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02/06/2018


27/10/2017

Junto à estação de Entrecampos


Chegado por e-mail:

«Boas,
queria só partilhar umas fotos do que se vem passando junto à estação de Entrecampos. Se quiserem podem publicar no vosso blog.
Cumprimentos,
João Ribeiro»

21/10/2016

Cordão pelas Árvores de Entrecampos - 2ª Feira - 08H00


«A CML está, desde 5f, a destruir um pequeno jardim com árvores de grande porte (tílias e tipuanas) junto ao edifício da Câmara em Entrecampos. Os moradores e utilizadores frequentes desta zona e a Plataforma em Defesa das Árvores expressam a sua mais profunda indignação e repudiam veemente o abate de cerca de 30 árvores adultas, aparentemente saudáveis, numa das vias mais poluídas de Lisboa, em troca de um punhado de lugares de estacionamento. Acreditamos que devem ser os projectos a adaptar-se às pré-existências - sobretudo tratando-se de seres vivos que proporcionam benefícios à vida humana - e não o contrário. Venham todos, venham muitos, abraçar estas árvores - salvá-las! - e assim preservar um melhor ambiente e qualidade de vida para todos! https://www.facebook.com/events/1603392103295871/?notif_t=plan_user_invited¬if_id=1477055040556823»

25/03/2013

Terreno da Feira Popular em Lisboa vale 100 milhões de euros mas está abandonado


In Público Online (25/3/2013)
LUSA «A Feira Popular de Lisboa fechou em Outubro de 2003 e desde então o terreno que ocupava, em Entrecampos, com um valor estimado em 100 milhões de euros, está ao abandono. Após dez anos marcados por avanços e recuos polémicos, ainda não há uma decisão sobre o futuro do espaço.

Os antigos edifícios do parque de diversões estão em ruínas e cheios de graffiti, no terreno há lixo e mato a crescer. Uma chapa de metal cobre uma abertura no muro, mas é possível entrar por ali, como muitos têm feito. O espaço é hoje poiso de toxicodependentes e, mesmo em pleno dia, há casos de prostituição masculina, descreveu à Lusa a presidente da Junta de Freguesia de Nossa Senhora de Fátima, Idalina Flora.

Pontualmente, parte do terreno volta a acolher equipamentos de diversão ou tendas de circo, que ali se instalam sobretudo em épocas festivas, mas o espaço perdeu o brilho de antigamente.

Contactado pela Lusa, um promotor imobiliário da ERA - Avenidas Novas, Rui Ferreira, estimou que o terreno, com 100 mil metros quadrados, tenha um valor entre os 90 e os 110 milhões de euros, tendo por base um custo por metro quadrado entre os 900 e os 1100 euros. O valor do terreno depende de vários factores, nomeadamente a localização, o projecto para o local e a rentabilidade que pode proporcionar. [...]

Quando a Feira Popular abriu para a última temporada, a 28 de Março de 2003, a Câmara de Lisboa, então presidida por Pedro Santana Lopes (PSD), tencionava criar um novo parque de diversões, mais moderno - na época, a feira estava envelhecida e degradada - e reabilitar o Parque Mayer. [...]

No ano passado, o Tribunal Central Administrativo declarou nula a permuta entre a Câmara de Lisboa e a empresa Bragaparques. Autarquia e empresa recorreram e continua a aguarda-se a decisão do Supremo Tribunal Administrativo sobre a posse do terreno. [...]

Em 2008, o Ministério Público calculou que estes avanços e recuos já tinham custado, até então, mais de 40 milhões de euros ao município, entre taxas que ficaram por receber, investimento em projectos e indemnizações.[...]»

20/09/2010

Circulação Automóvel - Rotunda de Entrecampos


Chegado por e-mail:

«Bom dia,
Junto envio carta recentemente enviada às autoridades, referente ao assunto em epígrafe.
Se julgarem que poderá ter interesse em publicitar o conteúdo da mesma no vosso blogue desde já agradeço a disponibilidade.
Cumprimentos e parabéns pelo bom trabalho.
Pedro

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Exmos Senhores,


Venho pela presente expor uma situação irregular de trânsito rodoviário que se prolonga no tempo desde há largos anos sem que nenhuma entidade competente ponha cobro à mesma (CMLx/Polícia de Trânsito/Polícia Municipal /EMEL?)

