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21/10/2015

O vendaval arrancou-lhe uma pernada, os humanos podaram-na e abateram mais 3 árvores intactas:


«um antes e depois desolador ( Jardim das Amoreiras)»


Foto e legenda de Rosa Casimiro

01/06/2015


In DN (31 de Maio), por Fernanda Câncio.

27/05/2015

PODAS E ABATES DE ÁRVORES EM LISBOA - CARTA ABERTA AO SENHOR PRESIDENTE DA CML


Exmo. Senhor
Presidente da Câmara Municipal de Lisboa
Dr. Fernando Medina


Face à onda de intervenções radicais e devastadoras que as árvores de Lisboa têm sofrido nas últimas semanas - empreitadas de poda, abate e substituição de árvores de alinhamento e de jardim um pouco por toda a cidade, de Alvalade à Estrela, das Avenidas Novas a Arroios, da Graça à Ajuda, com menor ou maior grau de intensidade e número de árvores objecto das mesmas, com mais ou menos gravidade e grau de irreversibilidade, sob esta ou aquela justificação, não poucas vezes caricata, e outras tantas por razões que a razão desconhece - considera esta Plataforma recém-constituída ser seu imperativo dirigir-se ao novo Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, uma vez que nos parece ser tempo de se virar de página e da cidade partir para outro paradigma.

Porque entendemos que quando estão em causa valores tão nobres e elementares como a preservação de um património que temos a obrigação de legar às gerações vindouras, o direito à informação, os afectos, o respeito por todas as formas de vida, a qualidade de vida e o bem-estar da população; ficar-se calado não serve!

É verdade que esta insensibilidade e este menosprezo pelo indispensável contributo dado pela árvore à cidade e por aqueles que as defendem não são de agora. Todos nos lembramos da destruição massiva de jacarandás nas transversais à Avenida da República e dos 153 plátanos abatidos nem há 10 anos no Campo Pequeno porque havia que implementar determinado projecto de paisagismo. Ou do “vendaval” no Vale do Silêncio, as “desmatações” de Monsanto e a “requalificação” do Príncipe Real, só para enumerarmos algumas reconhecidas más práticas. Mas é neste preciso momento que o flagelo assume proporções inauditas, com o confluir de uma série de constatações e de procedimentos menos claros (por exemplo, ajustes directos através dos quais é diagnosticado o estado do arvoredo - que compete aos serviços municipais e após parecer do Laboratório de Patologia Vegetal Veríssimo de Almeida – e se procede aos abates e às podas, e posteriormente ainda dentro do mesmo ajuste, se vendem os espécimes de substituição - cuja determinação a competência continua na esfera do Município e não das Juntas), a que importa obviar de uma vez por todas, Senhor Presidente, a saber:

As árvores não são podadas nem conservadas nem tratadas, quando doentes. Antes se mutilam, agridem, abatem e substituem como se fossem objectos de decoração descartáveis e sujeitos à ditadura da última moda, nem sequer respeitando a época mais propícia para as árvores e para a bio-diversidade que albergam. Há árvores de primeira (as estruturantes) e de segunda (as de alinhamento).

Não existem jardineiros, mas abundam os curiosos e os madeireiros de serra em punho, cujas intervenções deveriam ser adjudicadas com transparência, critério e sem conflitos de interesse, tantas vezes ao arrepio dos pareceres fitossanitários de entidade idónea e, ultimamente, ao abrigo do não exercício da prorrogativa de declarar esta temática como estruturante, delegando nas Juntas de Freguesia de forma a nosso ver errada e contraproducente, transferindo direitos a nível da gestão do arvoredo, mas esquecendo-se de transferir as boas práticas já regulamentadas, logo agora que aquelas ainda estão numa fase de auto-afirmação e de delimitação de território.

Continuam a não ser aplicados e cumpridos o Regulamento aprovado pela AML (51/AM/2012), que resultou da deliberação 102/CM/2009, nem o Despacho do 60/P/2012 do Senhor Presidente de CML de então, mas quando há um parecer sério que indica a necessidade de abater determinada árvore, logo esse mesmo parecer serve para uma dúzia de outras sãs.

