APAREÇA! É GRÁTIS!

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31/01/2006

Questionámos o provedor do DN:

Na impossibilidade do Sr. Director da Revista NS, suplemento do DN de Sábado, responder às nossas questões, colocámos a seguinte pergunta à consideração do provedor do DN:

Porque será que durante 6 páginas da revista NS, suplemento de Sábado 28 Janeiro de 2006, foram explicadas as supostas preferências culturais do Sr. Ministro da Economia, e sobre a escandalosa demolição da casa de Almeida Garrett, de que o Sr. Manuel Pinho é proprietário, nada, zero?!

Qual dos dois assuntos será mais importante para o país?

PP e PF

Garrett na TSF, Domingo, 11:05

Esteja atento ao programa "Directo ao Assunto", de Carlos Pinto Coelho, no próximo Domingo, dia 5 de Fevereiro, pelas 11h da manhã, na TSF!

O debate vai ser sobre Almeida Garrett, já que perfazem 207 anos sobre o seu nascimento, precisamente na véspera, dia 4.

E, como não podia deixar de ser, a "Casa Garrett" vai ser um dos temas em análise, estando confirmadas as participações da CML e do Prog. José-Augusto França.

A NÃO PERDER!

PF

30/01/2006

Já colocámos a seguinte pergunta à consideração da prezada jornalista, Drª Judite de Sousa:

Porque será que durante mais de meia-hora, em directo no Telejornal de ontem à noite, foram explicadas as supostas bem-aventuranças do dito "Plano Tecnológico", e sobre a escandalosa demolição da casa de Almeida Garrett, de que o ministro é proprietário, nada, zero?!

Qual dos dois assuntos será mais importante para o país, eis a questão?


PP e PF

Onde páram os cafés de Lisboa?

A propósito deste magnífico e oportuníssimo artigo de Albano Matos, no DN, acerca da memória dos velhos cafés onde nasceu a Europa, e da falta dela nesta Lisboa de balcões de bancos e seguros, e pseudo-cafés de espelhos e tv sintonizada no Sport Tv, assinalo aqui os cafés que ao pé de mim deixaram de o ser ou, simplesmente, foram submetidos a tratamento de choque pelos seus novos proprietários, sem que a clientela (*) gizasse o mínimo protesto:

Nova Iorque (virou sucursal banco), Granfina (abastardou-se - que saudades do galão e do croissant com fiambre!), Vává (idem - que saudades dos sofás e das lulas à sevilhana!), Sul-América (ibidem), Suprema (abastardou-se - que saudades do quiosque com decalcomanias!), Luanda (idem), Francforte (virou sucursal de banco), Roma (virou McDonald's), Capri (virou sucursal de banco), Salão Londres (idem) e Copacabana (ibidem). Num raio de 500mt, não está mal?!

PF

(*) Atenção: os livros de reclamações deviam servir também para isso!

Em que ficamos: Europa vai abaixo ou não vai?

Demolição do "Europa" nas mãos do proprietário ou Cinema Europa reabre portas anos depois?

Confesso que nunca percebi muito bem este assunto. Principalmente a génese do seu protesto. Porquè? Porque sempre achei que o Europa não vale nada do ponto vista arquitectónico, e que para aquela zona de Lisboa será muito mais interessante fazer-se duas coisas:

- A CML arranjar um projecto com cabeça, tronco e membros para o Cinema Paris, esse sim com potencial, arquitectónico e físico, para ser um pólo cultural, mais do que da zona, de Lisboa. Mas a esse, que a anterior vereação expropriou, a CML não dedica nem uma única frase na verborreia que pauteia as "grandes opções do plano" para a área da Cultura, para o período 2006-2009;

- A CML e a Junta do Santo Contestável levaram por diante um projecto de valorização do Mercado de Campo de Ourique. Como? Inventando actividades culturais nos períodos em que o mercado está encerrado; abrindo esplanadas para o lado da Igreja; introduzinho novas valias, etc.

Mas sendo, como é, um movimento de moradores, tenho pena que haja mais uns milhares de cidadãos tremendamente desiludidos e revoltados com quem nos governa. Sejam bem-vindos ao clube!

PF

26/01/2006

Terça-Feira, dia 31, em sessão do Executivo:

Discussão e aprovação das Grandes Opções do Plano (2006-2009) e do Orçamento para 2006

Considerando que estes são os dois principais pilares do que irá ser a actuação da CML neste período, achamos que os mesmos são do interesse de TODOS quantos vivem, trabalham e visitam Lisboa. Aqui estão!

PF

Em posição ou na oposição




Estaciona-se sempre em cima do passeio.

