Um blogue do Movimento Fórum Cidadania Lisboa, que se destina a aplaudir, apupar, acusar, propor e dissertar sobre tudo quanto se passe de bom e de mau na nossa capital, tendo como única preocupação uma Lisboa pelos lisboetas e para os lisboetas. Prometemos não gastar um cêntimo do erário público em campanhas, nem dizer mal por dizer. Lisboa tem mais uma voz. Junte-se a nós!
09/11/2016
WONDERS da «reabilitação» Lisboeta: Rua do Arco da Graça (ao Martim Moniz)
MEMENTO: Porque a Avenida não pode continuar como está, assine e divulgue esta petição da Plataforma em Defesa das Árvores:
- Considerando que a Avenida da Liberdade constitui parte fundamental da Estrutura Ecológica de Lisboa, por promover a ligação entre a Baixa e o Parque Eduardo VII que, por sua vez, faz a ligação a Monsanto, constituindo o Corredor Verde de Monsanto;
- Considerando o valor histórico e paisagístico da Avenida da Liberdade, único no conjunto das grandes avenidas da capital, pela diversidade e qualidade do seu maciço arbóreo, nomeadamente;
· Pela maior e uma das melhores colecções de palmeiras de Lisboa, por um dos melhores e mais frondosos conjuntos de plátanos e pela presença de vários exemplares de espécies exóticas;
· Pela presença de várias fontes e lagos, de placas ajardinadas e de variada estatuária, que reforçam o inegável carácter de uma artéria sem paralelo em Lisboa;
- Considerando, ainda;
· A evidente inexistência de manutenção do coberto arbóreo por parte da entidade (Junta de Freguesia) a quem compete essa tarefa desde a recente transferência de competências (exemplos recentes são as dezenas de árvores juvenis mortas por falta de rega, as caldeiras por preencher, etc.), colocando em risco, inclusive, as invulgares colecções botânicas que existem na Avenida;
· A destruição completa de todas as placas ajardinadas, o abandono de fontes e lagos, a insuficiente varredura e pior recolha de lixo;
· A inexistência de informação técnica e histórica no local;
· A inexistência de qualquer plano de intervenção urgente por parte da actual tutela, e, portanto, uma comprovada incapacidade da mesma em gerir, manter e valorizar um dos espaços verdes mais representativos de Lisboa, do que resulta uma péssima imagem de confrangedora degradação e incúria, contrastando com a forte aposta que a CML e os vários agentes culturais e económicos locais têm desenvolvido na projecção da Avenida da Liberdade aquém e além-fronteiras,
Os abaixo assinados solicitam à CML, na figura do seu Presidente e restante Vereação:
Lisboa, 26 de Outubro de 2016.
E a Vila Martel está salva, agora toca a recuperá-la e a usufrui-la como ela merece
Após uma vistoria a 19 de outubro, continuou Manuel Salgado, "não há sinais de insegurança ou de insalubridade".
Para este local esteve projetado um parque de estacionamento robotizado e a ampliação de um hotel situado nas proximidades, que poderiam originar demolições.
Na AML, o responsável apontou que o Pedido de Informação Prévia referente a esta obra, que deu entrada na Câmara em 2015, "foi objeto de parecer negativo por parte da DGPC [Direção Geral do Património Cultural] e dos serviços de urbanismos da Câmara Municipal (in http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=849648).
Obrigado aos moradores!!!
Foto: Público
Depois do Big Mac o Burger King e abate de árvores. Obrigado, Universidade de Lisboa!
E, a juntar aos abates anunciados para o Campo Grande/Av.Brasil (https://www.facebook.com/barbara.leonefernandez/posts/1988539638039517), lá continua a política pró-ambiente e pró-saúde pública da UL (árvores e alimentação da juventude). É cool & fun o abate destas árvores todas para se construir um Burger King em pleno recinto do Estado Universitário.
(fonte: Manuel Verdugo, da Associação Amigos de Monsanto)
08/11/2016
Publi-cidade no Jardim da Estrela
URGENTE: Pré-anúncio de abate candeeiros de marmorite "Guerra Junqueiro" - Alerta e protesto ao PCML
Dr. Fernando Medina
Chamamos a atenção de Vossa Excelência para o seguinte:
Fomos informados que a CML/ Divisão de Iluminação Pública se prepara para fazer o abate das colunas de iluminação de marmorite, dos anos 40, da Avenida Guerra Junqueiro, as quais, recordamos, foram colocadas pela primeira vez em Lisboa precisamente naquela avenida e por essa razão aquele modelo de candeeiro é designado por «coluna Guerra Junqueiro»!
A fábrica que as executou ainda existe - CAVAN - e no seu catálogo ainda são designadas como «Guerra Junqueiro».
