10/10/2013
Demolição iminente Rua Andrade ns. 17 a 29
Chegado por e-mail:
«Exmos Srs.
Sou um leitor regular do vosso blog, que muito admiro, esta é no entanto a minha primeira colaboração.
Envio em anexo foto de um edifício que temo irá desaparecer nos próximos dias, transcrevo também a curta trocas de palavras que assisti, entre uma transeunte e o o encarregado que coordenava a pintura de um passadeira no chão para desvio do transito pedonal.
Transeunte - Estão a pintar uma passadeira aqui no meio da rua?
Encarregado - É para desviar os peões, por causa da obra...
Transeunte (olhando para o prédio) - Ah... vai recuperar o prédio...?
Encarregado (surpreendido com uma palavra que desconhece) - Recuperar?... Não! Vai abaixo!
Transeunte (incredula) - O quê!!!!! Vai mandar este prédio abaixo???
Encarregado (com a mania que é engraçado) - Eu não... os homens que trabalham para mim. Eh, eh!
Transeunte (voltando a olhar para o prédio) - Que pena... (e afasta-se encolhendo os ombros)
Este diálogo tristemente verídico, evidencia o desprezo a que está votado o nosso património.
Cumps.
Géry Leulit»
Pedido de anulação projecto da SCML para a Av. Casal Ribeiro, nº 37-55
Exmo. Senhor Provedor da SCML
Dr Pedro Santana Lopes
C.c. PCML, AML, Media
Serve o presente para enviar a V. Exa. uma 2ª via do e-mail por nós enviado a 21 de Junho de 2012 (ver AQUI), e solicitar desta vez, especificamente, a ANULAÇÃO do projecto de alterações, demolição e construção nova previsto para os 3 edifícios sitos na Av. Casal Ribeiro (nºs 37-55) e R. Actor Taborda (nº 2), e anunciado ontem pelo jornal digital 'Construir' (http://www.construir.pt/2013/10/09/manuel-graca-dias-e-egas-jose-vieira-transformam-imovel-da-santa-casa-em-edificio-para-arrendamento).
Trata-se, a nosso ver, de um péssimo exemplo do que não deve ser uma política de reabilitação urbana a desenvolver pela SCML, estando, como estão, os edifícios em causa em estado razoável de conservação, perfeitamente inseridos na malha urbana daquela zona da cidade, e inscritos na Carta Municipal do Património, anexa ao PDM.
Cremos que uma simples recuperação dos 3 imóveis sobre os quais recai esta operação urbanística, pertença da SCML e abandonados há mais de uma década, importará um custo financeiro muitíssimo inferior ao investimento agora estimado de 10 milhões de euros, o que possibilitará à SCML aplicar o remanescente em prol das suas actividades de cariz social e humanitário.
Com os melhores cumprimentos
Bernardo Ferreira de Carvalho, Fernando Jorge, Luís Marques da Silva, Nuno Caiado, Beatriz Empis, Pedro Malheiros Fonseca, Rui Martins, Virgílio Marques, Júlio Amorim, Miguel de Sepúlveda Velloso, João Oliveira Leonardo, Miguel Lopes Oliveira, João Mineiro, Pedro Janarra
Câmaras podem obrigar proprietários a vender prédios
...
Esta pago para ver.
09/10/2013
Há boas notícias pela Praça de Alvalade:
In Dinheiro Vivo (9.10.2013)
08/10/2013
Árvore abatida na Av. Elias Garcia, porque^?
«Caros Amigos
A árvore encontrava-se na Av. Elias Garcia na placa central entre os nºs. 31 e 52. Já próxima do cruzamento com a Av. Defensores de Chaves.
Indaguei junto a moradores, que me disseram que a árvore estava a tombar, o que não confirmei no solo.
Estava inclinada como outras. Mas que no Inverno passado os seus ramos talvez perturbassem o estacionamento e os transeuntes.
