Mostrar mensagens com a etiqueta PUALZE. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta PUALZE. Mostrar todas as mensagens

01/10/2019

Adeus Minhota, restará a fachada?!


Espectáculo! A Minhota é Loja com História, fecha e é trespassada para restaurante indiano, cujos promotores se apressam a destruir o interior. A CML embarga a obra. Lisboa é um espectáculo! Fica a fachada, apostamos? (foto de Ana Alves de Sousa)

29/08/2018

Rua Barata Salgueiro, 21 - Pedido de esclarecimentos sobre Aviso de Demolição


Exmo. Senhor Vereador
Arq. Manuel Salgado


CC. PCML, AML, JF, DGPC e media

Constatando o aviso prévio colocado recentemente no edifício da Rua Barata Salgueiro, nº 21, referente ao processo 547/EDI/2017, no qual se dá conta da aprovação da demolição do mesmo (ver fotos 1 a 3 em anexo), somos a solicitar esclarecimentos a V. Exa. sobre se a demolição anunciada é total ou parcial.

Lembramos que em Dezembro de 2009 a CML chumbou, e bem, o pedido de alterações e ampliação com demolição de interiores então apresentado, processo nº 261/EDI/2008 (fotos 4 e 5), sobre este imóvel então propriedade do grupo BES, por sinal um projecto que mantinha a estética e linguagem do pré-existente, o que ainda levanta mais estranheza pela demolição agora anunciada.

E relembramos a importância de se salvaguardar a fachada principal deste imóvel característico do Bairro Barata Salgueiro, assim como o vestíbulo (sofreu bastante por ter sido vandalizado mas ainda é passível de recuperação) e a porta de entrada.

Na expectativa, apresentamos os melhores cumprimentos,


Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Luís Aguiar, Luís Serpa, Virgílio Marques, Carlos Moura-Carvalho, Júlio Amorim, Fátima Castanheira, Miguel de Sepúlveda Velloso, António Araújo, Rui Martins, Miguel Atanásio Carvalho, João Oliveira Leonardo, Jorge Pinto, Bruno Rocha Ferreira, Maria do Rosário Reiche, Jorge Santos Silva, Martim Galamba, Pedro Ribeiro, Eurico de Barros, Beatriz Empis, Helena Espvall, Fernando Jorge e Guilherme Pereira

27/07/2018

É tudo legal porque é tudo reversível... daqui por 20, 30 anos :-)

Tudo legal porque os vãos e as pedras falsas são reversíveis... e é isto Monumento de Interesse Público, acho que nem o PUALZE cumpre quanto mais a Lei do Património. Isto está lindo mas é!

26/06/2017

Mais um hotel? Ou serão as tais Galeria Lafayette de novo?


Ora bem, ora bem, lá vem mudança de uso para o Palácio Nunes Sequeira, sede da EPAL...traduzido por miúdos, lá vem mais um hotel para esta cidade de paquetes.

«Proposta n.º 437/2017 (Subscrita pelo Sr. Vereador Manuel Salgado) Aprovar o projeto de versão final da Alteração Simplificada do Plano de Urbanização da Avenida da Liberdade e Zona Envolvente (PUALZE), para efeitos de envio à Assembleia Municipal para aprovação, nos termos da proposta;»

20/04/2016

Serviços de tráfego da câmara arrasam projecto para a Vila Martel


Por agora, a Vila Martel não vai poder ser demolida. O promotor terá de apresentar um novo projecto para o local (Miguel Manso)

In Público (20.4.2016)
Por José António Cerejo

«Serviços de tráfego da câmara arrasam projecto para a Vila Martel

Manuel Salgado vai ter de chumbar a proposta de demolição da Vila Martel. Os serviços de Tráfego da câmara qualificam como “insólita” a proposta de estacionamento robotizado para o local.

Primeiro foi a Direcção-Geral do Património Cultural (DGPC) que inviabilizou a proposta apresentada pelo promotor para a Vila Martel, entre a Av. da Liberdade e o Principe Real. No início deste mês foi o Departamento de Gestão de Mobilidade e Tráfego da autarquia que, com um parecer demolidor, obrigou os serviços de Urbanismo da Câmara de Lisboa a propor ao vereador respectivo, Manuel Salgado, a homologação desfavorável (indeferimento) do Pedido de Informação Prévia (PIP) apresentado. O promotor deverá ainda pronunciar-se antes da decisão final da autarquia.

