21/03/2014

Campanha publicitária agressiva da marca Continente por ocasião da abertura de uma loja na Rua João Saraiva, Bairro de Alvalade








Hoje, dia 21/03/2014 a zona de Alvalade compreendida entre o cruzamento Avenida Estados Unidos- Praça do Santo António/ Avenida da Igreja-Rotunda em frente à igreja de S. João de Brito/Avenida Rio de Janeiro e Rua João Saraiva, amanheceu com este aspecto: Pendões publicitários em todos os candeeiros da Avenida de Roma no intervalo mencionado; Pendões móveis-bamdeirolas em todas as ruas referidas, colocados em frente de todas as lojas e do Pingo Doce da mesma rua: balões nos espelhos dos carros; placas nos espaços ajardinados; meninos e meninas de segway, de bicicleta, a pé a distribuir panfletos, setas direccionais fixas, pelo menos seis já inundam o bairro. Uma campanha tão atroz como inútil: já toda a gente conhece o Continente, já toda a gente sabia que ia abrir a loja. Tudo isto para além de já ocuparem os omnipresentes outdoors e de passarem na televisão spots da famigerada abertura.

Esta presença provocou da parte do Pingo Doce uma resposta também com meninas e meninos com tarjas móveis gigantes, com bandeirolas junto da sua loja, com uma carrinha estacionada com quatro piscas na rotunda em frente à igreja. Uma guerra comercial infantil, grotesca, superflua.

Nem a CML, nem a Junta sabiam que a coisa iria ter esta dimensão. Nós, os habitantes do bairro, também não. 

O novo espaço público do Bairro dos Sargentos (Ajuda)


Chegado por e-mail:

Alerta e fotos por MF

20/03/2014

Candeeiros de Lisboa: R. Capitão Renato Baptista

Imagem chegada por email, com a informação de que as colunas de iluminação desta rua não são alvo de pintura ou manutenção há mais de 2 décadas... Os moradores também se queixam que o Departamneto de iluminação da CML não responde aos pedidos de intervenção de restauro... estarão a planear o abate das colunas?

19/03/2014

RUA DOS CORREEIROS: as esplanadas...


Imagens chegadas por email. Os mega ménus estão de volta Sr. Vereador Sá Fernandes!

Triste sina a do legado de Frederico Daupiás:


Enquanto isso, o Chalet Daupiás lá continua a desaparecer aos bocadinhos... emparedado, já só restam as paredes, e dos jardins em socalco, apenas os socalcos. Triste sina: http://patrimoniolx.tripod.com/daupias.html.

14/03/2014

Lago no Largo de São Carlos


Exmo. Senhor Vereador
Dr. José Sá Fernandes


CC. PCML, AML e Media

No rescaldo da transferência de competências da Câmara Municipal de Lisboa para as Juntas de Freguesia, vimos pelo presente alertar V. Exa. para o estado calamitoso do lago existente no Largo de São Carlos, e solicitar que nos esclareça sobre a quem assacar responsabilidades por esta confrangedora e escandalosa ausência de manutenção?

Melhores cumprimentos


Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho e Fernando Jorge


«Cities Mobilize to Help Those Threatened by Gentrification»

PHILADELPHIA — Cities that have worked for years to attract young professionals who might have once moved to the suburbs are now experimenting with ways to protect a group long deemed expendable — working- and lower-middle class homeowners threatened by gentrification.
The initiatives, planned or underway in Boston, Philadelphia, Washington, Pittsburgh and other cities, are centered on reducing or freezing property taxes for such homeowners in an effort to promote neighborhood stability, preserve character and provide a dividend of sorts to those who have stayed through years of high crime, population loss and declining property values, officials say.
Newcomers, whose vitality is critical to cities, are hardly being turned away. But officials say a balance is needed, given the attention and government funding being spent to draw young professionals — from tax breaks for luxury condominium buildings to new bike lanes, dog parks and athletic fields.
“We feel the people who toughed it out should be rewarded,” said Darrell L. Clarke, president of the Philadelphia City Council, which last year approved legislation to limit property tax increases for longtime residents. “And we feel it is incumbent upon us to protect them.”

Artigo completo aqui: http://mobile.nytimes.com/2014/03/04/us/cities-helping-residents-resist-the-new-gentry.html?from=global.home

Foto: Colina do Castelo, um dos bairros ameaçados de gentrification, tal como a Colina de Santana e o Príncipe Real, com a monocultura dos projectos de habitação de luxo, hotéis de charme, short term rentals, etc... O que estará a CML a fazer para responder a estes novos problemas? Nada até que o problema seja tão grave que terão de reagir - Lisboa, quase sempre a reagir e quase nunca a prevenir, antecipar...

O estacionamento selvagem em Belém


Chegado por e-mail, por Filipe Teixeira, com foto de João Miranda.

Mais uma Pedra & Cal nas bancas:


Muito obrigado ao Gecorpa pela oportunidade que nos deu de falarmos sobre Norte Júnior: http://www.gecorpa.pt/revista_edicao.aspx?idr=58.

