21/01/2019
25/02/2016
Não se perde grande coisa enquanto prédio, perde-se História...nesta cidade de hotéis: «Prédio da Rádio Renascença vai ser hotel de charme»
Por Inês Banha
19/02/2014
O senhorio da Ginjinha Sem Rival/Eduardino (Portas Sto. Antão) quer despejá-la até 1 Jul. violando os termos do projecto (aparthotel) aprovado em Maio 2012???!!
Dr. António Costa
Somos a protestar de forma veemente pelo pré-anunciado desaparecimento da ‘licoraria’ Ginjinha Sem Rival/Eduardino, ex-libris da Baixa e do nosso comércio de maior tradição e carácter, sita na Rua das Portas de Santo Antão, nº 7!
Com efeito, segundo fomos informados, o senhorio do prédio terá informado os proprietários daquele estabelecimento da denúncia do respectivo contrato, intimando-os a fecharem as portas da Ginjinha Sem Rival até dia 1 de Julho de 2014, por motivo de obras no edifício para a sua transformação em aparthotel, dando assim seguimento ao projecto de alterações (581/EDI/2011) aprovado pela CML em Maio de 2012.
Acontece, porém, o seguinte:
1. Uma das condicionantes para a aprovação do referido projecto foi «O espaço de comércio ocupado pela loja “Ginginha Eduardinha”, mantém a sua ocupação e função, sendo a reabilitação a realizar somente da fachada no âmbito da recuperação total da fachada do edifício» (vide Informação 38874/INF/DIVPE/Gesturbe/2011).
2. O edifício em causa insere-se no perímetro classificado Conjunto de Interesse Público (Portaria n.º 740-DV/2012, de 19 de Dezembro de 2012.
3. O estabelecimento em causa está inscrito no Inventário Municipal do Património anexo ao Plano Director Municipal, ver artigo 31.91 Ginjinha Eduardino / Rua das Portas de Santo Antão, 7.
Pelo que, a verificar-se esta intimação do proprietário, a mesma será não só profundamente lamentável, como será mais um péssimo exemplo de má prática camarária em matéria de urbanismo comercial e de defesa e salvaguarda do património cultural da cidade, como assumirá contornos ilegais.
Solicitamos, por isso, Senhor Presidente, a melhor intervenção da Câmara Municipal de Lisboa, para que se evite mais um caso de destruição do nosso comércio de referência; de um estabelecimento extremamente popular e afectivo entre locais e turistas, e que integra, recordamos, a maior parte das rotas e passeios constantes dos melhores guias de viagem; é presença assídua na imprensa nacional e estrangeira, está na mesma família há 4 gerações, desde finais do século XIX, e, não menos importante, julgamos, mantém-se íntegra e genuína.
Com os melhores cumprimentos
Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho e Fernando Jorge
C.c. Vereador Manuel Salgado, AML, DGPC, Junta de Freguesia de Santa Maria Maior, Media
Foto: Alice Violeta
18/12/2013
E pronto, lá vão enfiar com 3-4 pisos em cima do antigo Palácio dos Cds. de Coculim:
...
E pronto, o que esteve para ser em 2008 e não foi até hoje - http://cidadanialx.blogspot.pt/2008/06/et-voil-de-novo-cantando-e-rindo-de.html - já começou a ser. Há batalhas mais importantes do que esta, convenhamos, e como os moradores, também, parece que gostam do 'paquete' que vão construir em cima do antigo palácio e fábrica junto ao Campo das Cebolas, olhem, paciência, sempre se ganharam telhados em telha em vez dos terraços do primeiro projecto, hehe :-(
18/11/2013
ADEGA DOS LOMBINHOS: «THE END»
07/06/2013
"Febre hoteleira" está a destruir identidade da Baixa, diz autarca
Por Marisa Soares
«Câmara diz agora que há dez projectos de hotéis para a zona da Baixa pombalina a aguardar licença e mais três em obra. Em Março, Manuel Salgado tinha afirmado que estvam pendentes 30 e sete em obra
O presidente da Junta de Freguesia de São Nicolau, António Manuel, acusa a câmara de estar a transformar a Baixa de Lisboa num "condomínio fechado de hotéis de charme" e a permitir a "destruição do tecido económico e social" que a caracteriza.
Segundo o gabinete do vereador do Urbanismo e vice-presidente da Câmara de Lisboa, Manuel Salgado, estão a aguardar licenciamento dez projectos de hotéis para a Baixa pombalina, que correspondem a 1166 camas.
Em obra estão actualmente três hotéis, com 261 camas, indicou agora, por escrito, a mesma fonte. Esta informação, porém, contradiz as declarações que, segundo António Manuel, Salgado terá feito numa reunião pública da câmara, em Março, afirmando que havia 30 hotéis a aguardar aprovação e sete em obra. O PÚBLICO tentou contactar Salgado, para esclarecer esta contradição, mas sem sucesso.
Sejam dez ou 30, a verdade é que em quase todas as ruas da Baixa pombalina se encontram prédios em mau estado de conservação, com placas de aviso sobre pedidos de licenciamento de obras. O presidente da Junta de São Nicolau é peremptório: "É preciso travar o quanto antes esta febre hoteleira, se não quisermos perder irremediavelmente a Baixa e o que a caracteriza." Segundo afirma, já existem 80 unidades hoteleiras na zona.
