31/01/2018
Excelentes notícias: o edifício da antiga Tabaqueira está salvo.
13/07/2017
Pode ser que se safe, pode ser, a pobre da Tabaqueira:
In Diário de Notícias/LUSA (10.7.2017)
28/01/2017
Nada conta Piano, nada contra este projecto nem mesmo contra as palmeiras... mas salvem lá a Tabaqueira...
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Chamam-lhe a nova zona trendy da cidade e a verdade é que Marvila tem sido palco de crescimento de novos espaços. Aqui têm vindo a multiplicar-se restaurantes, comércio, empresas e galerias de arte, tendência que vem ao encontro do projeto da câmara de Lisboa de reabilitar toda a zona ribeirinha oriental.
No Braço de Prata está já a crescer o empreendimento projetado pelo arquiteto italiano Renzo Piano, no qual está previsto que, numa antiga zona industrial, surjam novos edifícios residenciais e de comércio. [...]»
05/12/2016
Antico complesso industriale dei Tabacchi ("Tabaqueira") - Lisbona - Richiesta patrimoniale
Gentile Sr. Arch. Renzo Piano,
in quanto cittadini preoccupati com il patrimonio della cittá di Lisbona, veniamo a contattarlo per sapere se l’antico complesso industriale dei Tabacchi ("Tabaqueira"), localizzato nella piazzetta denominata “Praceta da Tabaqueira"/rua da Matinha” (identificato dall’immagine in allegato) sia o meno parte del progetto Braço da Prata Housing Complex e, se cosi fosse, se é previsto cosa sará previsto per l’antico edifico industiale.
Ci piacerebbe vedere recuperato l’antico complesso ottocentesco dell’antica Fabrica Tabacchi, e non solo il suo padiglione centrale, come fu annunciato anni or sono. Questo oggetto, ormai visibile come una reliquia industriale potrebbe essere trasformato in un mercato, spazi per ristoro, del tutto simile a ció che giá si fá. Tutto questo sarebbe abbastanza necessario in quella zona di Lisbona.
Lo stato di degrado di quasi tutta la struttura metallica dell’edificio é evidente, e parte é pericolante, ma sappiamo che é possibile intevenire nella struttura sia rafforzando la struttura sia recuperandola.
Detto questo, ci appelliamo a lei, Sr. Arch. Renzo Piano caso il progetto dell’antica fabbrica dei Tabacchi di Lisbona faccia parte del complesso Braço de Prata, possa difendere il suo recupero in tutta la sua estensione e possa cosi dargli un uso piú dignitoso e contemporaneo.
I nostri piú distinti saluti
Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Fernando Jorge, Carlos Leite de Sousa, Júlio Amorim, Rui Martins, André Santos, Inês Beleza Barreiros, Jorge Santos Silva, Maria João Pinto, Fernando Silva Grade, Jorge Pinto, Fátima Castanheira, Maria Ramalho, Filipe Lopes, Paulo Dias Figueiredo, João Mineiro, Maria de Morais e Miguel Jorge
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Exmo. Sr. Arq. Renzo Piano
Enquanto cidadãos preocupados com o património da cidade de Lisboa, vimos contactá-lo para sabermos se o antigo complexo industrial da Tabaqueira, sito na Praceta da Tabaqueira/ Rua da Matinha (identificado nas imagens em anexo), faz ou não parte do Braço de Prata Housing Complex e, se fizer, o que se está previsto para aquele conjunto fabril.
Muito gostaríamos de ver recuperado na íntegra o ainda belo complexo oitocentista da antiga Fábrica Tabaqueira, e não só o seu pavilhão central, como foi anunciado há anos. Gostaríamos de ver esta ainda relíquia industrial transformada, quem sabe, num magnífico mercado com espaços de restauração e estufas, à semelhança do que se faz por esse mundo afora e algo que se torna cada vez mais necessário naquela zona de Lisboa, e viável do ponto de vista económico.
Reconhecemos o estado de degradação da quase generalidade da estrutura metálica do conjunto fabril da Tabaqueira, parte dela inclusive em pré-colapso, mas também sabemos que é possível o seu reforço estrutural bem como a sua recuperação integral.
