NÃO PERCA:

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28/02/2011

Protesto da Geração "À Rasca"

"Geração à Rasca" em Lisboa e no Porto


Se acha que faz parte da "geração à rasca", marque dia 12 de Março na sua agenda. Mais de 20 mil pessoas já confirmaram, via Facebook, a sua presença no Protesto da Geração à Rasca, que decorrerá no Porto e em Lisboa.

À Agência Lusa, Paula Gil, da organização, revela que estava à espera que existissem muitas "pessoas numa situação precária", pelo que esperavam alguma participação no evento. No entanto, não estavam à espera, diz, "de um crescimento tão rápido".

O protesto serve para dar voz aos "desempregados, 'quinhentoseuristas' e outros mal remunerados", apelidados de "escravos disfarçados", diz a página do evento. O movimento garante que é "apartidário, laico e pacífico" e pretende apenas demonstrar o descontentamento de quem quer ter direito ao emprego, à educação e a melhores condições de trabalho.

Segundo Paula Gil, este foi "um movimento espontâneo e cívico" para "criar um grupo de debate" que envolvesse "políticos, empregadores, jovens, pessoas de mais idade, que neste momento se encontram em situação precária". A canção dos Deolinda "Parva que Sou", entende, "veio trazer uma certa consciência à sociedade", mas o movimento é, assegura, "fruto da frustração de muita gente".

Para já, estão marcados dois locais de protesto para dia 12 de Março: A Avenida da Liberdade, em Lisboa e a Praça da Batalha, no Porto, mas poderão surgiu, no entretanto, outros focos de manifestação noutras zonas do país. Nos Açores, diz a Lusa, uma "Manifestação da Geração à Rasca" também está a ser planeada para o mesmo dia, tendo lugar nas Portas da Cidade.

"Reconversão Urbana" BES style: Rua Rosa Araújo

Este raro imóvel Arte Nova de Lisboa, datado de 1905, e uma das últimas obras do famoso arquitecto italiano Nicola Bigaglia (morreu em 1908) teve o seu interior integralmente demolido durante o verão [2010].

Apesar de nunca ter sido colocado o "Aviso" na fachada, como a lei obriga, sabemos que deu entrada a 9 de Abril de 2007 um "pedido de ampliação". Afinal a "ampliação" queria dizer a demolição integral do miolo do edifício para não só aumentar a cércea mas também para abrir as habituais caves de estacionamento. Pela análise de outras obras de Nicola Bigaglia, os interiores deste arquitecto são sempre de grande qualidade e com certeza estes não seriam excepção. Não percebemos porque razão os técnicos da CML aprovam a demolição de obras com interiores notáveis e recuperáveis. O proprietário deste prédio é o BES e o autor do projecto é o Atelier Aires Mateus. Este imóvel ainda tinha a particularidade de ter sido alvo, em 1943, de um projecto de alterações (entrada, por exemplo) do não menos notável arquitecto Luís Cristino da Silva.

Concluíndo, este era um imóvel a preservar na sua integridade patrimonial. A LAJB lamenta mais este mau exemplo de delapidação do património cultural do antigo Bairro Barata Salgueiro. Lisboa ficou mais pobre.

(retirado do blog da LAJB - Liga dos Amigos do Jardim Botânico)

Estacionar o automóvel e usar o metro e a Carris vai custar 49 euros por mês

In Público (28/2/2011)
Por Inês Boaventura


«O novo título mensal será carregado no cartão Lisboa Viva a partir do fim de Abril. O vereador da Mobilidade diz que para chegar a esta solução foi preciso mover "cabeças empedernidas"


Críticas à Carris e ao Metropolitano


Viajar na Carris e no Metropolitano de Lisboa custa 29,45 euros por mês. Deixar o carro num parque da EMEL ou da Emparque não fica por menos de 26,5 euros e, dependendo da sua localização, pode ultrapassar os 90 euros. A partir do fim de Abril, será possível estacionar nalguns desses parques e utilizar os transportes públicos por 49 euros mensais.

Este tarifário integrado destina-se fundamentalmente, disse ao PÚBLICO o vereador da Mobilidade da Câmara de Lisboa, a pessoas que vivem fora da cidade mas vêm de carro para trabalhar, seja por necessidade ou porque fizeram as contas e concluíram que essa era a opção menos onerosa. Com a nova solução pretende-se que, em vez de levarem os seus veículos até à porta do emprego, os automobilistas os deixem num dos parques que integram o serviço (ver mapa) e façam o resto do percurso em transportes públicos.

O novo tarifário, que o vereador Nunes da Silva adianta que deverá estar disponível daqui por dois meses, pretende assim contribuir para "libertar as zonas mais congestionadas e sobrecarregadas" da cidade. O autarca não arrisca avançar estimativas para a adesão a este sistema, conhecido por park&ride, salientando que isso depende de factores como a evolução do preço dos combustíveis, o aumento da fiscalização do estacionamento irregular e o alargamento das zonas tarifadas pela EMEL.

O novo título mensal, que combina transporte e estacionamento, deverá ser carregado no cartão Lisboa Viva. Numa primeira fase são dez os parques de estacionamento (sete municipais e três privados), com um total de mais de cinco mil lugares, que vão integrar o sistema. A expectativa de Nunes da Silva é que no futuro essa oferta seja ampliada para mais de 11 mil lugares, em duas dezenas de parques espalhados pela cidade.

Em Maio do ano passado, por ocasião da visita papal, foi feita uma primeira experiência de oferecer um tarifário que integrava a Carris, o Metropolitano e operadores de parques de estacionamento: durante dois dias foi possível viajar de metro e de autocarro e estacionar por cinco euros diários. O vereador da Mobilidade admite que a adesão foi fraca - "só 400 pessoas" usaram o sistema -, mas diz que graças a essa iniciativa "um milagre aconteceu".

Nunes da Silva, que já antes criticara a "resistência" da Carris em aceitar reduzir os seus preços para que o tarifário do park&ride fosse atractivo, admite que para chegar ao valor dos 49 euros foi preciso "mover algumas cabeças mais empedernidas". E mesmo assim, lamenta o vereador, "o milagre ainda não foi total" porque, ao contrário do que desejava, não vai haver títulos combinados de estacionamento e utilização de transportes públicos para um ou meio-dia.

O Metropolitano de Lisboa já disponibiliza, desde Outubro de 2008, um passe que permite viajar na sua rede urbana e estacionar no parque Alvalade XXI, da Emparque. Este título custa 37 euros por mês e no último ano registou uma média mensal de 127 utilizadores. Numa resposta escrita a questões do PÚBLICO, a empresa diz que está "satisfeita" com estes números, "mas continua a trabalhar no sentido de aumentar significativamente a adesão".»

Freguesia do Castelo é a que tem rendas novas mais altas

In Público (28/2/2011)

«O valor actual das rendas na freguesia do Castelo, em Lisboa, está avaliado em 14 euros por metro quadrado, o mais elevado do índice regularmente elaborado pela publicação Confidencial Imobiliário, destinada a profissionais do sector.

Entre as cinco freguesias avaliadas com o preço mais baixo (nove euros por metro quadrado) estão Benfica, Socorro, Ameixoeira, Charneca e Marvila. Os dados, citados pela agência Lusa, referem-se ao quarto trimestre de 2010. De acordo com os seus responsáveis, a empresa que elabora o índice está certificada e "é especializada na produção e difusão de indicadores de análise do mercado, detendo índices e bases de dados exclusivas sobre a oferta e vendas de fogos, com detalhe à freguesia".

Na lista de zonas com preço mais caro no mercado de arrendamento de Lisboa encontram-se, com 13 euros por metro quadrado, as freguesias de São Sebastião da Pedreira, Sacramento, Mercês e Santa Justa.

Numa análise aos concelhos da Área Metropolitana de Lisboa, aquele que tem valor médio mais elevado é o de Cascais (10 euros por metro quadrado), seguido por Oeiras (nove euros/m2). Entre os mais baratos para arrendar estão Alcochete, Moita, Montijo e Palmela, avaliados em cinco euros por metro quadrado, segundo o mesmo índice.

O mercado do arrendamento tem vindo a crescer em Lisboa nos últimos anos, embora o director comercial da imobiliária Era Amoreiras, José Monteiro, tenha afirmado à Lusa que a subida desse negócio registada pela empresa foi de 10 para 15 por cento, um aumento que considerou não significativo.

Segundo a mesma fonte, esse crescimento pode ser explicado pela "dificuldade que alguns compradores têm sentido junto da banca, porque estão a ser colocadas cada vez mais dificuldades ao financiamento" da aquisição de casas.

Do lado dos proprietários, adiantou, encontram-se pessoas com habitações compradas para investimento ou que resultam de heranças. "No centro de Lisboa há empresas com um grande património imobiliário que só trabalham com arrendamento", acrescenta José Monteiro.

O director da empresa nota ainda haver investimento imobiliário de "quem neste momento possui liquidez" e não precisa de recorrer a empréstimos. Essas pessoas "compram casas para depois colocar a arrendar, uma vez que se começa a tornar um mercado apetecível", resume.»