Salvaguarda em risco
Mais do que a quantidade, o autarca eleito pelo PSD para aquela freguesia da Baixa está preocupado com a qualidade dos projectos e o impacto que terão na dinâmica daquela zona histórica.
António Manuel afirma que o Plano de Salvaguarda da Baixa Pombalina, aprovado em 2010, que define regras de reabilitação do edificado, não está a ser tido em conta pela câmara. "Não se está a respeitar nem a filosofia nem os documentos estratégicos do plano, que dizem que a reabilitação deve contemplar a fórmula de um terço para habitação, um terço para comércio e um terço para serviços", refere.
O principal problema, argumenta, é que a instalação de novas unidades hoteleiras está a fazer-se "à custa do desalojamento de moradores e do desaparecimento de lojas históricas ligadas à identidade da Baixa". E dá como exemplo o projecto previsto para o quarteirão do antigo Convento do Corpus Christi, situado entre as ruas dos Fanqueiros, São Nicolau, Douradores e Vitória. Este edifício do século XVII, reconstruído após o terramoto de 1755 e classificado como imóvel interesse público, vai ser todo ocupado por um hotel, cujo projecto já foi licenciado pela Câmara de Lisboa.
Nalgumas das lojas que aí havia e que entretanto foram despejadas decorrem escavações arqueológicas, acompanhadas pela Direcção-Geral do Património Cultural (ex-Igespar), que deu parecer positivo à obra com essa única condicionante. Mas ainda restam meia dúzia de comerciantes e alguns moradores, que terão de sair até ao final do Verão.
"Nesse conjunto vive o morador mais antigo da Baixa. Uma das lojas, a Adega dos Lombinhos, faria 100 anos em 2017. Estas lojas são a grande atracção da Baixa, são elas que a tornam diferente da Baixa de outra qualquer cidade europeia", observa o autarca, que defende a convivência dos hotéis com o comércio tradicional.
Está-se a fazer uma "reabilitação sem alma", lamenta. E a tendência não é de agora. Já em 2008, a instalação de um hotel no cruzamento da Rua dos Correeiros com a Rua de Santa Justa fez desaparecer a última loja de correeiros da Baixa pombalina. "Devia ter sido conciliada a instalação do hotel com o comércio pré-existente. Era uma loja secular que fazia parte do imaginário da Baixa", observa António Manuel.
Candidatura na gaveta
Esta preocupação é partilhada pela vereadora do PSD na câmara Mafalda Magalhães de Barros, que acusa Manuel Salgado de manter os projectos "no segredo dos deuses", abrindo portas à "especulação imobiliária". A vereadora teme que as intervenções previstas naquela zona possam pôr em causa a candidatura da Baixa a Património Mundial da UNESCO, sobre a qual também pouco se sabe. Em Dezembro de 2011, Salgado anunciou que a autarquia ia retomar o processo - iniciado em 2004, mas depois suspenso devido à necessidade de elaborar um plano de salvaguarda que veio a ser aprovado em 2010. Desde então, o assunto não voltou à ordem do dia.
"Nos prédios pombalinos as fachadas não são muito interessantes. O que é interessante é a construção integrada, os interiores em azulejos, as pinturas nas paredes, a construção em gaiola", explica a também antiga directora da Direcção Municipal de Conservação e Reabilitação Urbana. Mafalda Magalhães Barros acredita que estão a ser feitas "demolições integrais do interior dos edifícios", sem respeito pelo que resta do património.
"A candidatura da Baixa exigiria uma maior cautela no que respeita aos valores patrimoniais", entende a vereadora do PSD. Sem ela, está-se a "passar o rolo compressor" sobre o que resta dos edifícios pombalinos e, ao mesmo tempo, a "expulsar" moradores e comerciantes. "Não temos nada contra os hotéis, mas tem de haver lugar para as pessoas", remata. »
04/06/2013
OPERAÇÃO IMOBILIÁRIA PÕE TRANSEUNTES EM PERIGO

Por Francisco Neves (texto) e João Paulo Dias (fotos)
Adquirido há anos pelo Hotel Turim Lisboa, que lhe fica ao lado, na Filipe Folque, no local do prédio onde viveu Humberto Delgado, o edifício em causa é um exemplo de degradação propositada: há danos evidentes e aparente risco de colapso de algumas varandas das traseiras, a fachada está descascada em vários pontos, havendo vizinhos que se queixam da queda de “pedras” e pedaços de reboco sobre o passeio adjacente.
Este perigo para os transeuntes, disse um inquilino, levou a uma intervenção dos bombeiros – removeram uma pedra de uma varanda das traseiras – que ali deixaram um gradeamento amovível da Câmara Municipal de Lisboa. As barreiras, no entanto, não exibem qualquer sinal que indique por que razão empurram os peões para a faixa rodoviária, nem que o perigo, por assim dizer, vem do alto…. Talvez por isso, o Corvo testemunhou há dias um morador de uma rua vizinha usar o passeio por dentro da vedação, alheio ao perigo de algo lhe poder cair em cima. Era estrangeiro e pensava que os passeios são para os peões.
