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30/01/2015

Alfama e Castelo intervenções duvidosas e ruínas em muitas esquinas

Casa apalaçada junto da Igreja de Santiago ao castelo. Foi esventrada na íntegra. Lembro-me dela sem estragos que a inviabilizassem. Afinal em Lisboa, basta existir, estar devoluto e ter uma fachada interessante, para logo se aprovar um qualquer plano de "reabilitação" cozinhado à pressa e com muitas e variadas recomendações.



Fronteiro à anterior casa, recuperação para hotel de um velho palácio. As janelas têm todas caixilharias de pvc. Uma beleza. Quando se sabe que e legislação impede (pelo menos na letra) este tipo de intervenções, muito se estranha que a incansável fiscalização da CML nada tenha visto e a coisa tenha passado em silêncio como convém ao que é, no seu gosto, duvidoso. Mais um hotel de charme-PVC. A Monocle que nos dê um novo óscar da "reabilitação urbana".

Em plena Rua das Escolas Gerais. Ao menos estes não escondem a verdade com mantos. Aqui é mesmo "Bota" abaixo e constroi de novo. Pensaríamos que o bairro histórico por excelência estaria a salvo destas insanidades. Mas não está.

A mesma obra.

Andaimes que sustentarão um novo prédio criando um vazio histórico em Alfama.

A praga das garagens já aqui chegou. A mesma rua está hoje mais descaracterizada do que nunca. Veja-se o que irá surgir no antigo convento do Salvador.

Nesta, já nem as varandas servem para provar que havia raízes setecentistas no pré-existente. É agora uma vulgar casa de qualquer vulgar cidade. Empenham-se na banalização de Lisboa. 

E para corolário, mais uma das inumeráveis ruínas existentes em Alfama. A CML quer fazer passar a ideia de que Obra a Obra Lisboa melhora. Sim, na mente dos ilustres autarcas, no papel dos iluminados projectistas, na pena lisonjeira e paga da Monocle e quejandos. Não aos olhos de quem percorre a cidade e a conhece a fundo. Num bairro desta categoria, todo o edificado deveria já estar mais do que reabilitado. Noutras paragens isso é possível. Por cá,  a malta condescende e até afirma que tudo nunca esteve tão bem. A cegueira de muitos lisboetas é voluntária. A derrocada da cidade é que não o é.

30 comentários:

Julio Amorim disse...

Gostaria de saber qual será a formação profissional de quem aprova algo como naquela fachada cor de rosa com entrada para garagem. Esta gente estudou onde e o quê ?

Anónimo disse...

Tecnicos da cml = cunhas

Anónimo disse...

Centro histórico? Lol!

Agora com essas garagens e com essas portas de plástico mais parecem edificios "saídos" das terriolas do interior do País...

Anónimo disse...

The Miguel Sepúlveda Show continues in a few moments.

Paulo Uva disse...

"A malta condescende"?!? Mas acha que gostamos de ver ruínas? Veja lá se percebe uma coisa: eu adorava ter um palacete remodelado em Alfama, fazer lá um hotel de charme ou mesmo lá viver, não interessa, mas falta o básico: dinheiro! A malta condescende porque temos outras prioridades e provavelmente quem gostava de recuperar estes locais hoje em dia não vive, sobrevive! O poder de compra neste país está direccionado para outros investimentos e outras prioridades, é pena mas é assim. E se estiver à espera que seja o Estado a tratar disso, espere sentado! E já agora, o prédio em ruínas que aparece na foto, que utilização lhe sugere sem alterar as suas características? Cumprimentos.

Miguel de Sepúlveda Velloso disse...

Caro Paulo Uva,

Obrigado pelo seu comentário. O argumentio do dinheiro é um argumento estafado. As prioridades podem ser outras...

