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26/02/2020

Onde pára o tecto de madeira?


Crime? Gato por lebre, certamente. Onde pára o tecto de madeira? O promotor fartou-se de "informar" que os poucos apartamentos que ia construir no Cinema Odéon não beliscariam o tecto. Onde é que ele pára? Cambada.

Foto de Nuno Vasco Franco

28/05/2016

Pobre Odéon, pior a emenda que o soneto


Mas agora está claro para todos: o maravilhoso tecto em madeira vai à vida. É profundamente lamentável. Resposta do MC:

«Exmos. Senhores

Encarrega-me a Sra. Chefe do Gabinete de S. Exa. o Sr. Ministro da Cultura de vos fazer chegar a resposta infra:

Relativamente ao assunto em epígrafe, em resposta ao vosso mail de 22 de abril p.p. e após termos consultado a Direção Geral do Património Cultural, vimos informar o seguinte:

De facto, por despacho de 12.10.2004 da Vice-Presidente do IPPAR foi determinada a abertura da instrução do processo de classificação do Cinema Odéon. Posteriormente, por despacho de 30.10.2009 do Diretor do IGESPAR, I.P., sobre parecer da SPAA do CNC, foi revogado o referido despacho, com a fundamentação de que, no seu estado atual (à data de 2009), e no seu todo, não reunia o imóvel nenhum dos critérios previstos no art.º 17.º da Lei n.º 107/2001, de 8 de setembro. Mais tarde, na sequência de nova proposta de classificação, por despacho de 20.08.2014 da Diretora-Geral da DGPC foi determinado o arquivamento, atendendo, de novo, ao estado de conservação, e ainda pelo facto do imóvel estar incluído no conjunto da Avenida da Liberdade, classificada como CIP pela Portaria n.º 385/213, publicada no DR, 2.ª série, N.º 115, de 18 de junho.

Encontra-se igualmente inserido na Zona Geral de Proteção (ZGP) do Conjunto da Lisboa Pombalina, conforme Portaria n.º 740-DV/2012, D.R., 2.ª série, n.º248, de 24 de Dezembro e na Zona Geral de Proteção (ZGP) do Cinema Politeama, Imóvel de Interesse Público (IIP), conforme D.R. n.º42, 1.ª Série-B, de 19 de Fevereiro.

No que concerne o Pedido de Informação Prévia (PIP) que previa a transformação do Cinema em Centro Comercial, foi o mesmo aprovado pela DGPC com as seguintes premissas/condicionantes: a) manutenção das fachadas e da geometria da cobertura existente, com ampliação da claraboia primitiva e abertura de trapeiras; b) reformulação geral do interior, com manutenção da boca de cena e do teto abobadado da antiga sala principal do cinema; c) abertura de quatro pisos em cave, na totalidade do lote, sendo o piso -1 destinado a um restaurante/bar e os restantes pisos para estacionamento e equipamentos técnicos; d) proposta de um novo uso para o edifício, que passaria a albergar um espaço comercial e de restauração apoiada por uma área de estacionamento.

De acordo com a análise do projeto conclui-se que “Face à impossibilidade de manutenção do interior do edifício, dado o seu avançado estado de degradação, consideramos que o resgatar para a cidade de pelo menos a sua imagem exterior e de alguma memória interior é já uma mais-valia a considerar”.

A 13.4.16, deu entrada na DGPC um novo PIP que após a devida análise técnica, obteve novo despacho de aprovação nos termos propostos tecnicamente, designadamente atendendo (I) à presente servidão administrativa (Av da Liberdade; Conjunto de Interesse Público (CIP)), (II)aos antecedentes (Aprovação Condicionada em 27.7.10 de uma proposta de alteração do uso (de sala de espetáculos para uma utilização mista com ampliação), (III)ao profundo estado de degradação do imóvel e (IV)estando garantida a salvaguarda das principais características do edifício, nomeadamente a leitura urbana da imagem do antigo cineteatro (em termos de volumetria e da preservação dos seus elementos arquitetónicos e decorativos; corpo de varandas, cantarias, caixilharias e vitrais) e, no interior, a preservação do frontão da boca de cena (incluindo os seus elementos decorativos e o arranque dos balcões), proponho Aprovação Condicionada (A)nos termos da informação de arqueologia, (B)à preservação das caixilharias/carpintarias dos vãos exteriores do piso térreo nos dois arruamentos (que poderão ser integradas juntamente com as novas caixilharias propostas), (C)à implementação de uma solução com menor expressão nas divisórias entre frações nas varandas existentes nos pisos 1 e 2, assim como (D)à execução da caixilharia das novas trapeiras em ferro ou madeira, considerando que o imóvel se encontra inserido no referido CIP da Av. da Liberdade.”.

