14/02/2018
11/11/2017
Portugal à venda....
03/08/2017
Casa da Pesca - Apêlo ao PM para transferência de tutela do INIAV/Min. Agricultura para a CM Oeiras
Exmo. Senhor Primeiro-Ministro
Dr. António Costa
No seguimento da resposta infra que nos foi dada no passado dia 17 de Julho pelo Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, I.P., ao nosso pedido de autorização de visita ao interior da Casa da Pesca e respectiva envolvente, a fazer no âmbito das Jornadas Europeias do Património 2017, somos a renovar junto de V. Excelência o nosso apêlo de 2016, uma vez que os pressupostos do ofício que nos foi enviado pelo gabinete do Sr. Ministro da tutela há um ano se revelara inconsequentes, pois não há qualquer notícia sobre protocolo algum muito menos que a Casa da Pesca tenha deixado de continuar a cair aos bocados e a encher-nos a todos de vergonha.
Com efeito, esta situação vem-se agravando ano após ano, governo após governo, situação que não se aceita nem compreende dado estar em causa uma dos conjuntos barrocos mais importantes do legado de Pombal, por isso parte integrante de um conjunto classificado de Monumento Nacional. É lamentável que desde há precisamente 30 anos que a Casa da Pesca continue votada ao abandono, à incúria, ao vandalismo, às intempéries. Todas as promessas feitas até aqui se revelaram falsas.
Mais não compreendemos como é possível que o Ministério da Agricultura continue a não abrir mão deste conjunto patrimonial, para cuja manutenção se revela manifestamente incapaz, escusando-se a cedê-lo a quem o possa recuperar, como cremos ser a vontade expressa já por diversas pela Câmara Municipal de Oeiras.
Em vésperas do Ano Europeu do Património Cultural 2018, solicitamos a V. Excelência, Senhor Primeiro-Ministro, para que atente a esta situação escandalosa, dando instruções ao Ministério da Agricultura para que resolva esta situação com carácter de urgência, porque a Casa da Pesca não resistirá por muito mais tempo.
Com os melhores cumprimentos
Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Ana Celeste Glória, Ana de Carvalho Antunes, Gonçalo Cornélio da Silva, Vítor Vieira, Jorge Pinto, Inês Beleza Barreiros, Beatriz Empis, Júlio Amorim, Miguel de Sepúlveda Velloso, Miguel Jorge, Ana Alves de Sousa, Maria do Rosário Reiche, Fátima Castanheira
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Exmos. Senhores
Em resposta ao vosso e-mail infra encarrega-me o Senhor Presidente do Conselho Diretivo do INIAV, IP Doutor Nuno Canada de informar que por motivos de segurança não será possível efetuar a visita solicitada.
Com os melhores cumprimentos
Dalila Oliveira
Secretariado / Presidência Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, I.P.
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De: Fórum CidadaniaLx [mailto:forumcidadanialx@gmail.com]
Enviada: segunda-feira, 17 de Julho de 2017 15:44
Para: Presidência INIAV; Relações Públicas
Cc: dgpc@dgpc.pt; PaulaSilva@dgpc.pt; Carla Alexandra Lopes; gab.presidente@cm-oeiras.pt
Assunto: Jornadas Europeias do Património 2017 - Pedido de visita a 24 Setembro
Exmos. Senhores
Vimos pelo presente solicitar-vos autorização para visitarmos o complexo da Casa da Pesca, na Quinta do Marquês, em Oeiras, no próximo dia 24 de Setembro, Domingo, pela 10h30, no âmbito das Jornadas Europeias do Património 2017.
Gostaríamos de poder visitar o interior da Casa da Pesca, bem como os tanques decorados a azulejo, o aqueduto e restante complexo.
A visita, se no la permitirem, será gratuita, guiada por especialista na história e uso daqueles edifícios, e deverá contar com um máximo de 50 pessoas.
