos imóveis classificados do Rossio:
- Praça D. Pedro IV, 10-12 torneja Rua do Ouro, 286-296
É uma vergonha terem tapado quase por completo um imóvel pombalino na Praça D. Pedro IV. Esta mega tela, de pura publicidade descarada, é apenas mais um exemplo do tipo de exploração descontrolada do espaço público de Lisboa. Neste caso é particularmente grave por se tratar de uma praça emblemática da Baixa que está «Em Vias de classificação» como Monumento Nacional, e candidata a Património Mundial da Humanidade. Solicitámos hoje mesmo esclarecimentos junto da CML , Ministério da Cultura / IGESPAR e RENOVA. Apenas em Lisboa "Património Classificado" poderia combinar com "Papel Higiénico"... Será que esta empresa vai pagar a limpeza das ruas da Baixa? Quem desejar reclamar junto da Renova pode utilizar o seguinte endereço: info@renova.pt

LISBOA: "ARREMPRADORES" DA ALTA DE LISBOA PODEM COMPRAR CASA PELO MESMO PREÇO AO FIM DE CINCO ANOS

14h16mLisboa, 26 Mai (Lusa)
- Os cidadãos interessados em morar na Alta de Lisboa poderão, a partir de hoje, arrendar uma casa com a possibilidade de a comprar até ao 60º mês do contrato sem que o preço do imóvel se altere.Segundo o conceito imobiliário "arremprar", lançado na zona pela Sociedade Gestora da Alta de Lisboa (SGAL), os inquilinos têm até cinco anos para decidir se querem adquirir o apartamento pelo mesmo valor da altura em que assinaram o contrato e beneficiar do aproveitamento de parte das rendas pagas para abater na compra.Até ao final do primeiro ano de arrendamento a percentagem a abater será de 40 por cento das rendas pagas, valor reduzido anualmente em 10 por cento.
in "Jornal de Notícias"

ÁREA METROPOLITANA DE LISBOA: NOVO PLANO APOSTARÁ NAS LIGAÇÕES FERROVIÁRIAS



14h30m
Lisboa, 26 Mai (Lusa)
- A revisão do Plano Regional de Ordenamento do Território da Área Metropolitana de Lisboa (PROT-AML) deverá ficar pronta no final de Janeiro e o novo documento vai apostar no reforço das ligações ferroviárias.
Num encontro com a imprensa para fazer um balanço dos trabalhos de revisão do PROT-AML, o presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDRLVT) sublinhou a importância que o transporte sobre carril terá na proposta a apresentar aos parceiros em Junho.
"No futuro poderá ser equacionada a ligação em metro ligeiro dos concelhos de Oeiras, Amadora, Odivelas e Loures. A questão está a ser analisada com o objectivo de reservar corredores. Não quer dizer que se avance já", afirmou.
in "Jornal de Notícias"

25/05/2009

O Projecto do Terreiro do Paço em debate na OA

Amanhã, dia 26, pelas 21h, na sede da secção sul da OA.

Mais detalhes no site da Sociedade Frente Tejo: http://www.frentetejo.pt/137/coloquio-na-ordem-dos-arquitectos.htm

A quem quiser e estiver disponível em ir até este debate d' "A Corporação", a tal que acha que a arquitectura não é referendável. Vou ali e já venho.

Tejo e tudo o que resta

Miguel Sousa Tavares in Expresso

"Começo por me reportar ao excelente texto da Clara Ferreira Alves, no último número da revista Única, acerca da construção da sede da Fundação Champalimaud, em cima do Tejo, em Pedrouços. Eu próprio já aqui tinha aflorado o assunto duas ou três vezes, como exemplo último do saque do rio à nossa cidade. Na altura, fui convidado para almoçar, através de um amigo comum, com um simpatiquíssimo administrador da Fundação, que me explicou que a localização privilegiada se justificava pela necessidade de atrair para Portugal cérebros renomados na área da investigação médica - e eles, muito compreensivelmente, gostam de trabalhar com o rio aos pés. A explicação não me convenceu muito e eu voltei ao assunto e voltei a ser convidado para novo almoço, a que já não fui: nem mesmo um salmonete de Sesimbra e um Pêra Manca podem contrariar a realidade que ali está a nascer - 60.000 metros quadrados de construção, alguns 200, 300 metros de frente de rio roubados à cidade e... em terrenos públicos.

Aliás, e com todo o respeito que sempre tive pela presidente da Fundação, Leonor Beleza, eu acho que ela traiu a vontade do fundador. António Champalimaud foi dos raríssimos portugueses que fizeram uma Fundação, não para se glorificar em vida, mas para doar post mortem, não para fugir ao fisco ou sacar património ao Estado, mas para dar: deu 500 milhões de euros para a investigação do cancro. Berardo fez uma Fundação que, depois de ter ocupado um edifício municipal em Sintra, passou a ocupar a totalidade da área de exposições do CCB; Saramago fez outra que, em troca da perenidade do culto da sua pessoa e de umas vagas conferências, sacou a Casa dos Bicos. Champalimaud não quis sacar, quis dar. Mas, infelizmente, a sua executora testamentária, não pensou igual: Leonor Beleza começou por perder uma eternidade de tempo a tentar que a deixassem construir a sede da Fundação no Guincho, em terrenos vedados à construção da Área de Paisagem Protegida. Como o não conseguiu, virou-se para a beira-Tejo e convenceu a Câmara de Lisboa a suspender o PDM para autorizar aquilo. Esta figura jurídica da suspensão do PDM é, aliás, o retrato fiel de como funciona o país: fazem-se excelentes leis e excelentes planos para tentar limitar o deboche urbanístico, mas, depois, há sempre uns casos excepcionais, para os quais, e movendo as devidas influências, se consegue suspender o PDM, aprovar o projecto que se quer e que o contrariava, e depois repor o PDM em vigor para a arraia miúda. Faz-me lembrar o Albarran, quando suspendia a carteira profissional de jornalista para fazer publicidade (vedada aos jornalistas pelo estatuto e código deontológico), e, uma vez gravado o anúncio, pedia a carteira de volta e 'regressava' ao jornalismo. É o nosso mal, e o nosso mal a todos os níveis: seríamos um excelente país e um excelente povo, se não fossem as excepções: a possibilidade de se suspender os bons princípios, a moral e os valores apregoados, para satisfazer uma necessidade passageira e logo a seguir retomar o discurso dos valores.

