Esteja atento às várias iniciativas em perspectiva:

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02/03/2018

PETIÇÃO EM DEFESA DA INTEGRIDADE DA SÉ PATRIARCAL DE LISBOA

Na foto (de Mariana Frade) sondagens em curso para abertura de vão na muralha da Sé!

ASSINE

AQUI

Assine e divulgue, s.f.f., obrigado:

Ao Patriarcado de Lisboa e à Assembleia da República


A Sé-catedral de Lisboa é um dos mais antigos e emblemáticos Monumentos Nacionais do País e é a Sé Patriarcal de Portugal.

Como Monumento Nacional está ao abrigo da Lei de Bases do património que estipula que se deve preservar e salvaguardar os elementos que estiveram na base dessa classificação. Assim, qualquer intervenção deve respeitar o pré-existente, reduzindo ao mínimo a inserção de elementos dissonantes e intrusivos.

Está prestes a iniciar-se uma intervenção para o Claustro da Sé com vista à necessária musealização dos achados arqueológicos, cujas escavações duraram quase três décadas e outras tantas peripécias. Essa intervenção deve ser revista pelas seguintes razões:

- Foi viabilizada nos termos de um protocolo entre a Direcção-Geral do Património Cultural e o Patriarcado de Lisboa, com amplo conhecimento e activa promoção por parte do Cabido da Sé, mas sem qualquer debate ou escrutínio público.
- Implica a demolição de parte significativa da muralha da Sé para construção de um acesso ao museu com abertura de porta, na Rua das Cruzes da Sé.
- Implica a construção de acessibilidades intrusivas (passadiço e elevador), bem como torre coroando uma escada vertical, coberta a azulejos e espelhada, em forma de elipse;
- Implica a ancoragem em betão armado para encriptação dos núcleos mais profundos, ao que sabemos sem parecer técnico (sísmico) do LNEC, como um MN mereceria;
- Há as maiores dúvidas sobre a validade de um concurso público aprovado por "juiz em causa própria".

Isto é, em pleno século XXI pretende-se uma construção nova num MN consolidado, numa linha estética e arquitectónica avessa a respeitar os valores patrimoniais existentes, lesiva da integridade patrimonial do monumento.

Pedem os signatários:

- que se divulgue publicamente o projecto em curso em todos os órgãos de informação e na rede;
- que se lance um debate público sobre o projecto do arquitecto Adalberto Dias;
- que se divulgue o protocolo celebrado entre a DGPC e o Patriarcado de Lisboa;
- que se divulguem os termos do concurso público e quais os concorrentes admitidos bem como o nome e funções institucionais dos membros do júri;
- que se investigue um eventual conflito de interesses entre vencedor do concurso público e a tutela;
- que de forma nenhuma se permita a todo e qualquer projecto de musealização dos achados arqueológicos a abertura de vãos na muralha da Sé, nem a construção de elevadores e/ou de torres espelhadas.

Os abaixo assinados

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6 comentários:

Anónimo disse...


A Sé Patriarcal não é menos que Westminster Abbey em Londres ou Notre Dame e muitas outras onde
se respeita o património e a cultura de um povo.

Estes senhores não são donos do património, que é por definição de TODOS.

Temos de ser informados, o que querem eles esconder ?

Onde está o parecer sismológico do Laboratório Nacional de Engenharia Civil ?

Para quê uma porta e um elevador "modernaços" ?

Vamos todos colaborar com esta corajosa iniciativa do Fórum Cidadania !

Anónimo disse...


Os senhores Arqueólogos deviam preocupar-se mais com os achados junto à Ribeira, em Lisboa, onde permitiram destruir há poucos anos, uma nau, uma caravela e uma rampa de estaleiro naval do século XVI ou XVII, para construir um parque de estacionamento e o monstruoso edifício da EDP.

E o que se passa com o mais antigo Astrolábio Náutico em cobre com esfera armilar descoberto em Oman, da nau Esmeralda, fins séc. XV começo séc. XVI, noticiado nos sites internacionais e ocultado em Portugal ?

Anónimo disse...


O Fórum tem razão, e está a marcar a agenda. Esperemos que a Conferência Episcopal, os católicos e os portugueses acordem e façam ouvir a sua VOZ.

Anónimo disse...

Lembro-me de ouvir falar da triste ideia de fazer uma laje de betão no claustro da sé para musealizar os achados há uns dez anos. A coisa não era consensual no IPPAR, muita gente abominava a ideia por razões estéticas, técnicas e económicas. Os achados podiam ser protegidos e cobertos, mas há sempre um arqueólogo mais fanático (ou um arquitecto com más ideias) que acha que o país vai ser privado de uma coisa muito importante se não puder descer de elevador ao piso -1 do claustro, que podem esperar engalanado de belos mamarrachos, que aquilo deve precisar de aparelhos de ar condicionado poderosos para renovar o ar da cave/museu. Há certas coisas que levam a pensar que o país só preserva e frui qualquer coisa do seu património arquitectónico quando não tem dinheiro para o destruir.

Anónimo disse...


EM RISCO!

Que barbárie !

Anónimo disse...


Esta foto é de assustar !

O Patriarcado deve recuar, e já !