05/03/2014

PLANETA EMEL: R. Luz Soriano


O nosso obrigado ao CDS pelo convite e, claro, ao Luís Salvador Marques da Silva por ir representar o Fórum Cidadania Lx neste debate.

04/03/2014

PASSEIOS DE LISBOA: Rua das Flores

Imagem e denúncia recebidas por email. De facto, se a CML continuar a produzir calçada de má qualidade (ao ponto dos especialistas já a não poderem classificar como "calçada") e se continuar a não reparar os buracos, será muito mais fácil convencer os cidadãos de que a "calçada" é uma coisa má para a cidade do futuro. Imagem da Rua das Flores ao Chiado, um exemplo de calçada de má qualidade e com buracos há mais de 6 meses, sem qualquer acção por parte da CML ou Junta de Freguesia.

03/03/2014

DESTRUIÇÃO: Portas originais do Areeiro & Alvalade

ANTES...
DEPOIS!
Como é possível que portas em madeira maciça (muitas delas de madeiras nobres), desenhadas pelos melhores arquitectos e engenheiros do periodo Modernista (com ferragens únicas, criadas de propósito) sejam destruídas apesar do seu bom estado de conservação? Apenas para dar lugar a portas novas, de alumínio lacado de catálogo, sem qualquer mais valia estética ou de segurança!? Isto é m acto de pura bárbarie cultural. E uma vergonha nacional pois isto ocorre numa das zonas urbanas mais ricas da capital. Até quando é que a ignorância vai comandar o futuro do Património do Movimento Moderno? Fotos: Destruição de uma porta original dos anos 40 do séc. XX na Avenida João XXI. 

19/02/2014

Cerveja barata + falta de educação e civismo = lixo!

In blog O Corvo 19-2-2014
Sobre o problema da falta de civismo, maioritariamente de alunos do Instituto Superior Técnico, que faz com que o magnifico jardim do Arco Cego, esteja em parte, mas permanentemente transformado em lixeira, o blog O Corvo publica hoje um post que apenas vem comprovar aquilo que a Associação de Moradores das Avenidas Novas há muito vem denunciando e alertando - a venda a baixo preço e até fora de horas, de cerveja, cujos copos ficam espalhados no jardim, provocando o espectáculo que a imagem mostra.




E o mais grave de tudo, é que isto é provocado maioritariamente por alunos do IST, de quem seria de esperar uma consciência ambiental e uma educação própria de quem chega ao ensino superior, depois de pelo menos 12 anos de estudos, mas que infelizmente aquilo que demonstram é precisamente o contrário, um comportamento de quem não respeita nada nem ninguém. Será esta a tão falada, geração rasca, que só julga ter direitos e nenhumas obrigações para com a sociedade em que vive, fazendo com que um espaço magnifico como o jardim do Arco Cego, pareça por vezes uma lixeira a céu aberto, onde não raras vezes são visíveis ratazanas a circularem no meio do lixo.

15/02/2014

LIXEIRAS DE LISBOA: Largo do Mitelo


Um dos muitos eco-porcos de Lisboa... na nova Freguesia de Arroios.

13/02/2014

Pela Ribeira das Naus


A doca da caldeirinha, onde já se vêem as antigas paredes, que continuam lá. Não é um buraco feito de novo...


E a outra doca seca, que está a ser desenterrada.


Por João Miranda, via DCL

12/02/2014

Palácios de Lisboa - 3 - Quinta das Águias à Junqueira Fevereiro de 2014

Entrada da Quinta das Águias, palácio setecentista edificado antes do terramoto. muito do que existe ainda é dessa altura. É Imóvel de Interesse Público. Encontra-se na rua da Junqueira, toda ela deveria ser parte integrante de um percurso temático do qual fizessem parte os város palácios que nela se enquadram Palácio Ribeira Grande, em ruínas, Palácio Burnay a precisar de um urgente restauro, Quinta das Águias, palácio dos Condes da Ponte, Palácio dos Condes da Ega com o magnífico salão Pompeia, Palácio Angeja,  Palácio Lázaro Aranha. 

Original alpendre com uma belíssima colunata. A maior parte dos azulejos setecentistas já desapareceu. Terão sido recolhidos pelo PISAL? Alguém sabe do seu paradeiro? Este palácio foi mandado edificar entre 1731 e 1748, pelo filho de Secretário de Estado de D. João V, que tal como o pai se chamava Diogo de Mendonça Corte-Real. É um palácio histórico que merece com toda a certeza um melhor destino do que o actual, o do abandono, da negligência, da indiferença

Base de um dos torreões da Quinta das Águias, janelas abertas à destruição dos interiores. O que terá acontecido aos silhares de azulejos barrocos e aos tectos de estuques, às pinturas e a todo o restante património?

Portão da entrada lateral da Quinta das Águias

Este é o aspecto actual da entrada daquele que é um dos mais belos palácios barrocos de Lisboa. 