Foi assim também que, à beira-rio, se autorizou o recentemente inaugurado Hotel Altis. Pergunto-me com que autoridade e com que argumentos poderá amanhã a CML indeferir pedidos de hotel para o mesmo local? Foi assim - e aqui sem intervenção da CML e apenas por vontade do Governo e do Porto de Lisboa - que se construiu aquele monstro do Observatório Europeu Contra a Droga, que irá lançar o caos no trânsito da zona do Cais do Sodré e roubou já uma extensa área de vistas sobre o rio no centro da cidade (será que os senhores observadores precisam de ver os navios de perto para avaliarem se trazem droga a bordo?). Foi assim também que, no uso das suas prerrogativas de dona do Tejo, a APL lançou mãos à construção do novo terminal de navios de cruzeiro de Santa Apolónia - cujo projecto inicial, entretanto abandonado por demasiado imbecil e escandaloso, previa igualmente um hotel e um centro comercial em cima do rio. E foi assim que se chegou ao impúdico negócio da expansão do terminal de Contentores de Alcântara, negociado entre a APL e a Mota Engil/Liscont.

Há anos que mantenho uma guerra, já pessoal, com os senhores da APL, a quem chamo o 'inimigo público nº 1 de Lisboa'. Começou com o defunto POZOR, um plano de urbanização através do qual a APL se propunha construir em cima do rio nada menos do que um milhão de metros quadrados de edifícios de habitação e escritórios. Aquela gente, escudada na facilidade de dispor de dinheiros que não lhes saem do bolso, chegou a comprar páginas inteiras de jornal para publicarem comunicados contra a minha pessoa. E, há um ano, na sequência de um debate público sobre o Terminal de Passageiros de Santa Apolónia, quando lhes chamei "associação de malfeitores" (não no sentido criminal, mas no sentido cívico de quem só faz malfeitorias à cidade), puseram-me uma queixa-crime em cima: para vergonha deles, perderam na primeira instância e perderem na Relação, o que revela muito sobre a ideia que deles também os tribunais fazem.

Em Novembro passado, quando consegui finalmente ler o contrato celebrado entre a APL e a Liscont para ocupar com contentores toda a frente de rio do actual e histórico Terminal de Passageiros de Alcântara, tive vergonha de ser português. Vergonha de ser cidadão de um Estado que dispõe tão escandalosamente do património público a benefício de um negócio privado. Qualquer pessoa que queira perder uns minutos a pensar no assunto, facilmente chega à conclusão que o que faria sentido seria os contentores em Santa Apolónia e os paquetes de passageiros em Alcântara - onde sempre estiveram e fazem parte da paisagem adquirida da cidade e das suas memórias históricas. Em Santa Apolónia, os contentores estão geograficamente muito mais próximos das suas vias de escoamento normais, sejam férreas, rodoviárias ou fluviais; poupava-se o custo de fazer um novo terminal de passageiros e poupavam-se os 540 milhões de euros que a Refer, a CML e o MOP vão gastar para arranjar uma solução para o problema criado com o contrato celebrado entre a APL e a Liscont. Porque não fazem, então? Por uma razão indecorosamente simples: porque em Santa Apolónia houve um concurso público para adjudicação da área de descarga dos contentores e a Liscont, que ganhou a fatia de leão, tem de pagar três vezes mais pela ocupação do espaço do que paga em Alcântara - onde obteve a adjudicação directa e duas prorrogações sucessivas, a preço político e sem concorrência. Tão simples como isto. Tão vergonhoso quanto isto. Em trinta anos a olhar para aqui, já vi muita negociata, muita escandaleira: igual a esta, nenhuma outra. O Tribunal de Contas já a denunciou, sem apelo.

Agora, que a notícia já foi tornada pública, posso confirmar que, de facto, a CML e o movimento cívico contra os contentores de Alcântara, de que sou co-fundador e dirigente ('Lisboa, Tejo e Tudo', de um poema de Pessoa), têm andado a 'partir pedra' em várias reuniões para tentar chegar a uma solução que não implique mais um assalto ao rio. Julgo que António Costa é sincero na sua intenção de travar a demência da APL. Da nossa parte, as condições para baixar armas são simples: nem um metro quadrado mais roubado à frente de rio com contentores; nem mais um camião TIR a passar ali; a praça central destinada a uso e lazer públicos; e as Docas a funcionarem todo o tempo que durarem as obras. Mas, mesmo que isto seja conseguido - e com isso se extinguiria o objectivo do nosso movimento - restam as obras faraónicas, inúteis e injustificáveis que serão feitas a montante e que já não é assunto nosso. Mas é bom que os portugueses saibam que tais obras só serão levadas a cabo e ao custo de 540 milhões de dinheiros públicos, para que o Estado honre o contrato celebrado entre a APL e a Liscont - negociado parte a parte entre dois renomados escritórios da advocacia de negócios que tantas malfeitorias também têm trazido a este país. (E ainda acham que o louco é o bastonário da Ordem dos Advogados, quando denuncia este indecente tráfico de influências!)

Pessoalmente, já começo a ficar cansado de certas guerras que nunca verdadeiramente se ganham. Se os lisboetas gostam tanto de Lisboa como dizem, acreditem que já não há muito mais a defender e que as próximas autárquicas serão uma das últimas oportunidades para o fazerem. Vamos exigir a todas as listas, todos os partidos e candidatos que jurem publicamente que ninguém mais nos roubará um metro do rio que é nosso."

Horário prolongado de bar motiva críticas

Comerciantes e moradores de Santos e Avenida D. Carlos I, em Lisboa, queixam-se do "barulho" provocado pelos jovens que frequentam um bar que mantém portas abertas até ao início da tarde todos os fins-de-semana.

É sábado, são 10 horas e a padaria da Avenida D.Carlos I já está aberta há três horas. Ao som de música 'house' os clientes vão entrando para comprar pão fresco pela manhã, mas permanecem pouco tempo no estabelecimento, situado mesmo ao lado do Bar Alive, que, ao fim-de-semana, está aberto das 22 às 4.00 e das 7.00 às 13 horas, as chamadas 'after hours', ou seja, um segmento de uma festa ou evento que acontece fora do horário convencional.