Apelamos, por isso, ao Sr. Arq. Renzo Piano para que, caso a Tabaqueira pertença à zona de implantação do Braço de Prata Housing Complex, a recupere em toda a sua extensão e lhe dê um uso condigno e contemporâneo.
Melhores cumprimentos
18/11/2016
29/01/2015
21/06/2011
Obriverca muda a face da zona Oriental de Lisboa
«Depois da experiência em Alcântara, a Obriverca continua a apostar forte na requalificação de antigas zonas industriais degradadas da cidade de Lisboa, transformando-as em novos pólos habitacionais. Mudar a face da zona Oriental de Lisboa é o atual objetivo, onde além do projeto Jardins de Braço de Prata, já em curso, está agora a ultimar os pormenores do projeto de reconversão da Antiga Fábrica dos Sabões, em Marvila.
Convicto que «o reabilitação só faz sentido se realizada em escala», o presidente, Eduardo Rodrigues realça que a «a Obriverca assume-se como uma das empresas que mais aposta em reabilitação urbana em Lisboa». De facto, esta não é uma experiência nova para o grupo que na década passada desenvolveu o empreendimento Alcântara Rio, reabilitando todo o quarteirão da antiga Fábrica da União, em Alcântara, e captando habitantes e dando uma nova vida a um dos maiores espaços degradados daquela zona da cidade.
Jardins de Braço de Prata arranca após dez anos
Após um impasse de 10 anos, no passado mês de dezembro a Obriverca pôde finalmente arrancar com as obras do mega-projeto Jardins de Braço de Prata, que ocupa os 9 ha de terreno da antiga indústria de material de guerra INDEP. Um investimento de 220 milhões materializará o projeto de arquitetura de Renzo Piano, muito focado para atrair população jovem.
Com uma oferta residencial de aproximadamente 500 fogos, serão ali criados 3.000 lugares de estacionamento distribuídos equitativamente entre públicos e privados. «Cerca de 30% da área de construção estará alocada a atividades económicas e serviços», explicou Eduardo Rodrigues, revelando que «neste momento temos já colocadas mais de 60% das lojas, e estão já a ser ultimadas as negociações com uma multinacional para a ocupação de uma área de 4.500 m2».
Além das amplas áreas verdes - será criado um jardim com 140.000 m2 - uma das âncoras deste projeto é a Praça da Criança, «um conceito pioneiro na Europa e que consiste na concentração de uma série de valências inteiramente relacionadas com a criança, com escolas de ballet, música, bibliotecas e health clubs infantis, e muitos outros».
A reconversão dos terrenos da antiga Fábrica Nacional de Sabões, em Marvila, é a aposta que se segue naquela zona Em fase de aprovação, este projeto promete ser outro pólo de atração de população jovem e, fruto de um acordo com a Câmara de Lisboa, «cerca de 15% da oferta residencial será alocada para o mercado de arrendamento, por valores médios mensais de 500 euros».
«Um projeto pioneiro em Lisboa», garante Eduardo Rodrigues, que além dos condomínios privados contará também com uma zona comercial e amplas zonas verdes. Outra particularidade será a criação de jardins por cima da linha de comboio, com a circulação ferroviária a passar a fazer-se sob a superfície verde. »
17/12/2010
Começou a obra da urbanização Jardins Braço de Prata em Lisboa
«A construção da urbanização dos Jardins Braço de Prata, em Lisboa, arrancou ontem, 12 anos depois de o projecto ter sido apresentado. A obra constitui o retomar do processo de regeneração urbana iniciado com a Expo-98, sustentou o presidente da câmara, António Costa (PS).
A urbanização representa um investimento privado de 220 milhões de euros, vai ocupar nove hectares (nove campos de futebol), nos terrenos da antiga fábrica de material de guerra. O complexo vai incluir 499 fogos e mais de 4000 lugares de estacionamento, equipamentos comerciais e espaços verdes.
No lançamento da primeira pedra, o autarca António Costa assegurou que se retoma assim "o processo de regeneração urbana" que "vai prosseguir o seu caminho até ao centro da cidade". Em declarações à Lusa, Costa considerou que, durante os 12 anos em que a obra não avançou, "houve uma ruína, quando se podia ter vida". "Custou caríssimo à cidade, também do ponto de vista económico. Doze anos de paralisação custa muito dinheiro e não é possível que uma cidade tenha estes momentos de paralisação", defendeu o autarca.
