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06/05/2020

Lago do Jardim da Estrela


Chegado por e-mail:

«Caros CIDADANIALX,
Este é o estado do lago grande do Jardim da Estrela hoje ao final do dia.
A água está parada e muito suja, dezenas de peixes mortos ou a agonizar !
O que terá acontecido aos gansos e patos ? Desapareceram ...
Talvez a vossa intervenção possa ajudar a que a CML possa intervir com URGÊNCIA !
Obrigado,
BLS»

08/01/2020

Esperemos que a moda não pegue

Verificamos com apreensão o aparecimento de estruturas aberrantes nos espaços públicos ajardinados, até aqui equilibrados. Falamos da estrutura montada no maravilhoso Jardim da Estrela, e de um outro no jardim das Francesinhas, igualmente na Freguesia da Estrela, ambos nada condizentes com o espaço onde estão inseridos. Não sabemos de quem partiu a autorização, mas seria importante que fossem desmontadas afim de restituir a dignidade àqueles dois espaços.

Estrutura montada no Jardim das Francesinhas

Estrutura montada no Jardim da Estrela


João Pinto Soares

18/12/2018

Chalet Escola Froebel - Jardim da Estrela - S.O.S. à CML, SCML e JF Estrela


Exmo. Senhor Presidente da CML
Exmo. Senhor Provedor da SCML
Exmo. Senhor Presidente da JF da Estrela


C.c. AML e media

Considerando o lamentável estado de abandono e incúria em que se encontra o chalet da antiga Escola Froebel (1882), no Jardim da Estrela, o qual, além de ser um belo exemplar já raro da arquitectura romântica em Lisboa e dos edifícios da autoria do arq. José Luís Monteiro, é um marco em termos de inovação social para a época, na verdade um exemplo notável de articulação entre espaço, estética, função, pedagogia, higiene, lazer e relação com a Natureza, acentuando o carácter romântico do próprio jardim;

E considerando que o edifício desta antiga escola-jardim de infância (“kindergarten”), adaptado posteriormente a lactário, e depois a creche (1957), é propriedade municipal e está cedido à Santa Casa da Misericórdia de Lisboa desde 1927;

Serve o presente para solicitarmos à Câmara Municipal de Lisboa, à Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e à Junta de Freguesia da Estrela para em conjunto encontrarem, com urgência, uma solução efectiva para este edifício, que se traduza na rápida recuperação do imóvel e que pode passar pela sua adaptação a uma casa-de-chá, por exemplo, ou, simplesmente, voltar ao que já foi e de que Lisboa precisa: uma creche!

É inaceitável e incompreensível esta situação que se arrasta há demasiado tempo, e cujo resultado está à vista de todos, basta ir ao local (fotos em anexo).
É uma vergonha como tal situação persiste num espaço único como é o Jardim da Estrela.
E é indesculpável que a mesma se mantenha, ano após ano, quando exemplos de boas recuperações e melhores utilizações são possíveis de observar à distância de um vôo low-cost.
Melhores cumprimentos


Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Inês Beleza Barreiros, Helena Espvall, Júlio Amorim, Henrique Chaves, Pedro Henrique Aparício, Maria do Rosário Reiche, João Oliveira Leonardo, Virgílio Marques, Filipe Teixeira, Nuno Caiado, Jorge Pinto, António Araújo, Fernando Jorge, Fernando Silva Grade, Fátima Castanheira, Miguel de Sepúlveda Velloso

13/12/2018

E a antiga Escola Froebel (Jardim da Estrela), pá?


Afinal, quem é que manda no destino da antiga Escola Froebel/Creche do Jardim da Estrela/Lactário-Creche n.º 3, que para ali está no meio do Jardim da Estrela desde 1882, concebido por José Luís Monteiro (e posteriormente "quitado"), e que permanece num estado lastimável? CML? JF? SCML? O rilhas?

Façam qualquer coisa de útil daquilo, caramba! Pérolas a porcos!

(fotos de 2001, 1ª, 2002, 2ª, 1999, 3ª)

18/10/2018

O SÍTIO DA ESTRELA - Possibilidade de expansão do Jardim da Estrela


Tendo perante nós a maravilhosa Praça da Estrela, vamos tecer algumas considerações sobre o Convento de Nossa Senhora da Estrela, também designado da Estrelinha, o Hospital Militar Principal e o Jardim da Estrela, terminando com o desejo de ver o Jardim da Estrela prolongado para o espaço do Hospital Militar Principal, agora desactivado.