O facto de o Bar Alive só encerrar às 13 horas tem incomodado moradores e comerciantes da zona que prepararam um abaixo-assinado para entregar no Governo Civil de Lisboa, com mais de 200 assinaturas.

O café Tirolesa de Santos está aberto todos os dias da semana, excepto ao domingo, desde as 7.00 horas.

O gerente lamenta o facto de ter de abrir o estabelecimento duas horas mais tarde ao sábado, devido à "confusão e barulho" que a "malta jovem" provoca depois de uma noite de diversão, que se prolonga até ao início da tarde.

"Abríamos sempre às 7 horas, depois passámos a abrir às 8 e agora antes das 9 não vale a pena termos o estabelecimento aberto", disse à Lusa o dono do café, que acusa as autoridades de "nada fazerem" para remediar a situação.

O restaurante e café A Botica, situado na Avenida D.Carlos I, opta por deixar sempre as mesas postas para almoçar, mesmo quando abre às 7 ou às 8 horas, dependendo do ambiente que os gerentes encontram ao chegar à avenida.

"É uma maneira de tentarmos preservar o estabelecimento", disse um dos gerentes, que acusa os jovens de "desestabilizadores".

Contactado pela Lusa, um dos gerentes do Bar Alive compreende a revolta dos moradores e comerciantes daquela zona, mas garante que o estabelecimento tem as licenças em dia, que está "bem insonorizado" e que nunca houve qualquer problema com a polícia. "Compreendo que o ambiente fora do bar possa causar alguns problemas e transtornos, mas, quanto a isso, nada podemos fazer", disse Nelson Afonso, que afirma estar "solidário" e se disponibiliza para falar com qualquer lesado, pois apenas falou com o presidente da Junta de Freguesia de Santos-o-Velho.

Segundo Paulo Monteiro, da junta de freguesia, desde o início do ano que moradores, comerciantes e gerentes do bar "não se entendem" e o "problema continua por se resolver".

In JN

HELENA ROSETA RESPONDE ( E MUITO BEM ), NO JORNAL DOS ARQUITECTOS











Os que esperam respostas de acordo com o politica e interesseiramente correcto, ficaram esclarecidos nesta entrevista brilhante de Helena Roseta!
O seu pensamento lúcido, a livre expressão, os reais valores sociais e urbanísticos, a actualidade económica, o conhecimento dos objectivos e as medidas a implementar – nada escondeu.
Transmitindo de forma simples e perceptível ao comum dos Lisboetas, deu voz a todos aqueles que se opõem à forma antidemocrática como são conduzidas algumas intervenções urbanísticas e na arquitectura da cidade.
Fundamental, esclareceu preto no branco como deve ser entendida a PARTICIPAÇÃO PÚBLICA, retirando-lhe a conotação que algumas elites, ainda actualmente protegidas, lhe querem conotar, de inadequado “referendo”!
Isto assim já parece uma sociedade livre, democrática e que quer queiram quer não, é participativa.
Temos de entender como o "canto do cisne" algumas dilações que por aí ainda pululam, no sentido retrógrado do “conhecimento iluminado” de alguns, que apenas vivem a perspectiva da sua cadeira, que é a sua “visão”:
Esses não vivem o dia a dia do povo real, na nossa cidade.
Helena Roseta é humanista. Percebeu a fase actual do povo, nesta nossa sociedade; entendeu a mais valia da participação que todos lhes podemos dar, seja na comunicação social, seja pessoalmente, seja pela forma mais actual de transmitir o sentimento que cada um de nós tem no viver da cidade:
Seja pela Internet, seja pelos blogs colectivos ou individuais - A participação sentida de cada um nunca pode ser entendida como “falta de educação do povo”.
Esta Helena Roseta é uma referência.
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F. Ferreira, arq
Luís Marques da Silva, arq
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ps: É uma pena não se encontrar acessível http://www.jornalarquitectos.pt/

24/05/2009

Museu de Arte Popular

Era bonito não era? (foto).

Bom, agora que parece passado a história do museu do mar da língua, apenas fica o da língua, e há que deitar a língua de fora ao cubo de vidro em que o querem enfiar, tendo que destruir parte do edificado, nem por isso há mais vergonha.

Porque desavergonhada foi a herança do actual MC, pois parece que há um contrato leonino com Y Dreams, que será altamente indemnizada caso o museu não avance, i.e., o actual MC está metido numa camisa de onze varas. Mas tudo tem remédio ...

CITY ON AN UP 'CYCLE': 143% jump in pedalers


The spokes are really flying around the Big Apple. Scores of new bike lanes and a sour economy have led to a surge in people pedaling to work, data released yesterday show.

The number of bicycle commuters surged by 18,000 from 2007 to 2008, according to numbers from the city and advocacy groups. An estimated 185,000 people pedaled to the office in 2008, compared to 76,000 in 2000 -- a 143 percent increase, according to the figures provided by Transportation Alternatives.

The reason, officials and cyclists say, is the hundreds of miles of new bike lanes and the recently tanking financial picture.

"I save at least $60 a month on subway fares, $100 on parking and $100 on gas," said West Village resident Michael Pavlakos. "My bike costs me $50 a year in repairs. So I ride it even more because of the economy."

Over the past three years, the city Department of Transportation laid down about 620 miles of lanes, some separated from busy roads with paint and pylons.

Commissioner Janette Sadik-Khan said it's those lanes -- not the streets -- that will handle the 1 million more people projected to move into the city in the near future. "We can't compensate for more people by double-decking the road network," she told The Post. "We're looking to create a [bike-lane grid] for cyclists to go from Point A to Point B without getting off."

She also praised proposed legislation in the City Council that would make more building owners accept riders storing bikes in their offices. "That would ensure the bike is going to be there when they need it," Sadik-Khan said, noting that riders are worried about bike theft.

Recently, the MTA approved 10 percent fare hikes and the state Legislature agreed to increase the price of driver's-license renewals and car registrations. "People are bring priced out of driving and priced out of transit," said Wiley Norvell, spokesman for Transportation Alternatives. "Any time that happens, you usually see a boost in people biking to work every day."

But bike theft is still a problem, cyclists said, and some want more bike racks around the city. "The city still has a lot to do with parking," said East Village resident Paul Heck, who bikes to work every day. Sadik-Khan said there are more than 6,000 racks in the city now, with more on the way.

