10/06/2015

Apelamos ao promotor e à CML pela manutenção da loja centenária da Fábrica Sant'Anna (Rua do Alecrim)!


Exmos. Senhores


No seguimento de notícias vindas a público dando conta da emissão de ordem de despejo à loja histórica da Fábrica Sant’Anna, sita na Rua do Alecrim, pelo proprietário do imóvel onde a loja funciona desde 1916 (Vista Alegre Atlantis/Grupo Visabeira), com o fim de dar prossecução à transformação deste em estabelecimento hoteleiro;

E considerando:

· Que a loja da Fábrica Sant’Anna faz parte integrante do imóvel (palácio) registado no Inventário Municipal do Património anexo ao Plano Director Municipal em vigor (item 15.68);
· Que a loja em causa é por si própria “a” referência desta Fábrica aquém e além-fronteiras, e, caso deixe de o ser, poderá pôr em causa a boa laboração da mesma, pondo em perigo assim a última produção artesanal de azulejaria de Lisboa;
· Que a CML lançou recentemente o Programa “Lojas com História”, no qual, naturalmente, cabe uma loja com o historial da presente;
· A boa solução recentemente conseguida pela CML junto do proprietário do imóvel onde se encontra a Ginjinha Sem Rival e Eduardino, em que perante projecto com fim idêntico se conseguiu a prorrogação do contrato de arrendamento respectivo por 8 anos;

Apelamos:

· Ao bom senso e bom gosto do promotor, para que reformule o seu projecto com vista a permitir a manutenção da loja da Fábrica Sant’Anna;
· À CML para que tudo faça em prol da manutenção deste fabuloso espaço praticamente centenário de Lisboa, tal como fez no caso acima referido e no da Ourivesaria Aliança-Tous.

Melhores cumprimentos


Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Luís Serpa, Virgílio Marques, Miguel de Sepúlveda Velloso, Nuno Caiado, Mariana Ferreira de Carvalho, Nuno Vasco Franco, António Branco Almeida, Jorge Santos Silva, Júlio Amorim, Maria do Rosário Reiche, Luís Marques da Silva, João Oliveira Leonardo, Jorge Pinto, Inês Beleza Barreiros, Fernando Jorge, Gonçalo Cornélio da Silva, Diogo Moura, Carlos Leite de Sousa, Alexandre Marques da Cruz, Nuno Castro Paiva, Fátima Castanheira e Catarina Portas


C.C. AML, JF Misericórdia, Media
Fotos: © Artur Lourenço

Plataforma em Defesa das Árvores / Pedido de esclarecimento enviado à JF Arroios:


08/06/2015

PARQUE FLORESTAL DE MONSANTO – Junho de 2015


Um mês após as festas da Semana Académica de Lisboa, o local no Alto da Ajuda, ainda apresenta este deplorável aspecto.

Queremos lembrar que estamos em presença de de um Parque Florestal, em regime florestal total, espaço não condizente, portanto, com os espetáculos de massas que todo os anoa, não obstante os pareceres negativos de técnicos e os protestos dos utilizadores daquele Parque Florestal, a Associação Académica de Lisboa, em conivência com a Câmara Municipal de Lisboa teimam em aí realizar.

Queremos perguntar quais as contrapartidas que a Câmara Municipal de Lisboa e o Parque Florestal de Monsanto receberam por parte da Associação Académica de Lisboa pelos efeitos negativos sobre os habitats em presença.

Terminamos fazendo votos para que o recém-empossado Presidente reveja a posição da Câmara Municipal de Lisboa, em relação à realização de espetáculos lesivos do ambiente naquele espaço, e antes promova a sua requalificação florística e faunística como parte integrante do parque Florestal de Monsanto.


João Pinto Soares

Os lisboetas sonham, a câmara quer. E a obra, nasce?


In Observador (7.6.2015)
Por João Pedro Pincha

«Lisboa foi pioneira na criação de um Orçamento Participativo, mas vários projetos venceram e ainda não saíram do papel. Câmara admite atrasos, lisboetas e presidentes de junta pedem mais celeridade. [...]»

Dia 10:


Parar e olhar



Palácio Leitão, Rua Marquês da Fronteira, FILIPE ALMEIDA

In Público (7.6.2015), por ALEXANDRA PRADO COELHO:

«O desafio partiu do Fórum Cidadania Lx e o colectivo de desenhadores Urban Sketchers aceitaram-no imediatamente: desenhar (alguma da) Lisboa pela qual passamos todos os dias e que se foi tornando quase invisível aos nossos olhos. E, por isso, hoje o João Catarino partilha esta página com vários outros desenhadores, entre os muitos que participaram na iniciativa e cujos trabalhos podem ser vistos até dia 30 no Museu de Lisboa – Palácio Pimenta.