O PIP em causa contempla a destruição das nove habitações unifamiliares e de dois dos quatro ateliers existentes na Vila Martel e a construção, no seu lugar, de um edifício de 14 andares — oito dos quais enterrados — com 12 pisos de estacionamento robotizado (186 lugares) e dois pisos para ampliação do hotel que está em fase final de construção no mesmo logradouro encravado na encosta.

A história e a importância patrimonial da Vila Martel, onde, ao longo de mais de um século, pintores como Columbano e Malhôa tiveram os seus ateliers, levaram a que se gerasse um movimento em sua defesa, com tomadas de posição por parte de vários partidos representados na Câmara de Lisboa e com numerosas munícipes a manifestarem-se nas redes sociais.

Os serviços de Urbanismo da autarquia expressaram desde o início um claro apoio ao projecto. Os técnicos da Estrutura Consultiva Residente, um serviço camarário que se pronuncia sobre intervenções em imóveis inscritos, como é o caso, na Carta Municipal do Património Edificado e Paisagístico, foram, porém, os primeiros a exprimir as suas reservas. Em parecer emitido em Fevereiro, que a Câmara sempre escondeu ao PÚBLICO, concluiram que não existe nos regulamentos em vigor “base de sustentação para a intervenção nos moldes em que se pretende”. Na sua opinião, qualquer obra do género exigiria a aprovação prévia de um plano de pormenor para o local. Não foi esse o entendimento do coordenador daquela estrutura que, subscrevendo aquilo que era notório ser a posição da hierarquia, veio escrever, no seu despacho, que a proposta constituía “uma enorme mais valia para esta zona e para a cidade”. E, em conclusão, defendeu que ela se enquadrava nos regulamentos, desde que fossem mantidos os ateliers.

Câmara escondeu despachos
No mesmo sentido pronunciou-se a 9 de Março o director municipal de Urbanismo, Jorge Catarino, “reiterando a importância da intervenção” e ordenando o “prosseguimento da apreciação” do PIP. Questionado pelo PÚBLICO em 18 de Março sobre o conteúdo do despacho assinado por Jorge Catarino nove dias antes, o gabinete de Manuel Salgado respondeu apenas: “O parecer [da Estrutura Consultiva] foi emitido mas ainda não foi despachado, não havendo decisão sobre o assunto.”

A voltas dadas no Urbanismo foram entretanto trocadas pela DGMPC que, no dia anterior à falsa resposta da câmara, chumbou o PIP frisando, no seu parecer vinculativo, que as “características morfológicas e tipológicas” da Vila Martel teriam de “ser respeitadas”. Já em Abril, o técnico de Departamento de Gestão e Mobilidade de Tráfego que apreciou o PIP não teve dúvidas. “Do ponto de vista de mobilidade viária a Rua das Taipas [onde seria construído o único acesso ao estacionamento e ao hotel] não tem capacidade viária para servir um estacionamento deste tipo e envergadura.” Na informação que assinou, o técnico aponta um conjunto de problemas, nomeadamente ao nível da segurança de pessoas e viaturas, mas também em matéria de incumprimentos regulamentares, que o levam a defender a rejeição da proposta.

Entre muitas outras objecções, a informação nota que o acesso a uma das zonas do parque automático “não dispõe das dimensões necessárias para a manobra das viaturas [e para que] consigam entrar na máquina numa só manobra”. Numa outra zona, salienta, “não se consegue realizar numa só manobra a inversão de marcha” gerando-se o risco de provocar filas de espera na Rua das Taipas.

Mais contundente foi o seu superior imediato que, em despacho, qualificou a proposta como uma “insólita instalação para arrumação de veículos em máquinas, num sistema alternativo de arrumação para 186 viaturas na zona histórica da encosta do Bairro Alto, com arrumação sobreposta de viaturas com interdependência de uso do mesmo espaço”.»