26/02/2011

Câmara de Lisboa estuda criação de 26 zonas de circulação limitada

A Câmara de Lisboa está a estudar a criação de 26 "zonas de acalmia de tráfego e controlo de velocidade" na cidade. As primeiras a sair do papel deverão ser as dos bairros do Arco do Cego (freguesia de São João de Deus) e de São Miguel (Alvalade), que o vereador da Mobilidade acredita que serão uma realidade já este ano.

Segundo Nunes da Silva, no caso do Arco do Cego o projecto de execução está concluído e o concurso público para a obra será lançado em breve, esperando-se que os trabalhos arranquem dentro de quatro meses. A Junta de Freguesia de São João de Deus já se mostrou favorável a esta medida, que deverá custar um milhão de euros.

Quanto ao bairro de São Miguel, o vereador da Mobilidade admite que o processo está mais atrasado, por falta de acordo com a Junta de Freguesia de Alvalade. Ainda assim, Nunes da Silva mantém a expectativa de que também esta intervenção comece este ano. O autarca revelou esta semana que o bairro da Encarnação deverá ser convertido numa Zona 30, com a adopção de medidas de acalmia de tráfego e de controlo de velocidade. Um projecto pensado para combater, diz Nunes da Silva, dois problemas verificados nesta área da cidade: o estacionamento "caótico" e as dificuldades de acessibilidade, "em particular às zonas comerciais e de equipamentos".

Com esta medida a autarquia quer evitar que a chegada do metro ao aeroporto signifique que a Encarnação seja "invadida" por automobilistas que ali deixem o carro para apanhar transportes públicos. O prolongamento da Linha Vermelha tem abertura prevista para o quarto trimestre deste ano e inclui estações em Moscavide, Encarnação e Aeroporto. I.B.

In Público

25/02/2011

Intervenções no Arvoredo

Faz hoje um ano que a CML começou a colocar nesta página do site Lisboa Verde informação sobre as intervenções no arvoredo da cidade. Uma iniciativa louvável que até agora se tem mantido bastante actualizada e que contribui para a transparência da gestão autárquica.

Que nomes gostaria de dar às novas freguesias de Lisboa?

In Público (25/2/2011)
Por Inês Boaventura

«Discussão pública

Concorda com a redução das actuais 53 freguesias de Lisboa para 24 e com o mapa proposto pela autarquia? E que nome acha que devia ter a nova freguesia resultante da fusão de Santos-o-Velho, Lapa e Prazeres? E que competências deveriam ter?

Para permitir que todos os cidadãos opinem sobre esta e outras matérias relacionadas com a reforma administrativa da capital portuguesa, a Câmara de Lisboa criou um site com informações sobre o processo e uma área reservada à participação pública. No endereço www.freguesiasmaisfortes.net é possível, até 22 de Março, deixar comentários sobre o mapa das freguesias, o seu nome e as competências que deverão ter.

"Esta é uma questão que envolve a cidade e é importante que a cidade se envolva nela", diz a vereadora da Modernização Administrativa e Descentralização, justificando a criação deste site. "É fundamental dar informação às pessoas de forma clara, queremos que saibam exactamente o que está em discussão pública", acrescenta Graça Fonseca.

Para garantir que quem não tem acesso à Internet não fique arredado deste processo, a autarquia vai enviar "um pequeno questionário" sobre a reforma administrativa para casa dos lisboetas. "Queremos chegar ao maior número de pessoas", diz a vereadora, adiantando que as cartas deverão começar a ser enviadas na próxima semana.

Através dessas missivas, explica Graça Fonseca, os cidadãos poderão pronunciar-se sobre um conjunto de questões, tal como podem fazer desde anteontem no referido site: o que pensam do mapa com 24 freguesias, que competências devem as juntas ter no futuro (é possível as- sinalar algumas de entre um conjunto de propostas ou indicar outras que não estejam referidas no questionário) e que designação devem adoptar.

Graça Fonseca admite que a questão do nome "é uma área sensível", mas frisa que é também uma daquelas em que "as pessoas desde sempre manifestaram interesse em dar sugestões".

Este site articula-se com um outro - www.reformaadministrativa.am-lisboa.pt - em que, além de participar na discussão pública, é possível aceder aos documentos de trabalho produzidos ao longo deste processo, às propostas camarárias e também aos contributos que os cidadãos aqui decidam deixar.»

24/02/2011

Prevista nova torre para a zona de Sete Rios

In Público (24/2/2011)
Por Ana Henriques

«Antigos compromissos da autarquia ditam surgimento de mais um edifício de 25 andares. Centro comercial das Twin Towers também será autorizado a deixar crescer um novo edifício


Piscinas aprovadas

A Câmara de Lisboa aprovou ontem a submissão a discussão pública do plano de pormenor da Avenida José Malhoa. O documento prevê a construção de uma torre de habitação nas proximidades das Twin Towers, junto a Sete Rios, e de altura idêntica às destas, que contam com 25 andares.

Mesmo que os lisboetas que participarem na discussão pública sejam contra mais uma torre numa zona já pejada de betão, não será fácil à autarquia mudar de planos. Quando o município vendeu a promotores privados o lote de terreno em causa, há décadas, assumiu também o compromisso de autorizar nele um grande volume de construção.

A ida do plano de pormenor a discussão foi aprovada com apenas um voto contra, o do vereador do CDS-PP António Carlos Monteiro. O autarca lembra como Krus Abecasis (CDS), presidente de câmara nos anos de 1980, foi criticado por defender a construção em altura. Quando o socialista Jorge Sampaio lhe sucedeu no cargo, foram proibidos edifícios com mais de oito pisos, prossegue o vereador centrista, sustentando que, actualmente, com o PS no poder, a lógica urbanística voltou a ser a dos edifícios altos, com o argumento de que isso liberta espaço ao nível do solo.

Comunistas e sociais-democratas abstiveram-se na votação de ontem. "Se o vereador do Urbanismo afirma que há compromissos incontornáveis, que remédio...", observou Ruben de Carvalho, do PCP. O vereador da Mobilidade, Nunes da Silva, também se absteve: "A câmara vendeu os terrenos e os direitos de edificabilidade por oito milhões de euros. Duvido que a solução pudesse ser outra", disse.

Do plano de pormenor faz ainda parte outro aumento, igualmente contestado pelo CDS: a autorização para ligar as Twin Towers com um novo edifício, ocupando o espaço de fruição pública ali existente e tornando assim maior o centro comercial das torres. O vereador do Urbanismo explicou que o novo piso do edifício permitirá fazer uma ligação ao interface de transportes de Sete Rios e reduzir a ventania na zona. "Depois da barbárie que ali foi feita, e já agora, por causa do vento, tomem lá mais um piso", ironizou António Carlos Monteiro. "Não consigo compreender."

Com este plano, o vereador do Urbanismo, Manuel Salgado, promete aumentar a qualidade urbanística de uma avenida que qualificou como um "desconfortável mar de betão". A requalificação do espaço público passa, por exemplo, pela plantação de árvores, criar ou aumentar passeios e ordenar o estacionamento.

Na zona, que constitui um centro de sector terciário, concentram-se nada menos de sete hotéis e diversas empresas e entidades financeiras.

Para discussão pública irá igualmente o plano de pormenor da Boavista Nascente, na zona de Santos. Aqui, uma das principais objecções da oposição camarária relaciona-se com o facto de o município ir permitir a construção de cinco pisos de caves nos novos edifícios da zona ribeirinha, potenciando assim inundações em altura de muita chuva. "A mim não me causa perplexidade nenhuma", respondeu Manuel Salgado. "Entre o Cais do Sodré e Santos já existe no subsolo uma nave do metropolitano, a uma cota ainda mais baixa. Há partes do Centro Cultural de Belém 17 metros abaixo do rio e a Fundação Champalimaud está toda construída lá em baixo."

Um argumento que não convenceu Mafalda Magalhães de Barros (PSD): "Quanto mais barreiras ao escoamento construírem, mais inundações hão-de surgir noutros locais."»

...

De torre em torre até à vitória final, portanto. Cá esperamos pelo PP Boavista Nascente;-)

23/02/2011

Agradecimento por audiência na 13ª CESCXI da AR:

Exma. Senhora D. Maria Regina Silva
Secretária da Comissão de Ética, Sociedade e Cultura


Vimos pelo presente agradecer a essa Comissão o facto de nos ter recebido este princípio de tarde, solicitando a V.Exa. que transmita o nosso agradecimento ao Sr. Presidente do respectivo Grupo de Trabalho e a todos os senhores Deputados que dele fazem parte.

Ficámos bastante sensibilizados com o interesse manifestado por todos em relação à necessidade de preservação, salvaguarda e desenvolvimento do Museu de Outsider Art e Neurociências do Hospital Miguel Bombarda, e ficamos na expectativa quanto a imediatos desenolvimentos na resolução deste problema.

Com os melhores cumprimentos


Paulo Ferrero e Carlos Moura

Piano stairs - Estocolmo.


Claro que isto não pretende justificar  a má manutenção das escadas rolantes que fazem muita falta no Metro.
Existe já em diversas cidades do mundo.
Claro que em Lisboa estariam cheias de publicidade.
Mas que é uma grande ideia é. E de que atrai muita gente também não tenho dúvidas.

Reparações a caminho?

