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21/01/2019

Entretanto, o Palácio Condes da Ribeira Grande ...


Deixou-se de amarelo ocre ... mas o resto mantém-se. (info via Vizinhos de Alcântara)

25/02/2016

Não se perde grande coisa enquanto prédio, perde-se História...nesta cidade de hotéis: «Prédio da Rádio Renascença vai ser hotel de charme»


In Diário de Notícias (25.2.2016)
Por Inês Banha

«Nova unidade na Rua Ivens, em Lisboa, vai ter 94 quartos e as obras começam em Junho. Rádio muda-se para quinta entre Benfica e a Buraca.

Ao fim de 80 anos no Chiado, a Rádio Renascença vai deixar o histórico número 14 da Rua Ivens para dar lugar a um hotel de charme. O início das obras já está marcado: no segundo semestre deste ano, o edifício que é ocupado pela Emissora Católica Portuguesa desde 1937, começará a ser transformado numa unidade com 94 quartos. Será mais uma a juntar aos cerca de 20 espaços hoteleiros - entre hotéis, hostels e apartamentos de arrendamento a turistas - que existem no Chiado, no coração de Lisboa.

O número 14 da Rua Ivens é propriedade da Fidelidade, Companhia de Seguros, S. A. e a previsão é de que a mudança de instalações do grupo R/com - Renascença Comunicação Multimédia se mude para a Quinta do Pastor, entre Benfica e a Buraca, até ao final de junho. "Até ao final do primeiro semestre, contamos fazer a mudança para as novas instalações", adiantou ao Dinheiro Vivo, há cerca de duas semanas, José Luís Ramos Pinheiro, administrador do grupo que detém ainda a RFM, instalada também no Chiado. O dirigente do R/Com frisou ainda que o novo espaço, com uma área de quatro mil metros quadrados, oferece "melhores condições para toda a empresa, permitindo ter estúdios totalmente digitais, com capacidades de transmissão web acrescidas, com os estúdios a funcionar como uma unidade integrada".

É no semestre seguinte que, avança ao DN fonte oficial da Fidelidade, terão início as obras para converter o edifício datado do século XIX, integrado na área classificada da Lisboa Pombalina, num hotel de charme com 94 quartos. A seguradora não revela, porém, o valor do investimento nem o tempo previsto para a duração dos trabalhos que culminarão na abertura de mais uma unidade hoteleira na capital. E esta está longe de ser a única a abrir portas nos próximos tempos.

Até 2018, está prevista a abertura em Lisboa, segundo informação disponível no site do Observatório da Associação de Turismo de Lisboa, de 16 hotéis, oito dos quais já este ano. Já no próximo, serão sete e, no seguinte, mais um. A maioria concentra-se no centro histórico, mas há também um previsto, por exemplo, para o aeroporto. Outros oito projetos estão já referenciados, mas não têm ainda data de inauguração anunciada.

No final de 2014, havia na capital 163 unidades hoteleiras - mais 34% do que quatro anos antes, quando eram apenas 122. A estimativa é da consultora imobiliária Worx, que, em setembro, salientou que não se trata de uma tendência única da capital portuguesa. "O aumento significativo da oferta hoteleira na cidade de Lisboa foi acompanhada por outras cidades europeias, ainda assim nenhuma outra conseguiu superar este incremento próximo dos 34%", lê-se no estudo elaborado por aquela entidade, citado então pelo jornal Expresso.

No mesmo período, o crescimento em Oslo (Noruega) foi de 18,6%, em Praga (República Checa) de 18,6% e em Budapeste (Hungria) de 18,4%. Já em 2015, abriram, só entre os meses de janeiro e setembro, 12 hotéis.

Esta é, ainda assim, apenas uma pequena parte da oferta hoteleira da capital, que inclui ainda hostels e apartamentos alugados a turistas. No Chiado, por exemplo, dos 18 espaços contabilizados pelo DN através do site Trivago, um motor de busca hoteleira, apenas seis são hotéis - tantos como os alojamentos de Bed&Breakfast, um alojamento que oferece apenas dormida e pequeno-almoço (ver infografia).

Há ainda situações de particulares que optam por alugar as suas casas a visitantes ocasionais, aproveitando o boom turístico dos últimos anos e incentivados pelo barulho noturno nas principais zonas de diversão da cidade.

