NÃO PERCA:

NÃO PERCA:

31/03/2012

Ecosfera

Depois das abelhas morrerem, morrerá o homem.... Einstein.



"76% da produção alimentar e 84% das espécies vegetais da UE dependem da polinização das abelhas
Aumento da mortalidade das abelhas requer “medidas urgentes”, dizem eurodeputados" 



 A Importância Universal e a Urgência deste tema, justificam a sua publicação Aqui … e em Todo o Lado …Partilhem e Divulguem !
António Sérgio Rosa de Carvalho



Pesticidas mais usados relacionados com o declínio das abelhas
30.03.2012
PÚBLICO

Dois estudos científicos, agora publicados na revista Science, revelam que os pesticidas mais usados no mundo estão a contribuir para o declínio das populações de abelhas e de abelhões e que, por isso, os processos de autorização devem ser reavaliados.

Em ambas as investigações estudaram-se os efeitos dos neonicotinóides, introduzidos na década de1990 e que se tornaram os insecticidas mais comuns em todo o mundo, no sistema nervoso central das abelhas. Elas têm estado a morrer no mundo inteiro, nas últimas décadas, o que se atribuiu também à infecção por alguns fungos.

A equipa, coordenada por Penelope Whitehorn, da Universidade de Stirling, no Reino Unido, olhou para os efeitos dos imidacloprides, um tipo de neonicotinóide que a Direcção-Geral de Agricultura portuguesa considera “extremamente perigoso para abelhas” e aves.

Durante seis semanas, Whitehorn e os colegas expuseram colónias de abelhões da espécie Bombus terrestris a baixos níveis de imidacloprides, semelhantes àqueles a que estes insectos são expostos na natureza. Os investigadores concluíram que as colónias eram entre 8 a 12% mais pequenas do que aquelas que não foram expostas ao insecticida. Além disso, produziram 85% menos rainhas. “Os abelhões polinizam muitas das nossas culturas e flores selvagens. O uso de neonicotinoides coloca, claramente, uma ameaça à sua saúde e precisa de ser reavaliado com urgência”, disse Dave Goulson, da mesma universidade e co-autor do artigo, citado num comunicado.

O outro artigo - da equipa de Mickaël Henry, do Instituto Nacional francês para a Investigação Agrícola (INRA) – estudou os impactos de um outro neonicotinoide, o tiametoxame, também considerado pela Direcção-Geral de Agricultura portuguesa “perigoso para as abelhas” e que não se deve aplicar na época da floração das plantas. Estes investigadores colocaram microships em cada abelha para seguir os seus movimentos ao entrar e sair das colmeias. Nalguns animais, os cientistas aplicaram uma dose de tiametoxame: a probabilidade de morrerem fora das colmeias aumentou duas a três vezes, porque este insecticida interferiu com as suas capacidades de orientação. “As colónias de abelhas expostas a este químico entram num processo de declínio do qual já será muito difícil recuperar”, concluíram os cientistas.

Os níveis deste insecticida considerados não letais para as abelhas poderão estar subestimados, os autores do estudo salientam os autores do estudo. “Muitas vezes, os fabricantes de insecticidas desconhecem as consequências das doses que não chegam a matar os animais, mas que causam alterações nos seus comportamentos”, concluiu Mickaël Henry.

Zoo de Lisboa. Aqui os animais comem melhor do que nós




Por Clara Silva, publicado em 31 Mar 2012 in I online
Hoje é Dia da Nutrição e o Zoo convida os visitantes a aprender a cozinhar refeições para os animais. Fomos conhecer os chefes de cozinha

No reptilário do Jardim Zoológico de Lisboa há uma pequena cozinha com frigorífico, microondas e até um rádio. É aí que Susana, tratadora de répteis há 14 anos, descasca uma manga para o prato que vai servir à família de hidrossauros, uma espécie de grandes lagartos da Malásia. “Sei melhor onde estão as coisas aqui do que na minha casa”, confessa enquanto corta a fruta com uma destreza invejável. No prato começa a compor-se uma salada digna de um restaurante: alface, manga, maçã, banana, uvas e couves que chegam todos os dias do Centro de Nutrição do Zoo. “Os hidrossauros são omnívoros e por isso vamos variando”, explica. “Hoje comem verduras, mas ontem comeram gafanhotos vivos.”

A alimentação é feita de manhã pelos três tratadores antes do reptilário abrir as portas ao público. “Até porque muitos visitantes não gostam de ver as [cobras] pitão a digerir animais inteiros”, acrescenta Telma Araújo, responsável pelos répteis e pelas aves. “Elas ainda demoram algum tempo a digerir e por isso, nos dias em que comem, é a primeira coisa que fazemos assim que chegamos.”

As pitão são o animal que dá mais trabalho a alimentar. “São precisos dois tratadores e usamos o vidro como escudo”, continua Telma. “Ultimamente têm-nos dado muito trabalho porque andam a zangar-se e uma quer sempre o coelho da outra.”

Quando se fala em coelho não estamos a falar de um arrozinho de coelho. “Vai inteiro, até porque na natureza não está lá ninguém para lhes partir a comida.” No reptilário as pitão não comem todos os dias. “Têm de fazer uma muda de pele e aí percebemos que absorveram e podem comer outra vez”, explica Telma. “Nesta altura do ano é de 15 em 15 dias.”

Nos outros dias, os chefes de cozinha improvisados, que é como quem diz os tratadores, não têm descanso. A ementa demora quase uma hora e meia a preparar e depois há que deixar os pratos nos aquários. “Muitos deles só comem à tarde, quando está mais calor, porque a luz e a temperatura influenciam a alimentação”, diz Telma.

BUFFET DE SALADA Na cozinha Susana continua a preparar iguarias. Desta vez corta pedaços finos de carne para dar aos axolotes, um animal da família das salamandras. “Cortamos a carne e o peixe como se fossem as minhocas que eles encontram na natureza”, conta Susana. “Até dá mais jeito lhes darmos a comida assim.” Com uma pinça, leva a minhoca à boca do axolote que a devora em poucos segundos. Também há dias em que comem insectos, alguns que são criados no próprio Zoo.