O Convento da Estrelinha e o Hospital Militar Principal

O edifício do actual Hospital Militar Principal tem origem num convento beneditino fundado em 1572, no sítio da Estrela, dedicado a Nossa Senhora da Estrela. Poucos anos depois, em 1615, os beneditinos fizeram erguer, nas proximidades, outro Grande Convento, o de São Bento da Saúde (actual Assembleia da República), perdendo o da Estrelinha a sua importância, tendo passado a funcionar como colégio e casa de estudo para o noviciado. Em 1818, a sua missão religiosa estava já muito reduzida, com grande parte do convento ocupado pela secretaria dos Hospitais Militares. Com a extinção das ordens religiosas em 1834, o exército alargou a sua ocupação do edifício que, em 1837 passou a hospital militar. A 21 de Agosto de 1926 a designação oficial da instituição passou a ser de Hospital Militar Principal, funções que desempenhou até 2013, data em que foi incorporado no Hospital das Forças Armadas.

Entretanto a Cerca do Convento a poente e norte foi retalhada e vendida. Também, várias obras de adaptação se realizaram depois de 1834. Em 1836 foram construídos os anexos do lado da Rua de S. Bernardo, e entre 1906 e 1923 ergueram-se os pavilhões e anexos encostados ao Jardim da Estrela.

A Igreja, há muito desafecta ao culto, conheceu obras em 1946, recuperando-se muito do seu património disperso. A Igreja e o antigo Convento estão classificados como Monumento de Interesse Público (Portaria n.º 250/2010, DR, 2ª Série, n.º 67, de 7-04-2010).


Panorâmica do Jardim da Estrela tirada do zimbório da Basílica da Estrela, onde se vê o edifício do Hospital Militar Principal (ex-Convento da Estrelinha) em 1911.

Edifício do actual Hospital Militar Principal com parte dos anexos entretanto construídos

O Jardim da Estrela ou de Guerra Junqueiro (poeta e escritor-1850/1923)

A ideia do Jardim da Estrela no lugar onde hoje existe, deve-se ao Marquês de Tomar e a sua realização a diversos patrocínios e ao apoio institucional da Rainha D. Maria II. A obra começou em 1842 e a sua inauguração viria a realizar-se a 3 de Abril de 1852. As obras prosseguiram sob a direcção do mestre de jardinagem francês Jean Bonard (que já havia sido encarregue pela rainha D. Maria II para redesenhar os jardins da Tapada das Necessidades, em 1843), coadjuvado pelo português João Francisco, ganhando o espaço um traçado à maneira dos jardins ingleses.

Neste jardim romântico com uma área total de 4,6 hectares, para além de uma vegetação frondosa e variada, podemos encontrar muitas peças de escultura, o magnífico coreto em ferro trabalhado trazido do Passeio Público (actual Avenida da Liberdade). Também aí viveu e morreu numa jaula própria o célebre Leão da estrela, oferta do colonial Paiva Raposo.


Em 1836 foram construídos os anexos do lado da Rua de S. Bernardo


Entre 1906 e 1923 ergueram-se pavilhões e anexos encostados ao Jardim da Estrela

O Que se pretende para o futuro

Considerando que o Hospital Militar Principal está encerrado desde 31 de Dezembro de 2013, tendo todos os seus serviços sido transferidos para o Hospital das Forças Armadas, criado em 2009.

Considerando o grande valor histórico e monumental do convento e igreja dos beneditinos da estrelinha, classificados Monumento de Interesse Público (Portaria n.º 250/2010, DR, 2ª Série, n.º 67, de 7-04-2010), e que numa lógica de preservação do património, o Estado deve procurar sempre que possível a utilização pública desses monumentos.

Considerando ainda a importância para a cidade de Lisboa do jardim da estrela, como área verde de recreio e de convívio, onde se realizam eventos em que participam grande número de lisboetas, solicitamos que:

1 - o Convento, a Igreja e a Cerca do Convento, possam reverter para a posse do Estado Português/Câmara Municipal de Lisboa.
2 - os pavilhões e anexos entretanto construídos sejam demolidos, dando lugar ao aumento da área do Jardim da Estrela, aumento que irá valorizar a procura sempre crescente daquele espaço verde, integrando os monumentos classificados aí presentes.