Aquisição de Serviços de Reparação de Escadas Mecânicas, Tapetes Rolantes e Elevadores (Acessos Mecânicos) da Rede do Metropolitano de Lisboa E.P.E

Carris

Chegado por e-mail:


«Boa noite
Gostaria de denunciar uma situacao que e recorrente na carris e que julgo ser uma falta de respeito para com os clientes.
Segue copia do meu e mail e resposta por parte da carris.


Exmo. Senhor
Marco Ferreira

Recepcionamos e agradecemos o e-mail que nos dirigiu, que mereceu a melhor atenção.

Nos transportes da Carris, a fiscalização de títulos de transporte e a sua operacionalização é da sua responsabilidade, nos termos da lei em vigor.

A acção de fiscalização decorreu nos termos definidos, de acordo com a informação recolhida. Nos termos da lei e para efeito do preenchimento do Auto de Notícia, a identificação é feita através da apresentação de documento de identificação (ex: Bilhete de Identidade). Na sua ausência pode ser um outro adulto a confirmar a sua identificação, co-responsabilizando-se. Não sendo possível obter a identificação conforme atrás referido, deverá ser a PSP a fazê-lo.

Todas as situações de infracção têm efeitos colaterais, não penalizando somente os seus protagonistas.

Cada cliente deverá tomar as precauções que entenda como as mais adequadas, de forma a garantir o tempo necessário nas suas deslocações para cumprir com as suas responsabilidades.

Sempre ao vosso dispor, apresentamos os melhores cumprimentos.

Pl’ O Provedor do Cliente

Agostinho Antunes
Gab. Provedor do Cliente
www.carris.pt



-----Mensagem original-----
De: Marco Ferreira [mailto:mflisboa@yahoo.com]
Enviada: terça-feira, 15 de Fevereiro de 2011 12:28
Para: :Atendimento (Linha Aberta); .SG/RP-Relações Públicas
Cc: decolx@deco.pt; municipe@cm-lisboa.pt; gmoptc@moptc.gov.pt
Assunto: Reclamação

Boa tarde,
Sou utente da Carris e uso com frequência a carreira 745 em deslocações de trabalho para o aeroporto.
Ontem, dia 14, deparei-me com uma situação extremamente desagradável e inconveniente.
Numa fiscalização de títulos de transportes um passageiro não possuía título de transporte ou identificação. Acontece que os dois revisores ( V. Arieiro e L. Ferreira) decidiram pura e simplesmente interromper a marcha do autocarro a fim de autuar o passageiro sem bilhete. Até aqui compreendo e aceito que estão a cumprir a sua função mas creio que seja de todo incorrecto e inaceitável pararem a circulação do autocarro a fim de identificarem a pessoa em questão e aplicarem o auto dado que é um serviço publico e existem mais pessoas que usam os transportes a fim de se deslocarem para o trabalho - como é o meu caso.
Agora pergunto-me caso tivesse chegado atrasado ao trabalho seria algum dos fiscais em questão ou algum departamento da Carris a responsabilizar-se pelo meu atraso e passariam alguma justificação à minha empresa? Não me parece que sejam aplicadas estas medidas quando se verificam estas situações.
Sugiro pois que alterem o sistema em que identificam passageiros sem título de transporte valido a fim de não prejudicar os demais utentes.

Com os melhores cumprimentos


Marco Ferreira
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Inspecção aos pilares da Ponte 25 de Abril começou ontem após um mês de espera

In Público (22/2/2011)
Por Patrícia de Oliveira

«Condições meteorológicas adversas e correntes muito fortes no rio Tejo foram adiando os trabalhos que deveriam ter começado em Janeiro


Depois de um mês de espera, arrancaram ontem os trabalhos de inspecção subaquática dos pilares da Ponte 25 de Abril, que liga Lisboa e Almada. O primeiro dia foi ocupado com medidas preparatórias para as acções que vão decorrer nos próximos dois a três meses.

Os trabalhos deveriam ter começado em Janeiro, mas a empresa concessionária da ponte, a Estradas de Portugal, decidiu adiar a inspecção, devido às condições adversas que se verificavam na altura, com "fraca visibilidade e uma corrente excessivamente forte" das águas do rio Tejo.

A empresa considera que agora já estão reunidas as condições de segurança necessárias ao decorrer dos trabalhos subaquáticos, que se vão prolongar até ao mês de Abril. Em comunicado, a Estradas de Portugal esclarece que será feita uma "inspecção visual, complementada com registo vídeo e incidindo sobre a totalidade das superfícies submersas de betão".

Esta é a primeira inspecção do género nos últimos 23 anos. Desde 1988 que os pilares que suportam a ponte não eram limpos nem filmados. Para esse efeito, a Estradas de Portugal adjudicou a tarefa a uma empresa de engenharia e consultoria de Lisboa, a Quadrante SA, que será responsável pela coordenação dos 11 elementos da equipa técnica, oito deles mergulhadores.

Os mergulhadores vão procurar sinais de erosão ou fendas junto aos pilares, problemas que poderiam provocar ou contribuir para a queda desta travessia entre Lisboa e Almada, que começou a ser construída em 1962 e foi inaugurada em 1966.

No final, a empresa adjudicatária vai apresentar um relatório à Estradas de Portugal, no qual irá constar o estado actual dos pilares da Ponte 25 de Abril, que tem mais de dois quilómetros de extensão. De acordo com o gabinete de comunicação da empresa de rodovias, os resultados devem ser conhecidos até ao final de Maio.»

Reconversão de antigas piscinas suscita dúvidas e críticas


In Público (22/2/2011)
Por Ana Henriques

«Vereadores da oposição desconfiam da capacidade dos parceiros privados. Presidente do júri admite que arquitectura "não é brilhante"

Penha encerrada
Empresa que ganhou Areeiro contestada


Avolumam-se as críticas e dúvidas em torno da parceria público-privada, válida por 40 anos, que a Câmara de Lisboa quer fazer com duas empresas espanholas para concessionar e transformar as piscinas do Areeiro, Campo Grande e Olivais. À questão da qualidade arquitectónica dos projectos - o próprio presidente do júri do concurso internacional lançado pela autarquia, Pedro Brandão, admite que "não é brilhante" - juntam-se objecções relacionadas com a destruição de obras que chegaram a ser consideradas emblemáticas da arquitectura portuguesa dos anos de 1960.

Defensora da preservação dos antigos edifícios quando era bastonária dos arquitectos, em 2006, a actual vereadora Helena Roseta deixou de criticar a sua demolição, que será total no caso do Areeiro e parcial no caso do Campo Grande. Apenas as instalações desportivas dos Olivais se manterão, no exterior, semelhantes ao que eram, mas a piscina passa a ser coberta.

"Neste momento já não havia muito para salvaguardar. Se a câmara estivesse a nadar em dinheiro, a solução podia ser outra", conforma-se Roseta. Assim sendo, a autarquia vai celebrar contratos com privados para a construção e exploração dos recintos, de modo a que estas paguem os mais de 20 milhões de euros necessários para modernizar aqueles três espaços com ginásio, piscina e spa. Os concessionários prometem cobrar ao público preços módicos: 35 euros por um livre-trânsito mensal, e 45 para dois adultos com uma criança.

Estes preços suscitam desconfianças ao vereador do CDS-PP, António Carlos Monteiro: "Quando a esmola é grande, o pobre desconfia." O autarca tentou informar-se sobre a capacidade financeira dos parceiros da autarquia, mas sem sucesso. Na reunião de câmara marcada para hoje, que deverá analisar este tema, será suscitada esta e ainda outra questão, relacionada com a volumetria dos projectos do Areeiro, na Avenida de Roma, e do Campo Grande. No primeiro caso, o vereador não tem dúvidas: o projecto vencedor é susceptível de violar o Plano Director Municipal, uma vez que ocupa o terreno adjacente, o chamado logradouro. Quanto ao surgimento, em pleno jardim do Campo Grande, de um ginásio de três pisos no sítio da actual piscina de Keil do Amaral, num total de 5000 metros quadrados, há diversas vozes contra a ideia, nomeadamente na blogosfera. Não é o caso do vereador dos Espaços Verdes, Sá Fernandes: "Gosto imenso do projecto."

A câmara podia ter concorrido a fundos comunitários s, observa a deputada municipal dos Verdes Cláudia Madeira. Já o vereador do CDS teme que uma menor solidez financeira dos concessionários possa conduzir ao abandono das piscinas, como sucedeu no campo de golfe da Bela Vista.»

22/02/2011

Rua do Sol à Graça em Lisboa cortada há seis meses

A circulação de veículos na Rua do Sol à Graça está interrompida há mais de seis meses, sem que a Câmara de Lisboa saiba quando é que o problema será resolvido. Moradores da zona, bem como o presidente da Junta de Freguesia da Graça, têm-se queixado repetidamente, mas continuam à espera da solução.

Desocupado e em estado de pré- ruína há uma década, o edifício de dois pisos com os números 44-48 da Rua do Sol à Graça já complicou várias vezes a vida aos moradores da parte baixa da freguesia. O trânsito, que ali se faz apenas no sentido ascendente, em direcção à Rua da Graça, foi cortado noutras ocasiões pelo mesmo motivo, garante o presidente da junta, António Afonso, mas a situação nunca se arrastou tanto tempo como agora.

