Mostrar mensagens com a etiqueta Largo da Estefânia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Largo da Estefânia. Mostrar todas as mensagens

09/06/2016

Pedido de esclarecimentos sobre demora na obra de reconstrução do lago do Largo de D. Estefânia


​Exmo. Senhor Vereador
Arq. Manuel Salgado


C.c. PCML, AML, JF Arrroios, Media

Desde há mais de 2 meses que o lago do Largo D. Estefânia se encontra com o muro de protecção conforme a foto documenta, em resultado de um aparatoso desastre de viação.

Solicitamos a V. Exa. que nos informe quando é que os serviços da Câmara Municipal de Lisboa vão poder recuperar o mesmo.

Numa cidade como Lisboa, onde se tornou uma raridade termos um lago ou uma fonte operacional e limpa, como era o caso da presente, só podemos lamentar o que agora também este lago com a escultura barroca de Machado de Castro.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Luís Marques da Silva, ​Fernando Jorge, Júlio Amorim, Irina Gomes, Jorge Santos Silva, António Branco Almeida, Beatriz Empis, António Araújo, Jorge Pinto, Maria Ramalho e Nuno Vasco Franco

Foto: LMS

08/10/2012

Lisboa, capital europeia da demolição. Largo da Estefânia


Para justificar a demolição do prédio do início do séc. XX (1910) os proprietários afirmavam que o poeta Fernando Pessoa nunca lá tinha vivido (a sociedade civil, os historiadores, todos andavam a delirar!) mas agora que já conseguiram o que pretendiam, isto é, erguer um edifício novo com o dobro da área de construção (mais a impermeabilização total do logradouro para caves de estacionamento) a história já é diferente. Porque para vender os apartamentos do novo prédio os mesmos senhores já aceitam que o poeta lá viveu - e exploram descaradamente e sem vergonha esse facto. Pois aqui têm o «Edifício Fernando Pessoa»: no antes e depois! Lisboa, Capital Europeia da Demolição!.

06/02/2012

Espuma na Estefânia



Chegado por e-mail (ontem):

«Esta manhã a Fonte da Rotunda da Estefânia estava coberta de espuma. Aproximei-me a pensar que era gelo, mas era espuma e cheirava a detergente... É normal isto? Ali bebem água centenas de pombos... A Câmara não vai tratar disto?

Se pretenderem partilhar... Envio fotos

Rui Cláudio Dias»

24/06/2010

Começou a demolição de um prédio que teve Fernando Pessoa como inquilino


In Público (24/6/2010)
Por Cláudia Sobral

«Edifício na Avenida de Casal Ribeiro dará lugar a empreendimento de luxo. Directora da Casa Fernando Pessoa não se opõe mas diz que "isto prova que não estimamos o nosso património"

É um prédio de gaveto devoluto, junto ao Largo de Dona Estefânia, com paredes de tijolos a barrar as antigas entradas. Depois de anos e anos de degradação crescente e de polémicas sobre uma eventual demolição, o edifício Arte Nova vai desaparecer, para dar lugar a um projecto de luxo com a assinatura da empresa Cáfe.

Diz-se que foi uma das inúmeras moradas de Fernando Pessoa - a tal Leitaria Alentejana onde, algures entre 1915 e 1916, o senhor Sengo ofereceu dormida ao poeta, num quarto exíguo, que por alguns tempos foi do criador do universo dos heterónimos pessoanos, segundo contou o primeiro biógrafo do poeta, João Gaspar Simões, em Vida e Obra de Fernando Pessoa.

As obras de demolição começaram há pouco - ontem ainda se montavam andaimes em torno do edifício - e deverão estar concluídas dentro de um mês, conforme avançou fonte da proprietária do prédio e responsável pela obra. No seu lugar vai nascer um totalmente novo, de oito andares, para habitação e comércio, no rés-do-chão. Imitará o estilo do antigo, mas será mais alto, à semelhança dos edifícios contíguos, como explicou um funcionário da empresa, que não quis ser identificado.

Nem a fachada se mantém

Segundo a mesma fonte, o prédio chegou a um ponto de degradação que torna impossível a sua recuperação: "O prédio não tem condições físicas para se manter. Nem sequer a fachada." A directora da Casa Fernando Pessoa, Inês Pedrosa, admite que, em certos casos, demolir os edifícios poderá ser a melhor solução. "Se está em degradação, se não está assinalado e se não há lá nada para ver, isto não me choca", afirmou. "Choca-me mais que os locais onde viveu e trabalhou Pessoa não estejam assinalados", acrescentou, adiantando ainda que o facto de ser construído um novo edifício no lugar do antigo não impede que o local seja assinalado como o lugar onde, em tempos, houve outro prédio onde terá vividoFernando Pessoa.

"Se não se pudesse mexer em cada casa onde viveu Fernando Pessoa, não se podia mexer em muitas casas de Lisboa", sublinhou, num gesto de compreensão. E explicou que a casa onde o poeta português viveu mais tempo está preservada, com o quarto tal qual como ele o deixou e com os seus objectos pessoais. "Mas claro que isto só prova que não estimamos o nosso património", rematou a directora da Casa Fernando Pessoa.

A polémica que envolve o prédio da esquina entre a Avenida de Casal Ribeiro e a Rua do Almirante Barroso arrasta-se há quase uma década. Passados nove anos desde que o primeiro pedido de demolição deu entrada na Câmara de Lisboa - recusado em 2003 - o n.º 1 da Avenida de Casal Ribeiro vai mesmo abaixo. Para a Cáfe, o problema dos entraves à destruição do edifício "já está resolvido". O PÚBLICO pediu informações à autarquia, mas não obteve resposta em tempo útil.»

...



O "engraçado" é que foi precisamente aqui, neste blogue, que começou a denúncia desta situação. Na altura foi o "snapshot" aos ladrões que, em cima de escadas, roubavam os azulejos Arte Nova. Feita a queixa à PM, nada aconteceu. E por aqui continuou a denúncia deste caso, para onde, recorde-se, a CML e a Casa Pessoa diziam ter um projecto de conservação e restauro, isto há 6-7 anos. Nada disso aconteceu, claro, e só aconteceu o que vai acontecendo por toda a Lisboa: prédio destelhado, janelas abertas, incêndios espontâneos e depois, zás, projecto de demolição e construção nova aprovado por razões de segurança. É mais um triste episódio num folhetim (resenha feita em 2008) cujo fim não se vislumbra, antes pelo contrário. Até quando?

08/05/2010

Aqui viveu Fernando Pessoa

Aqui viveu Fernando Pessoa em 1915. Num quarto do primeiro andar da Avenida Casal Ribeiro, 1 torneja Rua Almirante Barroso, 2. Este prédio tem a idade da nossa República - foi erguido no final de 1910. Desde 2002 que o proprietário - a Cafe - pretende demolir o imóvel. Primeiro tentou obter aprovação na CML. Mas o pedido foi indeferido. Em 2007 a Cafe iniciou trabalhos ilegais de demolição que foram embargados. Um novo pedido de demolição entretanto entregue já foi aprovado pela CML. É nesta cidade que queremos viver?