Quando o Museu dos Coches foi pensado, logo a seguri foi repensado. Os custos na sua manutenção superam em muito as receitas as quais, como sabe, vão para o bolo da DGPC, o terminal de cruzeiros de Lisboa é uma obra faraónica, necessária, mas porventura sobredimensionada, as verbas da Junta da Misericórdia afectas à limpeza dos estragos, em grande medida prococados pela noite de Lisboa, chegam aos 1,7 milhões de € por ano, verba que daria para recuperar vários casas em ALfama ou alhures, é sabido que os fundos imobiliários compram imóveis para com eles especular, e por aí fora. Creio que fica demosntrado que dinheiro não faltará, falta é uma definição de prioridades que em primeiro lugar viabilizem a cidade.

mais, os prédios recuperados e que as fotos mostram, foram-no assim, não por falta de dinheiro mas por óbvias escolhas erradas para o local onde se encontram.

Lamento que em Lisboa as coisas atinjam este ponto. E condescendemos sim, em quase tudo. O nível de exigência face às entidades públicas, é quase nulo. Serão outras prioridades? Talvez, mas suspeito que é muito mais o comodismo e o discurso do coitadinhos, somos pobres, não podemos fazer nada. A situação absolutamente dramática do parque urbano de Lisboa já vem de longe, bem antes desta crise que, em abono da verdade, tem, também, sido mãe para todos os alheamentos, a começar pelo dos cidadãos.

Em relação ao prédio em ruínas, exemplos há que demonstram que é possível reabilitar, mantendo as suas caracterísiticas. Não são muitos, mas já vai havendo quem se preocupe em levar a cabo uma recuperação respeitadora do pré-existente.

Já agora uma pergunta. à luz do que escreve, o que é que resta fazer? Dizer que é pena mas é assim? parece-me pouco para uma ciadade que se vê a si própria como uma meca turísitca.

Cumprimentos.

Miguel de Sepúlveda Velloso disse...

reagindo ao anónimo das 11.03

Sim, sempre que houver motivo para tal.

Se preferir outros "shows", outros "arguments", outras "peculiar ways of seeing things", carregue num outro blogue ao pé de si.

Julio Amorim disse...

Gostaria de acrescentar que muitos bons exemplos de boa manutenção de edifícios antigos, são resultado da "falta de dinheiro", ou seja; faz-se PERIODICAMENTE o absolutamente necessário com os métodos e materiais de origem.

Anónimo disse...

Este Natal tive a oportunidade de visitar Praga e Estocolmo e realmente qualquer comparação que se queira fazer entre o que se faz por lá e o que se faz por cá - relativamente a intervenções no parque habitacional mais antigo - é puro desperdício de tempo. As monstruosidades são tantas que só mesmo visto!

Desde fachadas esburacadas, sem dó nem piedade (e muitas das vezes as entradas para as garagens tem dimensões muito maiores do que as dimensões que são realmente necessárias); autênticas "chapas de metal" como portas dessas mesmas entradas; inserção de portas de plástico, caixilhos de plástico, portas de plástico (contadores)..

Enfim; uma cidade de plástico!

Se ao menos fizessem as coisas com o mínimo de sensibilidade e cuidado..
Mas não.

E quem é que quer viver numa cidade de Plástico?
Eu que nasci e fui criado em Lisboa é que não sou!

Agora imaginem quem não tem qualquer ralação com a cidade..

Anónimo disse...

Caro anónimo das 6:58 não fale de cidades estrangeiras que vem logo um purista atacar a ferro e fogo quem o fizer.
Falei no Natal das casinhas que em Berlim, Hamburgo entre outras cidades alemãs se faziam a vender bebidas quentes e adereços da quadra tendo esse monstro de sabedoria se sentido afectado com tal, respondendo com parvoíces umas atrás das outras.

Miguel

Julio Amorim disse...

Sim....se visitou Gamla Stan e etc. em Stockholm, não encontrou mesmo nada parecido. Já muitos antes o afirmaram e também acredito que um dos problemas desta cidade....é gente em demasia que não gosta dela.