“O que resta das grandes avenidas de Novecentos projectadas para colocarem Lisboa no mapa das capitais da Europa, ou dos bairros e vilas operárias, dos palacetes de uma burguesia que então se afirmava, das inovadoras instalações científicas, das lojas de referência da sociedade, das casas de espectáculos de uma Lisboa boémia?”, pergunta o Fórum Cidadania Lx, movimento que reúne cidadãos em defesa do património lisboeta. .

O João Catarino – há muito, com os seus desenhos, co-autor destas crónicas sobre Lisboa (intercalando com a Mónica Cid) — disse-me que o desafio os “obrigou a parar e a olhar” para estes edifícios. Ser desenhador é saber olhar. É prestar atenção. Ver os detalhes e ver o conjunto. Um fotógrafo pode procurar o melhor ângulo e tirar uma foto. Um desenhador precisa de mais tempo. Enquanto a cidade continua a acelerar à sua volta – carros, motos, pessoas, num movimento constante – ele pára e olha.

Neste caso, os Urban Sketchers olharam para os edifícios da lista elaborada pelo Fórum Cidadania Lx (necessariamente muito reduzida em comparação com o património daquele período que existe na cidade e que, em parte, se encontra ameaçado) e desenharam-nos, devolvendo-lhes, por instantes, a importância que muitos deles um dia tiveram na cidade.

“É engraçado pensar que um dia muitos deles foram edifícios grandiosos”, disse o João Catarino. Quando surgiram tinham a escala da cidade ou, em alguns casos, seriam, talvez, os maiores, os mais modernos, os mais ousados. Depois foram “encolhendo”, à medida que à volta deles cresciam prédios maiores, mais modernos, mais ousados. Muitos dos antigos desapareceram, outros resistem, anacrónicos, no meio das grandes avenidas.

Subitamente, entre dois prédios altos, surge o céu. Aí, o nosso olhar desce e encontra um desses palacetes resistentes, alguns ainda em bom estado, outros nem tanto. E outros decididamente condenados ou com as frágeis fachadas seguras por andaimes para (muitas vezes) os fazer renascer como uma caricatura deles próprios.

Na exposição vão estar também alguns dos desenhos de alçados dos edifícios escolhidos. São trabalhos do início do século, de impressionante detalhe, cada pormenor do edifício desenhado com rigor e elegância – e muitas vezes acompanhados por legendas escritas em letra que é, ela própria, uma obra de arte. E faz sentido que voltem também a ter um breve momento de glória aqui.

Houve um tempo em que alguém olhou e pensou nestes edifícios, dedicando-lhes o melhor da sua atenção e arte. Um século depois, outros homens e mulheres pararam e olharam novamente para eles, desenhando as mesmas curvas e rectas e ornamentos. É um olhar diferente, como é suposto que seja. A nós, só nos é pedido que visitemos a exposição e que, por momentos, sejamos também capazes de parar e olhar.

A exposição Lisboa Entre Séculos, a Arquitectura Ameaçada dos Séculos XIX e XX vista pelo Olhar dos Urban Sketchers pode ser vista no Museu da Cidade - Palácio Pimenta até 30 de Junho »

05/06/2015

NEM A POLÍCIA DEFENDE AS NOSSAS ÁRVORES !



Árvores abatidas no posto da PSP do Calvário ( Maio de 2015).


Pinto Soares

Rua Garrett 98 / Rua Serpa Pinto: 4 dispositivos de publicidade


À Direcção-Geral do Património Cultural:

Exmos. Senhores


Solicitamos que nos informem se há algum antecedente na DGPC para a instalação de 4 dispositivos de publicidade nas fachadas do imóvel sito na Rua Garrett 98 / Rua Serpa Pinto.

Conforme as imagens demonstram, 2 desses dispositivos estão a tapar totalmente 2 vãos pombalinos deste edifício em zona classificada de Conjunto de Interesse Público.

Muito obrigado.

Cumprimentos

Bernardo Ferreira de Carvalho, Fernando Jorge e Miguel de Sepúlveda Velloso

Eléctrico Fantasma: EMPTY TRAM TOUR BY CARRIS


Aqui está o novo (já lá vai mais de 1 ano) eléctrico fantasma, criado pela Carris Tour com o nobre e bem intencionado objectivo de aliviar a pressão que ameaça o serviço do eléctrico 28. Mas não funcionou, não conseguiu cativar o público alvo que continua a ir em massa para dentro do real e verdadeiro eléctrico - o 28! Basta ver as mega filas com mais de 100 pessoas (turistas) no início da carreira 28 ao Martim Moniz. Alguém duvida que esta situação do 28 é insustentável e que não será através de electricos só para turistas, com bilhetes a 15 euros, que se resolve este problema?