TA's biking numbers, which go back to 1980, are based on DOT counts of cyclists who ride into Midtown and lower Manhattan every day and are projected for the entire city. in New York Post, 15 Maio 2009

Foto: Nova Iorque ja tem mais de 1000 km de bike-lanes, implementadas nas faixas de rodagem e nunca em passeios. Nota: os sublinhados sao nossos.

23/05/2009

"Primavera em Betão" - Concurso Fotográfico




Divulgamos hoje um pedido que nos chegou por e-mail.







"Cara Senhora

O meu nome é Ana Caracol e sou colaboradora do NAF - Núcleo de Arte Fotográfica do Instituto Superior Técnico.

O NAF é um Núcleo de fotografia analógica com 60 anos de idade. 60 anos de fotografia ligados a esta cidade e aos que a habitam.

Por ser frequentadora bastante assidua do seu blog e saber que o amor pela cidade é também partilhado por vós, venho por este meio pedir-lhe que nos ajude a divulgar um concurso fotográfico de Primavera que o NAF está a organizar.

A inscrição é totalmente livre e aberta a todos os cidadãos e todos os amantes de fotografia. O tema este ano é "Primavera em Betão" e parece-nos extremamente apropriado no momento em que nos encontramos, podendo servir como mote ou como estímulo para uma reflexão, sobre a cidade. O concurso tem a duração da Primavera (20 de Março a 21 de Junho de 2009) e está aberto a todas as técnicas fotográficas (analógicas ou digitais).

Em anexo envio-lhe o nosso poster de divulgação.


Muito obrigada pela atenção, qualquer dúvida, por favor não hesite em contactar-me

Pelo NAF
Ana Caracol"


Regulamento do concurso aqui.





22/05/2009

Biblioteca de Alvalade tem projecto em curso

Projecto de 2005 está a ser revisto devido às alterações introduzidas na legislação
A Câmara de Lisboa espera lançar até ao fim do ano o concurso para a construção da nova biblioteca de Alvalade, que esteve para avançar em 2005, mas não foi concretizado.
Situada na Rua de Teixeira de Pascoais, a biblioteca encerrou no princípio deste mês devido ao "risco de queda de materiais da cobertura e das paredes", explicou o director municipal de Cultura. Francisco Motta Veiga sublinhou que a degradação do espaço, "uma espécie de armazém com péssimas condições", se vinha acentuando há anos, estando agora "sem um mínimo de dignidade". O director municipal garante que, ao contrário do que afirma o presidente da Junta de Freguesia de Alvalade, o fecho só foi ordenado quando se concluiu existirem meios para "minimizar" o impacto da decisão e "perspectivas de futuro minimamente consolidadas". A Câmara vai rever o projecto de 2005, que contemplava a construção de um edifício de três pisos para a biblioteca, a junta de freguesia e um centro de dia. Motta Veiga diz que até ao fim do ano estará pronto para ir a concurso. A freguesia ficará assim privada de biblioteca durante "um ano e meio seguramente".
In Público

Elevador para o castelo arranca em Agosto

Oito anos após ter sido abandonado devido às vozes contra da opinião pública, o projecto da ligação em elevador da Baixa ao Castelo de São Jorge, em Lisboa, foi reformulado e começa a ser construído já no mês de Agosto.

A ligação irá fazer-se por um primeiro elevador colocado num prédio devoluto no começo da Rua dos Fanqueiros, que terá uma saída [ao nível do último piso] para o Largo Adelino Amaro da Costa. Depois, um outro elevador dentro do Mercado do Chão do Loureiro estabelece a restante ponte com a cota do castelo.

Segundo o vereador do Urbanismo da Câmara de Lisboa, Manuel Salgado, o Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR) já deu um parecer positivo ao projecto. "É uma obra que se insere no plano de acesso às encostas. O 'Mobilidade Suave", adiantou.

Além do elevador, o mercado integrará ainda um parque de estacionamento em silo automóvel, um supermercado e um restaurante panorâmico [ver pormenores na caixa ao lado]. Trabalhos que serão custeados pela Empresa Pública Municipal de Estacionamento de Lisboa (EMEL), à excepção do mecanismo de ligação ao castelo.

Fonte da empresa adiantou, ao JN, que a "transformação do mercado - actualmente sem actividade - em silo automóvel remonta ao mandato de Santana Lopes, tendo sido adjudicado à construtora Soares da Costa, em 2006". "Essa obra arranca em Agosto e o Município assume o custo relativo aos elevadores", disse a mesma fonte.

A Câmara aprovou anteontem a transferência de 380 mil euros para a EMEL, correspondentes ao projecto de inclusão dos elevadores no projecto.

In JN

Mercado de artesanato da Rua Augusta "extinto" por "colidir" com actividades do MUDE

In Lusa

«O mercado de artesanato da Rua Augusta, em Lisboa, foi hoje "extinto por notificação da Câmara de Lisboa" por a actividade "colidir" com a agenda do novo Museu do Design, disse à Lusa fonte próxima dos artesãos.

Segundo Joana Cordeiro, familiar de um dos doze artesãos que têm bancas junto ao Arco da Rua Augusta, a primeira referência ao encerramento das vendas foi feita na terça-feira, durante uma reunião com serviços camarários.

"Foi a primeira vez que ouvimos falar nisto. Na quarta-feira à tarde já recebemos uma notificação a dizer que a partir de hoje o mercado estava extinto definitivamente, portanto, num prazo de 24 horas", contou, adiantando que a justificação se prendia com a abertura, na sexta-feira, do Museu do Design e da Moda (MUDE), na mesma rua.

"Hoje tivemos direito a uma audiência com a vereadora do Abastecimento e foi-nos dito que as actividades não se coadunam com a agenda do MUDE", explicou.

Joana Cordeiro disse que a autarquia propôs alternativas - a Praça da Figueira, o Parque Eduardo VII e o Cais do Sodré -, mas as propostas não satisfazem os artesãos, já que essas zonas não têm ambientes adequados para acolher um mercado que é há anos uma imagem de marca da Rua Augusta.

Os artesãos já não montaram as suas bancas hoje e temem que não haja solução para as suas vendas: "as consequências são gravíssimas. São doze famílias que ficam em dificuldades".

