20/12/2019

Largo do Regedor/Travessa do Forno - pedido de proibição de automóveis


Exmo. Sr. Presidente
Dr. Fernando Medina
Exmo. Sr. Vereador
Dr. Miguel Gaspar


CC. AML, JF e media

Vimos por este meio solicitar a V. Exas. que façam aprovar a proibição de circulação e estacionamento automóvel no Largo do Regedor/ Travessa do Forno, a fim de libertar uma das mais bonitas praças de Lisboa - cfr. foto em anexo.

Com efeito, decorridos que estão mais de 20 anos sobre a "pedonalização" de toda a zona, continuamos a aguardar que os automóveis desapareçam daquele lugar e a zona seja apenas para peões.

Facto que é mais inexplicável dada a profusão de estabelecimentos de restauração e hotelaria, actuais e com abertura prevista a curto prazo, que têm as suas traseiras sobre aquele largo, e que assim se vêem impedidos de ali abrir as suas esplanadas (o seu eventual licenciamento deverá ser disciplinado e proporcional à capacidade de cada um daqueles estabelecimentos, por forma a que o peão possa circular convenientemente e a leitura da praça não seja prejudicada).

Na expectativa, subscrevemo-nos com os melhores cumprimentos.

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Júlio Amorim, Virgílio Marques, Pedro Machado, Vítor Vieira, Helena Espvall, Beatriz Empis, Maria do Rosário Reiche, João Oliveira Leonardo, Jean Teixeira, Miguel de Sepúlveda Velloso, Miguel Atanásio Carvalho, Beatriz Empis

Foto: Passeio Livre

19/12/2019

Obras paradas no Palácio Almada-Carvalhais - pedido de esclarecimentos


À Sete Colinas/Silvip
Ao Sr. Arq. Pedro Reis


C.C PCML e DGPC

Exmos. Senhores

Na sequência de uma visita ao local, não nos é claro se as obras que decorriam no Palácio Almada-Carvalhais continuam ou estão paradas.

Estando em presença de um Monumento Nacional, um raríssimo palácio que resistiu ao Terramoto, é de extrema importância saber se:

- as obras estão ou não paradas?
- qual o calendário previsto para o seu recomeço ou continuação?
- para além da arqueologia, que outras disciplinas são chamadas a intervir no acompanhamento técnico da intervenção urbanística (azulejaria, entalhadores, especialistas em tectos de masseira, etc.)?
- que medidas de segurança existem para o espaço, numa altura em que parece nada nele estar a acontecer?

Paulo Ferrero, Miguel de Sepúlveda Velloso, Bernardo Ferreira de Carvalho, Júlio Amorim, Miguel Jorge, Virgílio Marques, Inês Beleza Barreiros, Maria João Pinto, Helena Espvall, Pedro de Souza, João Oliveira Leonardo, Jorge Pinto, Ana Celeste Glória, Guilherme Pereira, Maria do Rosário Reiche, Fátima Castanheira

Foto: Trienal

“É uma violência sobre os cidadãos ver a morte de árvores”

Um dos muitos belos trabalhos com que Lisboa tem sido acariciada. Aqui em 2017 no Palacete Mendonça.


"Falta menos de um mês para Lisboa se tornar Capital Verde Europeia e para a Plataforma em Defesa das Árvores chegou o momento de a câmara voltar a assumir total responsabilidade sobre o arvoredo da cidade. Fernando Medina não concorda, mas admite que o muito polémico Regulamento Municipal do Arvoredo seja revisto.

Em nome da Plataforma, Inês Beleza Barreiros foi esta quarta-feira à reunião pública da autarquia expor os “três problemas fundamentais do arvoredo que não têm melhoras” e que, no seu entender, até foram agravados com a entrada em vigor do regulamento: podas, abates e plantações.

“Continuam a ser agendadas pelas juntas de freguesia grandes empreitadas de podas em ruas inteiras, destruindo árvores muitas vezes com 50 e 60 anos, como se uma poda anual fosse uma operação de rotina”, denunciou. “As diferentes empresas contratadas não actuam de uma forma concertada e o resultado, para além de muitas vezes ser danoso para o arvoredo, que fica mutilado, espelha descoordenação.”

A munícipe foi dando vários exemplos, como os lódãos na Av. Luís Bívar “podados de forma completamente irracional” ou o grande choupo na Escola Básica Teixeira de Pascoaes, que a junta de Alvalade quer podar, o que considerou “chocante”. “É uma violência sobre os cidadãos ver constantemente a morte de árvores no espaço público ou a sua mutilação”, afirmou.