Sobre o hotel de charme que nascerá no número 14 da Rua Ivens não se conhecem ainda detalhes, apesar de o DN os ter solicitado à Fidelidade. Certo é que, em causa, está um edifício que, ao longo de mais de um século, teve diversos ocupantes. Datado do século XIX, foi casa, entre 1914 e 1950, da Companhia dos Grandes Armazéns Alcobia, entidade responsável por grande parte da sua decoração interior, de acordo com o Sistema de Informação para o Património Arquitetónico, gerido pela Direção-Geral do Património Cultural. O edifício, originalmente um palacete, tem ainda acesso pela Rua Capelo, tendo, desse lado, funcionado a Pensão Nova Capelo e a Casa do Algarve. Depois do final de junho, conhece uma nova vida.»

19/02/2014

O senhorio da Ginjinha Sem Rival/Eduardino (Portas Sto. Antão) quer despejá-la até 1 Jul. violando os termos do projecto (aparthotel) aprovado em Maio 2012???!!


Exmo. Senhor Presidente
Dr. António Costa


Somos a protestar de forma veemente pelo pré-anunciado desaparecimento da ‘licoraria’ Ginjinha Sem Rival/Eduardino, ex-libris da Baixa e do nosso comércio de maior tradição e carácter, sita na Rua das Portas de Santo Antão, nº 7!

Com efeito, segundo fomos informados, o senhorio do prédio terá informado os proprietários daquele estabelecimento da denúncia do respectivo contrato, intimando-os a fecharem as portas da Ginjinha Sem Rival até dia 1 de Julho de 2014, por motivo de obras no edifício para a sua transformação em aparthotel, dando assim seguimento ao projecto de alterações (581/EDI/2011) aprovado pela CML em Maio de 2012.

Acontece, porém, o seguinte:

1. Uma das condicionantes para a aprovação do referido projecto foi «O espaço de comércio ocupado pela loja “Ginginha Eduardinha”, mantém a sua ocupação e função, sendo a reabilitação a realizar somente da fachada no âmbito da recuperação total da fachada do edifício» (vide Informação 38874/INF/DIVPE/Gesturbe/2011).
2. O edifício em causa insere-se no perímetro classificado Conjunto de Interesse Público (Portaria n.º 740-DV/2012, de 19 de Dezembro de 2012.
3. O estabelecimento em causa está inscrito no Inventário Municipal do Património anexo ao Plano Director Municipal, ver artigo 31.91 Ginjinha Eduardino / Rua das Portas de Santo Antão, 7.

Pelo que, a verificar-se esta intimação do proprietário, a mesma será não só profundamente lamentável, como será mais um péssimo exemplo de má prática camarária em matéria de urbanismo comercial e de defesa e salvaguarda do património cultural da cidade, como assumirá contornos ilegais.

Solicitamos, por isso, Senhor Presidente, a melhor intervenção da Câmara Municipal de Lisboa, para que se evite mais um caso de destruição do nosso comércio de referência; de um estabelecimento extremamente popular e afectivo entre locais e turistas, e que integra, recordamos, a maior parte das rotas e passeios constantes dos melhores guias de viagem; é presença assídua na imprensa nacional e estrangeira, está na mesma família há 4 gerações, desde finais do século XIX, e, não menos importante, julgamos, mantém-se íntegra e genuína.

Com os melhores cumprimentos


Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho e Fernando Jorge

C.c. Vereador Manuel Salgado, AML, DGPC, Junta de Freguesia de Santa Maria Maior, Media

Foto: Alice Violeta

18/12/2013

E pronto, lá vão enfiar com 3-4 pisos em cima do antigo Palácio dos Cds. de Coculim:


In Publituris e Vida Imobiliária (16.12.2013)

«O Grupo Hotusa vai iniciar a construção de um hotel de cinco estrelas da marca Eurostars em Lisboa, em Janeiro de 2014. Trata-se de um projecto para o Campo das Cebolas (Cais de Santarém), anunciado em 2008. Ainda no primeiro trimestre, o grupo vai dar início a um outro projecto, mas de quatro estrelas, em Cascais. Ambos têm previsão de abertura em Setembro de 2015.

De acordo com Luís Cruz, director executivo da Hotusa em Portugal, os dois projectos totalizam um investimento de 35 milhões de euros (22 milhões para o hotel em Lisboa e 13 milhões para o de Cascais). No caso da unidade no Cais de Santarém, esta terá 89 quartos e resulta da recuperação de antigo edifício, já o hotel de Cascais será construído de raiz, num terreno junto ao restaurante Entraguas e terá a marca Exe Hotels.»

...