Inclusive, a CAVAN já realizou várias empreitadas de reparação e recuperação de colunas de iluminação para a Câmara Municipal de Lisboa - como por exemplo os candeeiros do Parque Eduardo VII desenhados nos anos 40 pelo arquitecto Keil do Amaral (1911-1975), mas, curiosamente, nunca a CML solicitou os seus serviços para a reparação de colunas de marmorite, fossem estas da Avenida Guerra Junqueiro, fossem outras naquela zona, como as da Avenida Madrid, por exemplo, entretanto já abatidas.
Um dos argumentos para os sucessivos abates deste tipo de candeeiro – que não são de agora e que por isso mesmo já nos levaram em tempos a solicitar uma sindicância aos referidos serviços - é que o antigo compartimento eléctrico original é de "fechaduras de vandalismo fácil" e com "interior demasiado apertado para a colocação de caixas de portinhola regulamentares". No entanto, fomos informados que a CAVAN faz as alterações que as normas exigem: "De acordo com os ensaios realizados, a porta do compartimento eléctrico assegura as protecções exigidas nomeadamente: IP 45 (NP EN 60529) e IK 10 (NP 50102). As definições, termos, dimensões, tolerâncias, especificações e controlo de qualidade são regidos de acordo com as normas: DMA - C71 - 510-E - OUT.1994 (EDP); DMA - C71 - 520-E - OUT.1994 (EDP); DMA - C71 - 521-E - JUL. 1999 (EDP); NORMA EUROPEIA EN 40".
Outro argumento usado é de que a luminária existente "não apresenta as condições mínimas requeridas para uma qualquer instalação de Iluminação Pública que se preze." Mas é exactamente por essa razão que a CML tem vindo a actualizar as luminárias de antigas colunas e consolas de iluminação pública de Lisboa. Não faltam exemplos por toda a cidade de candeeiros históricos que ganham nova vida graças precisamente ao investimento na manutenção e actualização.
É pois possível, Senhor Presidente, "respeitar a normalização e regulamentação em vigor" e "melhorar consideravelmente a segurança quer das pessoas, quer da instalação eléctrica" sem que seja preciso destruir mobiliário urbano que faz parte integrante da história desta cidade, pelo que não existe justificação para esta ou outra empreitada de abate de candeeiros dos anos 40 e 50, conforme é pretendido pela Divisão de Iluminação Pública da CML.
Como é do conhecimento de Vossa Excelência, é nossa convicção, e disso fazemos causa, que o património de mobiliário urbano de Lisboa deve ser estimado e recuperado sempre que possível, e de que não faz sentido destruir aquilo que pode ser recuperado, e que devemos dar prioridade à sua manutenção e recuperação.
Pelo que nos questionamos como é possível a CML insistir no abate destes equipamentos?! Não entendemos esta “febre” de abates e de colocação de candeeiros LED, em chapa galvanizada, um pouco por toda a cidade, e agora na martirizada Avenida Guerra Junqueiro, símbolo do Plano de Urbanização de Alvalade, um plano urbanístico a todos os títulos exemplar e actual, como Vossa Excelência concordará.
Daí esta nossa chamada de atenção, Senhor Presidente, para que evite este abate e dê indicações aos serviços para que, em vez disso, procedam às diligências necessárias para a reparação e modernização destes candeeiros.
Damos conhecimento deste alerta ao Senhor Vereador responsável pelo Espaço Público, à Assembleia Municipal, à Junta de Freguesia do Areeiro e aos media.
Com os melhores cumprimentos
Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Carlos Moura-Carvalho, Ana Alves de Sousa, Paulo Lopes, Jorge Santos Silva, Júlio Amorim, Alexandra Maia Mendonça, Inês Beleza Barreiros, José Maria Amador, Miguel de Sepúlveda Velloso, João Oliveira Leonardo, Martim Galamba, Rui Martins, Maria do Rosário Reiche, Jorge Pinto
«RENOVAR» DEMOLINDO LISBOA? Mais um caso de falsa reabilitação na Rua das Janelas Verdes
Colocação de estátua de D. Nuno Álvares Pereira/São Nuno de Santa Maria em ZEP da Capela de São Jerónimo (MN) - pedido de esclarecimento à DGPC
Arq. Paula Silva
C.C. JF Belém, PCML e Media
Vimos pelo presente solicitar esclarecimento à Direcção-Geral do Património Cultural sobre se existe aprovação desses Serviços à colocação da estátua de D. Nuno Álvares Pereira/São Nuno de Santa Maria no enfiamento da Capela de São Jerónimo, Monumento Nacional, no Restelo.
Com efeito, a referida estátua será inaugurada no dia 6, conforme orgulhosamente descrito na página da Junta de Freguesia de Belém no Facebook (https://www.facebook.com/juntafreguesiabelem/?fref=nf) e a imagem que junto anexamos.