18/12/2014

Antigo Mercado do Rato em Lisboa vai dar lugar a estacionamento


«A Câmara de Lisboa aprovou nesta quarta-feira a cedência do terreno onde funcionava o Mercado do Rato para construção de um parque de estacionamento pela Empresa de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa (EMEL), um projecto contestado pela junta de freguesia.

A proposta, levada à reunião da câmara pelo vereador do Urbanismo, Manuel Salgado, implica a cedência gratuita de um direito de superfície municipal, avaliado em 1.083.600 euros, e foi aprovada com votos contra do PSD e do CDS-PP e votos favoráveis do PCP, do PS e do movimento Cidadãos por Lisboa (eleitos nas listas socialistas).

A decisão é contestada pelo presidente da Junta de Freguesia de Santo António, Vasco Morgado: "Assumiríamos a requalificação total do Mercado do Rato, que seria mais virado para a família". O autarca explicou que seria criada, por exemplo, "uma zona infantil onde as pessoas poderiam colocar os miúdos, enquanto assistiriam a espetáculos e a exposições".

Segundo o autarca, o mercado, desactivado no início de 2013, iria funcionar também para "lançar novos artistas e microempresas", estas últimas através da criação de lojas pop-up (temporárias). Além disso, existiria uma zona de restauração e o principal foco seria a venda de legumes e fruta fresca, assinalou.

De acordo com a proposta, a que a Lusa teve acesso, o parque terá "310 lugares de estacionamento - antevendo 100 lugares destinados a assinaturas de 24 horas e nocturnas, essencialmente para residentes, comerciantes locais e público".[...].»

...

Nada a opor, pelos simples factos:

1. PUALZE aprovado implicava isto, portanto, votar a favor do PUALZE e agora contra é engraçado.
2. O Mercado do Rato era uma miséria desde há pelo menos 20 anos e resumia-se, grosso modo, já nesse tempo, a 2-3 estaminés de peixe grelhado e febras na brasa, sendo as bancas da praça impróprias para o século XX, quanto mais para o XXI, e com o Pingo Doce aberto ali perto duvido que alguém de bom senso ali fosse de novo.
3. O terreno baldio junto ao mercado, do lado Norte, alcatroado vai para 25 anos, é um "filet mignon" (como agora se diz) óbvio.
3. A nível patrimonial, espero que seja mantido e recuperado o edifício camarário rosado, ao longo da entrada do lado direito, que é das primeiras décadas do século XX e que merece respeito.
Quanto ao mais, que venha o estacionamento, feito com imaginação e bom senso, de modo a impermeabilizar o mínimo e ter o menor impacte visual possível!

11/04/2014

Tesouros do baú de Pedro J. #2


Agora que está em discussão pública a alteração ao PUALZE, é curioso ver e ler artigo Expresso «Liberdade à moda do Porto» (1992) de Miguel Portas e outros, sobre a Avenida da Liberdade, disponível (PDF) em 8 partes, tb em https://sites.google.com/site/cidadanialxdocs/tesouros-do-bau-de-pedro-j.

08/03/2013

Mercado do Rato fecha no fim do mês com muitas críticas dos comerciantes


In Público (8/3/2013)
Por João Pedro Pincha

«Os comerciantes do Mercado do Rato, em Lisboa, foram terça-feira informados verbalmente de que o espaço encerrará as suas portas no fi m do mês de Março. Até lá, deverão optar por mudar-se para outro mercado ou por receber uma indemnização. A notícia do encerramento do velho mercado — escondido mesmo à entrada da Rua de Alexandre Herculano, por trás de um discreto pórtico — foi transmitida aos seis comerciantes que ainda lá exercem a sua actividade por um assessor do vereador José Sá Fernandes e apanhou-os de surpresa.

“Pensávamos que vinham com propostas aliciantes [de reabilitação do espaço], mas afi nal querem mandar-nos para a rua a pontapé”, diz José Saraiva, dono do restaurante Cantinho do Rato, onde está há 12 anos e onde, sublinha, gastou cerca de “12 mil contos” (60.000 euros) em equipamentos. “O valor da indemnização proposto é muito baixo para os anos que aqui estivemos e para o investimento que foi feito.”

