04/03/2013

Recordar a Rua Rosa Araújo, 32 Parte 1


Chegado por e-mail:

«Relembro a demolição de um edifício situado na Rua Rosa Araújo e que foi relatado no blog Cidadania Lx durante o ano de 2008. O artigo: http://cidadanialx.blogspot.pt/2008/06/em-demolio-rua-rosa-arajo-32.html Continuamos a verificar certos comportamentos rudes no que diz respeito à descaracterização de zonas com edificado de traça antiga. São sempre as mesmas decisões e acções referentes a edifícios semelhantes, decisões que se repetem à décadas! Ainda não aprenderam nada...? Infelizmente já não resta quase nada de uma Lisboa mais nobre na Rua Rosa Araújo! Uma rua que se insere em uma zona que ainda preserva algum carácter e património, característico de zonas históricas.

Demolido em 2008

(Colocar foto 1) Autor: http://cidadanialx.blogspot.pt/2008/06/em-demolio-rua-rosa-arajo-32.html (Colocar Foto2) Autor: http://amigosdobotanico.blogspot.pt/2008/10/o-nosso-bairro-rua-rosa-arajo-32.html Edificado em 2012
(Colocar foto 3)
O nosso património arquitectónico de finais do século XIX, início do século XX a ser tratado desta maneira! Que miséria! FF»

O futuro dos que restam..?

Rua Rosa Araújo/Rua Castilho,15
(Foto1)

Rua Mouzinho da Silveira/Rua Rosa Araújo.
(Fotos 2 e 3)
(Cerquia, a mesma empresa que edificou a "amostra" do nº 32 da Rua Rosa Araújo.

Rua Rosa Araújo
(Fotos 4,5)

Os dois edifícios
(Foto 6)» "Vai tudo" ou ficam só as fachadas...?

25/02/2013

PASSEIOS DE LISBOA: Bairro Estrela d'Ouro

Em Lisboa, os passeios parecem cada vez mais servir para tudo excepto para o que foram construídos: canal pedonal.

12/02/2013

A caminho do Terreiro do Paço

O íman chamado "Vidrão"



o estacionamento amontoado



e os restos "ajardinados"


Alfama e o eixo Santa Apolónia - Campo das Cebolas já viu definitivamente melhores dias.

Curiosamente a menos de 400 metros a CML não pára de investir, reabilitar e abrilhantar (a Praça do Comércio).

É a chamada cidade a duas velocidades.



11/02/2013

LIXEIRAS DE LISBOA: Freguesia da Sé







Em Lisboa, assistimos cada vez mais à deposição de lixo nas ruas de forma selvagem - a freguesia da Sé não escapa a esta preocupante tendência dos lisboetas.
 
Observamos, logo de manhã cedo, cidadãos a depositarem sacos de lixo na via pública - muitas vezes até à porta de sua casa (ver fotografia).
 
Os arruamentos da freguesia da Sé estão cronicamente sujos. Cheiram mal, há baratas, ratos e ratazanas.
 
Também não parece haver grande respeito pelos peões pois é frequente ver contentores do lixo no meio dos passeios, todo o dia.
 
A tudo isto ainda temos de acrescentar o constante vandalismo de muros e paredes com graffiti.
 
As ruas mais críticas parecem ser a Travessa de Santo António da Sé, Beco do Arco Escuro, Beco das Canastras, Rua dos Bacalhoeiros, Portas do Mar, Rua da Padaria... 

10/02/2013

Emel declara guerra ao estacionamento em segunda fila.


Lisboa
Emel declara guerra ao estacionamento em segunda fila
Por Inês Boaventura in Público

Reforço da fiscalização em 20 das principais ruas da cidade. A partir de sexta-feira, todos os veículos serão autuados ou rebocados

