No ano passado, a CML deu os trâmites por concluídos no Terreiro do Paço, abatendo os últimos candeeiros antigos da praça (foto: FJ), e prosseguindo, orgulhosa, no seu projecto de iluminação pública da responsabilidade da ex-Frente Tejo, que se traduziu na colocação de periscópios bordejando a praça e leds (pirilampos) no chão, entretanto já removidos, aliás. E pronto, como não há nenhuma praça histórica europeia com candeeiros modernaços em vez de antigos ou réplicas de antigos (basta ir aos Aliados e ao ... Rossio e à Praça do Município), assim já podemos dizer que temos uma que dá cartas no mundo da Monocle ;-)
18/09/2013
Como destruir uma RUA: Rua Joaquim António Aguiar
Este arruamento foi destruída em termos paisagísticos - do lado dos prédios não tem árvores e o passeio é mínimo, do outro lado foi comido uma grande parte do parque Eduardo VII. O número de faixas de rodagem é absurdo e totalmente contrário às actuais boas práticas de planeamento urbano e de mobilidade sustentável.
17/09/2013
PROTESTO!
Como é que o que estas imagens ilustram é possível num país que se tem por civilizado?
Imoral! |
Este caso, à porta do Mercado de Arroios, pouco demoveu os autores deste atentado o facto deste separador central estar numa área exígua, numa confluência de várias ruas e onde chovem pedidos de intervenção no serviço online "A Minha Rua" por falta de limpeza, passeios esburacados, vegetação a crescer livre, estacionamento mais que selvagem. Tudo o que interessa é abusar da inteligência e paciência dos que são obrigados a encarar mais um placard com baboseiras patriotico-sentimentalistas, sem no entanto veicularem uma informação útil que seja.
Mas como podemos esperar que a lei eleitoral mude de forma a não permitir imoralidades - porque colocar estes monstros em parques como a Alameda, onde agora existem 6(!) é imoral - depois de sabermos que a lei de limitação de mandatos dos titulares de cargos públicos apenas dá o compasso para uma dança de uma câmara municipal... para outra ao lado? Que democracia é esta?
Recordar é viver
Antes de 2009 existia este palacete no nº 35 da Avenida Duque de Loulé e era o último sobrevivente dos vários palacetes desta avenida. Imóvel de arquitectura eclética com vãos neo-góticos e interiores com tectos de estuque artístico. Encontrava-se devoluto mas em bom estado de conservação pois esteve ocupado por serviços do Estado até 2006. Em Janeiro 2007 deu entrada na CML, out of the blue (ou seja, tratava-se de um projecto sem antecedentes herdados de outra vereação...) um "pedido de demolição", que a CML aceitaria mais tarde 'sem pestanejar', sendo a sua demolição aprovada por despacho do vereador, sem ir a reunião de CML; decisão blindada pelo facto (inexplicável) do edifício não estar no Inventário Municipal. Neste momento está lá um edifício de 8 pisos, do grupo BES.
16/09/2013
Recordar é viver
Alguém ainda se lembra da moradia da Rua de Alcolena, 28 (http://www.academia.edu/257101/O_N._28_da_Rua_de_Alcolena), e das promessas e aldrabices respectivas? Pois hoje a casa não só foi ampliada por construção de 'irmã' imediatamente ao lado, como a própria moradia feita por António Varela e Almada Negreiros, foi liminarmente demolida por dentro. Foi revendida, claro, e já está habitada. Uma imensa mancha na gestão de António Costa, por sinal, mas como ele próprio disse que não percebia os protestos perante casa tão feia, pintada de preto por dentro, assunto encerrado.
Texto editado
15/09/2013
Rua do Barão, 2 a 4: DEMOLIÇÃO INTEGRAL APROVADA
Aqui temos o novo PDM e o novo Plano de Urbanização de Alfama. Demolir imóveis na íntegra deixou de ser tabu nos bairros históricos como é este exemplo na fronteira entre a Sé e Alfama; interromper frentes urbanas consolidadas com construção nova é o novo modelo desta cidade avessa aos padrões internacionais de reabilitação & restauro.
PUBLI-Cidade: Avenida da Liberdade 1 (ZEP de MN)
14/09/2013
13/09/2013
12/09/2013
Um dia ...
Um dia, o Palácio dos Lumiares - por sinal o palácio a partir do qual se fio construindo um Bairro chamado Alto - teve os interiores assim. Durante 20-25-30 anos sofreu imensos vandalismos, ilegalidades e legalidades que não deviam sê-lo. Hoje é um imenso esqueleto. Ah, é verdade, está inserido no conjunto classificado pelo então Ippar como conjunto de interesse público... isso é o quê?
