Um blogue do Movimento Fórum Cidadania Lisboa, que se destina a aplaudir, apupar, acusar, propor e dissertar sobre tudo quanto se passe de bom e de mau na nossa capital, tendo como única preocupação uma Lisboa pelos lisboetas e para os lisboetas. Prometemos não gastar um cêntimo do erário público em campanhas, nem dizer mal por dizer. Lisboa tem mais uma voz. Junte-se a nós!
26/02/2020
Onde pára o tecto de madeira?
18/04/2017
Ah grande ministro, e culto por sinal!
05/07/2016
28/05/2016
Pobre Odéon, pior a emenda que o soneto
«Exmos. Senhores
Encarrega-me a Sra. Chefe do Gabinete de S. Exa. o Sr. Ministro da Cultura de vos fazer chegar a resposta infra:
Relativamente ao assunto em epígrafe, em resposta ao vosso mail de 22 de abril p.p. e após termos consultado a Direção Geral do Património Cultural, vimos informar o seguinte:
De facto, por despacho de 12.10.2004 da Vice-Presidente do IPPAR foi determinada a abertura da instrução do processo de classificação do Cinema Odéon. Posteriormente, por despacho de 30.10.2009 do Diretor do IGESPAR, I.P., sobre parecer da SPAA do CNC, foi revogado o referido despacho, com a fundamentação de que, no seu estado atual (à data de 2009), e no seu todo, não reunia o imóvel nenhum dos critérios previstos no art.º 17.º da Lei n.º 107/2001, de 8 de setembro. Mais tarde, na sequência de nova proposta de classificação, por despacho de 20.08.2014 da Diretora-Geral da DGPC foi determinado o arquivamento, atendendo, de novo, ao estado de conservação, e ainda pelo facto do imóvel estar incluído no conjunto da Avenida da Liberdade, classificada como CIP pela Portaria n.º 385/213, publicada no DR, 2.ª série, N.º 115, de 18 de junho.
Encontra-se igualmente inserido na Zona Geral de Proteção (ZGP) do Conjunto da Lisboa Pombalina, conforme Portaria n.º 740-DV/2012, D.R., 2.ª série, n.º248, de 24 de Dezembro e na Zona Geral de Proteção (ZGP) do Cinema Politeama, Imóvel de Interesse Público (IIP), conforme D.R. n.º42, 1.ª Série-B, de 19 de Fevereiro.
No que concerne o Pedido de Informação Prévia (PIP) que previa a transformação do Cinema em Centro Comercial, foi o mesmo aprovado pela DGPC com as seguintes premissas/condicionantes: a) manutenção das fachadas e da geometria da cobertura existente, com ampliação da claraboia primitiva e abertura de trapeiras; b) reformulação geral do interior, com manutenção da boca de cena e do teto abobadado da antiga sala principal do cinema; c) abertura de quatro pisos em cave, na totalidade do lote, sendo o piso -1 destinado a um restaurante/bar e os restantes pisos para estacionamento e equipamentos técnicos; d) proposta de um novo uso para o edifício, que passaria a albergar um espaço comercial e de restauração apoiada por uma área de estacionamento.
De acordo com a análise do projeto conclui-se que “Face à impossibilidade de manutenção do interior do edifício, dado o seu avançado estado de degradação, consideramos que o resgatar para a cidade de pelo menos a sua imagem exterior e de alguma memória interior é já uma mais-valia a considerar”.
A 13.4.16, deu entrada na DGPC um novo PIP que após a devida análise técnica, obteve novo despacho de aprovação nos termos propostos tecnicamente, designadamente atendendo (I) à presente servidão administrativa (Av da Liberdade; Conjunto de Interesse Público (CIP)), (II)aos antecedentes (Aprovação Condicionada em 27.7.10 de uma proposta de alteração do uso (de sala de espetáculos para uma utilização mista com ampliação), (III)ao profundo estado de degradação do imóvel e (IV)estando garantida a salvaguarda das principais características do edifício, nomeadamente a leitura urbana da imagem do antigo cineteatro (em termos de volumetria e da preservação dos seus elementos arquitetónicos e decorativos; corpo de varandas, cantarias, caixilharias e vitrais) e, no interior, a preservação do frontão da boca de cena (incluindo os seus elementos decorativos e o arranque dos balcões), proponho Aprovação Condicionada (A)nos termos da informação de arqueologia, (B)à preservação das caixilharias/carpintarias dos vãos exteriores do piso térreo nos dois arruamentos (que poderão ser integradas juntamente com as novas caixilharias propostas), (C)à implementação de uma solução com menor expressão nas divisórias entre frações nas varandas existentes nos pisos 1 e 2, assim como (D)à execução da caixilharia das novas trapeiras em ferro ou madeira, considerando que o imóvel se encontra inserido no referido CIP da Av. da Liberdade.”.
Desta aprovação da DGPC já foi dado conhecimento à CML.
Agradecendo, desde já, todo o vosso interesse e empenho na defesa dos valores patrimoniais da cidade de Lisboa, estamos disponíveis para qualquer esclarecimento adicional que considerem importante.