Se algum entendido ou agrónomo se deslocar lá confirmará o estado de saúde da árvore, que não parece que estivesse contaminada.
Será que o problema não se resolvia com a poda? Ou aquelas árvores têm características especiais?
Jorge Baptista»
07/10/2013
Publicidade "Centrum" na Praça Saldanha
Este tipo de publicidade autorizada pela CML é de critérios visuais muito discutíveis. E sobretudo, que não contribui para o respeito para com o património monumental lisboeta.
Até quando vai o executivo camário pactuar com estas "instalações" de publicidade?...
Destruição de painel de azulejos publicitários Arte Nova na Av. 5 de Outuro/ como é possível?
Exmo. Senhor Vereador do Urbanismo,
Exma. Senhora Vereadora da Cultura,
Sexta-feira passada, foi notícia revoltante, via Oficina do Castelo (de Mestre Querubim Lapa, em foto abaixo)) e S.O.S. Azulejo, a destruição de um magnífico e raríssimo painel de azulejos publicitários Arte Nova (foto acima *: © MAFLS, foto abaixo: DN) na fachada da Pastelaria Bola Cheia, na esquina da Av. Cinco de Outubro com a Av. Visconde Valmor.
Chegados aqui, solicitamos o melhor esclarecimento de V. Exas. sobre o seguinte:
1. Este painel está inscrito no Inventário Municipal do Património, pelo que a obra deverá ser ilegal e um crime de lesa-património à cidade. Se assim for, o que fará a CML? Mandará encerrar a pastelaria? Punirá exemplarmente o dono da mesma? E/ou o proprietário do edifício, se se verificar que a destruição ocorreu por causa uma obra em curso ao longo de todo o R/c do edifício?
2. A CML tem em vigor o Programa PISAL desde há mais de 2 anos. Que foi feito de concreto em termos de sensibilização junto do proprietário da pastelaria (ou do prédio) para a necessidade de preservar e recuperar esta raríssimo painel de azulejos publicitários em chinoiserie (no caso japonesismo)?
3. Este painel foi referenciado em proposta aprovada pela CML em Dez. 2008 (http://www.cidadaosporlisboa.org/index.htm?no=59100000961,053) em matéria de Azulejos Publicitários. Que fez a CML desde então para executar o que aprovou desde aquela data em sede reunião de CML?
4. Onde pára a política de Urbanismo Comercial da CML, se se permite a ausência completa de uma campanha de sensibilização para os elementos decorativos que podem fazer a diferença entre um comércio de tradição e carácter e o que em nada contribui para a valorização cultural e patrimonial da cidade?
Na expectativa, subscrevemo-nos com os melhores cumprimentos.
Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Rita Filipe Silva, Carlos Matos, Luís Marques da Silva, Júlio Amorim, Virgílio Marques, João Mineiro, Miguel de Sepúlveda Velloso, Carlos Leite de Sousa, Miguel Lopes Oliveira, Pedro Formozinho Sanchez, Pedro Malheiros Fonseca, Jorge Pinto, Fernando Jorge, Nuno Caiado
* Texto editado (obrigado pela referência à imagem de cima)
...
ATENÇÃO: Segundo notícia publicada pelo S.O.S. Azulejo no Facebook, «foram recolhidos os fragmentos do painel destruído, tendo o proprietário das pastelaria ficado como fiel depositário dos mesmos e obrigado a repor o painel em causa.» ! ...
...
Este painel foi destruído. Como é que isto é possível?!
Sexta-feira passada, foi notícia revoltante, via Oficina do Castelo (de Mestre Querubim Lapa, em foto abaixo)) e S.O.S. Azulejo, a destruição (será que foi mesmo partido? será que foi desmontado porque a fachada ao nível do R/c está em obras (não se sabe muito bem do quê...?) deste magnífico painel de azulejos publicitários na fachada da pastelaria Bola Cheia, na esquina da Av. Cinco de Outubro com a Av. Visconde Valmor. Este painel (foto: Miguel Jorge), juntamente com o seu painel irmão do outro lado da porta formam um raríssimo painel Arte Nova, único em Lisboa.