Desta aprovação da DGPC já foi dado conhecimento à CML.

Agradecendo, desde já, todo o vosso interesse e empenho na defesa dos valores patrimoniais da cidade de Lisboa, estamos disponíveis para qualquer esclarecimento adicional que considerem importante.

A Chefe do Gabinete

Rita Sá Marques»

23/04/2016

S.O.S. Cinema Odéon / Pedido de audiência ao novo SEC


Exmo. Senhor Secretário de Estado da Cultura
Dr. Miguel Honrado


C.c. Gabinete do Senhor Ministro, PCML, AML, DGPC e ICOMOS Portugal

Como é do conhecimento de Vossa Excelência, o antigo Cinema Odéon (1927) reveste-se de grande importância para a cidade de Lisboa e para o país, sendo por isso incompreensível e inaceitável o estado de abandono e de futuro incerto em que permanece, mau grado persista em beleza e a imponência que as fotos em anexo documentam (data finais de 2015), mesmo depois de ter sido esvaziado do seu recheio e as suas fachadas estarem vandalizadas e em mau estado.

Senhor Secretário de Estado, estes são os factos:

* O Cinema Odéon continua, segundo tudo leva a crer, à venda pela Sociedade Parisiana (http://www.sothebysrealtypt.com/imoveis/predio-lisboa-av-liberdade_pt_7439);
* A AR discutiu e arquivou em plenário de 20.3.2014 uma petição, com cerca de 11.000 assinaturas, que solicitava à AR, ao Governo e à CML que encontrassem uma solução digna para o Odéon (https://www.gopetition.com/petitions/petição-lisboa-precisa-do-cinema-odéon1.html), mas não se chegou a qualquer resultado conclusivo;
* A CML aprovou um Pedido de Informação Prévia em 2011, que prevê/previa a transformação do Odéon em centro comercial, com reconstrução da fachada. O PIP terá já caducado;
* O Cinema Odéon esteve em vias de classificação pelo IPPAR/IGESPAR como Imóvel de Interesse Público de 2004 a 2009, altura em que o processo foi arquivado pelo então Igespar, sem que se tivessem alterado objectivamente as qualidades que serviram de fundamento à abertura do processo, pelo que as razões efectivas para o referido arquivamento ficaram por esclarecer;

Apelamos a Vossa Excelência, Dr. Miguel Honrado, para desencadeie os procedimentos urgentes de resgate do Cinema Odéon, invertendo, assim, o rastro de indiferença e de ignorância que terá desmotivado os seus antecessores a agirem em conformidade durante os últimos 20 anos!

Colocamo-nos à inteira disposição para a melhor das colaborações, e apresentamos os melhores cumprimentos.

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Paulo Trancoso, Rui Martins, Jorge Lima, Jorge Santos Silva, Júlio Amorim, Virgílio Marques, António Branco Almeida, Luís Marques da Silva, Jorge Pinto, José Morais Arnaud, Gustavo da Cunha, Beatriz Empis, Fernando Jorge, José Filipe Soares, Paulo Lopes, Rita Filipe Silva, António Araújo, Jorge Pinto, Miguel de Sepúlveda Velloso, Irene Santos

Fotos: Ruin'Arte

29/12/2015

S.O.S. Cinema Odéon / Solicitação ao MC


Exmo. Senhor Ministro
Dr. João Soares


Como é do conhecimento de Vossa Excelência, o antigo Cinema Odéon (1927) reveste-se de grande importância para a cidade de Lisboa e para o país, sendo por isso incompreensível e inaceitável o estado de abandono e de futuro incerto em que permanece, mau grado persista em possuir ainda a beleza e a imponência que as fotos em anexo (recentíssimas) documentam, mesmo depois de ter sido esvaziado do seu recheio e das fachadas estarem vandalizadas e em mau estado.