“Na verdade, estes animais comem melhor do que qualquer um de nós no dia-a-dia”, afirma Telma. “Há muita diversidade e a comida é pesada e calculada. É aquilo que ninguém faz por nós.”

No jardim das tartarugas, uma delas com cem anos, um miúdo chama a avó e aponta para a comida: “Olha, avó, é buffet!” Na relva Susana preparou três espetadas com couves, melão, uvas, bananas e manga. “A ideia é espalhar a comida pela instalação para estimular comportamentos naturais”, diz Telma. “Assim elas passam o dia a tentar chegar ao alimento.”

PEIXE FRESCO No Delfinário, os seis golfinhos não têm de se mexer muito para chegarem à comida. Basta abrirem a boca. Todos os dias os treinadores alimentam-nos de peixe partido ao meio, com o cuidado de dar primeiro a cabeça, para que não se engasguem com as espinhas pontiaguda. “São alimentados à boca e cada um tem o seu balde de comida identificado com cores”, explica Arlete Sogorb, veterinária do Delfinário. “É melhor do que uma criancinha num infantário”, ri-se.

No computador, os treinadores têm gráficos onde apontam as calorias ingeridas diariamente pelos golfinhos. “São eles que determinam a dieta diária, eu só defino o número de quilocalorias por dia e eles combinam o peixe”, diz Arlete.

Arenque, cavala, blue whiting, capelin, estes são os peixes que fazem parte da dieta dos golfinhos. “Até porque se um dia o camião do arenque avariar e o stock não chegar temos de ter alternativas”, diz Arlete. Uma vez por ano, vinte toneladas de arenque chegam ao Jardim Zoológico vindas da Suécia. O resto do peixe vem da Holanda, “onde é pescado e congelado na hora”. Além disso, a importação tem vantagens económicas: “O arenque é a 70 cêntimos o quilo e a cavala 1,10 euros. Onde é que na lota se compra peixe assim? Ainda por cima com a qualidade e o tamanho que procuramos.”

O peixe é congelado – “o que é bom para matar parasitas que possam existir” – e depois descongelado a temperatura controlada e lavado de manhã numas instalações que podiam ser as de uma grande peixaria. “O peixe que é consumido na hora é logo cortado. O outro vai para a arca para ser comido ao longo do dia.”

ARROZ DE CAMARÃO No lago dos flamingos-rubros, uma espécie tropical, nenhuma das aves parece estar a sentir a falta do sol das Caraíbas. Os animais estão concentrados na comida que começa a aparecer em caixas brancas e tubos instalados num lago. Arroz cozido, cenoura ralada, carne e camarão moído, alface e maçã ralada... um substituto dos “pequenos moluscos, crustáceos e espécies aquáticas que estes flamingos encontram no seu habitat natural”. De galochas, a tratadora Cláudia despeja a papa para os tubos na água, mas “é da ração que eles mais gostam”, que lhes dá o pigmento vermelho que os distingue dos outros flamingos.

E até com os pratos da comida há uma preocupação. Os tubos que foram postos na água foram feitos de maneira a que só o pescoço dos flamingos lá consiga chegar, para evitar que pombos e gaivotas roubem comida.

30/03/2012

Mas !? ... também aqui !? O flagelo dos Graffiti na Rialto !?


Custa a acreditar ... mas é verdade ... Peccato !!!
António Sérgio Rosa de Carvalho





Curso de de Empreendedorismo e Revitalização da Cidade



nasceu em Lisboa um curso de de empreendedorismo e revitalização da cidade. A Lisboa na ponta dos dedos (também aqui) estará presente numa aula a 17 de Maio, mas o curso conta com nomes como José Sarmento de Matos, Catarina Portas, Raquel Henriques da Silva entres outros nomes ligados à marca Lisboa. saiba tudo sobre esta iniciativa aqui. as candidaturas estão abertas até 15 de Abril.

Imagem do Dia... Seca ... Alterações do Clima, Incêndios e destruição do Património Natural …


Devido à importância Global e Determinante do Tema para o Futuro do País
António Sérgio Rosa de Carvalho


Incêndios em Castro Daire e Penela dominados de madrugada
29.03.2012
Ecosfera PÚBLICO

Os fogos que deflagraram na manhã de quarta-feira em Castro Daire, no distrito de Viseu, e em Penela, no distrito de Coimbra, foram dominados esta madrugada, de acordo com a Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC).

O incêndio em Castro Daire foi dominado às 4h26 e o de Penela às 3h21. Segundo o site da ANPC, estão activos neste momento no país quatro incêndios, sendo que os mais relevantes lavram em Covelinhas, no distrito de Viseu, e em Santo Tirso, no distrito de Braga, ambos em zonas de mato. Desde as 0h desta quinta-feira foram já contabilizados 35 fogos.

A ANPC registou na quarta-feira 331 ocorrências de incêndios florestais (floresta e mato). O combate às chamas envolveu 4519 operacionais, apoiados por 1288 veículos.

Segundo o Instituto de Meteorologia, 15 concelhos de seis distritos de Portugal continental apresentam nesta quinta-feira risco “muito elevado” de incêndio – o segundo mais grave de uma escala de cinco, variando entre “reduzido” e “máximo”.