Posto isto, pergunta-se:
1. Este painel está inscrito no Inventário Municipal do Património, pelo que a obra deverá ser ilegal e um crime de lesa-património à cidade. Se assim é, de que está à espera a CML para mandar fechar a pastelaria (ou o dono do prédio) e puni-la exemplarmente?
2. A CML tem em vigor o Programa PISAL desde há mais de 2 anos. Que foi feito de concreto em termos de sensibilização junto do proprietário da pastelaria (ou do prédio)?
3. Este painel foi referenciado em proposta aprovada pela CML (http://www.cidadaosporlisboa.org/index.htm?no=59100000961,053) em matéria de Azulejos Publicitários. Que fez a CML desde então para executar o que aprovou em reunião de CML?
4. Durante os últimos anos, que fez a Junta de Freguesia em prol da manutenção deste painel, um dos raríssimos objectos patrimoniais de relevo de facto no limite geográfico da Junta de Freguesia respectiva?
5. Embora não seja competência efectiva de uma associação de moradores, a verdade é que a Associação de Moradores das Avenidas Novas deveria ter intervindo preventivamente.
6. C0MO É POSSÍVEL QUE ALGUÉM CONSIDERE QUE ESTES PAINÉIS SÃO UMA MENOS VALIA DE UM ESTABELECIMENTO DE RESTAURAÇÃO E NÃO UMA MAIS VALIA DO MESMO, QUE DEVIA SER ESTIMADA E PROMOVIDA?!
Chegados aqui, que dizer? M****.
PUBLI-Cidade: ROSSIO
06/10/2013
05/10/2013
04/10/2013
E pronto, lá se foi a Piscina do Areeiro ...
In O Corvo (4.10.2013)
...
Pssssiu. Alguém ouviu alguma coisa da OA? Não, foi só no tempo de CR e P Feist, claro ;-) Daqui por 40 anos será a vez de se demolir a nova que aí vem, bem entendido. É o progresso.
A Polícia e Nós
Não, não! Tentem abstrair-se do prédio em ruínas que já fez notícia em televisões e jornais e que, a julgar pelas janelas abertas, e apesar de estar à venda por um valor injustificável, estão à espera que caia.
Vejam, então, com mais atenção:
Pois é, enquanto que a passagem de peões, com semáforo está tomada, de ambas as pontas, por carros - o que é aqui uma ocorrência comum e constante - os agentes estão de costas voltadas à patente ilegalidade!
Estes defensores do Estado de Direito são vistos a caminhar pelas ruas, totalmente insensíveis às mais elementares violações da lei. Por vezes ficam numa "amena cavaqueira" com colegas que fazem a segurança privada de uma ourivesaria mais acima na Morais Soares, mesmo sendo agentes do Estado. O que me leva a perguntar, com bastante pertinácia quer-me parecer, como é possível que haja uma falta de operativos com que bastantes vezes justificaram-me a falta de atuação, quando há bastantes agentes a fazer segurança privada, em supermercados (Minipreço em frente ao Mercado de Arroios), na referida ourivesaria/penhores na Morais Soares, na Ourivesaria no gaveto da Avenida João XXI e de Roma.
Bem, mas mesmo não entrando nessa discussão sensível, pelo menos podem justificar as imagens? Sempre podem dizer que não é da responsabilidade deles a autuação do estacionamento ilegal, mas com certeza sabem o contacto de quem de direito deve agir nestes casos, ou não?
Devo dizer que não é só aqui que tal acontece: a polícia municipal passa inúmeras vezes por ruas como a Avenida de Roma, em frente ao McDonalds onde uma e por vezes duas (!) vias estão tomadas por estacionamento ilegal, e nada, rigorosamente nada faz.
O que fazer?