"O MUDE fez uma conferência de imprensa a manifestar a sua intenção de dinamizar a cidade e a única dinâmica inicial é o desemprego. A vereadora disse hoje que o mercado da Rua Augusta acabou", contou Joana Cordeiro.

A Lusa procurou contactar a vereadora responsável pelo Abastecimento, Ana Sara Brito, e o director do mesmo departamento, João Rodrigues, o que não foi possível até ao momento.

ROC.
Fonte: Agência LUSA»

Bom, perdoem-me a franqueza, mas parece-me que só por isto já valeu a pena o tal de MUDE. Aquele artesanato que ali andou anos a fio, além de não o ser (artesanato), era impróprio (qualquer vilória francesa ou italiana tem melhor "mercado" que aquele) para aquele espaço nobre da cidade, que se chama Rua Augusta.

21/05/2009

Destak

Estação eléctrica em Monsanto chumbada
21 05 2009 08.51H

A oposição na Câmara de Lisboa chumbou quarta-feira a instalação de uma nova sub-estação da Rede Nacional de Transportes e Electricidade (REN) em Monsanto, que obrigaria à suspensão parcial do Plano Director Municipal (PDM).
Destak/Lusa destak@destak.pt
A proposta do vereador do Urbanismo, Manuel Salgado (PS), foi rejeitada por todos os partidos da oposição, recebendo os votos favoráveis exclusivamente do PS e do vereador José Sá Fernandes.
“Ninguém está acima da lei. A REN que faça o estudo de impacto ambiental”, afirmou a vereadora comunista Rita Magrinho, sublinhando que a instalação da sub-estação vai “sacrificar dezenas e dezenas de árvores”.
Para a vereadora do PCP, “a REN não pode destruir uma parte de Monsanto, por mínima que seja”.
O vereador do Ambiente, José Sá Fernandes, afirmou que a “obra não carece de estudo de impacte ambiental porque se trata de uma rede eléctrica de cabos subterrâneos”, tendo, contudo, sido feito um estudo de incidências ambientais.
Sá Fernandes defendeu que a obra tem vindo a ser adiada desde há cinco anos e é “fundamental” para o abastecimento de electricidade na na zona ribeirinha, desde a Ajuda ao Cais do Sodré, bem como nas Freguesias de Carnaxide e Algés, do Concelho de Oeiras.
O chumbo da proposta por parte da oposição vai ao encontro das reivindicações da plataforma por Monsanto, que tinha apelado às forças políticas representadas no executivo que rejeitassem o projecto.
A plataforma argumentava que a área do parque florestal tem vindo, “de excepção em excepção”, a diminuir “drasticamente” ao longo dos anos.
A autorização da autarquia, pedida pelo Ministério da Economia, seria condicionada ao cumprimento por parte da concessionária de medidas “minimizadoras” que passavam pela plantação em Monsanto do mesmo número de árvores cujo derrube fosse necessário para a instalação da sub-estação e a redução da largura do novo caminho de acesso previsto para 3,5 metros.
Estabelecia-se ainda que a compensação pelo derrube das árvores far-se-á de acordo com as normas de Granada - um sistema de valorização do arvoredo, sobretudo arvores e arbustos ornamentais.

De carro, a passo de caracol

[Peço desculpa por estar um pouco fora do contexto, mas a quantidade de vezes que este assunto passa por aqui merece o comentário.]

É comum pensar-se que o automóvel é o meio de transporte que possibilita o transporte mais rápido de pessoas na cidade. Nada poderia estar mais longe da verdade.
Esqueça-se os cruzamentos - que só ajudariam a contrariar este mito urbano - e pense-se numa rua de 1km, com 2 faixas, ao longo da qual queremos transportar mil pessoas. Se fossem de carro, com a ocupação média de 1,3 ou 1,4 passageiros por carro, os primeiros demorariam 1 minuto a chegar ao fim da rua, mas porque a rua tem uma capacidade limitada de tráfego (1000 passageiros por hora, por faixa), só 30 minutos depois é que chegariam os últimos. 31 minutos!
A pé, os primeiros demorariam 10 minutos, e 1,5 minutos depois teriam todos passado. 11,5 minutos.
De bicicleta, 3 minutos para a viagem a direito e 3 para que passassem todos. 6 minutos
Mota não está incluída na tabela, mas eu diria 1minuto + 5 minutos, já que as motas ocupam mais espaço que as bicicletas. 6 minutos
Autocarro, 1 + 2 = 3 minutos, ou 1+1=2 no caso de autocarros expresso.
Eléctricos grandes, 2 + 1 = 3 minutos.
Metro, 1 + 0,5 = 1,5 minutos

Só com 6 faixas é que o automóvel seria tão rápido como os peões. Com 1 faixa apenas, só a partir dos 6 ou 7km é que o automóvel seria mais rápido que o peão. E nem estou a pensar no arranque e no estacionamento! Claro que nos transportes também ainda haveria que esperar que os passageiros entrassem e saíssem, mas de automóvel teriam que sair do estacionamento, e estacionar todos depois. Só mesmo os peões é que se safariam desta tarefa extra.

A coisa torna-se absurda quando quem usa o transporte mais ineficiente, condiciona à força todas as restantes pessoas a sofrerem também as desvantagens da sua escolha. Lembre-se disto quando alguém defender que se deve melhorar os transportes públicos antes de condicionar a entrada de carros e o seu estacionamento em Lisboa.

[Os últimos segundos deste video no YouTube mostram bem a desvantagem do transporte automóvel face à mota (neste caso), quando o espaço não é infinito.]

Miradouro de Santa Luzia




Chegado por e-mail:


«Caros senhores,


Ontem estava o miradouro de Santa Luzia cheio de turistas a fazerem uma pausa para descansar e desfrutar de uma das melhores vistas de Lisboa. Todos tiraram fotografias. As três fotos que aqui envio são exemplos dos "postais" de Lisboa que mostrarão nos seus países -- acumulação de lixo e garrafas de cerveja.


Quem é responsável pela (falta de) limpeza do miradouro?
A quem fazer queixa?
Haverá alguma coisa que se pode fazer, ou estará Lisboa condenada ao desleixo e vergonha?


Obrigado,


Mário Fernandes»

Bairro Azul - Metro constrói enorme muros de betão!