Por certo que não a ignoram – é por demais visível:

Diz respeito à utilização de parte da faixa de rodagem da rotunda de Entrecampos como parque de estacionamento, de facto, de serventia ao supermercado Modelo.

É uma situação que compromete a circulação e segurança rodoviária em alguns dos principais e mais concorridos eixos viários de Lisboa (Av. Das Forças armadas, Av. Da República e Av. Dos E.U.A.), durante a totalidade do período de funcionamento deste estabelecimento.

Esta ocorrência perfeitamente absurda, para além de irregular e ilegal acarreta custos significativos para a economia local e bem-estar da população. De facto, muitos são os minutos, horas e dias que, cumulativamente, se perdem pelos milhares de automobilistas que diariamente utilizam estas estradas.

A aceitação tácita deste estado de coisas consubstancia uma manifesta falta de sentido de dever para com o público e um profundo desleixo que deveriam envergonhar as autoridades.

Quiçá porque interfere directamente com os interesses de um poderoso grupo económico a habitual inércia Portuguesa assume neste caso contornos especialmente insuportáveis.

Um dos aspectos paradoxais da questão prende-se com o facto de haver um polícia à entrada do supermercado, em regime de quase permanência e pago pela Sonae.
O agente de autoridade de turno quando confrontado com a ilegalidade óbvia e palpável dos factos limita-se a encolher os ombros e abdica de assumir quaisquer responsabilidades, numa atitude de resignação, tão confrangedora quanto inadmissível.

Esta atitude demissionária e subserviente envergonha-me enquanto Português.

Nesta como em muitas outras situações dá-se primazia a uma ínfima minoria (clientes auto mobilizados do supermercado) em detrimento dos muitos milhares de automobilistas que cruzam estas artérias.

Estranhamente, aquando da visita do Papa, foi criada, especificamente nesse local, uma faixa de protecção/inibição de estacionamento; milagrosamente, por um dia, a legalidade foi imposta e a lei respeitada. Amén!

Aparentemente apenas as obras circunstanciais, temporárias e de curto alcance merecem a vossa atenção

Espero que me possam contrariar neste ponto e que a breve prazo a situação actual não passe de uma (triste) recordação.

Alerta e expectante pela resolução definitiva deste problema apresento os meus cumprimentos

Pedro Pinto
Nota: Escrevo na qualidade de munícipe de Lisboa, residente na Av. EUA e cliente habitual deste Modelo.

Como alternativa perfeitamente viável e exequível à ocupação selvagem da via pública adianto a utilização de lugares de parqueamento, a poucas dezenas de metros da entrada do supermercado

04/12/2009

Propaganda: Entrecampos

No próximo domingo: 8 semanas desde o último acto eleitoral.
A 9 DE DEZEMBRO FOI FINALMENTE DESMONTADA ESTA ESTRUTURA!

27/04/2009

Avenida Professor Aníbal de Bettencourt



Diariamente na Avenida Professor Aníbal de Bettencourt, ao lado da Biblioteca Nacional, o próprio sinal de proibição de estacionamento já sofreu com as manobras de... estacionamento.

03/02/2009

Publicidade & Propaganda tapando monumentos? «Sim, é possível!»


A anunciada vontade da CML de proibir a instalação de propaganda eleitoral em espaços públicos de referência da capital tem de ser aplaudida. No entanto, essa proibição deveria ser alargada para qualquer tipo de publicidade e para todas as áreas urbanas que integram a Carta Municipal do Património. Como se pode ver por estas imagens de Entrecampos, muitos monumentos de Lisboa passam grande parte do ano parcialmente obstruídos com equipamentos para instalação de publicidade. Tal como referiu o Vereador Sá Fernandes, «é essencial garantir a protecção de vistas».

Mas atenção para as praças e avenidas em zonas históricas mais recentes que também precisam de ser abrangidas por esta regulamentação.

Uma das vítimas é a Alameda Dom Afonso Henriques, cujos eixos de vistas estão sistematicamente bloqueados por grandes cartazes com propaganda política e comercial. Como é possível a CML autorizar cartazes no meio da Alameda, a bloquear a vista da Fonte Luminosa?