Ainda sobre o palacete dos EAU, e porque o Emir deve estar cá hoje:
Por Inês Boaventura
03/10/2013
E pronto, mais um revés para o Cinema Odéon:
À segunda nega, não haverá 3º tentativa. Pelo que tem a palavra a CML, mas como teve oportunidade para agir em 6 anos e não o fez, duvida-se que o faça agora. Antes prefere anunciar que irá cuidar do barracão chamado Variedades; prioridades :-(
Bom senso e bom gosto (sobre uma barraca no Príncipe Real)
Por João Appleton
«Lisboa é uma cidade especial, linda para mim, que sou lisboeta, alfacinha mesmo, daqueles que lhe amam as virtudes e lhe perdoam os defeitos com uma ponta de um sorriso, como sucede sempre a quem ama.
Lisboa é a minha cidade, o meu lar, como era de Pessoa, e nela me revejo dia a dia, nas planuras e nas colinas, nas ruas estreitas e nas largas, e nos largos, nas praças onde se juntam e cruzam as gentes, ontem como hoje vindas de qualquer lado, de todos os lados.
Em todos os cantos de Lisboa há histórias e há História, e a Praça do Príncipe Real não foge à regra. Nos tempos mais antigos era a Cotovia, na passagem do Loreto para Campolide, ali no topo do Bairro Alto de São Roque, onde chegam e de onde saem caminhos, para a Praça das Flores de um lado e para a da Alegria do outro e mais para a rua que se chamou Formosa e que infelizmente deixou de o ser, a benefício de um jornal que já não é.
No Príncipe Real, muito antes de assim se designar, que ainda vinha longe quem lhe deu o nome, fizeram-se as intermináveis e não terminadas obras do Conde de Tarouca. Ali foi também o sítio da Patriarcal Queimada, de que resta memória em nome de rua estreita, e mais o Erário Régio, tudo enorme e fracassado - elefantes brancos como hoje se diria.
Depois de tantas histórias, quantas delas por lá enterradas, a Praça ganhou, em meados de oitocentos, a configuração que hoje tem: quase ao centro, sob as árvores, o belo reservatório da patriarcal e, a dar sombra a quem a quer, o enorme Cedro-do-Buçaco que é talvez a sua principal referência actual.
Aí estão o reservatório, o cedro e os edifícios que rodeiam a Praça, estes sem megalomanias mas distintos, quase todos especiais, invulgar harmonia na diversidade, de onde sobressaem pequenos palácios ou palacetes, como lhes chamamos, questão de escala que se ajusta à nossa dimensão.
Esses edifícios, cada um por si, no seu conjunto e mais o sítio, fazem desta uma das mais importantes e belas praças de Lisboa. Bela para ser amada e para ser cuidada, porque amar é cuidar, para respeitar, por todos, dos poderes públicos ao mais anónimo dos cidadãos, lisboetas e visitantes de hábito e de ocasião, passando pelos que detêm ou usam os seus magníficos edifícios.
As longas palavras anteriores são uma espécie de declaração de interesses, dos meus interesses, há muitos anos ligados ao património arquitectónico, ao respeito por este e pelo que representa como referência do nosso passado e, através deste, como ponte para o futuro do nosso destino comum. Acredito nisto, porque acredito que não há futuro sem memória, e não há memória sem património, sem patrimónios.
Por isso me escandaliza, me choca e me indigna o que vi feito ali mesmo, no Príncipe Real, na sua margem poente, quase à ponta. Que as embaixadas podem ser vizinhança dura, não deve surpreender, em tempos de todas as inseguranças, polícias e outros guardas à porta, dificuldades crescentes para quem quer parar carro ou simplesmente passear, que o diga quem caminha ali pela Rua de S. Bernardo à Lapa, onde o espaço público deixou de o ser por inteiro.