Senhor Ministro, estes são os factos:

· O Cinema Odéon continua à venda pela Sociedade Parisiana (http://www.sothebysrealtypt.com/imoveis/predio-lisboa-av-liberdade_pt_7439);
· A AR discutiu e arquivou em plenário de 20.3.2014 uma petição, com cerca de 11.000 assinaturas, que solicitava à AR, ao Governo e à CML que encontrassem uma solução digna para o Odéon (https://www.gopetition.com/petitions/petição-lisboa-precisa-do-cinema-odéon1.html);
· A CML aprovou um Pedido de Informação Prévia em 2011, que prevê/previa a transformação do Odéon em centro comercial, com reconstrução da fachada. O PIP terá já caducado;
· O Cinema Odéon esteve em vias de classificação pelo IPPAR/IGESPAR como Imóvel de Interesse Público de 2004 a 2009, altura em que o processo foi arquivado pelo Igespar, sem que se tivessem alterado objectivamente as qualidades que serviram de fundamento à abertura do processo.

Apelamos a Vossa Excelência, Senhor Ministro, para que aja e desencadeie os procedimentos urgentes de resgate do Cinema Odéon, invertendo, assim, o rastro de indiferença e de ignorância que terá desmotivado os seus antecessores a agirem em conformidade durante os últimos 20 anos!

Colocamo-nos à inteira disposição para a melhor das colaborações, e apresentamos os melhores cumprimentos.


Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Miguel Lopes, Bruno Rocha Ferreira, Júlio Amorim, Nuno Caiado, Inês Beleza Barreiros, Jorge Pinto, Virgílio Marques, Luís Marques da Silva, Carlos Moura Carvalho, Rita Matias, Carlos Leite de Sousa, Ana Celeste Glória, Alexandre Marques da Cruz, Miguel Atanásio Carvalho, Miguel Lopes Oliveira, Pedro Formozinho Sanchez, Rita Filipe Silva, Paulo Lopes, Margarida Donas Botto, Maria João Pinto, Beatriz Empis, António Branco Almeida, Filipe Lopes, Bárbara Lopes, Paulo Trancoso, Gonçalo Cornélio da Silva, Maria do Rosário Reiche, Miguel de Sepúlveda Velloso, Alexandra Maia Mendonça, Irina Gomes e António Araújo

Fotos: Ruin'Arte

02/12/2015

Excelente artigo, como 2 ressalvas: dinheiro, há sempre, para anedotas; o Dispensário não é classificado, foi um equívoco!


In O Corvo (2.12.2015)
Texto: Isabel Braga

«Em Lisboa, um edifício classificado é apenas “uma chamada de atenção”

Há centenas de edifícios que fazem parte do inventário dos imóveis de interesse municipal, mas poucos se encontram classificados como tal. Parece haver alguma confusão na terminologia, mas a situação é clara, em termos práticos: a Câmara Municipal de Lisboa não tem dinheiro para acudir aos imóveis classificados, sejam eles de interesse municipal, público ou nacional.

Em Lisboa, existem menos de trinta imóveis classificados como sendo “de interesse municipal”, uma lista que inclui conjuntos habitacionais como o Bairro Azul, equipamentos como o Pavilhão do Rádio do Instituto Português de Oncologia, o Dispensário de Alcântara ou o Oceanário, edifícios onde funcionam estabelecimentos de referência, como o restaurante Tavares Rico, e ainda palácios ou simples prédios de habitação.

A par desta curta lista, existe uma outra, muito mais extensa, dos edifícios que integram o inventário dos imóveis de interesse municipal, publicado juntamente com o Plano Director Municipal (PDM).

Portanto, uma coisa é fazer parte do inventário, outra é estar classificado. Sendo que a terminologia não é a mais correcta, que gera confusões. Tanto mais que não há apenas um, mas diversos inventários dos imóveis de interesse municipal existentes em Lisboa, dois dos quais elaborados pela Associação dos Arquitectos Portugueses, um terceiro do historiador de arte José-Augusto França, e vários outros, mais especializados, relacionados com características específicas dos imóveis.