A mesma crítica faz Maria de Lurdes, proprietária do Snack-bar do Mercado, situado um pouco mais acima: “Há 14 anos que aqui estamos e oferecem-nos 4500 euros para nos irmos embora.” A alternativa seria mudarem-se para outro mercado municipal, mas, para já, apenas José Barata, proprietário da banca de venda de bacalhau, admite essa hipótese.

Aberto ao público desde 1927, o Mercado do Rato está actualmente reduzido a seis espaços comerciais: dois restaurantes, uma padaria, uma banca de fruta, uma de roupa e uma de bacalhau. A 31 de Dezembro do ano passado, Fernando Sarabando, talhante naquele espaço desde 1969, abandonou o local, juntamente com outro comerciante que explorava um talho especializado em frangos e as duas últimas peixeiras. “Já não ganhávamos para a renda”, conta, atribuindo a decadência do mercado à abertura de um Pingo Doce no Largo do Rato em 2011. [...]

Contactado pelo PÚBLICO, o porta-voz do vereador Sá Fernandes, João Camolas, assegura que o processo está a decorrer de acordo com os regulamentos municipais. Para José Barata, a câmara “não diz a verdade toda e quer fazer um condomínio de luxo” nos terrenos do mercado — uma opinião que é partilhada pelos restantes vendedores. O porta-voz camarário garante, todavia, que o encerramento do mercado ocorre apenas por motivos de segurança, dado o avançado estado de degradação das instalações.[...]

O Plano de Urbanização da Avenida da Liberdade e Zona Envolvente prevê a criação de um parque de estacionamento com 600 lugares no espaço actualmente ocupado pelo Mercado do Rato e nos terrenos anexos, bem como a “instalação de actividades de comércio, serviços e equipamentos de utilização colectiva”. Para já, garante a câmara, não está prevista a concretização de qualquer destes projectos.»

...

O Mercado do Rato faz falta à zona e à população. Contudo, os seus terrenos, sobretudo o descampado que actualmente serve de estacionamento ao ar livre, são bastante 'apetitosos' e estão na calha para algo há pelo menos 20 anos! Vamos ver quem vence o braço-de-ferro... Claro, que palavra decisiva poderá/irá ter a próxima Junta de Freguesia de Santo António.

10/09/2012

Obras do Porto Bay Liberdade já começaram

Chegado por e-mail:

«Já arrancaram as obras do hotel Porto Bay Liberdade. Com 98 quartos, o novo hotel vai marcar a entrada do grupo na cidade de Lisboa. A capital portuguesa é o terceiro destino português de Porto Bay Hotels & Resorts, depois da Madeira e do Algarve. Localizado na Rua Rosa Araújo, junto à Avenida da Liberdade, o hotel abrirá em Março 2014, informa o Porto Bay na sua newsletter.

Em declarações recentes à revista Publituris Hotelaria de Setembro, António Trindade disse que o grupo continua a olhar para oportunidades que se estão a colocar no mercado. “Julgamos que nestes tempos mais próximos haverá grandes necessidades de “filtrar” de certo modo a oferta hoteleira e aí as marcas com maior implantação no mercado poderão desempenhar um papel importante na manutenção dos diferentes produtos turísticos”.

O responsável disse ainda que este Verão “irá ser sensivelmente idêntico ao ano passado”. “Contamos, no período de Verão – Maio a Outubro -, atingir taxas de ocupação, quer na Madeira, quer no Algarve, a ultrapassar os 94%”.

-----------------------------

Contribuam por favor para divulgar mais uma aberração de alinhamento de cérceas que desvirtuam claramente dois belíssimos edifícios na rua Rosa Araujo. Em anexo seguem as imagens.

Filipe Teixeira»

22/05/2012

Aplauso e incentivo à CML pelo novo esquema de circulação automóvel p/Mq.Pomba​l-Baixa!

...


Exmo. Senhor Presidente
Dr. António Costa,


Serve o presente para aplaudirmos as medidas de alteração à circulação automóvel que a CML tem vindo a anunciar para o troço Marquês de Pombal- Baixa (conforme imagem em anexo, difundida pela imprensa, ex. http://expresso.sapo.pt/lisboa-duas-rotundas-no-marques-e-menos-faixas-na-avenida=f727250#ixzz1vUyKIUxg ), e que se prepara para aprovar em Reunião de amanhã, dia 23 de Maio.