Com o novo regulamento, aprovado pela assembleia municipal em 2017, as juntas de freguesia passaram a poder gerir todo o arvoredo dos seus territórios, a menos que ele esteja classificado como estruturante (caso em que a competência continua a ser da câmara municipal).

Ora, o regulamento que saíra dos Paços do Concelho em 2015 previa que podas e abates estavam sujeitos “a parecer vinculativo da câmara municipal, de forma a determinar os estudos a realizar, medidas cautelares e modo de execução dos trabalhos”. Dois anos depois, quando finalmente saiu da assembleia, o parecer da autarquia já não era vinculativo e as juntas também estavam autorizadas a dá-los.

Como muitas juntas não têm equipas próprias para tratar do assunto, “as árvores estão na mão de empresas contratadas por outsoursing que muitas vezes não têm só essa especialização”, disse Inês Barreiros. “Ficam nas mãos de pessoas que têm muito pouco conhecimento sobre árvores.

“Nesta matéria a política da câmara não funcionava bem. O próprio facto de ser chamado à presidência da câmara o abate de árvores específicas é prova de que alguma coisa na estrutura da câmara não funcionava bem”, disse Medina, aludindo a um despacho de António Costa que colocava directamente nas mãos do presidente a decisão sobre abates.

O autarca reconheceu que tem havido “erros” recentes, mas disse igualmente que “durante anos” não houve podas na cidade. “Eu posso-lhe dar a listagem de todas as queixas, reclamações e indemnizações da câmara por falta de poda de árvores”, afirmou.

Medina prometeu “fazer um debate alargado e sem nenhum preconceito” já no “primeiro semestre” do próximo ano, envolvendo todos os interessados – incluindo munícipes, associações, juntas e assembleia municipal."

In Publico. 2019-12-19
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A profunda incompetência dos responsáveis vai continuando. O problema não se resolve....arrasta-se.
....e por favor deixem de chamar "podas" a mutilações executadas por absolutos incompetentes.

17/12/2019

Estátua do Condestável


(Chegado por e-mail)

«Bom dia

Já por várias vezes falei que a estátua de D Nuno Álvares Pereira, que está junto do Mosteiro da Batalha, era para estar no alto do Parque Eduardo VII.
Essa estátua chegou a ser lá colocada, mas como alguns burros não gostaram de ver o Condestável a cavalo, retiraram-na e colocaram-na na Batalha.
Como agora já existe uma bela estátua do Condestável em Lisboa, no Restelo, tenho agora outra ideia: colocar no alto do Parque a estátua de D João I que está na Praça da Figueira, para assim se poder também reconstruir o antigo mercado.
Quanto ao mamarracho do Cutileiro, pode ser colocado noutro lugar; mas seria melhor fazer-se outro monumento ao 25 de Abril, mais digno que aquele.
Junto envio fotografias da estátua do Condestável, na Batalha e quando foi colocada no alto do Parque.

Os meus melhores cumprimentos

Álvaro Pereira»

11/12/2019

Lisboa Capital Verde Europeia em 2020. O que mudará em Lisboa?


Eleita pela Comissão Europeia, Lisboa será a capital verde da Europa em 2020. Esperamos poder aproveitar este prémio para mudar o nosso comportamento em relação aos espaços verdes da nossa cidade, no que se refere aos jardins, praças e arruamentos, dando a devida atenção ao que já existe e aquilo que está previsto para um futuro próximo.

A título de exemplo, gostaríamos de ver concluído o Jardim do Largo do Rato e da Praça do Martim Moniz, ambos aspiração já antiga dos lisboetas.
Gostaríamos igualmente que a Câmara Municipal de Lisboa realizasse um estudo em conjunto com as Juntas de Freguesia no sentido de plantar árvores e colocar bancos em todas as artérias e praças onde for possível tal procedimento.

Largo do Rato. Para quando a concretização do jardim, notícia há muito esperada pelos lisboetas ?

Praça do Martim Moniz sem tapumes tal como foi prometido pela CML.
Ficamos aguardando pela concretização definitiva do jardim, correspondendo aos desejos dos lisboetas.


João Pinto Soares

O Chafariz da Esperança Requalificado


O Chafariz da Esperança é um dos sete chafarizes localizados na freguesia da Estrela, em Lisboa: Chafariz das Terras, Chafariz da Cova da Moura, Chafariz da Praça da Armada, Chafariz das Necessidades, Chafariz das Janelas Verdes e Chafariz da Fonte Santa.

