Mostrar mensagens com a etiqueta vilas operárias. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta vilas operárias. Mostrar todas as mensagens

03/07/2017

E assim vai a Vila Dias:


In O Corvo (30.6.2017)

Vila Dias from o corvo on Vimeo.

22/03/2017

Quais vilas operárias, qual quê. Qual PDM qual quê. Viva a construção civil, que continua DDT!


A CML e a AML deviam ter vergonha em aprovar a urbanização que vai arrasar com todo o quarteirão da Vila Raul (às Amoreiras). O processo 489/EDI/2017 ainda está em apreciação mas dada a aprovação do PIP374/EDI/2015 e a aprovação da permuta pela AML (ver doc: http://bm-pesquisa.cm-lisboa.pt/…/…/app_bm.download_my_file…) vai tudo abaixo, mesmo o edifício de antanho, mesmo ao lado, e com logradouro vasto (https://www.google.pt/…/data=!3m6!1e1!3m4!1s_AAh5ouKwh5ZEFu…).

11/11/2016

A Vila Martel está salva - parabéns à CML e à DGPC mas é preciso mais

Exmo. Senhor Presidente da Câmara Municipal de Lisboa
Dr. Fernando Medina,
Exma. Senhora Directora-Geral do Património Cultural
Arq. Paula Silva,


Serve o presente para manifestarmos a V. Exas. o nosso regozijo pela reprovação do projecto urbanístico que ameaçava sobremaneira a histórica Vila Martel, facto que terá ​já ​levado o seu promotor a desistir do mesmo.

A Vila Martel está salvaguardada!

Trata-se de uma vitória do património e da memória da cidade e dos pátios e vilas operárias de Lisboa, em particular, tão bem defendidos pelo saudoso Arq. Nuno Teotónio Pereira; uma vitória de um património esquecido, bastas vezes abandonado e destruído, como todos sabemos, seja propriedade privada ou municipal, estando ele parcialmente habitado ou simplesmente devoluto. É um património riquíssimo e inexplicavelmente subaproveitado e, pior, desvalorizado, e esta decisão da CML é um dado importante, uma boa prática que esperamos sirva de exemplo.

Cumpre-nos ainda elogiar a CML pelo anúncio feito recentemente de que irá colocar em prática um programa de 8,5 milhões de euros para a requalificação de 9 dos 34 pátios e vilas ainda de pé e de que é proprietária, o que sendo curto não é despiciendo, de modo nenhum. Esperamos que essa requalificação não signifique a descaracterização irreversível de nenhum dos 9 pátios e vilas e que o programa seja posteriormente alargado aos restantes 25.

Incentivamos a CML ​e a DGPC ​a que​, em conjunto, desenvolvam um programa alargado a todos os pátios e vilas com valor histórico em Lisboa, assente em fiel inventário e respectiva carta de risco, de modo a que dele resulte um conjunto claro de regras, encargos e boas práticas, que sirva de apoio ​nos processos de reabilitação e conservação desses pátios e vilas, sejam estes de propriedade municipal ou privada​ (aqui reside, inclusive, o grosso dos pátios e vilas com maior valor patrimonial, histórico e de memória, muitos deles singulares e já raros ​na cidade ​- ex. Vila Raul)​; um programa que releve o contributo destes pátios e vilas para o evoluir e a compreensão da cidade, o potencial que es​t​es conjuntos têm para a fixação de população e manutenção da diversidade social​, etc. À CML deveria igualmente caber a garantia de que as intimações para a realização de obras, nos casos mais urgentes, ​são acatadas, bem como a lançar um sistema de incentivos direccionado à reabilitação deste edificado tão especial​ para a cidade.

E que a Vila-atelier Martel seja a 1ª das reabilitações bem conseguidas.