O Instituto de Meteorologia prevê para esta quinta-feira temperaturas máximas de 24 graus Celsius em Lisboa, 26 no Porto e 18 em Faro

Um pequeno museu de Arte Antiga no meio de um centro comercial




Por Lucinda Canelas in Público

Dezenas de obras de arte medievais reunidas num módulo de madeira na arena central do Centro Comercial Colombo, em Lisboa. É a primeira vez que o Museu de Arte Antiga faz algo do género. Para seduzir


Um pequeno museu dentro de um gigante comercial. Uma caixa de madeira de paredes vermelhas com um anjo músico por guardião e 31 obras de arte medievais no interior, como se de uma montra inusitada se tratasse, entre centenas de lojas e um hipermercado. Construir Portugal. Arte da Idade Média, a exposição que foi ontem inaugurada no Centro Comercial Colombo, em Lisboa, leva o Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA) a um público que nem sempre se desloca à Rua das Janelas Verdes para ver a mais importante das colecções públicas portuguesas.
Profetas do século XV do Mosteiro da Batalha, pedaços de tecido com caracteres árabes, uma Adoração dos Magos em alabastro, pintura flamenga de evocação religiosa, uma cruz processional feita em Granada com mais de 600 anos e um arcanjo de pedra pintada contam a história da formação do reino, num período de encontro - e confronto - de culturas na Península Ibérica, de grande transformação política, religiosa, social.
A exposição, a primeira de duas que o MNAA fará no centro comercial, integra o projecto A Arte Chegou ao Colombo, lançado no ano passado com Quatro Elementos, Quatro Artistas (Museu Colecção Berardo). Para o director do Colombo, Paulo Gomes, é uma forma de apresentar arte em espaços não tradicionais, para o director de Arte Antiga, António Filipe Pimentel, uma maneira de "abrir uma janela" sobre o museu e de atrair visitantes.
"Estamos numa praça urbana por onde passam milhares de pessoas. Socialmente este é um espaço importante. Estar aqui aumenta a visibilidade do museu e a sua capacidade de sedução", disse Pimentel, lembrando que "é a primeira vez que o museu faz algo assim" e que, aos fins-de-semana, passam pelo Colombo mais de 70 mil pessoas (o MNAA teve no ano passado 129 mil visitantes). Com esta exposição e com a que se segue, dedicada à Expansão - Desenhando o Mundo. Arte da Época dos Descobrimentos, de 5 de Julho a 30 de Setembro -, o director quer aumentar o reconhecimento nacional da colecção do museu. Por isso, explica, Pimentel e a sua equipa escolheram dois temas que falam ao imaginário de um público alargado. "A Idade Média, com as suas histórias de cavaleiros e reconquistas, e os Descobrimentos são eixos fortemente identitários."

Foi difícil seleccionar

Seleccionar as peças que hoje se podem ver no módulo desenhado por Manuela Fernandes, em vitrinas climatizadas que mantêm, garante José Alberto Seabra de Carvalho, director adjunto do museu, "todas as condições de dignidade e segurança de qualquer obra no MNAA", não foi tarefa fácil. As peças saíram todas das reservas do museu que tem um acervo com mais de 40 mil objectos, muitos deles tesouros nacionais. "A exposição permanente do MNAA não foi alterada", explica Pimentel, "mas o que temos aqui é um pequeno pólo - não quisemos trazer peças, quisemos trazer o museu."
Construir Portugal foi montada de madrugada para não perturbar as rotinas do centro, nem pôr em risco a segurança das peças. O programa expositivo começa com a cristianização do território e vai até ao final da Idade Média, com duas esculturas retiradas no séc. XIX do portal do Mosteiro de Santa Maria da Vitória (Batalha) a fazerem a ponte para a exposição dos Descobrimentos. "São duas peças de grande qualidade artística e que pertencem ao monumento simbólico da dinastia de Avis, intimamente ligada à Expansão. São elas que abrem a porta para o mundo que vamos mostrar a partir de Julho."
Nesta exposição merecem ainda destaque uma pintura da Virgem com o Menino - "exemplo de como este período medieval é também o da criação de uma arte transportável, sinónimo de disseminação cultural, de afirmação de uma certa elite e de um certo tipo de devoção, mais intimista" - e um quadro de S. Tomás de Aquino (oficina portuguesa, c.1530), em que aparecem representados os livros que, para evitar "riscos injustificáveis", não estão na exposição.
Para já, o Colombo não quer revelar os custos de montagem das duas exposições do MNAA. O seu director prefere chamar-lhe investimento e limita-se a dizer que envolveu nesta operação 15% do seu orçamento de marketing. O MNAA não recebe qualquer contrapartida financeira.

29/03/2012

Ainda sobre o Salão Nobre do Conservatório Nacional

Solicita o Deputado da Assembleia da República e Deputado Municipal pelo CDS-PP, Adolfo Mesquita Nunes, de informar da pergunta efectuada ao Ministro da Educação e Ciência e respectiva resposta, relativa ao estado do Salão Nobre do Conservatório Nacional

Pergunta: http://app.parlamento.pt/webutils/docs/doc.pdf?path=6148523063446f764c3246795a5868774d546f334e7a67774c325276593342734c584a6c635639775a584a5953556b76634763784f4467794c586870615330784c6e426b5a673d3d&fich=pg1882-xii-1.pdf&Inline=true


Resposta do MEC: http://app.parlamento.pt/webutils/docs/doc.pdf?path=6148523063446f764c3246795a5868774d546f334e7a67774c325276593342734c584a6c635639775a584a5953556b76634849784f4467794c586870615330784c5745756347526d&fich=pr1882-xii-1-a.pdf&Inline=true

PLANETA EMEL: R. S. João da Praça (Sé)

Entrada da Igreja de S. João da Praça. Freguesia da Sé. Zona gerida pela EMEL. Está assim quase todos os dias.

O inferno do Cais do Sodré


In Sol Onlie (28/3/2012)
Por Margarida Davim

«O barulho é insuportável, as ruas acumulam copos de plástico, garrafas de cerveja e folhetos de bares. E uma multidão que se acotovela, vai deixando um rasto de grafitis e vandalismo. Os novos bares ‘da moda’ tornaram as noites do Cais do Sodré, em Lisboa, num inferno para os moradores.

«E o pior é que se prolongam nos after hours, às vezes até ao meio-dia», conta Sérgio Teixeira dos Santos que há seis meses não tem descanso. «Vivo no bairro há sete anos, mas as coisas começaram a ficar piores desde que fecharam ao trânsito a Rua Nova do Carvalho».