A Empresa Pública Municipal de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa (Emel) reforçou a fiscalização do estacionamento em segunda fila num conjunto de 20 artérias do centro da cidade. Por enquanto, a acção da empresa é apenas "pedagógica", mas, a partir de dia 15 de Fevereiro, os veículos em situação irregular serão autuados ou rebocados.
Esta operação da Emel arrancou no início de Fevereiro e abrange as seguintes artérias: Avenida de Berna, Avenida João XXI, Avenida 5 de Outubro, Avenida António Augusto de Aguiar, Avenida Miguel Bombarda, Avenida João Crisóstomo, Avenida Duque d"Ávila, Avenida Marquês de Tomar, Avenida de Roma, Rua Frei Amador Arrais, Rua Luís Augusto Palmeirim, Avenida da Igreja, Avenida Rio de Janeiro, Praça de Londres, Avenida de Paris, Avenida Almirante Reis, Rua Luciano Cordeiro, Rua Rodrigues Sampaio, Rua Alexandre Herculano e Rua Castilho.
Durante uma primeira fase, que se prolonga até à próxima sexta-feira, "as equipas de fiscalização vão informar e sensibilizar todos os condutores". A explicação é de Diogo Homem, do marketing e comunicação da Emel, que acrescenta que aos automobilistas estão a ser entregues panfletos dando conta de quais as artérias onde já ocorreu um reforço da fiscalização. "Estacionar em segunda fila não tem desculpa" é a mensagem que a empresa está a transmitir através desses panfletos e de anúncios na rádio.
Depois de concluída a chamada "fase pedagógica", a Emel garante que "passará a ser mais rigorosa nas autuações e remoções" dos veículos em situação irregular. Isto porque, explica Diogo Homem, "o estacionamento em segunda fila em algumas das mais importantes artérias da cidade é responsável por uma significativa perda de capacidade de escoamento das principais vias urbanas".
Em 2007, quando concorreu pela primeira vez à presidência da Câmara de Lisboa, António Costa tinha prometido que o combate ao estacionamento ilegal seria uma das dez primeiras medidas que concretizaria. Uma operação de "tolerância zero" para com os veículos parados nos passeios e em segunda fila ainda chegou a ser desencadeada pela Polícia Municipal, mas os resultados foram poucos ou nenhuns.
Mais de cinco anos volvidos, é a Emel quem assume a tarefa, por solicitação da autarquia. As 20 artérias abrangidas pelo incremento de fiscalização, todas elas com estacionamento tarifado, foram seleccionadas pelo "impacto negativo" que o estacionamento em segunda fila nesses locais "tem na normal circulação na cidade", explica Diogo Homem.
O porta-voz da Emel acrescenta que o facto de terem sido escolhidas apenas 20 artérias "não significa que não sejam fiscalizados outros arruamentos da cidade". Isso acontecerá, diz, "se tal for necessário e se a Emel verificar que estão a ser criadas dificuldades à circulação pelo estacionamento em segunda fila".




04/02/2013

POSTAIS DO CONDE BARÃO



Cenário típico de uma Zona Especial de Protecção de Monumento Nacional em Lisboa. Largo do Conde Barão, na zona urbana do Parlamento da República Portuguesa.

14/01/2013

E Agora?

 Enquanto numa rua ao lado o elegante edifício de gaveto está completamente esventrado e vai receber um daqueles tratamentos caros à nossa classe política e promotores, os números 29 a 31 da Rua Mouzinho da Silveira se degradam, e o gaveto dessa rua com a Rua Rosa Araújo está destinado a ser mais um cenário de fachada, o nº 15 da Rua Castilho mantém-se de pé, apesar de maltratado e negligenciado. Agora  a rua está vedada com barreiras porque, aparentemente, o edifício apresenta perigo para os transeuntes.
No entanto uma série de janelas estão abertas deixando entrar chuva, vento, pombos e todos os ingredientes para "demolir" um edifício sem que para tal se esteja autorizado, o que nos leva a presumir inilidivelmente que a preservação destes interiores não faz parte dos planos de ninguém; certamente dos planos do proprietário e dos responsáveis da CML não fará, certamente.
São essas janelas, precisamente, que deixam ver uns tetos decorados típicos da sua época em bom estado! Será que a qualidade da construção deste imóvel é uma maçada para quem o quer ver arrasado - por causas naturais, é claro!
Vejam, pelas fotografias, se este é o prédio que qualquer cidade deitaria no lixo. Na nossa cidade é!







Estes dois edifícios, numa clara referência neo-gótica (de que não há muitos em Lisboa), estão a apodrecer a olhos vistos. Bem sei que os terrenos dariam uns ótimos prédios altos...

Este edifício é lindíssimo. Tem uma cobertura à francesa e o rendilhado das varandas faz um efeito impressionante. Terá interiores digníssimos mas não tem pladur com focos, chão flutuante e um "faz de conta" que os materiais são de qualidade das construções atuais e por isso não interessa a nínguém. Pois a mim interessa, e muito.


Deste gaveto na Rua Castilho/ Mouzinho da Silveira resta a fachada e a entrada.O que este edifício precisava era, de fato os interiores de design-chão que qualquer caixa de cimento e vidro apresenta hoje e que enche de tanto prazer o mercado comprador de imóveis que saliva com as tais cozinhas com móveis pretos lacados muito minimalistas e inteligentes, porventura mais do que quem as comprou

Lembremo-nos destas coisas quando vier a hora de deitar o boletim de voto na urna; não sei quem virá a seguir ou se será melhor mas os atuais já provaram não estarem à altura desta cidade.