João Pinto Soares

08/11/2016

Publi-cidade no Jardim da Estrela

...nem mesmo o emblemático Jardim da Estrela está livre de dispositivos de publicidade no seu interior!

01/09/2015

RECLAMAÇÃO (Jardim da Estrela)


Srs. Presidentes da JFs da Estrela e de Campo de Ourique


Sou morador nos limites De Campo de Ourique, junto ao Jardim da Estrela.

Nessa condição, venho mais uma vez veemente protestar conta o excesso de actividades de animação no jardim, que não só retiram a tranquilidade ao local, contrariando a sua vocação de jardim romântico (não é um parque), como perturbam muitos dos moradores vizinhos.

Depois de um Agosto cheio de iniciativas musicais nos bares e junto ao coreto (não está em causa a sua qualidade) quase sempre transbordando de modo severo e violento os limites do jardim, agora é cinema ao ar livre, com os respectivos ensaios de som, durante toda a semana. Estamos fartos!

Já antecipamos a resposta: foi autorizado pela CML e coisas do género. Pois não é disso que se trata – trata-se antes de respeitar os moradores na sua condição de moradores e , no mínimo, realizar actividades cujo som não ultrapasse os limites do jardim.

O que se espera das JF é que protejam (eu diria em primeiro lugar) os interesses legítimos dos cidadãos moradores e (secundariamente) a identidade do jardim. É isso que se pede agora aos Srs. Presidentes da JFs da Estrela e de Campo de Ourique: menos animação e controlo de som, para que o que se passa no Jardim da Estrela fique no Jardim da Estrela, já que os moradores da zona não devem ser continuar a ser penalizados com o forte ruído das múltiplas actividades.

Esta estratégia de animação forçada do território público, isto é, comum a todos e por isso sensível (mais ainda num jardim de vocação local e romântica – repetimos, não um parque urbano) já tem resultados negativos bem conhecidos na zona central da cidade. Compete agora às JFs trabalhar para evitar que esses prejuízos alastrem à Estrela e CO.

Contamos convosco para travar um processo de degradação da qualidade de vida dos moradores! Ou não?

Esta mensagem será difundida no FCLx, de que sou membro

Com os melhores cumprimentos


Nuno Caiado

26/08/2015

Lisboetas querem que o coreto da Estrela lhes seja devolvido....


Petição. Mais de 450 pessoas já assinaram um documento para que usufruto do espaço não dependa, tal como acontecia anteriormente, de autorização camarária. Placa originou protesto.
No sábado, a placa estava lá, colocada no máximo duas semanas antes. "Acesso vedado exceto eventos autorizados", lia-se então no portão do coreto do Jardim da Estrela, em Lisboa. Ontem à tarde, já não estava, ainda que a entrada continuasse fechada à chave... sem que tal signifique que a proibição tenha desaparecido. Afinal, há já ano e meio que uma comunidade informal de lindy hop que dança na rua sabe que é necessário ter autorização para subir à estrutura. David Afonso, um dos dinamizadores do grupo, é um dos autores da petição lançada nesta semana pela devolução do "coreto do Jardim da Estrela aos lisboetas" e que, até agora, reuniu mais de 450 assinaturas. A Câmara Municipal de Lisboa (CML), gestora do espaço, não respondeu em tempo útil às questões do DN.


In Dn, 2015-08-26 por Inês Banha

04/07/2013

Para quando a reabertura do Miradouro do Jardim Guerra Junqueiro (Jardim da Estrela)?


Exmo. Sr. Vererador José Sá Fernandes


Cc. PCML, AML, Media

Na sequência da interdição pela CML, em 2009, do acesso ao Miradouro do Jardim Guerra Junqueiro (http://lisboaverde.cm-lisboa.pt/index.php?id=3941&tx_ttnews%5Btt_news%5D=3206&tx_ttnews%5BbackPid%5D=3944&cHash=9485399567), e da situação actual do mesmo, de que as fotos disponíveis em https://www.facebook.com/media/set/?set=a.620540751299037.1073741842.541498512536595&type=1 são elucidativas, somos a solicitar esclarecimento de V. Exa. sobre:

1. Para quando a realização de uma intervenção da CML no que toca à consolidação do espaço?
2. Para quando a reabertura deste miradouro aos lisboetas?