Na expectativa, subscrevemo-nos com os melhores cumprimentos
Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho e Fernando Jorge
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20/09/2016
O remate "ao" Palácio da Ajuda
1. Há que dar os parabéns (sinceros) ao Governo e à CML por demonstrarem afã e coragem (o tema, inexplicavelmente, sempre foi reclamação exclusiva dos tendencialmente monárquicos) em querer solucionar este assunto da ala inacabada da Ajuda, uma verdadeira VERGONHA nacional.
2. Contudo, acho que o que está aqui em causa merece um DEBATE PÚBLICO (por mais tempo que demore, desde que seja conclusivo) com consulta pública, divulgação de todos os projectos de remate (ou estudos prévios, como é o caso mais recente) feitos até hoje, enunciando-se os prós e contras de cada um deles, desde o impacte visual ao custo financeiro e tempo de obra (para se evitar que tudo seja para inaugurar à pressa…), passando por uma questão essencial: é melhor terminar-se a ala poente ou mantê-la inacabada, desde que com arranjo paisagístico adequado?
3. Depois, um projecto desta natureza deve ser objecto de um CONCURSO PÚBLICO INTERNACIONAL (CCB, lembram-se?). Estamos no século XXI e não propriamente no tempo das adjudicações por despacho. E este remate não é a um simples prédio de esquina nem ao estaminé de junta de freguesia mas a um palácio nacional, por acaso talvez o mais importante do país.
4. A forma encontrada para o FINANCIAMENTO do projecto parece-me boa e muito bem achada, e justa, se por via directa das receitas das taxas criadas recentemente. Nada a opor, portanto, e tudo a aplaudir, ainda que me pareça que o custo final será muitíssimo superior ao agora estimado, como tudo o que é feito neste país. Mas custa-me que seja a CML a ter o grosso do esforço financeiro, quando o palácio é NACIONAL, mas já estamos habituados, vide o Arco da Rua Augusta, outro dos símbolos maiores do Poder Central (e não há que ter medo das palavras) está entregue à CML desde 2012 e com bons resultados (não é disso que se trata), enfim, sinal dos tempos.
5. Muito menos há algo a opor ao programa encontrado para exploração da ala poente: as JÓIAS, as pratas e os tesouros escondidos ou mal expostos na Ajuda merecem estar expostos e bem expostos ainda que o ideal fosse usar toda a ala Norte para o efeito, fazendo sair dali os serviços vários que ali estão. Ainda que nunca tenha percebido como é que havendo ali a Galeria D. Luís I, claramente subvalorizada bastas vezes sem saberem o que lhe hão-de fazer, não seja transformada em exposição permanente dessas mesmas jóias.
6. Sobre o estudo prévio agora apresentado, e independentemente da bondade e da originalidade da sua autoria (o seu autor é dos próprios quadros, dirigentes, da DGPC), acho aquela SOLUÇÃO ESTÉTICA no mínimo decepcionante, e no máximo horrorosa. Não havia outra forma de dar um tratamento moderno, asséptico, limpo à fachada (eu sei que detestam o pastiche…) mantendo a pedra (lioz?) sem ser transformando-a naquela grelha de barbebue? Num “estore” monumental? E déjà vu ainda por cima – vide a ceaucescuniana CGD, a sede paquidérmica da EDP ou até à mirrada fachada do museu antoniano à Sé.
7. Por fim, só se fala no remate e nos milhões para o remate. Mas um projecto que vise, e bem, terminar com a vergonha da Ajuda, acabando ou mantendo a ruína existente, não é projecto a valer se se esquecer das DEMAIS VERGONHAS FÍSICAS da Ajuda: o estado calamitoso do belo torreão Sul, o torreão Norte à espera não sei bem do quê, os Serenins cheios de computadores e com água a entrar pela cobertura, a Torre do Galo com rachas monumentais e com sinos presos por milagre, e a praça miserável em que está, e, por fim, o Jardim das Damas, exemplo maior da não cooperação entre a Ajuda e a CML, pois continua por abrir ao público e com problemas técnicos por resolver...