Fotos: IHRU e CML
«DO ROCIO À PRAÇA DE D. PEDRO IV: HISTÓRIA DO MOBILIÁRIO URBANO NUMA PRAÇA DE LISBOA. DE 1755 A 1920»
Figura 30 – “Desenho junto ao programma de condições em que é posto em praça o fornecimento de urinoes do Typo Francez.” 1890. Fonte: AAC. CML.
Um trabalho muitíssimo interessante da Dra. Sílvia Barradas!
Ler AQUI.
Autarca nomeado adjunto do Governo vai ser julgado por agressão
CUIDADO! Perigo de Queda!
Previnem-se todos os traseuntes que, incautamente, caminham por estes nossos passeios sem manter um constante alerta e atitute defensiva, que se passarem à frente da entrada principal deste edifício devem manter-se junto à parede ou deverão usar sapatos com pitões afiados ou ventosas potentes.
É que entendeu o dono desta obra, e as autoridades camarárias que passaram licença de uso e habitação, que o desnível acentuadíssimo, em calçada portuguesa, era aceitável para um canal pedonal com o nível de passagem como este.
Desangane-se quem pense que eu tenho como hobby ou até atividade, calcorrear as ruas de Lisboa à procura de casos passíveis de serem expostos aqui. Em Lisboa, os casos vêm ter connosco porque estão em todo o lado - escusado será dizer que eu escorreguei aqui.
De facto é impressionante como a capital de um país da Europa Ocidental, cidade milenar de um país com 900 anos, é um caso só de abarracamento e mau gosto!
É assim que tratamos a coisa pública. É assim que vivemos o espaço público. É o público que somos:
Quem não passar por este gaveto perto da entrada do edifício vai escorregar, com certeza. Se atravessar a rua pela passadeira mesmo em frente vai ter de escalar o passeio. |
CUIDADO! Perigo de Queda! |
Miradouro do Arco da Rua Augusta recebeu 40 mil visitantes num mês
In Público / LUSA (11.9.2013)
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Uma boa notícia, claro, independentemente do elevador apenas levar as pessoas até ao último lanço de escada de pedra que sobe desde o Terreiro do Paço à sala do relógio, ou seja, o elevador não leva deficientes motores até ao patamar/miradouro tampouco à sala do relógio, nem tal seria possível sem desfigurar o monumento. Ou seja, teria sido perfeitamente possível poupar-se no elevador uma vez que a escada de pedra do TP à sala do relógio não é estreita por aí além. Enfim, coisas da contra-informação.
Relativamente às nossas preocupações enunciadas aquando da abertura do miradouro ao público (ver aqui), há que aplaudir a remoção dos losangos brancos horrorosos por debaixo do Arco e a recolocação de pedras com tez condigna (ponto 1.4), o que já não é mau.
11/09/2013
Visita à Academia das Ciências, dia 30, pelas 10h30
O Fórum Cidadania Lx associa-se às Comemorações dos 500 Anos do Bairro Alto organizando mais uma visita guiada (gratuita), desta vez à Academia das Ciências de Lisboa, dia 30 de Setembro, pelas 10h30.
INSCRIÇÕES FECHADAS
Que Lindo que Está a Ficar!
Quando foi decidida a demolição dos interiores do conjunto de edifícios compreendidos entre o 46 da Avenida da República e o 62 da Avenida Elias Garcia, de autoria do arquiteto Ventura Terra, muito se escreveu aqui (ver) e muito pouco se errou nas previsões do que seria o resultado final:
ora mesmo a obra estando longe de estar concluída, aparentemente com muito atraso, já podemos ver o que se vai poder apreciar quando o último homem da obra sair e entrar o primeiro morador, porventura orgulhoso da sua aquisição em tão prestigiante local.
Aparentemente, o que está a sair pela fachada original, como um bolo a crescer para fora da sua forma, não vai ficar alinhado totalmente à face da fachada, aumentando ainda mais a "disformidade" de todo o conjunto. Se fazer excrescências em fachadas é, em tudo, reprovável, fazer umas que fazem sombra aos andares de baixo e nada acrescentam em dinâmica ao conjunto deveria ser sansionável.
Quem tem dúvidas que a opção de demolir os interiores e aumentar a cércea deste edifício em detrimento de uma conservação integral e criteriosa empobreceu a cidade como um todo? Provavemente o promotor imobiliário porque esse, com certeza, enriquecerá. Quando é que pára esta espiral de auto-destruição?