Com efeito, é com bastante agrado que, finalmente, assistimos à CML a implementar um conjunto de medidas que vão de encontro ao que vimos preconizando desde há pelo menos 6 anos, como intervenção indispensável à melhoria da qualidade de vida na zona da Avenida da Liberdade à Baixa (conforme consta, por exemplo, em http://cidadanialx.tripod.com/avenida.html).

É nossa convicção que só com fortes medidas restritivas a montante do problema se poderão atenuar os níveis de poluição atmosférica e sonora que subsistem não só ao longo da Avenida mas também na Baixa, resultantes, cremos, da excessiva sobrecarga de trânsito de atravessamento. Julgamos, por isso, que este anúncio, em conjunto com a Zona de Emissões Reduzidas no eixo Marquês de Pombal-Terreiro do Paço consubstancia o que nos parece ser uma boa opção da CML.

Há contudo que apostar forte no uso do transporte público e para isso a CML tem que articular esta intervenção com a Carris, caso contrário tememos pelo pior, i.e., uma nova "Rua do Arsenal"... Há que oferecer mais e melhor espaço público aos cidadãos; com menos poluição, menos ruído e menos sinistralidade. Mais, gostaríamos que as medidas fossem ainda mais restritivas, nomeadamente nas faixas laterais da Avenida da Liberdade.

Tal como, senhor Presidente, será indispensável que a CML intervenha, com o mesmo espírito e a breve trecho, em duas outras situações que consideramos insustentáveis: a Rua de São Bento e, obviamente, o troço compreendido entre a Rua de São Pedro de Alcântara e o Largo Camões, verdadeira chaga "urbano-depressiva" e que foi objecto do nosso contributo a edição anterior do Orçamento Participativo (ver http://cidadanialx.blogspot.pt/2010/10/orcparticipativo2011vote-na-proposta-n.html), aproveitando, aliás, o projecto de reabilitação do espaço público ao Cais do Sodré, e apostando aí na reabertura, que se exige, do E-24.

Com os melhores cumprimentos.



João Mineiro, Miguel Atanásio Carvalho, Fernando Jorge, Paulo Ferrero, António Araújo, Pedro Gomes, João Oliveira Leonardo e Bernardo Ferreira de Carvalho

04/08/2011

Avenida da Liberdade. Saiba quem anda a pintá-la

In Jornal I (4/7/2011)

«Foi um acordo entre a Dyrup e a Câmara Municipal de Lisboa que trouxe respingos de cor à avenida com a ajuda do Feng Shui

A trajectória do Marquês de Pombal aos Restauradores promete ter outra emoção. Desafiamo-lo a descobrir os respingos de cor espalhados pelo caminho. Mantenha o olhar rasteiro e preste atenção aos bancos de jardim e pilaretes mas não deixe de escapar um olho para cima, para não perder de mira os candeeiros.

"Queremos dar uma vida diferente a uma avenida belíssima, que também é património histórico", explica Nuno Pires director de marketing da Dyrup. Foi a marca de tintas que apresentou o projecto à Câmara Municipal de Lisboa. Chama-se "Happy Liberdade" e o nome não deixa margem para dúvidas: a ideia é revitalizar a zona e torná-la mais agradável às pessoas que a frequentam. "Vamos lá, fazemos as nossas compras e vamos embora. Isso tem de mudar, tem que se tornar num sítio onde as pessoas queiram ficar", continua o Nuno Pires.

E agora pergunta o leitor para que é que o Feng Shui é para aqui chamado. É que as cores não foram escolhidas aleatoriamente, elas têm um significado e devem interagir e comunicar com quem ali passa. "O Fengshui tem por base a observação da Natureza, a ideia é traduzir esse equilíbrio e passá-lo para os ambientes urbanos", adianta o consultor de Feng Shui Alexandre Saldanha da Gama.