Nessa altura, chegaram ao Cais do Sodré bares como a Pensão Amor, a Velha Senhora e o Povo, apresentados como uma forma de requalificar um bairro conhecido por ser poiso de marinheiros e prostitutas e com uma vida nocturna que se reduzia a três ou quatro discotecas famosas há décadas. «Nessa altura, havia menos gente e acima de tudo, o que se passava era dentro de portas. O problema é que agora é tudo na rua», explica Carlos Ornelas, director do Lx Boutique Hotel – um estabelecimento de luxo onde os turistas se queixam do ruído e do lixo que encontram na rua [...]»

Aqui ... a música é outra

Café Florian, Veneza

"Anónimo disse... 
77 objectos a debitar música e o mais parece definitivamente demais.
Não vai haver ali a menor dose de sossego e respeito pela nobreza da praça.
Mas eles querem lá saber disso..."

Salute !
António Sérgio Rosa de Carvalho.

And The Beat goes on ... and Will go on ...




"Mas se estas são medidas que podem ser consideradas insuficientes pelos residentes, a reunião de câmara de ontem ficou marcada pelas críticas, por parte da oposição, a outro aspecto destes mesmos planos: a forma como poderá vir a ser feita de agora em diante a reabilitação urbana nos bairros em causa. A possibilidade de alguns prédios poderem vir a crescer em altura ou a neles serem abertas caves, usadas para estacionamento mas também para outros fins, levou a vereadora do PSD Mafalda Magalhães de Barros a falar no perigo de descaracterização destes bairros históricos, nomeadamente das fachadas originais das casas.
"Estes planos alargam a possibilidade de demolição dos imóveis", criticou, por seu turno, António Carlos Monteiro, vereador do CDS-PP. "Basta [o proprietário] alegar que eles são técnica e economicamente inviáveis para a câmara autorizar a demolição", exemplificou."
( in Público Ana Henriques )

O título, o destaque, e as duas primeiras imagens foram acrescentadas ...
António Sérgio Rosa de Carvalho.
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Câmara quer limitar animação nocturna nos bairros históricos


Por Ana Henriques in Público

A proposta vai ainda para discussão pública, mas pode não agradar aos empresários do ramo nem aos moradores dos bairros

Abrir restaurantes, bares e discotecas em locais como o Bairro Alto, a Bica, Santos ou a Mouraria pode, daqui a meses, vir a tornar-se mais difícil. A Câmara de Lisboa quer restringir a animação nocturna nos bairros históricos aos locais onde já existe, impedindo a abertura de novos estabelecimentos, de forma a preservar o sossego dos moradores.

A medida, reconhece o vereador do Urbanismo, Manuel Salgado, é controversa. Por um lado, pode suscitar críticas dos empresários do ramo; por outro, pode gerar a insatisfação dos moradores das zonas de maior animação nocturna, que pretendem ter ali menos bares e discotecas. No Bairro Alto a câmara estabeleceu como área privilegiada de bebidas e diversão nocturna a área delimitada pelas ruas da Rosa, D. Pedro V e da Misericórdia.
Segundo Manuel Salgado, os estabelecimentos que existam fora desta área circunscrita não serão encerrados, mas também não serão autorizados novos espaços.
"Todas estas actividades [similares de hotelaria e salões de jogos] passam a estar limitadas aos espaços já licenciados para o efeito. Qualquer modificação fica dependente da verificação cumulativa da ausência ou minimização de impactos na qualidade ambiental urbana(...) e de parecer da junta de freguesia" - referem as propostas de alteração aos planos de urbanização dos bairros históricos, que vão ser submetidas a discussão pública. Além de interditar novos estabelecimentos, o município quer condicionar o funcionamento dos que já existem à "inexistência de prejuízo para a qualidade ambiental urbana, nomeadamente circulação, ruído e segurança para os utentes e residentes".
Para não desincentivar a "gastronomia local", a câmara propõe restrições mais mitigadas para os restaurantes. Mesmo assim, a abertura de novas casas passará a só ser permitida nos bairros em causa "nos troços de arruamentos, entre duas transversais, onde já existam utilizações autorizadas para a mesma actividade". Manuel Salgado explica: "Numa rua onde já existam três ou quatro restaurantes podemos permitir a abertura de mais um. Se noutra rua não existe nenhum, não autorizaremos sequer o primeiro".
Na Madragoa, ficam dentro do novo perímetro de animação nocturna o Largo de Santos, a Calçada Marquês de Abrantes, a Rua da Esperança e parte da Avenida D. Carlos I. Na Bica apenas foi seleccionada a rua do elevador. Já no Cais do Sodré, local cujos moradores têm instado a autarquia a actuar por causa dos excessos provocados pela animação nocturna, as ruas dos bares foram igualmente incluídas no mesmo tipo de zonamento.
Mas se estas são medidas que podem ser consideradas insuficientes pelos residentes, a reunião de câmara de ontem ficou marcada pelas críticas, por parte da oposição, a outro aspecto destes mesmos planos: a forma como poderá vir a ser feita de agora em diante a reabilitação urbana nos bairros em causa. A possibilidade de alguns prédios poderem vir a crescer em altura ou a neles serem abertas caves, usadas para estacionamento mas também para outros fins, levou a vereadora do PSD Mafalda Magalhães de Barros a falar no perigo de descaracterização destes bairros históricos, nomeadamente das fachadas originais das casas.
"Estes planos alargam a possibilidade de demolição dos imóveis", criticou, por seu turno, António Carlos Monteiro, vereador do CDS-PP. "Basta [o proprietário] alegar que eles são técnica e economicamente inviáveis para a câmara autorizar a demolição", exemplificou.

28/03/2012

Protesto s/esplanadas caóticas no Rossio


Exmo. Sr. Presidente da CML
Dr. António Costa,
Exmo. Sr. Vereador do Espaço Público
Dr. José Sá Fernandes


Aprovada, que foi, pela CML nova regulamentação sobre ocupação do espaço público há mais de um ano; regulamentação que foi anunciada como sendo o ponto de viragem no licenciamento de esplanadas, apontando, finalmente, para a extinção das esplanadas anárquicas, feias e sujas que por ali abundam, é confrangedor, caricato, verificarmos que tudo se mantém na mesma (ex.os guardas-vento e os televisores da Rua Augusta, a anarquia de cadeiras e "placards" com ementas das ruas dos Correeiros e das Portas de Santo Antão).