O risco de desabamento da fachada levou a Protecção Civil a determinar a interrupção do trânsito a 3 de Agosto de 2010. Desde então, as grades de ferro, quase sempre caídas no chão, cortam a estreita rua em duas, a 50 metros da Rua da Graça, a principal da freguesia, onde se concentram o comércio e os transportes públicos.

Para quem circula de automóvel, a única saída passou a ser um percurso sinuoso e apertado pela Travessa da Pereira e pelo interior da Vila Berta, um complexo de habitação operária do início do século XX, classificado como imóvel de interesse público. Além de mais longa e demorada, diz António Afonso, esta solução causa transtornos aos residentes na Vila Berta e está a danificar o pavimento. Por outro lado, em caso de bloqueamento deste percurso a Rua do Sol à Graça ficará sem qualquer saída.

Na opinião de moradores ouvidos pelo PÚBLICO, a câmara tem protelado a demolição para evitar o desmoronamento dos dois prédios que se lhe seguem e que são património municipal. Um deles, que tem mais do dobro da altura (cinco pisos) ainda está habitado, enquanto o do topo da rua está devoluto e emparedado, à excepção do rés-do-chão, onde funciona um restaurante.

Contactada pelo PÚBLICO, a vereadora da Habitação, Helena Roseta, afirmou que está em "fase de lançamento" uma empreitada com o objectivo de se proceder à demolição coerciva do imóvel. Os serviços camarários afirmam que o prazo dado aos proprietários terminou em 28 de Outubro, razão pela qual, a 16 de Novembro foram iniciados os procedimentos prévios à demolição coerciva. O custo previsto é da ordem dos 46 mil euros, que serão depois facturados aos donos, pelo que - não se prevendo o ajuste directo - terá ainda de ser lançado um concurso público. Antes da demolição, a câmara terá de tomar posse administrativa do prédio, o que exige a audição prévia dos proprietários.
In Público

Fertagus vai explorar comboio da ponte até 2019

A Fertagus, concessionária do comboio da Ponte 25 de Abril, assinou o contrato com o Estado que lhe permitirá assegurar a prestação do serviço por mais nove anos, até 31 de Dezembro de 2019.

A empresa do Grupo Barraqueiro afirma, em comunicado citado pela Lusa, que «assinou recentemente o contrato de concessão do serviço de transporte ferroviário de passageiros do eixo norte-sul até 31 de Dezembro de 2019, garantindo a prestação de serviço público numa área metropolitana, por mais nove anos, sem receber qualquer comparticipação por parte do Estado».

A concessão da Fertagus terminou a 31 de Dezembro, mas o contrato negociado em 2005 estabelece uma cláusula de prorrogação adicional por mais nove anos, ou seja, até 31 de Dezembro de 2019.

A empresa já tinha comunicado ao Governo que pretendia prorrogar até 2019 o contrato de concessão.

Assinado o contrato, a Fertagus diz que tem como objectivo tornar-se «a primeira empresa de serviço ferroviário a apresentar auto-sustentação económica, bem como aprofundar o sistema de gestão da qualidade e segurança, melhorar a integração do seu serviço com o Metro Sul do Tejo e, ainda, consolidar uma política de qualificação e valorização dos seus recursos humanos».

Entre 2004 a 2009, a concessionária entregou ao Estado 10,7 milhões de euros decorrentes da partilha do excedente de receitas.

O comboio da Fertagus começou a circular no tabuleiro ferroviário da ponte a 29 Julho de 1999.

Em 2010, a empresa, que serve 14 estações numa extensão de linha com cerca de 54 quilómetros, transportou cerca de 23 milhões de passageiros.
In Agência Financeira

Av. Duque d"Ávila renasce em Abril como uma grande avenida de lazer e comércio


In Público (22/2/2011)
Por Inês Boaventura

«Arruamento esteve condicionado durante sete anos devido à expansão do metro. Entre os jardins do Arco do Cego e da Gulbenkian haverá uma ciclovia, mais de dez esplanadas e quiosques

As obras só devem terminar no fim de Abril, mas a Avenida do Duque d"Ávila, que durante anos foi martirizada pelas obras do Metropolitano de Lisboa, já parece outra. Em boa parte da artéria, que a Câmara de Lisboa ambiciona transformar numa "grande avenida de lazer e comércio", já se pode pedalar na ciclovia e percorrer a pé o passeio largo, pontuado por bancos de madeira, que nasceram onde antes circulavam automóveis.

O vereador Sá Fernandes, que tutela o Espaço Público, promete instalar mais de dez esplanadas. Ao início da tarde de ontem, por exemplo, havia dezenas de pessoas a caminhar no passeio em calçada portuguesa e várias outras sentadas nos bancos novinhos em folha, certamente a aproveitar o sol que resolveu dar um ar da sua graça.

As obras em curso, realizadas pelo Metropolitano de Lisboa na sequência da expansão da Linha Vermelha entre São Sebastião e a Alameda, estão quase terminadas entre a Rua de D. Filipa de Vilhena (junto ao Jardim do Arco do Cego) e o cruzamento das avenidas do Duque d"Ávila e de 5 de Outubro. Daí para a frente, em direcção aos Jardins da Fundação Calouste Gulbenkian, os trabalhos estão mais atrasados, como comprova a azáfama dos trabalhadores no local.

Nas próximas semanas, Sá Fernandes conta apresentar em reunião camarária uma proposta para isentar de taxas os comerciantes, de modo a incentivá-los a montar esplanadas e compensá-los pelo grande número de anos em que este arruamento esteve condicionado. Na zona de São Sebastião, reconhece o mesmo responsável, as obras deverão prolongar-se mais alguns meses, até ao Verão.

Neste momento já decorrem concursos públicos para a exploração de dois quiosques destinados a estabelecimentos de bebidas, perto do Jardim do Arco do Cego e na intersecção da Duque d'Ávila com a Avenida do Marquês de Tomar. O prazo de candidaturas termina no início de Abril.»

...

Independentemente da falta de gosto (congénita) na escolha dos candeeiros que passarão a ornamentar e iluminar a renascida Avenida Duque d'Ávila, fico grato por ver que mesmo no troço Av. República/Av. Defensores de Chaves (por sinal o troço em que ainda de pode admirar aquela que foi há 50 anos uma avenida das mais selectas da capital - passeio Norte) foram plantadas árvores, ainda que palitos. Espero que vinguem e tenham copa frondosa em poucos anos.

21/02/2011

Arquivo Histórico da capital de Portugal reabre hoje AQUI?!?

Vista da entrada principal do Arquivo Municipal de Lisboa
O Arquivo Histórico da Câmara de Lisboa volta a estar disponível para consulta pública a partir de hoje, dia 21 de Fevereiro, nas caves do edifício que se vê ao fundo da imagem em cima: Rua B do Bairro da Liberdade, em Campolide.

Este acervo, que integra documentos que remontam aos primeiros anos do século XII, estava inacessível desde 2002.

Por um lado é bom saber que finalmente os munícipes de Lisboa - e todos os cidadãos do país e do mundo (afinal Lisboa já foi uma cidade com relevância mundial) podem finalmente consultar o Arquivo Histórico de Lisboa. Mas por outro lado como celebrar o facto do acervo histórico do município de Lisboa estar "hospedado" neste local excêntrico e neste edifício?

A câmara informa que foram "acondicionados, higienizados e transportados mais de 1700 contentores com toda a documentação". Aqui estão documentos como a confirmação feita por D. Afonso II do foral outorgado a Lisboa por D. Afonso Henriques, o Foral Manuelino (século XVI) e o Livro Cartulário Pombalino (século XVIII). O arquivo histórico integra também espólios de arquitectura do século XX, dos Arquitectos José Luís Monteiro, Cassiano Branco, Keil do Amaral e Ruy de Athouguia.

É UMA VERGONHA NACIONAL A SITUAÇÃO EM QUE SE ENCONTRA O ARQUIVO DA CAPITAL DE PORTUGAL! PARA QUANDO UMA SOLUÇÃO DIGNA?

20/02/2011

Debater o Futuro de Lisboa


As Novas Freguesias de Lisboa

Sabia que, por exemplo, as actuais freguesias de Anjos, S. Jorge de Arroios e Pena vão dar origem a uma única freguesia?

A Tertúlia do Mercado, uma iniciativa mensal de debate promovida pela Junta de Freguesia dos Anjos, abordará no próximo dia 23 de Fevereiro de 2011, pelas 21h00, um tema particularmente significativo para a população da cidade: A Reforma Administrativa de Lisboa.

A constituição de novas Freguesias, a partir da fusão de algumas das existentes, votada na Reunião de Câmara Municipal de 26 de Janeiro, fruto da mudança radical do quadro demográfico, social, económico e cultural, assim como da estrutura física e rede de acessibilidades da própria cidade. Esta reforma deverá ser objecto de uma ampla discussão pública. A Junta de Freguesia dos Anjos procura contribuir para que este debate seja de facto público, permitindo a reflexão sobre o território, competências e financiamento do novo modelo autárquico e promovendo uma verdadeira democracia participativa.

