13/04/2014

O desastre imundo em que se transformou o recém arranjado Jardim de Santos
















Nas noites de 5ª, 6ª e Sábado hordas de adolescentes e jovens adultos invadem o Largo de Santos. Até às 4-5 da manhã os grupos cerram fileiras. Ocupam as faixas de rodagem, os passeios, o jardim recém-arranjado. Litrosas, pacotes de vinho, copos de plástico, todo o tipo de recipientes que são deitados para o chão. Os canteiros são pisoteados e destruídos. Vomita-se, urina-se, berra-se, bebe-se, pinta-se as paredes da casa dos outros. A polícia nada faz, a CML tudo permite, o civismo é uma coisa de antiquados. A liberdade transformou-se em libertinagem. A impunidade é a regra na noite de Lisboa. 

24 comentários:

Anónimo disse...

Lisboa, refém da bicharada.

Filipe Melo Sousa disse...

Os jovens em portugal não servem apenas para receber 500€ por mês e fazer o trabalho dos outros. Os jovens servem também para pagar 97% de carga fiscal nos cigarros e 80% no álcool. Para nem falar das licenças camarárias dos bares. Com esse dinheiro podem largamente mandar limpar o largo. Em vez de insultar a juventude neste país em que não existem caixotes de lixo na rua, tratem-nos bem. Porque estão todos a sair do país, e vão ficar sem ninguém que vos pague a reforma.

Anónimo disse...

Não vale a pena Filipe. A juventude, toda ela sem excepção é, para estes senhores, apenas um problema. Por eles era tê-los de uniforme escolar, certinhos e direitinhos, metidos na cama às dez da noite e sexo só depois do casamento. Beber na rua? Onde é que já se viu? Corrê-los todos à paulada, mas é. Muitos dos que defendem os chamados "valores de Abril" tornaram-se ainda mais reaccionários do que aqueles que os antecederam.

Tiago disse...

"em que não existem caixotes de lixo na rua"

Eu que moro aqui ao pé garanto-lhe que, entre 5ª e Sábado, costumo ver vários(caixotes de lixo extra) espalhados pelo chão.
Regra geral, são pontapeados e virados ao contrário.
Enfim, com a minha infinita condescendência, admito que temos que ser um pouco condescendentes com esta juventude.
Pelo menos para com os que ficam...

Miguel de Sepúlveda Velloso disse...

Sr. FMS fará parte das ditas "hordas"? Acha horda um insulto? É um termo histórico até. E quem lhe diz que eu não sou jovem? E que, como tal, me sinta ultrapassado pela mera impunidade e selvajaria? QUem lhe disse que a minha reforma será paga pela magnífica administração deste país?

Onde vive este sr.? Obececado pelo dinheiro, pelas verbas, pelo quem tem e não tem.

Quem lhe disse que não conheço suficientes empresas que fazem muito com pouco, mesmo em matéria de salvaguarda do património?

Os seus comentários são de uma orginalidade comovente. Já agora pq comenta num blogue quando se está nos antípodas?

Não lhe dou o direito de inferir que eu não trabalho e que são os jovens que o fazem por mim.

O problema não é a diversão, é a selvajaria com que se trata a coisa pública. Isso não se limpa com mais dinheiro, mas com mais civismo. A falta dele parece ser o norte do sr. FMS. Elucidativo.


Cumprimentos

Sugiro que

Filipe Melo Sousa disse...

Caro MSV, o seu post é propositadamente deselegante para com a nossa juventude. Para além disso está a faltar à verdade com o que realmente se passa ali. Acontece que a CML (e a administração central) recolhe alegremente todo o tipo de receitas (impostos) destas actividades, e depois de se encher nem sequer se preocupa em limpar a zona e disponibilizar caixotes de lixo. As receitas são é aplicadas nos salários dos 10.000 dinossauros que trabalham na CML.