02/06/2015

LISBOA, Capital Europeia da Demolição: Avenida da República 37
















O imóvel de gaveto sito na Avenida da República, 37, um dos últimos prédios originais do periodo "Lisboa Entre Séculos", está já em trabalhos de demolição. Será que este prédio também faz parte da Carta Municipal do Património anexa ao PDM? Tal como o seu "colega" na Av. da República 46-48 / Av. Elias Garcia com projecto de 1906 assinado pelo Arquitecto Ventura Terra, de nada parece valer tal "reconhecimento municipal". Se é para manter apenas as fachadas, então não é preciso criar uma Carta do Património dentro do PDM.

Mais um que se foi....


Cinema Fonte Nova - Medeia (foto mariadaspalavras)

Salas do Centro Comercial Fonte Nova (Benfica) entraram para a lista negra dos cinemas tradicionais que fecharam. Alguns edifícios foram demolidos, outros têm outra atividade
Sílvia Afonso, de 69 anos, não se conforma com o encerramento, a 21 de maio, das três salas de cinema que funcionavam pelo menos desde 1995 no Centro Comercial Fonte Nova, em Lisboa. "Vivo aqui em Benfica há 58 anos, os meus irmãos moram aqui. Este é o nosso ponto de encontro", lamenta a madeirense, sem sequer querer ouvir falar no Centro Comercial Colombo, localizado a menos de um quilómetro.
Inaugurado em 1997, oito anos depois do Fonte Nova, dispõe de nove salas de cinema - incluindo uma com tecnologia IMAX - e terá sido um dos fatores que levaram ao fim de um dos últimos cinemas de bairro da capital. Restam o Cinema City Alvalade, que reabriu em 2009 no edifício de habitação de luxo que substituíra o do antigo Cinema Alvalade, projetado por Lima Franco em 1945 e demolido em 2003. O Nimas, na Avenida 5 de Outubro, o Cinema Ideal - a mais antiga sala de Lisboa, reaberta há menos de um ano no Chiado - e o emblemático São Jorge completam o roteiro de cinemas tradicionais que, pelas suas características, dificilmente serão considerados de bairro. Bem mais extensa é a lista dos que, por toda a cidade, adquiriram novas faces e utilizações.

in DN, 2015-06-02, por Inês Banha
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Pena, muita pena....pois tinha uma boa programação e não havia pipocas. 
Benfica ficou (ainda) mais pobre....e as salas funcionavam desde 1985 (?)

01/06/2015

Afinal como é, agora estão a acrescentar mansardas que não estavam previstas antes???


Aprovado, certo?

Em obra

Chegado por e-mail:

«Olá boa tarde,

venho por este meio deixar uma sugestão de publicação no vosso fórum.

Não sei se estão ao corrente da recente alteração no emblemático exemplar do estilo arquitectónico Português Suave na praça D.Luís I junto ao mercado da Ribeira. Esta alteração inicialmente previa apenas a reabilitação integral do edíficio que, apesar da má escolha de cor, respeitava o mesmo. No entanto, dado o início das obras repara-se que estão a colocar águas furtadas no lado nascente do edíficio, o que desvirtua completamente o mesmo, pois cria o evidente desequilibro estético da sua imponente estrutura, pois além da constatação clara desta aberração a nível visual, quem alguma vez viu um edifício Português Suave com este tipo de águas furtadas?!

Nota-se que esta alteração apenas advém do aproveitamento rasca de espaço por razões de rentabilidade, e que no entanto, caso fosse estritamente necessário poderia facilmente ter sido alcançado através da emulação do acrescento do lado poente do edíficio, o que seria sem dúvida uma intervenção muito mais equilibrada e responsável.

Sei que o processo, dado que já avança a todo o gás, é muito provavelmente irreversível, o que é uma pena e uma perda para todos nós. No entanto, acho que mesmo assim as pessoas merecem ser informadas deste tipo de atentados ao património.

Envio-lhe também os renders dos dois projectos, o inicialmente previsto e a alteração.

http://lx-projectos.blogspot.pt/2014/07/lisbon-8-building.html

http://www.linceco.com/emp_detail.php?id=33&lang=pt

Muito obrigado pela sua atenção

Melhores cumprimentos

Ricardo Jesus»

Retoques finais num dos maiores erros urbanísticos dos últimos tempos




Prédio Ventura Terra na Avenida da República.  Este era viável em toda a linha. Autores deste blogue visitaram-no antes da intervenção desastrosa que o perdeu para sempre. Toda a grandeza de um prédio de rendimento da Lisboa Enre Séculos de forte presença e de um dos maiores nomes dessa época, Ventura Terra, foi adulterada. O edíficio foi completamente intervencionado na típica e aplaudida reabilitação à la Lisboa.