Recebido da Comissão de Moradores do Bairro Azul:

«O que está o metropolitano de Lisboa, E.P. a construir à nossa porta?

Desde 2002 que a Comissão de Moradores do Bairro Azul solicita ao Metropolitano de Lisboa, E.P. que o projecto de estruturas da obra de prolongamento da Linha Vermelha - estação de São Sebastião fosse desenvolvido, tanto quanto possível, em simultâneo e de uma forma integrada com o projecto urbanístico/paisagístico que a CML está a executar para toda a frente do Bairro.

Será que é o que está a acontecer?

Apela-se a CML para que fiscalize urgente e eficazmente esta situação!

Estão já erguidos enormes muros de betão na Av. Ressano Garcia – junto ao Centro de Saúde – e na Rua Marquês de Fronteira!

O Bairro Azul encontra-se com o estatuto de Bairro Em Vias de Classificação como Conjunto Urbano de Interesse Concelhio.

Não podemos permitir que o Metropolitano de Lisboa, E.P. desfigure irremediavelmente o nosso Bairro!


Imagem retirada de:
http://noticias.sapo.pt/infolocal/artigo/988334.html»

Câmara entrega à EMEL obra do elevador para o Castelo

In Sol Online (21/5/2009)

«A Câmara de Lisboa aprovou hoje o estabelecimento de um contrato-programa com a EMEL para a criação dos elevadores de acesso ao Castelo, situados num edifício da Rua dos Fanqueiros e no Mercado do Chão do Loureiro

O contrato envolve uma transferência de 380.400 euros e inclui também a conversão do mercado do Chão do Loureiro em silo automóvel, a requalificação urbana do Largo Adelino Amaro da Costa, da zona envolvente ao mercado e do percurso até à cota do Castelo de São Jorge.

A proposta foi aprovada com os votos contra do PSD e dos Cidadãos por Lisboa, a abstenção de Lisboa com Carmona e do PCP e os votos favoráveis do PS e do vereador José Sá Fernandes.

O piso térreo do mercado irá acolher um supermercado e último andar um restaurante panorâmico, referiu o presidente da Câmara, António Costa (PS).

Estas obras foram eleitas pelo executivo como projectos-âncora da revitalização da Baixa-Chiado.

A vereadora social-democrata Margarida Saavedra questionou a oportunidade de a autarquia gastar cinco milhões de euros «numa obra deste calibre», considerando que as verbas provenientes do Casino deveriam ser canalizadas para a requalificação do espaço público.

Margarida Saavedra sublinhou ainda que em 2006 a EMEL (Empresa Pública de Estacionamento de Lisboa) tinha atribuído à Soares da Costa a empreitada de transformação do mercado do Chão do Loureiro num parque de estacionamento.

«Que obras vão adjudicar? A de 2006, a nova?», questionou.

A vereadora comunista Rita Magrinho considerou, por outro lado, que a obra «não tinha que ter enquadramento na EMEL».

«Não nos parece que nos estatutos tenha essa competência», argumentou.

«Estamos de acordo com soluções para acesso facilitado ao Castelo. Reservamo-nos para quando a proposta de empreitada vier à Câmara», acrescentou.

Lusa / SOL»

Museus de Belém querem criar estratégia comum

In Público (21/5/2009)
Alexandra Prado Coelho

«Foi uma reunião inédita: directores de oito museus da zona de Belém juntaram-se terça-feira ao fim do dia, no Museu Berardo, para discutirem a possibilidade de criarem uma estratégia conjunta que lhes permita aumentar o número de visitantes e a qualidade dos serviços.
"Belém é um pólo que merece uma estratégia única e equilibrada", declarou Rui Silvestre, director-geral do Museu Colecção Berardo, que propôs a criação de uma plataforma que representasse os museus "junto das tutelas e agentes culturais que intervêm na zona" e que incluem entidades como os ministérios da Cultura e da Economia, a câmara municipal, o Turismo ou a Sociedade Frente Tejo.
É precisamente um projecto gerido pela Sociedade Frente Tejo que está por detrás da actual necessidade de reflexão dos museus: a construção do novo Museu dos Coches nas antigas instalações das Oficinas Gerais do Exército (junto às actuais instalações do museu) veio agitar Belém. A agitação aumentou quando se levantou a possibilidade de o Museu Nacional de Arqueologia (MNA) ser transferido do Mosteiro dos Jerónimos para a Cordoaria Nacional.
Joaquim Pais de Brito, director do Museu Nacional de Etnologia, foi na terça-feira o mais veemente crítico da ideia e defendeu mesmo a necessidade de se construir um museu de raiz para a arqueologia, porque é aí que "pode ser feita a história intelectual de um país".
Luís Raposo, director do MNA e que, enquanto presidente da comissão nacional do Conselho Internacional de Museus (ICOM) foi o organizador da iniciativa, voltou a defender que se "repense o modelo do Museu dos Coches [um projecto do arquitecto brasileiro Paulo Mendes da Rocha], reprogramando-o, por exemplo, para um Museu da Viagem".
Uma crítica mais geral partiu de Diogo Gaspar, do Museu da Presidência da República, segundo o qual "o que falta discutir é a requalificação do espaço urbano e dos serviços" em Belém. Gaspar lamentou a ausência "de bons cafés e de lojas", considerando que "o serviço público que se presta ao visitante é cada vez pior".
Foram apresentadas várias propostas - desde um transporte que ligasse os vários museus, até uma articulação das programações - mas não foi tomada, para já, nenhuma decisão.
A construção do novo Museu dos Coches, um projecto do brasileiro Paulo Mendes da Rocha, está a agitar Belém»

Particulares criaram parque privativo numa rua do Bairro Alto sem autorização

In Público (21/5/2009)
José António Cerejo

«Desconhecidos, embora facilmente identificáveis, privatizaram uma parte da Rua Luz Soriano. Câmara garantiu que ontem mesmo reporia a legalidade