Paralelamente, face à evidência que decorre do facto de determinada construção obstruir a vista do Tejo (fotos disponíveis em http://lisboasos.blogspot.pt/2008/09/as-amplas-vistas-do-miradouro-do-jardim.html), e de ser eventualmente essa a razão objectiva para o encerramento do miradouro, ou seja, a falta de ... vistas, solicitamos esclarecimento sobre a autorização da construção em causa, i.e., data de despacho de autorização do licenciamento do projecto pela CML e pareceres intra-CML sobre o mesmo.

Na expectativa, subscrevemo-nos com os melhores cumprimentos


Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Rui Martins e João Oliveira Leonardo

09/05/2011

PUBLI-CIDADE: Jardim da Estrela

Domingo, dia 8 de Maio, Jardim da Estrela.

Estátua de homenagem ao poeta João de Deus, erguida pela CML.

Evento musical organizado e pago pela marca Nivea.

Será que a marca Nivea também vai pagar os estragos que ajudou a provocar em relvados e outras plantas pisoteadas nos canteiros deste histórico jardim? Já nem o Jardim da Estrela está a salvo das operações de marketing agressivo. A CML de Lisboa continua a ser uma comerciante fácil quando se trata de "alugar" espaço público.

26/06/2010

Dezasseis horas de espectáculos no Jardim da Estrela

In Sol Online (25/6/2010)

«Os poetas José Alberto Marques e António Poppe e os músicos João Afonso, Grupo Normal e PunkSinatra são alguns dos artistas que participam hoje e domingo na 2.ª Okupação do coreto do Jardim da Estrela, Lisboa

Ocupar os espaços de Lisboa com capacidade para acolher eventos culturais e que estão desocupados ou são pouco utilizados é o objectivo principal da iniciativa», disse Bibi Pereira, uma das promotoras do evento, à agência Lusa.

Embora a ocupação do coreto do Jardim da Estrela não seja promovida por Okupas – movimento que ocupa edifícios desabitados -, é a filosofia do movimento «que está um pouco por detrás da iniciativa», acrescentou a mesma responsável.

Vinte e quatro bandas de música – sobretudo alternativa e rock – e os dois poetas preenchem os dois dias da iniciativa, que começa às 15:00 e termina às 23h em ambos os dias, num total de 16 horas sem interrupções e que conta com o apoio da Junta de Freguesia da Lapa.

Original Bandalheira, Pedro e Diana, João Afonso e Grupo Normal, Marisa Gulli e Zé Trigueiros, Voz Pirata, Vale de Gato, Os Ponkies, Ventilan, Os Passos em Volta e os Mamute contam-se entre músicos e grupos participantes.

Além da 1.ª okupação do coreto do Jardim da Estrela, realizada em 2009, os promotores destas iniciativas já promoveram eventos similares numa cave de um café e na Padaria do Povo, ambos em Campo de Ourique, em Lisboa, disse Bibi Pereira.

Nestas duas iniciativas, a organização contou com muita adesão dos moradores que auxiliaram a fazer cartazes, a imprimi-los e até a criar um palco que utilizaram nas iniciativas, referiu.

Lusa / SOL»

02/10/2009

QUIOSQUES da PRAÇA DA ESTRELA


Só mesmo em Portugal! Montar uma estrutura destas junto a um Monumento Nacional!
E entretanto deixar ao abandono um quiosque Arte Nova único na cidade (destacado em Guias de Turismo estrangeiros, como por exemplo na última edição do LISSABON Polyglott, 2009, com fotografia do quiosque na pág. 96).

Portugal faz parte da União Europeia desde 1986. Mas desde essa data a situação do espaço público na Praça da Estrela só tem piorado. A praça, e o seu jardim na placa central, estão transformados em estacionamento privativo de alguns moradores. O lago está sem água e o raro quiosque Arte Nova vai apodrecendo (com a ajuda da urina de vários cidadãos que vêm nele um urinol). E sempre que o eléctrico 28 termina a sua marcha na praça, lá tem de dar a volta por entre um corredor apertado de automóveis que enfeitam o canteiro das palmeiras. Para quando o regresso da Praça da Estrela? Até lá a toponímia devia ser alterada para "Parque de Estacionamento da Estrela".