25/01/2006

AML estuda affaire Casa Garrett

Conforme anunciado foi constituída ontem, em sessão da AML, e por iniciativa expressa da Srª Presidente da AML (a quem estamos muito gratos), uma comissão eventual de análise (eu chamar-lhe-ia inquérito) a todo o processo relativo à casa de Almeida Garrett. Esperamos todos que se apurem responsabilidades de facto e se avance com processos disciplinares ou acções judiciais, se for caso disso.

PF

23/01/2006

Casa Almeida Garrett: novos passos

Conforme anunciado anteriormente, inscrevemo-nos hoje para intervir na sessão de câmara de 4ª Feira mas fomos eliminados na selecção, depois das funcionárias de serviço (assessoras?) terem tomado conhecimento do assunto em causa.

De qualquer forma, iremos estar presentes amanhã na sessão da AML, e iremos também ser recebidos pela Srª Vereadora Drª Mª José Nogueira Pinto.

PF

19/01/2006

A luta pela Casa Garrett, em 1971, ipsis verbis

 
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PF

Convento dos Inglesinhos: Obra continua

O que se passa no Colégio dos Inglesinhos (popularmente conhecido por "convento") é uma VERGONHA! E é-o desde o início, desde a altura em que a Misericórdia o vendeu ao Grupo Amorim (pelo quintuplo do que lhe custou ao Patriarcado, dizem as más línguas), estipulando no contrato que a futura utilização contemplasse serviços de índole social, o que não se verificará, de todo.

Depois, a VERGONHA continuou quando a CML autorizou a obra, mostrando-se o IPPAR indiferente ao assunto, e a Junta completamente inerte. Não interessa se o projecto que está em obra actualmente é o enésimo projecto, ou se os técnicos e os directores da CML desenvolveram lutas tenazes contra os seus superiores (leia-se vereadores e presidentes), no sentido de salvaguardarem este ou aquele pormenor. O que interessa é que a VERGONHA passou.

E passou e passa, apesar de muitos cidadãos atentos, e não amorfos, se terem manifestado por variadíssimas vezes individualmente ou em conjunto, em abaixo-assinados, denúncias, audiências, reuniões, assembleias, gabinetes, reportagens, providências cautelares.

E a vergonha é VERGONHA, porque quem de direito - CML, MC, MEC - foi sempre indiferente ao longo dos anos ao imenso património que eram os Inglesinhos (classificados pela Direcção-Geral de Monumentos Nacionais, que alguém, e bem, quer extinguir). Numa capital de um país decente, um projecto como o que está em obra seria aprovado, sem dúvida, mas NUNCA num conjunto como os Inglesinhos, pois ali poderia ter sido instalado o Conservatório ou a Escola de Cinema (em vez do Estado gastar milhões na construção de raíz, em locais longe de Lisboa), ou poderia ter sido aberta uma escola de artes e ofícios (coisa inexistente em Lisboa), ou poderia ter sido a sede da Orquestra Metropolitana de Lisboa, por exemplo.

Mas não, quem de direito demitiu-se de toda e qualquer responsabilidade enquanto zelador do património de todos nós. E uma vez que não é uso neste país fazer sentar no banco dos réus quem atenta contra o património, resta apontar-lhes o dedo e gritar: VERGONHA!

PF

Carmona Rodrigues "completamente contra"

o projecto da Administração do Porto de Lisboa de ampliar o terminal de contentores de Alcântara.



Nós já havíamos lançado o repto à CML em Setembro passado, na pré-campanha, altura em que ninguém reagiu (ver aqui). Congratulamo-nos, pois, com as declarações ora proferidas pelo Presidente da Câmara de Lisboa, mas pretendemos mais:

Pretendemos que a CML se dê ao respeito junto da Administação do Porto de Lisboa. Porque a zona ribeirinha não é coutada da APL, apesar desta pensar que sim. E o Governo deve fazer a mesma coisa. A APL está ao serviço de Lisboa e não o contrário.

PF

16/01/2006

Casa Garrett: Isto é zero!

Lê-se no site da CML:

"O Pelouro da Cultura da Câmara Municipal de Lisboa vem por este meio informar que, na sequência de uma reunião mantida entre o vereador da Cultura, José Amaral Lopes, o representante dos proprietários do edifício denominado Casa Garrett e o arquitecto Manuel Tainha, foi possível chegar a um acordo que permita salvaguardar a memória de Almeida Garrett.
Nos termos do entendimento agora alcançado, ficou acordado que se irão realizar intervenções na fachada do edifício que visam encontrar uma solução que preserve e evoque de forma evidente aquele que foi um dos grandes vultos da cultura nacional. Esta medida teve como objectivo preservar, de forma reconhecível e assinalável, a memória do poeta e escritor que ali habitou no último ano da sua vida. Esta solução encontra-se neste momento em estudo pelo responsável do projecto.
Por comum acordo, ficou também decidido que os técnicos da Divisão do Património Cultural da CML irão acompanhar a proposta de intervenção no edifício que vier a ser apresentada.
Refira-se que com este acordo se procura, ainda, preservar os legítimos direitos dos proprietários, levando em conta que, de acordo com os pareceres do IPPAR e dos serviços competentes da CML, não existiria nenhum impedimento sólido que inviabilizasse a prossecução do projecto aprovado para aquele imóvel.
Acresce ainda que os mesmos pareceres alertam para a ausência de qualquer espólio do escritor no interior do edifício bem como para o adiantado estado de degradação do mesmo.
A placa evocativa de Almeida Garrett, colocada na fachada do antigo edifício, cinco anos após a morte do escritor, irá integrar o espólio do Museu da Cidade.
Em resumo, com esta iniciativa, a CML pretende assegurar no local a memória do escritor, não deixando, no entanto, de respeitar os direitos dos proprietários
".

É nada. É fazer que se faz, sem fazer. É não merecer Garrett. É não ter futuro. É triste.

Mas esperamos, sinceramente, que os documentos por nós entregues ao Sr.Vereador Amaral Lopes (“Garrett-Memórias Biográficas”, de Francisco Gomes de Amorim (1884), “Casas onde, em Lisboa, residiu Almeida Garrett”, da autoria de Henrique de Campos Ferreira Lima (publicadas no Boletim Olisipo, dos Amigos de Lisboa, 1939), e artigos do extinto "Diário Popular", de 1971, referentes à luta titânica que também nessa altura se travou em prol da casa do escritor), o elucidem sobre o que está realmente em causa, ou seja, o que é o edifício em causa; quem foi Almeida Garrett; e como em 1971 se viveu escândalo rigorosamente igual, mas em que o bom senso prevaleceu.

Acreditamos que o bom senso vá prevalecer também desta vez, e que finalmente Garrett possa descansar em paz.
PF

Casa Garrett: mais um argumento pró-casa

De Jorge Cruz Costa, publicamos o e-mail que dele recebemos dando-nos conta de mais um argumento técnico-legal que faz todo este caso ainda mais estapafúrdio:

"Exmos Senhores

Sou proprietário do prédio nº 64/64A da Rua Saraiva de Carvalho e tenho seguido com atenção e preocupação o caso da obra no Prédio de Almeida Garrett, nº 66.

Em 1991 fiz um pedido de viabilidade para obras de reabilitação/ampliação do prédio contíguo ao de Almeida Garrett, para o qual houve o despacho que junto em anexo. Por dificuldades de ordem vária, incluindo de aprovação do projecto, só ao fim de quase 10 anos consegui concretizá-las.

Foi com espanto que vi, entretanto, surgir no nº 68 uma ampliação muito maior do que a que me foi autorizada. Acontece que a altura prevista para o nº 66 (4 pisos mais piso recuado), é ainda maior.

No esquema apresentado no Jornal Expresso, do passado dia 7, até parece que a cércea não é muito diferente dos prédios contíguos, mas tal não é o caso, pois o meu prédio e todos os prédios daquele quarteirão são mais baixos, à excepção do nº 68.

Eu não contestei a decisão que foi tomada no meu caso, por achar que havia um fundamento legal e técnico.

A regra do plano de rampa a 45º que serviu de razão técnica para impedir que eu aumentasse a volumetria, continua em vigor pois não foi ainda publicada nenhuma alteração ao RGEU. A possibilidade de permitir excepções a esta regra quando a
volumetria dos prédios na rua for superior, não justifica que se considere como
norma uma excepção: o prédio amarelo (nº 68) é muito mais alto que os restantes!

Se nem a Câmara nem o IPPAR parecem considerar importante o edifício, seria interessante pelo menos preservar a fachada. Se o actual proprietário for condicionado a não aumentar a volumetria talvez possa ponderar a possibilidade de preservar a fachada.

O despacho exarado sobre a minha pretensão de 1991, aplica-se na íntegra a este caso, pois a rua continua a ter 6 metros de largura e a fachada do prédio de Almeida Garrett tem mais de 6 metros de altura e a correnteza de prédios a altura média é de 3 pisos, como se pode ver nas fotografias em anexo. (...)

Jorge Cruz Costa (...)
"PF

13/01/2006

Sensibilizando o Sr.Vereador Amaral Lopes

No seguimento dos desenvolvimentos recentes sobre o assunto em epígrafe, acabamos de enviar ao Sr.Vereador Amaral Lopes, dossier com documentação relativa ao historial da Casa de Almeida Garrett, nomeadamente, resumo do livro “Garrett-Memórias Biográficas”, de Francisco Gomes de Amorim (1884), “Casas onde, em Lisboa, residiu Almeida Garrett”, da autoria de Henrique de Campos Ferreira Lima (publicadas no Boletim Olisipo, dos Amigos de Lisboa, 1939), e artigos do extinto "Diário Popular", de 1971, referentes à luta titânica que também nessa altura se travou em prol da casa do escritor. Esperamos que o Senhor Vereador fique mais sensibilizado para a nossa luta.