Provavelmente você sugere que no fim da noite os jovens guardem todos os copos e garrafas num saco, e que se dirijam (nos carros que você deseja que eles não estacionem na zona) à valorsul para lá os depositar. É que como poderá ver os contentores de lixo são limitados, ao contrário dos impostos cobrados sobre o consumo.

Enquanto prevalecer em Portugal esta mentalidade, e se tratar a juventude com tal condescendência moral, e exploração no mercado de trabalho onde as empresas praticam todo o tipo de apartheids contratuais em que uns trabalham o triplo e recebem metade, para alimentar a geração de Abril e os seus infindáveis direitozinhos adquiridos, o país está perdido e falido.

Portugal é uma torre de de destilação em que por cima saem os mais aptos e os potenciais melhores trabalhadores e pagadores de impostos (para fora do país), e por baixo ficam os menos aptos e com maior predisposição para viver à custa das pretações sociais, tachos bem pagos e empregos indespedíveis para a vida. Não é preciso ser futurologista para ser pessimista.

Um dia chamará de volta os jovens que tanto o incomodam pela sua existência, barulho e actividades poluentes, que pagam a sua reforma. Mas será tarde. "quand vous serez bien vieille, le soir à la chandelle.."

Aqui Mora Gente disse...

A realidade aqui retratada passou a ser um lugar comum em quase todos os bairros do Centro Histórico de Lisboa e testemunhada pelos seus residentes nas diversas reuniões descentralizadas promovidas pela CML.O desrespeito pelas mais elementares regras de vivência em comunidade é inadmissível numa sociedade civilizada.Os jovens acabam por ser igualmente "vítimas" de um modelo de venda intensiva de álcool a baixo preço, gritam e bebem nas ruas e em todo o espaço público, urinam nas paredes e portas dos prédios, buzinam pela noite fora,vandalizam os carros, o equipamento público, mas tudo isto é tolerado e permitido sem intervenção de qualquer autoridade.

Anónimo disse...

ó Melo Sousa, esses valores 97% e 80% são tirados de onde?
ou são como todos os outros números imaginários que costumas atirar para as discussões?

Anónimo disse...

mais uma coisa, ó Melo Sousa, os jovens que ficam não pagam reformas a ninguém, porque salários de 500 EUR não pagam reformas.

CrocDundee disse...

AHAHAHAHAAHAHAH!
Muito bom!
O Felipe Melo Sousa acha mal que se responsabilize os coitados dos meninos jevardos que sujam, cospem, falam alto, falam mal, conduzem mal...
E vem falar dos impostos sobre o tabaco? AHAHAHA
Muito bom betinho, muito bom.

Filipe Tolo de Sousa disse...

"gritam e bebem nas ruas e em todo o espaço público, urinam nas paredes e portas dos prédios, buzinam pela noite fora, vandalizam os carros, o equipamento público"

Mais condescendência para com a "nossa" juventude e os nossos "pobres" jovens, sffv.
Eles não tem culpa...

Filipe Tolo de Sousa

Anónimo disse...

No momento em que a nossa Juventude entender que o dinheiro paga tudo e que o respeito pelo espaço público é inversamente proporcional ao dinheiro que se gasta para o manter algo de muito errado está a nascer na nossa Sociedade...
Se não compreende isso no âmbito da formação cívica, por favor entenda isso no âmbito da sustentabilidade da nossa Sociedade. Porque essa mentalidade vai conduzi-lo a si a pagar rios de dinheiro para pagar os estragos que o seu filho fará.

Miguel de Sepúlveda Velloso disse...

Sr. FMS,

"le soir à la chandelle" não faz o meu género e, embora, seja chique um certo toque estrangeirado, prefiro usar português.

Os seus comentários estão desfazados da realidade. O que se passa aqui, na noite de Lisboa, é um desastre cívico. Nem mais nem menos. Ora isso nada tem que ver com reformas, dinheiro, prestações para a segurança social e quejandos.

A ligação entre selvajaria e diversão, nas minhas limitadas capacidades intelectuais, confesso que não vislumbro. Ser-se jovem não tem que ser sinónimo de incivilizado, bruto, grosseiro, porco, etc.

