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20/09/2019

Quiosque abandonado Largo da Graça pedido de resgate à ATL


Exmo. Senhor Director Executivo
Dr. Vítor Costa


C.C. JF, PCML, AML e media

Serve o presente para sugerir à Associação de Turismo de Lisboa que desenvolva os melhores esforços no sentido de resgatar para a cidade o quiosque do Largo da Graça, que se encontra de novo abandonado e sem destino anunciado, apesar de sob a alçada da Junta de Freguesia de São Vicente.

Com efeito, este quiosque foi anunciado em 2013 como sendo o futuro “posto turístico da Graça” (ver foto1), mas, surpreendentemente e em contradição com o fim de utilidade pública então anunciado, acabaria por ser concessionado a uma firma de cervejas (foto2), que agora o desocupou.

Custa-nos assistir a mais este abandono de um quiosque histórico, pelo que apelamos aos V/bons serviços no sentido de o colocar ao serviço do Turismo de Lisboa, servindo efectivamente de posto de turismo naquela zona da cidade que, cada vez mais, é destino privilegiado de quem nos visita e quer saber o que de bom a Graça tem para mostrar.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Júlio Amorim, Pedro Henrique Aparício, António Araújo, Virgílio Marques, Fátima Castanheira, Helena Espvall, Ana Alves de Sousa, Beatriz Empis, Irina Gomes, Carlos Moura-Carvalho, Alexandra Maia Mendonça, Luís Mascarenhas Gaivão, Rui Pedro Martins, Pedro Jordão, Jorge Pinto, Maria Maia, Pedro Machado e Bruno Palma

29/06/2017

Autocarros junto à Sé - vergonha - protesto - intervenção urgente, é preciso - proposta à CML


Exmo. Senhor Presidente da CML
Dr. Fernando Medina


C/c. Patriarcado de Lisboa, COMETLIS da Polícia de Segurança Pública, Comando da Polícia Municipal, AML, JF Santa Maria Maior, ATL e media

Como é do conhecimento de V. Exa., há já mais de duas décadas que se assiste a uma situação vergonhosa no bairro da Sé, situação que se tem vindo a agudizar nos últimos anos em virtude do “boom” turístico de que Lisboa tem sido alvo ao tornar-se um popular, e compreensível, destino “low cost”.

Falamos do congestionamento de trânsito junto à Sé de Lisboa, designadamente dos inúmeros autocarros de turismo de grande dimensão que ali transitam, param, entopem, estacionam de forma selvagem, poluem o ar e as vistas, e tornam num inferno o dia-a-dia da população, de forma aliás contraproducente para quem nos visita e é certamente avesso a situações terceiro-mundistas como a que relatamos e ilustramos (vide fotos actuais em anexo e nosso alerta em 2012; http://cidadanialx.blogspot.pt/2012/10/caos-inacreditavel-no-largo-da-se.html), até pelo simples facto de que estragam as “selfies”; situação impensável, para não irmos mais longe, nas imediações das catedrais de Madrid, Barcelona, Toledo, Salamanca ou Segóvia.

Neste âmbito, e porque se assiste à total passividade da Polícia em ordenar o trânsito e impedir a circulação e o estacionamento ad hoc destes autocarros nos bairros históricos da cidade, ou autuar conveniente e exemplarmente as empresas de transportes de turismo que assim procedem;

Vimos solicitar a V. Exa. que, (em sintonia com o Patriarcado de Lisboa e o Cabido da Sé de Lisboa, a Polícia Municipal, a Junta de Freguesia de Santa Maria Maior e a Associação de Turismo de Lisboa), faça implementar e cumprir, tão breve quanto possível, a proibição de circulação de autocarros de turismo na zona histórica de Lisboa, mormente em Alfama, fazendo direccionar os autocarros para a Avenida Infante D. Henrique, onde poderão estacionar junto ao novo terminal de cruzeiros, e os turistas poderão percorrer a pé toda a zona de forte pendor turístico (Sé, Alfama, Castelo).

Igualmente, parece-nos efectivamente desejável o plano da CML em avançar com uma zona de estacionamento para autocarros de turismo no Martim Moniz, assim a mesma seja possível em tempo útil.

Aproveitamos, a propósito do ordenamento do trânsito e da actividade turística, para alertar que a proibição de circulação de tuk-tuks na zona de Alfama/S. Cristóvão não está as er fiscalizada, circulando aqueles veículos sem constrangimentos policiais.

Na expectativa, subscrevemo-nos com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Bruno Palma, António Araújo, Ricardo Mendes Ferreira, Fernando Jorge, Rui Martins, João Oliveira Leonardo, Nuno Caiado, Miguel de Sepúlveda Velloso, Maria Albina Martinho, Inês Beleza Barreiros, Pedro Henrique Aparício, Jorge Pinto, Maria de Morais, João Mineiro, Maria do Rosário Reiche, José Maria Amador, Fátima Castanheira

Fotos da JF Santa Marior

06/12/2016

Vão abrir uma escadaria de pedra aqui!