Mas o que é mais notório neste prédio escalavrado são as janelas e portadas das varandas abertas, como se o proprietário tivesse interesse em danificá-lo. “É para meter medo às pessoas”, diz um dos actuais inquilinos do prédio da Tomás Ribeiro. Tem aqui a sua minúscula oficina de sapataeiro há 46 anos e paga a renda, que já foi actualizada, à Caixa Geral de Depósitos. “Andam a abrir as janelas para correr eles [os últimos residentes]”, disse o artesão, sem querer identificar-se. “A seguir a ter morrido o inquilino do primeiro andar, vieram cá abrir as portadas da varanda dele. A Câmara devia apertar com os donos, que isto não se faz”, comentou.
É melhor manter a distância, pois não se sabe o que vem lá de cima.
Nelson Antunes, o social-democrata que preside à Junta de Freguesia de São Sebastião da Pedreira, conhece este prédio do início do século XX e acrescenta que “o interior está uma desgraça”. “O proprietário foi, por várias vezes, notificado pela câmara para fazer reparações, mas sem resultado. Já antes a CML quis fazer obras coercivas, mas o dono do prédio faleceu, o prédio foi vendido e voltou tudo à estaca zero”, contou o autarca. Segundo ele, o edifício está nas mãos do grupo proprietário do vizinho Turim Lisboa Hotel (e de várias outras unidades hoteleiras do país), que pretende torná-lo numa extensão desta unidade.
É o que afirma uma brochura promocional onde se anuncia que, em 2015, o Turim Lisboa Hotel conhecerá “significativas obras de ampliação, passando a disponibilizar 180 quartos e várias salas para eventos e reuniões”. Nesse folheto vê-se o edifício pintado de azul com uma garagem para a Tomás Ribeiro e as janelas do rés-do-chão rasgadas até ao solo, mas no restante mantendo o desenho exterior.
Com a morte recente da antiga porteira, o prédio ficou com quatro inquilinos: o sapateiro do nº48, uma galeria de arte no 42, um escritório de uma empresa no segundo andar e um particular no último. A explicação para a situação anómala, que põe em risco moradores e transeuntes, estará no facto de o hotel querer construir aqui uma extensão sem ter chegado ainda a acordo com todos os inquilinos para que estes saiam.
Valdemar Teixeira, dono da galeria “Antigo q.b.” foi, no ano passado, levado a tribunal pelo senhorio, a Sociedade de Construções Quinta do Bispo, com sede em Portimão, detentora de vários hotéis e apartamentos. “Chegámos a acordo quanto à indemnização para eu sair, mas passados uns dias eles deram o acordo como nulo, alegando que o advogado deles não estaria mandatado para tal. Deram o dito por não dito. E agora não há acordo”, resume o negociante de arte, sentado entre uma pintura de Silva Porto e outra de João Hogan. “Passados uns meses, aparceram aí os Sapadores Bombeiros que tentaram fechar a entrada da galeria com a vedação que aí está, mas eu não os autorizei. Ameacei logo deitar a grade abaixo e o comandante da Polícia Municipal, que cá veio, concordou que eu tenho todos os direitos a exercer o meu comércio”.
“Não faço acordo nenhum, porque já sei que não vão cumprir”, afirma o comerciante. Valdemar também diz que os donos do prédio já foram “não sei quantas vezes ameaçados com obras coercivas, mas nunca passaram cartão à Câmara. Não sei como é que a Câmara aceita esta situação com a maior das naturalidades”.
Este inquilino conta que, há dias, encontrou o dono do hotel e das Construções Quinta do Bispo, o sr. Martins. “Disse-me que vendera umas quotas a uns espanhóis.” Agora, quem aparece como proprietário do prédio e do hotel é a Imobimacos, Sociedade de Administração de Imóveis SA, que tem escritório no Alameda Turim Hotel. Contactada pelo Corvo, Rita Martins, um quadro desta empresa, recusou-se peremptoriamente a comentar o assunto.»
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Isto é tudo muito bonito mas a CML tem aqui uma oportunidade de ouro para mostrar o que vale, ou seja, se o que diz sobre 'amar' as Avenidas Novas é verbo de encher em ano de eleições ou é mesmo um desiderato com resultados práticos. Ou seja, ainda, é tempo da CML tomar posse administrativa deste imóvel e fazer obras coercivas. De seguida apresenta a factura ao dono. Caso contrário toma ela em mãos a venda/arrendamento dos andares. Ponto.
Além do mais, o projecto de hotelzinho é mais que mau, consentâneo aliás com os exemplos na vizinhança...
20/05/2013
O que é isto?
Uma coisa é fazer-se 'notícia' da abertura de um hotelzinho na Praça da Figueira, etc. e tal, outra, bem diferente, é permitir-se a ocupação abusiva do espaço público, na circunstância o passeio defronte ao mesmo. Ali não passa a fiscalização da CML, é? Porquê?
