Em resumo, um imóvel pode ser apenas inventariado, se tiver qualidade comprovada, seja por que razão for. Um nível acima ficam os imóveis classificados, digamos que passam de major a coronel, e esses podem incluir-se em três categorias, os imóveis de interesse municipal, herdeiros dos antigos imóveis de valor concelhio, os imóveis de interesse público e os monumentos nacionais.

Em termos práticos, estas classificações pouco significam no que respeita à protecção dos imóveis a que se referem, já que tudo se resume a uma chamada de atenção para a sua relevância. Ao classificar um imóvel, estamos apenas a sensibilizar a gestão urbana para a qualidade desse imóvel. Há que acrescentar que existem centenas de edifícios degradados na cidade, e que a Câmara não tem dinheiro para obras coercivas.

Cabe, então, aos proprietários dos imóveis classificados custear obras de conservação ou quaisquer outras. Mas, para as realizar, há que pedir autorização às entidades competentes: a autarquia, no caso dos imóveis de interesse municipal; a autarquia e o Estado, através do Instituto do Património Cultural, no caso dos imóveis de interesse público ou classificados como monumento nacional . Essas autorizações são também exigidas no caso de demolição dos edifícios.

Qualquer entidade, pública ou privada, pode propor à Câmara Municipal de Lisboa a classificação de um imóvel. Por vezes, são os próprios proprietários a propôr essa classificação, como sucedeu recentemente com o Palácio de Santana, do século XVIII, na Calçada de Santana, cujo processo de classificação está em curso. Outras vezes são os técnicos camarários a descobrir num edifício características que o tornam merecedor dessa distinção. Um caso desses ocorreu, há pouco, com a escola primária de Raul Lino, situada na Calçada da Ajuda, e também classificada recentemente, cujo interior se revelou precioso, com pinturas e azulejos do próprio Raul Lino e de António Soares.

No que toca à protecção e salvaguarda dos imóveis classificados, tudo parece resumir-se, portanto, a proibições e restrições. Até aos finais do século XX, ter um imóvel classificado era como se fosse um castigo para os proprietários. Os principais inimigos da classificação eram eles, porque ficavam muito limitados em termos da gestão do imóvel.

Algo mudou, em 2001, com a aprovação da Lei de Bases do Património. O Estado regulou no sentido de conceder benefícios fiscais aos proprietários de edifícios classificados, sendo o mais importante a isenção de Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI). Há outras isenções menores, mas a do IMI foi a medida mais importante. Bastou isso para se começar a gerar outra atitude nos proprietários. Só que a isenção de IMI apenas se aplica aos edifícios isolados, daí que aqueles que fazem parte de conjuntos classificados, como é o caso da Avenida da Liberdade ou da Baixa Pombalina, não sejam abrangidos.

Dada a forma polémica como a Autoridade Tributária tem lidado com a isenção de IMI para conjuntos classificados – de que foram exemplo a revogação da isenção do IMI em vários edifícios integrados em centros históricos classificados, como o de Évora, que é património mundial -, legislação recente esclareceu que a isenção de IMI apenas abrange os imóveis individualmente classificados.


À antiga livraria do DN, desenhada por Cristino da Silva, de pouco serviu a catalogação

Daí que a situação de abandono a que já estavam votados vários edifícios notáveis da cidade de Lisboa se tenha acentuado. É o caso do cinema Odéon, situado na Rua dos Condes, inaugurado em 1927 e construído segundo um projecto que marca o aparecimento de uma linguagem modernista na arquitectura. Este edifício faz parte do conjunto classificado da Avenida da Liberdade, pelo que não beneficia da isenção do IMI. A CML limita-se a assistir ao processo de degradação deste imóvel. O Cinema Odéon é bem um exemplo disso.

Uma vez que não há mesmo dinheiro para obras coercivas, o proprietário está muito limitado relativamente ao que pode fazer ali, para o rentabilizar, por força da classificação. Valerá a pena investir 500 mil euros naquele edifício e deixá-lo fechado, uma vez que não irá ser usado como cinema? Muito possivelmente, em meia dúzia de anos, o imóvel voltar-se-á a degradar, tendo sido o dinheiro da reabilitação deitado à rua.