10/01/2013

LISBOA MEDIEVAL: Beco do Mirante

Muros grafitados, contentores sem tampa imundos, lixo depositado fora do horário e de forma selvagem, viaturas abandonadas, dejectos caninos, enfim, um retrato da Lisboa Medieval em 2013. Junto ao Campo de Santa Clara / Santa Apolónia.

19/12/2012

PASSEIOS DE LISBOA: habitat de pópós particulares




Os passeios de Lisboa: Rua das Janelas Verdes, Calçada do Marquês de Abrantes (Santos) e Rua de São Paulo. Que se lixem os peões.

17/12/2012

LISBOA MEDIEVAL: Rua de O Século


Cada vez mais observamos este cenário. Face ao agravamento da higiene urbana da cidade, muitos cidadãos são levados a isto: apelar (implorar!) ao civismo que é suposto existir em cada habitante de uma cidade (afinal, porque razão escolhemos viver juntos, numa cidade?). Lisboa está repleta de pontos de imundície, cada vez há mais cidadãos a depositar lixo na via pública de forma selvagem como se na Idade Média ou pior! Este exemplo, paradigmático, é na Rua de O Século, em frente do Ministério do Ambiente da República Portuguesa...

15/12/2012

Um discurso já ouvido e uma troca de galhardetes.

Sobre Sá Fernandes disse que ele mostrou que "o protesto e o contrapoder são necessários", e garantiu que a cidade "vai ter muita obra" graças à sua "ansiedade". 
Sá Fernandes .... contrapoder ?!? ... "Ansiedade" ... só se for ... para mais poder Político ...


Um discurso já ouvido e uma troca de galhardetes
Na parte final do percurso ainda há muito a fazer, mas o corredor já é uma realidade aprazível. Sá Fernandes prometeu muitas mais inaugurações

Mais uma vez, José Sá Fernandes  e António Costa falaram da "utopia" tornada realidade entre o Parque Eduardo VII e Monsanto, e da "felicidade" que sentem com a obra feita. Na conclusão de cada um dos troços do corredor verde antes inaugurados, ou no lançamento de cada um dos que foram sendo feitos, já se ouvira o mesmo discurso, destes e de outros oradores. Ontem, a cerimónia foi mais completa e serviu para que Sá Fernandes falasse do que já fez e do que conta fazer. Serviu também para que ele e Costa trocassem galhardetes e celebrassem a aliança que os une desde 2007. O antigo eleito do BE prometeu que até Outubro inauguraria muita coisa mais, como a Quinta da Paz, o jardim do Campo Grande, ou a ligação pedonal do Parque Eduardo VII ao Parque da Bela Vista, em Chelas. E garantiu que "o aperto de mão " que deu a António Costa há cinco anos valeu a pena. "Valeu a pena acreditar. Conseguimos evitar urbanizações neste percurso", disse, referindo-se a projectos do banco Santander, do Sporting e da EPUL que barravam o caminho ao sonho de Ribeiro Telles. António Costa confirmou que a "grande dificuldade" foi "remover os obstáculos" representados por esses "compromissos" com muitos anos. Sobre Sá Fernandes disse que ele mostrou que "o protesto e o contrapoder são necessários", e garantiu que a cidade "vai ter muita obra" graças à sua "ansiedade". À margem do passeio efectuado pelo corredor verde pela comitiva inaugural ficou, porém, o muito que o frenesim camarário não conseguiu resolver a tempo da cerimónia agendada para ontem - sem razão conhecida, quando ainda muito faltava fazer. O miradouro fronteiro à Universidade Nova está longe de estar pronto e o jardim da Quinta do Zé Pinto, a cargo da EDP, ainda há-de ter semanas de obras antes de se poder plantar seja o que for. Mas Sá Fernandes garantiu que "só falta semear na altura certa". José António Cerejo in Público



"Ilustrações" .... inseridas ... por Jeeves

11/12/2012

10/12/2012

Travessa do Fala-Só


Chegado por e-mail:

«Boa noite.

Quero desde já deixar uma palavra de apreço a todos os Cidadãos que divulgam e reportam neste Blog, imagino que só com o amor que vocês têm pela cidade de Lisboa é que esta divulgação persistente de todos os problemas da cidade de Lisboa é feita.

Vou ser breve, quero partilhar algumas fotos que comprovam o estado lamentável em que se encontra a Travessa do Fala-Só, (uma zona um pouco escondida) mesmo ao lado da Calçada da Glória por onde passam muitos Turistas.