Aqui pode ver-se uma laje que é protuberante em relação à face de todo o edifício. Esta "pala" vai fazer sombra aos andares inferiores e aumenta a desadequação deste tipo de intervenção. |
Pode ver-se que esta "pala" é tudo menos um simples elemento arquitetónico. Não sei para que serve mas que "é linda, ai isso é"! |
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Era assim o "foyer" que recebia que entrava pela belíssima porta. |
O pé-direito foi dividido em dois andares! |
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Onde está? Como é possível não preservar isto, e tudo o mais que é a nossa memória coletiva? |
10/09/2013
3ª edição da Trienal de Arquitectura de Lisboa
No decorrer da Trienal, a arquitectura será retratada como uma força viva, social e artística, que mapeia o território cultural, político e estético conhecido como “prática espacial”. A abordagem, que exclui consideravelmente as formas construídas da prática de arquitectura centra-se na mudança económica e social, onde os métodos tradicionais de produção arquitectónica estão a mudar e onde a inovação se está a desenvolver rapidamente.
O motor para mudar e projectar espaços pode assumir muitas formas e ser transversal a várias disciplinas. Através de uma redefinição e reorientação das ambições do arquitecto, Close, Closer promove saídas profissionais alternativas para as competências e a formação arquitectónicas de uma geração em desvantagem devido às actuais circunstâncias económicas.
Em paralelo, a presença da Trienal será utilizada de forma positiva e produtiva em programas de longo prazo e em projectos para Lisboa. A arquitectura é uma vasta disciplina com grupos divergentes, ramos, divisões, teorias e dilemas que são escassamente debatidos com o seu público alvo. Como poderemos aproximar-nos?
Junte-se à Trienal de Lisboa, de 12 a 15 de Setembro, para a semana inaugural e abertura das exposições Futuro Perfeito, A Realidade e Outras Ficções, O Efeito Instituto e o nosso programa público Fórum Novos Públicos. Conheça toda a programação de debates, eventos, Projetos Associados, instalações das bolsas Crisis Buster, workshops, performances e muito mais em close-closer.com.
Mais informação no site da Trienal de Arquitectura de Lisboa.
Esplanadas na Avenida da Liberdade: abusos, excessos de uma ideia bem intencionada
Exmo. Sr. Vereador José Sá Fernandes
Somos a enviar reclamação pelos abusos e excessos das esplanadas dos quiosques da Av. da Liberdade, de que as imagens em anexo são um mero exemplo mas elucidativo: Banana Café junto da R. Barata Salgueiro.
Basicamente, reclamamos pelo evidente excesso de mobiliário que está a ser utilizado na quase totalidade dos quiosques, e pela ocupação abusiva do passeio que é suposto ser para uso exclusivo dos peões, com cadeiras e mesas encostadas aos bancos de jardim do Séc. XIX, bem como pelo elevadíssimo nível de ruído produzido pelos quiosques em determinadas noites.
É preciso que a CML vele por que uma boa ideia - a abertura de esplanadas na Avenida da Liberdade - o seja na prática e não se torne num mau exemplo e num mau hábito.
Com os melhores cumprimentos
Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho e Fernando Jorge
09/09/2013
PROPRIEDADE MUNICIPAL: abandonada, roubada...
Bairro das Colónias, mais uma padaria em risco:
Do Blog «Bairro das Colónias»:
«Padaria da Rua do Forno do Tijolo 26-B
Hoje divulgamos algumas fotografias da padaria da Rua do Forno do Tijolo 26-B que um amigo nos fez chegar (obrigado FJ). Encerrada, logo em risco. Já sobre ela escrevemos. Estas imagens apenas nos despertam mais a atenção para o seu interior único e insubstituível, e apelam à urgência das entidades responsáveis, neste caso os serviços municipais, para que se debrucem seriamente sobre tais casos em perigo.
Lisboa só está nos tops turísticos porque ainda é isto mesmo: autêntica, única e insubstituível. Quando as características que a individualizam forem destruídas, rapidamente perderá o interesse.»
Não há fiscais na CML?
08/09/2013
ABANDONADO: rara peça de mobiliário urbano no Castelo
Porque razão a CML parece ter abandonado esta rara peça de mobiliário urbano no Bairro do Castelo (Rua do Chão da Feira)? Vamos perguntar ao Vereador José Sá Fernandes.