Se um dia estiver a jantar nos restaurantes vizinhos dos famigerados bares e um jovem, que tanto defende, urinar para o vidro ao qual está encostada a sua mesinha, verá que as suas boas intenções e filosofias de chão de praça, estilhaçar-se-ão como a sua alegada clarividência.

Com "chandelle", ou sem ela, pretendo envelheecr num país melhor e mais civilizado. A minha reforma não é para aqui chamada. Controvérsia encerrada.

Cumprimentos

PS: Obcecado e não como estava escrito. Gralhas destas acontecem. Tal como alguns comentários.

Filipe Melo Sousa disse...

Caro MSV, você continua a dar uma imagem injusta, falsa, caricatural e "desfazada" (usando o seu vocabulário) das saídas nocturnas da juventude Lisboeta. Deveria ter a honestidade intelectual para reconhecer que o estado lastimável daquela zona da cidade se deve unicamente à falta de acção da CML, ou em geral do estado português que recolhe avultados impostos e taxas para prestar um serviço público que notoriamente não é ali prestado.

A nossa juventude não é mais desleixada e rufia que outras pela europa fora. Os nossos serviços camarários é que cobram imposto máximo para prestar serviço mínimo, e gastam as suas receitas para empregar todo o género de dinossauros que se sentam o dia todo numa secretária sem prestar serviço algum. A geração virtuosa das conquistas de abril a quem deveríamos agradecer herdar um calote do tamanho de um país.

Antes de usar qualquer arma de arremesso contra uma geração que nasceu já com a dívida da debocha da geração do 25 de abril para pagar, tenha alguma humildade. Porque vai precisar dela quando vier clamar a sua pensão de sobrevivência. Servirá então de pouco, pois poucos ficarão para pagar a conta. Da mesma forma que lhe convém mandar calar o assunto, vai-lhe convir muito vir pedinchar fundos de subsistência num furuto breve. Até já.

José G disse...

Concordo com alguns dos comentários que o Filipe tece aos serviços da administração municipal de Lisboa.No entanto gostava de lhe perguntar o seguinte:
E os vândalos grafiteiros?
Aqueles que diariamente se divertem a pincharem a cidade em nome de uma certa pseudo "arte" apelidada de "tag"!
Quem é que me paga as centenas de euros que desembolsei o ano passado na contratação de uma empresa especializada para limpar a fachada do meu prédio, uma vez que a câmara, no seu mega plano para limpar todas as paredes das principais ruas e avenidas da cidade(trabalho que, na minha opinião, deixou muito a desejar, vejam o caso do bairro alto) não abrangeu a minha!
Será que neste caso a responsabilidade exclusiva recai sobre a câmara?
E os meninos mal compreendidos? Esses já não tem culpa? O comportamento dos mesmos também merece a mesma complacência que o sr defende para com os que sujam?

Anónimo disse...

Já dava para montar um negocio de reciclagem ao estilo de S.Paulo onde mesmo nas zonas marginalizadas não se vê plastico vidro ou latas e inclusive se tiveres a beber de lata aparecem 3 ou 4 para lhes dares a lata pois sobrevivem com estes produtos. Por cá sem duvida que falta civismo talvez aplicarem a lei do alcool com penas de civismo como limparem aquela zona e outras de Lisboa e do país se tiverem a infringir e claro colocarem a famosa vigilancia como nas grandes capitais europeias onde a imagem vale de prova o problema está na facilidade com que se adquire alccol mesmo sendo menor onde os vendedores olham ao lucro e que se lixe o meio envolvente.
Outra soluçã oseria aranjar uns putos americanos com umas M249 a jogarem Postal com quem larga um copo no chão ou fora do local ou mesmo por pisar a relva

Anónimo disse...