Lembramos que a Capela de São Jerónimo é Monumento Nacional, possui Zona Especial de Protecção (http://www.patrimoniocultural.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/70633), e o seu actual enquadramento paisagístico é da autoria do Arq. Gonçalo Ribeiro Telles.
Melhores cumprimentos
Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Inês Beleza Barreiros, Alexandra de Carvalho Antunes, Júlio Amorim, Fernando Jorge, Maria do Rosário Reiche, Luís Serpa
Foto de André Remígio
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Resposta da DGPC ("nada a opor"):
Obras a arrancar no Jardim Botânico de Lisboa - Pedido a DGPC para indicação de equipa de acompanhamento permanente
Arq. Paula Silva
C.c. PCML, AML, UL e media
Como é do conhecimento de V. Exa., estão prestes a iniciar-se as obras de alterações e recuperação do Jardim Botânico de Lisboa, cujo promotor é a Câmara Municipal de Lisboa (http://www.cm-lisboa.pt/noticias/detalhe/article/reabilitacao-do-jardim-botanico-de-lisboa), previstas na proposta vencedora do Orçamento Participativo de 2013.
A fim de se evitarem ocorrências como as verificadas aquando da "recuperação" do grande lago de baixo e do circuito da água em 2012, obras então da responsabilidade da UL mas não submetidas à tutela da Cultura e profusamente divulgadas pelos media, somos a solicitar a V. Exa. a nomeação de uma equipa técnica da DGPC especializada na matéria, para o acompanhamento diário desta nova obra, de modo a que sejam respeitadas todas as premissas relativas a um jardim Botânico classificado de Monumento Nacional (salvaguarda das espécies vegetais, salvaguarda do edificado, utilização dos materiais adequados, técnicas adequadas, etc.), e que no final das obras todos nos possamos orgulhar dos resultados da mesma, uma obra por que todos ansiamos há demasiados anos.
Com os melhores cumprimentos
Com os melhores cumprimentos
Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Miguel de Sepúlveda Velloso, Júlio Amorim, Inês Beleza Barreiros, Jorge Pinto, Fátima Castanheira, Rosa Casimiro, Rui Martins, Irina Gomes, Maria de Morais, António Araújo e José Maria Amador
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Resposta da DGPC (7.11.2016):
Exmos Senhores,
Na sequência da receção do mail de 12.10.16 sobre a intervenção em assunto, encarrega-me a Sr.ª Diretora-Geral, Arq.ª Paula Araújo da Silva, de informar que o projeto mencionado elaborado pela Câmara Municipal de Lisboa, e submetido pela primeira vez a parecer da ex-Direcção Regional de Lisboa e Vale do Tejo em 2012, foi aprovado por esta Direção-Geral a 22.09.15.
Mais se informa que as propostas foram ao longo deste tempo acompanhadas pelos arquitectos paisagistas das diferentes instituições que tutelam o património cultural, tendo sido realizadas diversas reuniões e visitas ao local para melhor articulação das opções do projeto face aos valores patrimoniais presentes no jardim classificado, situação que se manterá com o acompanhamento, sempre que necessário, dos trabalhos por parte da equipa técnica da DGPC.
Melhores cumprimentos
Carlos Bessa
Arquiteto
Chefe da Divisão de Salvaguarda do Património Arquitetónico e Arqueológico / DSPAA
Departamento de Bens Culturais / DBC
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Novo e-mail enviado à DGPC (8.11.2016)
Exmo. Senhor
Arq. Carlos Bessa
Agradecemos a resposta da Senhora Directora-Geral, mas como fomos informados pela equipa da CML responsável pela obra, que teria sido solicitada pela mesma à DGPC a nomeação de uma equipa da DGPC para acompanhamento permanente (e não "sempre que necessário") das obras em apreço, e que ainda não teria havido resposta desses Serviços, ou seja, não teria sido ainda designada qualquer equipa com essa tarefa, pelo que apenas constavam do processo os nomes dos paisagistas inicialmente indicados, supomos que em 2013, da arq. Teresa Terriaga e do arq. Mário Fortes, mantendo-se portanto o receio da equipa da CML no possível impacte das obras no material vegetal, poeiras, lancis antigos, calçadas, etc.;
Somos a reiterar o nosso pedido à Senhora Directora-Geral para que a DGPC indique, com carácter de urgência, 1-2 técnicos desses Serviços para o acompanhamento permanente das obras em curso no Jardim Botânico, Monumento Nacional. Lembramos ainda que um jardim botânico não é de facto o mesmo que um jardim comum, ainda que histórico, de lazer, usufruto ou de atravessamento.
Com os melhores cumprimentos
Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho e Miguel de Sepúlveda Velloso







