Junto enviamos algumas fotografias do que pensamos ser o pior exemplo do que referimos: as esplanadas do lado poente do Rossio, onde até parece que os cafés Nicola e Pic Nic competem entre si em termos de quem consegue ocupar mais passeio com mesas e cadeiras.

Até quanto se manterá esta situação?

Na expectativa, subscrevemo-nos com os melhores cumprimentos


Luís Marques da Silva, Fernando Jorge, António Branco Almeida, Bernardo Ferreira de Carvalho, Virgílio Marques, Júlio Amorim, Nuno Caiado, João Filipe Guerreiro, José Morais Arnaud, João Mineiro e Rui Cláudio Dias


C.c. AML, Media



PUBLI-CIDADE: Largo do Chiado

O monumento ao poeta Chiado tem companhia.

Terreiro do Paço vai ter 77 chapéus-de-sol com luz, som e aquecimento




"Todavia, na memória descritiva do projecto, apresentado em Dezembro de 2011, é dito que "a instalação de uma esplanada equipada" seria "totalmente reversível", o que não é o caso. Já na ala oposta, poente, as primeira esplanadas afectas a dois estabelecimentos são sombreadas por chapéus amovíveis que são recolocados de acordo com o horário solar. Também aquelas já dispõem de sistema áudio, mas portátil."

Por Carlos Filipe in Público

O piso da ala nascente da praça foi levantado para a construção de sapatas em betão e instalação de infra-estruturas eléctricas

O piso em laje da ala nascente do Terreiro do Paço, em Lisboa, está novamente a ser levantado para a construção de infra-estruturas de fixação e apoio de 77 grandes chapéus-de-sol que hão-de cobrir as 304 mesas das cinco novas esplanadas dos serviços de restauração e eventos para ali concessionados. Chapéus que não se limitam a fazer sombra, pois estarão também equipados com sistemas incorporados de som e de aquecimento.
Enquanto decorrem os trabalhos de requalificação viária do troço entre as Ruas do Arsenal e da Alfândega, no topo norte da praça - a par da instalação do novo sistema de iluminação pública e mobiliário urbano de apoio aos abrigos dos transportes públicos -, que deverão estar concluídos em Junho, também o piso da ala nascente (do lado do Ministério das Finanças) deverá ser totalmente reposto até ao início do Verão.
Desta vez, o motivo do levantamento das lajes tem a ver com a construção de infra-estruturas de suporte de oito fileiras de chapéus-de-sol para serviço das esplanadas. E ao mesmo tempo que foram colocadas sapatas de betão armado para fixação dos chapéus, abriram-se roços para os cabos eléctricos.
Segundo informação da Associação de Turismo de Lisboa (ATL), gestora e concessionária dos pisos térreos daquela ala nascente, a primeira fase dos trabalhos deverá ficar concluída no final da próxima semana, prevendo-se que a totalidade das obras esteja concluída em Junho.
Sobre a necessidade de remoção das lajes no espaço público e já fronteiro à placa central, explica aquela entidade que, "para evitar que os guarda-sóis das esplanadas tenham bases exteriores, bem como para que possam ter iluminação, aquecimento e som incorporado, sem colocação de equipamentos nem passagem exterior de fios, optou-se por colocar as bases enterradas, fazendo passar por elas as tubagens necessárias para aqueles efeitos".
Ao pedido de esclarecimento do PÚBLICO, a informação escrita da ATL responde ainda que após os trabalhos as lajes serão recolocadas sem que sejam danificadas.

Longa fileira

A disposição e a dimensão das cinco esplanadas fará com que o espaço fronteiro às arcadas da ala seja praticamente todo preenchido por 304 mesas, com capacidade para acolher 1216 pessoas, mesmo até ao início do torreão. Apenas duas abertas se notam no projecto - uma para o espaço de florista (também dotado de chapéu-de-sol), outra diante do futuro Lisbon Story Centre, o Centro de Interpretação da Baixa Pombalina.
Todavia, na memória descritiva do projecto, apresentado em Dezembro de 2011, é dito que "a instalação de uma esplanada equipada" seria "totalmente reversível", o que não é o caso. Já na ala oposta, poente, as primeira esplanadas afectas a dois estabelecimentos são sombreadas por chapéus amovíveis que são recolocados de acordo com o horário solar. Também aquelas já dispõem de sistema áudio, mas portátil.
As esplanadas, que só deverão abrir em 2013, como anunciou em Junho o presidente da ATL, Vítor Costa, darão apoio à actividade de cinco estabelecimentos de restauração e bebidas (uma cervejaria, um restaurante, dois cafés e um bar), com uma área total de implantação superior a 5100 m2 nos pisos térreo e sobreloja, e que terão como equipamento-âncora o Lisbon Story Centre, com mais de 2000 m2.
Fazem ainda parte do equipamento de atracção turística da zona uma loja de flores, um espaço dedicado às artes do espectáculo, um espaço comercial/show-room, que engloba as instalações sanitárias destinadas ao público.
O edifício do torreão que remata a ala nascente não foi desafectado do Ministério das Finanças, mas apenas o seu piso térreo, que será uma espécie de sala de visitas da cidade, dedicada a eventos e exposições.

CML impõe novas restrições de circulação no centro

in transportesemrevista.com, 27 Março 2012. Por Andreia Amaral ~



A Câmara Municipal de Lisboa vai proceder ao alargamento da Zona de Emissões Reduzidas (ZER) no centro da cidade. Esta é a segunda fase da ZER e prevê, a partir do próximo dia 1 de abril, o agravamento das limitações ambientais no eixo Av. da Liberdade/Baixa, onde passa a ser restringida a circulação de veículos pesados fabricados antes de Outubro de 1996 e de veículos ligeiros fabricados antes de Janeiro de 1996.
Adicionalmente, os veículos, ligeiros e pesados, fabricados antes de julho de 1992 deixarão de poder circular na zona a sul da Av. de Ceuta, Eixo Norte/Sul, Av. das Forças Armadas, Av. dos Estados Unidos da América, Av. Marechal António de Spínola, Av. Santo Condestável e Av. Infante D. Henrique. A medida aplica-se nos dias úteis, no período compreendido entre as 7h00 e as 21h00, e admitem-se como exceções os veículos de emergência, especiais e de pessoas com mobilidade reduzida.