Outro caso lamentável é o eixo de perspectiva da Avenida de Roma que, no seu topo sul, termina abruptamente num descarado mega ecrã digital para publicidade - em vez do maciço de árvores da Praça de Londres. Igualmente a antiga Praça do Areeiro, remate urbano de três importantes avenidas (Almirante Reis, Gago Coutinho e João XXI) precisa de cuidados especiais. Esta ainda é uma das entradas principais da capital para quem vem do aeroporto internacional - mas frequentemente estão aqui instalados cartazes de propaganda política (está lá um neste momento).

É pois tempo de implementar a proibição de cartazes em imóveis ou áreas urbanas presentes na Carta Municipal do Património - como são todos os exemplos referidos. «Basta de injustiças»!

Fotos: Alguém vê o Monumento na placa central da Praça de Entrecampos?

23/09/2008

«NATURE'S BUDGET "HAS RUN OUT"»

«The world has slid into "ecological debt", having used up all the natural resources the planet can provide this year, according to the New Economics Foundation.
The think-tank said humans were using up resources such as forests and fisheries faster than they can be regenerated and producing more waste, mainly carbon dioxide, than the planet can absorb.As a result, we have been increasingly "overshooting" nature's budget each year since the 1980s, NEF said.

Tuesday marks the date when we have exceeded the natural resources the planet can provide for this year - a day which has been creeping steadily earlier each year.

From now until the end of the year, humanity is "dipping into our ecological reserves, borrowing from the future," according to Dr Mathis Wackernagel, executive director of the Global Footprint Network.

Each year, the network calculates humanity's ecological footprint - the demands it puts on the planet - and compares it to the capacity of the Earth's ecosystems to generate resources and absorb waste.

Human beings are currently using up the capacity of 1.4 planets, and consumption is increasing.

Last year, Ecological Debt Day, formulated by NEF based on data from the Global Footprint Network, was October 6 - although new data has been taken into account this year including emissions from slash and burn agriculture and biofuels.

Incorporating the new data into last year's calculations would have put Ecological Debt Day 2007 on September 28, showing human consumption is still on the rise, NEF said.

According to the foundation, the failure to live within our ecological means is the root of many of the most pressing environmental concerns, including climate change, collapsing fisheries, declining biodiversity and factors contributing to the current food crisis.» Press Assoc.

Segundo os cálculos da pegada ecológica, seriam necessários 2,4 planetas Terra para sustentar os padrões de vida dos portugueses, caso fossem adoptados por toda a população mundial.

FOTO: Entrecampos, Lisboa. Um oceano de viaturas de transporte individual nos seus movimentos pendulares para as periferias caóticas.

19/09/2008

Aviso n.º 23614/2008, D.R. n.º 181, Série II


«Abertura do período de discussão pública para aprovação do pedido de alteração ao alvará de loteamento n.º 8/2005, e pelo prazo de 22 dias, o período de discussão pública para alteração do Alvará de Loteamento n.º 8/2005 (e respectivo aditamento n.º 1), referente ao Projecto de Loteamento da Praça de Entrecampos que incide sobre os prédios sitos na Avenida das Forças Armadas, na Avenida Álvaro Pais, na Rua da Cruz Vermelha e na Rua Sanches Coelho (...) durante o qual os interessados poderão apresentar as suas reclamações, observações ou sugestões.
2 — Durante este período, os interessados poderão consultar o projecto de alteração ao loteamento, bem como a informação técnica elaborada pelos serviços municipais competentes, devendo dirigir-se à Divisão de Administração, Relações Públicas e Apreciação Liminar (Gabinete de Relações Públicas) da Direcção Municipal de Gestão Urbanística, Edifício CML, Campo Grande, 25 — 3.º F.(...)»

10/07/2008

LISBOA trocou "terreno mais valioso de Portugal" por laranja sem sumo

Lisboa trocou "terreno mais valioso de Portugal" por laranja sem sumo, acusam ex-dirigentes de Urbanismo
(in Público, 10.07.2008, Catarina Prelhaz)

Peritos defendem que direito de preferência na permuta da Feira Popular violou o interesse público

«A laranja dá aquele sumo? Não, a laranja não dá aquele sumo. O ex-director-geral da Empresa Pública de Urbanização de Lisboa (EPUL) para a área de intervenção do Parque Mayer entre 2003 e 2004, Bernardo Pinto, não vacilou na metáfora: da laranja Parque Mayer, propriedade da Bragaparques, jamais poderia sair um sumo de 50 mil m2 de construção de forma a legitimar a troca com o "terreno mais valioso de Portugal", um lote camarário de 61 mil m2 de área edificável em Entrecampos.