Este e outros executivos camarários não têm sabido parar na sua visão economicista da cidade. As grandes avenidas foram as primeiras vítimas. São hoje vias rápidas sem nenhuma beleza nem carácter. O edificado que restava desta época, criativa, inovadora e de elevados padrões estéticos, tem sucumbido à voragem da aprovação de projectos banais que não fazem mais do que transformar a Lisbao romântica de Entre Séculos, numa amálgama disforme de acrescentos, aumento de cérceas, vidros espelhados, formas quadradas, numa linguagem arquitectónica árida e estéril.

Há pouco houve a semana da reabilitação onde a esmagadora maioria dos exemplos trazidos era em tudo semelhante a este. Há dois dias organizou o Fórum a sua 2ª conferência Lisboa Entre Séculos - a Arquitectura Ameaçada. Este caso traduz na prática essa ameaça. São cada vez menos os grandes prédios de rendimento, os palacetes, as moradias da viragem do século. O património perdido nunca mais volta e a leitura da cidade sai empobrecida todos os dias. Lastimáveis escolhas de executivos fracos e desconhecedores da riqueza patrimonial da cidade que dizem gerir. Talvez seja preciso: menos desta gestão e mais cultura.


In DN (31 de Maio), por Fernanda Câncio.

Olha, olha, voltou a serra eléctrica a Monsanto!


«Junto à prisão de Monsanto, todos os Plátanos(?) do lado direito do portão abatidos. será que se seguem os restantes ?»
Pergunta e foto de AL.

CASA DA SORTE na Rua Garrett: parcialmente vandalizada pelo novo proprietário









Apenas parecem sobreviver os azulejos do Mestre Querubim Lapa nas fachadas exteriores e alguns dos paineis no interior; tudo o resto, o mobiliário, revestimentos de tectos, chão e paredes foi arrancado e partido como se fosse apenas lixo. O projecto desta loja é do Arquitecto Conceição Silva que desenhou todo o equipamento, desde a iluminação, balcões, móveis numa notável colaboração com o ceramista em 1962. Lamentável que tudo tenha sido arrancado de forma descuidada pelo que se pode observar através de um buraco numa das portas. Será que os paineis de azulejo de Querubim Lapa no interior foram danificados? Vamos perguntar ao PISAL, CML. Os vidros das grandes montras foram pintados de branco talvez para não permitir a visão do vandalismo já realizado no interior. Lisboa está assim...

109 novas árvores plantadas em Arroios desde Abril 2014 a Abril 2015


Chegado por e-mail, a 30 de Maio:


«Venho por este meio informar que ao contrário do que "algumas Pessoas" informam sem conhecimento , a jFArroios plantou até a data de hoje 109 novas árvores.
Muitas delas em que tivemos de retirar cepos deixados pela CML.
Não somos vendedores de Madeira , sempre tivemos cuidado de ter a melhor acção e estudo sobre as árvores da Freguesia.
Conseguimos com a mesma Técnica Eng. Carla, salvar um Fincus que iria para abate no Campo Mártires da Pátria, entre outras situações. Obrigada pela sua atenção

Lista :


Avenida Almirante Reis | Tilia cordata | 3 exemplares
Praça Ilha do Faial | Celtis australis | 5 exemplares
Rua Angra do Heroísmo | Celtis australis | 6 exemplares
Rua do Mindelo | Celtis australis | 7 exemplares
Rua Dona Estefânia | Celtis australis | 7 exemplares
Rua Escola do Exército | Celtis australis | 6 exemplares
Rua Jacinta Marto | Celtis australis | 7 exemplares
Rua José Estêvão | Prunus avium | 7 exemplares
Rua Pascoal de Melo | Celtis australis | 25 exemplares
Rua Passos Manuel | Celtis australis | 16 exemplares
Jardim Henrique Lopes de Mendonça | 11 exemplares [4 Magnolia grandiflora, 4 Liquidambar styraciflua, 2 Erythina crista-galli, 1 Prunus pissardi]
Jardim Braamcamp Freire | 9 exemplares [5 Prunus pissardi, 2 Jacaranda mimosifolia, 1 Tilia cordata, 1 Erythina crista-galli]

= 109 novas árvores»

Coches, corporações e má política


Artigo de Opinião, publicado no jornal Público, 30 de Maio de 2015:


Luís Raposo

O DIFÍCIL RELACIONAMENTO ENTRE AS JUNTAS DE FREGUESIA, OS CIDADÃOS E AS ÁRVORES NA CIDADE DE LISBOA.


Na Rua Tomás Ribeiro, Freguesia das Avenidas Novas, todas as árvores adultas foram abatidas (12 Choupos-Brancos).

PARA QUE LISBOA NÃO ESQUEÇA O ASPECTO DE ALGUMAS DAS SUAS RUAS NO FATÍDICO ANO DE 2015 !!!!


João Pinto Soares