Anónimo disse...

Por acaso essas cidades de que falam tiveram rendas congeladas durante cem anos?

Julio Amorim disse...

Gamla Stan em Stockholm esteve a cair aos bocados nas décadas de 60-70 pois muitos senhorios tinham a esperança que depois fosse tudo abaixo graças à falta de manutenção....e as rendas não eram congeladas.
Mas leia o que escrevi um bocadinho mais acima pois essa treta da "falta de dinheiro" está fora de moda.

Miguel de Sepúlveda Velloso disse...

`Começa a fartar a falta de imaginação de alguns que não concordam com o que aqui se publica. Rendas congeladas não são para aqui chamadas. Muitos dos investimentos recentes que têm atraiçoado o legado de Lisboa, nada têm que ver com rendas de 10 ou 20€. Aliás, é o pato-bravismo quem estraga mais a cidade.

Lisboa é uma cidade única, com um património invejável, com várias obras-primas, com um tecido urtbano incomparável, com um conjunto de palácios históricos, lojas de tradição,praças, largos, património industrial, etc, que se fosse mantido, faria de Lisboa uma das cidades obrigatórias nos roteiros culturais do velho continente.

Infelizmente os executivos que a gerem preferem apostar no mais fácil e, assim vão destruindo a cidade aos poucos. Exemplos. a noite selvagem, a destruição do património Entre-Séculos, a falta de ordenamento dos jardins, a publicidade sem regras, a venda ao desbarato de prédios e palácios, tudo isso empobrece Lisboa e os lisboetas.



Anónimo disse...

Se preferir outros "shows", outros "arguments", outras "peculiar ways of seeing things", carregue num outro blogue ao pé de si.

---//---

Exacto! Como, por exemplo, a página oficial de facebook da CML...

«Bem vindo à cidade mais bonita e especial do Mundo, onde todas as "postagens" diárias mais parecem saídas de um mar de rosas»

Lol..

Miguel de Sepúlveda Velloso disse...

Reagindo ao anónimo das 12.03

Sim é verdade. Até falam do Adamastor como se a coisa estivesse perfeitamente tratada e não destruída sem uma única planta, tags por todo o lado, garrafas vazias mais numerosas do que flores e o grupinho da venda de droga. Uma beleza que não é retratada nesse blogue.

Em Lisboa a objectividade é, afinal, subjectiva.

Anónimo disse...


«Bem vindo à cidade mais bonita e especial do Mundo, onde todas as "postagens" diárias mais parecem saídas de um mar de rosas»


Sim, porque era de facto uma jogada de mestre para a CML crivar a sua própria página de Facebook com imagens de tags, edifícios destruídos e espaços vandalizados.

Aliás, a bem da verdade, a CML devia era publicitar Lisboa como uma cidade "feia, porca e má" do "estacionamento selvagem", não mais do que um pardieiro de vândalos e degenerados que nunca fizeram por merecer lá morar, e onde só turistas bimbos, com pé de chinelo e cegos a tudo o que não seja lojas de souvenirs disfrutam da estadia. Tenho a certeza que os milhares de pessoas que dependem do turismo em Lisboa iam adorar esta visão catastrofista enquanto que os irredutíveis alfacinhas (que resistem hoje e sempre aos bimbos dos lisboetas, esses animais) sorririam do alto do seu pedestal, cientes da missão cumprida.

O problema é que provavelmente a seguir vinha o Cidadania LX acusá-los de plágio. É que afinal é preciso manter o blogue a ferver.

Miguel de Sepúlveda Velloso disse...

reagindo ao anónimo das 12.47

e diga-me lá o sr. onde é que em Lisboa existem zonas livres dessas várias pragas urbanas que refere no seu post? è que conhecendo bem Lisboa, não encontro nenhuma. Ainda não "tagaram" os Jerónimos por mera distração.