Assim, o espaço foi estudado de maneira a que tons que se identifiquem com as zonas, com o que lá existe e com as actividades que aí se desenvolvem. "Estava um pouco céptico" confessa Nuno Pires, "mas percebi que não é nada de transcendente ou místico, é muito matemático".

A Dyrup, que já esteve envolvida noutros projectos de reabilitação, deverá ainda ajudar a reabilitar as fachadas e interiores de outros propriedaes privadas da zona.

A "Happy Liberdade" deve estar totalmente concluída no ínicio de Setembro e, por essa altura, poderá ver bancos de jardim, pilaretes e candeeiros com um brilho diferente. Tem até Julho do próximo ano para tirar a prova dos nove, altura em que tudo deve voltar ao "verde garrafa" original.

Goste ou não a verdade é que pode já brincar ao onde está o Wally na Avenida, mas em busca de cores. »

...

Entre o abandono e isto, venha o diabo e escolha. Pobra Avenida da Liberdade!!

07/07/2011

Edificio demolido na Av Liberdade


Chegado por e-mail:

«Boa Noite

Gostaria de vos informar de mais uma demolição de um edificio com historia. o ultimo resistente do quarteirão.
Em anexo envio a proposta para o local

Cumprimentos

F.»

...

Esse pobre prédio tinha o destino traçado desde que deixaram construir os vizinhos do lado. Ainda por cima, as traseiras são atraentes pois têm ainda um logradouro. O PUALZE passou-lhe a certidão de óbito. R.I.P.

01/06/2011

Avenida da Liberdade/Ideias para reforçar a sua reabilitação de facto

Exmo. Senhor Presidente da Câmara,
Dr. António Costa


No seguimento da abertura de 5 quiosques na Avenida da Liberdade, iniciativa que nos merece o maior aplauso - contudo ainda incompleta pela presença do restaurante junto ao edifício Palladium -, vimos pelo presente reforçar algumas ideias que nos parecem fundamentais para que aquela avenida recupere o estatuto de que já usufruiu. Assim, e aproveitando o trabalho em curso de arranjo das zonas verdes;

1. Se prossiga com uma empreitada geral” de limpeza e arranjo da Avenida, garantindo que à abertura dos quiosques não corresponda, como se tem verificado até agora, a abertura de esplanada ad-hoc, toldos ao vento, lixo nos passeios, buracos e lombas na calçada, caldeiras sem árvores, candeeiros apagados e, sobretudo, ruído a mais - ainda que sejam poucos os residentes da Avenida -; mas que também contemple a limpeza e aprumo dos lagos e a diversa estatuária existente.

2. Se sensibilize a população para que ela se desloque em transporte público, passeando a pé pela Avenida da Liberdade e evitando trazer o automóvel quer para a própria avenida quer para a sua envolvente. Nesse sentido será indispensável que o Metropolitano mantenha abertas durante a noite, bem como aos Domingos e feriados, todas as saídas das estações Marquês de Pombal, Avenida e Restauradores.

3. Se desenvolva e incremente uma estratégia de dinamização, pensada a longo prazo, das diversas salas de espectáculo existentes e da captação de públicos para o eixo Avenida da Liberdade / Praça da Alegria / Portas de Santo Antão, seja para as salas que estão a funcionar (São Jorge, Tivoli, Politeama, etc.) seja para aquelas que há que resgatar com urgência (Capitólio, Odéon, Maxime, Hot Clube, Olímpia, etc.).

4. Se complemente esta estratégia com a criação de percursos de divulgação cultural, devidamente interligados a uma operação de reabilitação urbana, integrando o património cultural, edificado ou não, mais significativo da Avenida da Liberdade e da zona envolvente, por exemplo, igrejas (Sagrado Coração de Jesus, São José dos Carpinteiros, São José, São Luís dos Franceses), edifícios e sociedades recreativas (Palácio Conceição e Silva, Palácio Almada, Palácio Lambertini, Atheneu, Sociedade de Geografia, Casa do Alentejo, Associação Comercial de Lisboa), elevadores (Lavra e Glória), casas de personalidades (Alfredo Keil, Wenceslau de Moraes, Bordalo Pinheiro, etc.), estabelecimentos de restauração (ginjinha, cafés remodelados e com esplanadas de qualidade nos passeios laterais), comércio de carácter e tradição, etc.