07/06/2009

LX no dia das eleições para o Parlamento Europeu


Aspectos da nossa Lisboa no dia das eleições para o Parlamento Europeu. Praça da Estrela, Jardim da Estrela, Basílica da Estrela. A Europa do Mais Forte? Nós Europeus? Na Europa Comunitária desde 1986?

29/04/2009

O Jardim da Estrela... Dois anos depois do meu casamento...

Foi há dois anos que, vencida uma guerra burocrática entre a 5ª Conservatória do Registo Civil e a Câmara Municipal de Lisboa, consegui juntar a um dia de sol, todos os meus amigos e família e casar-me no Jardim da Estrela - local mágico onde tive a sorte de conhecer o amor da minha vida (que piroseira, bem sei).

Não sei se fomos pioneiros, desconheço se há mais pessoas que armem um verdadeiro chavascal porque teimaram casar-se num jardim público, sob o olhar atento de centenárias Ficus macrophyllas, Ginkgo biloba, Phytolacca dioica, entre outros exemplares fenomenais existentes no Jardim da Estrela, e não numa quinta dos subúrbios, com todos os luxos.

Todo o processo, verdadeiramente kafkiano, para levarmos a nossa ideia fixa avante, centrou-se em conseguir obter a licença de ocupação de espaço público para dez minutos de cerimónia.

Foram meses de requerimentos, e depois telefonemas, e mais telefonemas, faxes também, namoros telefónicos com uma senhora muito simpática da Divisão de Jardins, que, dentro dos possíveis, fazia os possíveis para acelerar o processo à medida que a data marcada se aproximava sem qualquer resposta por parte do Município, idas à Junta de Freguesia da Lapa que, muito solicitamente, nos ajudou desde o primeiro momento, e, no final de tudo - e apesar de eu ser, à data, assessora do vereador responsável quer pelos espaços verdes, quer pelo espaço público -, uma conta bem mais alta do que a do vestido da noiva, para podermos casar como sempre sonháramos. No jardim onde tivemos a sorte de nos conhecer.

Mas repeteríamos a maratona, porque valeu mesmo a pena. Isto apesar de ter sido a última vez que vi o meu pai com vida - veio a falecer pouco menos de uma semana depois, com um ataque cardíaco -, apesar de, três ou quatro dias depois, ter perdido o meu emprego por via da queda do executivo de Carmona Rodrigues.

Desculpem a postagem da foto do meu casamento (este post é um pouco romântico e, por isso mesmo, assumidamente piroso), mas vale a pena usar a foto da praxe de grupo para revisitar o Jardim da Estrela, dois anos depois. Apertem então os cintos, mandem as crianças para a cama para não terem pesadelos esta noite, e preparem-se para o embate:

Roulotte do "Pançudo", estacionada em pleno Jardim, junto à entrada da Basílica da Estrela, vendendo animadamente churros e farturas, em esplanada improvisada com mobiliário multicolorido pegajoso, mas fazendo publicidade aos gelados Olá.

Mais o quê? Vejamos... Restaurante fechado, degradado, com grafitti "filhos da p...." escrito há meses e meses, quase um ano, na fachada... (e bem sei que está aberto o concurso público para exploração - entrega de propostas até 18 de Maio -, mas há um ano que o restaurante fechou, não me serve de desculpa).

Ainda relativo ao sector da restauração, também temos a espectacular barraca em forma do logótipo da Olá, junto aos renovados parques infantis, que nada mais vendem a não ser gelados da Unilever (agora também os há da Ben & Jerry's, aqueles que fazem bem ao planeta Terra e que andaram a estacionar vaquinhas nos lugares da EMEL) - gelados que, como se sabe, são uma oferta de qualidade para as nossas crianças, sobretudo para as cáries e obesidade da população infantil de Lisboa.

Isto sem falar da inqualificável simpatia dos empregados do referido estabelecimento que, em tom de guarda de campo de concentração, gritam bem alto dentro da sua trincheira que a fila dos gelados não é a mesma que a fila do café (e é claro que podem ser antipáticos, podem ser as maiores bestas até, porque são os únicos que nos podem servir um café naquele jardim, por isso, quem não quer levar com os seus perdigotos e má educação, que traga o "termus" de casa com o café e a geladeira com a água e o gelado, que é para o lado que eles dormem melhor).