A marosca foi feita há meses e estava à vista de toda a gente menos da polícia e dos fiscais municipais. A Câmara de Lisboa só se apercebeu da evidência depois de o PÚBLICO ter feito perguntas dobre o assunto.
"Já viu aquilo? Puseram ali uns pilaretes com cadeados e quando querem lá pôr os carros tiram-nos - quando se vão embora voltam a pô-los..." A mulher, que andava há meia hora à procura de estacionamento, não escondia a indignação. "Aquilo deve ser de algum truta. Já houve aí pessoas que telefonaram para a câmara, mas dizem que não sabem de nada."
A conversa passou-se há umas três semanas na R. Luz Soriano, em frente ao número 73, junto às antigas instalações do extinto Diário Popular. Logo a seguir a um aparentemente desnecessário sinal de proibição de estacionamento e paragem, vários pilaretes metálicos iguais a tantos outros, paralelos à fachada dos prédios, criavam uma zona onde era impossível estacionar - excepto para os pequenos smarts, que se instalam na perpendicular à via. Olhando com atenção, porém, verificava-se que aqueles obstáculos estavam encaixados num tubo mais largo, enterrado no chão, e presos a uma engenhosa peça metálica - com dobradiças e também chumbada no solo com cimento - através de um cadeado.
"Já viu este desplante?", perguntava horas depois um outro morador, quando três das colunas metálicas já lá não estavam e no espaço antes vedado para deixar passar os peões - na rua não há passeios - se encontrava uma carrinha e um automóvel.
Desde então o PÚBLICO passou várias vezes pelo local. Nalguns casos encontrou os pilaretes no seu lugar e o espaço vazio, noutros encontrou-o ocupado e sem pilaretes. Nestes casos, os ocupantes eram sempre os mesmos: uma carrinha Fiat Scudo preta (62-CP-56) e um Golf cinzento (90-HJ-57), ambos usados por pessoas que têm um escritório no primeiro andar do número 73.
Questionada a Câmara de Lisboa sobre o assunto, a resposta tardou duas semanas, mas chegou anteontem, por escrito. De acordo com os serviços de Tráfego, os pilaretes ali instalados pela autarquia, para "proteger a entrada de edifícios" e o acesso de peões, nomeadamente em frente ao 73, são fixos, agarrados ao chão.
"Os pilaretes amovíveis foram colocados, ignora-se por quem, sem o parecer dos serviços." O texto acrescenta que "a zona protegida com pilaretes amovíveis tem um sinal vertical a proibir a paragem e o estacionamento, exactamente o contrário da situação abusiva que se verifica". Por isso mesmo, conclui, "já foram dadas instruções" para que os mesmos sejam retirados entre terça e quarta-feira (ontem). O PÚBLICO ainda perguntou se foi levantado algum processo de contra-ordenação aos donos dos veículos que usavam o espaço, ou se foi feita alguma participação criminal, mas ainda não obteve resposta.»

Torre de Foster em Lisboa poderá não sair do papel

In Público (21/5/2009)
Ana Henriques


«Vereadora do PSD entende que o que cresce no terreno ao lado compromete projecto do britânico galardoado com o prémio Príncipe das Astúrias em Artes


O arquitecto britânico Norman Foster recebeu ontem o prémio Príncipe das Astúrias em Artes, mas o projecto que tem para Lisboa, uma torre de 27 andares em Santos, ao pé do rio, poderá nunca sair do papel - tal como aconteceu com outros grandes nomes da arquitectura mundial que projectaram obra para Lisboa.

Questionado ontem sobre se o projecto para o chamado aterro da Boavista irá por diante nos moldes em que Foster o concebeu, o vereador do Urbanismo da Câmara de Lisboa, Manuel Salgado, não deu certezas: "O plano, que já é antigo, vai ter de ser submetido a discussão pública. E a torre que ele inclui é polémica, tem levantado contestação".
Já para a vereadora social-democrata Margarida Saavedra, o edifício que a Câmara de Lisboa permitiu que esteja a crescer no terreno ao lado, uma obra de Manuel e Francisco Aires Mateus que vai albergar a sede da EDP, compromete a torre de Foster, encomendada por um grupo privado. "Tal como foi aprovada, com espaço livre à volta, ela fazia sentido. Mas o edifício que está a ser construído atravanca o espaço, prejudicando o enquadramento da torre", observou a autarca. "Norman Foster [também já galardoado com o prémio Pritzker em 1999] não merece isto", acrescentou Saavedra.
Manuel Salgado explicou que tanto o plano de pormenor da zona nascente do aterro da Boavista, onde ficará a sede da EDP, como o da zona poente, que diz respeito à área para a qual trabalhou o britânico, deverão ser apresentados proximamente na reunião de câmara. "A ideia é compatibilizar os dois planos", referiu. Margarida Saavedra criticou também o arrastar das decisões na autarquia, que levam muitas vezes os investidores a optar por fazer obra em outros concelhos onde os processos são analisados com mais celeridade, e destacou Oeiras como exemplo.
Elevadores aprovados
Mais próximo de concretização está o elevador com que a Câmara de Lisboa quer ligar a Baixa ao Castelo de S. Jorge. Na realidade, são dois elevadores, um primeiro saindo da Rua dos Fanqueiros até ao Largo do Caldas e um segundo, panorâmico, arrancando da base do mercado de Chão de Loureiro até ao seu topo. A obra foi ontem aprovada na reunião do executivo camarário, mas não sem reparos. Quem chegar ao final deste percurso terá ainda uma subida a fazer a pé para chegar ao castelo, criticou a vereadora social-democrata.
Por outro lado, acrescentou, a empreitada adjudicada em 2006 à Soares da Costa por dois milhões de euros para fazer um silo automóvel no mercado não contemplava o elevador - portanto, a bem da transparência será necessário fazer novo concurso público, já que entre o silo e o elevador serão gastos cinco milhões, defendeu.
Mas os sociais-democratas votaram vencidos neste caso. Do projecto fazem parte um restaurante panorâmico no topo do mercado e um supermercado no rés-do-chão.
Entretanto, o presidente da câmara, António Costa, anunciou que não desiste da intenção de gastar meio milhão de euros provenientes da parte das receitas do Casino de Lisboa a que a autarquia tem direito em duas exposições das colecções de arte africana de Joe Berardo e José Guimarães.
Segundo explicou António Costa, parte daquela verba - 200 mil euros - destina-se a climatizar o espaço do Terreiro do Paço onde as mostras terão lugar, o Pátio da Galé, um local que a autarquia mantém arrendado ao Estado.
Na iniciativa está também envolvida a vereadora dos Cidadãos Por Lisboa, Manuela Júdice, mas a cabeça de lista deste movimento, Helena Roseta, já veio dizer que nada tem a ver com as exposições, contra as quais votará por considerar tratar-se de um gasto excessivo.
"Não é a primeira vez nem será a última que os membros dos Cidadãos por Lisboa têm posições diferentes entre si", declarou Helena Roseta.»