Melhores cumprimentos​

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Luís Serpa, Júlio Amorim, Inês Beleza Barreiros, António Araújo, João Filipe Guerreiro, Rui Martins, Albina Martinho, João Oliveira Leonardo, Fernando Jorge, Carlos Moura-Carvalho, Jorge Pinto, Irene Santos, Fátima Castanheira, Fernando Silva Grade e Miguel de Sepúlveda Velloso

16/03/2016

O quê? Importa-se de repetir? É isto a homenagem da CML a Nuno Teotónio Pereira, que tanto se bateu pelas vilas operárias? Bah!


In Público Online (14.3.2016)
Por JOSÉ ANTÓNIO CEREJO

«Catorze andares para estacionamento robotizado e hotel na encosta da Glória

Câmara de Lisboa está a apreciar projecto que implica a demolição quase total da Vila Martel, onde trabalharam alguns dos maiores vultos da pintura portuguesa. Oito dos 14 pisos a erguer ficarão enterrados.

Columbano viveu lá 20 anos e foi lá que pintou, em 1889, o célebre retrato de Antero de Quental que está no Museu do Chiado. José Malhoa, Carlos Reis, Eduardo Viana, Jorge Colaço, José Campas e outros grandes pintores tiveram ali os seus ateliers no final do século XIX, princípio do século XX. O escultor Francisco Franco produziu lá muitas das suas obras, entre as quais o Cristo-Rei de Almada. Ainda há cerca de um ano era lá que o pintor Nikias Skapinakis trabalhava habitualmente.

Já lá não se ouvem os passos arrastados do “homem já cansado, de grossos sapatões, apegado a uma bengala que parecia um bordão de pedinte”, descrito por Raul Brandão em 1926. O homem, conta o escritor, “parecia um cavador” e foi bater à porta de Columbano. “Disseram-me que queria fazer o meu retrato e aqui estou.” Era Antero de Quental, dois anos antes de se suicidar.

Agora, o local continua a ser um deslumbramento, uma revelação, um segredo escondido na encosta da Glória, com a Av. da Liberdade aos pés, a colina de Santana e o jardim do Torel em frente. Já lá não há artistas, nem visitas ilustres, mas ainda lá mora gente. E ainda lá há flores e gatos.

Para se lá chegar entra-se por um discreto portão de ferro, a meio da Rua das Taipas. Logo atrás está um pequeno túnel, por baixo de um prédio de habitação, que dá acesso a uma escadaria íngreme e invulgar. Mais acima, o desenho elegante do caminho desdobra-se em dois, um pela direita e outro pela esquerda, em torno de uma parede redonda caiada de branco. No topo está uma fila de nove casinhas térreas razoavelmente conservadas, todas iguais, uma porta ao meio e uma janela de cada lado, encostadas umas às outras. Parte delas ainda habitadas.

Nos extremos estão mais duas de cada lado, diferentes, com dois pisos, grandes janelas na fachada e na cobertura, algumas ainda com a configuração original. Foi aí que trabalharam durante mais de um século muitos dos grandes pintores portugueses do século XIX e XX.

Dentro de um ou dois anos toda esta história, que se iniciou por volta de 1883 e chegou materialmente até nós, poderá pertencer a um passado longínquo, dela sobrando apenas uma ténue memória.

Seis pisos mais oito enterrados
Desde Novembro, a Câmara de Lisboa está a analisar um pedido de informação prévia de cuja resposta, favorável ou desfavorável, depende a demolição de quase tudo o que lá está, o desaterro da encosta e a construção, no local, de um edifício de 14 pisos. Oito enterrados, abaixo da cota da Rua das Taipas, e seis que subirão a cerca de 17 metros acima do solo.

Escondido entre a Rua D. Pedro V e a Rua das Taipas, no miolo de um quarteirão que só se vê do céu, o sítio dá pelo nome de Vila Martel e tem na sua origem José Campelo de Martel, um homem rico e culto, que viveu no estrangeiro e se casou com uma francesa. Republicano, embora pertencente à família dos condes de Castelo Branco — ainda hoje proprietária do local —, José de Martel integrou o grupo de fundadores do desaparecido jornal O Século e foi ele quem ali pôs de pé o projecto mecenático das casas e ateliers para pintores e escultores.