Gostava de permanecer Anónimo.

Muito Obrigado.»

08/12/2012

LISBOA MEDIEVAL: Paço da Rainha

Hoje, sábado ao meio dia já era este o cenário no Paço da Rainha. E como todos sabemos, por toda a cidade é este tipo de cenário que vemos diariamente. O que se passa com os lisboetas' Perderam inteligência? Porque escolhem viver com as suas ruas assim? Isto nada tem que ver com a recolha de lixo e a competência da CML. Isto é simplesmente uma questão de civismo, de civilização! Isto é o retrato dos lisboetas em 2012. Lisboa, Rainha do Lixo?

03/12/2012

Caos e destruição no Miradouro de Nossa Senhora do Monte!!

Exmo. Sr. Presidente da CML,
Exmo. Sr. Vereador do Espaço Público,
Exmo. Sr. Presidente da Junta da Graça


O Fórum Cidadania Lx vem manifestar grande preocupação pelo cenário de caos e destruição com que ontem nos deparámos no Miradouro de Nossa Senhora do Monte, e de que enviamos uma selecção de fotografias à atenção de V. Exas., demonstrando que:

1. Todo o espaço público, e respectivos equipamentos, está extremamente vandalizado (muros, pavimentos, candeeiros, etc.), incluindo a Capela.
2. O miradouro, assim como os arruamentos de acesso (R. de N. Sra. do Monte, R. de S. Gens e Tv. do Monte), apresenta graves problemas de higiene urbana (deposição de resíduos fora do horário, dejectos caninos, varredura insuficiente). Inaceitável também é a presença de viaturas abandonadas na via pública (Ex: R. de S. Gens 12 e Travessa do Monte 32-A).
3. Na área do miradouro estão, há vários anos, 3 caldeiras sem árvores (logo aproveitadas para estacionamento selvagem).
4. Os acessos pedonais estão comprometidos pelo estacionamento selvagem, pelo que seria aconselhável instalar pilaretes nos passeios.
5. O Miradouro apresenta problemas de segurança tanto durante o dia como durante a noite.
É nesta vergonha que consiste a “opção estratégica” de aposta na requalificação dos miradouros da nossa cidade?

Considerando a extraordinária importância deste Miradouro, não podemos deixar de chamar a atenção de V. Exas. para a vergonhosa situação em que ele se encontra e apelar para uma acção de limpeza, plantação de árvores em falta e ordenamento do estacionamento. Por último, poderia a CML estudar a instalação de um quiosque no Miradouro, ajudando assim a manter o local mais habitado e seguro.

Com os melhores cumprimentos,

Fernando Jorge, Paulo Ferrero, António Rosa de Carvalho, Mónica Albuquerque, António Branco Almeida, Luís Marques da Silva, Virgílio Marques, Júlio Amorim, João Mineiro, Jorge Pinto, Rossella Ballabio, Nuno Caiado e Beatriz Empis

CC: AML, ATL, Media

12/11/2012

LIXEIRAS DE LISBOA: Rua da Gáveas, Bairro Alto



Comer junto a monumentos é um problema exclusivamente italiano?

In Público (11.11.2012)
Por Liliana Pascoal Borges


«Em Roma quem comer nas praças pode ser multado até 500 euros. Na capital portuguesa esta lei faria sentido? Ou há problemas de gestão de espaço público mais importantes?

Há cerca de um mês, a autarquia de Roma colocou em vigor uma lei que proíbe "acampar ou construir abrigos improvisados" e "parar para comer ou beber". A lei, que estará em vigor a título experimental até ao final deste ano, causou grande polémica.

Um mês depois, o PÚBLICO teve conhecimento que duas estudantes espanholas, que se encontram a viver em Roma sob o projecto de mobilidade académica Erasmus, foram "convidadas a circular", enquanto comiam um gelado numa praça italiana e que se têm registado relatos de situações idênticas. Em Belém, por exemplo, são comuns os grupos que chegam em excursões e trazem a sua "merenda". Acabam por ficar ali na zona, junto ao Mosteiro dos Jerónimos, o que, ao contrário do que acontece na capital italiana, é legal.

O presidente da Junta de Freguesia de Belém, Fernando Rosa, não concorda que a solução para o desrespeito que se verifica contra o património esteja no método italiano. Apesar disso, admite que existem problemas que advêm deste hábito. Recentemente, o autarca presenciou a entrada de um turista no Mosteiro dos Jerónimos com um refrigerante. O dito turista terá achado que o melhor local para abrir a lata de sumo seria dentro do monumento, considerado desde 1983 Património Cultural da Humanidade. Ao abri-la, a bebida com gás acabou por cair no chão. Um ataque ao património, sustenta Fernando Rosa, que para ser combatido precisa de maior vigilância e avisos, mas não de multas. "Na minha opinião as multas não são uma solução sustentável, principalmente nos tempos que correm. Mas existe, de facto, um desrespeito que deve ser combatido."