Mansos como somos, até aí tudo bem, é virar a cara perante os carrancudos ou fazer desvio que quase não pesa. Mas, ver tapar janelas de um vizinho, construindo um mono encostado a uma fachada, não é próprio de embaixada, no caso a dos Emirados Árabes Unidos, é coisa que nem em bairro de barracas, que aí respeita-se o vizinho e os seus direitos, mesmo quando estes são quase nenhuns.
Não lembra a ninguém, mas foi original a embaixada, ou quem a dirige. Nem água vai, nem água vem. Nada! Foi só apropriação de espaço e foi montar o mamarracho - um telhadozinho mixuruca, alumínios e vidros à maneira de um prédio de subúrbios (sem ofensa para o subúrbio, qualquer que seja, que me desculpem os ofendidos).
E, como os tubos de queda e as caleiras da casa do vizinho incomodavam, percebe-se olhando que foi fácil cortar ali, dar uma martelada mais além, tudo no sítio. A janela de sacada, que ali está há muitas dezenas de anos, foi entaipada a preceito - entende-se como é desagradável deixar que o vizinho possa usar a porta a seu gosto - e até, para garantir a limpeza da obra, uns cabos para alimentar não sei o quê, toca de os fixar à cantaria da fachada do vizinho, mesmo que a parede não lhe pertença.
É claro que se dirá que a questão é jurídica, que o pedaço do pátio será da embaixada, qual será do vizinho; até pode ser que a questão seja jurídica, quem sou eu para o dizer, mas para mim é de bom senso e de bom gosto, ou melhor, neste caso concreto é de falta de senso e de profundo mau gosto. E de falta de respeito. Pelo vizinho e, perdoe-me o vizinho, pelo belo edifício, que esse, pobrezinho, é que não tem culpa nenhuma.
Esta é uma história, entre muitas histórias de agressão ao património; verdadeira como muitas dessas que engolem o nosso passado, por ganância ou simples mas terrível ignorância.
Até talvez possamos falar de casos verdadeiramente importantes, quando comparados com a singeleza deste, apesar de tudo reversível. A mim, o que mais me chocou, pode parecer estranho, é que tudo isto não tem lógica, não tem qualidade, é simplesmente lixo.
Até quando, até onde, vamos continuar a olhar para o lado, deixando passar o que nos devia incomodar?
Engenheiro»
...
O mais interessante é que o principal emir dos EAU estará em Portugal esta semana, para ser empossado como membro da Academia das Ciências. É a altura certa para lhe fazer ver que há profunda contradição entre o estatuto e a obra na sua embaixada.
02/10/2013
PASSEIOS DE LISBOA: tapetes & carpetes
Congratulações pelo restauro do Arco da Rua Augusta e da estátua de D. José I
...
Dr. António Costa
Serve o presente para congratularmos a CML e V. Exa. em particular pela recuperação do Arco da Rua Augusta e da estátua de D. José I, dois restauros que tardaram muitos anos para acontecer e que não podiam tardar mais. Lisboa agradece, e ninguém poderá dizer o contrário.
Com efeito, nós próprios pugnamos por ambos os restauros desde a nossa fundação, i.e., desde há 11 anos a esta parte. Inclusivamente, criticámos severamente as instâncias estatais responsáveis por ambos os monumentos quando por diversas vezes anunciaram publicamente datas e orçamento para o restauro do Arco Triunfal, por ex., para logo a seguir as datas e as verbas se esfumarem como por encanto.
O estado físico quer do Arco quer da estátua era a todos os títulos deplorável e confrangedor para a cidade e para todos, pelo que o seu restauro, melhor dito, a devolução de ambos a um estado de decência mínima é uma vitória da CML (e da ATL), em primeiro lugar, mas também é da cidade.
Pelo facto apresentamos os nossos agradecimentos.
No entanto, cumpre-nos apontar alguns pormenores que, não parecendo, se revestem de grande importância para quem esteja atento aos detalhes:
1. Arco da Rua Augusta
1.1. Pombos - Não entendemos como não se colocou nenhum dispositivo que evite ao máximo a presença de pombos, o que nos faz temer pela necessidade de nova obra a muito curto-prazo.