Não é o blogue que ferve, é a gestão camarária que morre em lume brando, levando a cidade consigo.

Anónimo disse...

Não seja demagógico. Há muitas zonas que, felizmente, estão livres dessas "pragas urbanas". O cerne da questão é esse: a cegueira de tudo criticar, de tudo destruir, de tudo denegrir, de a tudo atirar pedras, numa atitude que não só é um cliché como chega a ser risível de tão absurda.

Julio Amorim disse...

Então anónimo das 1:24 de-nos uma ajudinha e deixe-nos 10 exemplos (dez) dos últimos 10-20 anos, de conservação e restauro de imóveis (em exteriores e interiores), em conformidade com as recomendações das cartas internacionais para o mesmo efeito.

Anónimo disse...

Para quê? Para virem falar de intercomunicadores? De janelas de PVC? De azulejos, portas, portadas, remates, telhados, pedras e revestimentos que não obedecem à carta de conduta Miguelsepulvediana de Lisboa?

Isso seria afastar-me da questão fundamental: o extremismo, a infelicidade crónica, a vontade de dizer mal dê por onde der e custe o que custar e pior - insultando todos os que não pensam igual.

Se isso o faz feliz, seja infeliz (o paradoxo ambulante do ressabiado) mas abstenha-se de rotular os que se recusam a sê-lo como animais, mentecaptos, iludidos ou qualquer outro adjectivo que encontre para rebaixar os que não pensam como você.

Gostam assim tanto de Lisboa? Então porque é que todos os dias aqui vêm repetir como a mesma está porca, suja, má, feia, destruída? Porque é que vêm desfiar a ladainha interminável de que os que nos visitam e gostam só podem ser gente bimba e alienada?

Ganhem vergonha.

Miguel de Sepúlveda Velloso disse...

reagindo ao anónimo da 1.24,

Critica-se com fundamento o que é diferente de elogiar para se ir com a maré.

esta CML em inúmeros aspectos tem sido danosa dos interesses da cidade.

isto é objectivo, o resto é conversa de café. A sua, como se vê.

Zonas livres dessas pragas? Não conheço nenhuma, nas avenidas novas, tem sido tudo sacrificado, na zona da Alameda e Avenida de Roma, as portas modernistas são atiradas para o lixo para se instalarem portas com caixas do correio no exterior, em Santa Catarina, cada casa sua garagem, o mesmo na Madragoa, na Lapa, no PR, e até em ALfama.

Como diz Júlio Amorim, dê-nos 10 exemplos onde estas más práticas não acontecem.

Demagogia? Não será minha com toda a certeza.

Dizer bem por dizer, isso sim é de uma perigosa e irresponsável demagogia. A sua afinal.

Miguel de Sepúlveda Velloso disse...

Reagindo ao anónimo que nos cataloga neste post


Não há carta nenhuma com o meu nome, poderia haver bom senso, mas isso é pedir demais. (já agora se em vez de se refugiar no anonimato escrevesse o seu nome, eu tb poderia arranjar alguns neologismos engraçados).

extermismos? Não concordo, urgência em melhorar a cidade, o que é diferente.

Insultar? Nunca insultei ninguém. Achar que a cidade está a ser mal gerida em grande parte do que é importante, é, na minha opinião, diferente.

O que se passa é que para alguns leitores, só se pode criticar até um certo ponto, a paritr daí abstermo-nos ou aplaudirmos. Numa cidade como Lisboa, isso pode revelar-se fatal.

Não gosta do que escrevo e aqui publico, está no seu direito. Avaliar a infelcidade ou felicidade alheias é que já me parece ir longe demais.

Boas, equilibradas e isentas leituras é o que lhe desejo.


JJ disse...