27/03/2012

Reunião descentralizada da CML. Dia 4 de Abril, Bairro de Alvalade...

Reunião descentralizada da CML. Dia 4 de Abril , pelas 18:30h no auditório da junta de Freguesia de S. João de Brito sito na Rua Conde de Arnoso 5-A. Destina-se esta reunião aos munícipes das freguesias de Alvalade, Campo Grande, S. João de Deus e S. João de Brito.


Marcações: 21 322 72 89

Foto: passeios e passadeiras na Avenida Frei Miguel Contreiras no Bairro de Alvalade. As imagens são de 2007 mas NADA ainda se fez para salvaguardar a mobilidade pedonal apesar dos sucessivos alertas. A CML sabe disto mas não actua. E esta vergonha acontece a poucos metros da sede da Junta de Freguesia de Alvalade. Mas temos quase a certeza que nesta reunião descentralizada se vai ouvir novamente o "disco partido" que diz: «não há lugares para estacionar pópós! a CML tem de nos dar lugares gratuitos de estacionamento!». Como se as cidades fossem uma questão de lugares para estacionamento. Será o pópó o cidadão principal de Lisboa? Com certeza como se prova por estas imagens.

Na OT da Reunião Pública da CML de amanhã:

Cujo descritivo está aqui, e para além do tal sistema de compensações urbanísticos, claro, e da curiosidade da Carta da Cultural (pecha de há muito na CML), há 4 pontos fundamentais que exigirão um esforço adicional de análise e comentários à lupa, pois a sua passagem à prática (depois de aprovação na CML e na AML), poderá significar o fim das respectivas zonas históricas enquanto tal, por muito que se apregoe o contrário.

Mesmo sabendo, como sabemos, que até sem essas alterações aos PU desses bairros, muito já se estropiou e continua a estropiar, ao arrepio do PDM, Inventário, etc. Temo que seja, também aí, a "legalização" das más práticas.

As propostas são, obviamente:

- Proposta n.º 151/2012 (Subscrita pelo Sr. Vereador Manuel Salgado)
Aprovar determinar a abertura de período de discussão pública da alteração ao Plano de Urbanização do Núcleo Histórico de Alfama e da Colina do Castelo (PUNHACC), nos termos da proposta;
7 - Proposta n.º 152/2012 (Subscrita pelo Sr. Vereador Manuel Salgado)
Aprovar determinar a abertura de período de discussão pública da alteração ao Plano de Urbanização do Núcleo Histórico da Mouraria (PUNHM), nos termos da proposta;
8 - Proposta n.º 153/2012 (Subscrita pelo Sr. Vereador Manuel Salgado)
Aprovar determinar a abertura de período de discussão pública da alteração ao Plano de Urbanização do Núcleo Histórico do Bairro Alto e Bica (PUNHBAB), nos termos
da proposta;
9 - Proposta n.º 154/2012 (Subscrita pelo Sr. Vereador Manuel Salgado)
Aprovar determinar a abertura de período de discussão pública da alteração ao Plano de Urbanização do Núcleo Histórico da Madragoa (PUNHMad), nos termos da proposta;

Comentário de Anónimo a "António Costa quer dar créditos de construção aos empreiteiros."

Texto Original no Público

O município quer passar a autorizar índices de edificabilidade superiores ao habitualmente permitido aos promotores imobiliários que ponham no mercado fogos com rendas ou preço de venda controlado, por exemplo, ou que reabilitem edifícios de reconhecido valor arquitectónico e patrimonial. Dependendo dos casos, os créditos de construção tanto podem ser usados no empreendimento na própria operação urbanística que lhes dá origem como noutra, noutro ponto da cidade ( in Público 26.3.2012 destaque acentuado por mim António Sérgio Rosa de Carvalho )



 Comentário de Anónimo 


"Vejamos se percebo: 
" autorizar índices de edificabilidade superiores ao habitualmente permitido"
1º - significa que se vai edificar mais que o permitido e ainda se obtém um crédito.
2º - esse crédito pode ser usado
no próprio empreendimento, na própria operação urbanística que lhes dá origem.
Conclusão: Reabilito o prédio x, levo um crédito que me permite construir mais, e posso fazê-lo aumentando os pisos do próprio prédio x.
É isto ou não? Ou não percebi nada desta "operação" ou isto é um contrasenso, ou então é a betonização do património arquitectónico!!!!!!!!!!"


Candeeiros históricos do Terreiro do Paço em risco

in http://sol.sapo.pt/, 27 Março 2012. Por Margarida Davim.



O Fórum Cidadania Lx escreveu a António Costa, pedindo-lhe para salvar os últimos exemplares de um modelo de candeeiros do século XIX, que correm o risco de desaparecer do Terreiro do Paço nas obras de requalificação da praça lisboeta.
«Em França, nomeadamente em Paris, este tipo de mobiliário é acarinhado e preservado nas grandes praças reais. Porque não fazemos isso em Lisboa? Porque insistimos em impor peças contemporâneas em contextos históricos consolidados?», pergunta o grupo de defesa do património que quer impedir o abate de seis candeeiros históricos no Terreiro do Paço.

Em causa, explicam na carta que enviaram ao presidente da Câmara de Lisboa, está «o que resta das colunas de iluminação fabricadas em finais de 80, princípios de 90, do século XIX, provavelmente ainda para iluminação a gás».

Os candeeiros, «inspirados no modelo parisiense» teriam originalmente uma lanterna a encimá-los «que seria substituída por um globo translúcido, modelo conhecido por "nabo", no final dos anos 20 do século passado».

Agora, o «seguimento da empreitada de requalificação do espaço público a decorrer na praça» está a tornar iminente o desaparecimento daquele mobiliário urbano do topo Norte do Terreiro do Paço.