E pronto, o que esteve para ser em 2008 e não foi até hoje - http://cidadanialx.blogspot.pt/2008/06/et-voil-de-novo-cantando-e-rindo-de.html - já começou a ser. Há batalhas mais importantes do que esta, convenhamos, e como os moradores, também, parece que gostam do 'paquete' que vão construir em cima do antigo palácio e fábrica junto ao Campo das Cebolas, olhem, paciência, sempre se ganharam telhados em telha em vez dos terraços do primeiro projecto, hehe :-(

18/11/2013

ADEGA DOS LOMBINHOS: «THE END»

Sim, encerrou as portas no último dia de Outubro. Sim, é outra loja de tradição, que não estava moribunda, mas que fechou graças a mais um "todo poderoso" projecto de hotelaria para a Baixa. Aconteceu com a Mercearia Açoreana na Rua da Prata (desapareceu para dar lugar à entrada de Hotel) e vai acontecer o mesmo com este edifício na Rua dos Correeiros / Rua dos Fanqueiros. Porque não poderia este estabelecimento - autenticamente lisboeta - ser integrado com sensibilidade no futuro Hotel  de 5 estrelas? Porque não houve vontade para o fazer. A Baixa já mostra sintomas preocupantes de se vir a tornar em bairro monofuncional, ou seja, meramente turístico, cada vez mais vazio de residentes e reduzida a negócios/lojas exclusivamente dedicados às necessidades (boas e más) dos turistas. Falta em Lisboa uma verdadeira gestão do Turismo. A lógica actual ainda é o elementar  «venham todos!» e depois logo se vê o que acontece à fábrica da cidade e aos lisboetas. O Turismo pode, se não for bem gerido, ser mais destrutivo  a médio/longo prazo do que benéfico para Lisboa. 

07/06/2013

"Febre hoteleira" está a destruir identidade da Baixa, diz autarca


In Público (6/6/2013)
Por Marisa Soares


«Câmara diz agora que há dez projectos de hotéis para a zona da Baixa pombalina a aguardar licença e mais três em obra. Em Março, Manuel Salgado tinha afirmado que estvam pendentes 30 e sete em obra


O presidente da Junta de Freguesia de São Nicolau, António Manuel, acusa a câmara de estar a transformar a Baixa de Lisboa num "condomínio fechado de hotéis de charme" e a permitir a "destruição do tecido económico e social" que a caracteriza.

Segundo o gabinete do vereador do Urbanismo e vice-presidente da Câmara de Lisboa, Manuel Salgado, estão a aguardar licenciamento dez projectos de hotéis para a Baixa pombalina, que correspondem a 1166 camas.

Em obra estão actualmente três hotéis, com 261 camas, indicou agora, por escrito, a mesma fonte. Esta informação, porém, contradiz as declarações que, segundo António Manuel, Salgado terá feito numa reunião pública da câmara, em Março, afirmando que havia 30 hotéis a aguardar aprovação e sete em obra. O PÚBLICO tentou contactar Salgado, para esclarecer esta contradição, mas sem sucesso.

Sejam dez ou 30, a verdade é que em quase todas as ruas da Baixa pombalina se encontram prédios em mau estado de conservação, com placas de aviso sobre pedidos de licenciamento de obras. O presidente da Junta de São Nicolau é peremptório: "É preciso travar o quanto antes esta febre hoteleira, se não quisermos perder irremediavelmente a Baixa e o que a caracteriza." Segundo afirma, já existem 80 unidades hoteleiras na zona.

Salvaguarda em risco

Mais do que a quantidade, o autarca eleito pelo PSD para aquela freguesia da Baixa está preocupado com a qualidade dos projectos e o impacto que terão na dinâmica daquela zona histórica.

António Manuel afirma que o Plano de Salvaguarda da Baixa Pombalina, aprovado em 2010, que define regras de reabilitação do edificado, não está a ser tido em conta pela câmara. "Não se está a respeitar nem a filosofia nem os documentos estratégicos do plano, que dizem que a reabilitação deve contemplar a fórmula de um terço para habitação, um terço para comércio e um terço para serviços", refere.

O principal problema, argumenta, é que a instalação de novas unidades hoteleiras está a fazer-se "à custa do desalojamento de moradores e do desaparecimento de lojas históricas ligadas à identidade da Baixa". E dá como exemplo o projecto previsto para o quarteirão do antigo Convento do Corpus Christi, situado entre as ruas dos Fanqueiros, São Nicolau, Douradores e Vitória. Este edifício do século XVII, reconstruído após o terramoto de 1755 e classificado como imóvel interesse público, vai ser todo ocupado por um hotel, cujo projecto já foi licenciado pela Câmara de Lisboa.