Professor na área de Promoção Imobiliária no Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE), Bernardo Pinto logo justificou a tirada ao colectivo de juízes, arrumando as ideias por partes, metáforas e números. Primeiro, a área máxima de construção permitida pelas normas urbanísticas em vigor (Plano Director Municipal) não chega a metade do valor envolvido no negócio (cerca de 22 mil m2). Segundo, porque sendo o Parque Mayer um espaço sobretudo afecto a equipamentos culturais, não é equiparável em termos de preço a um terreno "limpo e livre" como o da Feira Popular de Entrecampos. "O valor da laranja é o valor do sumo que ela vai dar. Esse é o único método que existe em finanças empresariais. Acreditar que um teatro tem rendimento equivalente a um apartamento de luxo é algo que nunca vi", ironizou Bernardo Pinto durante a segunda sessão do julgamento da acção movida pelo vereador José Sá Fernandes contra o município de Lisboa, a EPUL e a Sociedade Parque Mayer (Bragaparques) com vista à anulação do negócio de 2005, que ontem decorreu no Tribunal Administrativo e Fiscal de Lisboa.

A resposta do ex-dirigente da EPUL não satisfez a advogada da ré Sociedade Parque Mayer, Rita Matias, que contrapôs, sem resposta: "Quer dizer então que, se os equipamentos culturais dão custos negativos, o privado teria ainda de pagar à câmara para que ela lhe ficasse com os terrenos?".

Parte II: o "bolo às fatias"
"E vender o bolo inteiro dá mais dinheiro? Não, às fatias é melhor." A convicção é de Bernardo Pinto, para quem a decisão da Câmara de Lisboa em vender em hasta pública de uma só vez o único lote remanescente da Feira Popular atribuindo direito de preferência à Bragaparques fez com que "o interesse público não fosse minimamente salvaguardado".

As outras testemunhas de Sá Fernandes ontem ouvidas pelo colectivo de juízes presidido por Silva Ribeiro corroboraram a opinião do ex-dirigente da EPUL. "Quem tem o direito de preferência num processo destes pode sempre guardar-se para exercer essa prerrogativa mais tarde. Não vai a jogo e espera pela última licitação para cobrir o valor. Caso esse direito não existisse, o principal interessado ia a jogo e o valor dos terrenos subia", argumentou Bernardino Aranda, economista e assessor de Sá Fernandes. Da mesma forma, explicou o ex-director de Planeamento e Gestão Urbanística da autarquia, António Cardoso, vender o lote nos 15 blocos mais pequenos que o constituíam teria atraído mais interessados e, como tal, potenciado maiores licitações.

Numa sessão em que o advogado do município (que agora também defende a nulidade da permuta), João Correia, voltou a insistir no carácter opinativo dos cinco depoimentos, Rita Matias optou por questionar as testemunhas acerca da exequibilidade da venda em 15 lotes, persistindo em perguntar se não seria inviável construir um número igual de entradas e saídas de estacionamento para a Av. da República ("há mais três frentes que podem ser utilizadas para isso", notou uma das testemunhas) e se não seria melhor para o interesse público o planeamento homogéneo da área (os questionados anuíram).

Parte III: números díspares
A discrepância entre as avaliações feitas aos terrenos foi outro dos aspectos enfatizados. Segundo Bernardo Pinto, que saiu da EPUL em 2006 na sequência de um processo disciplinar, os estudos realizados por entidades externas à câmara apresentaram resultados com disparidades de 50 (o Parque Mayer chegou a ser avaliado em 10 milhões de euros pela Benege e em 60 pela consultora Richard Ellis) e 69 milhões de euros (o valor de Entrecampos atingia os 39 milhões num estudo do engenheiro António Camarinhas e 108 numa análise da Richard Ellis). Ainda assim, frisou, as principais consultoras imobiliárias reconhecem que o preço de um escritório ou de uma habitação na Av. da Liberdade ou em Entrecampos é semelhante ou superior nesta última localização.»