1.2 Caixa do elevador - Não entendemos como não se projectou de outra forma o encaixe do elevador de acesso à sala do relógio, de modo a evitar-se a presença daquele imenso elemento espúrio (ainda que rebocado a branco para se confundir com a pedra...) no topo do telhado a tardoz do edifício do STJ.
1.3 Esculturas - Tememos pelo efeito corrosivo a médio prazo na pedra da colocação durante a obra de pregos e acoplados metálicos aos elementos escultóricos do Arco a fim de um mais fácil manuseamento dos andaimes então montados.
1.4 Lajes - Não entendemos a precipitação em substituir-se os losangos em mármore partidos sob o Arco por laje em lioz de tez esbranquiçada, o que provoca uma indisfarçável dissonância com o resto do piso e que, a nosso ver, não é consentâneo com a envergadura que se pretende de toda a operação de restauro.
1.5. Miradouro - Sugerimos a substituição dos corrimãos em aço inoxidável, existentes no troço sala do relógio-miradouro por outro tipo de material que seja mais resistente ao calor (sob a acção directa do Sol vai ser difícil alguém segurar-se-lhes...), e apelamos ao bom senso de V. Exa. para se evitar a tentação de ali se vir a abrir qualquer tipo de esplanada.
1.6 Relógio - Regozijamo-nos com o novo ímpeto dado pela CML (ATL) ao restauro do relógio e ao mecanismo do sino, mas chamamos a atenção para a necessidade de, a curto-prazo, a CML (ATL) ter de providenciar uma nova desmontagem de todo o mecanismo do relógio a fim de se corrigirem as deficiências herdadas e proceder à inevitável remontagem minuciosa do mesmo e à efectiva calibragem dos ponteiros, para que o relógio não volte a estar em perigo de ruptura a médio-prazo com tem estado desde o célebre 'restauro' de há nem 5 anos.
2. Estátua de D. José I
Continuamos sem compreender como é que neste caso (não estamos perante esculturas da Antiguidade...) não foram recuperados os elementos decorativos em falta/mutilados do conjunto alegórico da base da estátua (fotos em anexo, por Miguel Jorge), elementos que, recorde-se, não foram quebrados ou vítimas da ferrugem há centenas ou milhares de anos, mas selvaticamente mutilados ao longo dos últimos 20 anos.
A nosso ver, esta era/é a oportunidade certa para se refazer os dedos quebrados, a trompa, os arreios, etc. - recorde-se, a este propósito, que com o crescendo da delinquência (e não sanção dos delinquentes), a partir de agora, se abre um grave precedente: a cada escultura que se parta ou roube um elemento decorativo, nada será reconstituído.
Apelamos a V. Exa. a que reveja esta situação, a fim de podermos ter esperança de que não só a nossa melhor estátua como todas as outras estátuas mutiladas na via pública de Lisboa num passado recente (Marquês de Pombal, Largo da Armada, Entre-Campos, etc.) possam voltar ao seu esplendor.