Perdeu-se a boa-prática de consulta preferencial ao LPVVA, preferindo-se o parecer de empresas que depois procedem elas próprias à poda e ao abate no que se configura como procedimento a carecer de sindicância.

Cultiva-se a ignorância, acenando com pragas e alergias, velhice excessiva das árvores (quando árvores com 60 anos devem ser consideradas jovens), cataclismas inevitáveis e a corrosão da chapa. Alimenta-se o ódio instalado ao choupo, cipreste, plátano, freixo e, quiçá a breve trecho, à tília, à tipuana e ao jacarandá! Não se percebe de onde vêm os novos espécimenes que se plantam, mirrados e sem copa frondosa previsível que não por várias décadas, nem para onde vai a lenha que resulta de tudo isto. De uma assentada, como no caso recente da Av. Guerra Junqueiro, destrói-se a imagem até agora inalterável de um arruamento histórico com 60 anos.

Por isso esta nossa carta dirigida a V. Exa., Senhor Presidente, porque temos esperança que a sua juventude signifique irreverência, sensibilidade e vontade indómita em querer mudar o status quo que muitos presidentes antes não conseguiram mudar, pelas razões que cada qual saberá.

Os regulamentos existem e bastará cumpri-los, pois têm matéria suficiente para que os procedimentos de poda, abate e substituição de arvoredo se traduzam em boas práticas de arboricultura, motivo de orgulho para esta cidade, em contraponto com tantas outras onde continuam a aceitar práticas retrógradas, baseadas em mitos e inverdades. Não aceitamos que Lisboa possa ser referida como um dos piores exemplos de gestão do arvoredo do país, quando tem todas as condições para ser exactamente o oposto, desde que corrija o que é preciso corrigir.

Estamos, como sempre estivemos, disponíveis e empenhados em colaborar com a CML e com o seu Presidente e os seus Serviços para que consigamos esse desiderato.

Conte connosco!

Lisboa, 26 de Maio de 2015


A recém-formada "Plataforma em Defesa das Árvores":
Associação Árvores de Portugal
Associação Lisboa Verde
Fórum Cidadania Lx
GEOTA-Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente
Grupo de Amigos do Príncipe Real
Grupo dos Amigos da Tapada das Necessidades
Grupo Ecológico de Cascais
Liga dos Amigos do Jardim Botânico
Plataforma por Monsanto
Quercus

19/05/2015

Press release / poda e abate de árvores na Av. Guerra Junqueiro


As intervenções desastrosas realizadas nas árvores de alinhamento da Avenida Guerra Junqueiro têm chocado muitas pessoas e já originaram diversas reclamações.

Não obstante não têm sido dadas explicações coerentes e fundamentadas sobre estas intervenções.

Um Engenheiro Agrónomo contactado pelo Fórum Cidadania Lx, que optou por não dar a sua identificação publicamente, e com experiência de 30 anos na manutenção de arvoredo em meio urbano diz estar escandalizado com o que tem acontecido. Após ter visto imagens e visitado o local afirma, sem sombra para dúvidas, que o que foi feito vai contra todas as regras e boas práticas internacionais, praticadas pela Europa e constantemente transmitidas em colóquios internacionais.

Sinteticamente, a poda consiste na supressão de alguns ramos, particularmente os que apresentem sinais de doença ou secos, mal orientados, ou os que de alguma forma, possam provocar transtornos a pessoas e bens.

Ou seja, trata-se de uma intervenção selectiva na estrutura das árvores, sendo que intervenções mais radicais são sempre o último recurso.

Considera-se que no caso vertente a época ideal da poda seria o período de dormência da árvore (finais de Outono, início da Primavera), tendo em consideração que a espécie Fraxinus (o freixo é a espécie que está plantada na Av. Guerra Junqueiro), em Portugal, é das primeiras a iniciar o seu período vegetativo (Janeiro, Fevereiro).

Os cortes que foram feitos pela Junta de Freguesia do Areeiro contrariam todas as boas práticas internacionais, pelo que não podem ter sido feitos por uma empresa especializada. Foram mal feitos em termos da época do ano em que foram feitos e na extensão, nas árvores podadas e no número de árvores podadas.

