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22/02/2017

CML, muito OBRIGADO pelo regresso do Pavilhão mas lá dentro ficou armazém/hangar:


Não podiam ter mantido e recuperado os varandins, as bancadas, o palco, os bastidores? Porquê?

Fotos ("inauguração"): R da Gama

Foto (antes da obra): GG Photography

Foto (do antigamente): Arquivo Municipal de Lisboa

08/02/2017

Finalmentes


Não fora o abate despropositado de pinheiros mansos e aquela escada-rolante caricata nas traseiras, do lado da Sidónio Pais, e aquele bunker pseudo-PT, mais acima na mesma avenida, e seria perfeito, pelo menos por fora. Assim não é. Por que nunca há nada perfeito? Não sei.

Foto de Tiago Teixeira Cruz, in Facebook

06/12/2016

Vão abrir uma escadaria de pedra aqui!


Não só se desvirtua de uma penada o projecto de paisagismo de Keil do Amaral (alô DOCOMOMO, há alguém em casa?), como já se está mesmo a ver que o pinheiro da esquerda tem os dias contados...

Foto de Rosa Casimiro

...

Tiro e queda. Lá vai pinheiro abaixo:

23/11/2015

Pavilhão Carlos Lopes, Lisboa: O pavilhão que atravessou o Atlântico


In Público Online
Por ALEXANDRA PRADO COELHO (texto) e JOÃO CATARINO (ilustração)

«As notícias mais recentes sobre os projectos de reabilitação que, segundo técnicos da Câmara Municipal de Lisboa, poderão pôr em causa a identidade do Pavilhão Carlos Lopes levaram-me a subir o Parque Eduardo VII para olhar novamente para o velho Pavilhão dos Desportos. Parecia, à primeira vista, uma viagem pequena, mas acabou por me levar muito mais longe do que o previsto.

O pavilhão lá estava, naquele silêncio magoado dos edifícios que foram sendo esquecidos pelas suas cidades. Dois homens olhavam para ele com curiosidade, mas de resto não havia mais do que carros — o local em redor é hoje um parque de estacionamento — e alguns sem-abrigo. A decadência é grande: as estátuas estão sujas e perderam partes, faltam azulejos em quatro painéis de Jorge Colaço representando um Portugal épico (Cruzeiro do Sul, A Ala dos Namorados, Batalha de Ourique e Sagres), as portas estão fechadas, os vidros partidos.

Mas, seja qual for o futuro que lhe estiver reservado, vale a pena conhecer o passado deste edifício que já viveu grandes aventuras. Projectado pelos arquitectos Guilherme e Carlos Rebello de Andrade e Alfredo Assunção Santos, foi criado inicialmente para ser o pavilhão português na Exposição Universal do Rio de Janeiro, que se realizou entre Maio de 1922 e Março de 1923. Fabricado em Portugal, foi mandado para o Brasil onde desempenhou com dignidade o seu papel como Pavilhão Português das Indústrias.

A exposição brasileira foi grandiosa. Era a primeira grande festa depois do fim da I Guerra Mundial e, além disso, o Brasil, que comemorava 100 anos de independência, queria mostrar ao mundo o seu desenvolvimento. Os países participantes ergueram pavilhões faustosos e no Rio de Janeiro surgiu uma gigantesca cidade nova, que foi visitada por três milhões de pessoas.

Quando tudo terminou, aquele que viria a ser o Pavilhão dos Desportos de Lisboa não voltou imediatamente a casa e, em 1925, ainda recebeu a Primeira Exposição de Automobilismo do Rio de Janeiro. Quatro anos mais tarde, é finalmente desmontado e, em peças, inicia a travessia do Atlântico até Lisboa e, mais exactamente, ao Parque Eduardo VII, onde volta a ser montado a tempo de inaugurar a Grande Exposição Industrial Portuguesa, em Outubro de 1932.

Curiosamente, quando se procura na Internet alguma referência a esta Grande Exposição Industrial, o que se encontra não são imagens da inauguração do pavilhão, mas sim do que se passou em frente dele. O pequeno filme, realizado por Raul Reis e Salazar Diniz e disponibilizado pela Cinemateca Portuguesa, intitula-se África em Lisboa – Os Indígenas da Guiné na Grande Exposição Industrial Portuguesa.