Está-se à espera de quê para agir? Pode a CML, em nome da transparência e do dever de informação, dizer-nos o que se passa? Há ou não há um projecto de hotel? Pode a DGPC , tal como já foi pedido aqui, esclarecer-nos sobre o caderno de encargos exigido ao eventual promotor, que valores mercem ser preservados no processo hipotético de transformação do palácio em hotel? Enquanto nada dizem, a ruína avança sem obstáculos. 

Mais duas janelas abertas à destruição

Onde estão os azulejos em falta? Será que para a CML, para a DGPC, para todos nós, basta assobiar para o lado, enquanto edifícios notáveis como este são destruídos todos os dias?
Será que nada escapa aos amigos da vandalização mais completa e acabada do património lisboeta?A Rua da Junqueira é uma rua monumental e apesar do seu estatuto ímpar no conjunto das ruas de Lisboa, é vítima desta libertinagem. Em Lisboa tudo é possível. Não, não é um cenário pós-bélico, é um cenário pós-cidade

Actual aspecto daquilo que foi um jardim setecentista. Quinta das Águias

Não sobrou nenhuma das palmeiras centenárias do palácio. Em breve não sobrará nenhum dos azulejos setecentistas, nenhum dos estuques. O promotor terá fugido? A CML dirá que não pode substituir-se ao proprietário, seja ele quem for, a DGPC terá um útil parecer dos seus serviços jurídicos que justificará a sua etterna inacção, os cidadãos por aqui continuarão a passar sem ver. É confrangedor e vergonhoso que em Lisboa, vários dos palácios históricos, sejam hoje autênticas ruínas. Proponho que se faça uma exposição sobre todo esse invulgar legado. Talvez assim a comunicação social comunique, a CML actue, a DGPC saia do seu mutismo, os cidadãos exijam a defesa da sua cidade. 

ZEP na estação Fluvial Sul e Sueste


Portaria n.º 109/2014. D.R. n.º 30, Série II de 2014-02-12 Presidência do Conselho de Ministros - Gabinete do Secretário de Estado da Cultura Fixa a zona especial de proteção da Estação Fluvial Sul e Sueste, na Avenida Infante D. Henrique, Lisboa, freguesia de Santa Maria Maior, concelho e distrito de Lisboa: http://dre.pt/pdf2sdip/2014/02/030000000/0426804269.pdf.

Se for uma ZEP para levar à letra, óptimo, mas se for letra morta, então é trabalho e tempo perdidos.

09/02/2014

Marc Almond: a praga anti-urbana dos «luxury flats‏»

O músico Mark Almond, numa entrevista recente, fala do terrível sentimento de "perda" que sente frequentemente na cidade que se está a construir nos dias de hoje. No Fórum Cidadania Lx compreendemos bem o problema, também bem presente na nossa Lisboa:
 
«I wake up some mornings and I feel overwhelmed with loss.»

Loss of what?
MARK ALMOND: Everything. People. My youth. The world we live in. We’re constantly losing things. The quality of our lives is being stripped away and replaced with a celebration of mediocrity. I hate it when I see old buildings being pulled down. The two words I hate most in the world are “luxury flats”! They pulled down the Gainsborough Studios where Alfred Hitchcock made so many fantastic films. There’s a Tesco there now. A Tesco and some luxury flats! Why couldn’t they have made that into a film museum dedicated to British films? It’s not about wanting to live in the past. There are lots of exciting things happening now, if you know where to look for them. But I do think we should value the past.’

So here we are in Soho, a place where you certainly have a past. At Wilton’s you sang a new song called ‘Soho So Long’. How much has it changed in the 25 years since you lived here?

MARK ALMOND: ‘It’s become a very commercialised place. You can still find the spirit of Soho here and there, but on the whole it feels very much like an imitation, a show we put on for the tourists. Soho was always a very bohemian place, full of artists and outsiders. When I first came here in my late teens, listening to songs like “The London Boys”, Soho was quite a dark, edgy place. Like I wrote on “Little Rough Rhinestones” [from the final Soft Cell album “This Last Night In Sodom”]: “The deep dark-red doorways call to a limbo of loneliness”. And a lot of that old spirit has gone. The world that inspired me has kind-of moved on in a way. Which is probably why I find myself writing about the past, or things I’ve written about so many times before.’

08/02/2014

POSTAL DA GRAÇA: Largo da Graça


R. Alexandre Herculano 40/ R. Mouzinho de Albuquerque: «ampliação com demolição» vulgo, mais um cabeçudo:


Já está concluído e aberto ao publico - é mais um cabeçudo, com mais 2 pisos em cima e vários em cave... Outro hotel de demolição de "charme" claro! Ainda por cima, o prédio estava em estado óptimo, pelo que não havia nenhuma razão objectiva para o esventrar por completo, por despacho, mais a mais estando, como estava, no Inventário Municipal do Património (isso é o quê, mesmo?!)

Receia-se agora por aqueles dois gémeos do outro lado da Rua Mouzinho de Albuquerque, em estilo "neogótico"...