Não só se desvirtua de uma penada o projecto de paisagismo de Keil do Amaral (alô DOCOMOMO, há alguém em casa?), como já se está mesmo a ver que o pinheiro da esquerda tem os dias contados...

Foto de Rosa Casimiro

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Tiro e queda. Lá vai pinheiro abaixo:

28/06/2016

Museu Judaico de Lisboa avança, com gestão da Associação de Turismo

In Público (27.6.2016) Por INÊS BOAVENTURA
«A Câmara de Lisboa vai contribuir com um milhão de euros para o projecto e a Fundação Patrick & Lina Drahi, do dono da PT, com 1,2 milhões de euros. O museu, em Alfama, quer contar a história dos 800 anos da presença judaica em Portugal. [...]»

...

Tudo bem à ideia do museu. Tudo mal em relação a este projecto em concreto: é feio no que se refere ao prédio da esquina, a construir de raiz, é dissonante face à envolvente, é "marca de autor" desnecessária e contraproducente face ao anonimato que sempre está subjacente aos templos judaicos e toda a sua feitura, do projecto, é sui-generis: está aprovado tacitamente sem que ninguém o tenha aprovado formalmente. Era bom que os EEA Grants se dessem conta que este projecto é isso tudo. Por último, não me parece que seja normal que a ATL vire agora "construtora" (Pavilhão dos Desportos e agora o Museu Judaico), à la EPUL do tempo da gestão PSL da CML. Mas ok.

02/07/2015

Pavilhão Carlos Lopes poderá acolher espaço museológico dedicado ao atleta


In Público (1.7.2015)
Por Inês Boaventura

«A Câmara de Lisboa aprovou a celebração com a Associação de Turismo de Lisboa de um protocolo que "disciplina a recuperação e utilização" do imóvel no Parque Eduardo VII.

A Associação de Turismo de Lisboa (ATL), à qual a Câmara de Lisboa deliberou ceder o Pavilhão Carlos Lopes por um período de 50 anos, fica obrigada a manter a designação do imóvel, comprometendo-se ainda a “dialogar” com o atleta português para encontrar uma forma de lhe prestar no espaço a “justa homenagem pelos seus feitos e carreira”.

Esse tributo, diz-se no protocolo que vai ser celebrado entre o município e a ATL, poderá “incluir a exposição de objectos e peças, fotografias, exibição de filmes e informação aos utilizadores, em condições a definir”. A minuta desse protocolo, “que disciplina a recuperação e utilização futura do Pavilhão Carlos Lopes em regime de direito de superfície, para eventos de natureza diversa”, foi aprovada esta quarta-feira em reunião camarária, com o voto contra do PCP.

“Mudar de opinião muitas vezes é uma prova de inteligência. Ainda bem que o presidente da câmara mudou de opinião”, reage o vereador do CDS, que na semana passada tinha defendido que a requalificação do imóvel no Parque Eduardo VII incluísse a criação de um espaço museológico que albergasse o espólio de Carlos Lopes. Como essa ideia não foi na altura acolhida pelo executivo camarário, João Gonçalves Pereira anunciou que iria apresentar, em conjunto com o vereador social-democrata Fernando Seara, uma proposta nesse sentido.

Com o protocolo agora discutido, o executivo presidido por Fernando Medina acabou por se antecipar a essa iniciativa. “O presidente não quis escrever que é um espaço museológico mas a descrição que faz é de um espaço museológico”, diz o vereador do CDS, acrescentando que vê como “positiva” esta “mudança de opinião de uma semana para a outra”.

“Era de elementar justiça que este espaço fosse encontrado”, frisa o autarca, criticando que o espólio do atleta esteja hoje “enfiado na garagem em casa dele, em Torres Vedras”. Algo que, considera João Gonçalves Pereira, “só pode envergonhar qualquer português”.

No protocolo que vai ser celebrado com a ATL diz-se ainda que a câmara poderá realizar no Pavilhão Carlos Lopes “até 15 eventos por ano”, “sem custos de aluguer ou outros”. Caso esse limite seja ultrapassado, o município beneficiará de “um desconto de 25% sobre os preços de tabela no aluguer”.

“Estamos a pôr um remendo em pano velho”, avalia o vereador Carlos Moura, do PCP, considerando que aquilo que é proposto “não é satisfatório”. “A câmara tinha os meios, o projecto e os dinheiros do Casino de Lisboa”, nota o autarca, que continua a defender que o município devia assumir a requalificação e a gestão do imóvel histórico e não entregá-las a terceiros.

Quanto à possibilidade de no imóvel nascer um espaço museológico dedicado a Carlos Lopes, Carlos Moura manifesta algumas dúvidas. “Corremos o risco de de hoje para amanhã termos o espólio exposto num centro de congressos. Não é a coisa mais indicada."

Venda da antiga Feira Popular aprovada

Também aprovada nesta reunião de câmara foi a proposta relativa à realização de uma hasta pública para a alienação dos terrenos da antiga Feira Popular, por um valor base de 135,7 milhões de euros. Na votação do documento, que esteve em discussão na reunião da passada semana mas só agora foi votado, PSD, PCP e CDS abstiveram-se.»