Para tal contaremos com a presença de personalidades da vida política do Concelho de Lisboa: Rui Paulo Figueiredo, Presidente da Concelhia do PS; João Gonçalves Pereira, Presidente da Concelhia do CDS-PP, António Prôa, líder do grupo da bancada municipal do PSD e Ruben de Carvalho, Vereador da CML, eleito pelo PCP.

O evento terá lugar na Biblioteca da Junta de Freguesia dos Anjos, Mercado do Forno do Tijolo (Rua Maria da Fonte).

Sr.s Politicos ...Por Favor ... entendam-se ... urgentemente! Lisboa Desertificada, Desprestigiada e Decadente aguarda ...

PSD de Lisboa escolhe futuro líder no meio de convulsões internas
Por Ana Henriques in Público

Pela primeira vez vai haver uma concelhia, a maior do país, para permitir ao partido falar a uma só voz na cidade. Esse é o objectivo

Um compara o partido a "uma vaca cujas tetas os dirigentes têm dificuldade em largar". O outro quer que a cidade discuta os prós e os contras da prostituição legalizada. Os militantes do PSD escolhem pela primeira vez o presidente da concelhia de Lisboa no próximo dia 28.



A nova concelhia do PSD vai ser a maior do país, reunindo mais de nove mil militantes. Dentro do partido, algumas expectativas vão no sentido de o seu líder poder alcançar considerável protagonismo político. Até hoje, a organização do PSD de Lisboa, tal como de outros três concelhos, era atípica em relação ao resto do país: estava dividida em nove secções, o que dificultava tanto os processos eleitorais como a união das estruturas locais a uma só voz. A partir de agora, as secções serão transformadas em núcleos, todos eles representados por quem ganhar a disputa. Por enquanto, há dois candidatos.



As eleições surgem num momento em que se agudizam os conflitos internos entre dirigentes e autarcas locais "laranja". O vereador Santana Lopes entrou em rota de colisão com a distrital e a bancada social-democrata na Assembleia Municipal de Lisboa, ao ponto de os desentendimentos se terem tornado um tema central na campanha para a concelhia. "Unir para renovar" é o lema do candidato mais batido nas lides autárquicas, o antigo vereador Sérgio Lipari.



O seu rival, Paulo Ribeiro, não poupa críticas ao estado a que o seu partido chegou em Lisboa, "semelhante àquele em que Sócrates colocou o país": "É um PSD que se autoflagela".Daí a metáfora da vaca. Militante da Lapa, bairro onde cresceu e onde continua a morar aos 42 anos, Paulo Ribeiro garante que com ele tudo será diferente: "Estou aqui não para tirar leite à vaca mas para a alimentar".



Pagar quotas em atraso



Não é a primeira vez que este empresário do ramo informático recorre a alegorias zoológicas quando fala do PSD. Em 2009, comparou os dirigentes do partido a porcos-espinhos ferindo-se uns aos outros. Desta vez, avança para a corrida mesmo ciente de que a candidatura "aritmeticamente vencedora" é a outra. É ao lado de Lipari - que foi, durante vários anos, presidente da poderosa secção A, de Benfica - que estão a primeira vice-presidente do partido, Paula Teixeira da Cruz, e ainda António Nogueira Leite e Vasco Rato. Lipari é vice-presidente da distrital. Mas é igualmente deste jurista que se fala quando se recordam escândalos como a entrada de algumas dezenas de militantes da secção A para a empresa municipal que gere os bairros sociais, a Gebalis, quando foi director-geral. Ou da arregimentação a eito de militantes dos bairros sociais para engrossar o peso político da dita secção. O candidato diz-se magoado com as mentiras que os colegas de partido têm inventado. "Fui crucificado publicamente no passado", queixa-se. Para o bem e para o mal, a reputação de zelo partidário exacerbado não o larga: "Temos indicação de que a candidatura de Ségio Lipari vai pagar quotas em atraso a militantes [para estes votarem nele]. Não há mecanismos que o impeçam", acusa Paulo Ribeiro.



O empresário não divulga para já os apoios da sua candidatura, que assume como contracorrente. Já foi alvo de críticas de promiscuidade pela sua empresa ter, por várias vezes, prestado serviços ao PSD, na gestão de candidaturas autárquicas. "Perdi dinheiro para ajudar o partido", assegura.

Candidaturas com temas diferentes


Preocupações sociais versus renovação das chefias locais do partido

Questões sociais como a toxicodependência e a prostituição estão entre as preocupações de Sérgio Lipari, um homem nascido há 48 anos em Moçambique que chegou a trabalhar em Macau, antes de, em 2005, se tornar vereador de Lisboa com Carmona Rodrigues. "A situação em Lisboa é gravíssima ao nível da droga e da prostituição", observa. "Devia haver um debate alargado na cidade inteira sobre a legalização da prostituição".



Para Lipari, o país chegou a uma situação insustentável: "Não podemos viver com mais de onze por cento de desemprego e com um Estado social cada vez mais fraco". Solução? "Um novo paradigma de governação assente na vertente social". Com o PSD? Quando? "Pedro Passos Coelho vai ser uma grande surpresa. Vai ser um dos primeiros-ministros mais fortes e decididos que alguma vez tivemos. O partido pode tomar consciência de que vai rodear-se dos melhores, independentemente da sua cor política". Já Paulo Ribeiro defende como essencial a renovação das chefias locais do partido. O seu discurso dirige-se sobretudo aos militantes de base. "As clivagens internas não podem ser resolvidas por quem já tomou partido por um dos lados", avisa, numa referência ao facto de o seu adversário ser dirigente da distrital, que anda de candeias às avessas com Santana Lopes. "Nem a quem nos últimos anos conduziu o partido a várias derrotas eleitorais".



O candidato da Lapa acha que os socialistas já não têm grandes condições para governar o país. Mas, uma vez que o PSD deixou passar o Orçamento de Estado de 2011, observa, tem de esperar que surjam factos novos que justifiquem o derrube do Governo. A.H.

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Afinal para que serviram os milhares de votos ….
A confiança depositada ... por milhares de pessoas ...?
... enquanto a verdadeira oposição e a resistência critica é exercida cada vez mais ... fora da política ... pelos cidadãos, através dos parcos meios de que dispõem ...
... que não sentem reconhecimento, não se reconhecem e não encontram representatividade na Política e nos “eleitos”.
Lisboa, e os seus cidadãos, não podem esperar mais ... e não estão interessadados em “discussões internas” ...
António Sérgio Rosa de Carvalho

19/02/2011

Governo admite novos horários para o Seixal

O Governo mostrou-se ontem disponível para discutir, em conjunto com a Transtejo, possíveis reajustamentos nos horários das carreiras fluviais entre o Seixal e o Cais do Sodré. A notícia, primeiro avançada pela Comissão de Utentes de Transportes da Margem Sul, foi ontem confirmada ao PÚBLICO pelo gabinete de imprensa do Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações. "Há toda a disponibilidade da tutela para aceitar e acomodar sugestões racionais, económica e socialmente falando", disse um porta-voz daquele gabinete ministerial.

A abertura governamental surge depois de uma reunião entre a Secretaria de Estado dos Transportes e a Câmara do Seixal, e de uma outra com a comissão de utentes. Dias antes fora entregue um abaixo-assinado com 2500 assinaturas contra a supressão, nas horas de ponta, de cinco carreiras daquela ligação.

Os utentes e a autarquia têm vindo a exigir a reposição das ligações suprimidas, mas parecem reduzidas as hipóteses de isso acontecer. De acordo com a porta-voz da comissão, Luísa Ramos, o Governo "reafirmou os constrangimentos orçamentais" e disse que a única possibilidade será "estudar ajustes nos horários" das carreiras que sobraram. Uma próxima reunião será agendada para a próxima semana, desta vez entre o ministério, a comissão e a Transtejo.

O motivo invocado pela empresa para suprimir as carreiras, em Janeiro, foi a reduzida procura. Dados fornecidos esta semana pela administração da empresa à Câmara do Seixal, relativos a todo o ano de 2010, mostram, contudo, que a procura média não só aumentou, com mais 22 mil passageiros do que em 2009, como algumas das ligações suprimidas eram, de facto, aquelas que registavam maior procura. É o caso da carreira das 8h, com destino a Lisboa, que era a que apresentava maior procura no universo das que se realizavam entre as 7h e as 9h. No sentido inverso, verificava-se uma situação semelhante com a carreira das 8h25, que era a segunda mais procurada.

Segundo os mesmos dados, acresce ainda o facto de a empresa ter utilizado, salvo raras excepções, barcos com capacidade para 496 passageiros. Isto apesar de, como a própria salienta, ter à sua disposição outras embarcações com capacidade para 291 pessoas. E o número médio de passageiros por carreira raramente excedeu este último número.
In Público

Pátio histórico de Lisboa que esteve entregue aos carros abre em Março para a cidade

Um pátio que alberga uma sala de eventos, uma loja, um posto de turismo, restaurantes e esplanadas. Este é o novo figurino do histórico Pátio da Galé, em Lisboa, que durante muitos anos serviu de parque de estacionamento e estação de correios e a partir de 1 de Março será um espaço comercial e cultural aberto ao público.