Na expectativa, aceite os nossos melhores cumprimentos
Paulo Ferrero, Luís Serpa, Pedro Formozinho Sanchez, Pedro Fonseca, Fernando Jorge, Jorge Lopes, Rossana Ballabio, Luís Marques da Silva, Jorge Lopes, Carlos Matos, Nuno Caiado, Júlio Amorim, Virgílio Marques e Miguel de Sepúlveda Velloso
O mercado de Campo de Ourique está como novo
Ir à praça vai ter outra graça, em Campo de Ourique. A partir de meados de Outubro há tasquinhas e animação, num mercado renovado
Por estes dias e até à segunda semana de outubro, as tardes no Mercado de Campo de Ourique estarão mais barulhentas. Há escadotes montados, berbequins a darem os últimos retoques e tintas a embelezar a fachada (o cinzento do ferro vai passar a verde). Quando se arrumarem todas as ferramentas e pincéis, no meio das renovadas bancas de fruta, legumes e peixe, nascerá um conceito inovador nos mercados lisboetas, mas há muito em voga em Madrid ou Barcelona. As portas estarão abertas para as compras comuns, com muito mais para descobrir. Na zona central deste mercado, já lá estão quatro grandes quiosques, com lugar para 16 tasquinhas de diferentes donos, que não concorrem entre si. E um pórtico para uma esplanada. Todos os parceiros envolvidos e os lojistas mais antigos serão convidados a manter a animação do espaço com acontecimentos ligados à vida de uma praça. "O hábito de comprar no mercado tem de ser reabilitado", nota Marta Costa, diretora de marketing da empresa que ganhou esta exploração, num concurso lançado pela Câmara Municipal. A filosofia que seguem obriga a uma lógica premium, de proximidade com as pessoas e muita inovação à mistura. Ao deambular pelas diferentes tasquinhas, das 10 da manhã às 11 da noite aos dias úteis, e até à uma ao fim-de-semana, está previsto que se gaste qualquer coisa como 15 euros, saindo bastante satisfeito. Se preferir, também pode levar as iguarias para casa. Comece já a ficar com água na boca com o que por aí vem:
TASQUINHAS
Charcutaria - enchidos e queijos prontos a petiscar
Garrafeira - o paraíso dos amantes de vinho: pode degustar-se a bebida a copo ou comprar uma garrafa
Geladaria - gelados artesanais, de preferência feitos com fruta do mercado
Carne - Pica-pau e outros petiscos, sempre à base de carne de boa qualidade
Champanheria - ostras e champanhe de várias origens
Marisqueira- delícias do mar, simplesmente cozidas ou mais cozinhadas
Bar - com um cantinho só para gin, haverá todo o tipo de cocktails alcoólicos
Americano - finger food do outro lado do Atlântico, como onion rings ou chicken wings
Japonês - um conceito especial de sushi para mercado, by Noori
Hamburgueria - os hamburgueres caseiros estão na moda e por isso não podiam faltar neste espaço
Café - sumos naturais com fruta da época, à escolha do freguês, mas não só
Pasteleria - produtos tradicionais de grande qualidade, como queijadas ou pastéis de nata
Chef do Mercado - um cozinheiro terá aqui um pequeno restaurante, mas também estará disposto a cozinhar qualquer proteína acabada de comprar no mercado
Italiano - pizza à fatia, carpaccio, bruschetas e outras iguarias deste país
Petiscaria - todo o tipo de tapas ibéricas
Pop Up - um espaço aberto a projetos inovadores com maior rotatividade
Espaço Pop Up - um carrinho que andará a circular pelo mercado com ofertas originais
Do jardim para o mercado Diogo Sousa Coutinho, dono do restaurante Noori e da empresa que está a explorar o Mercado de Campo de Ourique, acaba de ganhar a concessão do quiosque do jardim da Burra, ao pé da Basílica da Estrela, o único da cidade que ainda mantém a traça Arte Nova. Este pequeno espaço será uma montra do que existe no mercado e os turistas (ou lisboetas) mais distraídos serão ali encaminhados para as tasquinhas de Campo de Ourique.
Contra os carros na zona histórica, marchar. Todo o meu apoio:
In O Corvo (2.10.2013)
Texto e fotografia: Luís Filipe Sebastião
01/10/2013
QUE DIZER DE UM POVO QUE NÃO RESPEITA O SEU PATRIMÓNIO ?
Vandalismo sobre o Chafariz da Praça Dr. José de Figueiredo, situado frente ao Museu de Arte Antiga, em Lisboa, com furto das pedras do rebordo do bebedouro circular do monumento.
João Pinto Soares
À atenção da CML:
Por favor, revejam o estrangulamento na Alameda da Cidade Universitária, porque assim se mata uma boa intervenção global.