5. Se articulem os pontos anteriores com a indispensável restrição de facto ao trânsito a partir do Marquês de Pombal, reservando as faixas laterais actuais para o estacionamento de moradores, cargas e descargas, e acesso às garagens dos hotéis e de outros edifícios; bem como procedendo à diminuição das faixas centrais actualmente existentes, garantindo a continuidade das placas centrais através da eliminação dos parques de estacionamento que as interrompem e da colocação de passadeiras semaforizadas sempre que for imperioso interromper o passeio, e eliminando as barreiras ao tráfego pedonal alinhado todas as peças de mobiliário urbano (mupis, sinais de trânsito, bocas de incêndio, papeleiras, etc.).

6. Por último, a CML deve tornar claro se tem como prioridade inverter a tendência de “tercearização” da Avenida da Liberdade, e fomentar a habitação como forma de contrariar a despovoamento (*) daquela artéria nobre da cidade, e quais as medidas de facto nesse sentido.



Com os melhores cumprimentos


Paulo Ferrero, Fernando Jorge, Bernardo Ferreira de Carvalho, João Oliveira Leonardo, Luís Rêgo, Virgílio Marques, Artur Lourenço e Ana Alves de Sousa




(*) Texto editado

21/01/2011

A partir do Verão, os carros mais poluentes não entram na Baixa

In Público (21/1/2011)
Por Ana Henriques

«Medida inédita para Lisboa já vigora em diversas cidades da Europa. Emergências e residentes são excepções

Tapar buracos é um segredo bem guardado

Os veículos mais poluentes vão ser proibidos de entrar na Baixa a partir do Verão, anunciou ontem Fernando Nunes da Silva, vereador da Mobilidade da Câmara de Lisboa e especialista em transportes. As únicas excepções à regra são os carros dos residentes e os veículos de emergência.

O objectivo é que a zona mais castigada pela poluição, a Avenida da Liberdade, passe a cumprir as normas europeias de poluição atmosférica. Assim, as viaturas que não tenham motores pelo menos da categoria Euro I no que respeita à emissão de partículas só poderão circular na Baixa ao fim-de-semana. Estes carros não têm catalisador, peça que faz o tratamento das emissões poluentes. O seu fabrico data de há cerca de duas décadas. "Nem sequer sabia que ainda havia carros destes a circularem", reage o presidente do Automóvel Clube de Portugal, Carlos Barbosa, que apoia a medida. "Serão sobretudo táxis e carrinhas de distribuição muito velhinhas a serem afectadas".

Segundo o vereador Nunes da Silva, metade da poluição que existe no eixo Avenida da Liberdade-Baixa é produzida por este tipo de veículos. Daí a necessidade de criação de uma zona de baixa emissão de poluentes, à semelhança do que já existe noutras cidades europeias. "Eu e o presidente da câmara tropeçámos numa notícia que dizia que todas as cidades alemãs iam introduzir este conceito", contou Nunes da Silva.


Autocarro velho não entra

O controlo das entradas na Baixa deverá ser feito através de operações stop, embora mais tarde possa ser criado um sistema de "selos verdes" para os carros. Se a inspecção de veículos funcionasse em condições, o problema das emissões de partículas poluentes em excesso nem sequer se punha, referiu ainda o vereador. A Carris também não vai poder continuar a ter as viaturas mais antigas na Baixa, admitiu, acrescentando que a frota da empresa tem muitas viaturas cumpridoras das novas exigências. [..]»

...

Uma boa notícia, algo lírica, é certo, porque não estou a ver como vai ser feito o controlo, mas uma boa notícia. Convinha que a Carris deixasse de fazer o que faz na Baixa, também. Vamos ver se há coragem é para fechar as laterais da Avenida da Liberdade, "pedonalizar" mais ruas no miolo da Baixa e apertar o "garrote" à circulação automóvel de atravessamento da Baixa.

03/11/2010

Obras na rua de S. José só acabam em 2011

In Jornal de Notícias (3/11/2010)
Luís Garcia


«Solução promete pôr fim a pesadelo com décadas

A Câmara de Lisboa vai mesmo avançar com a reconstrução do colector da Rua de S. José, no intuito de evitar inundações como as do final da semana passada. A obra foi confirmada ontem pelo presidente António Costa no balanço do primeiro ano de mandato.