Já para Fernando Jorge, um dos membros do Movimento Cidadania Lisboa, mais do que proteger o património de migalhas ou pingos de bebidas, é a proliferação de resíduos de lixo na cidade que o preocupa, especialmente na zona do Bairro Alto e Castelo de São Jorge. Também para Fernando Jorge "a solução nunca está em multar as pessoas", recordando algumas das suas experiências no estrangeiro, sugerindo-as como alternativas. "Há uns anos atrás, quando fui a Barcelona, deram-me uma brochura, já não sei se era da câmara ou do turismo, que incentivava a ter comportamentos responsáveis e eu achei o projecto muito interessante", partilha Fernando Jorge. Defende por isso uma aposta em "campanhas de sensibilização com turistas, em locais estratégicos como o aeroporto". Dentro deste universo é ainda possível restringir o público-alvo, "principalmente a tripulantes em regimes de low cost que têm hábitos de sair à noite e que deixam lixo nas ruas, em praças e jardins", diz.

António Rosa de Carvalho, também membro do Movimento Cidadania Lisboa, concorda com esta opinião e acrescenta que o problema não é falta de legislação, mas aquela que existe não ser clara. Itália tem uma sobrecarga de turistas brutal e constante e por isso tem de responder a esta procura, mas Lisboa tem outro tipo de problemas, comenta. "Há vários aspectos de sobrecarga em termos de higiene", afirma, destacando os exemplos do Largo Camões e de São Pedro de Alcântara, zonas limítrofes ao Bairro Alto, um dos pólos mais movimentados na noite lisboeta. "Há uma subcultura que deixa as suas marcas nos espaços, garrafas, copos, muitos dos objectos partidos", enumera, deixando os espaços sujos e o chão pegajoso, como é o caso das escadas à volta da estátua de Camões, no largo a que dá nome. "Lisboa precisa deste movimento nocturno, isto compreende-se, até um certo ponto de equilíbrio", diz. Acrescenta que esta sujidade é prejudicial para a imagem da cidade e que cabe à câmara ter um papel pedagógico e tomar atitudes.

"Os problemas estão detectados, mas a câmara ou não reage ou fá-lo com uma resposta de três ou quatro linhas. Ficamos sem saber o efeito das queixas. A resposta apenas nos informa que a queixa foi recebida e encaminhada", queixa-se António Rosa de Carvalho. "Quando a própria câmara não faz aquilo que é pedido, os próprios cidadãos não têm capacidade de cumprir", aponta António Rosa de Carvalho, queixando-se de falta de coerência e clareza. "Há falta de regras na utilização do espaço público", comenta. Para António Rosa de Carvalho, a autarquia sente-se inibida, incapaz de legislar de uma forma mais rigorosa. "Como é que eu posso responder à lei, se a própria câmara não me dá respostas aos problemas registados?", pergunta, destacando também os casos de lotação de estacionamento na zona da Sé de Lisboa, com autocarros turísticos a obstruírem a rua e os passeios.

António Rosa de Carvalho diz-se a favor de regras, pois crê que só elas podem levar as pessoas a aceitarem e mudarem e sugere uma medida de padronização para combater o lixo urbano: "As pessoas usam sacos de plástico das superfícies comerciais, o que não é o mais indicado e por isso há uma maior propagação de cheiros."

Apesar do papel das autarquias, considera serem dois os protagonistas: a câmara, que deve agir com uma política clara, e o próprio público, que deve ser disciplinado. "O contrário é inaceitável em Roma e tem de o ser em Lisboa também", diz António Rosa de Carvalho.»

10/11/2012

POSTAIS DA BAIXA: Rua de São Nicolau

Imagens chegadas por email de um cidadão identificado:


Três clássicos de Lisboa: pavimentos esburacados, estacionamento selvagem e lixo.

04/11/2012

RUA DE SÃO MAMEDE, ao CALDAS



Mais evidências de uma auatrquia incapaz de fazer a manutenção da nossa cidade, desde a higiene urbana aos pavimentos dos arruamentos. Rua de São Mamede, entre o Largo do Caldas e a Rua da Saudade. Também é justo lembrar que estas imagens retratam igualmente uma preocupante falta de civismo por parte de demasiados cidadãos. Porque a manutenção de uma cidade também depende muito dos seus habitantes.