As consequências das podas drásticas ou excessivas são:

1- Cada corte é uma ferida, consequentemente, poderão ocorrer entradas de agentes que poderão provocar o aparecimento de novas doenças e podridões.
2- Desenvolvimento desequilibrado da árvore pondo em causa a sua estabilidade, agravando a segurança de pessoas e bens.
3- Aumento de temperatura da rua ou das casas e aumenta o efeito de túnel de vento.
4- Diminuição substancial da longevidade das árvores e das árvores em sua volta.
5- As novas ramagens não possuem uma inserção correcta no tronco, originando quedas dos novos ramos, pondo em risco pessoas e bens. As árvores não são Bonsais e estas intervenções, num ser vivo, não são naturais, nem mesmo em meio urbano.
6- Aumento dos custos de manutenção.

Ou seja, intervenções radicais são sempre o último recurso e devem ser feitas por fases para que o ambiente em volta (as outras árvores, a temperatura, o vento) não se ressinta e não se altere radicalmente.

As intervenções selectivas são mais baratas (envolvem menos transporte de ramos e são mais rápidas) mas também dão garantias de longevidade. Com estes cortes, os próximos ramos irão cair com mais facilidade com pouco vento. Ou seja, estes cortes radicais irão custar mais ao erário público do que uma intervenção selectiva, gradual e programada.

Julgamos que estes casos já só aconteciam em cidades pequenas sem recursos humanos formados. E estamos incrédulos, tendo em conta que existe formação especializada na matéria e que quase todos os anos se realizam congressos e colóquios em Portugal sobre a matéria, onde este tipo de intervenções é mostrado como o que não deve acontecer.

Com a maior facilidade encontramos literatura sobre o assunto e intervenções em colóquios internacionais que confirmam o que o bom senso já nos faz perceber. Estas intervenções prejudicam mais do que ajudam e vão provocar, no futuro, mais perdas do que ganhos.

E não são os cidadãos que têm o ónus da prova quanto aos erros destas intervenções, são as entidades públicas que têm de explicar, fundamentadamente, aos contribuintes, o porquê das suas acções.

Estamos a falar de espaço público, que é de todos e é património comum, e não de um espaço privado de uma Junta de Freguesia.

Existe um relatório dos espaços verdes da Câmara Municipal de Lisboa que conclui: “Consideraram-se o abate de mais 6 exemplares, devido ao agravamento do estado fitossanitário nomeadamente cavidades e podridões internas do lenho. Consideraram-se 46 árvores para poda, recomendando-se o corte de ramos secos, afastamento da fachada dos prédios, reequilíbrio da copa e principalmente redução de carga.

Ou seja, a intervenção feita pela Junta de freguesia está muito longe deste parecer da Câmara Municipal e viola as boas práticas já referidas. A avaliação feita pela CML (que não refere se existe parecer científico para confirmar as árvores doentes) defende uma poda selectiva e não o corte e abate generalizado. Por outro lado, a CML, em momento algum, defende que a intervenção fosse feita nesta altura do ano.

Acresce que o relatório da CML refere: “planear toda a rearborização do arruamento, de modo faseado, tendo em conta a necessidade de substituição total a médio prazo.”

No local verifica-se que foram cortadas ou abatidas árvores que não eram consideradas de perigosidade elevada e para as quais era preconizado uma intervenção selectiva e substituição gradual. Foram cortadas árvores não apresentavam podridão nem outras mazelas visíveis. O que quer dizer, que deceparam árvores saudáveis

Acresce que a única entidade avalizada para determinar se uma árvore está doente e que extensão é o Instituto de Agronomia, em Lisboa. E não consta que o parecer possa ter defendido esta intervenção generalizada, em Maio, não selectiva, em todas as árvores, mesmo as consideradas saudáveis.

Finalmente, solicita-se às Juntas de Freguesia de Lisboa:

1- Consultem e informem a população, os técnicos da CML e as entidades com competência nesta matéria sobre o tipo de intervenções, a sua calendarização e metodologia, bem como os impactos no espaço público.
2– Informem sobre que empresas têm sido contratadas para estas intervenções, as suas qualificações e os respetivos pareceres/informações.
3- E quando ocorrerão as novas plantações e que espécies serão plantadas, bem como futuras intervenções.

Melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Rui Costa, Jorge Pinto, Rui Martins, Fátima Castanheira, António Branco Almeida, João Oliveira Leonardo, Gonçalo Cornélio da Silva, Fernando Jorge, Nuno Castro Paiva, Gonçalo Maggessi, Maria do Rosário Reiche, Carlos Moura-Carvalho, Pedro Henrique Aparício, Jorge Santos Silva, Luís Marques da Silva, Beatriz Empis, Francisco Sande Lemos e Miguel de Sepúlveda Velloso

24/11/2014

Intervenção destrutiva nas árvores da Rua de Santa Justa


Exmo. Sr. Presidente da CML,
Dr. António Costa
Exmo. Sr. Presidente da Junta de Freguesia de Santa Maria Maior,

Dr. Miguel Coelho


C.c. AML

Vimos protestar pela recente intervenção destrutiva nas árvores da Rua de Santa Justa, que vai ilustrada nas imagens que anexamos.

Gostaríamos de ser informados do seguinte:

- Qual o motivo que levou ao corte de vários ramos nas copas bem formadas destas árvores?
- Foi afixado no local algum aviso/informação prévia com esclarecimento e contacto da Junta de Freguesia?
- Quem assumiu a direcção do corte de ramagens em 4 das 6 tílias existentes no sector inicial da Rua de Santa Justa? Foi um técnico da especialidade? Engenheiro Agrónomo, Arboricultor?
Pela forma como as árvores foram deixadas, é bastante claro que não houve um profissional da especialidade a orientar a intervenção.

É profundamente lamentável assistir-se a este tipo de tratamento desqualificado de bens públicos como são as árvores de alinhamento, para mais numa Freguesia como a de Santa Maria Maior e em especial na Baixa, onde as árvores são raras e portanto merecem os maiores cuidados de todos nós.

Na área dos espaços verdes e/ou em temos de árvores de alinhamento, temos assistido nos últimos meses verdadeiros actos arboricídios em várias freguesias da capital (Marvila, Alvalade, etc).

Face aos factos, perguntamos:

Por que razão se fez avançar a transferência de competências CML-Freguesias sem a acompanhar da transferência de recursos humanos (profissionais habilitados) para estas últimas poderem decidir com responsabilidade sem destruir ou danificar o património público? Para quando serão transferidas para as Juntas de Freguesia os técnicos com saber, para intervir no arvoredo da nossa cidade?

Com os melhores cumprimentos

Fernando Jorge, Luís Marques da Silva, Pedro Fonseca, António Araújo, Rui Martins, Júlio Amorim, Virgílio Marques, João Pinto Soares, Nuno Caiado, Miguel de Sepúlveda Velloso e Inês Beleza Barreiros

21/11/2014

A reforma administrativa da CML


Chegado por e-mail:

Para quem ainda não entendeu bem a reforma administrativa da CML, está aqui um pequeno exemplo, relacionado com a manutenção do arvoredo:

Para grandes males…

Grande remédios…

Se não fossem os efeitos secundários...

Se pensam que se tratava de árvores em mau estado fitossanitário desenganem-se. Tanto quanto se sabe, o único problema destes plátanos era que estavam um bocadinho perto das fachadas...

Mas a Junta de freguesia rapidamente fez a vontade a alguns fregueses e abateu uma rua inteira...

Parece que nem todos ficaram contentes!

Enfim, esperemos que a moda não pegue...

HL»

28/11/2011

Enquanto isso, moradia Arte Nova vai mesmo para o maneta


Continua a todo o vapor a materialização do que afirmávamos em «Lisboa, Capital Europeia da Demolição», uma vez que a informação prévia que conduzirá à destruição dos interiores da moradia do nº 25 da Rua Camilo Castelo Branco, e construção de um edifício de vários pisos e esventramento do subsolo, já foi aprovada por despacho do Sr. Vereador do Urbanismo no passado dia 2 de Nov. 2011. Mais um prédio cujo destino passa à margem das reuniões de CML, processo que é legal mas imoral, de consequências assassinas no que toca ao património edificado de finais do séc. XIX, princípios do XX.