Nalgumas das lojas que aí havia e que entretanto foram despejadas decorrem escavações arqueológicas, acompanhadas pela Direcção-Geral do Património Cultural (ex-Igespar), que deu parecer positivo à obra com essa única condicionante. Mas ainda restam meia dúzia de comerciantes e alguns moradores, que terão de sair até ao final do Verão.

"Nesse conjunto vive o morador mais antigo da Baixa. Uma das lojas, a Adega dos Lombinhos, faria 100 anos em 2017. Estas lojas são a grande atracção da Baixa, são elas que a tornam diferente da Baixa de outra qualquer cidade europeia", observa o autarca, que defende a convivência dos hotéis com o comércio tradicional.

Está-se a fazer uma "reabilitação sem alma", lamenta. E a tendência não é de agora. Já em 2008, a instalação de um hotel no cruzamento da Rua dos Correeiros com a Rua de Santa Justa fez desaparecer a última loja de correeiros da Baixa pombalina. "Devia ter sido conciliada a instalação do hotel com o comércio pré-existente. Era uma loja secular que fazia parte do imaginário da Baixa", observa António Manuel.

Candidatura na gaveta


Esta preocupação é partilhada pela vereadora do PSD na câmara Mafalda Magalhães de Barros, que acusa Manuel Salgado de manter os projectos "no segredo dos deuses", abrindo portas à "especulação imobiliária". A vereadora teme que as intervenções previstas naquela zona possam pôr em causa a candidatura da Baixa a Património Mundial da UNESCO, sobre a qual também pouco se sabe. Em Dezembro de 2011, Salgado anunciou que a autarquia ia retomar o processo - iniciado em 2004, mas depois suspenso devido à necessidade de elaborar um plano de salvaguarda que veio a ser aprovado em 2010. Desde então, o assunto não voltou à ordem do dia.

"Nos prédios pombalinos as fachadas não são muito interessantes. O que é interessante é a construção integrada, os interiores em azulejos, as pinturas nas paredes, a construção em gaiola", explica a também antiga directora da Direcção Municipal de Conservação e Reabilitação Urbana. Mafalda Magalhães Barros acredita que estão a ser feitas "demolições integrais do interior dos edifícios", sem respeito pelo que resta do património.

"A candidatura da Baixa exigiria uma maior cautela no que respeita aos valores patrimoniais", entende a vereadora do PSD. Sem ela, está-se a "passar o rolo compressor" sobre o que resta dos edifícios pombalinos e, ao mesmo tempo, a "expulsar" moradores e comerciantes. "Não temos nada contra os hotéis, mas tem de haver lugar para as pessoas", remata. »

04/06/2013

OPERAÇÃO IMOBILIÁRIA PÕE TRANSEUNTES EM PERIGO


In O Corvo (4/6/2013)
Por Francisco Neves (texto) e João Paulo Dias (fotos)

Na esquina da rua Tomás Ribeiro com a Filipe Folque, um prédio que já é um risco para os escassos inquilinos está a tornar-se um perigo para os peões.A sua degradação tem sido acelerada pela abertura de janelas e portadas às intempéries por parte do proprietário. Que não acata as intimações da CML para obras e se recusa a explicações.

Adquirido há anos pelo Hotel Turim Lisboa, que lhe fica ao lado, na Filipe Folque, no local do prédio onde viveu Humberto Delgado, o edifício em causa é um exemplo de degradação propositada: há danos evidentes e aparente risco de colapso de algumas varandas das traseiras, a fachada está descascada em vários pontos, havendo vizinhos que se queixam da queda de “pedras” e pedaços de reboco sobre o passeio adjacente.

Este perigo para os transeuntes, disse um inquilino, levou a uma intervenção dos bombeiros – removeram uma pedra de uma varanda das traseiras – que ali deixaram um gradeamento amovível da Câmara Municipal de Lisboa. As barreiras, no entanto, não exibem qualquer sinal que indique por que razão empurram os peões para a faixa rodoviária, nem que o perigo, por assim dizer, vem do alto…. Talvez por isso, o Corvo testemunhou há dias um morador de uma rua vizinha usar o passeio por dentro da vedação, alheio ao perigo de algo lhe poder cair em cima. Era estrangeiro e pensava que os passeios são para os peões.

Mas o que é mais notório neste prédio escalavrado são as janelas e portadas das varandas abertas, como se o proprietário tivesse interesse em danificá-lo. “É para meter medo às pessoas”, diz um dos actuais inquilinos do prédio da Tomás Ribeiro. Tem aqui a sua minúscula oficina de sapataeiro há 46 anos e paga a renda, que já foi actualizada, à Caixa Geral de Depósitos. “Andam a abrir as janelas para correr eles [os últimos residentes]”, disse o artesão, sem querer identificar-se. “A seguir a ter morrido o inquilino do primeiro andar, vieram cá abrir as portadas da varanda dele. A Câmara devia apertar com os donos, que isto não se faz”, comentou.

