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22/04/2020

Protesto pela demolição e ampliação edifícios nº 34-36 e 38 Praça Amoreiras


Exmo. Senhor Vereador
Eng. Ricardo Veludo

C.C. PCML, AML, DGPC, JF e media

Serve o presente para apresentarmos o nosso protesto pela confirmação, em 31.1.2020, da aprovação feita anteriormente pela CML, em 23.8.2019, do projecto de demolição de interiores e ampliação de 2 pisos (processo nº 315/EDI/2018) dos edifícios dos nº 34-36 e 38 da Praça das Amoreiras, conforme imagem em anexo (perfis).

Recordamos que se trata de um par de edifícios que consta na Carta Municipal do Património anexa ao PDM [item 46.06 Conjunto arquitetónico / Praça das Amoreiras, 2 a 8, 25 a 32, 34 a 48 e 49 a 59, Trav. das Águas Livres, 2 a 8 e 10 a 14, Trav. da Fábrica dos Pentes, 2 a 6 e 3 a 9, Rua João Penha, 13 a 15 e 16 a 32 e Trav. da Fábrica das Sedas, 1 a 49 (Antigo) Bairro Fabril das Amoreiras], edifícios dos mais antigos da zona e por isso de valor patrimonial reforçado, pelo que a demolição dos seus interiores só seria possível se o edifício apresentasse estado de pré-ruína o que, manifestamente, não se verifica.

Recordamos que a ampliação da sua fachada para 2 pisos implicará uma mudança radical na leitura da Praça das Amoreiras, violando ainda a Zona Especial de Protecção do Aqueduto das Águas-Livres, Monumento Nacional, uma vez que altera as vistas de e para aquele conjunto classificado.

Voltamos a insistir para a necessidade de mudança de paradigma na área da reabilitação urbana, uma vez que este projecto não é reabilitação urbana, uma vez que nem o edifício precisa de demolido para ser recuperado, nem a praça precisa de ter um edifício com o dobro dos pisos para que haja renovação no seu tecido social. Isto não é urbanismo, é apenas construção civil.

Pelo exposto, apelamos a V. Exa., senhor Vereador, para que atente neste projecto e evite o continuar de um entendimento erróneo do que deve ser a Reabilitação Urbana, e com isso se possa inverter uma política urbanística que consideramos não só retrógrada e atentatória ao património da cidade, que é de todos, como contrária ao espírito do Plano Director Municipal em vigor.

Na expectativa, apresentamos os melhores cumprimentos


Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Fernando Jorge, Irene Santos, Gonçalo Cornélio da Silva, Helena Espvall, Filipe Teixeira, Miguel de Sepúlveda Velloso, Pedro Cassiano Neves, Alexandre Marques da Cruz, Maria Ramalho, Rui Martins, Jorge Pinto, Luís Serpa, Gustavo da Cunha, Guilherme Pereira, Pedro Jordão, Virgílio Marques, João Oliveira Leonardo, Júlio Amorim, Jorge Lima, Beatriz Empis, Martim Galamba, Mariana Carvalho

21/11/2019

Parque canino junto ao Aqueduto das Águas Livres / protesto e pedido de remoção


Exmos.Senhores
Presidente da Câmara Municipal de Lisboa
Presidente da Junta de Freguesia de Santo António


 CC. AML, DGPC e media

Perante a implantação de um parque para cães em canteiro ajardinado mesmo junto ao Aqueduto das Águas Livres (Monumento Nacional), do lado da Rua das Amoreiras, tendo como cenário magníficos painéis de azulejos do século XVIII, a Capela de Nossa Senhora de Monserrate e, mais abaixo, o busto em honra de Tito de Morais, legitimamente, perguntamos se,

*  Haverá na CML e na Junta de Freguesia quem pense o espaço público?

 * O projecto foi submetido à DGPC e por ela autorizado?

Na verdade, é com enorme perplexidade que assistimos à violação da zona de protecção àquele monumento nacional, prejudicando notoriamente a grandiosidade e a beleza intrínseca do local e em nada contribuindo para a reabilitação daqueles talhões ajardinados, outrora bem agradáveis e bonitos à vista.

Não só o aspecto da construção – talvez admissível noutra zona que não ali - como o tipo de uso parecem-nos completamente incompatíveis com a dignidade do local, para não dizermos escandalosamente medíocres e à margem da excelência de espaço público que se pretende para a nossa cidade.

Compreende-se a ânsia de corresponder a faixas da população que têm cães de companhia, mas isso não pode levar a desrespeitar os locais que, com toda a segurança, não têm vocação para acolher iniciativas deste tipo.

 Não temos conhecimento que tal seja possível junto a monumentos desta importância em outras cidades e capitais europeias. Porque tem que ser possível em Lisboa?Assim, apela-se ao bom senso das autarquias pedindo a:

* Imediata reparação do dano com a retirada do parque.

* E a sua implantação noutro local que não fique na zona de protecção do Aqueduto e não prejudique o local.

Melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Nuno Caiado, Bernardo Ferreira de Carvalho, Eurico de Barros, Júlio Amorim, António Araújo, Fernando Jorge, Virgílio Marques, Ana Alves de Sousa, Jorge Pinto, Maria do Rosário Reiche, Jorge D. Lopes, Fátima Castanheira

Foto: Ana Sousa Jardim, in Facebook

05/09/2017

Jardim das Amoreiras nas mãos de irresponsáveis


Jardim das Amoreiras entregue aos bichos, cimento por todo o lado, bancos com pés acimentados, árvores sem protecção das máquinas que por lá andam, obrinha (do que se trata???) no muro classificado, junto à capela, tílias plantadas recentemente e já mortas... ah mas temos jardinzeco infantil (onde é que já vi isto?)
Fotos e título de Rosa Casimiro, in facebook

13/05/2016

Arboricídio em perspectiva no Jardim das Amoreiras e imediações


Chegado por e-mail:

«Envio-vos este mail, porque hoje vi que no Jardim, das Amoreiras, estão a planear o abate de várias árvores, que segundo os Avisos afixados não estão em "condições". Neste mundo formatado, as árvores que tenham"defeitos" são condenadas ao abate. Envio-lhe fotos de algumas das árvores em causa.
Não sei se poderão fazer alguma coisa para evitar tal desfecho, se poderem será uma mais valia para as árvores, e para a Paz do local.
MP»

21/10/2015