Situado no Terreiro do Paço, entre o Ministério da Agricultura e a sede do Turismo de Lisboa, o pátio foi concebido na época pombalina e destinou-se a albergar parte do arsenal da Marinha, de onde lhe veio o nome Pátio da Galé. Em meados do século passado foi ocupado pelos CTT e ainda serviu de parque de estacionamento. Durante os últimos 11 meses esteve fechado para obras, mas a partir do próximo mês será entregue ao "uso público", garante o presidente adjunto do Turismo de Lisboa, Mário Machado.

Ontem ainda se davam os últimos retoques, durante a apresentação aos jornalistas do espaço requalificado. O pátio em si ficou a céu aberto e tem uma área de 1800 metros quadrados. Antes estava coberto por chapas metálicas e tinha andaimes e tubagens várias. A partir de agora incluirá, nas zonas interiores, uma sala de eventos com 850 metros quadrados, uma loja, um posto de informação turística, dois restaurantes com esplanadas e uma geladaria. O investimento foi de 4,3 milhões de euros, financiados pelo Turismo de Portugal e pelo Turismo de Lisboa.

"Foi uma intervenção que se submeteu ao existente e que pode ser desmanchada para voltar ao estado inicial", disse ontem o arquitecto Tiago Silva Dias, durante a apresentação. Segundo o projectista, o trabalho realizado foi apenas de restauro, de modo a ser "o menos intrusivo possível" e a manter intactos "os espaços abobadados" e as aberturas que já existiam no edifício, assim como os traços da arquitectura pombalina.

O local abre ao público a 1 de Março e já tem iniciativas previstas até ao Verão, como é o caso de uma exposição sobre o fado, ainda sem data. Antes disso o pátio será palco da próxima edição da ModaLisboa, que se realizará entre 10 e 13 de Março, e do programa gastronómico Peixe em Lisboa. "Vamos tentar que [o pátio] seja o centro dos eventos que se realizam na capital", frisou o director-geral do Turismo de Lisboa, Vítor Costa, antes da visita guiada ao espaço. A inauguração oficial acontece já na próxima sexta-feira e contará com a presença do ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira, e do presidente da câmara, António Costa.

in Público

18/02/2011

O TEU LUGAR VAZIO: Av Casal Ribeiro 1




Neste gaveto do oitocentista Bairro da Estefânia existiu um elegante prédio de habitação de 1910 marcando enfáticamente o Largo de D. Estefânia. E nele habitou, durante algum tempo, o poeta Fernando Pessoa. Mas tudo isto parecem ser valores de pouca importância para Lisboa. Depois da nova proprietária do prédio - a empresa CÁFE - o ter votado conscientemente e activamente ao abandono, o pedido de autorização para a sua destruição foi dado pela CML e o imóvel prontamente demolido em 2010. A empresa proprietária foi vergonhosamente negligente e nunca nada fez para salvaguardar o património que tinha nas suas mãos. Aliás, a 23 de Outubro de 2007 teve o atrevimento de iniciar, ilegalmente, a demolição da cobertura do prédio - que só foi travada depois da intervenção da Polícia Municipal! Porque razão a CÁFE nunca foi responsabilizada, penalizada pela CML? Em vez disso foi "premiada" pelo Pelouro do Urbanismo com luz verde para a demolição. Lisboa, cada vez mais uma cidade de lugares vazios.

Cais do Sodré terá jardim novo e continuará sem o eléctrico 24


A resolução do caos automóvel no Cais do Sodré, em Lisboa, particularmente às horas de ponta, continua à espera de decisões e de datas, mas uma coisa é certa: não haverá regresso do eléctrico 24, que ligava o Cais do Sodré a Campolide.

Questionado pelo PÚBLICO, o secretário-geral da transportadora, Luís Vale, explicou que o regresso desta linha - desejada pela própria autarquia, que aprovou em 2007 uma recomendação na Assembleia Municipal - "está a ser objecto de estudo, não sendo prioritário no curto prazo, face aos grandes constrangimentos financeiros e à existência de boas alternativas de transporte público naquele eixo". Uma posição que contraria portanto os planos camarários, na medida em que o regresso da carreira do eléctrico n.º 24 foi pensado no plano de circulação.

Quanto aos problemas do trânsito automóvel, a solução está dependente de vários agentes: falta a plena execução do novo sistema de circulação na Baixa pombalina e, acima de tudo, espera pelas obras de reabilitação na Avenida da Ribeira das Naus, na redefinição do Jardim Roque Gameiro -a metade sul do Cais do Sodré e outra das grandes janelas para o Tejo.

Já há estudo prévio da Parque Expo para o jardim, e a Câmara de Lisboa tem preparadas medidas para mitigar o congestionamento viário. Faltam é decisões e datas. A Sociedade Frente Tejo faz depender tudo o resto do espaço da Ribeira das Naus e da ligação da Praça do Comércio ao Cais do Sodré, passando pelos novos edifícios das agências europeias (de Segurança Marítima e Observatório da Droga). Caso se concretize o estudo prévio, a zona de paragem de autocarros ficará numa das laterais, junto à estação de comboio e de metro. O vereador da mobilidade, Fernando Nunes da Silva, vai dizendo que um projecto não está, necessariamente, a aguardar a resolução de outro, "desde que sejam acauteladas as zonas de contacto e se considere a continuidade de pavimentos, o que está garantido".

Menos conflitos

As linhas gerais do novo esquema de circulação automóvel para o Cais do Sodré passam, inclusivamente, pela construção de um parque de estacionamento subterrâneo da Administração do Porto de Lisboa junto às referidas agências, pelo prolongamento das linhas de eléctrico da 24 de Julho, evitando a Rua Bernardino Costa, e flectindo à esquerda para entrar na Rua do Arsenal junto ao Corpo Santo. E o mesmo se aplicará aos demais transportes colectivos.

"Trata-se de ligar a parte sul da praça ao rio e separar esta zona da praça do tráfego de automóveis, dado que será afectada a interface de transportes e a acessos locais. A ligação à R. do Alecrim irá processar-se através de uma viragem à esquerda na Av. 24 de Julho, o que permite melhorar o funcionamento da própria Rua do Alecrim", explica o vereador, que reforça a importância do prolongamento do corredor de transportes colectivos da Av. 24 de Julho até ao Corpo Santo: "Evitará muitos dos conflitos com os atravessamentos diagonais que hoje ocorrem. Todo o espaço pedonal é aumentado para o dobro do existente e as circulações dos transportes colectivos e individuais são melhoradas, como menos conflitos e uma acessibilidade mais directa a cada destino."

A interface do Cais do Sodré é considerado o maior pólo de atracção de viagens em transporte colectivo na Baixa, com um dos maiores movimentos de passageiros: 28.500 pessoas do metro, outros tantos por via fluvial, e 22 mil pelo comboio.
In Público

O desejo chamado eléctrico 24

Foi em Novembro de 2007 que, por proposta de Os Verdes, a Assembleia Municipal de Lisboa votou favoralmente, e por unanimidade, uma recomendação para reposição de carreiras de eléctrico operadas pela Carris, em Lisboa, e particularmente uma das centenárias, a do 24, inaugurada em 1907. Suprimida provisoriamente em 1996, o provisório tornou-se definitivo.

Um movimento cívico que engrossou com apoio dos mais variados sectores, de anónimos lisboetas, comerciantes do Bairro Alto, amigos disto e daquilo, do Jardim Botânico, das associações de turismo, lavrou o seu protesto em forma de petição. Já antes a câmara elaborara um protocolo com a transportadora, dez anos depois da interrupção da carreira para a reactivação de algumas linhas. De então para cá, nenhuma das várias versões da carreira voltou aos carris - do Largo do Carmo a Campolide, ao Alto de S. João à Rua da Alfândega, ao Cais do Sodré.

A Assembleia Municipal enumerou algumas vantagens decorrentes do aumento de linhas, referindo o interesse turístico, ambiental e dos próprios munícipes.

O Fórum CidadaniaLx protestou e organizou uma petição, em 2008: "A sua importância para a melhoria da mobilidade da cidade, assim como o seu grande potencial para o desenvolvimento do turismo de qualidade na capital são evidentes, devendo merecer por isso a maior atenção por parte da CML e da Carris."

Três anos depois, Paulo Ferrero, membro daquela associação cívica, questionou: "Como é possível que uma câmara municipal, um pelouro dito de mobilidade, nada faça de concreto para que a reabertura do E-24 seja possível a curto-médio prazo? Como é possível que a Carris diga que as carreiras de autocarro são suficientes no troço do E-24? Aquele troço (Cais do Sodré-Campolide, com extensão ao Carmo) é um pesadelo de poluição do ar, engarrafamentos, peões em perigo iminente (sobretudo no troço da Misericórdia-Jardim S. Pedro de Alcântara), um atentado urbanístico, enfim, um desastre."
In Público

Pais fecharam escola que abriu há cinco meses em protesto contra obras mal feitas

Os pais dos alunos da Escola Básica Aida Vieira, no Bairro Padre Cruz, Lisboa, fecharam ontem de manhã o estabelecimento a cadeado, em protesto contra a falta de condições do edifício, inaugurado em Setembro de 2010, na presença do Presidente da República, Cavaco Silva, e do líder da autarquia, António Costa. O protesto durou apenas uma hora, mas foi suficiente para que o presidente da câmara e dois vereadores fossem ao local analisar os problemas.