PF

Porque razão a CML hesita em expropriar a Casa de Garrett?

E expropriou o antigo Cinema Paris, em cerca de € 816.000 (163 mil contos)?

PF

Casa Almeida Garrett: leia os capítulos desta "novela"

Fique a par, aqui, do historial recente da "novela" que Garrett se recusaria a escrever, e da qual constam abundantes contradições e escasso contraditório, muita contra-informação, boas e más personagens.

PF

12/01/2006

Comentando as declarações de Amaral Lopes

No seguimento de artigo da edição de hoje do "Público", cumpre-nos esclarecer o seguinte relativamente a estas afirmações do Senhor Vereador Amaral Lopes (AL):

1. Afirma AL que "sob o ponto de vista arquitectonico e patrimonial o edifício não tem qualquer espécide de valor".

É triste que alguém como AL profira essas afirmações, sendo Vereador da Cultura, e tendo ele escrito o editorial da Agenda Cultural de Janeiro (disponível aqui mesmo, alguns posts abaixo), em que reafirma a Cultura como vector fundamental da acção executiva para este ano!! Como é possível?

Contudo, e para bem da nossa causa, não é assim que pensam:

- o IPPAR, ao recomendar à CML a classificação do imóvel como de interesse concelhio;
- a ex-Directora do Urbanismo da CML (ver pareceres_1,_2 e _3, aqui);
- o próprio Presidente da CML, que em Agosto passado despachou conforme documentos 0047.doc e despachoCR, (aqui), em defesa à providência cautelar interposta pelo proprietário, afirmando então ser do interesse público conservar-se e reabilitar-se a casa, ficando Lisboa significativamente mais pobre caso isso não acontecesse;
- e a Assembleia Municipal de Lisboa que, em Abril, aprovou uma moção defendendo a preservação da casa (acta nº 84, aqui).

2. Afirma AL que "o interior está muito degradado, não há qualquer vestígio que ali tenha vivido, de uma forma fugaz, Almeida Garrett,e, mesmo no exterior os azulejos azuis já são posteriores à morte do escritor".

Estas palavras são do mais profundamente erróneas e revelam um total desconhecimento das coisas, pois basta ler-se o que escreverm os especialistas em Garrett, Prof.José-Augusto França, Profª Paiva Cordeiro ou Profª Raquel Henriques da Silva; ou o editorial do sítio do Centro Nacional de Cultura, ou artigos como este.

Como é óbvio para toda a gente, a casa, antes de ser a ser destruída deliberadamente pelo actual proprietário estava devoluta, mas estava intacta. Tanto a fachada como os interiores. Existem testemunhos documentados disso. A casa não era albergue de delinquentes nem representava perigo para a via pública ou para o bairro (que o digam os moradores da zona, a começar pelo Sr.Presidente da Junta de Santa Isabel).


3. Afirma, ainda, AL que se está a estudar "uma intervenção artistica mais interpelante e mais visível".

Este é o ponto que mais nos revolta. E revoltamo-nos pela sugestão implícita de AL em estar a trabalhar para mais uma solução à portuguesa, tipo Cinema Eden, em que só Lisboa ficou a perder, como todos reconhecem. Defendemos que a casa de Garrett ou vai abaixo, ou fica inteira e é recuperada, e os responsáveis por uma ou outra decisão sê-lo-ão perante a História.

A nós não nos interessam as guerras intestinas no departamento de Urbanismo, mas tão somente a falta de rigor e a falta de cultura de quem devia tê-la.

Paulo Ferrero e Pedro Policarpo

Casa Garrett: comunicado

No seguimento de notícias vindas a público sobre eventuais negociações entre o proprietário do imóvel e as Vereações da Cultura e do Urbanismo da CML, com vista "a preservar-se a memória de Garrett" somos a comunicar o seguinte, enquanto autores da petição em prol da casa do escritor e dinamizadores da "Plataforma S.O.S. Casa Garrett":

1. Recusamos liminarmente soluções "à portuguesa", do tipo "Cinema Eden", em que só Lisboa ficou a perder. Ou bem que a casa vai abaixo, ou fica inteira e é recuperada, e os responsáveis por uma ou outra decisão sê-lo-ão perante a História.

2. Apelamos à CML que abra de imediato o processo de classificação da casa de Garrett como Imóvel de Interesse Concelhio, respeitando, aliás, a recomendação do IPPAR e a vontade expressa por mais de 2.300 cidadãos, aquando da petição, e por variadíssimas entidades e individualidades que já o fizeram publicamente.