No século XVIII. o Senado da Câmara de Lisboa adquiriu uma porção de terreno que pertencia ao convento franciscano de Nossa Senhora da Esperança, e aí construiu este chafariz. Era abastecido por meio de uma galeria do Aqueduto das águas Livres que vinha directamente do reservatório das Amoreiras.

Projectado por Carlos Mardel em 1752, a sua obra teve início no ano seguinte, sob orientação do mesmo, sendo terminada, em 1768 por Miguel Ângelo Blasco.

Localizado no antigo Largo da Esperança, viu alterada a sua envolvência em resultado da abertura da Av. D. Carlos I, em 1889, ficando encostado a um prédio, construído por essa altura, cuja fachada foi concebida como pano de fundo para o chafariz.Está classificado como Monumento Nacional desde 16 de Junho de 1910.

A estrutura tem dois pisos, cada um com um tanque, duas escadas laterais e é do estilo barroco. O tanque do piso inferior tinha como função servir de bebedouro para os animais e o superior servia para o povo. Cada tanque possuía duas bicas. Esta separação evidenciava preocupações relacionadas com a saúde pública. Possui um pórtico ao estilo pombalino.


Pinto Soares

10/12/2019

Uau, vem aí uma nova moda... replicar fachadas para cima:


A CML e a sempre expedita Comissão Técnica de Apreciação (de que fazem parte os arq. Flávio Lopes, em representação da DGPC, e Catarino, em representação da CML), aprovaram esta "sofisticação" em pleno praça histórica do Príncipe Real, que há muito devia ser classificada mas que nunca o foi, já se vê porquê. O Palacete do nº 19, o tal "palacete rosa", até aqui intacto e em bom estado, apesar da clarabóia partida e de ter infiltrações no 1ºandar, vai ter o seu 1º andar copy paste num novo 2º andar. Resultado: o palacete sobre 4,5 metros e ainda terá uma mansarda em zinco, e a nova "clarabóia" vai ser iluminada por dentro com Led.

Mas isto é possível nesta Praça? Ninguém tem coragem de extinguir a dita comissão? Pouca vergonha.

Enquanto isso, RIP Vila Raul:


Vêm aí mais modernidade e mais eleitores para Campolide. E a CML a dizer que tem um programa de salvaguarda dos antigos pátios e vilas operárias, bah!

09/12/2019

Arquivo Municipal de Lisboa sem solução à vista


Amanhã, dia 10 de Dezembro, às 15h, na sessão de Assembleia Municipal de Lisboa, os trabalhadores do Arquivo Municipal de Lisboa irão dizer de sua justiça sobre as condições deploráveis em que aquele serviço se encontra, faz anos e anos, e do qual as imagens postas a circular na net são elucidativas sobre este estado de coisas.

Sobre o destino definitivo para TODO o Arquivo, continuo a acreditar que só há dois locais compatíveis, por sinal dois antigos hospitais: Miguel Bombarda e Arroios, mas como o Governo já anunciou habitação acessível para o primeiro, que é público, restará comprar o segundo, que é privado, e investir na sua reabilitação e reconversão. Tudo o mais ou é caricato (um eventual regresso ao Alto da Eira) ou é negociata pela certa (uma nova construção de raiz).

Foto: Site da TVI

05/12/2019

Há uma maldição especulativa na Av. Elias Garcia ...


Há uma maldição especulativa na Av. Elias Garcia, depois do prédio do lado, que era absolutamente lindo, e que foi demolido coercivamente depois do telhado (único em Lisboa) ter desabado, agora é o lado que vê o seu lado esquerdo cair, porque assente em nada? O prédio gémeo das "residências estudantis" foi desalojado. Do lado da lá da rua temos a dupla de prédios gémeos com estes dois, onde estava o restaurante Grand'Elias que está como está. No gaveto com a Av. República, no fabuloso nº 55-B desta última, o prédio da esfera-armilar em coma induzido para obrinha Val(a)sassina, ao lado, o que ardeu ao lado continua reduzido a uma fachada. Parece a comédia do Grande Elias, por acaso parece: Derrocada em prédio devoluto de Lisboa obriga a realojar dezenas de estudantes, in Público 5.12.2019.

Expo Pardal Monteiro, até 23 de Fevereiro, no Museu do Dinheiro