As imagens iniciais são do mar e de um mapa. Logo passamos para outro plano em que julgamos reconhecer as árvores do Parque Eduardo VII, mas rapidamente a câmara leva-nos até à Aldeia Nova de Sam Corlá (o nome está escrito em português e em árabe). A legenda (o filme está sem som) é esclarecedora: “…onde nada lhes falta”. Estamos em África mas não saímos do parque no centro de Lisboa e o pavilhão está mesmo ali ao lado.

Vemos galinhas, cabras, palhotas, homens e mulheres de trajes tradicionais, a tratar os animais e a varrer o chão de terra com um feixe de pequenos ramos de árvore. Outra legenda: “Descascando o arroz, o seu principal alimento”. As mulheres trabalham, como se estivessem em África, lançando de vez em quando um olhar para a câmara. Os homens dedicam-se a artes e ofícios tradicionais. Percebe-se que são muçulmanos.

As legendas, desconcertantes, informam-nos que entre eles há um príncipe e uma princesa, sua irmã: “A fina flor da Guiné, cujos olhos mentem por não terem fé”. É o espectáculo do outro naquilo que pode ter de mais humilhante — e que chega ao ponto de, num capítulo intitulado “Indiscrições da objectiva”, acompanhar algumas das guineenses enquanto elas, nuas da cintura para cima, se lavam.

A minha intenção era contar o resto da história do Pavilhão dos Desportos (nome que passou a ter a partir de 1946), os grandes campeonatos desportivos, sobretudo de hóquei, as festas, os espectáculos, os comícios políticos, a nova mudança de nome, em 84, para Pavilhão Carlos Lopes, e, nos últimos anos, o encerramento por falta de condições e a decadência.

Mas a verdade é que o espaço desta crónica acabou e, como me acontece muitas vezes, a viagem levou-me para outros lados e acabei por me deter na tristemente anacrónica aldeia africana em pleno Parque Eduardo VII, aos pés de um pavilhão vindo do Rio de Janeiro para uma Lisboa que ainda não tinha aprendido a olhar o mundo. »

11/11/2015

Incredulidade e protesto pelas demolições pré-anunciadas para o Pavihão Carlos Lopes


Exmo. Senhor Presidente
Dr. Fernando Medina


C.C. AML, DGPC, Vereador Urbanismo, ATL

Serve o presente para manifestarmos a nossa estupefacção pelo facto de o pedido de licenciamento de obras de reabilitação do Pavilhão Carlos Lopes e respectiva área envolvente (Proc. nº 1243/EDI/2015) ter por base obras de demolição que não foram mencionadas aquando do anúncio público sobre a constituição de direito de superfície da CML para a Associação de Turismo de Lisboa (ATL), em Junho passado, cujos responsáveis foram então peremptórios em afirmar que as futuras demolições no pavilhão apenas passariam pela “substituição do telhado em amianto” e pelo “recinto de jogos a fim de criar um espaço amplo para eventos e afins“.

Desde modo, apresentamos o nosso protesto pela CML estar prestes a aprovar, contrariando os pareceres técnicos dos próprios serviços (vide Informação Nº 41859/INF/ECR-CMP/GESTURBE/2015, de 15 de Setembro de 2015):

· A demolição do interior da ala norte (salão com galeria, colunas, painéis de azulejos – demolições a nosso ver inúteis e não “vitais para o projecto”, como os projectistas reclamam);
· A demolição do interior dos torreões do lado nascente (escadaria, elementos em ferro, estuques, etc. - demolições a nosso ver inúteis e não “vitais para o projecto”, como os projectistas reclamam);
· A abertura de vãos nos alçados norte e sul (demolições a nosso ver inúteis e não “vitais para o projecto”, como os projectistas reclamam, e que irão desfear irremediavelmente os respectivos alçados);
· O envidraçamento das galerias em colunata da fachada principal (será a forma mais fácil de prevenir novos roubos de azulejos mas é básica e desfeia o local);
· A abertura de terraços na cobertura para colocação de equipamentos técnicos (ar-condicionado), que irão desvirtuar as coberturas do pavilhão e resultar num impacto visual negativo visto este ser visível a partir de toda a envolvente de 360º (há outras formas menos intrusivas de resolver estas instalações técnicas nomeadamente enterrando-as ou integrando-as na geometria original das coberturas);
· O abate de várias árvores na envolvente do pavilhão, o que não deixa de ser caricato, dada a área desafogada em que o pavilhão se encontra e que possibilita toda e qualquer movimentação de máquinas e pessoas.