Razão suficiente para o Fórum Cidadania Lx falar numa «perda irreparável na estética e história da praça mais emblemática da cidade e do país, perdendo-se, inclusive, a preocupação de simetria com que foram ali colocados em sintonia com o conjunto de candeeiros que bordejam o Cais das Colunas».

O grupo composto por Luís Marques da Silva, António Branco Almeida, Fernando Jorge, Virgílio Marques, Júlio Amorim, Nuno Caiado, Jorge Pinto, Alexandre M. Cruz, Rui C. Dias, João Leonardo, José Soares, Irene Santos e Carlos Matos pede a António Costa que impeça o abate dos candeeiros, mas também que «estude o regresso dos candeeiros entretanto abatidos em 2010».

Luz oitocentista do Terreiro do Paço vai ser apagada



Por Carlos Filipe in Público

Obras de requalificação do topo norte prevê a substituição das antigas colunas de iluminação de inspiração parisiense

As seis colunas oitocentistas de iluminação pública que ainda resistem no topo norte do Terreiro do Paço serão em breve substituídas pelos altos postes iguais aos que já pontuam as laterais da placa central, abate que está gerar protestos de grupos de cidadãos, que em carta dirigida ao presidente da Câmara de Lisboa pediram que sejam preservados.

Os trabalhos em curso naquele espaço, iniciados em 20 de Fevereiro, para conclusão da requalificação do espaço público do Terreiro do Paço - essencialmente o rearranjo dos pavimentos da ligação entre as ruas do Arsenal e da Alfândega -, prevêem também a remodelação da iluminação pública e do mobiliário urbano. Segundo os serviços de comunicação camarária, aqueles trabalhos ficarão concluídos em Junho próximo.
A colocação das novas colunas de iluminação, de estética nada consensual, ditos "periscópios" na blogosfera, foi decidida pela Sociedade FrenteTejo, entretanto extinta, a quem foi confiada a requalificação da frente ribeirinha de Lisboa, projecto que mereceu a aprovação do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico.
Na carta dirigida a António Costa, os signatários, do grupo Fórum Cidadania Lx, defendem o interesse histórico e estético daquele tipo de luminárias pública que correm o risco de desaparecer, datadas de finais dos anos 80 e inícios de 90 do séc. XIX, de inspiração parisiense, e que, segundo os críticos, deveriam ser recuperadas e preservadas.
O modelo, diz o grupo que contesta a sua substituição, está referenciado em literatura dedicada a Lisboa, semelhante a muitos outros ainda existente em alguma praças europeias, e é considerado mais ajustado a territórios históricos consolidados do que as peças contemporâneas que lhes tomam o lugar.
Aqueles históricos candeeiros mantêm-se no topo norte do Terreiro do Paço, nas laterais da placa central, diante do café Martinho da Arcada e do Ministério da Administração Interna, e nos bordos do Cais das Colunas.

Iluminação Pública … Faça-se Luz ! por António Sérgio Rosa de Carvalho


Modelo "Periscópio", escolhido pela Sociedade Frente Tejo e C.M.L. para a Real Praça do Comércio, tradicionalmente conhecida como Terreiro do Paço.


Já, por diversas vezes, este tema foi abordado e ilustrado neste “blog”.
Tivemos diversos casos na zona de Alvalade e outras zonas da cidade de Lisboa de substituição das tipologias de Iluminação Pública: «Ano após ano, Lisboa vai perdendo os seus candeeiros "imagem de marca" e ninguém liga, e quando alguém quer ligar é desligado sub-repticiamente. Os abates e substituições de candeeiros, colunas e consolas de iluminação têm vários anos, cruzam executivos de vários quadrantes. Atingem indiscriminadamente candeeiros do séc. XIX e modernistas dos anos 40; em ferro forjado (ex. consolas de 1953), fundido (ex: colunas "caravela", 1949) e em marmorite; com ou sem corvos a coroá-los, seja nas Avenidas Novas, seja onde for. O que noutra cidade, com outras luminárias, motivaria a encomenda de réplicas cuidadas, em Lisboa abate-se. Mais: o que tem sido feito nada tem que ver com eficiência energética, porque as estruturas tradicionais suportariam sempre eventuais readaptações.” In Público (6/10/2010)
Mais palavras para quê ... ?
Olhemos antes para a escolha do Comité Municipal de Amsterdam, que em conjunto com as associações cívicas e institucionais de defesa do Património (e da Imagem Histórica da cidade), decidiu desenvolver este protótipo.
Reparem que o modelo da Lanterna de coroa da segunda metade do Sec. XIX é reproduzido em três variantes, mas aplica uma técnica (high-tech) de iluminação contemporânea com reflector, que conjuga de forma muito eficaz e subtil, a reconstituição da imagem histórica com a eficácia da Iluminação, mas de forma muito sofisticada e correcta para a zona dos canais e todo o Centro Histórico.



Protótipo redescoberto em Antiquário e modelo de referência inspirador do novo.










Esta, outra tradição na Iluminação Pública dos Canais e ruas do Centro Histórico de Amsterdam.
As lanternas colocadas nos edifícios individualmente, e nas entradas, de forma simétrica.

"LES SOUVENIRS DE PARIS". Dois Postais ilustrando a iluminação da “Cour Napoleon du Louvre”




… e dedicados aos responsáveis pela nova iluminação da Praça do Comércio … também relembrando-lhes … agora parafraseando e actualizando … as palavras de “L’Empereur" … aplicadas a estes ilustres representantes da ‘Partidocracia’…” Portugais, la Patrie et des Siécles de Histoire vous regardent"...
De Paris … Saudações de António Sérgio Rosa de Carvalho

26/03/2012

Mais areia para os olhos....

