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21/05/2020

Pedido de obras urgentes/pedido expropriação do Prédio do Tijolo (MIM)

Exmo. Senhor Vereador
Eng. Ricardo Veludo

C.C. PCML, AML, JF Estrela, DGPC e media

Como é do conhecimento de V. Exa., o edifício da Rua Possidónio da Silva, nº 19-33, mais conhecido por “Prédio do Tijolo” (1891-1892), é um edifício notável da cidade de Lisboa e por isso foi muito justamente classificado Monumento de Interesse Municipal (classificação publicada em Boletim Municipal, 28.12.2017).

No entanto, desde a sua classificação pela CML que o “Prédio do Tijolo” foi vendido e revendido, todos os seus moradores foram desalojados, e não se efectuaram quaisquer obras de recuperação, mormente nos seus interiores com elementos decorativos, e a tardoz, nas suas famosas galerias.

Solicitamos, pois, à CML, à semelhança do solicitado em 2014, que proceda a nova intimação ao proprietário no sentido de serem efectuadas as obras de recuperação do imóvel e, no caso de tal não ser acatado pelo proprietário, tome posse administrativa do imóvel ou proceda à sua expropriação, de modo a que este edifício singular seja devidamente recuperado e de novo habitado.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Jorge Santos Silva, Júlio Amorim, Beatriz Empis, Pedro Cassiano Neves, Helena Espvall, Rui Martins, Eurico de Barros, Virgílio Marques, Maria do Rosário Reiche, João Oliveira Leonardo, Jorge Pinto, Pedro de Souza, Fernando Jorge, Filipe Teixeira e Miguel de Sepúlveda Velloso

Fotos de Pedro Cassiano Neves

24/07/2018

Palacete Valmor - Pedido de obras coercivas ou expropriação


Exmo. Senhor Presidente
Dr. Fernando Medina


C.C. AML, JF Avenidas Novas, Vereador Urbanismo e media

Como é do conhecimento de V. Exa., o Palacete Valmor, antiga residência da Viscondessa de Valmor, viúva do benemérito responsável pelos Prémios Valmor, e obra emblemática da Lisboa de entre-séculos e uma das obras-primas de Miguel Ventura Terra, foi Prémio Valmor em 1906 e é Imóvel de Interesse Público desde 1977.

Não obstante essas menções honrosas, este palacete sito na Avenida da República, nº 38, encontra-se abandonado e à venda há um punhado de anos, apresentando neste momento sinais preocupantes de começo de degradação física, com várias janelas com vidros partidos.

Imaginando o que se passará a nível das coberturas e nos interiores do edifício, e porque esta não é uma situação virgem em Lisboa, infelizmente, e, não sendo combatida atempadamente por quem de direito, pode conduzir, como já conduziu em diversas outras ocasiões, a um estado de ruína tal dos imóveis que, potenciando a especulação imobiliária, conduz rapidamente a reabilitações perniciosas e ao desaparecimento de património da cidade;

Apelamos a V. Exa., Senhor Presidente, para instar o proprietário a obras de conservação imediatas, e, caso a intimação não seja acatada, para dar instruções aos serviços para procederem à posse administrativa do Palacete Valmor e à sua eventual expropriação, quiçá para instalação de um núcleo interpretativo da vida e obra do insigne arquitecto.

Mais do que exposições e palestras, será este o fecho ideal das comemorações do sesquicentenário de Ventura Terra, redimindo-se assim a CML das ocasiões em que não agindo em devido tempo permitiu, por exemplo, que acontecesse o que aconteceu em 2010 aos edifícios do mesmo autor, construídos para Joaquim Santos Lima, no gaveto da Avenida da República com a Avenida Elias Garcia.

Dê-nos essa boa notícia, Senhor Presidente.

Melhores cumprimentos

Paulo Ferrero (pelo Fórum Cidadania Lx) e Alda Sarria Terra (pela Associação Ventura Terra)

Foto de José Daniel Soares Ferreira