É curioso ver gente que não mora em Lisboa a falar daquilo que não conhece. Todos sabem que as zonas de Santos, de Alcântara e outras (onde há discotecas aos molhos) são "zonas de guerra" todas as manhãs, em especial nos sábados e domingos de manhã. Tudo sujo, cheio de garrafas de cerveja, copos de cerveja, latas, papéis, urina, fezes, restos de vómito, restos de comida, seringas e até preservativos usados. Só não vê quem não quer. Não culpo os jovens porque nem todos fazem disto. Mas aqueles que vêm para estes sítios são uns porcos imundos que apenas sujam e estragam o que cá está. Todas as manhãs é ver o pessoal da câmara a limpar, para no outro dia a seguir voltarem a limpar o nojo que esta gente deixou. São piores que animais. Estragam os caixotes de lixo, os bancos do jardim, grafitam fachadas, janelas, vidros de montras, passeio e tudo o mais. Já para não falar do barulho que fazem à noite. Mas não é apenas aqui. O mesmo acontece em qualquer zona onde existam discotecas. Será isto a civilização? Porque não se vê disto nos países nórdicos?!

Anónimo disse...

Os jardins de Lisboa estão completamente degradados. Não é culpa apenas dos vândalos que os estragam e sujam, mas também da completa incúria da CML e das juntas de freguesia. Estão uma vergonha. Até já ouvi os turistas referirem-se aos jardins de Lisboa como matas de imundice, e a dizerem que os locais onde estes jardins se encontram devem ser os bairros de lata de Lisboa. Mas são jardins que estão bem no meio de Lisboa e, alguns, em zonas turísticas. Acho incrível que alguém como o sr. Francisco venha para aqui defender que os jovens que andam em borgas até de manhã (jovens ou velhos, pouco me interessa), devem poder atirar o lixo para onde quiserem. Eu proponho que organizem o lixo todo e o mandem para casa deste sr. para ele sentir o agradável aroma!! Tenha vergonha nessa cara!!

Anónimo disse...

Peço desculpas. Escrevi Francisco, mas é Frederico Sousa. Mandem o lixo para casa dele!

Anónimo disse...

Tanto os jovens não compreendem o passado como os velhos não compreendem o futuro. Estamos bem uns para os outros.

Miguel de Sepúlveda Velloso disse...

reagindo ao comentário do anónimo das 12.59:

Obrigado pelo seu comentário embora eu não perceba a lógica subjacente.O que é que sujar, degradar e destruir tem a ver com não compreender o passado e a indignação legítima de quem asssiste a essa selvajaria com não compreender o futuro.

As fotografias retratam um facto. Que acontece todas as semanas. Não pretendem abrir um tratado de filosofia barata.

Anónimo disse...

Caro José:

Mas é a própria cml que promove essa tal "arte" que refere.
Ainda por cima em edifícios de categoria ímpare, como aquele trio na Fontes Pereira de Melo.
Sustivéssemos em qualquer outra capital europeia que se preze e já estavam reabilitados!

Anónimo disse...

Experimentem sair de casa de manhã, num dia de chuva e a primeira coisa que vos acontece é escorregar num desses malditos copos de plástico, garanto que não é uma experiência agradável, moro em Santos-O-Velho e sei do que falo, e não a culpa não é da câmara, a limpeza é reforçada aos fins de semana, senão receio que já nos tivesse-mos afogado em garrafas partidas, copos de plástico e outras imundices, quanto ao Jardim de Santos, que esteve em requalificação, bastou um fim de semana depois de reaberto para começar a ser destruído, e como destruir demora menos do que construir ou reparar, está tudo dito.

Schleibinger

Alexandre Silva disse...

FMS, tens uns bons arghumentos mas temo que não vejas bem a quetão, é simples: tens orgulho em que alguém, jovem ou não, deite lixo para o chão e suje tudo? achas mesmo bem? não achas falta de educação? E se te dás conta, pelo que dizes, deitar lixo para o chão é admissivel como um privilégio da juventude? Que achas se toda a gente deitasse lixo para o chão a qualquer hora do dia? Sentir-te ias bem na tua cidade?