Outro caso digno de registo é o do edifício situado na esquina do Rossio com a Rua do Ouro, um projecto do arquitecto modernista Cristino da Silva, onde funcionou, desde 1938, a livraria do “Diário de Noticias” – desde 2013, funciona ali uma loja de retalho têxtil.

O imóvel encontra-se catalogado no Inventário Municipal de Património e faz parte do conjunto classificado da Baixa Pombalina: em 2006, a livraria passou a chamar-se Oficina do Livro, depois de vendida à editora do mesmo nome, e teve o seu interior modificado. A seguir, os livros foram-se embora e, na loja, passou a funcionar “A Feira dos Tecidos”. O edifício, uma vez que não está classificado individualmente como sendo de interesse municipal, à semelhança do que sucede com o Cinema Odéon, paga IMI.

Apesar das restrições impostas por lei a obras num imóvel que faz parte de um conjunto classificado como de interesse público, como é o caso da Baixa Pombalina, obrigando a autorizações duplas – do município e do Estado -, o edifício da antiga livraria do “Diário de Notícias” está hoje irreconhecível por dentro e por fora, em resultado das várias intervenções nele realizadas.

* Nota: texto rectificado pela autora às 16h25 de 2 de Dezembro. O texto voltou a ser editado às 17h20

21/09/2014

O Cinema Odéon faz hoje 87 anos...
















O Cinema Odéon inaugurou há exactamente 87 anos, no dia 21 de Setembro de 1927 com o filme "The Merry Widow" (1925). Com um proprietário insensível ao valor patrimonial do imóvel, uma tutela da cultura desinteressada na Arquitectura do início do séc. XX e um executivo municipal cada vez mais adepto do "fachadismo", de uma Lisboa de «cara lavada» mas pobre de conteúdos, a cidade que ergueu o Odéon tem tudo a postos para o demolir. Todos unidos pela destruição do património cultural da cidade. Cada vez observamos menos conservação e restauro genuíno. Proliferam as obras que denunciam uma sociedade que faz leituras meramente superficiais do seu próprio "património". Uma capital de fachadas. Quem se levanta pela defesa da herança cultural  da nossa cidade? Ter um cinema de 1927 em pleno centro de uma capital europeia e não saber o que fazer dele, é uma prova de «impotência cultural».

24/01/2014

Artigo Jornal de Negócios «Fecho de cinemas, o filme que não se quer ver», pedido de esclarecimento


Exmos. Senhores


Vimos pelo presente solicitar o vosso esclarecimento para o seguinte:

Há alguma razão especial para que o Cinema Odéon não conste do magnífico artigo intitulado «Fecho de cinemas, o filme que não se quer ver», da autoria de Alexandra Machado, publicado hoje e de que junto enviamos cópia?

É que, caso não saibam, trata-se de um cinema mais importante do que todos os outros mencionados nesse artigo, está em perigo e existe uma petição com perto de 11.000 assinaturas apelando à sua preservação, encontrando-se a mesma em discussão na A.R.

Melhores cumprimentos


Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, António Branco Almeida e Miguel Oliveira

12/12/2013

Campanha para fazer réplica do lustre de néons do Odéon:


Chegado por e-mail, por Patrick Persijn: «Hi there, can you share my link to recreate the lamp of Odeon Cinema, Lisbon, so it helps me, to settle the deal to buy Odean Cinema in Lisbon and save it from becoming a mall: http://www.indiegogo.com/projects/make-replica-art-deco-lamp-for-odeon-cinema-lisbon. $1 a person is enough to put.»

27/11/2013

Petição foi hoje entregue na A.R.:

Conforme anunciado, foi hoje entregue na AR, ao Sr.Vice-Presidente, Dr. Ferro Rodrigues, a petição «Lisboa e o País Precisam do Cinema Odéon», já com mais de 10.000 assinaturas. A mesma baixará à Comissão Permanente respectiva e dali será oportunamente discutida em plenário. Paralelamente, iremos solicitar audiência também à SEC e à CML para entrega da mesma. Obrigado a todos e continuem a assinar e a promover esta petição. O Odéon ainda não está perdido.


(foto actual, por Jp Joaquim)