Resumindo, cremos que a nova função/uso a dar ao Pavilhão Carlos Lopes deve fazer um esforço para se adaptar ao edifício existente e nunca o contrário como se verifica em demasiados aspectos deste projecto.

Solicitamos a melhor atenção a este protesto, Senhor Presidente.

Com os melhores cumprimentos​

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Alexandre Marques da Cruz, Maria do Rosário Reiche, Miguel Atanásio Carvalho, Virgílio Marques, Fernando Jorge, Jorge Santos Silva, Júlio Amorim, Paulo Lopes, Rita Filipe Silva, Bruno Rocha Ferreira, Luís Marques da Silva, Miguel de Sepúlveda Velloso, Rosa Casimiro, João Oliveira Leonardo, Carlos Miguel Jorge, Jorge Pinto, Pedro Henrique Aparício, Fátima Castanheira e Beatriz Empis

05/09/2015

Carlos Lopes critica "má vontade" política por degradação do pavilhão com o seu nome....

Fotografia © Rafael Azevedo/Gobalimagens
Pavilhão foi encerrado em 2003, por falta de condições de segurança.

O ex-atleta e campeão olímpico Carlos Lopes criticou a "má vontade" política que levou à degradação do pavilhão que ostenta o seu nome, em Lisboa, e disse esperar ver o espaço reabilitado e a funcionar "o mais rápido possível".
"Há aqui um bocadinho de má vontade [política], penso eu, e teimosia de manter isto a degradar-se de dia para dia. Não sei com que intenção, mas o que é facto é que isso está à mostra e à vista de todos", disse Carlos Lopes à agência Lusa.
O Pavilhão Carlos Lopes, localizado junto ao Parque Eduardo VII, em Lisboa, foi criado na década de 1920 para celebrar o 100.º aniversário da independência do Brasil. Em 2003, foi encerrado por falta de condições de segurança.
Desde aí, foram pensadas várias alternativas para o espaço de propriedade municipal, como a criação de um Museu Nacional do Desporto ou o novo Centro de Congressos de Lisboa, mas nenhuma avançou, pelo que a Câmara - que não autorizou a agência Lusa a visita a estrutura, por "razões de segurança" - quer agora encarregar a Associação de Turismo de Lisboa (ATL) de reabilitar.
"É pena é, realmente, a degradação em que está, não só pelo nome, mas também pelos lisboetas e para aqueles que realmente gostam de praticar desporto", lamentou Carlos Lopes, esperando que a reabilitação "venha a ser um facto".
O primeiro português a conquistar uma medalha de ouro nos Jogos Olímpicos, em 1984, disse ainda esperar ver o pavilhão "o mais rápido possível bem erguido, bem concebido e a funcionar lindamente".
Na terça-feira, a Assembleia Municipal de Lisboa debate a constituição de um direito de superfície sobre uma área de 12,9 mil metros quadrados, pelo prazo de 50 anos e por cerca de 3,5 milhões de euros, a favor da ATL, que o requalificará, assim como à sua envolvente.
Em declarações à Lusa, o diretor-geral da ATL, Vítor Costa, explicou que a área do pavilhão, "que é de interesse patrimonial, tem azulejos, tem algumas obras de arte" vai ser reabilitada, mas ficará "como está".
Já na parte da sala, "a cobertura tem de ser nova, porque (...)era de amianto, têm de ser retiradas as bancadas porque estavam podres", indicou.
"Toda essa zona vai ser restaurada, criando condições de isolamento acústico, criando climatização. Hoje não tem nada disso e, portanto, ficará uma sala com dois mil metros quadrados, aproximadamente, que servirá para coisas diferentes, desde espetáculos até eventos desportivos, culturais, exposições, jantares ligados a congressos, etc.", apontou Vítor Costa.
De acordo com o também presidente da Entidade Regional de Turismo da Região de Lisboa, o reabilitado Pavilhão Carlos Lopes vai abranger "um segmento que não existe na cidade de Lisboa", com a sala com dois mil metros quadrados.
À semelhança do que acontece no Pátio da Galé, que também é gerido pela ATL, o pavilhão, "com outras características e mais preparado também para espetáculos, vai ter infraestruturas preparadas para essa multifuncionalidade", disse o responsável, que espera que as obras comecem, "eventualmente, ainda este ano".
Segundo a Câmara, os trabalhos deverão custar cerca de 8,5 milhões de euros e demorar entre dois a três anos.