A Chefe do Gabinete
Rita Sá Marques»
23/04/2016
S.O.S. Cinema Odéon / Pedido de audiência ao novo SEC
Dr. Miguel Honrado
C.c. Gabinete do Senhor Ministro, PCML, AML, DGPC e ICOMOS Portugal
Como é do conhecimento de Vossa Excelência, o antigo Cinema Odéon (1927) reveste-se de grande importância para a cidade de Lisboa e para o país, sendo por isso incompreensível e inaceitável o estado de abandono e de futuro incerto em que permanece, mau grado persista em beleza e a imponência que as fotos em anexo documentam (data finais de 2015), mesmo depois de ter sido esvaziado do seu recheio e as suas fachadas estarem vandalizadas e em mau estado.
Senhor Secretário de Estado, estes são os factos:
* O Cinema Odéon continua, segundo tudo leva a crer, à venda pela Sociedade Parisiana (http://www.sothebysrealtypt.com/imoveis/predio-lisboa-av-liberdade_pt_7439);
* A AR discutiu e arquivou em plenário de 20.3.2014 uma petição, com cerca de 11.000 assinaturas, que solicitava à AR, ao Governo e à CML que encontrassem uma solução digna para o Odéon (https://www.gopetition.com/petitions/petição-lisboa-precisa-do-cinema-odéon1.html), mas não se chegou a qualquer resultado conclusivo;
* A CML aprovou um Pedido de Informação Prévia em 2011, que prevê/previa a transformação do Odéon em centro comercial, com reconstrução da fachada. O PIP terá já caducado;
* O Cinema Odéon esteve em vias de classificação pelo IPPAR/IGESPAR como Imóvel de Interesse Público de 2004 a 2009, altura em que o processo foi arquivado pelo então Igespar, sem que se tivessem alterado objectivamente as qualidades que serviram de fundamento à abertura do processo, pelo que as razões efectivas para o referido arquivamento ficaram por esclarecer;
Apelamos a Vossa Excelência, Dr. Miguel Honrado, para desencadeie os procedimentos urgentes de resgate do Cinema Odéon, invertendo, assim, o rastro de indiferença e de ignorância que terá desmotivado os seus antecessores a agirem em conformidade durante os últimos 20 anos!
Colocamo-nos à inteira disposição para a melhor das colaborações, e apresentamos os melhores cumprimentos.
Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Paulo Trancoso, Rui Martins, Jorge Lima, Jorge Santos Silva, Júlio Amorim, Virgílio Marques, António Branco Almeida, Luís Marques da Silva, Jorge Pinto, José Morais Arnaud, Gustavo da Cunha, Beatriz Empis, Fernando Jorge, José Filipe Soares, Paulo Lopes, Rita Filipe Silva, António Araújo, Jorge Pinto, Miguel de Sepúlveda Velloso, Irene Santos
Fotos: Ruin'Arte
27/02/2016
Cinema antes e depois
25/01/2016
29/12/2015
S.O.S. Cinema Odéon / Solicitação ao MC
Dr. João Soares
Como é do conhecimento de Vossa Excelência, o antigo Cinema Odéon (1927) reveste-se de grande importância para a cidade de Lisboa e para o país, sendo por isso incompreensível e inaceitável o estado de abandono e de futuro incerto em que permanece, mau grado persista em possuir ainda a beleza e a imponência que as fotos em anexo (recentíssimas) documentam, mesmo depois de ter sido esvaziado do seu recheio e das fachadas estarem vandalizadas e em mau estado.
Senhor Ministro, estes são os factos:
· O Cinema Odéon continua à venda pela Sociedade Parisiana (http://www.sothebysrealtypt.com/imoveis/predio-lisboa-av-liberdade_pt_7439);
· A AR discutiu e arquivou em plenário de 20.3.2014 uma petição, com cerca de 11.000 assinaturas, que solicitava à AR, ao Governo e à CML que encontrassem uma solução digna para o Odéon (https://www.gopetition.com/petitions/petição-lisboa-precisa-do-cinema-odéon1.html);
· A CML aprovou um Pedido de Informação Prévia em 2011, que prevê/previa a transformação do Odéon em centro comercial, com reconstrução da fachada. O PIP terá já caducado;
· O Cinema Odéon esteve em vias de classificação pelo IPPAR/IGESPAR como Imóvel de Interesse Público de 2004 a 2009, altura em que o processo foi arquivado pelo Igespar, sem que se tivessem alterado objectivamente as qualidades que serviram de fundamento à abertura do processo.
Apelamos a Vossa Excelência, Senhor Ministro, para que aja e desencadeie os procedimentos urgentes de resgate do Cinema Odéon, invertendo, assim, o rastro de indiferença e de ignorância que terá desmotivado os seus antecessores a agirem em conformidade durante os últimos 20 anos!
Colocamo-nos à inteira disposição para a melhor das colaborações, e apresentamos os melhores cumprimentos.
Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Miguel Lopes, Bruno Rocha Ferreira, Júlio Amorim, Nuno Caiado, Inês Beleza Barreiros, Jorge Pinto, Virgílio Marques, Luís Marques da Silva, Carlos Moura Carvalho, Rita Matias, Carlos Leite de Sousa, Ana Celeste Glória, Alexandre Marques da Cruz, Miguel Atanásio Carvalho, Miguel Lopes Oliveira, Pedro Formozinho Sanchez, Rita Filipe Silva, Paulo Lopes, Margarida Donas Botto, Maria João Pinto, Beatriz Empis, António Branco Almeida, Filipe Lopes, Bárbara Lopes, Paulo Trancoso, Gonçalo Cornélio da Silva, Maria do Rosário Reiche, Miguel de Sepúlveda Velloso, Alexandra Maia Mendonça, Irina Gomes e António Araújo
Fotos: Ruin'Arte
02/12/2015
Excelente artigo, como 2 ressalvas: dinheiro, há sempre, para anedotas; o Dispensário não é classificado, foi um equívoco!
Texto: Isabel Braga
À antiga livraria do DN, desenhada por Cristino da Silva, de pouco serviu a catalogação
Daí que a situação de abandono a que já estavam votados vários edifícios notáveis da cidade de Lisboa se tenha acentuado. É o caso do cinema Odéon, situado na Rua dos Condes, inaugurado em 1927 e construído segundo um projecto que marca o aparecimento de uma linguagem modernista na arquitectura. Este edifício faz parte do conjunto classificado da Avenida da Liberdade, pelo que não beneficia da isenção do IMI. A CML limita-se a assistir ao processo de degradação deste imóvel. O Cinema Odéon é bem um exemplo disso.
Uma vez que não há mesmo dinheiro para obras coercivas, o proprietário está muito limitado relativamente ao que pode fazer ali, para o rentabilizar, por força da classificação. Valerá a pena investir 500 mil euros naquele edifício e deixá-lo fechado, uma vez que não irá ser usado como cinema? Muito possivelmente, em meia dúzia de anos, o imóvel voltar-se-á a degradar, tendo sido o dinheiro da reabilitação deitado à rua.
Outro caso digno de registo é o do edifício situado na esquina do Rossio com a Rua do Ouro, um projecto do arquitecto modernista Cristino da Silva, onde funcionou, desde 1938, a livraria do “Diário de Noticias” – desde 2013, funciona ali uma loja de retalho têxtil.
O imóvel encontra-se catalogado no Inventário Municipal de Património e faz parte do conjunto classificado da Baixa Pombalina: em 2006, a livraria passou a chamar-se Oficina do Livro, depois de vendida à editora do mesmo nome, e teve o seu interior modificado. A seguir, os livros foram-se embora e, na loja, passou a funcionar “A Feira dos Tecidos”. O edifício, uma vez que não está classificado individualmente como sendo de interesse municipal, à semelhança do que sucede com o Cinema Odéon, paga IMI.
Apesar das restrições impostas por lei a obras num imóvel que faz parte de um conjunto classificado como de interesse público, como é o caso da Baixa Pombalina, obrigando a autorizações duplas – do município e do Estado -, o edifício da antiga livraria do “Diário de Notícias” está hoje irreconhecível por dentro e por fora, em resultado das várias intervenções nele realizadas.
* Nota: texto rectificado pela autora às 16h25 de 2 de Dezembro. O texto voltou a ser editado às 17h20
21/09/2014
O Cinema Odéon faz hoje 87 anos...
24/01/2014
Artigo Jornal de Negócios «Fecho de cinemas, o filme que não se quer ver», pedido de esclarecimento
Vimos pelo presente solicitar o vosso esclarecimento para o seguinte:
Há alguma razão especial para que o Cinema Odéon não conste do magnífico artigo intitulado «Fecho de cinemas, o filme que não se quer ver», da autoria de Alexandra Machado, publicado hoje e de que junto enviamos cópia?
É que, caso não saibam, trata-se de um cinema mais importante do que todos os outros mencionados nesse artigo, está em perigo e existe uma petição com perto de 11.000 assinaturas apelando à sua preservação, encontrando-se a mesma em discussão na A.R.
Melhores cumprimentos
Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, António Branco Almeida e Miguel Oliveira
12/12/2013
Campanha para fazer réplica do lustre de néons do Odéon:
27/11/2013
Petição foi hoje entregue na A.R.:
Conforme anunciado, foi hoje entregue na AR, ao Sr.Vice-Presidente, Dr. Ferro Rodrigues, a petição «Lisboa e o País Precisam do Cinema Odéon», já com mais de 10.000 assinaturas. A mesma baixará à Comissão Permanente respectiva e dali será oportunamente discutida em plenário. Paralelamente, iremos solicitar audiência também à SEC e à CML para entrega da mesma. Obrigado a todos e continuem a assinar e a promover esta petição. O Odéon ainda não está perdido.
(foto actual, por Jp Joaquim)
17/04/2013
A/c da digníssima CML que se recusa a fazer o mesmo pelo Odéon

Em vez disso, a digníssima CML preferiu aprovar este projecto abjecto, agora 'visitável' no site da imobiliária onde o Odéon foi colocado à venda.