Aproveito e tiro umas fotos num semáforo da duque de Loulé. Mal posso esperar para ouvir as vossas magníficas apreciações sobre estes três exemplos abaixo. Mas sejam mais originais do que o argumento gasto das janelas ou dos interiores em pladur. E sim, o edifício da EDP é uma reabilitação, para quem não se lembra da fachada horrenda repleta de caixas de ar condicionado.

http://tinypic.com/r/iw8c5u/8

http://tinypic.com/r/357j7v7/8

http://tinypic.com/r/awoww4/8

Julio Amorim disse...

"Argumento gasto das janelas" ??

Amplie as imagens e compare com dois dos exemplos que aqui deixou e note as diferenças:

http://cidadanialx.blogspot.se/2014/08/assim-tambem-se-pode-fazer.html

Acha mesmo que o "argumento está gasto" ??

http://cidadanialx.blogspot.se/2014/12/aquelas-tirinhas-brancas-de-plastico-la.html

Quanto ao edifício da EDP as janelas desse não me incomodam um centímetro.

Recomendo-lhe uma visita a Gamla Stan em Stockholm. Um bairro HISTÓRICO no centro da cidade com 36 hectares de área. Tente encontrar uma janela de PVC ou metálica. Porque razão será que isso não existe ??

Anónimo disse...

Desde o terramoto de 1755 e da destruição da grande ópera do tejo novinha em folha que se deixou de acreditar em preservar o que quer que fosse para as gerações futuras em lisboa. Isso e as rendas congeladas ditaram o destino do edificado antigo português.

Anónimo disse...

"Sim, porque era de facto uma jogada de mestre para a CML crivar a sua própria página de Facebook com imagens de tags, edifícios destruídos e espaços vandalizados."

Isso já são palavras suas, caro anónimo.
Até porque eu nunca defendi que a respectiva página fosse utilizada como uma montra - que servisse para expor tudo o que há de mau na cidade de Lisboa.

Agora também asseguro-lhe que raramente vejo por lá uma única postagem que tenha como intuito, abordar, consciencializar, ou mesmo debater os mais diversos problemas que afligem a nossa cidade.


Enfim.. Continue lá então com a suas desconversas que consistem em pôr na boca de outros anónimos o pão nosso de cada dia - que é nada mais nada menos que os seus argumentos cheios de falsidades e demagogia barata!




Anónimo disse...

"Demagogia barata" é vir dizer que "Ainda não "tagaram" os Jerónimos por mera distração". É pôr tudo no mesmo saco e passar o pano da generalização por cima de todo e qualquer argumento e ficar de consciência tranquila. E mais não digo.

Anónimo disse...

Exacto caro anónimo das 7:52. Como o sr tão bem demonstrou nos seus comentários anteriores. De desonestidade intelectual percebe o sr!

Miguel de Sepúlveda Velloso disse...

reagindo, suponho que mais uma vez, ao mesmo anónimo de sempre. Só que desta feita é às 7.52

Ainda não tagaram os Jerónimos por mera distração é que é demagogia barata?

Olhe, a torre fernadina ali ao Martim Moniz, sabiamente integrada na nova urbanização da EPUL, está toda cheia de tags na base. O Aqueduto das Águas-Livres, candidato a património mundial, está "tagado" em Campolide. A Mãe-de-Água também. O mesmo para a mãe-de-água no Príncipe Real. Com estes exemplos quem lhe garante que não farão o mesmo aos Jerónimos?

Portanto, de demagogias baratas estamos falados. E já agora de outras também. A desconversa, má-vontade em avaliar objectivamente o que por aqui se escreve, o aplaudir só por aplaudir sem qualquer sentido crítico e num exercíco de vã e inútil objectividade, tem limites. De qualquer forma, agradeço o interesse demonstrado por este post. Sabe sempre bem ver o quâo rápidos alguns escribas são na demonstração do seu eterno e zeloso amor pela cidade.

Mesmo sabendo que esses sentimentos pios não servirão para fazer avançar a cidade de uma forma compatível com a sua incalculável riqueza patrimonial.