Falando em parques infantis, temos também o inovador pavimento de ambos os parques, coberto de areão tipo fundo de aquário decorativo (uma placa à entrada garante que é higienizado regularmente - menos mal), e é ver as crianças, coitadinhas, aflitas com pedras nos sapatos (peço a JSF que faça uma experiência e vá de sandálias ou chinelos para dentro do parque do Leão e da Girafa para ver se a sensação é agradável. Não é não. É um horror).

Ou então - que imaginativas que são as crianças, será que ninguém pensou nisso? -, não é assim tão raro ver os pré-adolescentes que ali também brincam a atirar as ditas pedrinhas uns aos outros, aleijando os mais pequenos e quem mais lhes passe à frente, sob o olhar bucólico e de quase morte-cerebral das funcionárias municipais, que têm como função zelar pelos parques e pelos sanitários infantis.

Depois, e sem querer ser muito minunciosa (podia ainda falar do Caracol, das árvores que caíram), há ainda a estátua de Antero de Quental, vandalizada por grafitti, sem que, apesar das múltiplas denúncias, os serviços municipais apressem a sua limpeza.

Há apenas uma coisa boa, que me lembre assim de repente, a registar desde que eu me casei, há dois anos, no Jardim da Estrela -- a EDP finalmente reparou a rede de iluminação do Jardim.

Mas tudo o resto me parece bastante sombrio...

10/04/2009

Antero de Quental no Jardim da Estrela





Estátua de Antero de Quental (1842 - 1891) no Jardim da Estrela. O levantamento fotográfico não precisa de comentários. Os factos sobre este monumento:

- obra do escultor Barata Feyo que ficou concluida em 1945
- encomenda da Câmara Municipal de Lisboa para o Jardim da Estrela

Apesar deste caso ser talvez o mais grave, existem outras obras vandalizadas por todo o Jardim da Estrela.
Depois de engolir uma bifana na roulote do «Pançudo» e de lamber um gelado no quiosque em forma de logotipo este será o local ideal para fazer a digestão.

Roulote do «Pançudo» no Jardim da Estrela


Para quem já tinha saudades da roulote «O Pançudo das Bifanas» que "animava" a Praça do Comércio aos domingos, fica a informação, fotográficamente documentada: a CML autorizou a abertura de uma sucursal do «Pançudo» dentro do Jardim da Estrela! Está junto do edifício da antiga cafetaria, que espera por obras de remodelação mas entretanto já foi "animado" por coloridos e ofensivos graffiti. É um jardim lisboeta, com certeza. Mais um exemplo da criatividade portuguesa para comparar com o equipamento de restauração no St James Park em Londres.

ST JAMES PARK versus JARDIM DA ESTRELA


Exactamente a mesma situação, isto é, dois quiosques para serviço de cafetaria em jardins históricos de duas capitais da UE: Londres e Lisboa. Em Londres as regras são muito claras:

- o quiosque tem de ser construído à base de materiais naturais e recicláveis de forma a ser pouco intrusivo no espaço natural

- é proibida publicidade no quiosque (nem mesmo uma pequena bandeira ou autocolante)

O quiosque londrino que se vê na imagem foi fotografado no St James Park mas em todos os outros espaços verdes se segue um design igual ou idêntico. Quanto ao menu, tem qualidade, é criativo e priveligia, orgulhosamente, os produtos e marcas nacionais.

Em Lisboa ficamos sem perceber quais são as regras: no Jardim da Estrela, que é a jóia da coroa dos jardins históricos municipais, não só se permite publicidade no quiosque e sua envolvência, como este vai ao cúmulo de ter a forma do logotipo de uma marca internacional de gelados! Quanto aos materais e design, enfim, o objecto fala por si. Em relação ao menu, estamos falados. Passados mais de 20 anos na UE, a capital portuguesa ainda gosta de lamber a mediocridade sentada numa cadeira de plástico.

27/12/2008

Obras de Requalificação de Restaurante no Jardim da Estrela

A Câmara Municipal de Lisboa vai realizar obras de requalificação no restaurante do Jardim Guerra Junqueiro (Jardim da Estrela).


A Câmara Municipal de Lisboa vai realizar obras de requalificação no restaurante do Jardim Guerra Junqueiro / Jardim da Estrela. A intervenção estará concluída em Junho de 2009.
O restaurante será alvo de um Concurso Público para atribuição do direito de exploração, sendo o lançamento deste procedimento anunciado no sítio da Internet da CML, no boletim Municipal e na imprensa diária.
Fonte: DAEV