O concurso público para a adjudicação da intervenção, que o autarca classifica como "gigantesca", será aberto no próximo dia 20. De acordo com o vereador das Obras Municipais, Fernando Nunes da Silva, à solução prevista inicialmente, que implicava o esventramento total da rua, junta-se agora uma alternativa, que passa pela abertura de apenas alguns buracos para a entrada das máquinas e dos trabalhadores, que operarão no interior do próprio colector.

Apesar de minimizar o impacto ao nível do solo, esta solução é mais morosa e terá de ser suspensa em períodos de chuva intensa. Por isso, prevendo que a empreitada tenha início até ao final deste ano, Nunes da Silva adianta que a reconstrução do colector não estará pronta antes do Outono de 2011.

A intervenção na Rua de S. José foi anunciada ontem no âmbito do balanço do primeiro ano de mandato do executivo liderado por António Costa. O autarca socialista comentou também o corte nas transferências financeiras para as autarquias previsto no Orçamento de Estado para 2011, que se traduzirão numa diminuição de cinco milhões no valor transposto para a Câmara Municipal de Lisboa (CML).

Admitindo que o corte "dói", António Costa diz que o executivo terá de fazer "menos coisas e mais lentamente" do que gostaria. [...]»

...

Neste caso da Rua de São José é claro que "nada" têm que ver os estacionamentos subterrâneos e as caves dos empreendimentos Ibersil e Fórum Tivoli, só para falar nos dois maiores, aliás a rua "não" está a uma cota mais baixa do que a Avenida. Bom, mas depois do colector já a CML pode construir mais 3 parques subterrâneos na Avenida ao abrigo do PUALZE. Já "não" deve haver problema.

24/12/2009

PUALZE, que é isso?

FOI CHUMBADO NA REUNIÃO DE CML DE ONTEM!


Rua Barata Salgueiro, Nº 21
HOJE





AMANHÃ?


Trata-se do último edifício integralmente genuíno da Rua Barata Salgueiro. É propriedade do BES, que através do seu fundo imobiliário submeteu à CML Proj. Ampliação Nº 261/EDI/2008, com vista à sua alteração e ampliação, i.e.:

Ampliação de mais um piso, (em linguagem mimétrica), mantendo a cobertura com a mesma configuração existente, contempla também a manutenção da fachada principal e a reconstrução da fachada a tardoz mantendo a traça original. Interiormente pretende-se a construção de 3 pisos para estacionamento em cave, extensivos ao subsolo dos logradouros, lateral e posterior. Serão mantidos a entrada principal, a escada até ao 1º andar e as salas da frente. Lateralmente é proposto um corpo envidraçado correspondente a uma nova coluna de acessos verticais.

Este projecto vai ser discutido na reunião de amanhã! (*)



(*) Este post dizia respeito à reunião de 25 Nov. dia em que a proposta foi retirada. Ontem, dia 23 Dez. voltou e foi chumbada.

09/12/2009

Largo dos Carrinhos (antigo Largo da Oliveirinha)

Era o antigo «Largo da Oliveirinha». Até há pouco tempo ainda lá estava plantada uma Oliveira. Mas já nada resta (deve ter sido atropelada). Agora é apenas mais um largo, de entre dezenas, completamente desperdiçado, abandonado pelos lisboetas. E esquecido pela CML. As "viaturas de transporte particular", como aves de rapina, mal avistam a presença de um corpo moribundo de largo ou praça, atacam e devoram o espaço público. Como é habitual, já se fala numa «reabilitação». Mas isto traduzido em urbanismo português quer dizer: escavar um buraco para criar um parque de estacionamento subterrâneo. Portanto, acabar com essa coisa suja e inútil que dá pelo nome de "terra", ou "solo". Está decidido no PUALZE. Já tem força de lei. É assim o desenvolvimento sustentável em Portugal. Falta apenas acrescentar que este largo está incluído na zona urbana classificada "Monumento Nacional - Ascensor da Glória".