3. Apelamos à CML que inicie negociações imediatas com o proprietário a fim de se obter uma permuta de local de construção, para que o projecto daquele não colida com o manifesto interesse público deste caso, aliás assim entendido em Agosto passado, pelo Senhor Presidente da CML.

Relembramos à CML que, sendo interpelada em reunião de executivo, a Srª Vereadora do Urbanismo declarou expressamente não saber qual o montante em causa, pelo que se conclui que nenhuma negociação com o proprietário foi sequer tentada ao longo dos 6 meses da suspensão da demolição.

4. Apelamos à CML para usar o instrumento "expropriação", caso seja preciso, que é usado pela CML frequentemente, até em ocasiões em que o conceito de interesse público é muito mais discutível (ex.Cinema Paris). Tal opção terá todo o acolhimento desta plataforma.

5. Enquanto "Plataforma S.O.S. Casa Garrett", colocamo-nos à disposição da CML para, uma vez decidida a recuperação da casa de Garrett como casa-museu do escritor, contibuirmos com o nosso total empenho e entusiasmo para que a sua exploração futura seja, não só um "case study", mas um caso de sucesso e um exemplo a seguir pelo país.

6. Agradecemos profundamente a eficiência, a entrega e a simpatia manifestada pela Srª Presidente da AML que permitiu, claramente, que acontecessem novos desenvolvimentos.


Paulo Ferrero, Pedro Policarpo e Bernardo Ferreira de Carvalho

11/01/2006

Para a CML, Garrett não é cultura?

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Como é que é possível o Vereador da Cultura, Amaral Lopes, publicar este editorial na agenda cultural (CML) do mês de Janeiro, e depois ficar mudo e quedo quanto à casa de Almeida Garrett?!

PF

10/01/2006

E a cidadania é?

A propósito deste comentário pertinente, aqui fica a nossa pergunta:

- O que acha o Sr.Vereador do processo relativo à casa de Almeida Garrett?

Pedro Policarpo e Paulo Ferrero

09/01/2006

O silêncio do Prof.Marcelo

Queremos "agradecer" o silêncio do Prof.Marcelo Rebelo de Sousa sobre a Casa Garrett, ao não fazer dela uma das Escolhas de Marcelo de ontem, declinando assim todos os pedidos urgentes que lhe foram feitos nesse sentido, durante este fim-de-semana.

De qualquer forma, o seu silêncio é esclarecedor, pois significa que não escolheu a Casa Garrett para o seu programa, porque reconhece que os documentos que lhe enviámos são esclarecedores quanto ao papel da CML, nomeadamente do Presidente Carmona Rodrigues e dos seus vereadores do Urbanismo e da Cultura, em todo este processo.

Bem-haja, Prof.Marcelo, pelo seu silêncio de ontem!

PF

Recordando a biografia de Almeida Garrett da autoria de Francisco Gomes de Amorim

Reproduzimos o artigo do Doutor Guilherme d'Oliveira Martins, no sítio do CNC:

"UM LIVRO POR SEMANA
De 9 a 15 de Janeiro de 2006

Temos hoje de recordar a biografia de Almeida Garrett da autoria de Francisco Gomes de Amorim, num momento muito triste como é o da demolição da última casa do autor de “Viagens na Minha Terra”. Falamos de “Garrett – Memórias Biographicas”, Imprensa Nacional, 1881 a 1884, obra esgotadíssima, mas fundamental. Ao lê-la, percebe-se ainda melhor como houve indiferença e insensibilidade em relação à memória de um dos nossos maiores. Mais do que dinheiro, o que faltou foi inteligência para encontrar uma solução digna. E se seguirmos o percurso de Garrett na biografia de Amorim, notamos a cada passo a grande sensibilidade que teve relativamente à memória dos nossos maiores e às nossas raízes. Agora houve ingratidão (como tem dito, por todos, o Professor José-Augusto França). E quanto enlevo encontramos no testemunho do amigo dilecto de Garrett sobre a instalação na casa da Rua de Santa Isabel… No final de 1853, Garrett encontrou uma casa que estava a ser construída, a Campo de Ourique. Era uma moradia elegante, com um pequeno jardim, em frente do cemitério inglês. Um lugar romântico por excelência. O poeta gostou muito, foi amor à primeira vista. Arrendou-a. E enquanto aguardava pelos acabamentos, que seguiu com grande cuidado (a ponto de constar da obra em apreço uma carta onde a casa é descrita até ao mais ínfimo pormenor), transferiu para lá os seus móveis da Rua do Salitre e foi morar provisoriamente, em Junho de 1854, para a Rua Direita da Junqueira, na casa do Marquês de Angeja. A sua filha Maria Adelaide estava então no Recolhimento das Salésias. E o escritor escreve-lhe sobre a nova casa de Santa Isabel: “Quando a arranjar cuidarei também do teu quartinho que será o melhor da casa, o próprio para uma senhora como tu hás-de sair daí”. Foi o próprio Garrett que dirigiu a mudança dos móveis do Salitre para Santa Isabel. Gomes de Amorim acompanha-o. Dormem nas águas furtadas, mas o calor excessivo leva-os a regressarem à Junqueira. Quando se instalou a biblioteca da nova casa, Garrett ficou tão entusiasmado que ofereceu um almoço, frugal mas luzido, aos seus amigos mais íntimos – Mendes Leal, Rebelo da Silva, Rodrigo Felner e Amorim, naturalmente. A refeição terminou por volta do meio-dia, e Garrett, em frente da Igreja de Santa Isabel, disse a Mendes Leal: “Isto abriu-se, mas não se abriu, tal como o teatro Agrião” (que era a alcunha que Castilho tinha posto ao Teatro Nacional, por ser construído sobre estacas). “Inaugurou-se e não se inaugurou. Portanto, ficam todos intimados para comparecer, quando se abrir outra vez a valer, com o cenário armados nos seus lugares. A peça nova há-de ser mais bem escolhida: em vez de modesto almoço, haverá jantar, não direi pantagruélico, porém suficiente e mais abundante em líquidos correspondentes. O empresário espera e confia que os senhores do público lhe não faltem com a sua presença”. O sítio era para Garrett de eleição. Houve até quem falasse de premonição romântica pela proximidade do cemitério. Um dia, aliás, foi com Amorim visitar, de fronte de casa, no referido cemitério, o túmulo do grande romântico Fielding (o autor de “Tom Jones”, falecido em Lisboa a 8 de Outubro de 1754) no Cemitério inglês… E quando o biógrafo começou a ler a inscrição da campa, Garrett interrompeu-o e disse que tudo era falso, a verdade era que Walter Scott o cognominara justamente de “pai do romance inglês”. Mais do que isso, foi o pai do romance moderno – apesar da ingratidão humana que deixara mulher e filhos na miséria. Tanto bastava. E deu meia volta: “Vamos ver as minhas obras e fique advertido de que vou ser vizinho deste ilustre defunto”. E estava muito satisfeito, em vésperas de pôr de pé, a sua “Crónica de D. Pedro IV, ou Vinte Anos de História Contemporânea”, que infelizmente não passou de projecto. A obra foi planeada e seria preparada cuidadosamente com a ajuda de Gomes de Amorim. No entanto, a doença do peito de que Garrett padecia agrava-se. Mesmo assim, continuava a fumar. Arrastavam-se, porém, as obras de Santa Isabel (“O diacho é a casa”, repetia). E os médicos insistiam na necessidade de uma rápida mudança. Pode haver perigo pelo eventual cheiro das tintas? O médico assistente, Dr. Barral, vai a Santa Isabel e diz não haver… A mudança faz-se, mas o escritor, que preparara a casa com grande cautela e entusiasmo, sente agravada a sua saúde. Morrerá naquela casa, que agora é destruída. O livro lê-se com paixão. E merece ser completado pela leitura de um outro texto fundamental da autoria da Doutora Ofélia M. C. Paiva Monteiro, “A Formação de Almeida Garrett. Experiência e Criação”, Coimbra, 1971, e pela biografia feita pelo saudoso Embaixador José Calvet de Magalhães, “Garrett. A Vida Ardente de Um Romântico”, Lisboa, 1996. E percebemos ainda melhor o dó que sentimos perante um irreversível acto de insensibilidade… Basta citar o próprio Gomes de Amorim: “A casa onde morreu Garrett, e a mobília que foi dele, podiam e deviam conservar-se como a nau ‘Vitória’, se nós, que macaqueamos tudo, imitássemos também os exemplos dignos de admiração e do respeito dos povos cultos” (III, p. 619). Eis a resposta a quem diz que faltava interesse patrimonial à casa!"


PF

CML cria blogue para cidadãos, LOL?

Segundo notícias vindas a público, a CML, via Vereador António Proa, acaba (?) de criar um blogue para que os munícipes dêem as suas opiniões. Seria de rir, se não fosse de chorar...

PF

06/01/2006

QUE TODOS APELEM AO PRIMEIRO-MINISTRO

PARA QUE O PROCESSO DE DEMOLIÇÃO SEJA PARADO, E O BOM SENSO VOLTE A IMPERAR!

PF

Casa Garrett: que balanço para a História?