Graças à sua importância histórica e patrimonial, a Vila Martel foi inscrita na Carta Municipal do Património e está classificada como Bem de Valor Patrimonial Relevante no Plano de Urbanização da Avenida da Liberdade e Zona Envolvente (PUALZE). De acordo com o regulamento deste plano, trata-se de um “bem com valor arquitectónico e ambiental cuja preservação se pretende assegurar” e onde “qualquer intervenção deve visar a preservação das características arquitectónicas do edifício”.

As únicas intervenções aí permitidas são as “obras de reabilitação e de ampliação, desde que aceites pela estrutura consultiva” camarária criada por aquele regulamento.

O mesmo diploma refere, porém, num outro artigo, sem fazer excepção de qualquer tipo de bens, que é permitida a demolição de edifícios no perímetro do PUALZE em várias situações. Uma delas verifica-se “quando [a demolição] seja necessária para a execução de planos de pormenor (...)”. Outra, quando a câmara “considere que o edifício não cumpre os requisitos mínimos de segurança e salubridade aos fins a que se destina e que a sua conservação é técnica e economicamente inviável”. [...]»

20/01/2016

Morreu o arquitecto Nuno Teotónio Pereira


In Público Online ()

«O arquitecto Nuno Teotónio Pereira morreu nesta quarta-feira aos 93 anos, confirmou ao PÚBLICO fonte da família – completaria 94 anos no próximo dia 30. Com uma carreira de sessenta anos, Teotónio Pereira era uma das mais destacadas personalidades da arquitectura e urbanismo em Portugal.

Os seus traços estão espalhados pelo país: da Igreja de Penamacor (o seu primeiro projecto, construído quando tinha 27 anos), ao Bloco das Águas Livres (com Bartolomeu Costa Cabral), passando pela Habitação Social para Olivais Norte, em co-autoria com Nuno Portas e Pinto de Freitas, e pela Igreja do Sagrado Coração de Jesus, em Lisboa (as duas últimas vencedoras do prémio Valmor).

O arquitecto é ainda autor de vários artigos e comunicações nas áreas de arquitectura, urbanismo, património e território.

Em 1995 recebeu a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade, em 2004 foi condecorado com a Grã-Cruz da Ordem do Infante, e em Abril deste ano a Câmara Municipal de Lisboa atribuiu-lhe a Medalha de Mérito Municipal.»

...

Muita pena. Lisboa deve-lhe muito, desde logo o facto de ter sido graças a ele que a Vila Luz Pereira está Em Vias de Classificação desde Setembro do ano passado.

18/09/2015

18/06/2014


No seguimento da passagem dos 135 anos sobre o nascimento do Arq. Manuel Joaquim Norte Júnior e no rescaldo da nossa conferência «Lisboa Entre Séculos - A Arquitectura Ameaçada dos Séculos XIX-XX» (ver info em https://sites.google.com/site/cidadanialxdocs/urbanismo-finais-sec-xix-xx), iremos realizar uma visita guiada (gratuita) à Graça no próximo dia 21 de Junho, com início marcado para as 10h, sob o lema «A Graça Operária e o Arq. Norte Júnior».

Percurso: Vila Sousa (inclui interiores) - Vila Maria - Bairro Estrela d' Ouro (inclui entrada na Vivenda Rosalina e no que resta do Royal Cine) - Vila Berta - Voz do Operário (inclui visita pormenorizada ao interior).

A visita será guiada pela Arq. Catarina Diz de Almeida e pelo Dr. Álvaro Tição.

Ponto de encontro: Jardim defronte à Vila Sousa/ Igreja da Graça (10h).

MARQUE NA SUA AGENDA, APAREÇA E DIVULGUE, S.F.F.