É melhor manter a distância, pois não se sabe o que vem lá de cima.


Nelson Antunes, o social-democrata que preside à Junta de Freguesia de São Sebastião da Pedreira, conhece este prédio do início do século XX e acrescenta que “o interior está uma desgraça”. “O proprietário foi, por várias vezes, notificado pela câmara para fazer reparações, mas sem resultado. Já antes a CML quis fazer obras coercivas, mas o dono do prédio faleceu, o prédio foi vendido e voltou tudo à estaca zero”, contou o autarca. Segundo ele, o edifício está nas mãos do grupo proprietário do vizinho Turim Lisboa Hotel (e de várias outras unidades hoteleiras do país), que pretende torná-lo numa extensão desta unidade.

É o que afirma uma brochura promocional onde se anuncia que, em 2015, o Turim Lisboa Hotel conhecerá “significativas obras de ampliação, passando a disponibilizar 180 quartos e várias salas para eventos e reuniões”. Nesse folheto vê-se o edifício pintado de azul com uma garagem para a Tomás Ribeiro e as janelas do rés-do-chão rasgadas até ao solo, mas no restante mantendo o desenho exterior.

Com a morte recente da antiga porteira, o prédio ficou com quatro inquilinos: o sapateiro do nº48, uma galeria de arte no 42, um escritório de uma empresa no segundo andar e um particular no último. A explicação para a situação anómala, que põe em risco moradores e transeuntes, estará no facto de o hotel querer construir aqui uma extensão sem ter chegado ainda a acordo com todos os inquilinos para que estes saiam.

Valdemar Teixeira, dono da galeria “Antigo q.b.” foi, no ano passado, levado a tribunal pelo senhorio, a Sociedade de Construções Quinta do Bispo, com sede em Portimão, detentora de vários hotéis e apartamentos. “Chegámos a acordo quanto à indemnização para eu sair, mas passados uns dias eles deram o acordo como nulo, alegando que o advogado deles não estaria mandatado para tal. Deram o dito por não dito. E agora não há acordo”, resume o negociante de arte, sentado entre uma pintura de Silva Porto e outra de João Hogan. “Passados uns meses, aparceram aí os Sapadores Bombeiros que tentaram fechar a entrada da galeria com a vedação que aí está, mas eu não os autorizei. Ameacei logo deitar a grade abaixo e o comandante da Polícia Municipal, que cá veio, concordou que eu tenho todos os direitos a exercer o meu comércio”.

“Não faço acordo nenhum, porque já sei que não vão cumprir”, afirma o comerciante. Valdemar também diz que os donos do prédio já foram “não sei quantas vezes ameaçados com obras coercivas, mas nunca passaram cartão à Câmara. Não sei como é que a Câmara aceita esta situação com a maior das naturalidades”.

Este inquilino conta que, há dias, encontrou o dono do hotel e das Construções Quinta do Bispo, o sr. Martins. “Disse-me que vendera umas quotas a uns espanhóis.” Agora, quem aparece como proprietário do prédio e do hotel é a Imobimacos, Sociedade de Administração de Imóveis SA, que tem escritório no Alameda Turim Hotel. Contactada pelo Corvo, Rita Martins, um quadro desta empresa, recusou-se peremptoriamente a comentar o assunto.»

...


Isto é tudo muito bonito mas a CML tem aqui uma oportunidade de ouro para mostrar o que vale, ou seja, se o que diz sobre 'amar' as Avenidas Novas é verbo de encher em ano de eleições ou é mesmo um desiderato com resultados práticos. Ou seja, ainda, é tempo da CML tomar posse administrativa deste imóvel e fazer obras coercivas. De seguida apresenta a factura ao dono. Caso contrário toma ela em mãos a venda/arrendamento dos andares. Ponto.

Além do mais, o projecto de hotelzinho é mais que mau, consentâneo aliás com os exemplos na vizinhança...

20/05/2013

O que é isto?




Uma coisa é fazer-se 'notícia' da abertura de um hotelzinho na Praça da Figueira, etc. e tal, outra, bem diferente, é permitir-se a ocupação abusiva do espaço público, na circunstância o passeio defronte ao mesmo. Ali não passa a fiscalização da CML, é? Porquê?

Fotos: VM