Que lugar na História ficará reservado a Carmona Rodrigues?
Ao ministro Manuel Pinho?
À ministra Isabel Pires de Lima?
Aos vereadores do urbanismo, Eduarda Napoleão e Gabriela Seara?
Aos vereadores da cultura, Maria Manuel Pinto Barbosa e Amaral Lopes?

Um borrão de tinta, a que nem sequer será preciso mata-borrão para o apagar de nota de rodapé.

PF

Começou a demolição da casa de Almeida Garrett!!

Caro(a) Amigo(a)

Como anunciou ontem em conferência de imprensa, o Presidente da CML, "nem ele nem o proprietário virão atrás a decisão de ir em frente com a demolição" da casa onde viveu e morreu Garrett, que tinha especial gosto em ver ali criada uma casa-museu que perpetuasse a sua obra. Assim não quiseram os seus herdeiros; e assim não quis quem nos governa desde que o poeta morreu, pois são inúmeros os movimentos de cidadãos em prol da criação de uma casa-museu, ao longo de todos estes anos.

Nesta hora em que apenas o Primeiro-Ministro pode corrigir este processo repugnante e totalmente ignóbil, cumpre-nos referir o seguinte:

1. O Prof.Carmona Rodrigues contradiz-se com aquilo que assinou em Agosto passado, quando a CML se defendeu da providência cautelar interposta pelo proprietário.

2. O Prof.Carmona Rodrigues não respeita a deliberação da Assembleia Municipal de Lisboa que, em Abril de 2005, em que se aprovou não demolição da casa de Garrett.

3. O Prof.Carmona Rodrigues não respeita a deliberação de suspensão de demolição do seu antecessor Dr.Santana Lopes, de Junho passado.

4. O Prof.Carmona Rodrigues não respeita a vontade expressa por mais de 2.300 portugueses e estrangeiros, nem a vontade de organismos e individualidades, a quem arrolou como testemunhas, em Agosto passado aquando da defesa da providência cautelar do proprietário.

5. O Prof.Carmona Rodrigues não respeita a recomendação do IPPAR no sentido de a CML classificar como imóvel de interese concelhio.

6. As Senhoras Vereadoras do Urbanismo da CML, Napoleão e Seara, demonstram profunda indiferença perante um raro exemplar da arquitectura romântica de Lisboa, e desrespeitam o parecer dos técnicos competentes que recomendavam a preservação e a reabilitação da casa de Garrett.

7. A Senhora Vereadora Nogueira Pinto parece ter-se esquecido que foi Secretária de Estado da Cultura.

8. Os Senhores Vereadores da Cultura, Pinto Barbosa e Amaral Lopes, são inclassificáveis no seu comportamento e nas declarações que têm feito ao longo de todo este processo, pelo que introitos como o que o Sr.Vereador escreve na edição de Janeiro da Agenda Cultural são risíveis e reveladores da mais profunda hipocrisia, e incultura.

9. O MC e o IPPAR, mas também o Instituto Camões, na qualidade de defensor da língua e culturas portuguesas; revelaram-se mais uma vez inoperantes, sem poder decisório e completamente perdidos no meio da burocracia.

10. O comportamento do proprietário enquanto cidadão revela-se totalmente impróprio de um alto representante da nação.

Finalmente, colocamos três perguntas a todos:

Para onde vai Lisboa?
Como caricaturizaria Bordalo este assunto?
Garrett, será nome de rua, pastelaria, sala de teatro ou de medalhão em tecto pintado de salão nobre da CML?


PF

04/01/2006

Casa Garrett, mais iniciativas

No seguimento das nossas acções em prol da preservação da casa de Almeida Garrett, e da sua reabilitação enquanto casa-museu do autor de "Frei Luís de Sousa", vimos pelo presente informar que, enquanto Plataforma "SOS Casa Garrett" (composta pela Junta de Freguesia de Santa Isabel, Fórum Cidadania Lx, Centro Nacional de Cultura, Sociedade Portuguesa de Autores, Grémio Literário e Pen Clube), solicitámos à Ex.ma Srª Presidente da Assembleia Municipal uma audiência com carácter de urgência com o objectivo de denunciar as contradições do processo e estabelecer prioridades para que se possa salvar a referida casa.

Mais comunicamos que achamos lamentável que um dos argumentos ora expressos pela CML seja o de não ter capacidade financeira para adquirir, mobilar e explorar a casa, e depois mandar decorar principescamente os canteiros da Avenida da Liberdade, apoiar em largos milhares de contos um filme sobre o fado, ou comprar lojas como a dos nºs 55-57 da Rua Nova do Almada não divulgando qual o uso e propósito de tal aquisição.

Anunciamos também que iremos divulgar pela Net e publicar na imprensa, o anúncio "Casa Garrett/Procura-se Mecenas", que julgamos pertinente para a resolução deste caso.