26/04/2014

Tesouros do baú de Pedro J. #10


Ou quando se falou das Vilas (que é o que mais se costuma fazer…), em 8 docs pdf em pdf em https://sites.google.com/site/cidadanialxdocs/tesouros-do-bau-de-pedro-j)

06/01/2014

Que futuro para as Vilas Operárias de Lisboa?


A propósito desta bela reportagem de O Corvo (http://ocorvo.pt/2014/01/06/morar-na-vila-amaral-nao-da-estatuto/), e como ainda restam algumas mais por Lx, desde as nas encostas da Almirante Reis, na Graça, no Cp Pequeno, Estrela, Cp Ourique e, claro, nas Amoreiras de ambos os lados do viaduto (onde ainda é possível tirar fotos como a que ilustra este post), há que repensar as Vilas Operárias, intervir naquelas que são da CML, fomentar a recuperação e reformulação dos seus programas habitacionais, nas outras que não o são. Qualquer dia não haverá nada senão as (poucas) classificadas e/ou mais 'in'. Que futuro?

17/01/2013

Alguma novidade (boa) na Vila Doroteia?


Aqui há uns poucos meses, alguém pediu que tentássemos ajudar a Vila Doroteia, na Rua das Trinas, pois estaria a precisar de obras urgentes. Não conseguimos. O PCP fez um Requerimento à CML para que agisse em conformidade, mas nunca mais se soube nada... Nada houve/há?

Foto: http://mariomarzagaoalfacinha.blogspot.pt/2011/05/vila-com-tantas-ruas-nao-se-ve-todos-os.html

20/07/2010

1500 pessoas defendem vilas de Benfica

In Público (20/7/2010)

«Um grupo de cidadãos de Benfica, Lisboa, vai entregar este mês na autarquia uma petição com mais de 1500 assinaturas, em que pedem a preservação e recuperação da Vila Ana e da Vila Ventura, dois casarões centenários situados no número 674 da Estrada de Benfica.

Os edifícios, que constam do Inventário Municipal do Património e testemunham o estilo arquitectónico das casas apalaçadas e das quintas por que Benfica era conhecida no séc. XIX, estão agora num estado avançado de degradação, apesar de ter ainda três inquilinos. A empresa proprietária, a Ormandy Portuguesa, foi já intimada pela autarquia a avançar com as obras, sob pena de a autarquia tomar posse administrativa dos imóveis e fazer obras coercivas. Alexandra Carvalho, do movimento de cidadãos, soube ontem que "já há conversações" com a empresa e que uma solução está "em estudo". Mas mantêm-se as preocupações com o eventual desmoronamento dos imóveis ou o risco de incêndio devido ao "matagal" em que se tornaram os jardins. A autarquia já garantiu que vai emparedar o piso térreo.»

06/05/2010

Deslizamento térreo em Lisboa derruba casas, mas não faz vítimas

In Jornal de Notícias (6/5/2010)

«Um deslizamento de terrenos na Rua Damasceno Monteiro, em Lisboa, motivou hoje, quarta-feira, o derrube de várias casas habitadas, mas nenhum morador ficou soterrado.

Segundo disse à Lusa fonte do regimento de sapadores bombeiros, o incidente ocorreu pelas 17:20 numa encosta, conhecida por Escadinhas Damasceno Monteiro, onde o próprio terreno que sustenta as pequenas habitações, de um só piso, deslizou.

No local estão já duas dezenas de bombeiros apoiados por cinco carros, mas estão a ser movimentados mais meios, nomeadamente uma brigada cinotécnica.

O INEM avançou entretanto que não há vítimas mortais. Um casal que morava num dos prédios não estava em casa e uma outra habitante terá conseguido fugir a tempo.

Ao JN, moradores da zona declararam que já desde ontem começaram a sentir fissuras a abrir nas casas e que hoje foram surpreendidos com o deslizamento[...]»

...

«Casas que deslizaram eram habitadas por sem-abrigo e toxicodependentes»