25/03/2008

EPUL adia por um ano entrega de casas compradas por jovens em Entrecampos

In Público (25/3/2008)
Ana Henriques

«Empresa em tribunal por causa de dívida a gabinete de arquitectos

A Empresa Pública de Urbanização de Lisboa (EPUL) adiou por um ano a entrega dos primeiros 300 apartamentos para jovens que construiu em Entrecampos e que deviam ser entregues até Julho deste ano. Quanto às restantes três centenas de fogos, cuja obra não começou ainda, a empresa da Câmara de Lisboa não adianta nenhuma data de assinatura das respectivas escrituras, sendo certo que tal não acontecerá antes de 2010.
O atraso do EPUL Jovem de Entrecampos junta-se a outros dois empreendimentos semelhantes, cujos promitentes compradores desesperam pelas casas que já começaram a pagar: Martim Moniz, cujos 90 apartamentos deviam ter sido entregues em Dezembro de 2003, e Paço do Lumiar, a cujo ano e meio de atraso deverá somar-se muito mais tempo, uma vez que também neste caso as obras continuam sem arrancar.
"A EPUL está constantemente a enganar-nos. Não tem honra nem palavra. E tem de ser penalizada por nos estragar os planos de vida", observa Ricardo Gaspar, que aos 28 anos vive com a namorada num apartamento de 40 metros quadrados emprestado pela empresa, apesar de já ter pago à EPUL parte do T2 no Paço do Lumiar em que pensa a vir a morar um dia. "Nesta situação não podemos pensar em ter um filho", lamenta. "E ninguém nos diz nada sobre o atraso".
Se neste caso a razão para o sucedido foi, alegadamente, a excessiva proximidade dos prédios do Eixo Norte-Sul, com os níveis de ruído que isso implicaria para os moradores, no caso do Martim Moniz foram as escavações arqueológicas e uma mudança de projecto a justificar um atraso que já vai quase em cinco anos.
Vistos por fora, estes últimos prédios parecem quase prontos. Mas isso também acontece com as casas da primeira fase da EPUL Jovem de Entrecampos, as tais cuja entrega foi agora adiada por um ano. "Está pendente a execução das obras de urbanização que permitirá servir o lote de infra-estruturas básicas", refere uma carta enviada na semana passada aos promitentes compradores de Entrecampos. Já no que respeita à segunda fase da construção, o problema parece ainda mais bicudo: houve uma "desistência do empreiteiro classificado em primeiro lugar". A EPUL não explica se lhe bastará repescar o empreiteiro que ficou em segundo lugar ou se terá de abrir novo concurso, com todas as delongas que isso implica. Diz apenas que a conclusão desta obra deverá ocorrer em Março de 2010, o que significa que as casas só serão entregues vários meses depois.
Em alternativa, a empresa propõe aos jovens que desistam dos fogos, comprometendo-se a devolver o dinheiro pago até agora e respectivos juros bancários. Quem continuar interessado nas casas também terá direito a ver estes juros pagos pela EPUL.
Está marcada para o próximo dia 1 de Abril a primeira audiência do julgamento que opõe o gabinete de arquitectura Promontório à EPUL. O Promontório quer ser pago pelos diferentes projectos que elaborou para o empreendimento de Entrecampos, e que incluem um centro de artes e a sede da Empresa Pública de Urbanização de Lisboa. Embora nenhuma destas obras tenha ainda visto a luz do dia, a EPUL e a câmara encarregaram o gabinete de arquitectura de desenvolver soluções para estes e outros edifícios em 2006, eximindo-se depois ao seu pagamento. Orçada nessa altura em 5,5 milhões de euros, a nova sede permitiria à empresa poupar qualquer coisa como 700 mil euros/ano, que é quanto tem pago pelas instalações alugadas junto ao estádio do Sporting.
A EPUL tem vivido o último ano e meio num impasse, perante as suspeitas de ilegalidade de vários negócios imobiliários seus e as promessas de reestruturação da empresa por parte da tutela camarária, que até hoje nunca passaram disso mesmo. A câmara quer que a EPUL passe a operar na área da reabilitação urbana. »

Aos jovens que se auto-encarcerarem naquela lindeza de projecto, assinado pelos meninos da Promontório, desejo eu as mais sinceras felicidades. A razão porque a EPUL não recupera prédios antigos, devolutos, a começar pelos da própria CML, isso é que custa a perceber.