Aguardamos ainda uma resposta do Ex.mo Senhor Primeiro-Ministro ao nosso S.O.S. da semana passada.

Finalmente, apelamos ao Ex.mo Senhor Presidente da CML que reconsidere a última posição que tomou, e volte à posição de Agosto passado, em que defendia a casa de Garrett como sendo um edifício merecedor de protecção, e do interesse público a sua recuperação e exploração como casa-museu do escritor e político; e que renove a suspensão da demolição por mais 6 meses, a fim de possibilitar um entendimento definitivo com o proprietário, uma vez que nos últimos seis decorreram eleições e férias grandes.

Com os melhores cumprimentos

Pedro Policarpo e Paulo Ferrero

Hoje, no jornal das 20h, na SIC

Foi efectuada hoje pela SIC, pelas 12H30, uma 2ª reportagem junto à casa de Almeida Garrett, à qual compareceram e opinaram, entre outros, o Prof. Augusto França, a Profª Raquel Henriques, e representantes do Grémio Literário, CNC e Pen Clube, para além do Presidente da Junta de Freguesia de Santa Isabel e de membros da respectiva Assembleia de Freguesia. O nosso obrigado à jornalista Carla Castelo e ao seu operador de imagem.

PF

Vigília junto a Casa de Garrett, hoje, às 24h

Por indicação de Ana Palma, cumpre-nos informar todos os interessados da realização de uma vigília defronte à casa de Almeida Garrett, sita nos nºs 66 a 68 da Rua Saraiva de Carvalho (a Campo de Ourique), hoje, pela meia-noite!

A vigília é uma iniciativa de moradores de Santa Isabel, a quem só temos de aplaudir, agradecer e apoiar na medida das nossas possibilidades.

Bem-hajam!

PF

03/01/2006

Casa Garett: mais protestos!

Do Centro Nacional de Cultura, da Junta de Freguesia de Santa Isabel e de Manuel Maria Carrilho; aqui.

PF

Reabertura do Cinema São Jorge

Esta é uma notícia de "cabo de esquadra"!! Então o cinema não fechou porque representava gravíssimo perigo iminente para os seus frequentadores? Então o cinema não tem estado fechado porque a CML não sabe o que fazer dele? Ou não será que o São Jorge só reabrirá porque a CML tem compromissos com as organizações dos festivais mencionados na notícia, que estavam previstos para o Roma (agora na posse administrativa da AML); e assim evita sérios problemas de indemnizações?!

PF

02/01/2006

SPA contra demolição da casa de AG:

Leia o comunicado da Sociedade Portuguesa de Autores: aqui.

PF

Mais (in) verdades da CML no processo Casa Garrett

Dia 29 de Dezembro, o Presidente da CML proferiu as seguintes palavras, na reportagem da SIC:

"todos os serviços da CML, ou do IPPAR, não reconheceram nele (edifício - Casa Garrett) o interesse, suficiente, para ser ou classificado ou preservado"

A nossa pergunta é a seguinte:

Porque ignorou, o Presidente, o parecer da Directora Municipal de Conservação e Reabilitação Urbana, no sentido da manutenção e preservação do edifício?


Bernardo Ferreira de Carvalho, Paulo Ferrero e Pedro Policarpo

Assim a Sic comparecesse no Convento dos Inglesinhos!!

Onde não está sequer a ser respeitado o projecto aprovado pela Cãmara Municipal:

O Convento está literalmente esventrado, os tectos já não existem, ninguém fiscaliza a obra, ruíu uma parte do muro na Calçada do Cabra e a policia nem compareceu.

De minha casa a visão é dantesca: eles estão a fazer o que lhes apetece destruindo mesmo aquilo que afirmaram estar a preservar, em breve começarão a arrancar as árvores centenárias do jardim perante a passividade da CML, da polícia e sem que a chamada comunicação social apareça. A policia serve para proteger a EDIFER - empresa a quem foi adjudicada a execução da obra.

Tão grave como o que precede é o facto de na mesma Rua Nova do Loureiro estar em muito avançado estado de execução outra obra de grande vulto - mais um condominio de 4 andares - onde antes existia um quintal com jardim (!), obra aprovada por despacho da vereadora Napoleão a 5 de julho de 2005 e da qual ninguém conseguiu ter conhecimento. O empreiteiro é uma firma que dá pelo nome de IMOGÁVEA e tudo indica que seja mais uma empresa do grupo Amorim. Esta obra é descaradamente aprovada e começada a executar no segredo dos gabinetes depois de ter sido anunciada pelo IPPAR a classificação do Bairro Alto ...

A rua, que era a dos jardins suspensos do Bairro Alto, está em vias de total descaracterização e passará a ser a dos condominios fechados, com placas de betão onde antes havia jardins.

A SIC não está interessada neste verdadeiro escândalo?

JFC