20/05/2009

Assembleia quer explicação sobre cartazes da câmara

In Público (20/5/2009)

«A presidente da Assembleia Municipal de Lisboa, Paula Teixeira da Cruz (PSD), exigiu ontem esclarecimentos da câmara sobre os cartazes colocados em edifícios por reabilitar que referem que os projectos aguardam aprovação pela assembleia.
O pedido de esclarecimento "formal e por escrito", que dá oito dias à câmara para responder, foi anunciado por Paula Teixeira da Cruz no início dos trabalhos da assembleia.
A líder do plenário municipal quer saber quanto custaram os cartazes, quem autorizou a utilização do símbolo do órgão a que preside, os "procedimentos de colocação" e quem autorizou os procedimentos. Paula Teixeira da Cruz quer também saber "o que aguarda aprovação na assembleia", já que aquele órgão autárquico não tem competência em matéria de aprovação de projectos de reabilitação. Os cartazes colocados pela câmara sinalizam edifícios por reabilitar que poderiam beneficiar do empréstimo de 120 milhões de euros, que aguarda aprovação pela assembleia.
O empréstimo para reabilitação urbana foi aprovado pela câmara, com os votos contra dos vereadores do PSD, mas o líder da bancada social-democrata na assembleia, Saldanha Serra, já manifestou disponibilidade para aprovar a operação, mediante as explicações que o executivo venha a prestar. Paula Teixeira da Cruz pediu também "cópias dos projectos aprovados para os edifícios em que foram colocados os cartazes".
A Câmara de Lisboa colocou em 50 a 60 imóveis cartazes onde se lê "aprovado pela câmara" e ao lado outros onde se diz "aguarda aprovação pela assembleia". Após anunciar este pedido de esclarecimentos, os deputados sociais-democratas aplaudiram Paula Teixeira da Cruz, que impediu que a manifestação de regozijo prosseguisse, sublinhando que se trata de um "pedido formal, dentro do que são as competências da assembleia". Lusa
Paula Teixeira da Cruz deu oito dias à Câmara de Lisboa para responder aos quesitos sobre a questão dos cartazes»

Palácio Braamcamp rende 2,4 milhões de euros ao município

In Público (20/5/2009)
Luís Filipe Sebastião

«O primeiro imóvel camarário da operação destinada a transformar Lisboa na "capital do charme" já tem dono, que investirá mais do dobro na recuperação


Se tudo correr sem percalços de maior, Lisboa terá dentro de dois anos mais um hotel de charme. Essa é, pelo menos, a previsão da empresa que ontem garantiu a compra do Palácio Braamcamp ao município por 2,413 milhões de euros.
A concurso, segundo o vereador do Património, José Cardoso da Silva, foram admitidas três propostas. O palacete do século XIX, localizado entre o Bairro Alto e o Príncipe Real, foi "adjudicado" à Alutel, que pagou de imediato os dez por cento do valor estipulado nas condições da hasta pública. O vereador congratulou-se por o valor ter sido muito acima dos 1,884 milhões da base de licitação.
O imóvel possui uma área total de 1498 m2, distribuídos por três pisos acima do solo e uma cave, com um acesso por um pátio ajardinado com vistas para a zona ribeirinha. Adquirido pela autarquia em 1945, o edifício da família Braamcamp acolheu serviços municipais até 2008.
"A câmara acabou de vender o palácio e já o pediu emprestado para lá fazer uma exposição em Agosto", ironizou José Teixeira, sócio-gerente da Alutel, satisfeito por assegurar a abertura de mais um hotel do grupo 3K. A empresa está a reformular o projecto de uma unidade de 133 quartos, na Avenida da República, depois de o executivo ter chumbado a fachada proposta.
Proprietário dos hotéis Barcelona, Madrid e Veneza, o grupo espera concluir a transformação do Palácio Braamcamp "no prazo de 24 meses". Tudo dependerá da aprovação dos projectos pelos serviços municipais. Segundo o responsável da empresa, um estudo para aferir da viabilidade do investimento admitia a criação "de entre 20 a 24 quartos", ocupando o primeiro andar com suites, através do aproveitamento dos quartos existentes, e o segundo andar com quartos individuais e duplos. O projecto aposta ainda na dinamização do piso térreo para banquetes e exposições, tirando partido do pátio e do jardim. Uma recuperação que, como frisou José Teixeira, irá beneficiar da experiência do grupo 3K na transformação de uma pensão na Avenida da Liberdade, em 1989, na sua primeira unidade de charme (Hotel Veneza).
O edifício oitocentista da freguesia de Santa Catarina faz parte de um lote de seis imóveis que a câmara pretendia alienar para reconverter em unidades hoteleiras. A operação Lisboa, capital do charme, anunciada com pompa, acabou travada na assembleia municipal, que só aceitou a venda dos palácios um a um: Pancas Palha (Santa Engrácia), Machadinho (Santos-o-Velho), Visconde do Rio Seco (Encarnação) e Benagazil (Olivais/Charneca). A autarquia desistiu, entretanto, de vender o Paço da Procissão do Senhor dos Passos da Graça (Socorro).»


Por princípio, acho que vender-se património como forma de encaixar receitas extraordinárias é um mau princípio, até porque os "anéis" rapidamente se vão e depois nada mais resta que os "dedos".

Mas este é um edifício que dá uma bela unidade de charme, e que pode ajudar a reabilitar aquela zona. Simplesmente, prevejo problemas com os edifícios do lado, que estão envolvidos num projecto ainda não divulgado. Falo do quase quarteirão da antiga Lithografia Portugal, e toda aquela traseira até à Rua da Rosa.

Se for para fazer um hotel como o Veneza, tudo OK. Mas se por detrás estiver um mega-hotel, com alterações de fachadas e materiais, etc., quebrando a morfologia daquela zona consolidada, qualquer coisa "à la" Inglesinhos, vamos ter problema.

Vamos estar atentos.

Texo editado