Além desta urbanização, está em fase de aprovação na Assembleia Municipal de Lisboa o Plano de Pormenor da Matinha e o Loteamento da Tabaqueira, o que vai permitir a requalificação daquela zona e "12 hectares de parques, desde a construção até ao rio". "Agora temos o muro que vedava todo este espaço da cidade e tínhamos aqui a fábrica de material militar, quatro faixas de rodagem na Via de Cintura do Porto de Lisboa", frisou o líder do executivo municipal. No futuro, a cidade vai ter "12 hectares que podem ser aproveitados pelos lisboetas", avançou António Costa.
O projecto Jardins Braço de Prata prevê o desvio do trânsito na Praça 25 de Abril, impedindo a circulação automóvel na Via de Cintura do Porto de Lisboa nos 500 metros em frente à urbanização, referiu hoje o arquitecto responsável, Renzo Piano. "É toda esta intervenção que reforça a sustentabilidade da cidade", sublinhou António Costa. "Esta obra é muito importante, porque se insere num conjunto de intervenções por toda a frente ribeirinha. São estes 19 quilómetros que têm uma riqueza única no panorama internacional."»
13/11/2010
12/11/2010
Obras do empreendimento Braço de Prata arrancam na Segunda-feira

In Lusa
«Doze anos depois da apresentação do projeto aos serviços municipais, a autarquia lisboeta entregou hoje o alvará de loteamento do empreendimento Jardins Braço de Prata, um investimento de 220 milhões de euros cujas obras arrancam na segunda-feira.
Durante a cerimónia, nos Paços de Concelho, Pedro Romão, da CPU Urbanistas e Arquitectos, disse que o projeto preserva o essencial do desenho inicial do arquiteto italiano Renzo Piano e abrange uma área de nove hectares (nos terrenos da antiga fábrica de material de guerra), 70 por cento dos quais ocupados por habitação.
Além dos 499 fogos contemplados no projeto, há espaço para uso terciário (10 por cento) e de indústria (20 por cento) e para 1335 lugares de estacionamento públicos.
Pedro Romão explicou que, com a obra, serão criados 500 postos de trabalho durante a construção e 450 na fase de exploração do empreendimento, desenhado nas linhas da arquitetura contemporânea.
De acordo com o promotor -- Fundo de Investimento Imobiliário Fechado Lisfundo/Obriverca -- serão pagos 100 milhões de euros em impostos.
Segundo o vereador do Urbanismo, Manuel Salgado (PS), o processo enfrentou grandes dificuldades de apreciação quando foi aberto na câmara por ter aspetos inovadores que exigiram "uma interpretação relativamente aberta dos regulamentos".
Quando o socialista António Costa se tornou presidente, em 2007, o processo estava bloqueado por ocupar uma parte da via do porto sobre a qual incidia um litígio de propriedade entre a câmara e o Porto de Lisboa.
"A primeira coisa que fizemos foi propor que os edifícios fossem todos recuados para que não houvesse dúvidas de questões patrimoniais. A partir daí o processo foi lento, porque é grande e com implicações complexas do ponto de vista do sistema de infraestruturas e de questões paisagísticas", apontou.
Seguiu-se a regularização de aspetos relacionados com registos e a celebração de um contrato de urbanização que envolve os três grandes empreendimentos da zona -- os da Matinha, Tabaqueira e Jardins Braço de Prata.
Manuel Salgado adiantou que, no âmbito da negociação feita com o Porto de Lisboa, assegurou-se que "uma parte da doca do Poço do Bispo vai ser destinada a usos de recreio", integrando-se no chamado parque urbano oriente, que se pretende constituir no prolongamento do Parque das Nações.
O responsável afirmou que os projetos implicam uma relocalização do centro de inspeção de veículos do Poço do Bispo e que não afetarão o espaço de actividades culturais da Fábrica do Braço de Prata.
O presidente António Costa agradeceu ao promotor por "ter sabido resistir" e sublinhou a importância do investimento na requalificação da zona oriental da cidade.
O autarca lamentou que depois da Expo 98, a dinâmica de reabilitação urbanística tenha parado: "Perdemos todos".
ROC»


