In DN, 2015-09-05, por LUSA
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Homenagear alguém ainda em vida....e depois deixar o edifício
chegar a este estado - é homenagem nenhuma.

02/07/2015

Pavilhão Carlos Lopes poderá acolher espaço museológico dedicado ao atleta


In Público (1.7.2015)
Por Inês Boaventura

«A Câmara de Lisboa aprovou a celebração com a Associação de Turismo de Lisboa de um protocolo que "disciplina a recuperação e utilização" do imóvel no Parque Eduardo VII.

A Associação de Turismo de Lisboa (ATL), à qual a Câmara de Lisboa deliberou ceder o Pavilhão Carlos Lopes por um período de 50 anos, fica obrigada a manter a designação do imóvel, comprometendo-se ainda a “dialogar” com o atleta português para encontrar uma forma de lhe prestar no espaço a “justa homenagem pelos seus feitos e carreira”.

Esse tributo, diz-se no protocolo que vai ser celebrado entre o município e a ATL, poderá “incluir a exposição de objectos e peças, fotografias, exibição de filmes e informação aos utilizadores, em condições a definir”. A minuta desse protocolo, “que disciplina a recuperação e utilização futura do Pavilhão Carlos Lopes em regime de direito de superfície, para eventos de natureza diversa”, foi aprovada esta quarta-feira em reunião camarária, com o voto contra do PCP.

“Mudar de opinião muitas vezes é uma prova de inteligência. Ainda bem que o presidente da câmara mudou de opinião”, reage o vereador do CDS, que na semana passada tinha defendido que a requalificação do imóvel no Parque Eduardo VII incluísse a criação de um espaço museológico que albergasse o espólio de Carlos Lopes. Como essa ideia não foi na altura acolhida pelo executivo camarário, João Gonçalves Pereira anunciou que iria apresentar, em conjunto com o vereador social-democrata Fernando Seara, uma proposta nesse sentido.

Com o protocolo agora discutido, o executivo presidido por Fernando Medina acabou por se antecipar a essa iniciativa. “O presidente não quis escrever que é um espaço museológico mas a descrição que faz é de um espaço museológico”, diz o vereador do CDS, acrescentando que vê como “positiva” esta “mudança de opinião de uma semana para a outra”.

“Era de elementar justiça que este espaço fosse encontrado”, frisa o autarca, criticando que o espólio do atleta esteja hoje “enfiado na garagem em casa dele, em Torres Vedras”. Algo que, considera João Gonçalves Pereira, “só pode envergonhar qualquer português”.

No protocolo que vai ser celebrado com a ATL diz-se ainda que a câmara poderá realizar no Pavilhão Carlos Lopes “até 15 eventos por ano”, “sem custos de aluguer ou outros”. Caso esse limite seja ultrapassado, o município beneficiará de “um desconto de 25% sobre os preços de tabela no aluguer”.

“Estamos a pôr um remendo em pano velho”, avalia o vereador Carlos Moura, do PCP, considerando que aquilo que é proposto “não é satisfatório”. “A câmara tinha os meios, o projecto e os dinheiros do Casino de Lisboa”, nota o autarca, que continua a defender que o município devia assumir a requalificação e a gestão do imóvel histórico e não entregá-las a terceiros.

Quanto à possibilidade de no imóvel nascer um espaço museológico dedicado a Carlos Lopes, Carlos Moura manifesta algumas dúvidas. “Corremos o risco de de hoje para amanhã termos o espólio exposto num centro de congressos. Não é a coisa mais indicada."

Venda da antiga Feira Popular aprovada

Também aprovada nesta reunião de câmara foi a proposta relativa à realização de uma hasta pública para a alienação dos terrenos da antiga Feira Popular, por um valor base de 135,7 milhões de euros. Na votação do documento, que esteve em discussão na reunião da passada semana mas só agora foi votado, PSD, PCP e CDS abstiveram-se.»