"O município quer passar a autorizar índices de edificabilidade superiores ao habitualmente permitido aos promotores imobiliários que ponham no mercado fogos com rendas ou preço de venda controlado, por exemplo, ou que reabilitem edifícios de reconhecido valor arquitectónico e patrimonial. Dependendo dos casos, os créditos de construção tanto podem ser usados no empreendimento na própria operação urbanística que lhes dá origem como noutra, noutro ponto da cidade"


 ..e a reabilitação de "edifícios de reconhecido valor arquitectónico e patrimonial" pode ter como fim acabar com esses mesmos valores de vez ?

"Museu dos Ferrari" ... !?

O comentário de Francisco Sande Lemos no Fórum Cidadania Lx Facebook,  referente a  "Viegas assume que reavaliação da Colecção Berardo afinal não foi feita."
 26.03.2012




"Contradições que seria bom esclarecer... Continua o mistério do valor da colecção Berardo. Mas não só. Numa audição na AR quando o inquiriram sobre o Museu dos Coches respondeu com ironia qualquer como isto: o Museu dos "Ferrari" é para continuar. Se assim pensa porque não suspende a obra? 
No passado dia 20 de Março, noutra audição mais recente, relativamente ao afastamento de diversos Directores de Museu, declarou que ignorava por completo a decisão do responsável do IPMC e que soube pela televisão. Acredito. Mas num país normal não se afasta um Director de um Museu Nacional sem primeiro ouvir o responsável político ou seja o SEC. Demitiu de imediato o responsável pelos Museus como seria de esperar? Não está à espera que ele "caia" quando o IPMC e o IGESPAR se fundam na nova Direcção Geral do Património Cultural. Não vivemos num tempo lento e de vagares...Atravessamos uma grave crise que exige governantes firmes e que não se enredem em contradições. A Cultura é um sector com implicações de diversa ordem, designadamente económicas."

António Costa quer dar créditos de construção aos empreiteiros


O município quer passar a autorizar índices de edificabilidade superiores ao habitualmente permitido aos promotores imobiliários que ponham no mercado fogos com rendas ou preço de venda controlado, por exemplo, ou que reabilitem edifícios de reconhecido valor arquitectónico e patrimonial. Dependendo dos casos, os créditos de construção tanto podem ser usados no empreendimento na própria operação urbanística que lhes dá origem como noutra, noutro ponto da cidade


...Hummm ... Fica-se 'algures' com a impressão que Manuel Salgado está a 'baixar' a fasquia de exigência detalhada na área dos Valores Patrimoniais do edificado das ÁREAS HISTÓRICAS de Lisboa ... e a 'globalizá-lo' através de um (falso) pragmatismo baseado na urgência e estado deplorável em que ele se encontra ...
Existem 'indefinições' e 'ângulos cegos' ... propositados (?) ... que podem 'dar' para tudo ...
Claro que o investimento imobiliário é fundamental e indispensável ... mas em equilíbrio de regras ... senão iremos matar a "Galinha dos ovos de Ouro" ... ou seja os valores e características fundamentais que definem o carácter único do nosso Património, garantem a nossa Identidade Cultural ... o nosso prestigio Internacional e imagem de brio e auto-estima ... além do respeito ... num momento em que pela crise financeira a nossa imagem anda muito 'por baixo' ... aqui e lá fora ...
António Sérgio Rosa de Carvalho 11/10/2011








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Administradora da Carris passa para directora de finanças da Câmara de Lisboa
Por Ana Henriques in Público


 Isabel Cabaço foi chefe de gabinete de um secretário de Estado de Sócrates no Governo de Guterres


A Câmara de Lisboa vota na próxima quarta-feira a nomeação de uma administradora da Carris, Isabel Cabaço Antunes, para directora das finanças do município. O cargo era ocupado há perto de ano e meio por uma revisora oficial de contas, Isabel da Silva Pinto. Segundo a proposta de substituição que os vereadores irão discutir, abandona o lugar a seu pedido, a meio de um mandato de três anos.
O PÚBLICO pediu há duas semanas explicações à Câmara de Lisboa sobre a saída de Isabel da Silva Pinto, mas nem a vereadora das finanças nem a porta-voz do presidente, Luisa Botinas, forneceram qualquer informação sobre o assunto.
A ida de Isabel Cabaço para a câmara dá-se numa altura em que o Governo decidiu que o metropolitano e a Carris passarão a ter uma administração comum, reduzida a quatro elementos em vez dos actuais dez. A futura directora de finanças da autarquia é vogal do conselho de administração da transportadora há seis anos. Antes disso, entre 1995 e 2002, tinha sido chefe de gabinete do secretário de Estado do Ordenamento do Território e Administração Local, José Augusto Carvalho, nos dois governos liderados por Guterres, primeiro na altura em que o ministro que tutelava esta pasta era João Cravinho e depois com José Sócrates na mesma pasta. Destes governos fazia também parte o actual presidente da câmara, primeiro como ministro dos Assuntos Parlamentares e depois com a pasta da Justiça.
Militante do PS, Isabel Cabaço passou pela direcção-geral do Tribunal de Contas e foi, durante dez anos, representante de Portugal no comité de peritos de finanças locais do Conselho de Europa. Esteve também envolvida nos grupos de trabalho que estudaram a revisão da Lei das Finanças Locais.

Créditos de construção

Submetido a discussão na próxima reunião de câmara será também um sistema de incentivos a operações urbanísticas que apresentam interesse municipal. Alvo de críticas no passado por parte dos vereadores da oposição camarária, o sistema prevê a atribuição de créditos de construção aos empreiteiros que levem por diante operações urbanísticas "menos vantajosas do ponto de vista da promoção imobiliária privada", mas vantajosas para a cidade e o interesse público. O município quer passar a autorizar índices de edificabilidade superiores ao habitualmente permitido aos promotores imobiliários que ponham no mercado fogos com rendas ou preço de venda controlado, por exemplo, ou que reabilitem edifícios de reconhecido valor arquitectónico e patrimonial. Dependendo dos casos, os créditos de construção tanto podem ser usados no empreendimento na própria operação urbanística que lhes dá origem como noutra, noutro ponto da cidade. A oferta suplementar de estacionamento para residentes em zonas carenciadas dele é outra situação em que a autarquia prevê atribuir créditos