02/10/2013

Congratulações pelo restauro do Arco da Rua Augusta e da estátua de D. José I

Resposta da ATL:

...


Exmo. Senhor Presidente da CML
Dr. António Costa


Serve o presente para congratularmos a CML e V. Exa. em particular pela recuperação do Arco da Rua Augusta e da estátua de D. José I, dois restauros que tardaram muitos anos para acontecer e que não podiam tardar mais. Lisboa agradece, e ninguém poderá dizer o contrário.

Com efeito, nós próprios pugnamos por ambos os restauros desde a nossa fundação, i.e., desde há 11 anos a esta parte. Inclusivamente, criticámos severamente as instâncias estatais responsáveis por ambos os monumentos quando por diversas vezes anunciaram publicamente datas e orçamento para o restauro do Arco Triunfal, por ex., para logo a seguir as datas e as verbas se esfumarem como por encanto.

O estado físico quer do Arco quer da estátua era a todos os títulos deplorável e confrangedor para a cidade e para todos, pelo que o seu restauro, melhor dito, a devolução de ambos a um estado de decência mínima é uma vitória da CML (e da ATL), em primeiro lugar, mas também é da cidade.

Pelo facto apresentamos os nossos agradecimentos.

No entanto, cumpre-nos apontar alguns pormenores que, não parecendo, se revestem de grande importância para quem esteja atento aos detalhes:

1. Arco da Rua Augusta

1.1. Pombos - Não entendemos como não se colocou nenhum dispositivo que evite ao máximo a presença de pombos, o que nos faz temer pela necessidade de nova obra a muito curto-prazo.

1.2 Caixa do elevador - Não entendemos como não se projectou de outra forma o encaixe do elevador de acesso à sala do relógio, de modo a evitar-se a presença daquele imenso elemento espúrio (ainda que rebocado a branco para se confundir com a pedra...) no topo do telhado a tardoz do edifício do STJ.

1.3 Esculturas - Tememos pelo efeito corrosivo a médio prazo na pedra da colocação durante a obra de pregos e acoplados metálicos aos elementos escultóricos do Arco a fim de um mais fácil manuseamento dos andaimes então montados.

1.4 Lajes - Não entendemos a precipitação em substituir-se os losangos em mármore partidos sob o Arco por laje em lioz de tez esbranquiçada, o que provoca uma indisfarçável dissonância com o resto do piso e que, a nosso ver, não é consentâneo com a envergadura que se pretende de toda a operação de restauro.

1.5. Miradouro - Sugerimos a substituição dos corrimãos em aço inoxidável, existentes no troço sala do relógio-miradouro por outro tipo de material que seja mais resistente ao calor (sob a acção directa do Sol vai ser difícil alguém segurar-se-lhes...), e apelamos ao bom senso de V. Exa. para se evitar a tentação de ali se vir a abrir qualquer tipo de esplanada.

1.6 Relógio - Regozijamo-nos com o novo ímpeto dado pela CML (ATL) ao restauro do relógio e ao mecanismo do sino, mas chamamos a atenção para a necessidade de, a curto-prazo, a CML (ATL) ter de providenciar uma nova desmontagem de todo o mecanismo do relógio a fim de se corrigirem as deficiências herdadas e proceder à inevitável remontagem minuciosa do mesmo e à efectiva calibragem dos ponteiros, para que o relógio não volte a estar em perigo de ruptura a médio-prazo com tem estado desde o célebre 'restauro' de há nem 5 anos.

2. Estátua de D. José I

Continuamos sem compreender como é que neste caso (não estamos perante esculturas da Antiguidade...) não foram recuperados os elementos decorativos em falta/mutilados do conjunto alegórico da base da estátua (fotos em anexo, por Miguel Jorge), elementos que, recorde-se, não foram quebrados ou vítimas da ferrugem há centenas ou milhares de anos, mas selvaticamente mutilados ao longo dos últimos 20 anos.

A nosso ver, esta era/é a oportunidade certa para se refazer os dedos quebrados, a trompa, os arreios, etc. - recorde-se, a este propósito, que com o crescendo da delinquência (e não sanção dos delinquentes), a partir de agora, se abre um grave precedente: a cada escultura que se parta ou roube um elemento decorativo, nada será reconstituído.

Apelamos a V. Exa. a que reveja esta situação, a fim de podermos ter esperança de que não só a nossa melhor estátua como todas as outras estátuas mutiladas na via pública de Lisboa num passado recente (Marquês de Pombal, Largo da Armada, Entre-Campos, etc.) possam voltar ao seu esplendor.

Na expectativa, aceite os nossos melhores cumprimentos


Paulo Ferrero, Luís Serpa, Pedro Formozinho Sanchez, Pedro Fonseca, Fernando Jorge, Jorge Lopes, Rossana Ballabio, Luís Marques da Silva, Jorge Lopes, Carlos Matos, Nuno Caiado, Júlio Amorim, Virgílio Marques e Miguel de Sepúlveda Velloso