O único portão de entrada na escola fica nas traseiras e foi trancado a cadeado às 8h. Uma hora depois já a situação estava normalizada, mas os pais não arredaram pé. "Logo na primeira semana, [o edifício] começou a dar problemas", diz o presidente da associação de pais, Mário Guerra. "Caíram peças como o tecto falso, grelhas das janelas e empenas das portas", conta.

O que mais preocupa a associação de pais é a ausência do portão na entrada principal. "As crianças entram pelas traseiras, pelo portão de serviço e de acesso à cozinha, e têm de contornar todo o edifício, passando por uma área muito grande de terra batida", continua Mário Guerra. "Andam em poças de água e lama." Os sucessivos problemas têm levantado dúvidas entre a comunidade, quanto à segurança do edifício, que custou três milhões de euros à câmara. A cerimónia de inauguração, no início do ano lectivo, foi de pompa e circunstância e contou com uma comitiva liderada pelo chefe de Estado português, secundado pelo presidente da Câmara de Lisboa, que ontem voltou à escola, acompanhado desta vez pelos vereadores das Obras Municipais, Nunes da Silva, e da Educação e Juventude, Manuel Brito.

No final, deixou a promessa de que os problemas vão ser resolvidos a curto prazo e de que a entrada principal vai estar pronta até ao final das férias de Carnaval. Não foi garantida a colocação do portão, mas "haverá um polícia municipal" a regular a entrada, diz o vereador Nunes da Silva, para quem "aquilo não tem nenhum problema estrutural que afecte os miúdos".

A direcção do agrupamento de escolas Bairro Padre Cruz, que integra a escola básica Aida Vieira, reconhece que os problemas têm vindo a ser resolvidos, mas acrescenta que outros vão surgindo. Além de problemas de construção, a escola ainda não tem Internet nem confecciona refeições, apesar de a cozinha estar equipada. A alimentação é garantida por catering, à semelhança do que sucede noutras escolas de Lisboa "inauguradas recentemente e que não tinham cozinha", diz Nunes da Silva. A situação decorre da falta de pessoal para a cozinha, mas até Abril deve estar resolvida, garante a direcção da escola e a associação de pais.
In Público

Relação anula sentença do caso Parque Mayer e manda julgar Carmona e outros

O Tribunal da Relação de Lisboa anulou ontem a sentença do colectivo de juízes que, em Maio do ano passado, considerou não haver qualquer crime na conduta dos responsáveis pela permuta realizada, em 2005, entre a Câmara de Lisboa e a empresa Bragaparques com terrenos do Parque Mayer e da Feira Popular.

O sentido do acórdão da 9.ª secção da Relação foi divulgado pela Lusa, mas, ontem à noite, ainda não tinha sido transmitido aos arguidos, nem constava da tabela online dos processos que estavam agendados para ontem à tarde naquela secção.

A mesma tabela indicava que seria julgado um recurso do Ministério Público relacionado com aquele processo, mas indicava que a sua origem era o Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa (TIC) e não a 5.ª Vara do Tribunal Judicial de Lisboa. Este foi o tribunal que decidiu, logo na primeira das 18 audiências agendadas, não prosseguir o julgamento do antigo presidente da câmara, Carmona Rodrigues, e de mais cinco arguidos, por ele ser "processualmente inútil e por isso proibido por lei".

A sentença, que contrariou as conclusões do Ministério Público e do TIC, teve por base o entendimento de que era "impossível retirar, do comportamento dos arguidos, qualquer responsabilidade criminal". Carmona, bem como os ex-vereadores Fontão de Carvalho e Eduarda Napoleão e os dirigentes e técnicos camarários Remédio Pires, José Guilherme Azevedo e Rui Macedo tinham sido pronunciados e levados a julgamento pelos crime de prevaricação, nuns casos, e abuso de poder, noutros.

De acordo com a acusação, os arguidos agiram nas decisões que tomaram com vista à troca dos terrenos camarários da antiga Feira Popular pelos do Parque Mayer, pertencentes à Bragaparques, "movidos pelo intuito de beneficiarem indevidamente" aquela empresa privada. Diferente foi a opinião do colectivo da 5.ª Vara, presidido pelo juiz Renato Barroso. Embora não excluíssem a existência de irregularidades administrativas no caso, os magistrados não vislumbraram a prática de quaisquer crimes.

Tomar essas irregularidades por crimes, destacaram, poderia "tolher de forma decisiva a necessária acção política, pelo receio que determinada decisão, por ser passível de discordância, venha a redundar num processo-crime para quem a assumiu". Segundo a Lusa, os desembargadores da Relação tiveram agora o entendimento oposto e mandaram novamente o processo para julgamento.

Contactado pelo PÚBLICO, Rui Patrício, advogado de um dos arguidos, disse desconhecer o acórdão e admitiu que a referência da tabela ao TIC fosse um "lapso". Carlos Pinto de Abreu, advogado de Carmona Rodrigues, afirmou, por seu lado: "A ser verdade essa decisão, acho um espanto e uma deslealdade processual que os advogados e os interessados sejam os últimos a saber."
in Público

17/02/2011

PUBLI-CIDADE: Amoreiras

Antigas piscinas dos Olivais, Campo Grande e Areeiro transformadas em ginásios com spa

As antigas piscinas dos Olivais, Campo Grande e Areeiro irão reabrir no Verão de 2012 transformadas em modernos ginásios com preços módicos e horários alargados. Essa é, pelo menos, a promessa da Câmara de Lisboa, que deu ontem a conhecer os projectos para estes históricos equipamentos desportivos.

Além de nadar, vai ser possível relaxar nos spas ou puxar pelo físico nos ginásios que vão ser construídos dentro dos antigos edifícios, encerrados vai para mais de quatro anos pela autarquia e vandalizados desde aí.

Como não tinha dinheiro para reabilitar os recintos, o município abriu um concurso público internacional para realizar uma parceria público-privada. Ganharam duas empresas espanholas da especialidade que, em troca de concessões por 40 anos, vão pagar obras de transformação que totalizam 22,5 milhões de euros. Além disso, vai transferir três por cento dos lucros anuais para a câmara.

No caso dos Olivais e do Campo Grande, a cargo do grupo Ingesport, um passe individual para frequentar o complexo desportivo custa 35 euros mensais, ao passo que o livre trânsito para uma família de dois adultos e uma criança fica por 45 euros. Ainda há descontos para jovens e idosos. Funcionará das 7h às 23h, à semana.

Já o health club do Areeiro, situado na Avenida de Roma, será explorado pela firma Sidecu, com o passe individual a 32 euros e o familiar a 40. "Estas empresas apostam no baixo custo e na utilização maciça, tendo as famílias como alvo preferencial", disse o vereador do Desporto, Manuel Brito.

A Câmara de Lisboa garantiu que os projectos de transformação preservam a identidade e a memória destes equipamentos. Em rigor, a piscina do Areeiro vai ser completamente demolido para dar lugar a um edifício de três pisos, um dos quais enterrado.

Olivais será coberta

No Campo Grande, à obra de Keil do Amaral serão acrescentados 5000 metros quadrados de construção, num edifício de três andares que deverá albergar, além de uma piscina de 25 metros, um tanque de aprendizagem para bebés, uma sala de fitness de 1000 metros quadrados, jacuzzi e um estacionamento semi0wenterrado de 220 lugares. A Ingesport gostava de "colonizar o jardim e convertê-lo numa zona desportiva ao ar livre, mantendo a vegetação".

Também nos Olivais será refeita e coberta a piscina de 50 metros que sempre esteve ao ar livre. A descoberto ficará só o tanque de saltos. E a segunda piscina, construída já neste século e encerrada por deficiências de funcionamento, será suprimida. Segundo Manuel Brito, a Câmara de Lisboa teve de devolver à União Europeia o meio milhão de euros que tinha recebido para financiar este equipamento, uma vez que cinco anos depois de inaugurado ele se revelou imprestável.

O grupo Ingesport promete manter intacto o aspecto exterior do edifício principal dos Olivais, bem como outros pormenores arquitectónicos característicos do recinto.

Sem parecer do Igespar

Quando, em 2006, a autarquia anunciou o abate das velhas piscinas do Campo Grande, Areeiro e Olivais foram várias as vozes que se levantaram contra a decisão. A então presidente da Ordem dos Arquitectos e hoje vereadora de Lisboa, Helena Roseta, escreveu ao presidente da câmara de então - Carmona Rodrigues - chamando a atenção para a importância das três peças arquitectónicas. Embora desenhadas por nomes menos sonantes - Alberto José Pessoa (Areeiro), Aníbal Barros da Fonseca e Eduardo Paiva Lopes (Olivais), os equipamentos da Avenida de Roma e da zona oriental nem por isso deixam de suscitar admiração entre os arquitectos que defendem a preservação do património do séc. XX. Segundo o vereador do Desporto, nenhuma destas obras necessita de autorização do Instituto do Património Arquitectónico.

Questionado sobre o atraso na reabertura das piscinas, que este executivo camarário tinha anunciado para 2011, o autarca invocou o facto de o primeiro concurso público ter ficado deserto e também um contexto económico e político desfavorável.
in Público

Revisão do PDM de Lisboa

Mão amiga fez-me chegar estas imagens sobre o "novo" PDM. Dispensam grandes explicações...


16/02/2011

Câmara de Lisboa vai passar os bairros sociais a pente fino para ver quem tem e quem não tem direito a casa

O trabalho, a iniciar em Março, vai durar dois anos e será "ciclópico", na previsão da vereadora Helena Roseta. O grande objectivo, sublinha, consiste em assegurar que as cerca de 27 mil casas do município de Lisboa são habitadas por quem delas necessita.

Feitos os diagnósticos, identificados os males do património habitacional da autarquia, a câmara quer agora avançar para o saneamento de uma situação que apodreceu ao longo dos anos. "Temos conhecimento de que nem todos os fogos municipais estão a ser habitados por quem deles precisa", diz a vereadora, para justificar o lema da operação ontem anunciada: "Casas para quem precisa".

O primeiro passo consistirá em verificar quem os compõe e que rendimentos têm os agregados que residem em cerca de 25 mil fogos da autarquia, sabendo-se que esse levantamento já foi feito nos últimos dois anos para perto de 2000 fogos do chamado património disperso. O grosso do trabalho tem a ver com os residentes nos 23 mil fogos dos 66 bairros geridos pela empresa municipal Gebalis, cuja situação, em matéria de rendimentos e de direito às casas, nunca foi inventariada de forma sistemática.

Com a informação recolhida, virá depois a actualização das rendas, aumentando-as ou baixando-as, mas garantindo - frisou Helena Roseta - que os aumentos serão sempre faseados ao longo de três anos. Para lá da fixação das novas rendas, este processo permitirá desocupar os fogos indevidamente ocupados e entregá-los a quem a eles tiver direito. "É preciso alguma coragem da parte dos serviços para se atirarem a uma operação como esta, que é muito pesada, e que vai encontrar muitas resistências."

Sem avançar estimativas, mas antevendo que vai haver "polémica", a vereadora admitiu que vai ser encontrada "muita gente" em casas em que não deveria estar. "Estou à espera de tudo, mas estou convencida de que isto tem de ser feito para gerirmos com um mínimo de justiça e equidade o património que está à nossa responsabilidade", respondeu, questionada sobre se estava à espera de um processo muito litigioso. Helena Roseta adiantou que a câmara vai começar nos próximos meses a tomar decisões sobre a situação de cada casa, com base nas regras em vigor, mas salientou que até ao fim do ano espera ter prontos os quatro regulamentos que vão actualizá-las, sistematizá-las e clarificá-las. Trata-se dos regulamentos de acesso à habitação, de gestão dos fogos, de desocupação e de realojamento. Segundo a autarca, os respectivos projectos, que estabelecem os direitos e deveres dos inquilinos, as regras de transmissão do direito de ocupação, ou o regime de desocupação dos fogos, já foram objecto de "alguma concertação política" com a vereação. A sua discussão na câmara deverá ocorrer a 9 de Março, para depois passarem à discussão pública, voltarem à câmara e seguirem para aprovação da assembleia municipal.

O levantamento inicia-se no mês que vem, com o envio a todos os titulares do direito às casas de cartas registadas, à razão de 1500 por mês. Primeiro serão contactados os moradores que pagam menos de cinco euros de renda, seguindo-se os outros, por ordem alfabética. Se as cartas não forem reclamadas, a fiscalização municipal entrará em acção, podendo ser determinada a fixação da renda máxima. Depois de entregues os documentos pedidos, os inquilinos poderão optar entre o cálculo da nova renda com base no regime actual, ou com base no regime da renda apoiada.
In Público

Postais da Praça do Comércio no mês do Centenário da República Portuguesa

No final de Outubro de 2010 - mês do Centenário da República - estava assim a Praça do Comércio e a Ribeira das Naus. Prometeram aos cidadãos que a zona ribeirinha entre Santa Apolónia e o Cais do Sodré estaria pronta a tempo das celebrações dos 100 anos do 5 de Outubro de 1910. Mas apesar de estarmos já em Fevereiro de 2011 este cenário ccontinua actual como infelizmente sabemos - e tudo indica que em Outubro deste ano não teremos ainda esta zona nobre da nossa cidade devidamente recuperada e qualificada. Má gestão, incompetência, mentiras?

Público - Campus de Justiça custa mais 10 milhões e não dá para grandes julgamentos

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15/02/2011

A propósito do Guia de Monsanto VI: Manutenção






foto CAAL
Quando há uns meses atrás se realizou a acção "limpar Portugal"  foram retiradas de Monsanto  toneladas e toneladas de lixo. Isto deveria ter feito corar de vergonha os responsáveis pela manutenção do parque.Mas parece que não.A responsabilidade disto é sobretudo de quem lá deita o lixo mas a manutenção é  insuficiente e feita com pouco pessoal.
No âmbito do protocolo assinado com a REN foram arranjados caminhos, uns precisavam, outros nem por isso. Estes, como o da 1ª foto , entre o espaço Monsanto e a prisão que tanto necessitavam não o foram. Se um dia destes houver um incêndio na zona se verá como será feito o acesso de bombeiros à zona por trás do campo de tiro.Apenas por um lado se pode entrar, se ficar obstruído...
Por troca dos terrenos cedidos para o DeltaTejo a empresa deu casas de banho novinhas.Umas , da Alameda Keil do Amaral, demoraram mas estão a funcionar,, outras, na mesma Alameda nunca abriram.Mais grave são as do parque da pedra,já no local há bastante tempo,nunca abriram e apresentam já um bonito estado de degradação incompreensível.
Foi feita uma limpeza de mata muito duvidosa e nunca foi explicado porque é que certas árvores, como esta da borracha no parque do penedo, foram cortadas.
Na estrada da Bela vista há meses que um chafariz desperdiça água dia e noite , mas isso parece não incomodar ninguém...

Pedindo antecipadamente desculpas pela quantidade de posts e se calhar alguma repetição desnecessária sobre,os que penso serem os principais problemas de Monsanto e não compreendendo como em 3 anos e meio de mandato não se resolveu um único, não poderia deixar de falar em algumas coisas positivas que também têm sido feitas como alguma reflorestação (embora parte dela como contrapartida da REN), a ligação ao parque Eduardo VII, com a construção da ponte pedonal e ciclável , o percurso da bio-diversidade ou  recuperação recente do Skate park na Alameda Keil do Amaral, abandonado há mais de três anos, o que agora obrigou a obras muito mais dispendiosas.Ou de algumas zonas bem mantidas.   O PFM é uma das zonas mais bonitas , importantes ,a todos os níveis ,e  singulares na cidade de Lisboa e era bom que as autoridades, e os próprios Lisboetas, começassem a olhar para ele de uma forma mais séria e empenhada.Regular e periodicamente este enorme parque é alvo de tentativas de tudo lá colocar ou de lhe suprimir terreno. Era bom que isso acabasse de  vez.

Diga «LISBOA»: Rua Nova de S. Mamede 7

Em prédio protegido no PDM, com projecto de 1934 do Arquitecto Cassiano Branco. Uma das obras de referência do Modernismo em Lisboa. Ainda não está classificado pelo Ministério da Cultura / IGESPAR. "Pérolas a Porcos"?

A propósito do Guia de Monsanto V: Deltatejo





Os impactos negativos das remoções e colocação de terras continuam a fazer-se sentir muito para além dos impactos do próprio festival. Foi dito na altura que com o festival se abria naquele local uma nova porta em Monsanto. Não só essa porta já existia, bem sinalizada e de fácil acesso como já existiam caminhos de ligação ao parque não havendo necessidade de construção de novos que apenas serviram o festival. As terras colocadas ,com o único intuito de servir também o festival, têm-se movimentado por acção das chuvas e transformado a porta, que já existia, num difícil acesso a Monsanto. Também o lixo que ficou fora do perímetro do festival,por exemplo ao longo da avenida, nunca foi limpo e mistura-se agora com terra e ervas que entretanto cresceram.Cartazes de publicidade continuam pendurados nas árvores e em estado de degradação.

A propósito do Guia de Monsanto IV.Trânsito






Falta de sinalização e de passadeiras. Sinalização degradada e passadeiras mal assinaladas e pouco visíveis, trafego completamente desregulamentado, excesso de velocidade como norma.Perigo constante para peões , ciclistas e fauna . Única coisa positiva em mais de três anos:Pintura de umas faixas de acalmia junto ao estacionamento do Penedo.Uma excepção que não teve qualquer seguimento.

A propósito do guia de Monsanto III-Campo de tiro.






Há cerca de três anos e meio foi denunciado o contrato com o Clube Português de tiro a Chumbo.Como disse o Vereador responsável na altura "como está não pode continuar". Mas continua. Sendo agora responsável pelo pelouro quem sempre se manifestou contra este equipamento . Este equipamento é a maior fonte de poluição sonora e ambiental existente em Monsanto.Continua ilegalmente e sem qualquer controlo a debitar ruído e chumbo nos solos e em cima de quem por ali passa ou está., incluindo as crianças que regularmente são convidadas a visitar o local e a aprender que se deve proteger a natureza.É caso para dizer "faz o que eu digo e não o que eu faço".